“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 13 DE AGOSTO DE 2025
13 de agosto de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 15 DE AGOSTO DE 2025
15 de agosto de 2025Quinta-feira da Semana XIX do Tempo Comum
São Maximiliano Maria Kolbe, presbítero e mártir
Memória
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Profecia de Miqueias 4, 14 – 5, 7
O Messias será a paz
Eis o que diz o Senhor:
«Bate agora no peito, filha de guerreiros;
puseram‑nos cerco e vergastam o rosto do juiz de Israel.
E tu, Belém-Éfrata, pequena entre as cidades de Judá,
de ti sairá Aquele que há-de reinar sobre Israel.
As suas origens remontam aos tempos de outrora,
aos dias mais antigos».
Por isso Deus os abandonará
até à altura em que der à luz aquela que há-de ser mãe.
Então voltará para os filhos de Israel
o resto dos seus irmãos.
Ele se levantará para apascentar o seu rebanho
pelo poder do Senhor e pelo nome glorioso do Senhor seu Deus.
Viver-se‑a em segurança,
porque Ele será exaltado até aos confins da terra.
Ele será a paz.
Quando Assur vier contra o nosso país
e calcar a nossa terra,
faremos que se levantem contra ele
sete pastores e oito chefes do povo.
Devastarão a terra de Assur com a espada
e o país de Nemrod com o gládio.
Ele nos livrará de Assur,
se vier contra o nosso país e pisar as nossas fronteiras.
Então o resto de Jacob será no meio de muitos povos
como o orvalho do Senhor, como a chuva sobre a erva,
que nada tem a esperar dos homens,
nem confia nos filhos de Adão.
Então o resto de Jacob será no meio de numerosos povos
como um leão entre os animais da floresta,
como o leãozinho entre os rebanhos de ovelhas:
se passa por elas, mata e dilacera
sem haver quem as salve.
RESPONSÓRIO cf. Miq 5, 1. 3. 4; Zac 9, 10bc
R. Belém, cidade do Deus Altíssimo, de ti sairá o Rei de Israel: as suas origens remontam aos dias mais antigos, e Ele será grande até aos confins da terra. * Ele será a nossa paz.
V. Anunciará a paz às nações e o seu domínio estender-se-á de um mar a outro mar. * Ele será a nossa paz.
SEGUNDA LEITURA
Das Cartas de S. Maximiliano Maria Kolbe, presbítero e mártir
(Scritti del P. Massimiliano M. Kolbe, trad. ital., vol. I, p. I., Padova 1971, pp. 75-77; 166) (Sec. XX)
O zelo apostólico
pela salvação e santificação das almas
Sinto grande alegria, querido irmão, pelo teu ardente zelo pela glória de Deus. Nos nossos tempos, infelizmente, vemos com tristeza propagar se sob várias formas uma certa epidemia, a que chamam “indiferentismo”, não só entre os leigos mas também entre os religiosos. No entanto, porque Deus é digno de infinita glória, o nosso primeiro e mais importante objectivo é promover a sua glória, tanto quanto pode a nossa humana fraqueza, embora nunca possamos prestar Lhe a glória que Ele merece, dado que somos frágeis criaturas.
Uma vez, porém, que a glória de Deus resplandece sobretudo na salvação das almas que Cristo resgatou com o seu próprio sangue, o principal e mais profundo empenho da vida apostólica deve ser o de procurar a salvação do maior número de almas e a sua mais perfeita santificação. Sobre o caminho mais apto para este fim, isto é, para promover a glória divina e a santificação das almas, poucas palavras direi. Deus, que na sua infinita ciência e sabedoria conhece perfeitamente o que devemos fazer em todas as circunstâncias para promover a sua maior glória, manifesta nos normalmente a sua vontade através dos seus representantes na terra.
É a obediência, e só ela, que nos manifesta com certeza a vontade divina. É possível que o superior cometa um erro, mas não é possível que nós, seguindo a obediência, sejamos induzidos em erro. A única excepção para não obedecer seria quando o superior mandasse alguma coisa que implicasse claramente uma transgressão da lei divina, por mais pequena que seja: nesse caso ele não seria intérprete fiel da vontade de Deus.
Só Deus é infinito, sapientíssimo, santíssimo; só Deus é Senhor clementíssimo, nosso Criador e nosso Pai, princípio e fim, sabedoria, poder e amor; Deus é tudo isto. Portanto, tudo o que se encontra fora de Deus, tudo o que não é Deus, só tem valor na medida em que se refere a Ele, que é o Criador de todas as coisas e o Redentor dos homens, o fim último de toda a criação. É Ele de facto que nos manifesta a sua adorável vontade por meio dos seus representantes na terra e nos atrai a Si, querendo também por meio de nós atrair as almas e uni las a Si na mais perfeita caridade.
Vê, irmão, como é grande, pela misericórdia de Deus, a dignidade da nossa condição. Pela obediência, apesar dos limites da nossa pequenez, como que nos transcendemos, conformando nos à vontade divina, que, na sua infinita sabedoria e prudência, nos dirige para procedermos rectamente. Mais: aderindo à vontade de Deus, a que nenhum ser criado pode resistir, tornamo nos mais fortes que todas as coisas.
É este o caminho da sabedoria e da prudência; é este o único caminho pelo qual podemos dar maior glória a Deus. Se houvesse outro caminho mais apto, Cristo no lo teria certamente manifestado com a sua palavra e o seu exemplo. Mas a Escritura divina resume a sua vida, durante a longa permanência em Nazaré, com estas palavras: Era lhes submisso; e insinua claramente que o resto da sua vida se passou sob o signo da obediência, declarando a cada passo que desceu à terra para fazer a vontade do Pai.
Amemos, portanto, irmãos, amemos com todo o coração o amantíssimo Pai celeste, e seja a nossa obediência a prova real desta caridade perfeita, que deve pôr se em prática sobretudo quando se nos pede o sacrifício da própria vontade. De facto, para progredir no amor de Deus, não conhecemos livro mais sublime que Jesus Cristo crucificado.
Tudo isto o alcançaremos mais facilmente por intermédio da Virgem Imaculada, a quem Deus, com infinita bondade, tornou dispenseira da sua misericórdia. Não há dúvida alguma de que a vontade de Maria é para nós a própria vontade de Deus. Se a ela nos consagramos, como instrumentos nas suas mãos, como ela o foi nas mãos de Deus, tornamo nos verdadeiramente instrumentos da misericórdia divina. Deixemo nos portanto, dirigir por ela, deixemo nos conduzir por ela, e fiquemos tranquilos e seguros sob o seu amparo: ela própria olhará por nós em todas as coisas, ela tudo providenciará; ela nos socorrerá prontamente nas necessidades de corpo e alma, ela nos livrará de todas as angústias e dificuldades.
RESPONSÓRIO Ef 5, 1-2; 6, 6
R. Sede imitadores de Deus, como filhos muito amados, e caminhai na caridade, a exemplo de Cristo, que nos amou e Se entregou por nós, * Oferecendo-Se como sacrifício agradável a Deus.
V. Como servos de Cristo, que fazem a vontade de Deus com todo o coração. * Oferecendo-Se como sacrifício agradável a Deus.
Oração
Deus de infinita bondade, que inspirastes a São Maximiliano Maria, presbítero e mártir, uma ardente devoção à Virgem Imaculada e o fortalecestes no zelo das almas e no amor ao próximo, concedei-nos, por sua intercessão, que, trabalhando generosamente pela vossa glória ao serviço dos homens, possamos conformar‑nos até à morte com vosso Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
2 Cor 1, 3-5
Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, Pai de misericórdia e Deus de toda a consolação, que nos conforta em todas as nossas tribulações, para podermos consolar aqueles que estão atribulados, por meio do conforto que nós próprios recebemos de Deus. Assim como abundam em nós os sofrimentos de Cristo, também por Cristo abunda a nossa consolação.
RESPONSÓRIO BREVE
V. O Senhor é a minha fortaleza e a minha glória.
R. O Senhor é a minha fortaleza e a minha glória.
V. Foi Ele o meu Salvador.
R. E a minha glória.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. O Senhor é a minha fortaleza e a minha glória.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/quinta-feira-da-semana-xix-do-tempo-comum-8/>]
Quinta-feira da Semana XIX do Tempo Comum
São Maximiliano Maria Kolbe, presbítero e mártir
Memória
Maximiliano Maria Kolbe nasceu na Polónia, no dia 8 de janeiro de 1894. Ainda adolescente, entrou na Ordem dos Frades Menores Conventuais e foi ordenado presbítero, em Roma, no ano 1918. Inspirado pela sua ardente devoção à Virgem Mãe de Deus, fundou uma piedosa associação com o nome de «Milícia de Maria Imaculada», que se propagou rapidamente noutras regiões. Chegando ao Japão como missionário, empenhou‑se generosamente na dilatação da fé cristã, com o auxílio e sob o patrocínio da Virgem Imaculada. Regressado à Polónia, teve de suportar graves tormentos no campo de Auschwitz, próximo de Cracóvia, na Polónia, por ocasião da Segunda Guerra Mundial. Ofereceu-se aos algozes para substituir um companheiro de prisão condenado à morte, transformando o seu ministério num holocausto de caridade e exemplo de fidelidade a Deus e aos homens. Morreu no dia 14 de agosto de 1941.
Leitura I (anos ímpares) Js 3, 7-10a.11.13-17
Naqueles dias,
o Senhor disse a Josué:
«Hoje começarei a engrandecer-te aos olhos de todo o Israel,
para que saibam que Eu estarei contigo,
como estive com Moisés.
E tu darás esta ordem
aos sacerdotes que transportam a arca da aliança:
‘Quando chegardes à beira das águas do Jordão,
parai aí’».
Josué disse aos filhos de Israel:
«Aproximai-vos e ouvi as palavras do Senhor, vosso Deus».
Depois continuou:
«Por isto conhecereis que um Deus vivo está no meio de vós
e expulsará da vossa frente os cananeus:
Vereis a arca da aliança do Senhor, Deus de toda a terra,
atravessar o Jordão à vossa frente.
Quando os sacerdotes que transportam a arca do Senhor,
Deus de toda a terra,
tiverem tocado com os seus pés as águas do Jordão,
estas serão divididas,
pois as que descem do alto ficarão paradas,
formando um só bloco».
Quando o povo saiu das suas tendas para atravessar o Jordão,
já estavam à frente os sacerdotes que levavam a arca da aliança.
Logo que os portadores da arca chegaram ao Jordão
e os pés dos sacerdotes que levavam a arca tocaram na água,
_ o Jordão transborda por todas as suas margens durante o tempo das ceifas _
as águas que desciam do alto pararam
e formaram um bloco até uma grande distância,
perto de Adamá, cidade vizinha de Sartã,
enquanto as que desciam para o mar de Arabá, ou mar do Sal,
se escoavam completamente.
O povo atravessou em frente de Jericó.
Os sacerdotes que levavam a arca da aliança do Senhor
mantiveram-se firmes no leito seco do Jordão,
até que todo o Israel passou a pé enxuto
para o outro lado do rio.
compreender a palavra
O Senhor vai concedendo o seu Espírito a homens que assumem o comando do seu povo. Nem sempre é consensual para o povo a orientação deste chefe, mas ele atua em nome do Senhor. Um homem como os outros, animado pelo Espírito do Senhor, em quem se manifesta o poder de Deus, mas onde a fragilidade é visível aos olhos de todos. Moisés nem sempre agradou ao povo, nem sempre concordou com Deus, nem sempre conseguiu manter-se de pé. Josué, que ocupa agora o seu lugar, vai fazer a mesma experiência de se deixar conduzir por Deus seguindo à frente do seu povo e de sentir a fragilidade da sua condição humana e a dureza de um povo que nem sempre quer seguir as suas orientações. A Arca da Aliança segue à frente manifestando a presença de Deus e vence o primeiro obstáculo, o rio Jordão.
meditar a palavra
Somos animados pelo Espírito do Senhor que habita em nós pelo batismo. No entanto, por vezes, vemo-nos paralisados diante das nossas fragilidades. Qualquer pequena dificuldade é suficiente para nos parar. As dificuldades nunca têm o tamanho real, têm as dimensões que a nossa fragilidade fabrica. Por isso se agigantam e chegam a dominar-nos pelo medo de avançar. Deus segue à nossa frente abrindo caminhos através do mar e veredas através das montanhas, mantendo em nós a confiança de chegar a algum lugar. Só o Senhor está connosco e nenhum outro deus é o Deus vivo capaz de expulsar os medos que se instalam em nós.
rezar a palavra
Senhor, tu és o companheiro desta viagem que não escolhi. És o meu companheiro neste caminho que meus pés muitas vezes rejeitam e através do tempo que avança sobre mim. A tua presença misteriosa é como a Arca que avança à frente do teu povo e abre, em novidade, horizontes que por mim nunca teria descoberto e leva-me a uma terra onde nunca entraria se não contasse contigo. Tu, Senhor, és o meu companheiro de viagem e eu louvo-te por isso.
compromisso
Hoje experimento a força de Deus que em mim vence todos os medos.
Evangelho Mt 18, 21 — 19, 1
Naquele tempo,
Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe:
«Se meu irmão me ofender,
quantas vezes deverei perdoar-lhe?
Até sete vezes?».
Jesus respondeu:
«Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
Na verdade, o reino de Deus pode comparar-se a um rei
que quis ajustar contas com os seus servos.
Logo de começo,
apresentaram-lhe um homem que devia dez mil talentos.
Não tendo com que pagar,
o senhor mandou que fosse vendido,
com a mulher, os filhos e tudo quanto possuía,
para assim pagar a dívida.
Então o servo prostrou-se a seus pés, dizendo:
‘Senhor, concede-me um prazo e tudo te pagarei’.
Cheio de compaixão, o senhor daquele servo
deu-lhe a liberdade e perdoou-lhe a dívida.
Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros
que lhe devia cem denários.
Segurando-o, começou a apertar-lhe o pescoço, dizendo:
‘Paga o que me deves’.
Então o companheiro caiu a seus pés e suplicou-lhe, dizendo:
‘Concede-me um prazo e pagar-te-ei’.
Ele, porém, não consentiu e mandou-o prender,
até que pagasse tudo quanto devia.
Testemunhas desta cena,
os seus companheiros ficaram muito tristes
e foram contar ao senhor tudo o que havia sucedido.
Então, o senhor mandou-o chamar e disse:
‘Servo mau, perdoei-te, porque me pediste.
Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro,
como eu tive compaixão de ti?’
E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos,
até que pagasse tudo o que lhe devia.
Assim procederá convosco meu Pai celeste,
se cada um de vós não perdoar a seu irmão
de todo o coração».
Quando Jesus acabou de dizer estas palavras,
partiu da Galileia
e foi para o território da Judeia, além do Jordão.
compreender a palavra
A parábola de Jesus é motivada pela pergunta de Pedro sobre quantas vezes deve perdoar-se ao irmão que nos ofende. A parábola mostra a justiça perante a dívida (o pecado ou ofensa) que deve ser aplicada ao devedor. A cadeia e a venda da mulher e dos filhos (despojado do que de mais sagrado o homem tem). Esta medida é para ser aplicada, mas o senhor teve compaixão. Esta é a palavra nova que aparece e se sobrepõe à lei. É esta atitude do senhor perante a súplica do devedor que altera a justiça. O senhor que é cheio de compaixão, espera que o súbdito responda a partir daí com a mesma atitude, mas não foi assim que aconteceu. “Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro?” A conclusão de Jesus é lógica, o Pai do céu também espera que tenhamos compaixão dos nossos irmãos como esperamos compaixão para connosco.
meditar a palavra
Quando olho para a minha vida vejo esta minha dificuldade em aceitar os erros até ao limite de setenta vezes sete. Não é sequer a dificuldade de perdoar, é a dificuldade de aceitar tantos erros, meus e dos outros. Vejo-me tantas vezes despojado de tudo o que é mais querido por causa da rebeldia em viver na fidelidade. Sinto-me incapaz de acolher o amor que é perdão porque não sou digno. Talvez esta seja a experiência do nada que sou chamado a fazer, para contar unicamente com a força do amor de Deus.
rezar a palavra
Senhor. Tem compaixão de mim porque não sou capaz de pagar. Preciso de rezar assim, hoje. Tu sabes, Senhor, que eu não sou capaz de pagar a minha divida para contigo nem para com os meus irmãos. Rodeaste-me de todos os cuidados e fizeste de mim a menina dos teus olhos. Sentas-me ao teu colo e proteges-me com a tua mão direita. Quem sou eu, Senhor, para que penses em mim? Quem sou eu para que me dediques a tua atenção? Ensina-me a prostrar-me diante de ti como servo que olha as mãos do seu senhor em busca de compaixão.
compromisso
Quero meditar na compaixão do Senhor para comigo para abrir o coração em amor pelos irmãos.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2025/08/santos-da-igreja-catolica-14-de-agosto/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 14 de Agosto
Postado em: por: marsalima
São Maximiliano Maria Kolbe
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Maximiliano Maria Kolbe nasceu no dia 8 de janeiro de 1894, na Polônia, e foi batizado com o nome de Raimundo. Sua família era pobre, de humildes operários, mas muito rica de religiosidade. Ingressou no Seminário franciscano da Ordem dos Frades Menores Conventuais aos treze anos de idade, logo demonstrando sua verdadeira vocação religiosa.
No colégio, foi um estudante brilhante e atuante. Na época, manifestou seu zelo e amor a Maria fundando o apostolado mariano “Milícia da Imaculada”. Concluiu os estudos em Roma, onde foi ordenado sacerdote, em 1918, e tomou o nome de Maximiliano Maria. Retornando para sua pátria, lecionou no Seminário franciscano de Cracóvia.
O carisma do apostolado de padre Kolbe foi marcado pelo amor infinito a Maria e pela palavra: imprensa e falada. A partir de 1922, com poucos recursos financeiros, instalou uma tipografia católica, onde editou uma revista mariana, um diário semanal, uma revista mariana infantil e uma revista em latim para sacerdotes. Os números das tiragens dessas edições eram surpreendentes. Mas ele precisava de algo mais, por isso instalou uma emissora de rádio católica. Chegou a estender suas atividades apostólicas até o Japão. O seu objetivo era conquistar o mundo inteiro para Cristo por meio de Maria Imaculada.
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Mas teve de voltar para a Polônia e cuidar da direção do seminário e da formação dos novos religiosos quando a Segunda Guerra Mundial estava começando. Em 1939, as tropas nazistas tomaram a Polônia. Padre Kolbe foi preso duas vezes. A última e definitiva foi em fevereiro de 1941, quando foi enviado para o campo de concentração de Auschwitz.
Em agosto de 1941, quando um prisioneiro fugiu do campo, como punição foram sorteados e condenados à morte outros dez prisioneiros. Um deles, Francisco Gajowniczek, começou a chorar e, em alta voz, declarou que tinha mulher e filhos. Padre Kolbe, o prisioneiro n. 16.670, solicitou ao comandante para ir em seu lugar e ele concordou.
Todos os dez, despidos, ficaram numa pequena, úmida e escura cela dos subterrâneos, para morrer de fome e sede. Depois de duas semanas, sobreviviam ainda três com padre Kolbe. Então, foram mortos com uma injeção venenosa, para desocupar o lugar. Era o dia 14 de agosto de 1941.
Foi beatificado em 1971 e canonizado pelo papa João Paulo II em 1982. O dia 14 de agosto foi incluído no calendário litúrgico da Igreja para celebrar são Maximiliano Maria Kolbe, a quem o papa chamou de “padroeiro do nosso difícil século XX”. Na cerimônia de canonização estava presente o sobrevivente Francisco Gajowniczek, dando testemunho do heroísmo daquele que se ofereceu para morrer no seu lugar.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 14 DE AGOSTO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Sab 19, 20b
Em tudo, Senhor, engrandecestes e glorificastes o vosso povo; e não o desprezastes, antes o assististes em todo o tempo e lugar.
V. Vós sois o Deus que realiza maravilhas:
R. Manifestastes entre as nações o vosso poder.
Oração
Senhor, que à hora de Tércia enviastes o Espírito Santo sobre os Apóstolos reunidos em oração, concedei-nos a graça de tomar parte nos dons do mesmo Espírito. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 4, 7
Não há nação tão grande que tenha a divindade tão perto de si, como está perto de nós o Senhor nosso Deus, sempre que O invocamos.
V. O Senhor está perto de quantos O invocam
R. E ouve a sua oração.
Oração
Deus eterno e omnipotente, para quem nada existe de obscuro e tenebroso, fazei brilhar sobre nós a claridade da vossa luz, para que, guardando os vossos mandamentos, andemos generosamente nos caminhos da vossa lei. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Est 10, 3f
A minha nação é Israel, que invocou o Senhor e foi salva. O Senhor salvou o seu povo e livrou-nos de todos os males. Deus fez prodígios e maravilhas, como não fez semelhantes entre todas as nações.
V. Eu Vos darei graças, Senhor, porque me ouvistes
R. E fostes o meu Salvador.
Oração
Olhai benignamente, Senhor, para a vossa família em oração, e fazei que, imitando a paciência de vosso Filho Unigénito, nunca desanime perante a adversidade. Por Nosso Senhor
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tess 5, 23
O Deus da paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

