“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 25 DE AGOSTO DE 2025
25 de agosto de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 27 DE AGOSTO DE 2025
27 de agosto de 2025Terça-feira da semana XXI do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Início do Livro de Jeremias 1, 1-19
Vocação do profeta Jeremias
Palavras de Jeremias, filho de Helcias, um dos sacerdotes que viviam em Anatot, no território de Benjamim. A palavra do Senhor foi-lhe dirigida no tempo de Josias, filho de Amon, rei de Judá, no décimo terceiro ano do seu reinado, e no tempo de Joaquim, filho de Josias, rei de Judá, até ao fim do décimo primeiro ano de Sedecias, filho de Josias, rei de Judá, até à deportação de Jerusalém, no quinto mês.
A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:
«Antes de te formar no ventre materno, Eu te escolhi;
antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei
e te constituí profeta entre as nações».
Então eu disse: «Ah! Senhor Deus, mas eu não sei falar,
porque sou muito jovem».
O Senhor respondeu-me:
«Não digas: ‘Sou muito jovem’,
porque irás ao encontro daqueles a quem Eu te enviar
e dirás tudo quanto Eu te mandar dizer.
Não tenhas receio deles,
porque Eu estarei contigo para te salvar»
– oráculo do Senhor.
Depois o Senhor estendeu a mão, tocou-me na boca e disse-me:
«Eu ponho as minhas palavras na tua boca.
Hoje te dou poder sobre os povos e os reinos,
para arrancar e demolir,
para arruinar e destruir,
para edificar e plantar».
A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: «Que vês tu, Jeremias?». Eu respondi: «Vejo um ramo de amendoeira, a árvore que vigia». Disse-me o Senhor: «Viste bem, porque Eu estou vigilante, para que a minha palavra se cumpra».
A palavra do Senhor foi-me dirigida segunda vez nestes termos: «Que vês tu, Jeremias?». Eu respondi: «Vejo uma panela a ferver, com a boca inclinada para o Norte».
Disse-me o Senhor:
«Do Norte virá a desgraça
sobre todos os habitantes do país.
Porque vou convocar todos os reinos do Norte
– oráculo do Senhor –
e cada um virá erguer o seu trono
à entrada das portas de Jerusalém,
em frente das muralhas que a rodeiam,
em frente de todas as cidades de Judá.
Então pronunciarei contra eles as minhas sentenças
por todo o mal que fizeram,
porque Me abandonaram,
ofereceram incenso a outros deuses
e adoraram a obra das suas mãos.
Cinge os teus rins e levanta-te,
para ires dizer tudo o que Eu te ordenar.
Não temas diante deles,
senão serei Eu que te farei temer a sua presença.
Hoje mesmo faço de ti uma cidade fortificada,
uma coluna de ferro e uma muralha de bronze,
diante de todo este país, dos reis de Judá e dos seus chefes,
diante dos seus sacerdotes e do povo da terra.
Eles combaterão contra ti, mas não poderão vencer-te,
porque Eu estou contigo para te salvar»
– oráculo do Senhor.
RESPONSÓRIO Jer 1, 5ab.9b; Is 42, 6
R. Antes de te formar no ventre materno, Eu te escolhi; antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei. * E ponho as minhas palavras na tua boca.
V. Fui Eu, o Senhor, que te chamei segundo a justiça e fiz de ti a aliança do povo e a luz das nações. * E ponho as minhas palavras na tua boca.
SEGUNDA LEITURA
Das Homilias de São João Crisóstomo, bispo
(Homilia sobre o diabo tentador 2, 6: PG 49, 263-264) (Sec. IV)
Os cinco caminhos da penitência
Quereis que vos recorde os caminhos da penitência? São muitos, variados e diferentes, e todos levam ao Céu.
O primeiro caminho da penitência é a acusação dos pecados: Confessa primeiro os teus pecados e serás justificado. Por isso dizia também o Profeta: Eu disse: Vou confessar ao Senhor a minha culpa; e Vós perdoastes a culpa do meu pecado. Condena, portanto, também tu as tuas culpas, e esta confissão te alcançará o perdão do Senhor. E se condenas as tuas culpas, serás mais cauteloso para não voltar a cair. Habitua a tua consciência a ser a tua acusadora familiar, para que mais tarde ninguém te acuse diante do tribunal do Senhor.
Este é, portanto, o primeiro e o melhor caminho da penitência. Mas há outro, não inferior ao primeiro, que consiste em perdoar as ofensas que recebemos dos inimigos, dominar a ira, esquecer as faltas dos nossos irmãos. Assim nos serão perdoadas também as ofensas que praticámos contra Deus. Este é o segundo modo de expiar as nossas culpas. Porque se perdoardes a quem vos ofendeu, diz o Senhor, também o vosso Pai celeste vos perdoará.
Queres conhecer ainda um terceiro caminho da penitência? É a oração fervorosa e assídua que brota do íntimo do coração.
E se desejas que te indique um quarto caminho, dir-te-ei que é a esmola, porque é grande e poderosa a sua eficácia.
Acrescentemos ainda: Se procedes com modéstia e humildade, será este um modo não menos eficaz que os outros para destruir pela raiz os teus pecados. Disso é testemunha o publicano, que, não podendo recordar diante de Deus boas acções, ofereceu o humilde reconhecimento das suas culpas e assim se libertou do grave peso que tinha na consciência.
Acabámos de indicar cinco caminhos da penitência: primeiro, a acusação dos pecados; segundo, o perdão das ofensas do nosso próximo; terceiro, a oração; quarto, a esmola; quinto, a humildade.
Não fiques, portanto, ocioso, mas procura seguir todos os dias estes caminhos tão fáceis. Não podes desculpar-te com o impedimento da tua pobreza, pois ainda que leves uma vida de extrema penúria, podes sempre depor a ira, ser humilde, orar assiduamente, confessar os pecados. A pobreza não oferece obstáculo algum a estes caminhos de penitência, nem sequer àquele que consiste na distribuição de bens, isto é, a esmola. Para cumprir este mandamento, lembra-te do testemunho da viúva que deu as duas pequenas moedas.
Tendo aprendido, por conseguinte, o modo de curar as nossas feridas, tratemos de usar estes remédios. E assim, recuperada a saúde, poderemos aproximar-nos confiadamente da sagrada mesa e caminhar alegremente ao encontro de Cristo, Rei da glória, e alcançar para sempre os bens eternos pela graça, misericórdia e benignidade de Nosso Senhor Jesus Cristo.
RESPONSÓRIO Tob 12, 8ac. 9a; Lc 6, 37c-38a
R. É boa a oração com o jejum; é melhor dar esmola do que amontoar tesouros; * A esmola purifica de todo o pecado.
V. Perdoai e sereis perdoados; dai e dar-se-vos-á. * A esmola purifica de todo o pecado.
Oração
Senhor Deus, que unis os corações dos fiéis num único desejo, fazei que o vosso povo ame o que mandais e espere o que prometeis, para que, no meio da instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Romanos 13, 11b.12-13a
Chegou a hora de nos levantarmos do sono. A noite vai adiantada, aproxima-se o dia. Abandonemos as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz. Andemos dignamente, como convém em pleno dia.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Espero em Deus, minha fortaleza e meu refúgio.
R. Espero em Deus, minha fortaleza e meu refúgio.
V. Minha defesa e meu Salvador.
R. Minha fortaleza e meu refúgio.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Espero em Deus, minha fortaleza e meu refúgio.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <Terça-feira da semana XXI do Tempo Comum | A liturgia>]
Terça-feira da semana XXI do Tempo Comum
Leitura I: 1 Tessalonicenses 2, 1-8
Como vós próprios sabeis, irmãos,
a visita que vos fizemos não foi inútil.
Apesar dos sofrimentos e insultos que suportámos
em Filipos, como sabeis,
no nosso Deus encontrámos coragem
para vos anunciar o seu Evangelho
no meio de grandes lutas.
A nossa pregação não nasce do erro,
nem da impureza ou da fraude.
Mas, como Deus nos encontrou dignos
de nos confiar o Evangelho,
assim o pregamos,
não para agradar aos homens,
mas a Deus que põe à prova os nossos corações.
Bem sabeis que nunca usámos palavras de lisonja
nem recursos de ganância;
Deus é testemunha.
Também não procurámos as honras humanas,
quer da vossa parte, quer da parte dos outros,
embora pudéssemos fazer valer a nossa autoridade
como apóstolos de Cristo.
Ao contrário, apresentámo-nos no meio de vós com bondade,
como a mãe que acalenta os filhos que anda a criar.
Pela viva afeição que vos dedicámos,
desejávamos partilhar convosco
não só o Evangelho de Deus, mas ainda a própria vida,
tão caros vos tínheis tornado para nós.
Compreender a Palavra
Aqueles a quem se anuncia o evangelho ficam gravados no coração do evangelizador. É esta a experiência que Paulo relata aos tessalonicenses e é esta a sua experiência em muitas das comunidades por ele fundadas. Deixar que o outro fique gravado no coração nem sempre é motivo de alegria, muitas vezes é sinal de sofrimento. Do mesmo modo que uma mãe sofre com o cuidado e preocupação pelos seus filhos, o evangelizador sofre pelos que acompanha para o crescimento na fé. Paulo testemunha na primeira pessoa o sofrimento que lhe foi provocado por anunciar o evangelho. Deus, no entanto, foi para ele lugar de fortaleza e nele encontrou coragem para continuar, uma coragem que vem da certeza de não enganar ninguém mas anunciar a palavra da verdade. O evangelho por ele anunciado, com o empenho da própria vida, não procura agradar aos homens mas a Deus para a salvação dos homens.
Meditar a Palavra
O testemunho de Paulo faz-nos compreender a grandeza do evangelho e a pureza interior daquele que o transporta em si mesmo com a missão de anunciar. Os nossos olhos estão postos na palavra e na missão que o Senhor nos confia de levar a novidade do evangelho a todos os homens, sem esperar reconhecimentos nem louvores. Do anúncio da palavra pode resultar sofrimento, insultos e incompreensões. A palavra, porém, contém em si a certeza da presença do próprio Deus que dá coragem e firmeza àqueles que se gastam pela salvação dos irmãos e reconhecem que a recompensa está na própria missão e não no reconhecimento dos homens.
Rezar a Palavra
Dá-me, Senhor, entranhas de maternidade para amar aqueles que me insultam quando lhes anuncio o evangelho. Que a bondade seja o sentimento permanente junto dos homens a quem me envias e a afeição por todos, grave em mim a sua imagem para que as palavras cheguem aos seus corações com a verdade que nelas colocaste com a tua morte e ressurreição.
Compromisso
Hoje rezo por todos aqueles que têm dificuldade em aceitar o evangelho que lhes anuncio.
Evangelho: Mt 23, 23-26
Naquele tempo,
disse Jesus:
«Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas,
porque pagais o dízimo da hortelã, do funcho e do cominho,
mas omitis as coisas mais importantes da lei:
a justiça, a misericórdia e a fidelidade.
Devíeis praticar estas coisas, sem omitir as outras.
Guias cegos! Coais o mosquito e engolis o camelo.
Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas,
porque limpais o exterior do copo e do prato,
que por dentro estão cheios de rapina e intemperança.
Fariseu cego! Limpa primeiro o interior do copo e do prato,
para que também o exterior fique limpo».
Compreender a Palavra
Jesus fala para os Fariseus e os Escribas. Estes grupos da sociedade judaica tinham grande exigência no cumprimento das mais pequenas indicações da lei, mas faltava-lhes o mais importante, a capacidade de ver a verdade e procurar a justiça. Faltava-lhes um olhar de amor sobre o mundo, a vida e o homem. Não estavam abertos à presença e acção misericordiosa de Deus no mundo. Por essa razão andavam perdidos em coisas insignificantes. Como Jesus diz “coais o mosquito e engolis o camelo”. Chama-lhes hipócritas porque esta atitude é tudo menos inocente, está manchada pelos interesses humanos e individuais que acabam na injustiça face aos mais frágeis e desprezados da sociedade. Preocupam-se com o exterior e não com o interior.
Meditar a Palavra
Sinto estas palavras de Jesus como uma proposta de análise da minha própria vida. Toca-me esta expressão de Jesus “Ai de vós”. Sou chamado a um exame de consciência para não deixar que o meu esforço siga na direcção errada do parecer aos olhos dos outros, em vez de ser de verdade aquilo que Deus espera de mim e me propõe como caminho de justiça, verdade e vida. Posso cair na tentação de armar uma imagem atraente aos olhos dos homens e acabar com o meu interior cheio de podridão e malícia. Posso tornar-me cego que quer guiar os outros sem saber para onde ir.
Rezar a Palavra
Senhor Jesus, as tuas palavras chamam-me a procurar a verdade, a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Não é fácil aceitar a tua proposta de amor. Não é fácil resistir à tentação do parecer. É muito fácil fazer da aparência um lugar de felicidade. Mostra-me, Senhor, a alegria da fidelidade ao teu evangelho para que não me satisfaça com pequenas emoções e mesquinhos encantamentos, mas te busque a ti como resposta total para a minha vida.
Compromisso
Hoje é dia de limpar o meu interior de algum mal que ainda possa estar a chamar-me para longe da verdade que é Cristo.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <Santos do Dia da Igreja Católica – 26 de Agosto – Sagrada Missão>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 26 de Agosto
Postado em: por: marsalima
São Zeferino
O papa Zeferino exerceu um dos pontificados mais longos da Igreja de Cristo, de 199 a 217. E os únicos dados de sua vida registrados declaram que: depois do papa Vitor, de origem africana, clero e povo elegeram para a cátedra de Pedro um romano, Zeferino, filho de um certo Abôndio.
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Zeferino foi o 14o papa a substituir são Pedro. Enfrentou um período difícil e tumultuado, com perseguições para os cristãos e de heresias entre eles próprios, que abalavam a Igreja mais do que os próprios martírios. As heresias residiam no desejo de alguns em elaborar só com dados filosóficos o nascimento, a vida e a morte de Jesus Cristo. A confusão era generalizada, uns negavam a divindade de Jesus Cristo, outros se apresentavam como a própria revelação do Espírito Santo, profetizando e pregando o fim do mundo.
Mas o papa Zeferino, que não era teólogo, foi muito sensato e, amparado pelo poder do Espírito Santo, livrou-se dos hereges. Para isso uniu-se aos grandes sábios da época, como santo Irineu, Hipólito e Tertuliano, dando um fim ao tumulto e livrando os cristãos da mentira e dos rigorismos.
O papa Zeferino era dotado de inspiração e visão especial. Seu grande mérito foi ter valorizado a capacidade de Calisto, um pagão convertido e membro do clero romano, que depois foi seu sucessor. Ele determinou que Calisto organizasse cemitérios cristãos separados daqueles dos pagãos. Isso porque os cristãos não aceitavam cremar seus corpos e também queriam estar livres para tributarem o culto aos mártires.
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O papa Zeferino conseguiu que as nobres famílias cristãs, possuidoras de tumbas amplas e profundas, transferissem-nas para a Igreja. Assim, Calisto começou a fazer galerias subterrâneas ligando umas às outras e, nas laterais, foi abrindo túmulos para os cristãos e para os mártires. Todo esse complexo deu origem às catacumbas, mais tarde chamadas de catacumbas de Calisto.
Esse foi o longo pontificado de Zeferino, encerrado pela intensificação às perseguições e pela proibição das atividades da Igreja, impostas pelo imperador Sétimo Severo.
O papa são Zeferino foi martirizado junto com o bispo santo Irineu, em 217, e foi sepultado numa capela nas catacumbas que ele mandou construir em Roma, Itália.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 22 DE AGOSTO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Jer 17, 7-8
Feliz de quem confia no Senhor e põe no Senhor a sua esperança. Semelhante a uma árvore plantada à beira da água, estende as suas raízes para a corrente. Nada tem a temer quando vem o calor, e as suas folhas mantêm-se sempre verdes. Em ano de estiagem não se inquieta, nem deixa de produzir sempre os seus frutos.
V. O Senhor não recusa os seus bens aos que procedem com rectidão:
R. Senhor dos Exércitos, feliz daquele que em Vós confia.
Oração
Deus eterno e omnipotente, que à hora de Tércia enviastes o vosso Espírito Santo sobre os Apóstolos, derramai também sobre nós o mesmo Espírito de caridade, para que dêmos aos homens o testemunho fiel do vosso amor. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Prov 3, 13-15
Feliz de quem encontrou a sabedoria, de quem adquiriu a inteligência. Porque vale mais este lucro que o da prata, e o fruto que se obtém é melhor que o ouro fino. Ela é mais preciosa que as pérolas: jóia alguma a pode igualar.
V. Senhor, Vós amais a sinceridade de coração
R. E ensinais a sabedoria no íntimo da alma.
Oração
Senhor, que revelastes ao apóstolo São Pedro o desejo de salvar todos os povos, fazei que as nossas ações sejam agradáveis a vossos olhos e se integrem no vosso plano de amor e salvação. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Job 5, 17-18
Feliz o homem a quem Deus corrige: não desprezes a lição do Omnipotente. Ele fere e cura; Ele produz a ferida e com suas mãos a sara.
V. Tratai, Senhor, o vosso servo segundo a vossa bondade
R. E dai-me a conhecer os vossos decretos.
Oração
Senhor, que enviastes um Anjo ao centurião Cornélio para lhe revelar o caminho da salvação, ajudai-nos a trabalhar cada vez mais e melhor pela salvação dos homens, para que, juntamente com nossos irmãos, incorporados na vossa Igreja, possamos chegar até Vós. Por Nosso Senhor
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Jo 3, 1a.2
Vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamarmos filhos de Deus. E somo-lo de facto. Caríssimos, agora somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, na altura em que se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porque O veremos como Ele é.Esperamos a revelação de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele nos tornará firmes até ao fim, para que sejamos irrepreensíveis no dia de Nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é Deus, por quem fomos chamados à comunhão com seu Filho.
RESPONSÓRIO BREVE
V. A vossa palavra, Senhor, permanece eternamente.
R. A vossa palavra, Senhor, permanece eternamente.
V. A vossa fidelidade mantém-se de geração em geração.
R. Permanece eternamente.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. A vossa palavra, Senhor, permanece eternamente.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 8-9a
Sede sóbrios e estai vigilantes: o vosso inimigo, o demónio, anda à vossa volta, como leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

