“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 3 DE SETEMBRO DE 2025
3 de setembro de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 5 DE SETEMBRO DE 2025
5 de setembro de 2025Quinta-feira da Semana XXII do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Jeremias 30, 18 – 31, 9
Promessa da restauração de Israel
Eis o que diz o Senhor:
«Restaurarei as tendas de Jacob
e terei compaixão das suas moradas.
A cidade será reconstruída sobre as suas ruínas
e a fortaleza reedificada no seu primitivo lugar.
Deles sairão hinos de louvor e brados de alegria.
Multiplicá-los-ei e não serão reduzidos;
exaltá-los-ei e não mais serão humilhados.
Os seus filhos serão como outrora,
a sua assembleia será estável diante de Mim
e castigarei todos os seus opressores.
De entre eles surgirá um chefe,
do meio deles sairá o soberano.
Chamá-lo-ei, e ele virá à minha presença.
Aliás, quem arriscaria a vida aproximando-se de Mim?
– diz o Senhor.
Vós sereis o meu povo e Eu serei o vosso Deus.
Eis a tempestade do Senhor,
o seu furor impetuoso, o furacão que se desencadeia
e vai desabar sobre a cabeça dos ímpios.
Não se acalmará a ira ardente do Senhor,
até que Ele tenha cumprido e consumado
os desígnios do seu coração.
Compreendê-lo-eis plenamente no fim dos tempos.
Naquele tempo – diz o Senhor –
serei o Deus de todas as tribos de Israel,
e elas serão o meu povo».
Assim fala o Senhor:
«O povo que escapou à espada foi favorecido no deserto:
Israel vai chegar ao seu repouso».
De longe o Senhor apareceu-lhe, dizendo:
«Amei-te com amor eterno;
por isso tive compaixão de ti.
Hei-de edificar-te novamente, e serás reconstruída,
virgem de Israel.
Voltarás a adornar-te com os teus tamborins
e a tomar parte em danças festivas.
De novo plantarás vinhas nos montes da Samaria,
e aqueles que as plantarem colherão os seus frutos.
Porque um dia virá
em que as sentinelas gritarão sobre os montes de Efraim:
‘Levantai-vos e subamos a Sião,
ao encontro do Senhor nosso Deus’».
Assim fala o Senhor:
«Soltai brados de alegria por causa de Jacob,
enaltecei a primeira das nações.
Fazei ouvir os vossos louvores e proclamai:
‘O Senhor salvou o seu povo, o resto de Israel’.
Vou trazê-los das terras do Norte
e reuni-los dos confins do mundo.
Entre eles vêm o cego e o coxo,
a mulher que vai ser mãe e a que já deu à luz.
É uma grande multidão que regressa.
Vão chegar entre lágrimas e preces,
e Eu os conduzirei às águas correntes,
por caminho plano em que não tropecem.
Porque Eu sou um pai para Israel,
e Efraim é o meu primogénito».
RESPONSÓRIO Jer 31, 6; Is 2, 5
R. Um dia virá em que as sentinelas gritarão: * Levantai-vos e subamos a Sião, ao encontro do Senhor nosso Deus.
V. Vinde, ó casa de Jacob, caminhemos à luz do Senhor. * Levantai-vos e subamos a Sião, ao encontro do Senhor nosso Deus.
SEGUNDA LEITURA
Do Sermão de São Leão Magno, papa, sobre as Bem-aventuranças
(Sermo 95, 2-3: PL 54, 462) (Sec. V)
Bem-aventurados os pobres em espírito
Não há dúvida de que os pobres alcançam o dom da humildade com mais facilidade que os ricos, na medida em que aqueles, no meio das suas privações, se familiarizam facilmente com a mansidão, ao passo que estes, no meio das riquezas, se habituam facilmente à arrogância. Todavia, também não faltam ricos que usam da abundância, não para sua orgulhosa ostentação mas para obras de caridade, considerando que o melhor lucro é o que se gasta para aliviar a miséria do próximo.
O dom desta virtude pode encontrar-se, portanto, em todo o genéro e categoria de homens, porque podem ser iguais na disposição interior, embora diferentes nos bens da fortuna; e pouco importam as diferenças nos bens terrenos, quando há igualdade nos valores do espírito. bem-aventurada aquela pobreza que não se deixa dominar pelo amor dos bens temporais, nem põe toda a sua ambição em aumentar as riquezas deste mundo, mas deseja acima de tudo a riqueza dos bens celestes!
Depois do Senhor, os Apóstolos foram os primeiros a dar-nos o exemplo desta magnânima pobreza. À voz do divino Mestre deixaram tudo o que tinham; num momento, passaram de pescadores de peixes a pescadores de homens e conseguiram que muitos, imitando a sua fé, seguissem o mesmo caminho. Com efeito, entre aqueles primeiros filhos da Igreja, todos os crentes tinham um só coração e uma só alma; deixavam todas as suas posses e haveres para abraçarem generosamente a mais perfeita pobreza e enriquecerem-se de bens eternos; assim aprendiam da pregação apostólica a encontrar a sua alegria em não ter nada neste mundo e tudo possuir em Cristo.
Por isso, quando o apóstolo São Pedro subia para o templo e o coxo lhe pediu esmola, disse-lhe: Não tenho ouro nem prata; mas dou-te o que tenho: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda. Que há de mais sublime que esta humildade? Que há de mais rico que esta pobreza? Não tem a força do dinheiro, mas concede os dons da natureza. Aquele a quem sua mãe deu à luz enfermo de nascimento, a palavra de Pedro o tornou são; e aquele que não pôde dar a imagem de César gravada numa moeda ao homem que lhe pedia esmola, restaurou nele a imagem de Cristo dando-lhe a saúde.
E este tesouro não enriqueceu apenas aquele homem que recuperou a possibilidade de andar, mas também os cinco mil homens que, ante esta cura milagrosa, acreditaram na pregação do Apóstolo. Assim aquele pobre, que não tinha nada que dar a um pedinte, distribuiu tão abundantemente a graça divina que não só restituiu o vigor aos pés de um coxo, mas também a saúde da alma a tantos milhares de crentes: encontrou-os sem forças na infidelidade judaica e restituiu-lhes a agilidade para seguirem a Cristo.
RESPONSÓRIO Mt 5, 1b-3; Is 66, 2b
R. Os discípulos aproximaram-se, e Jesus ensinava-os, dizendo: * Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus.
V. O meu olhar volta-se para os humildes e os corações contritos, para aqueles que temem as minhas palavras. * Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus.
Oração
Deus do universo, de quem procede todo o dom perfeito, infundi em nossos corações o amor do vosso nome e, estreitando a nossa união convosco, dai vida ao que em nós é bom e protegei com solicitude esta vida nova. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Efésios 2, 13-16
Foi em Cristo Jesus que vós, outrora longe de Deus, vos aproximastes dele, graças ao sangue de Cristo. Cristo é, de fato, a nossa paz. Foi ele que fez de judeus e gentios um só povo, e derrubou o muro da inimizade que os separava, anulando, pela imolação do seu corpo, a lei de Moisés com as suas prescrições e decretos. E assim, de uns e outros ele fez em si próprio um só homem novo, estabelecendo a paz. Pela cruz, reconciliou com Deus uns e outros, reunidos num só corpo, levando em si próprio a morte à inimizade.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Clamo ao Deus Altíssimo, que me enche de benefícios.
R. Clamo ao Deus Altíssimo, que me enche de benefícios.
V. Manda-me do céu a salvação.
R. E me enche de benefícios.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Clamo ao Deus Altíssimo, que me enche de benefícios.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/quinta-feira-da-semana-xxii-do-tempo-comum-8/>]
Quinta-feira da Semana XXII do Tempo Comum
Leitura I (anos ímpares) Cl 1, 9b-14
Irmãos:
Não cessamos de orar por vós e de pedir que chegueis ao pleno conhecimento da vontade de Deus,
com toda a sabedoria e inteligência espiritual.
Assim vivereis de maneira digna do Senhor,
agradando-Lhe em tudo,
realizando toda a espécie de boas obras
e progredindo no conhecimento de Deus.
Sereis fortalecidos com o seu poder glorioso,
para que se confirme a vossa constância e longanimidade
a toda a prova
e, cheios de alegria, deis graças a Deus Pai,
que nos fez dignos de tomar parte na herança dos santos,
na luz divina.
Ele nos libertou do poder das trevas
e nos transferiu para o reino do seu Filho muito amado,
no qual temos a redenção, o perdão dos pecados.
compreender a palavra
Paulo recorda aos colossenses que a Igreja reza para que eles não se afastem da verdade, mas cheguem ao pleno conhecimento da vontade de Deus. É o conhecimento de Deus que dignifica a vida, pois leva à prática das boas obras. De Deus vem também a fortaleza, a constância e a longanimidade, para a luta entre a luz e as trevas. Pelo conhecimento de Deus também os colossenses darão graças, cheios de alegria, conscientes da sua participação na herança dos santos e da libertação neles operada pelo poder de Deus que faz brilhar a sua luz nas trevas.
meditar a palavra
Somo todos convidados a rezar uns pelos outros. No meio das tribulações pedimos muitas vezes para que os outros rezem por nós e sentimos em muitos momentos o efeito da oração dos nossos irmãos. Paulo convida a rezar para que nós e os outros cheguemos ao conhecimento de Deus, porque ele é luz no meio das trevas e iluminados por Deus faremos boas obras. Este caminho exige muita fortaleza, muita constância e muita paciência, por isso rezamos para vencer a prova a que somos submetidos constantemente. Unidos na oração, dando graças pelo conhecimento de Deus que chegou até nós e pelos progressos que fazemos, viveremos com alegria e seremos herdeiros com os santos.
rezar a palavra
Senhor, ao longo do caminho experimento a alegria de quem reza pelos outros e o cansaço de quem tem dificuldade em ver o resultado dessa oração. Noto que falta fortaleza aos crentes diante das dificuldades, falta a constância para não desistir das batalhas e a paciência para suportar os sofrimentos. Ensina-me a ver com os teus olhos, para que também eu não desanime e possa animar os irmãos a viver em alegria e ação de graças.
compromisso
Hoje rezo pelos irmãos para que cresçam no conhecimento de Deus e se animem na prática das boas obras.
Evangelho Lc 5, 1-11
Naquele tempo,
estava a multidão aglomerada em volta de Jesus,
para ouvir a palavra de Deus.
Ele encontrava-Se na margem do lago de Genesaré
e viu dois barcos estacionados no lago.
Os pescadores tinham deixado os barcos
e estavam a lavar as redes.
Jesus subiu para um barco, que era de Simão,
e pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra.
Depois sentou-Se
e do barco pôs-Se a ensinar a multidão.
Quando acabou de falar, disse a Simão:
«Faz-te ao largo
e lançai as redes para a pesca».
Respondeu-Lhe Simão:
«Mestre, andámos na faina toda a noite
e não apanhámos nada.
Mas, já que o dizes, lançarei as redes».
Eles assim fizeram
e apanharam tão grande quantidade de peixes
que as redes começavam a romper-se.
Fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco
para os virem ajudar;
eles vieram e encheram ambos os barcos
de tal modo que quase se afundavam.
Ao ver o sucedido,
Simão Pedro lançou-se aos pés de Jesus e disse-Lhe:
«Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador».
Na verdade, o temor tinha-se apoderado dele
e de todos os seus companheiros,
por causa da pesca realizada.
Isto mesmo sucedeu a Tiago e a João, filhos de Zebedeu,
que eram companheiros de Simão.
Jesus disse a Simão:
«Não temas.
Daqui em diante serás pescador de homens».
Tendo conduzido os barcos para terra,
eles deixaram tudo e seguiram Jesus.
compreender a palavra
O texto do evangelho mostra como Jesus fez com os primeiros discípulos um caminho de adesão que começa com a entrada no barco de Pedro e termina no deixar tudo para o seguirem. Jesus é empurrado pelas multidões o que não lhe permite falar com tranquilidade. Sobe para o barco de Pedro e faz-lhe um pedido. Pedro colabora com Jesus e a partir daí os pedidos e as ordens de Jesus nunca mais terminaram na vida de Pedro e na vida de outros pescadores que estavam junto do lago naquele dia. Diante de Jesus, Pedro mostra a sua incapacidade. Deixá-lo entrar no barco parece fácil, afastar-se um pouco da terra também, mas lançar as redes depois de ter andado uma noite inteira sem apanhar nada, já exige confiança. O confronto mostra que Pedro se rendeu a Jesus reconhecendo-se pecador.
meditar a palavra
Jesus chega devagar e pede licença quando quer entrar na vida de alguém. Quando lhe abrimos a porta e o deixamos entrar, então, o barco da vida deixa de ser nosso e passa a ser dele. Se permitimos que ele tome conta do nosso barco, isso significa que lhe entregamos a vida, e ele não se faz rogado e começa a dar ordens que nos parecem fora do nosso alcance e impossíveis de realizar. Será pela obediência que veremos acontecerem coisas extraordinárias que mostrarão a nossa pequenez e nos darão a conhecer o poder daquele em cujas mãos entregámos a vida. Só depois de experimentarmos uma confiança total, seremos capazes de o seguir como seguem os discípulos.
rezar a palavra
Senhor, vem à minha praia, entra no meu barco, orienta a pesca e supervisiona a minha vida. Não deixes que a noite das redes vazias se prolongue demasiado para que não desista de esperar pela tua chegada, nem deixe de sonhar a possibilidade da abundância da tua graça na minha vida.
compromisso
Vou abrir a minha barca totalmente a Jesus, para que as redes da minha vida não se prendam a seguranças humanas que me impedem de pescar na direção indicada por ele.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2025/09/santos-do-dia-da-igreja-catolica-04-de-setembro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 04 de Setembro
Postado em: por: marsalima
Santa Rosália
Rosália nasceu no ano de 1125, em Palermo, na Sicília, Itália. Era filha de Sinibaldo, rico feudatário, senhor da região dos montes “da Quisquínia e das Rosas”, e de Maria Guiscarda, sobrinha do rei normando Rogério II. Portanto Rosália era muito rica e vivia numa Corte muito importante da época. Durante a adolescência, foi ser dama da Corte da rainha Margarida, esposa do rei Guilherme I da Sicília, que apreciava sua companhia amável e generosa. Porém nada disso a atraía ou estimulava. Sabia que sua vocação era servir a Deus e ansiava pela vida monástica.
https://googleads.g.doubleclick.net/pagead/ads?gdpr=0&client=ca-pub-2596501076969398&output=html&h=280&adk=3385323935&adf=2179783611&w=750&fwrn=4&fwrnh=100&lmt=1767465409&rafmt=1&armr=3&sem=mc&pwprc=6987155690&ad_type=text_image&format=750×280&url=https%3A%2F%2Fsagradamissao.com.br%2F2025%2F09%2Fsantos-do-dia-da-igreja-catolica-04-de-setembro%2F&host=ca-host-pub-2644536267352236&fwr=0&pra=3&rh=188&rw=750&rpe=1&resp_fmts=3&wgl=1&aieuf=1&aicrs=1&fa=27&uach=WyJDaHJvbWUgT1MiLCIxNjQzMy42NS4wIiwieDg2IiwiIiwiMTQyLjAuNzQ0NC4yMzQiLG51bGwsMCxudWxsLCI2NCIsW1siQ2hyb21pdW0iLCIxNDIuMC43NDQ0LjIzNCJdLFsiR29vZ2xlIENocm9tZSIsIjE0Mi4wLjc0NDQuMjM0Il0sWyJOb3RfQSBCcmFuZCIsIjk5LjAuMC4wIl1dLDBd&abgtt=7&dt=1767465409082&bpp=6&bdt=1298&idt=-M&shv=r20251211&mjsv=m202512100101&ptt=9&saldr=aa&abxe=1&cookie=ID%3D0efc27cb98f1f692%3AT%3D1758354595%3ART%3D1767465402%3AS%3DALNI_MbYwcjTWiyLLuTY2F9eSWl7LASZog&gpic=UID%3D0000128e805be0bf%3AT%3D1758354595%3ART%3D1767465402%3AS%3DALNI_MZg4hrIsoH7AGsUQeJJA_ueBhwVqw&eo_id_str=ID%3D75f9491b6a132516%3AT%3D1758354595%3ART%3D1767465402%3AS%3DAA-Afjbl3mJ3qtK0kaSmU3X_VzVf&prev_fmts=0x0&nras=2&correlator=8695274303680&frm=20&pv=1&u_tz=-180&u_his=12&u_h=768&u_w=1366&u_ah=720&u_aw=1366&u_cd=24&u_sd=1&dmc=4&adx=93&ady=1441&biw=1366&bih=633&scr_x=0&scr_y=0&eid=31095904%2C31096041%2C95376241%2C95378750%2C95380019%2C95344790%2C95380209&oid=2&pvsid=1170045979258807&tmod=1185299879&uas=1&nvt=1&ref=https%3A%2F%2Fsagradamissao.com.br%2F2025%2F09%2F03%2F&fc=1408&brdim=0%2C0%2C0%2C0%2C1366%2C0%2C1366%2C720%2C1366%2C633&vis=1&rsz=%7C%7Cs%7C&abl=NS&fu=128&bc=31&bz=1&pgls=CAEQARoFNC45LjI.~CAEQBBoHMS4xNjguMA..&num_ads=1&ifi=2&uci=a!2&btvi=1&fsb=1&dtd=412
Aos quatorze anos, levando consigo apenas um crucifixo, abandonou de vez a Corte e refugiou-se, solitária, numa caverna nos arredores de Palermo. O local pertencia ao feudo paterno e era um local ideal para a reclusão monástica. Ficava próximo do Convento dos beneditinos, que possuía uma pequena igreja anexa. Assim, mesmo vivendo isolada, podia participar das funções litúrgicas e receber orientação espiritual.
Depois, a jovem ermitã transferiu-se para uma gruta no alto do monte Pelegrino, que lhe fora doado pela amiga, a rainha Margarida. Lá já existia uma pequena capela bizantina e, também, nos arredores, os beneditinos com outro Convento. Eles puderam acompanhar e testemunhar com seus registros a vida eremítica de Rosália, que viveu em oração, solidão e penitência. Muitos habitantes do povoado subiam o monte atraídos pela fama de santidade da ermitã. Até que, no dia 4 de setembro de 1160, Rosália morreu, na sua gruta de monte Pelegrino, em Palermo.
Vários milagres foram atribuídos à intercessão de santa Rosália, como a extinção da peste que no século XII devastava a Sicília. O seu culto difundiu-se, enormemente, entre os fiéis, que a invocavam como padroeira de Palermo, embora para muitos essa celebração fosse apenas uma antiga tradição oral cristã, por falta de sinais reais da vida da santa. Sinais que o estudioso Otávio Gaietani não conseguiu encontrar antes de morrer, em 1620.
https://googleads.g.doubleclick.net/pagead/ads?gdpr=0&client=ca-pub-2596501076969398&output=html&h=280&adk=3385323935&adf=2853743524&w=750&fwrn=4&fwrnh=100&lmt=1767465409&rafmt=1&armr=3&sem=mc&pwprc=6987155690&ad_type=text_image&format=750×280&url=https%3A%2F%2Fsagradamissao.com.br%2F2025%2F09%2Fsantos-do-dia-da-igreja-catolica-04-de-setembro%2F&host=ca-host-pub-2644536267352236&fwr=0&pra=3&rh=188&rw=750&rpe=1&resp_fmts=3&wgl=1&aieuf=1&aicrs=1&fa=27&uach=WyJDaHJvbWUgT1MiLCIxNjQzMy42NS4wIiwieDg2IiwiIiwiMTQyLjAuNzQ0NC4yMzQiLG51bGwsMCxudWxsLCI2NCIsW1siQ2hyb21pdW0iLCIxNDIuMC43NDQ0LjIzNCJdLFsiR29vZ2xlIENocm9tZSIsIjE0Mi4wLjc0NDQuMjM0Il0sWyJOb3RfQSBCcmFuZCIsIjk5LjAuMC4wIl1dLDBd&abgtt=7&dt=1767465409082&bpp=2&bdt=1298&idt=-M&shv=r20251211&mjsv=m202512100101&ptt=9&saldr=aa&abxe=1&cookie=ID%3D0efc27cb98f1f692%3AT%3D1758354595%3ART%3D1767465402%3AS%3DALNI_MbYwcjTWiyLLuTY2F9eSWl7LASZog&gpic=UID%3D0000128e805be0bf%3AT%3D1758354595%3ART%3D1767465402%3AS%3DALNI_MZg4hrIsoH7AGsUQeJJA_ueBhwVqw&eo_id_str=ID%3D75f9491b6a132516%3AT%3D1758354595%3ART%3D1767465402%3AS%3DAA-Afjbl3mJ3qtK0kaSmU3X_VzVf&prev_fmts=0x0%2C750x280&nras=3&correlator=8695274303680&frm=20&pv=1&u_tz=-180&u_his=12&u_h=768&u_w=1366&u_ah=720&u_aw=1366&u_cd=24&u_sd=1&dmc=4&adx=93&ady=2181&biw=1366&bih=633&scr_x=0&scr_y=0&eid=31095904%2C31096041%2C95376241%2C95378750%2C95380019%2C95344790%2C95380209&oid=2&pvsid=1170045979258807&tmod=1185299879&uas=1&nvt=1&ref=https%3A%2F%2Fsagradamissao.com.br%2F2025%2F09%2F03%2F&fc=1408&brdim=0%2C0%2C0%2C0%2C1366%2C0%2C1366%2C720%2C1366%2C633&vis=1&rsz=%7C%7Cs%7C&abl=NS&fu=128&bc=31&bz=1&pgls=CAEQARoFNC45LjI.~CAEQBBoHMS4xNjguMA..&num_ads=1&ifi=3&uci=a!3&btvi=2&fsb=1&dtd=427
Só três anos depois tudo foi esclarecido, parece que pela própria santa Rosália. Consta que ela teria aparecido a uma mulher doente e contado onde estavam escondidos os seus restos mortais. Essa mulher comunicou aos frades franciscanos do convento próximo de monte Pelegrino, os quais, de fato, encontraram suas relíquias no local indicado, no dia 15 de junho de 1624.
Quarenta dias após a descoberta dos ossos, dois pedreiros, trabalhando no Convento dos dominicanos de Santo Estêvão de Quisquínia, acharam numa gruta uma inscrição latina, muito antiga, que dizia: “Eu, Rosália Sinibaldi, filha das rosas do Senhor, pelo amor de meu Senhor Jesus Cristo decidi morar nesta gruta de Quisquínia”. Isso confirmou todos os dados pesquisados pelo falecido Gaietani.
A autenticidade das relíquias e da inscrição foi comprovada por uma comissão científica, reacendendo o culto a santa Rosália, padroeira de Palermo. Contribuiu para isso, também, o papa Ubaldo VIII, que incluiu as duas datas no Martirológio Romano, em 1630. Assim, santa Rosália é festejada em 15 de junho, data em que suas relíquias foram encontradas, e em 4 de setembro, data de sua morte. A urna com os restos mortais de santa Rosália está guarda no Duomo de Palermo, na Sicília, Itália.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE DE SETEMBRO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Ap 15, 4
Quem não há-de temer, Senhor, e glorificar o vosso nome? Porque só Vós sois santo. Diante de Vós virão prostrar-se todas as nações.
V. Deus apareceu na terra
R. E começou a viver entre os homens.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 49, 6
Disse-me o Senhor: Não basta que sejas meu servo, para restaurares as tribos de Jacob e conduzires os sobreviventes de Israel. Vou fazer de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra.
V. As nações hão-de ver a vossa justiça
R. Todos os reis contemplarão a vossa glória .
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Zac 2, 15
Naquele dia, muitas nações se unirão ao Senhor: farão parte do seu povo e habitarão no meio de ti. Então saberás que o Senhor dos Exércitos me enviou a ti.
V. Povos da terra, bendizei o Senhor.
R. Proclamai o seu louvor em todas as nações
Oração
Senhor Deus omnipotente, que neste dia revelastes o vosso Filho Unigénito aos gentios guiados por uma estrela, a nós que já Vos conhecemos pela fé, levai-nos a contemplar face a face a vossa glória. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Tito 3, 4-5
Ao manifestar-se a bondade de Deus nosso Salvador e o seu amor para com os homens, Ele salvou-nos, não pelas obras justas que praticámos, mas em virtude da sua misericórdia, pelo baptismo da regeneração e renovação do Espírito Santo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. N’Ele serão abençoadas todas as nações da terra.
R. N’Ele serão abençoadas todas as nações da terra.
V. Hão-de glorificá-l’O todos os povos.
R. Todas as nações da terra.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. N’Ele serão abençoadas todas as nações da terra.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

