“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 23 DE AGOSTO DE 2025
23 de agosto de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 25 DE AGOSTO DE 2025
25 de agosto de 2025DOMINGO XXI DO TEMPO COMUM (Ano C)
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Início da Profecia de Sofonias 1, 1-7, 14 – 2, 3
O Juízo de Deus
Palavra do Senhor dirigida a Sofonias, filho de Cusi, filho de Godolias, filho de Amarias, filho de Ezequias, no tempo de Josias, filho de Amon, rei de Judá:
«Farei desaparecer tudo da face da terra
oráculo do Senhor –.
Destruirei homens e animais, destruirei aves do céu e peixes do mar, farei cair os ímpios.
Exterminarei o homem da face da terra
oráculo do Senhor.
Estenderei a mão contra Judá
e contra os habitantes de Jerusalém;
exterminarei desse lugar os restos de baal
e o nome dos seus servidores,
os que se prostram nos terraços diante do exército do céu,
os que se prostram diante do Senhor
e depois juram por Milcom,
os que se afastam do Senhor,
não O procuram nem recorrem a Ele.
Silêncio diante do Senhor Deus,
pois o dia do Senhor está próximo.
O Senhor preparou um sacrifício
e consagrou os seus convidados.
Está próximo o grande dia do Senhor,
está próximo e avança com rapidez.
Oh clamor terrível do dia do Senhor!
Até o corajoso soltará gritos amargos.
Será um dia de ira aquele dia,
dia de aflição e de angústia,
dia de ruína e devastação,
dia de trevas e escuridão,
dia de nuvens e sombras densas,
dia de trombeta e gritos de guerra
contra as cidades fortificadas e contra os altos torreões.
Causarei terror aos homens
e eles andarão como cegos,
porque pecaram contra o Senhor:
o seu sangue será espalhado como pó
e os seus cadáveres como esterco.
Nem a prata nem o ouro
poderão salvá-los no dia da ira do Senhor.
Toda a terra será consumada no fogo da sua indignação,
que depressa causará a ruína de todos os habitantes da terra.
Vinde todos, juntai-vos, povo sem pudor,
antes de serdes atirados para longe
como palha moída que desaparece num dia,
antes de cair sobre vós o furor da ira do Senhor,
antes de que venha sobre vós o dia da sua ira.
Procurai o Senhor, vós todos os humildes da terra,
que obedeceis aos seus mandamentos.
Procurai a justiça, procurai a humildade;
talvez encontreis protecção no dia da ira do Senhor».
RESPONSÓRIO Sof 2, 3; Lc 6, 20b
R. Procurai o Senhor, vós todos os humildes da terra, que obedeceis aos seus mandamentos. * Procurai a justiça, procurai a humildade.
V. Felizes de vós, os pobres, porque é vosso o reino de Deus. * Procurai a justiça, procurai a humildade.
SEGUNDA LEITURA
Da Constituição pastoral Gaudium et spes do Concílio do Vaticano II sobre a Igreja no mundo contemporâneo
(n. 39) (Sec. XX)
A prefiguração do novo mundo
Ignoramos o tempo da nova terra e da nova humanidade, e também não sabemos o modo como se transformará o universo. Passará a figura deste mundo, deformada pelo pecado, mas sabemos que Deus prepara uma nova morada e uma nova terra, onde reinará a justiça, e cuja felicidade satisfará e ultrapassará todos os desejos de paz que se levantam no coração dos homens. Então, vencida a morte, os filhos de Deus ressuscitarão em Cristo, e o que foi semeado na fraqueza e corrupção revestir-se-á de incorruptibilidade; permanecendo a caridade com as suas obras, todas as criaturas que Deus criou para o homem serão libertadas da escravidão do mal.
Sabemos, sem dúvida, que nada aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro se se perde a si mesmo. Todavia, a expectativa de uma nova terra não deve enfraquecer, mas antes aumentar a preocupação de aperfeiçoar esta terra, onde cresce o corpo da nova família humana, que já nos apresenta uma certa prefiguração do mundo novo. Por isso, embora se deva distinguir cuidadosamente o progresso terreno e o crescimento do reino de Cristo, contudo este progresso tem muita importância para o reino de Deus, na medida em que pode contribuir para uma melhor organização da sociedade humana.
Os valores da dignidade humana, da comunhão fraterna e da liberdade, isto é, todos os bens que são fruto da natureza humana e do esforço dos homens, e que difundimos na terra segundo o mandamento do Senhor e pelo seu Espírito, voltaremos de novo a encontrá-los, embora purificados de toda a mancha, iluminados e transfigurados, quando Cristo entregar ao Pai o reino eterno e universal, «reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, reino de justiça, de amor e de paz». O reino já está misteriosamente nesta terra; mas quando vier o Senhor, alcançará a sua plenitude.
RESPONSÓRIO cf. Is 49, 13. Salmo 71 (72), 7a
R. Alegrem-se os céus, exulte a terra; montes, cantai de alegria: * O Senhor tem compaixão dos seus pobres.
V. Nos seus dias, florescerá a justiça e a paz. * O Senhor tem compaixão dos seus pobres.
Hino Te Deum
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades, *
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.
Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.
Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Apocalipse 7, 10b.12
Louvor ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro. A bênção, a glória, a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
V. Vós que estais sentado à direita do Pai.
R. Tende piedade de nós.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/domingo-xxi-do-tempo-comum-ano-c/>]
DOMINGO XXI DO TEMPO COMUM (Ano C)
LEITURA I Is 66, 18-21
Eis o que diz o Senhor:
«Eu virei reunir todas as nações e todas as línguas,
para que venham contemplar a minha glória.
Eu lhes darei um sinal
e de entre eles enviarei sobreviventes às nações:
a Társis, a Fut, a Lud, a Mosoc, a Rós, a Tubal e a Javã,
às ilhas remotas que não ouviram falar de Mim
nem contemplaram ainda a minha glória,
para que anunciem a minha glória entre as nações.
De todas as nações, como oferenda ao Senhor,
eles hão de reconduzir todos os vossos irmãos,
em cavalos, em carros, em liteiras,
em mulas e em dromedários,
até ao meu santo monte, em Jerusalém – diz o Senhor –
como os filhos de Israel trazem a sua oblação
em vaso puro ao templo do Senhor.
Também escolherei alguns deles para sacerdotes e levitas».
Deus não faz distinção de pessoas. Virão todos ao monte santo de Jerusalém, judeus e não judeus, para contemplar a glória do Senhor e todos se prostrarão diante dele. Haverá, então, um novo céu e uma nova terra de onde ninguém será excluído.
Salmo 116 (117), 1.2 (R. Mc 16, 15)
O salmo 116, em poucas palavras, apresenta toda a força de um hino de louvar ao nosso Deus. O convite a louvar e exaltar o Senhor, é feito a todas as nações, sem exclusão de ninguém. O louvor será universal porque Deus é um só e o seu amor é para todos e para sempre.
LEITURA II Heb 12, 5-7.11-13
Irmãos:
Já esquecestes a exortação que vos é dirigida,
como a filhos que sois:
«Meu filho, não desprezes a correção do Senhor,
nem desanimes quando Ele te repreende;
porque o Senhor corrige aquele que ama
e castiga aquele que reconhece como filho».
É para vossa correção que sofreis.
Deus trata-vos como filhos.
Qual é o filho a quem o pai não corrige?
Nenhuma correção, quando se recebe,
é considerada como motivo de alegria, mas de tristeza.
Mais tarde, porém,
dá àqueles que assim foram exercitados
um fruto de paz e de justiça.
Por isso, levantai as vossas mãos fatigadas
e os vossos joelhos vacilantes
e dirigi os vossos passos por caminhos direitos,
para que o coxo não se extravie,
mas antes seja curado.
A carta aos Hebreus, depois de apontar para Cristo em quem devemos ter postos os nossos olhos, continua a incentivar à perseverança. As dificuldades do tempo presente, são pedagogia de Deus que nos quer santos e irrepreensíveis e age connosco como um pai que corrige o filho, para que ele se cure e faça o caminho com alegria.
EVANGELHO Lc 13, 22-30
Naquele tempo,
Jesus dirigia-Se para Jerusalém
e ensinava nas cidades e aldeias por onde passava.
Alguém Lhe perguntou:
«Senhor, são poucos os que se salvam?».
Ele respondeu:
«Esforçai-vos por entrar pela porta estreita,
porque Eu vos digo
que muitos tentarão entrar sem o conseguir.
Uma vez que o dono da casa se levante e feche a porta,
vós ficareis fora e batereis à porta, dizendo:
‘Abre-nos, senhor’;
mas ele responder-vos-á:
‘Não sei donde sois’.
Então começareis a dizer:
‘Comemos e bebemos contigo,
e tu ensinaste nas nossas praças’.
Mas ele responderá:
‘Repito que não sei donde sois.
Afastai-vos de mim, todos os que praticais a iniquidade’.
Aí haverá choro e ranger de dentes,
quando virdes no reino de Deus
Abraão, Isaac e Jacob e todos os Profetas,
e vós a serdes postos fora.
Hão de vir do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul,
e sentar-se-ão à mesa no reino de Deus.
Há últimos que serão dos primeiros
e primeiros que serão dos últimos».
Sem perder de vista a universalidade da salvação, Jesus recorda aos judeus que não basta pertencer ao povo de Deus para alcançarem a salvação. É necessário reconhecer o dono da casa enquanto é tempo e praticar a justiça por ele proposta, para entrar no banquete do Reino. A decisão é tomada agora, porque depois pode ser tarde demais.
Reflexão da Palavra
As últimas palavras de Deus no livro do profeta Isaías anunciam a universalidade da salvação e definem como missionários da glória de Deus os sobreviventes de Israel. Eles irão dar a conhecer a glória de Deus a todos os povos “Eu virei reunir todas as nações… para que venham contemplar a minha glória. Eu lhes darei um sinal e de entre eles enviarei sobreviventes às nações”.
Os sobreviventes são todos que permaneceram fiéis a Deus durante o exílio e, ao contrário da maioria, não se deixaram levar pelo desânimo. Em nome de todo o povo escolhido, são enviados “às ilhas remotas que não ouviram falar de Mim nem contemplaram ainda a minha glória”, cumprindo a vocação, tantas vezes esquecida, de ser sinal entre as nações.
A missão destes enviados é trazer todos os povos “até ao meu santo monte, em Jerusalém” para fazerem o que fazem todos os judeus que, “trazem a sua oblação em vaso puro ao templo do Senhor”. A oferenda que eles hão de trazer são os judeus espalhados pelo mundo “como oferenda ao Senhor, eles hão de reconduzir todos os vossos irmãos”.
Quando todos estiverem reunidos em Jerusalém, Deus será o Senhor de toda a terra, surgirá um novo céu e uma nova terra, o nome de Israel subsistirá para sempre, todos virão prostrar-se diante do Senhor em cada festa da Lua-Nova e em cada sábado e, de todas as nações, o Senhor, escolherá sacerdotes e levitas.
O mais pequeno de todos os salmos do saltério foi incluído nesta celebração. Apesar de pequeno é muito completo. Tem no início um convite “Louvai o Senhor… acalmai-o” e apresenta o motivo para este convite, a misericórdia e a fidelidade do Senhor. trata-se de um convite universal, destinado a “todas as nações… todos os povos”.
A misericórdia e a fidelidade do Senhor para com o seu povo, Israel, é o motivo para que todos os povos venham louvar o Senhor e é também estímulo para que não tenham receio de vir, de converter os seus corações ao Senhor, pois ele será também misericordioso e fiel para com todos os povos. Conhecendo o Senhor, a sua bondade e fidelidade, todos os homens o louvarão espontaneamente.
A vida dos cristãos, a quem se dirige o autor da carta aos Hebreus, está marcada pela perseguição. Uns sofreram na própria pele a perseguição e outros sofreram em solidariedade com eles, Uns e outros precisam de ser fortalecidos para não desanimarem.
O sofrimento não é nem pode nunca ser considerado uma coisa boa e muitos menos quando ele é provocado pelo homem ao seu semelhante. No entanto, na Bíblia, o sofrimento, na sua inevitabilidade, surge muitas vezes como uma oportunidade para fortalecer a fé. Não se trata de ser uma prova imposta por Deus aos que creem, mas de os crentes aproveitarem esse momento como oportunidade para fortalecerem a confiança na presença eficaz do Senhor. É neste sentido que o autor da carta aos Hebreus recorre ao livro dos Provérbios para comparar o sofrimento à correção que os pais fazem aos filhos para que aprendam a proceder de modo justo. “Nenhuma correção, quando se recebe, é considerada como motivo de alegria”, no entanto, “mais tarde, porém, dá àqueles que assim foram exercitados um fruto de paz e de justiça”. O sofrimento dos cristãos em tempo de perseguição pode ser aproveitado para correção pessoal diante de Deus, que é um Pai que escuta o clamor dos seus filhos e os acompanha em todo o seu caminho.
O autor da carta serve-se também das palavras do profeta Isaías, para recordar que os cristãos em situação de perseguição são como os cativos de Babilónia. Ali, longe da sua pátria não tinham vontade de cantar os cânticos da sua terra, o que é uma atitude compreensível. Manifestar a tristeza pelo sofrimento provocado pela maldade é uma atitude correta, mas revelar fraqueza não é digno de quem coloca a sua esperança no Senhor. Por isso recorda as palavras de Isaías “levantai as vossas mãos fatigadas e os vossos joelhos vacilantes e dirigi os vossos passos por caminhos direitos”.
O autor da carta pretende que a fortaleza da fé, a segurança da esperança, e a confiança na fidelidade do Senhor, mantenha viva a comunidade cristã e seja para os perseguidores um sinal da grandeza da fé dos discípulos de Cristo no meio das aflições do mundo. Foi esse o propósito das palavras de Jesus “Felizes sereis, quando vos insultarem e perseguirem… Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus” (Mt 5, 11-12).
Participar no Reino de Deus não é nem uma conquista do homem nem um privilégio de alguns, mas um dom do próprio Deus ao homem. Quando um anónimo pergunta a Jesus, no caminho para Jerusalém, “Senhor, são poucos os que se salvam?”, podemos perceber que havia a convicção de que os judeus, por serem povo de Deus, já estavam pré-selecionados para participarem no Reino e que não eram muitos, apenas os cumpridores da Lei.
Em vez de responder à questão do número, Jesus aproveita para ensinar que o Reino não está garantido para ninguém. Há uma porta que todos os que quiserem participar têm que atravessar. E Jesus diz que esta porta é estreita, portanto, não se passa sem fazer dieta nem com muitas malas ou fardos às costas.
Aos autoconfiantes, por serem descendentes de Abraão, Jesus alerta para a possibilidade de encontrarem a porta fechada e não serem reconhecidos pelo Senhor apesar de todos os pergaminhos, justificações ou circunstâncias que possam apresentar como garantia. E apresenta um motivo para que sejam postos fora: “praticais a iniquidade”. Para além de toda a maldade que o coração do homem pode praticar, Jesus refere-se aqui àquela atitude de soberba que faz os judeus pensar que eles têm garantido o lugar no Reino porque são o povo escolhido.
No entendimento de Jesus a escolha deste povo por parte de Deus não significa um privilégio mas uma missão a que foram chamados Abraão, Isaac, Jacob e os profetas, que é a de serem sinal entre as nações. Chamamento que eles não concretizaram por terem entendido como privilégio e não como missão. Por isso não são reconhecidos “Não sei donde sois… Afastai-vos de mim”, apesar da sua origem abraâmica, enquanto que outros “Hão de vir do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e sentar-se-ão à mesa no reino de Deus”.
A única forma de entrar pela porta estreita é a adesão ao evangelho que significa seguir Jesus pela porta que ele em breve terá de atravessar, a cruz. Pela cruz temos acesso ao reino.
Meditação da Palavra
A experiência humana, verificável na história, diz que há uma grande dificuldade em entender que Deus é Deus de todos os povos. O meu Deus é o teu Deus e esse Deus é meu Pai e Pai de todos, como haveria de dizer Jesus.
A história de Israel, o povo escolhido, dá conta desta dificuldade. Escolhido por Deus com uma vocação universal, Israel esqueceu-se da missão que lhe foi confiada, de ser sinal da bondade e da misericórdia de Deus entre todas as nações. O profeta Isaías e o salmo 116 revelam esta universalidade da fé. Apesar de Israel se esquecer, Deus não abandona o seu projeto de ser conhecido por todos os povos e manifestar a todos, de igual modo, a sua glória. Por isso, através do profeta o Senhor anuncia que vai enviar os sobreviventes, aqueles que permaneceram fiéis no meio das adversidades do exílio de Babilónia, a todas as nações “que não ouviram falar de Mim nem contemplaram ainda a minha glória”, para que venham todos a Jerusalém trazer “a sua oblação em vaso puro ao templo do Senhor,” como fazem os filhos de Israel. A oblação destes povos, diz o Senhor, serão “todos os vossos irmãos” que se encontram dispersos entre as nações.
Os sobreviventes são um sinal para todos os povos. Neles todos contemplarão a misericórdia e a bondade do Senhor, como diz o salmo num convite universal que deve chegar a todos. De entre os que aderirem ao convite, diz o Senhor, “escolherei alguns deles para sacerdotes e levitas”, manifestando assim, também a universalidade do sacerdócio.
O problema da separação religiosa dos povos, incapazes de se encontrarem todos diante do mesmo e único Senhor, que é Deus de todos, permanece apesar da pregação dos profetas. Israel continua a considerar-se privilegiado, excluindo todos os outros da presença de Deus. No tempo de Jesus a questão não se coloca apenas em relação aos outros povos, mas também aos judeus, separados entre os que cumprem e os que não cumprem a Lei. Esta mentalidade está presente na pergunta feita a Jesus por um anónimo: “Senhor, são poucos os que se salvam?”. A própria pergunta já contém a ideia da exclusão, pois indicia que são pouco e não muitos os que se salvam, fazendo crer que há alguns privilegiados que já têm o lugar garantido e outros, muito poucos, que conseguirão chegar lá.
Jesus não coloca a questão da salvação no número e exclui toda a possibilidade de lugares cativos e de privilegiados. A palavra de Jesus indica que todos, sem exclusão de nenhuma raça nem nação, têm as mesmas possibilidades. A porta é estreita para todos e passar por ela será a única forma de entrar. O orgulho de se julgar privilegiado, superior, merecedor, preferido ou com direito a entrar no Reino é tudo o que, no final, se irá revelar como impedimento para entrar. O orgulho é um fardo demasiado grande para poder passar a porta estreita.
Desta forma, Jesus apela à humildade de reconhecer que não nos pertence a nós, mas a Deus, a avaliação das condições necessárias para participar do Reino. Ninguém pode alegar qualquer direito ou prioridade, por ser descendente de Abraão ou exigir o reconhecimento da sua superioridade moral ou religiosa pelo cumprimento estrito da Lei. Todos estão sob o olhar de Deus que pode abrir a porta e fazer sentar à mesa do Reino os que vêm do “Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul” e deixar de fora com uma sentença severa, “Afastai-vos de mim”,os que julgam ter direito, porque “praticais a iniquidade”.
Por isso, enquanto não chega o momento de atravessar a porta, é tempo de deixar Deus curar as nossas imperfeições, como diz a Carta aos Hebreus, aproveitando todas as oportunidades, até os sofrimentos que nos são impostos injustamente, para nos corrigirmos e sermos considerados dignos, por aquele que, por ser Pai, sabe usar de misericórdia para com os seus filhos. Este tempo de purificação dos corações não pode tornar-se um peso, ao ponto de nos desanimar e chegarmos à porta do Reino como derrotados. Pelo contrário, como diz o profeta Isaías, humilhados pelo sofrimento imposto pelas perseguições, injustiças e incompreensões dos homens, devemos levantar-nos: “levantai as vossas mãos fatigadas e os vossos joelhos vacilantes e dirigi os vossos passos por caminhos direitos”.
Rezar a Palavra
Pedes-me, Senhor, para ser missionário da tua bondade e da tua misericórdia para que todos te conheçam e venham à tua presença. Ensinas-me que o orgulho de me julgar privilegiado ou merecedor me impede de entrar na porta estreita. Dizes-me que os sofrimentos do tempo presente podem ser caminho de perfeição. Quero louvar-te por esta palavra que me ensina a viver de cabeça erguida por ser teu filho.
Compromisso semanal
Descubro em mim o que me impede de ser sinal da bondade e da misericórdia de Deus no meio do mundo.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2025/08/santos-do-dia-da-igreja-catolica-24-de-agosto/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 24 de agosto
Postado em: por: marsalima
São Bartolomeu
Bartolomeu, também chamado Natanael, foi um dos doze primeiros apóstolos de Jesus. É assim descrito nos evangelhos de João, Mateus, Marcos e Lucas, e também nos Atos dos Apóstolos.
Bartolomeu nasceu em Caná, na Galiléia, uma pequena aldeia a quatorze quilômetros de Nazaré. Era filho do agricultor Tholmai. No Evangelho, ele também é chamado de Natanael. Em hebraico, a palavra “bar” que dizer “filho” e “tholmai” significa “agricultor”. Por isso os historiadores são unânimes em afirmar que Bartolomeu-Natanael trata-se de uma só pessoa. Seu melhor amigo era Filipe e ambos eram viajantes. Foi o apóstolo Filipe que o apresentou ao Messias.
Até esse seu primeiro encontro com Jesus, Bartolomeu era cético e, às vezes, irônico com relação às coisas de Deus. Porém, depois de convertido, tornou-se um dos apóstolos mais ativos e presentes na vida pública de Jesus. Mas a melhor descrição que temos de Bartolomeu foi feita pelo próprio Mestre: “Aqui está um verdadeiro israelita, no qual não há fingimento”.
Ele teve o privilégio de estar ao lado de Jesus durante quase toda a missão do Mestre na terra. Compartilhou seu cotidiano, presenciou seus milagres, ouviu seus ensinamentos, viu Cristo ressuscitado nas margens do lago de Tiberíades e, finalmente, assistiu sua ascensão ao céu.
Depois de Pentecostes, Bartolomeu foi pregar a Boa-Nova. Encerradas essas narrativas dos evangelhos históricos, entram as narrativas dos apócrifos, isto é, das antigas tradições. A mais conhecida é da Armênia, que conta que Bartolomeu foi evangelizar as regiões da Índia, Armênia Menor e Mesopotâmia.
Superou dificuldades incríveis, de idioma e cultura, e converteu muitas pessoas e várias cidades à fé do Cristo, pregando segundo o evangelho de são Mateus. Foi na Armênia, depois de converter o rei Polímio, a esposa e mais doze cidades, que ele teria sofrido o martírio, motivado pela inveja dos sacerdotes pagãos, os quais insuflaram Astiages, irmão do rei, e conseguiram uma ordem para matar o apóstolo. Bartolomeu foi esfolado vivo e, como não morreu, foi decapitado. Era o dia 24 de agosto de 51.
A Igreja comemora são Bartolomeu Apóstolo no dia de sua morte. Ele se tornou o modelo para quem se deixa conduzir pelo outro ao Senhor Jesus Cristo.
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Santa Joana Antida Thouret
Joana Antida Thouret nasceu numa cidade chamada Sancey-le-Long, próxima de Besançon, na França, no dia 27 de novembro de 1765. Francisco e Cláudia eram seus pais, tiveram quatro filhos e ela foi a primeira. Joana cresceu muito bonita, de natureza melancólica, tinha a saúde delicada, um caráter gentil e era muito caridosa. Desde a infância, manifestou sua vocação religiosa.
Aos dezesseis anos, sua mãe morreu. Ficou tão abalada que só encontrou amparo na imensa devoção que dedicava à Virgem Maria. Assim, teve de assumir as responsabilidades da casa e da família, da qual cuidou com muito amor e determinação. Porém a vocação falava mais alto no seu coração, que já havia entregue a Jesus. Chorou muito até que seu pai permitisse seu ingresso definitivo no convento. Tinha vinte e dois anos de idade quando foi fazer seu noviciado no Convento das Irmãs da Caridade de São Vicente de Paulo, em Paris.
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Naquela época, era normal a noviça ser submetida aos trabalhos pesados da comunidade. Assim foi com Joana, que, em função da mudança de clima e do grande esforço físico, acabou adoecendo gravemente. Temendo ser enviada de volta para a casa paterna, rezou muito pedindo a Deus que a curasse. Foi atendida por meio de uma dedicada enfermeira, que a tratou com medicação especial. Em 1788, recebeu o hábito religioso das vicentinas.
Depois disso, Joana andou pelo mundo pregando a Palavra de Deus, fazendo caridade, tratando dos doentes, mas principalmente sendo perseguida. Havia estourado a Revolução na França, o clima anticlerical tornava a vida dos religiosos um verdadeiro terror. Muitos sacerdotes, religiosos e fiéis da Igreja foram denunciados, perseguidos, torturados e condenados à morte por guilhotina. Tinha vinte e oito anos quando se viu atirada à rua junto com outras religiosas. Joana ficou sem ter para onde ir. Junto com outras companheiras, foi para a Suíça e, depois, para a Alemanha, voltando novamente para a Suíça.
Em 1797, fixou-se em Besançon, onde fundou uma escola para meninas, mas sem deixar de cuidar dos enfermos. Entretanto os revolucionários descobriram-na e teve de esconder-se por dois anos. Em 1799, pôde retornar e, junto com quatro religiosas, fundou outra escola com farmácia, formando o primeiro núcleo do Instituto das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo. Logo as discípulas de Joana Antida aumentaram e a nova congregação expandiu-se pela França, Suíça, Sabóia e Nápoles.
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Depois disso, em 1810, foi enviada para assumir a direção de um grande hospital de Nápoles, onde Joana Antida passou a última etapa de sua vida, empreendendo intensa atividade, abrindo muitos institutos, desenvolvendo sua congregação. A fundadora morreu no dia 24 de agosto de 1826, no seu convento de Nápoles, rodeada por suas religiosas. O papa Pio XI proclamou-a santa em 1934, e indicou sua celebração para o dia de sua morte.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 24 DE AGOSTO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Jo 4,16
Nós conhecemos e acreditámos no amor de Deus para connosco. Deus é amor e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele.
V. Inclinai o meu coração para as vossas ordens,
R. Fazei-me viver segundo a vossa palavra.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Gal 6,7-8
Cada um recolherá o que tiver semeado. Quem semeia na carne, colherá da carne a corrupção; quem semeia no Espírito, colherá do Espírito a vida eterna.
V. A vossa palavra, Senhor, é eterna,
R. A vossa fidelidade permanece de geração em geração.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Gal 6, 9-10
Não nos cansemos de fazer o bem, porque se não desfalecermos, colheremos no tempo oportuno. Portanto, enquanto temos tempo, pratiquemos o bem para com todos, mas principalmente para com os irmãos na fé.
V. De todo o coração eu clamo, ouvi-me, Senhor:
R. Quero observar os vossos decretos.
Oração
Senhor Deus, que unis os corações dos fiéis num único desejo, fazei que o vosso povo ame o que mandais e espere o que prometeis, para que, no meio da instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
2 Cor 1, 3-4
Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, Pai de misericórdia e Deus de toda a consolação, que nos conforta em todas as tribulações, para podermos também confortar aqueles que sofrem qualquer tribulação, por meio da consolação que nós próprios recebemos de Deus.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Bendito sejais, Senhor, no firmamento dos céus.
R. Bendito sejais, Senhor, no firmamento dos céus.
V. A Vós o louvor e a glória para sempre.
R. No firmamento dos céus.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Bendito sejais, Senhor, no firmamento dos céus.
CÂNTICO EVANGÉLICO (Magnificat) Lc 1, 46-55
Ant. Do Oriente ao Ocidente virão muitos sentar‑se à mesa, com Abraão, Isaac e Jacob, no reino dos Céus.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.


