“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 01 DE AGOSTO DE 2025
1 de agosto de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 03 DE AGOSTO DE 2025
3 de agosto de 2025Sábado da Semana XVII do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Segunda Epístola aos Coríntios 12, 14 – 13, 13
O Apóstolo anuncia a próxima visita para corrigir os coríntios
Irmãos: É esta a terceira vez que estou pronto a ir ter convosco, e não vos serei pesado, porque não pretendo os vossos bens, mas a vós mesmos. Não são os filhos que devem ganhar para os pais, mas os pais para os filhos. Por mim, da melhor vontade darei o que é meu e me darei a mim mesmo pelas vossas almas. Será que, por vos ter mais amor, sou menos amado?
Mas seja assim. Não vos fui pessoalmente pesado. Todavia, astuto como sou, apanhei-vos por astúcia. Ter-vos-ia eu defraudado por algum daqueles que vos enviei? Insisti com Tito e mandei com ele o outro irmão. Ter-vos-á defraudado Tito? Não procedemos segundo o mesmo espírito? Não seguimos os mesmos passos?
Imaginais há muito que procuramos justificar-nos diante de vós. Mas nós falamos diante de Deus, com os olhos em Cristo. E tudo isto, caríssimos, para vossa edificação. Na verdade, receio que, ao chegar, não vos encontre tais como desejo e que vós não me encontreis tal como desejais. Temo encontrar entre vós discórdias, ciúmes, rivalidades, dissenções, maledicências, murmurações, insolências, desordens. Temo que, ao visitar-vos de novo, Deus me humilhe diante de vós, e tenha de chorar por muitos que pecaram e não se arrependeram da impureza, imoralidade e sensualidade a que se tinham entregado.
É esta a terceira vez que vou ter convosco. «Pela palavra de duas ou três testemunhas será resolvido qualquer assunto.» Já o disse durante a minha segunda visita àqueles que anteriormente pecaram e a todos os outros, e repito-o agora que estou ausente. Se aí voltar, não pouparei os que pecaram, visto que procurais uma prova de que Cristo fala em mim, Ele que não é fraco para convosco, mas exerce o seu poder no meio de vós. De facto, Ele foi crucificado na sua fraqueza, mas vive pelo poder de Deus. Também nós somos fracos n’Ele, mas viveremos com Ele para vós pelo poder de Deus.
Examinai-vos a vós mesmos, vede se estais firmes na fé. Provai-vos a vós mesmos. Não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? A não ser que a prova seja contra vós. Espero que reconheçais que a prova não é contra nós. Entretanto, rogamos a Deus que não pratiqueis nenhum mal, não para que pareçamos aprovados, mas para que pratiqueis o bem, embora sejamos tidos como reprovados. Porque nada podemos contra a verdade, mas só a favor da verdade. Alegramo-nos quando somos fracos e vós sois fortes. O que pedimos nas nossas orações é a vossa perfeição. Se, estando ausente, vos escrevo estas palavras, é para que, uma vez presente, não tenha de usar de severidade, segundo os poderes que Cristo me conferiu, para edificar e não para destruir.
Quanto ao resto, irmãos, sede alegres, trabalhai pela vossa perfeição, animai-vos uns aos outros, tende os mesmos sentimentos, vivei em paz. E o Deus do amor e da paz estará convosco. Saudai-vos uns aos outros com o ósculo santo. Todos os santos vos saúdam. A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
RESPONSÓRIO 2 Cor 13, 11; Filip 4, 7
R. Sede alegres, trabalhai na vossa perfeição, vivei em paz, * E o Deus do amor e da paz estará convosco.
V. A paz de Deus, que supera toda a inteligência, guardará os vossos corações em Cristo Jesus. * E o Deus do amor e da paz estará convosco.
SEGUNDA LEITURA
Da Carta de Santo Inácio de Antioquia, bispo e mártir, a Policarpo
(5, 1 – 8, 1.3: Funk 1, 249-253) (Sec. I)
Tudo se faça para glória de Deus
Evita as artes mágicas e fala aos fiéis para se precaverem contra elas. Recomenda às minhas irmãs que amem o Senhor e que vivam contentes com os seus maridos nas coisas materiais e espirituais. Igualmente exorta os meus irmãos, em nome de Jesus Cristo, para que amem as suas esposas, como o Senhor ama a Igreja. Se alguém puder permanecer em castidade, para honrar a carne do Senhor, permaneça nela com humildade. Se se gloriar, perde-se; e se se julgar superior ao bispo, está perdido. Os que se casam, esposos e esposas, devem contrair o seu matrimónio com a aprovação do bispo, para que o seu casamento seja segundo o Senhor e não segundo a concupiscência. Tudo se faça para glória de Deus.
Prestai atenção ao bispo, para que também Deus vos preste atenção. Eu ofereço a minha vida por aqueles que se submetem ao bispo, aos presbíteros e aos diáconos; e oxalá me seja dado ter parte com eles em Deus. Colaborai intimamente uns com os outros: juntos lutai, correi, sofrei, descansai e levantai-vos, como administradores, assistentes e ministros de Deus. Procurai agradar Àquele sob cujas ordens militais e de quem recebeis a remuneração; e não haja entre vós nenhum desertor. Seja o vosso baptismo como um escudo, a fé como um capacete, a caridade como uma lança, a paciência como um arsenal de todas as armas; os vossos depósitos sejam as boas obras, para que possais receber a seu tempo a recompensa a que tendes direito. Sede magnânimos uns para com os outros, praticando a mansidão, para que o mesmo faça Deus convosco. Queira Deus que eu possa gozar para sempre da vossa presença.
A Igreja que está em Antioquia da Síria, segundo me disseram, goza de paz, graças às vossas orações; assim também eu me sinto agora mais tranquilo, com a segurança que vem de Deus, e o meu único desejo é chegar até junto de Deus através do martírio, para merecer ser vosso discípulo na ressurreição. Seria bom, ó Policarpo abençoado por Deus, convocar uma assembleia agradável a Deus e eleger alguém que seja digno de confiança e diligente, o qual possa ser chamado o «correio divino», e que ele tenha a honra de partir para a Síria, a fim de celebrar a vossa infatigável caridade para glória de Deus.
O cristão não é senhor de si, mas está ao serviço de Deus. Esta obra é de Deus e também é vossa, se a levardes a bom termo. Eu confio na graça e creio que estais dispostos a realizar a boa obra para honra de Deus. É breve esta minha carta de exortação, porque conheço o vosso ardente zelo pela verdade.
Como não pude escrever a todas as Igrejas, porque tive de partir improvisamente de Tróade para Nápoles da Macedónia, tu, que tens o pensamento de Deus, escreve a todas as Igrejas situadas a Oriente para que façam o mesmo. As que puderem, mandem mensageiros; as outras mandem cartas por meio de delegados que tu enviarás, e assim alcançareis glória eterna com esta obra, como bem mereceis.
Desejo que vos encontreis sempre bem, em Jesus Cristo nosso Deus, e por Ele permaneçais na unidade, sob a vigilância de Deus. Sede fortes no Senhor.
RESPONSÓRIO 1 Cor 15, 58; 2 Tes 3, 13
R. Permanecei firmes, inabaláveis, cada vez mais diligentes na obra do Senhor. * O vosso esforço não é inútil aos olhos do Senhor.
V. Não vos canseis de praticar o bem. * O vosso esforço não é inútil aos olhos do Senhor.
Oração
Deus, protector dos que em Vós esperam, sem Vós nada tem valor, nada é santo. Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia, para que, conduzidos por Vós, usemos de tal modo os bens temporais que possamos aderir desde já aos bens eternos. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
2 Pedro 1, 10-11
Irmãos, esforçai-vos cada vez mais por assegurar com boas obras a vossa vocação e eleição, porque deste modo não pecareis jamais. E assim vos será largamente oferecida a entrada no reino eterno de Nosso Senhor Jesus Cristo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Clamei por Vós, Senhor: Sois o meu refúgio.
R. Clamei por Vós, Senhor: Sois o meu refúgio.
V. Sois a minha herança na terra dos vivos.
R. Sois o meu refúgio.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Clamei por Vós, Senhor: Sois o meu refúgio.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/sabado-da-semana-xvii-do-tempo-comum-6/>]
Sábado da Semana XVII do Tempo Comum
Leitura I (anos ímpares) Lv 25, 1.8-17
O Senhor falou a Moisés, dizendo:
«Contareis sete semanas de anos,
isto, é, sete vezes sete anos;
de maneira que, durante esse período de tempo,
serão quarenta e nove anos.
No dia dez do sétimo mês,
mandarás fazer uma proclamação ao som da trombeta.
É o dia das Expiações:
tocareis a trombeta por toda a vossa terra.
De cinquenta em cinquenta anos promulgareis um ano santo
e proclamareis no país a liberdade de todos os habitantes da terra.
Será para vós um jubileu:
cada um tornará a possuir a sua propriedade
e cada um voltará à sua família.
O quinquagésimo ano será para vós um ano jubilar:
não semeareis,
nem ceifareis as espigas que tiverem nascido espontaneamente,
nem vindimareis as vinhas não podadas.
É um jubileu, que será para vós sagrado:
comereis do que os campos forem produzindo.
Nesse ano jubilar,
cada um tornará a possuir a sua propriedade.
Se venderes alguma coisa ao teu próximo,
ou se lhe comprares alguma coisa,
nenhum de vós prejudique o seu irmão.
Comprarás ao teu próximo,
tendo em conta o número de anos depois do jubileu;
e ele te venderá segundo o número de anos de colheita.
Quanto maior for o número de anos, maior será o preço;
quanto menor for o número de anos, menor será o preço,
pois o que ele te vende é um certo número de colheitas.
Nenhum de vós prejudique o seu próximo.
Temerás o teu Deus,
porque Eu sou o Senhor, vosso Deus».
compreender a palavra
A preocupação pelo próximo está acima de todas as leis. “Nenhum de vós prejudique o seu próximo”. O jubileu é uma instituição ao serviço da justiça social. A distribuição do território feita por Josué ao chegar à terra prometida, permitiu a cada tribo usufruir de um espaço para viver e em cada tribo todas as famílias receberam uma parcela. As trocas comerciais, comum entre as pessoas, podem levar a situações de misérias. Para que estas situações não se perpetuem, até porque podem ter na base graves injustiças, ao fim de cinquenta anos todos os bens regressam às famílias inicias e as pessoas que, por diversas razões, ficaram reféns de compromissos ficam livres para regressar às suas famílias. A terra não nos pertence é apenas um lugar para todos vivermos e, portanto, não pode estar tudo nas mãos de uns poucos, nem se pode perder a liberdade para sempre. O jubileu coloca um ponto final em todas as situações de injustiça fazendo regressar a harmonia do início. Trata-se de um ano santo, um tempo sagrado.
meditar a palavra
A atenção às questões sociais é fundamental. O cristão não pode pactuar com injustiças nem permitir que se produzam situações de misérias entre os seus irmãos e, menos ainda, deixar que se perpetuem no tempo como um castigo, suportado de geração em geração, situações gritantes de desigualdade social. O direito de compra e venda, de propriedade privada, de dar e receber trabalho, não podem servir para criar homens de primeira e homens de segunda. A dignidade do homem passa pela sua liberdade, pela posse dos bens necessários à sua subsistência, pelo direito ao trabalho, pela igualdade, pelo acesso à justiça e pela relação com Deus. Nenhum homem está acima do outro homem. Por isso a sociedade deve encontrar mecanismos capazes de produzir a igualdade social e os cristãos devem estar atentos tanto às leis que regem a vida social como à sua aplicação à realidade, para denunciar tudo o que for atentado à dignidade do homem. O homem é um lugar sagrado e a vida do homem um templo santo.
rezar a palavra
Dá-me, Senhor, o sentido do outro, da sua dignidade e da sua igualdade porque nos criaste à tua imagem e semelhança e nos criaste para ti. Só na dignidade de te pertencermos e de reconhecermos que tudo te pertence, saberemos respeitar-nos na dignidade de cada um perante a justiça do teu amor. Olha pelos nossos irmãos, Senhor, a quem foi tirada a dignidade para estarem ao serviço escravo do capital, que serve os interesses dos poderosos, que não olham a meios para serem donos deste mundo.
compromisso
Rezo pelos homens e mulheres que são tratados como mercadoria que se trafica sem respeito pela sua dignidade.
Evangelho Mt 14, 1-12
Naquele tempo,
o tetrarca Herodes ouviu falar da fama de Jesus
e disse aos seus familiares:
«Esse homem é João Batista que ressuscitou dos mortos.
Por isso é que nele se exercem tais poderes miraculosos».
De facto, Herodes tinha mandado prender João
e algemá-lo no cárcere,
por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe.
Porque João dizia constantemente a Herodes:
«Não te é permitido tê-la por mulher».
E embora quisesse dar-Lhe a morte,
tinha receio da multidão,
que o considerava como profeta.
Ocorreu entretanto o aniversário de Herodes
e a filha de Herodíades dançou diante dos convidados.
Agradou de tal maneira a Herodes,
que este lhe prometeu com juramento
dar-lhe o que ela pedisse.
Instigada pela mãe, ela respondeu:
«Dá-me agora mesmo num prato a cabeça de João Batista».
O rei ficou consternado,
mas por causa do juramento e dos convidados,
ordenou que lha dessem
e mandou decapitar João no cárcere.
A cabeça foi trazida num prato e entregue à jovem,
que a levou a sua mãe.
Os discípulos de João vieram buscar o seu cadáver
e deram-lhe sepultura.
Depois foram dar a notícia a Jesus.
compreender a palavra
Mateus insere o relato da morte de João Batista no contexto do aparecimento de Jesus, que crescia em fama diante das multidões por causa da sua palavra e dos milagres que a acompanhavam. Cheio de remorsos, Herodes entende que, a voz que se houve nas praças e que chega até aos corredores e salas do seu palácio é a mesma voz que ele ouvia quando João falava e lhe revelava o seu pecado, chamando-o à conversão. De facto, João dizia-se a voz anunciada por Isaías, a voz daquele que grita no deserto. E Jesus diz que ele é o mensageiro que veio à frente, é a voz que veio anunciar a sua chegada. João morreu porque a sua voz incomodava a mulher de Herodes. Jesus vai morrer porque a sua voz incomoda os que habitam instalados nos palácios das suas próprias razões.
rezar a palavra
Senhor Jesus, a tua voz ecoa aos meus ouvidos e incomoda-me tantas vezes. As minhas razões, os motivos da minha vida, as convicções e os princípios dos quais não quero abdicar, nem sempre estão de acordo com a tua voz. Também eu tento não ouvir, faço o que posso para apagar a voz. Mas hoje, te peço, insiste, rompe a minha surdez, vence o meu coração endurecido e faz-te ouvir para que me converta e viva.
compromisso
Repito insistentemente com Santo Agostinho: “chama por mim, clama por mim e rompe a minha surdez”.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2025/08/santos-do-dia-da-igreja-catolica-02-de-agosto/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 02 de Agosto
Postado em: por: marsalima
Santo Eusébio de
Vercelli
Eusébio nasceu na ilha da Sardenha, no ano 283. Depois da morte do seu pai, em testemunho da fé em Cristo, durante a perseguição do imperador Diocleciano, sua mãe levou-o para completar os estudos eclesiásticos em Roma. Assim, muito jovem, Eusébio entrou para o clero, sendo ordenado sacerdote. Aos poucos, foi ganhando a admiração do povo cristão e do papa Júlio I, que o consagrou bispo da diocese de Vercelli em 345.
Nessa condição, participou do Concílio de Milão em 355, no qual os bispos adeptos da doutrina ariana tentaram forçá-lo a votar pela condenação do bispo de Alexandria, santo Atanásio. Eusébio, além de discordar do arianismo considerou a votação uma covardia, pois Atanásio, sempre um fiel guardião da verdadeira doutrina católica, estava ausente e não podia defender-se. Como ficou contra a condenação, ele e outros bispos foram condenados ao exílio na Palestina.
Porém isso não o livrou da perseguição dos hereges arianos, que infestavam a cidade. Ao contrário, sofreu muito nas mãos deles. Como não mudava de posição e enfrentava os desafetos com resignação e humildade, acabou preso, tendo sido cortada qualquer forma de comunicação sua com os demais católicos. Na prisão, sofreu ainda vários castigos físicos. Contam os escritos que passou, também, por um terrível suplício psicológico.
Quando o povo cristão tomou conhecimento do fato, ergueu-se a seu favor. Foram tantos e tão veementes os protestos que os hereges permitiram sua libertação. Contudo o exílio continuou e ele foi mandado para a Capadócia, na Turquia e, de lá, para o deserto de Tebaida, no Egito, onde foi obrigado a permanecer até a morte do então imperador Constantino, a quem sucedeu Juliano, o Apóstata, que deu a liberdade a todos os bispos presos e permitiu que retomassem as suas dioceses.
Depois do exílio de seis anos, Eusébio foi o primeiro a participar do Concílio de Alexandria, organizado pelo amigo, santo Atanásio. Só então passou a evangelizar, dirigindo-se, primeiro, a Antioquia e, depois, à Ilíria, onde os arianos, com sua doutrina, continuavam confundindo o povo católico. Batalhou muito combatendo todos eles.
Mais tarde, foi para a Itália, sendo recepcionado com verdadeira aclamação popular. Em seguida, na companhia de santo Hilário, bispo de Poitiers, iniciou um exaustivo trabalho pela unificação da Igreja católica na Gália, atual França. Somente quando os objetivos estavam em vias de serem alcançados é que ele voltou à sua diocese em Vercelli, onde faleceu no dia 1o. de agosto de 371.
Apesar de ser considerado mártir pela Igreja, na verdade santo Eusébio de Vercelli não morreu em testemunho da fé, como havia ocorrido com seu pai. Mas foram tantos os seus sofrimentos no trabalho de difusão e defesa do cristianismo, passando por exílios e torturas, que recebeu esse título da Igreja, cujo mérito jamais foi contestado. Com a reforma do calendário litúrgico de Roma, de 1969, sua festa foi marcada para o dia 2 de agosto. Nesta data, as suas relíquias são veneradas na catedral de Vercelli, onde foram sepultadas e permanecem até os nossos dias.
São Pedro Julião Eymard
Pedro Julião Eymard nasceu no norte da França, em Esère, no dia 4 de fevereiro de 1811, primeiro filho de um casal de simples comerciantes, profundamente religioso. Todos os dias, sua mãe levava-o à igreja, para receber a bênção eucarística. Assim, aos cinco anos de idade, despontou sua vocação religiosa e sacerdotal.
Mas encontrou a objeção do seu pai. Apesar de muito religioso, ele não concordou com a decisão do filho, porque precisava da sua ajuda no trabalho, para sustentar a casa. Além disto, não tinha condições de pagar as despesas dos estudos no seminário. Diante desses fatos, só lhe restava rezar muito enquanto trabalhava e, às escondidas, estudar o latim. Em 1834, conseguiu realizar o seu sonho, recebendo a ordenação sacerdotal na sua própria diocese de origem.
Após alguns anos no ministério pastoral, em 1839, padre Eymard entrou na recém-fundada Congregação dos Padres Maristas, em Lyon. Nesta Ordem permaneceu durante dezessete anos, chegando a ocupar altos cargos. Foi quando recebeu de Maria Santíssima a missão de fundar uma obra dedicada à adoração perpétua da eucaristia.
Aliás, padre Eymard já notava que havia um certo distanciamento do povo da Igreja. Algo precisava ser feito. Rezou muito, pediu conselhos aos superiores e para o próprio papa Pio IX. Entretanto, percebeu que por meio do Instituto dos Maristas não poderia executar o que era preciso. Deixou o Instituto e foi para Paris.
Lá, em 1856, com a ajuda do arcebispo de Paris, fundou a Congregação dos Padres do Santíssimo Sacramento. E, depois de três anos, a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento. Mais tarde, também fundou uma Ordem Terceira, em que leigos comprometem-se na adoração do Santíssimo Sacramento.
Padre Pedro Julião Eymard foi incansável, viajando por toda a França, para levar sua mensagem eucarística. Como seu legado, além da nova Ordem, deixou inúmeros escritos sobre a espiritualidade eucarística.
Muito doente, ele faleceu na sua cidade natal no dia 1o. de agosto de 1868, com apenas cinqüenta e sete anos de idade. Beatificado pelo papa Pio XI em 1925, foi canonizado pelo papa João XXIII em 1962. Na ocasião, foi designado que a memória litúrgica de são Pedro Julião Eymard deve ser celebrada em 2 de agosto, um dia após o de sua morte.
Santo Estevão I
Estevão era italiano, de origem romana e seu pai se chamava Júlio. Não se tem registro de mais nada sobre sua família. Ele viveu no século II, quando a Igreja estava estremecida pela crise interna e sofria com as perseguições impostas aos fiéis, pelos imperadores de Roma. Ele foi eleito sucessor do Papa Lúcio I e o primeiro com este nome. O seu pontificado foi marcado, no início, por um período de paz, concedido aos cristãos, pelo então imperador Valeriano e, depois, pelos inúmeros problemas internos, que dividia os sacerdotes católicos na ocasião.
A Igreja estava dividida quanto ao tratamento a ser dado aos “lapsi”, como eram chamados os fiéis que renegaram Jesus Cristo, abandonando a Igreja com medo do martírio no período das perseguições e que depois arrependidos queriam retornar ao Cristianismo. Este era o árido terreno que dividia o clero entre rigorosos e indulgentes.
Nesta época, dois Bispos da Espanha, ambos “arrependidos”, desejavam voltar ao Cristianismo. Os cristãos concordavam que fossem aceitos, mas apenas como simples fiéis. Estes, porém, queriam ser aceitos como antes, na condição de Bispo e à frente das mesmas dioceses. Ambos, enganando o Papa Estevão I, reassumiram os postos, dizendo à todos que tinham a sua autorização. Houve então muita confusão e revolta em toda a Igreja, que se espalhou da Espanha alcançando o norte da África, onde o Bispo de Cartago era o grande Cipriano, hoje venerado como Santo.
Estevão I, teve de enfrentar toda a rejeição daquela decisão, que não havia sido sua, por parte de Cipriano que, de Cartago, liderou um movimento de revolta contra ele. O seu pontificado se complicou ainda mais quando em 257, a Igreja inteira voltou a ser perseguida pelo imperador Valeriano, que endureceu o governo, na tentativa de manter o Império unificado na guerra contra a Pérsia.
No dia 02 de agosto de 257, o Papa Estevão I morreu martirizado na sede da Igreja em Roma. Encontramos, esta narração no Martirológio Romano, que diz: o Papa Estevão I, celebrava o Santo Sacrifício da Missa, quando repentinamente apareceram alguns soldados. Corajoso continuou firme diante do altar celebrando os santos mistérios. Foi morto e alí mesmo o decapitaram.
As perseguições continuaram violentas por todas as regiões do Império, chegando no ano seguinte na África, onde o Bispo Cipriano também foi decapitado, na sua diocese de Cartago. As relíquias de São Estevão I, foram encontradas na Sepultura dos Papas, no Cemitério São Calisto, em Roma. Em 1682, seu corpo foi transferido para a Catedral da cidade de Pisa, na Itália. A sua veneração litúrgica foi designada para o dia de sua morte.
Zeferino Gimenez Malla (Bem-Aventurado)
Zeferino Gimenez Malla nasceu na Catalunha, Espanha, em 26 de agosto de 1861. Descendia do povo cigano daquela localidade, que chamava o menino de “El Pelé”. A família vivia na pobreza, que se intensificou quando o pai a abandonou para ficar com outra mulher. Por isso Zeferino não pôde ir à escola, precisou ajudar no sustento da casa, confeccionando e vendendo cestas de vime.
Quando completou vinte anos, transferiu-se para Barbastro e ali se casou com Teresa Gimenez Castro, ao modo cigano, sem rito religioso. O casal não pôde ter filhos, então resolveram adotar Pepita, uma sobrinha de Teresa.
Zeferino não tinha uma profissão fixa, era habilidoso com cavalos e mulas, mas tornou-se um comerciante autônomo depois de um episódio que encantou toda Barbastro. Um homem tuberculoso, vertendo sangue contaminado pela boca, estava agonizando na estrada. Todos tinham receio de ajudá-lo, afinal a tuberculose era extremamente contagiosa. Porém isso não intimidou Zeferino, que o ajudou prontamente, abrigando-o em sua casa e tratando de sua doença. Quis o destino que a família daquele homem fosse uma das mais poderosas do local, e Zeferino foi muito bem gratificado pela sua boa ação. Com o dinheiro, ele iniciou um pequeno negócio, que rapidamente prosperou.
Ele acabou enriquecendo, mas, mesmo assim, continuou praticando sua caridade. Com o sangue nômade nas veias, passou a pregar pelas estradas, munido do rosário. Socorria aos mais pobres, especialmente os ciganos, seus irmãos de sangue. Porém para ele todos eram o “próximo”, tornando-se a razão de sua existência e de seu trabalho caridoso.
Cristão, devoto da Virgem Maria e da eucaristia, freqüentava a santa missa todos os dias, na qual fazia questão de receber a comunhão. Zeferino oficializou seu casamento pelo rito católico em 1912. Na ocasião, passou a freqüentar a “Quarta-feira eucarística”, da Ordem Terceira de São Francisco, quando, então, todos os religiosos reconheceram naquele comunicativo cigano um grande modelo de virtude e santidade. Empenhou-se com grande generosidade nas Conferências de São Vicente de Paulo, porque desejava tornar sua caridade mais eficiente. Mesmo sendo analfabeto, também se dedicava à catequese das crianças, ciganas ou não. Era muito querido por elas, pois, conhecendo muitas passagens da Bíblia, ele as contava com especial inspiração.
Em 1936, explodiu a guerra civil espanhola. No dia 2 de agosto daquele ano, Zeferino foi preso ao tentar libertar um padre que era prisioneiro de um grupo anarquista. Tinha, então, setenta e cinco anos de idade. Mesmo sob a mira das armas, Zeferino protestou de cabeça erguida. Todos puderam ouvir seu último grito, brandindo o rosário, seu companheiro, antes do fuzilamento: “Viva Cristo Rei!”
Por ordem dos rebeldes, todos os fuzilados foram enterrados numa cova coletiva. Entre eles estava Zeferino, cujo corpo nunca pôde ser encontrado. Em 1997, numa bela cerimônia solene celebrada pelo papa João Paulo II, em Roma, na presença de milhares de ciganos cristãos do mundo todo, Zeferino Gimenez Malla foi declarado bem-aventurado. Assim, ele se tornou o primeiro cigano a ser elevado aos altares pela Igreja, cuja festa foi marcada para o dia de sua morte.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 02 DE AGOSTO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Reis 8, 60-61
Todos os povos da terra reconhecerão que o Senhor é Deus e que não há outro além d’Ele. E o vosso coração será todo, sem reserva, para o Senhor nosso Deus, praticando as suas leis e observando os seus preceitos.
V. Ensinai-me, Senhor, os vossos caminhos,
R. Guiai-me na vossa verdade.
Oração
Senhor nosso Deus, Pai todo-poderoso, infundi em nós a luz do Espírito Santo, para que, livres de todos os inimigos, possamos alegrar-nos sempre no vosso louvor. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Jer 17, 9-10
O coração é o que há de mais astucioso e incompreensível. Quem pode entendê-lo? Eu, o Senhor, penetro os corações e aprofundo os sentimentos de todos os homens, para retribuir a cada um segundo o seu modo de proceder, conforme o fruto das suas acções.
V. Purificai-me dos erros ocultos, Senhor,
R. E preservai do orgulho o vosso servo.
Oração
Senhor, fogo ardente de eterna caridade, fazei que, inflamados no vosso amor, Vos amemos sobre todas as coisas e ao próximo por amor de Vós. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Sab 7, 27a; 8,1
A Sabedoria de Deus, sendo única, tudo pode, e, imutável em si mesma, renova todas as coisas. Estende o seu vigor de um extremo ao outro da terra e tudo governa excelentemente.
V. Como são grandiosas, Senhor, as vossas obras
R. E insondáveis os vossos desígnios.
Oração
Ouvi, Senhor, a nossa oração e dai-nos a abundância da vossa paz, a fim de que, por intercessão da Virgem Santa Maria, dedicando alegremente ao vosso serviço todos os dias da nossa vida, possamos um dia chegar sem temor à vossa presença. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Col 1, 2b-6a
A graça e a paz de Deus nosso Pai e de Jesus Cristo nosso Senhor estejam convosco. Damos graças a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, e oramos continuamente por vós. De facto, temos ouvido falar da vossa fé em Cristo Jesus e da caridade que tendes para com todos os cristãos, por causa da esperança que vos está reservada nos Céus e de que tivestes conhecimento pela pregação da palavra da verdade, o Evangelho, que chegou até vós e ao mundo inteiro, onde frutifica e se desenvolve, como no meio de vós.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Desde o nascer ao pôr do sol, seja louvado o nome do Senhor.
R. Desde o nascer ao pôr do sol, seja louvado o nome do Senhor.
V. A sua glória está acima dos céus.
R. Seja louvado o nome do Senhor.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Desde o nascer ao pôr do sol, seja louvado o nome do Senhor.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças.
As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás-de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.




