“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 6 DE AGOSTO DE 2025
6 de agosto de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 8 DE AGOSTO DE 2025
8 de agosto de 2025Quinta-feira da Semana XVIII do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Início da Profecia de Oseias 1, 1-9; 3, 1-15
O profeta é para o povo um sinal do amor de Deus
Palavra do Senhor, que foi dirigida a Oseias, filho de beeri, no tempo de Ozias, de Jotão, de Acaz e de Ezequias, reis de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel.
Quando o Senhor começou a falar por meio de Oseias, disse-lhe: «Vai, toma por mulher uma prostituta e gera filhos de prostituição, porque toda a nação não faz mais que prostituir-se, afastando-se do Senhor». Ele foi e desposou Gomer, filha de Diblaim, a qual concebeu e lhe deu um filho. O Senhor disse a Oseias: «Põe-lhe o nome de Jezrael, porque dentro em breve castigarei a casa de Jeú pelo sangue derramado em Jezrael e porei fim à realeza da casa de Israel. Nesse dia quebrarei o arco de Israel no vale de Jezrael».
A mulher concebeu de novo e deu à luz uma filha. O Senhor disse a Oseias: «Põe-lhe o nome de Não-Amada, porque Eu não mais terei amor à casa de Israel para lhe perdoar de novo. Mas amarei a casa de Judá, salvá-los-ei pelo Senhor seu Deus. Não os salvarei por meio do arco, da espada, da guerra, dos cavalos ou dos cavaleiros». Acabada de desmamar a Não-Amada, a mulher concebeu outra vez e deu à luz um filho. O Senhor disse: «Põe-lhe o nome de ‘Não-meu-povo’, porque vós não sois o meu povo, e Eu ‘Não sou’ para vós o vosso Deus».
O Senhor disse-me ainda: «Vai e ama uma mulher que tenha um amante e lhe seja infiel, pois é assim que o Senhor ama os filhos de Israel, que se voltam para outros deuses e gostam dos bolos de uvas». Eu adquiri-a por quinze moedas de prata e medida e meia de cevada, e disse-lhe: «Esperarás por mim muito tempo sem te prostituíres nem pertenceres a outro homem, e eu farei o mesmo para contigo».
Assim, por muito tempo os filhos de Israel ficarão sem rei, sem chefes, sem sacrifícios, sem estelas, sem ornamentos nem penates. Depois os filhos de Israel voltarão a procurar o Senhor seu Deus e David seu rei; acorrerão temerosos ao Senhor e aos bens que Ele concederá, nos dias que hão-de vir.
RESPONSÓRIO 1 Pedro 2, 9a.10a; Rom 9, 26
R. Vós sois geração eleita, sacerdócio real. * Vós que outrora não éreis um povo, sois agora o povo de Deus.
V. No lugar onde lhes foi dito: Vós não sois o meu povo, aí serão chamados filhos de Deus vivo. * Vós que outrora não éreis um povo, sois agora o povo de Deus.
SEGUNDA LEITURA
Dos Tratados de balduíno de Cantuária, bispo
(Tratado 10: PL 204, 513-514.516) (Sec. XII)
O amor é forte como a morte
Forte é a morte, que pode tirar-nos o dom da vida. Forte é o amor, que pode restituir-nos uma vida melhor.
Forte é a morte, que tem poder para nos espoliar das roupagens deste corpo. Forte é o amor, que tem poder para arrebatar à morte os nossos espólios e de no-los restituir.
Forte é a morte, a que nenhum homem é capaz de resistir. Forte é o amor, que pode vencê-la, embotar o seu aguilhão, reprimir os seus ataques, destruir a sua vitória. Virá o tempo em que será invectivada, quando lhe for dito: Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó morte, a tua força?
O amor é forte como a morte, porque o amor de Cristo é a morte da morte. Por isso Ele diz: Ó morte, Eu serei a tua morte, Eu serei o teu aguilhão, ó inferno. Também o amor com que nós amamos a Cristo é forte como a morte, porque é uma espécie de morte que destrói a velhice da nossa vida passada, extingue os vícios e elimina as obras mortas.
Este nosso amor a Cristo é uma espécie de intercâmbio, embora o seu amor por nós seja incomparável, e o nosso uma semelhança feita à sua imagem. Porque foi Ele que nos amou primeiro e o exemplo do seu amor tornou-se para nós um selo que havia de imprimir em nós a sua imagem, retirando-nos a imagem do homem terreno e dando-nos a imagem do homem celeste, para que O amemos como Ele nos amou. Ele deixou-nos o exemplo, para que sigamos os seus passos.
Por isso Ele diz: Põe-me como um selo sobre o teu coração. Como se dissesse: «Ama-me, como Eu te amo. Tem-Me presente na tua inteligência, na tua memória, na tua vontade, nos teus suspiros, nos teus lamentos, nos teus gemidos. Lembra-te, homem, que vem de Mim tudo o que és. Recorda como te preferi às outras criaturas, com que dignidade te enobreci, como te coroei de glória e de honra, como te fiz pouco inferior aos anjos e tudo coloquei debaixo dos teus pés. Lembra-te não só de tudo quanto fiz para ti, mas também das humilhações e tormentos terríveis que por ti suportei. E então compreenderás como és injusto, se não Me amas. Quem te ama como Eu? Quem te criou, senão Eu? Quem te redimiu, senão Eu?
Tirai de mim, Senhor, este coração de pedra, tirai de mim este coração endurecido, este coração incircunciso. Dai-me um coração novo, um coração de carne, um coração puro. Vós que purificais os corações e amais os corações puros, tomai posse do meu coração e habitai n’Ele; enchei-o com a vossa presença, Vós que sois superior ao que há em mim de mais elevado e mais íntimo do que a minha própria intimidade. Vós que sois o exemplo de toda a beleza e o modelo de toda a santidade, imprimi no meu coração a vossa imagem, imprimi no meu coração a vossa misericórdia, ó Deus do meu coração, minha herança eterna. Amen.
RESPONSÓRIO Cant 8, 6b.c.7a; Jo 15, 13
R. O amor é forte como a morte; é uma chama ardente, um fogo divino. * As águas torrenciais não podem apagar o amor.
V. Não há maior prova de amor do que dar a vida pelos amigos. * As águas torrenciais não podem apagar o amor.
Oração
Mostrai, Senhor, a vossa imensa bondade aos filhos que Vos imploram e dignai-Vos renovar e conservar os dons da vossa graça naqueles que se gloriam de Vos ter por seu criador e sua providência. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Romanos 14, 17-19
O reino de Deus não é uma questão de comida ou bebida, mas é justiça, paz e alegria no Espírito Santo. Quem serve a Cristo deste modo, agrada a Deus e é aprovado pelos homens. Portanto, procuremos o que contribui para a paz e a mútua edificação.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Desde a aurora vos procuro, Senhor.
R. Desde a aurora vos procuro, Senhor.
V. Porque sois o meu refúgio.
R. Desde a aurora vos procuro, Senhor.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Desde a aurora vos procuro, Senhor.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/quinta-feira-da-semana-xviii-do-tempo-comum-6/>]
Quinta-feira da Semana XVIII do Tempo Comum
Leitura I (anos ímpares) Nm 20, 1-13
Naqueles dias,
toda a comunidade dos filhos de Israel
chegou ao deserto de Sin no primeiro mês.
O povo acampou em Cades,
onde Maria morreu e foi sepultada.
Como não havia água para a comunidade,
amotinaram-se contra Moisés e Aarão.
O povo questionava com Moisés, dizendo:
«Mais valia termos morrido,
quando os nossos irmãos pereceram na presença do Senhor.
Porque trouxestes a assembleia do Senhor a este deserto?
Para aqui morrermos, nós e os nossos gados?
Porque nos fizestes sair do Egito
e nos trouxestes a este péssimo lugar,
onde não se pode semear,
onde não há figueiras, nem vinhas, nem romãzeiras,
nem água para beber?».
Moisés e Aarão afastaram-se da assembleia,
dirigiram-se para a entrada da Tenda da Reunião
e prostraram-se de rosto em terra.
Apareceu-lhes então a glória do Senhor
e o Senhor falou a Moisés, dizendo:
«Toma a vara e reúne a comunidade,
juntamente com teu irmão Aarão.
Depois, à vista deles, ordenarás àquele rochedo
e ele deixará correr as suas águas.
Farás sair para eles água do rochedo
e darás de beber à comunidade e aos seus gados».
Moisés tomou a vara da presença do Senhor,
como Ele lhe tinha ordenado.
Depois Moisés e Aarão
reuniram a assembleia em frente do rochedo
e Moisés disse-lhes:
«Escutai, rebeldes.
Poderemos nós fazer brotar água deste rochedo?».
Moisés ergueu a mão e bateu duas vezes com a vara no rochedo.
Então as águas brotaram em abundância
e bebeu toda a comunidade, bem como os seus gados.
O Senhor disse a Moisés e a Aarão:
«Porque não acreditastes em Mim
para manifestardes a minha santidade
diante dos filhos de Israel,
não introduzireis este povo na terra que Eu lhe vou dar».
Estas são as águas de Meriba,
onde os filhos de Israel se opuseram ao Senhor
e Ele lhes manifestou a sua santidade.
compreender a palavra
Meribá é o lugar da provocação. Dominados pela fome não têm espaço para a confiança e revoltam-se contra Moisés e Aarão. Foi para isto que nos tirastes do Egito? Que terra é esta onde não há nada nem sequer água para beber? Moisés e Aarão estão metidos num grande problema. O povo está revoltado e eles compreende, mas não sabem o que fazer. Vão prostrar-se diante da tendo da reunião e o Senhor falou. Porém, Moisés e Aarão não acreditam que seja possível sair água do rochedo que Deus lhes indica para nele bater com a vara. O impossível acontece apesar da falta de confiança em Deus e na sua palavra. Moisés e Aarão ficam impedidos de entrar na terra prometida juntamente com o povo porque não confiaram.
meditar a palavra
A sede tornou-se para os filhos de Israel um impedimento para acreditar no projeto de Deus que salva o seu povo, de tal modo que nem Moisés e Aarão acreditaram. No entanto, a sede serve para procurar a fonte e não para afastar dela. O povo provocou a Deus e Moisés e Aarão sucumbiram diante da prova. Deus, porém, é a fonte da qual jorra a água viva que sacia a verdadeira sede do homem, a sede de Deus. Desistir de procurar a fonte, cansar-se ou desanimar, torna mais difícil o caminho e mais distante a fonte da água viva. Aquele que confia vê a glória de Deus.
rezar a palavra
Manifesta a tua glória, Senhor, porque prostrado diante de ti suplico água para a minha sede. Sei que o caminho é longo e longe fica a fonte da água viva que o meu coração deseja, mas pousa sobre mim a tua vara e não terei medo, toca-me com a tua mão e reencontrarei as forças.
compromisso
Caminho sem desânimo porque sei que o Senhor caminha a meu lado e não deixa que me faltem as forças.
Evangelho Mt 16, 13-23
Naquele tempo,
Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe
e perguntou aos seus discípulos:
«Quem dizem os homens que é o Filho do homem?».
Eles responderam:
«Uns dizem que é João Batista,
outros que é Elias,
outros que é Jeremias ou algum dos profetas».
Jesus perguntou:
«E vós, quem dizeis que Eu sou?».
Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse:
«Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo».
Jesus respondeu-lhe:
«Feliz de ti, Simão, filho de Jonas,
porque não foram a carne e o sangue que to revelaram,
mas sim meu Pai que está nos Céus.
Também Eu te digo: Tu és Pedro;
sobre esta pedra edificarei a minha Igreja
e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus:
tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus,
e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus».
Então, Jesus ordenou aos discípulos
que não dissessem a ninguém
que Ele era o Messias.
E começou a explicar aos seus discípulos
que tinha de ir a Jerusalém
e sofrer muito da parte dos anciãos,
dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas;
que tinha de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia.
Pedro, tomando-O à parte,
começou a contestá-l’O, dizendo:
«Deus Te livre de tal, Senhor! Isso não há de acontecer!».
Jesus voltou-Se para Pedro e disse-lhe:
«Vai-te daqui, Satanás.
Tu és para mim uma ocasião de escândalo,
pois não tens em vista as coisas de Deus, mas dos homens».
compreender a palavra
Jesus interroga os discípulos acerca do que se diz dele entre a multidão e interroga-os sobre o que eles próprios pensam dele. A resposta assertiva de Pedro valeu-lhe um voto de felicidade e as chaves do reino, juntamente com o poder de ligar e desligar. Apesar disso, Pedro tem ainda dificuldade em aceitar todo o projeto de salvação que se realiza em Jesus. Perante a notícia da cruz, Pedro manifesta-se totalmente contrário. Esta reação fê-lo experimentar o que significa opor-se ao projeto de Deus. Pertencer a Satanás e querer o projeto dos homens e não o de Deus é abandonar Jesus.
meditar a palavra
O meu desejo de felicidade não pode levar-me a conquistá-la a qualquer preço. Não vale tudo para ser feliz. O meu projeto de felicidade há de passar por Jesus se quero que seja um projeto com futuro. Jesus pergunta-me também a mim que penso eu acerca dele. Como me insiro no seu projeto de felicidade? Até onde sou capaz de ir para alcançar a verdadeira felicidade? Quais são as características da felicidade que busco? Os discípulos de Jesus sabem que o caminho para o reino, a chave para entrar no reino, está na cruz. Abraçar a cruz é dar início ao caminho que conduz à felicidade oferecida por Jesus. Esta não é a perspetiva dos homens.
rezar a palavra
Explica, Senhor, ao meu coração o teu projeto de felicidade. Ajuda-me a compreender o sentido da tua e da minha cruz e o seu papel numa vida feliz. Mostra-me que o caminho dos homens, aparentemente sem cruz, conduz à perdição e ensina-me a discernir da tua vontade para poder seguir contigo como verdadeiro discípulo.
compromisso
Vou acolher e amar a cruz reconhecendo nela o caminho para a minha felicidade.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2025/08/santos-do-dia-da-igreja-catolica-07-de-agosto/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 07 de Agosto
Postado em: por: marsalima
São Caetano de Thiene
Caetano nasceu em Vicência, na Itália, em outubro de 1480. Filho do conde Gaspar de Thiene e de Maria do Porto, desde muito jovem mostrava grande preocupação e zelo pelos pobres, abrindo asilos para os idosos e muitos hospitais para os doentes, especialmente para os incuráveis.
Estudou em Pádua, onde se diplomou nas matérias jurídicas, aos vinte e quatro anos de idade. Dedicava-se ao estado eclesiástico, mas sem ordenar-se, por considerar-se indigno. Nesse meio tempo, fundou, na propriedade da família, em Rampazzo, uma igreja dedicada a Santa Maria Madalena, que ainda hoje é a paróquia desta localidade.
Em 1506, estava em Roma, exercendo a função de secretário particular do papa Júlio II. Na qualidade de escritor das cartas apostólicas, fez contato e conviveu com cardeais famosos, aprendendo muito com todos eles. Mas a principal virtude que Caetano cultivava era a humildade para observar muito bem antes de reprovar o mal alheio. Para melhor compreender, basta lembrar que ele viveu no período do esplendor renascentista, no qual o próprio Vaticano não primava pelo exemplo de moralidade e nem brilhava pela santidade dos costumes.
Assim sendo, como homem inteligente e preparado, não se retirou para um ermo; ao contrário, encorajou-se para uma ação reformadora, começando por si mesmo. Costumava dizer que “Cristo espera e ninguém se mexe”. Participou do movimento laical Oratório do Divino Amor, que procurava estudar e praticar as Sagradas Escrituras. Só então, depois de muita reflexão, decidiu-se pela ordenação sacerdotal, em 1516.
Tinha trinta e seis anos de idade quando celebrou sua primeira missa na basílica de Santa Maria Maior. Nesta ocasião, ele mesmo relatou depois, Nossa Senhora apareceu-lhe e colocou-lhe nos braços o Menino Jesus. Foi para Veneza em 1520, onde colaborou na fundação do hospital dos incuráveis. Três anos depois, incansável, voltou para Roma, onde, na companhia dos companheiros do Oratório – Bonifácio Colli, Paulo Consiglieri e João Pedro Carafa, bispo de Chiete -, fundou a Ordem dos Teatinos Regulares, que tinha como objetivo a renovação do clero.
Quando o papa Clemente VII aprovou a congregação, Caetano renunciou a todos os seus bens para dedicar-se única e exclusivamente à vida comum. O mesmo ocorreu com o bispo Carafa, que abdicou também da sua vida episcopal. Anos mais tarde, ele veio a tornar-se o papa Paulo IV, um dos grandes reformadores da Igreja.
A nova congregação começou somente com os quatro, depois passaram para doze e esse número aumentou bastante em pouco tempo. São os primeiros clérigos regulares. Não são monges, pois são de vida ativa, porém vivendo em obediência: sob uma regra de vida comum, como religiosos, cujos membros renunciam a todos os seus bens terrenos, devendo viver de seu trabalho apostólico e de ofertas espontâneas dadas pelos fiéis, contando, apenas, com a Providência divina. Carafa foi o primeiro superior geral, embora a idéia da fundação fosse de Caetano de Thiene, que, na sua humildade, sempre se manteve de lado.
Caetano morreu de fadiga, após uma vida de muito trabalho e sofrimento, aos sessenta e seis anos de idade, em Nápoles, no dia 7 de agosto de 1547. Foi canonizado em 1671. O seu corpo é venerado no dia de sua morte, na belíssima basílica de São Paulo Maior, mas que é chamada por todos os fieis e peregrinos de basílica de São Caetano, localizada na praça principal da cidade.
Santa Afra e suas companheiras
Afra era uma jovem pagã de costumes levianos, que vivia com sua mãe, Hilda, e três criadas: Digna, Eunômia e Eprepria. Orientada por sua mãe, Afra gostava de prestar culto e render homenagens a Vênus, uma das muitas deusas pagãs. Porém o que ela não poderia prever é que seria tocada pela fé cristã. Isso ocorreu quando descobriu que os dois desconhecidos que estavam hospedados em sua casa eram o bispo Narciso e seu diácono Félix.
Na época, ano 304, o imperador romano Diocleciano impunha uma severa perseguição aos cristãos. Esse foi o motivo que levou Narciso e Félix a fugir da fúria sangrenta que assolava a Espanha, indo parar em Augsburgo, na Baviera, Alemanha, quando foram acolhidos na residência de Afra, que, como sua mãe, nunca os tinha visto. Mas, na hora da refeição, à mesa, os dois começaram uma oração que chamou a atenção das duas e também das criadas ali presentes. Foi então que descobriram que os hóspedes eram cristãos e um deles era bispo da Igreja Católica.
Afra, a princípio, ficou confusa com os estrangeiros cristãos. Depois, mesmo sem conhecer o bispo Narciso, caiu aos seus pés e confessou sua vida de pecados. Ele, percebendo que Afra estava realmente arrependida e que sua alma clamava pelo perdão do Senhor, resolveu absolvê-la, desde que se convertesse e fosse batizada no cristianismo. Ela não só se converteu como ainda animou sua mãe e as outras companheiras para que fizessem o mesmo. Também decidiu ajudar Narciso e Félix a continuarem sua fuga, despistando os soldados do imperador.
Entretanto Afra foi traída e denunciada às autoridades pagãs. Presa, o perdão e a liberdade foram-lhe oferecidos, mas só se voltasse a reverenciar os falsos deuses. Afra negou-se e confirmou sua fé em Jesus Cristo. Foi levada para a ilha de Lesh, onde a despiram, amarraram num poste e depois queimaram viva.
O mesmo aconteceu, algum tempo, depois com as suas companheiras e sua mãe. Elas, que já se haviam convertido, tinham ido rezar junto à sepultura de Afra quando foram flagradas pelos soldados do imperador. Hilda, a exemplo de sua filha Afra, recusou-se a abandonar a fé cristã, sendo acompanhada na decisão também pelas três criadas.
Todas morreram queimadas vivas, ali mesmo, junto ao túmulo da mártir Afra.
Esta é uma das mais antigas tradições cristãs do povo alemão, que venera santa Afra como Padroeira da cidade de Augsburgo desde a Antigüidade, e que teve seu culto autorizado pela Igreja somente em 1064. A festa de santa Afra em Augsburgo acontece no dia 7 de agosto, embora, em algumas localidades, ocorra em outras datas.
Santo Xisto II
Xisto II foi o vigésimo quarto sumo pontífice de Roma. Era grego, nasceu em Atenas e assumiu a direção da Igreja em 30 de agosto de 257. O seu governo durou apenas onze meses, tempo em que não poderia ter feito muitas obras.
Mas fez uma das mais importantes para a Igreja. Com seu caráter reto e bondoso, conseguiu solucionar as discórdias que haviam atormentado a Santa Sé desde o governo de Vítor I. A questão polêmica era a seguinte: se um herege quisesse retornar à Igreja, após ter renegado a fé, deveria ser batizado de novo ou seria suficiente o batismo que havia recebido a primeira vez? Isso dividia a Igreja. De um lado, a de Roma, que aceitava o retorno apenas com a confirmação por meio do crisma. De outro, a do Oriente, em especial a da Antioquia e da Alexandria, que exigia um novo batismo. A discórdia aumentou quando o papa Vitor I impôs o procedimento romano a ser seguido por todos, sob pena de excomunhão.
Moderado e pacifista, Xisto II neutralizou a excomunhão. Dizendo que não estava em jogo a fé comum, nem a união com o sucessor de Pedro, cada Igreja ou grupo de igrejas devia resolver a questão com independência e de acordo com as circunstâncias dos fatos, resolvendo o antigo problema. Assim, trouxe de volta à Igreja os cristãos da Antioquia e da Alexandria que se haviam distanciado, e a harmonia estabeleceu-se. Em meados de 258, o imperador Valeriano, por meio de um segundo decreto, obrigou que os cristãos renegassem a própria religião publicamente, sob pena de terem os bens confiscados e sofrerem morte por decapitação. Para os sacerdotes e integrantes da Igreja, seriam confiscados até mesmo os cemitérios.
Xisto II fez o traslado das relíquias de são Pedro e são Paulo para um local seguro após esse decreto. Depois, surpreendido pelos soldados enquanto celebrava a santa missa, no cemitério, foi preso com outros sete religiosos. Durante as perseguições, os cristãos encontravam-se nos cemitérios subterrâneos para receberem a eucaristia, era lá que escondiam os livros sagrados e os objetos litúrgicos. Foram condenados, pelo imperador, à decapitação e houve o confisco dos bens. O papa Xisto II morreu junto com seis diáconos – Agapito, Estêvão, Feliz, Januário, Magno e Vicente -, no dia 6 de agosto de 258. O sétimo, Lourenço, foi morto quatro dias depois.
A festa de são Xisto II e seus companheiros, com a reforma do calendário da Igreja, passou a ser celebrada no dia 7 de agosto. No livro dos papas, sua morte foi definida como “soglio pontificio”, pois estava em exercício da santa missa. As suas relíquias estão na cripta dos papas de São Calisto, em Roma.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 7 DE AGOSTO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Gal 5, 13-14
Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Contudo, não abuseis, da liberdade como pretexto para viverdes segundo a carne; mas, pela caridade, colocai-vos ao serviço uns dos outros, porque toda a Lei se resume nesta palavra: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
V. Correrei, Senhor, pelos caminhos dos vossos mandamentos,
R. Porque destes largas ao meu coração.
Oração
Senhor, que à hora de Tércia enviastes o Espírito Santo sobre os Apóstolos reunidos em oração, concedei-nos a graça de tomar parte nos dons do mesmo Espírito. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Gal 5, 16-17.25
Deixai-vos conduzir pelo Espírito e não satisfareis os desejos da carne. Na verdade, a carne tem desejos contrários aos do Espírito, e o Espírito desejos contrários aos da carne. São dois princípios antagónicos e por isso não fazeis o que quereis: se vivemos pelo Espírito, caminhemos segundo o Espírito.
V. Senhor, Vós sois bom e generoso:
R. Ensinai-me os vossos decretos.
Oração
Deus eterno e omnipotente, para quem nada existe de obscuro e tenebroso: fazei brilhar sobre nós a claridade da vossa luz, para que, guardando os vossos mandamentos, andemos generosamente nos caminhos da vossa lei. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Gal 5, 22-23a.25
Os frutos do Espírito são: caridade, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e temperança. Se vivemos pelo Espírito, caminhemos segundo o Espírito.
V. Mostrai-me, Senhor, o caminho a seguir:
R. O vosso Espírito me conduza por caminho recto.
Oração
Olhai benignamente, Senhor, para a vossa família em oração e fazei que, imitando a paciência de vosso Filho, nunca desanimemos perante a adversidade. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 1, 22-23
Obedecendo à verdade, santificastes as vossas almas para vos amardes sinceramente como irmãos. Amai-vos intensamente uns aos outros de todo o coração, porque fostes regenerados, não por uma semente corruptível, mas incorruptível: a palavra de Deus, viva e eterna.
RESPONSÓRIO BREVE
V. O Senhor é o meu pastor, nada me falta.
R. O Senhor é o meu pastor, nada me falta.
V. Em verdes prados me leva a descansar.
R. Nada me falta.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. O Senhor é o meu pastor, nada me falta.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tes 5, 23
O Deus da paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.



