“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 1 DE JANEIRO DE 2026
1 de janeiro de 2026“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 3 DE JANEIRO DE 2026
3 de janeiro de 2026Sexta-feira do Tempo do Natal
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Epístola aos Colossenses 2, 16 – 3, 4
A vida nova em Cristo
Irmãos: Ninguém vos condene por questões de comida ou bebida, de festas, luas novas ou sábados. Tudo isto era apenas sombra do que havia de vir, mas a realidade é o Corpo de Cristo. Ninguém vos faça perder o prémio, afectando humildade e culto dos Anjos, divagando sobre coisas que nunca viu, envaidecendo-se em quimeras do seu entendimento carnal, e sem se prender à Cabeça, pelo influxo da qual o Corpo inteiro, alimentado e unido por meio de junturas e articulações, se desenvolve com o crescimento dado por Deus.
Se morrestes em Cristo para os elementos do mundo, porque vos deixaríeis impor prescrições como se vivêsseis ainda no mundo? «Não tomes, não proves, não toques…». Tudo isto se destina à destruição pelo próprio uso; são preceitos e doutrinas dos homens. Têm, na verdade, uma aparência de sabedoria pela sua religiosidade afectada, humildade e austeridade do corpo, mas na realidade não servem senão para satisfazer a carne.
Se ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas do alto, não às coisas da terra. Porque vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus. Quando Cristo, que é a vossa vida, Se manifestar, então também vós vos haveis de manifestar com Ele na glória.
RESPONSÓRIO Col 3, 1-2; Lc 12, 34
R. Se ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus: * Afeiçoai-vos às coisas do alto, não às da terra.
V. Onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. * Afeiçoai-vos às coisas do alto, não às da terra.
SEGUNDA LEITURA
Dos Sermões de São Gregório de Nazianzo, bispo
(Oratio 43, in laudem Basilii Magni, 15. 16-17. 19-21: PG 36, 514-523) (Sec. IV)
Como uma só alma em dois corpos
Encontrámo-nos em Atenas, como que arrastados pela corrente de um mesmo rio, que desde a fonte pátria nos tinha dispersado por diversas regiões (para onde éramos atraídos pelo afã de aprender), e que, de novo, como se nos tivéssemos posto de acordo, nos voltou a reunir, sem dúvida porque assim Deus o quis.
Por aquele tempo, eu não só admirava o meu grande amigo Basílio, pela seriedade dos seus costumes e pela maturidade e prudência das suas palavras, mas tratava de persuadir a outros que ainda não o conheciam, para que tivessem a mesma admiração. Começou a ser tido em grande estima, até por aqueles que lhe levavam vantagem em fama e audiência.
Que sucedeu então? Ele foi o único, entre todos os estudantes que se encontravam em Atenas, a ser dispensado da lei comum e o único a conseguir uma honra maior do que a que normalmente corresponde a um discípulo.
Este foi o prelúdio da nossa amizade; este o incentivo da nossa intimidade; assim nos prendemos um ao outro pelo afecto mútuo.
Com o andar do tempo, confessámos mutuamente as nossas intenções e compreendemos que o nosso mais profundo ideal era o amor da sabedoria; e desde então, éramos um para o outro o mais possível companheiros e amigos, sempre de acordo, aspirando aos mesmos bens e cultivando cada dia mais fervorosa e firmemente o nosso ideal comum.
Movia-nos a mesma ânsia de saber; embora isto costume ocasionar profundas invejas, nós não tínhamos inveja; em contrapartida, tínhamos em grande apreço a emulação. Lutávamos entre nós, não para ver quem era o primeiro, mas para ver quem cedia ao outro a primazia; cada um de nós considerava como própria a glória do outro.
Parecia que tínhamos uma só alma em dois corpos. E embora não se deva dar crédito àqueles que dizem que tudo se encontra em todas as coisas, no nosso caso podia afirmar-se que realmente cada um se encontrava no outro e com o outro.
Uma só tarefa e um só objectivo havia para ambos: aspirar à virtude, viver para as esperanças futuras e comportar-nos de tal modo que, mesmo antes de ter partido desta vida, tivéssemos emigrado dela. Esse foi o ideal que nos propusemos, e assim tratávamos de orientar a nossa vida e as nossas acções, em atitude de docilidade aos mandamentos divinos, entusiasmando-nos mutuamente à prática da virtude; e, se não parecer demasiada arrogância, direi que éramos um para o outro a norma e a regra para discernir o bem do mal.
E assim como outros têm sobrenomes recebidos de seus pais, ou adquiridos por si próprios, isto é, com a actividade e a orientação da sua vida, para nós o maior título de glória era sermos cristãos e como tal reconhecidos.
RESPONSÓRIO Dan 2, 21-22; 1 Cor 12, 11
R. O Senhor dá a sabedoria aos sábios e a ciência aos inteligentes: * O Senhor revela os mistérios profundos e ocultos, e com Ele habita a luz.
V. O mesmo e único Espírito realiza tudo isto, distribuindo os seus dons a cada um, conforme entende. * O Senhor revela os mistérios profundos e ocultos, e com Ele habita a luz.
Oração
Senhor Deus, que iluminastes a vossa Igreja com os ensinamentos e exemplos de São Basílio e de São Gregório Nazianzeno, fazei que procuremos humildemente conhecer a vossa verdade e a vivamos fielmente na caridade. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Hebr 13, 7-9a
Lembrai-vos dos vossos chefes, que vos anunciaram a palavra de Deus. Considerai o êxito da sua carreira e imitai a sua fé. Jesus Cristo é sempre o mesmo, ontem, hoje e por toda a eternidade. Não vos deixeis transviar por doutrinas incertas e estranhas.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Sobre ti, Jerusalém, coloquei sentinelas.
R. Sobre ti, Jerusalém, coloquei sentinelas.
V. Para anunciar dia e noite o nome do Senhor.
R. Coloquei sentinelas.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Sobre ti, Jerusalém, coloquei sentinelas.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <Sexta-feira do Tempo do Natal | A liturgia>]
Santos Basílio Magno e Gregório Nazianzeno, bispos e doutores da Igreja
Memória
Basílio nasceu em Cesareia de Capadócia, na atual Turquia, no ano 330, de uma família cristã. Começou por viver vida eremítica, mas, no ano 370, foi eleito bispo da sua cidade natal. Combateu os arianos; escreveu excelentes obras e, sobretudo, regras monásticas, pelas quais ainda hoje se regem muitos mosteiros do Oriente. Foi grande benfeitor dos pobres. Morreu em 379, no dia 1 de janeiro.
Gregório nasceu no mesmo ano que Basílio, perto de Nazianzo, na atual Turquia. Seguiu o seu amigo Basílio na vida eremítica, mas foi depois ordenado presbítero e bispo. No ano 381 foi eleito patriarca de Constantinopla, mas, devido a divisões existentes naquela Igreja, retirou–se para Nazianzo, onde morreu no dia 25 de janeiro do ano 389 ou 390. Pela profundidade da sua doutrina e encanto da sua eloquência foi chamado «o teólogo».
A Igreja alegra-se com a memória conjunta destes grandes santos doutores.
1ª Leitura 1 Jo 2, 22-28
Caríssimos:
Quem é o mentiroso,
senão aquele que nega que Jesus é o Cristo?
Esse é que é o anticristo:
aquele que nega o Pai e o Filho.
Quem nega o Filho também não reconhece o Pai.
Quem confessa o Filho reconhece também o Pai.
Portanto, permaneça em vós
a doutrina que ouvistes desde o princípio.
Se permanecer em vós a doutrina que ouvistes desde o princípio,
também vós permanecereis no Filho e no Pai.
E a promessa que o Filho nos fez é a vida eterna.
Era isto o que eu tinha a escrever-vos
acerca dos que tentam enganar-vos.
Para vós, porém, a unção que recebestes de Cristo
permanece em vós
e não precisais que alguém vos ensine.
Uma vez que a unção de Cristo vos instrui sobre todas as coisas
e é verdadeira e não mente,
permanecei n’Ele, conforme ela vos ensinou.
E agora, meus filhos, permanecei em Cristo,
para que possamos ter plena confiança quando Ele Se manifestar
e não sejamos confundidos por Ele na sua vinda.
Compreender a Palavra
Estamos ainda a viver o tempo do Natal. A palavra que nos chega através de João na sua primeira carta é muito interessante e própria para nos centrar na figura de Cristo. Num tempo em que apareciam falsas doutrinas João afirma Cristo e a profissão de fé nele como caminho para chegarmos ao Pai. A Cristo conhecemo-lo pela palavra da verdade e pela unção que recebemos que é unção no Espírito que ensina sobre as coisas verdadeiras.
Meditar a Palavra
João recorda-nos também a nós que é possível, se não seguirmos o impulso do Espírito que recebemos no Batismo, o Espírito Santo, acabarmos a negar Cristo. Quando nos tornamos insensíveis à palavra de Deus e permitimos que entrem em nós e ocupem lugar ideias e teorias que ofuscam a figura de Cristo tal como nos foi apresentada pelo evangelho que recebemos, então ficamos à mercê de todas as doutrinas que nos queiram oferecer. Só diante de Cristo a verdade ganha forma, porque ele provou a verdade com o seu próprio sangue. Permanecer em Cristo é permanecer no Pai e permanecer na verdade.
Rezar a Palavra
Senhor Jesus que neste tempo de Natal nos dás a possibilidade de te revisitar na humildade de Belém com os pastores e os magos, mostra-nos na simplicidade da tua chegada ao mundo a verdade da palavra que nos foi anunciada e da unção com que recebemos e nos marcou como filhos para sempre.
Compromisso
Procurar a verdade na palavra do evangelho que me foi anunciado.
EVANGELHO Jo 1, 19-28
Foi este o testemunho de João Batista,
quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém
sacerdotes e levitas para lhe perguntarem:
«Quem és tu?»
Ele confessou e não negou:
«Eu não sou o Messias».
Eles perguntaram-lhe:
«Então, quem és tu? És Elias?»
«Não sou», respondeu ele.
«És o Profeta?»
Ele respondeu: «Não».
Disseram-lhe então: «Quem és tu?
Para podermos dar uma resposta àqueles que nos enviaram,
que dizes de ti mesmo?»
Ele declarou:
«Eu sou a voz que clama no deserto:
‘Endireitai o caminho do Senhor’,
como disse o profeta Isaías».
Entre os enviados havia fariseus que lhe perguntaram:
«Então porque batizas,
se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?»
João respondeu-lhes:
«Eu batizo na água;
mas no meio de vós está Alguém que não conheceis:
Aquele que vem depois de mim,
a quem eu não sou digno de desatar a correia das sandálias».
Tudo isto se passou em Betânia, além do Jordão,
onde João estava a batizar.
Compreender a Palavra
O capítulo primeiro do evangelho de João, de onde é tirado este texto apresenta a vinda de Jesus e a missão do precursor, João Baptista, de forma poética, bem ao jeito do autor. O conteúdo do texto 1,19-29, tem o centro na pessoa de João. Alguns enviados de Jerusalém querem saber, para levar uma resposta às autoridades, quem é João. Mas, João Baptista, retira o centro das atenções da sua pessoa e coloca-o naqueles que “vem depois de mim” e que já está “no meio de vós… alguém que não conheceis”. Esta palavra de João não só coloca Jesus no centro da salvação mas desperta o interesse dos enviados. Eles que estavam interessados em saber quem é João, não devem perder tempo com essa questão mas dedicar-se a procurar por aquele que, estando já aí, ainda não é conhecido, porque Ele é a Palavra da qual João é apenas a voz.
Meditar a Palavra
Hoje o desafio que me é proposto é o de procurar conhecer Jesus e identificá-lo bem. É um risco procurar Jesus onde ele não está e identificá-lo com quem ele não é. Conhecer Jesus que já chegou e está no meio de nós. Conhecer aquele que clama e cuja Palavra ecoa e se manifesta no meio dos homens mas não se confunde com as vozes dos homens. Conhecer Jesus para não confundir a água com o Baptismo e para não me curvar diante de qualquer sandália. Conhecer Jesus para poder dar resposta àqueles que me perguntam.
Rezar a Palavra
“Eu não sou” mas tu és, Senhor. Tu és a Palavra que ecoa por entre as realidades do mundo e por entre os corações humanos. Tu és o Messias cuja sandália não posso desatar porque não sou digno. Faz que te conheça para que não me engane naquele a quem devo buscar, nem me perca nas filosofias fáceis de quem quer convencer. Faz que te conheça para que te possa anunciar, com verdade, aos meus irmãos.
Compromisso
Quero conhecer aquele que clama no deserto do mundo em que estou inserido, para distinguir a sua voz entre todas as vozes.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <Santos do Dia da Igreja Católica – 02 de Janeiro – Sagrada Missão>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 02 de Janeiro
Postado em: por: marsalima
Santo Basílio
Basílio nasceu em Cesaréia da Turquia, antiga Capadócia, no ano 329. Pertencia a uma família de santos. Seu avô morreu mártir na perseguição romana. Sua avó era Santa Macrina e sua mãe, Santa Amélia. A irmã, cujo nome homenageia a avó, era religiosa e se tornou santa. Também, seus irmãos: São Pedro, bispo de Sebaste e São Gregório de Nissa, e seu melhor amigo São Gregório Nazianzeno, são honrados pela Igreja.
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Basílio estudou em Atenas e Constantinopla. Mas, foi sua irmã Macrina que o levou para a vida religiosa. Ela havia fundado um mosteiro onde as religiosas progrediam muito em santidade. Basílio decidiu ir para o Egito aprender com os monges do deserto este modo de viver em solidão. Voltou, se consagrou monge e escreveu suas famosas “Constituições”, a primeira Regra de vida espiritual destinada aos religiosos. Neste livro se basearam os mais famosos fundadores de comunidades ao redigir os Regulamentos de suas Congregações. Basílio foi eleito bispo de Cesaréia, e nesta época o representante do Império tentou fazer com que ele renegasse a Fé, mas ele não o fez. Mesmo tendo a saúde muito frágil, Basílio o enfrentou com um discurso tão eloqüente, que este representante desistiu de castigá-lo, percebendo sua admirável santidade e porque já era venerado pelo povo.
Por sua oratória maravilhosa, seus admiráveis escritos e suas inúmeras obras de assistência, que fez em favor do povo, foi chamado “Basílio Magno”. Era amado por cristãos, judeus e pagãos. Além de sua arrebatadora eloqüência, Basílio mantinha uma intensa atividade em favor dos pobres. Doava tudo o que ganhava à eles. Foi o primeiro bispo a fundar um hospital para aos carentes e depois criou asilos e orfanatos.
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Muito culto e profundo conhecedor de teologia, filosofia e literatura, seus sermões são repletos de citações da Sagrada Escritura. Escreveu seus textos de maneira agradável, clara, profunda e convincente, dentre os quais, cerca de quatrocentas cartas de rara beleza e de proveitosa leitura para a alma.
Seu pensamento era: depois do amor à Deus, ajudar, e fazer os outros ajudarem, os pobres e marginalizados.Trabalhava e escrevia sem cessar, apesar da saúde débil. Sofrendo de hepatite, quase não podia se alimentar, a ponto de sua pele tocar os ossos.
Morreu em 1o. de janeiro de 379, com apenas quarenta e nove anos e foi sepultado no dia seguinte, seguido por uma multidão como nunca acontecera naquela região. Seu amigo de vida e de fé, São Gregório Nazianzeno, também comemorado nesta data; disse no dia do enterro: “Basílio santo, nasceu entre os santos. Basílio pobre viveu pobre entre os pobres. Basílio, filho de mártires, sofreu como um mártir. Basílio pregou sempre; com seus lábios e com seus exemplos, e seguirá pregando sempre com seus escritos admiráveis”.
A Igreja autorizou o seu culto, que foi mantido conforme a tradição, no dia 2 de janeiro, dia em que foi sepultado.
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Santo Gregório Nazianzeno
Gregório nasceu no ano 329, numa família muito devota, na Capadócia, atual Turquia. Seu pai foi eleito bispo da cidade de Nazianzo e teve o cuidado para que seu filho fosse educado nas melhores escolas e academias da Antiguidade. Desde pequeno demonstrava um forte temperamento místico e inclinação para a vida de monge.
Ele passou quase dez anos em Atenas como estudante, onde cultivou uma fiel amizade com São Basílio, cujo culto também se comemora hoje. Durante este período desenvolveu, de vez, sua capacidade para a poesia, literatura e retórica. Não cedendo à tentação de viver entre a frivolidade de oradores e filósofos, ao contrário, se aprimorou numa profunda vida religiosa, junto com seu fiel amigo.
Ao regressar a Nazianzo recebeu o Batismo das mãos de seu próprio pai e, mais tarde, a Ordem sacerdotal para poder ajuda-lo na pastoral da sua diocese. Como estava vaga a diocese de Sásimos, na Ásia Menor, o então bispo São Basílio o consagrou à dignidade episcopal desta sede. Tornou-se um famosíssimo orador e teólogo sendo muito perseguido pelos arianos. Por isto, preferiu desistir da vida episcopal e se recolher num mosteiro onde se dedicava inteiramente às orações, à meditação, ao estudo do Evangelho.
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Em virtude de sua grande erudição teológica e seus claros conhecimentos sobre a discutida cristologia dos primeiros tempos, foi escolhido para ser o bispo de Constantinopla. Neste caso, mesmo sob pressão dos inimigos, Gregório aceitou ser declarado patriarca desta metrópole e nesta posição presidiu o primeiro Concílio Ecumênico da Igreja alí sediado em 381, que triunfou a doutrina da Santíssima Trindade ortodoxa, ou seja, reconheceu a divindade do Espírito Santo.
Mesmo com seu caráter demasiado sensível, suportou as dificuldades da administração de uma diocese. Mas as perseguições arianas foram tantas que novamente se viu obrigado a abdicar do cargo, voltando para sua solidão de monge, para o trabalho literário, ao exercício de meditação e aos mistérios de Deus.
Gregório morreu no ano 390. Dentre o seu legado encontramos quase cinqüenta sermões e duzentas e quarenta e quatro cartas, que tratam, em especial, sobre a verdadeira divindade do Espírito Santo e da santidade da Virgem Maria como Mãe de Deus.
Sua inspiração poética também nos presenteou com cerca de quatrocentos poemas. Seus sermões e escritos deixaram um tesouro de testemunho ortodoxo, em um tempo de muita confusão e luta interna na Igreja de Roma.
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A Igreja o incluiu no Calendário dos Santos mantendo seu culto no dia 2 de janeiro, como sempre foi venerado. São Gregório de Nazianzeno junto com São Basílio Magno, e o irmão mais novo deste, chamado de São Gregório de Nissa, receberam o título de “Os três capadócios”.
Maria Ana Blondin (Bem-Aventurada)
Maria Ester Soureau-Blondin nasceu na cidade de Terrebonne, na província de Quebeque, no Canadá, no dia 18 de abril de 1809, de uma família profundamente cristã. Primogênita de doze filho, herdou da sua mãe, uma simples dona de casa, a piedade centrada na Providência e na Eucaristia, e do seu pai, um pobre agricultor, a fé sólida e uma grande paciência no sofrimento. Ela recebeu de seus pais a formação e os ensinamentos rudimentares, posto que todos eram vítimas do analfabetismo reinante no século dezenove no Canadá, então dominado pelos ingleses protestantes. De fato à época havia uma escassez imensa de escolas francesas católicas. Aos vinte anos de idade, foi contratada como empregada ao serviço das religiosas da Congregação de Nossa Senhora, que acabavam de chegar à sua cidade. Um ano mais tarde, inscreveu-se como interna desejosa de aprender a ler e a escrever. Depois, entrou no noviciado da mesma Congregação, mas teve de sair devido à sua saúde, que era extremamente frágil .Em 1833, tornou-se professora na cidade de Vaudreuil, colaborando com a diminuição do analfabetismo e divulgando a aprendizagem do catolicismo romano. Depois de cinco anos tornou-se diretora daquela escola enquanto amadurecia a idéia de fundar uma congregação religiosa para alfabetização e evangelização infantil. Em 1848, apresentou ao seu bispo, Dom Inácio Bourget, o projeto que para a sua época era inovador, pareceu até mesmo “temerário e subversivo” em relação à ordem estabelecida. Contudo, o Estado favorecia este tipo de escolas, por isto o bispo deu a sua autorização. Maria Ester Soureau-Blondin, tomando o nome de Maria Ana, junto com um grupo de religiosas, pronunciou os votos diante daquele bispo, em 1850. Assim deu início à Congregação das Irmãs de Santa Ana, fundada em Vaudreuil.
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Madre Maria Ana era a superiora da casa-mãe da Congregação quando em 1853, foi transferida para a comunidade de Saint-Jacques de l’Achigan, a pedido do mesmo bispo. Alí o novo capelão, padre Luis Adolfo Marechal, decidiu interferir na vida interna da Congregação, tanto nos aspectos material como espiritual. O conflito entre o capelão e a superiora durou cerca de um ano, até que o bispo decretou como solução a “renúncia” da madre Maria Ana, em 1854. Depois, convocou novas eleições exigindo que ela não aceitasse o cargo, mesmo se fosse reeleita. Obedeceu humildemente ao seu bispo, que para ela representava o instrumento da vontade de Deus.
Foi afastada como superiora de um pequeno Convento em Santa Genoveva mas, com o pretexto de má administração, foi chamada à casa-mãe em 1858. Desde essa destituição durante trinta e dois anos, até à sua morte, mantiveram-na fora da responsabilidade administrativa e deliberativa, tendo sido designada para desempenhar as tarefas mais humildes, numa vida de renúncia total, dando contudo um grande exemplo de humildade e caridade heróica a muitas gerações de noviças. Certa vez, esclareceu à uma noviça admirada ao vê-la desempenhar tarefas tão humildes: “Quanto mais se aprofundar a raiz da árvore, tanto mais possibilidades ela tem de crescer e dar fruto”. Despojada até de sua correspondência pessoal com o seu bispo, cedeu a tudo sem resistência, confiando sempre em Deus. Além disso, soube dar aos acontecimentos da sua vida um grandioso sentido evangélico, buscando em tudo unicamente a glória de Deus.
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As autoridades que lhe sucederam proibiram que ela fosse chamada de madre. Aceitou o abandono pela vida da sua Congregação que viu receber a aprovação canônica em 1884. Entretanto, sem se apegar ao seu título de fundadora, não abdicou da sua vocação de “mãe espiritual”. Viveu a perseguição, perdoando a todos. Este perdão evangélico era para ela a garantia da “paz na alma”, o “bem mais precioso”, do qual deu o último testemunho no seu leito de morte, perdoando ao capelão, padre Marechal.
Morreu, aos oitenta e um anos de idade, vítima de complicação pulmonar no dia 02 de janeiro de 1890, na Casa de Lachine, Canadá. Nesta ocasião a Congregação contava com 428 religiosas dedicadas ao ensino fundamental das crianças e à cura dos doentes das 43 Casas existentes em Quebeque, Colômbia Canadense, Estados Unidos e Alasca.
No ano 2001 em Roma, o Papa João Paulo II proclamou Beata, madre Maria Ana Blondin.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 2 DE JANEIRO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Tim 1, 15
É digna de fé esta palavra e merecedora de toda a aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores.
V. O Senhor lembrou-Se da sua misericórdia e fidelidade, Aleluia.
R. Em favor da casa de Israel. Aleluia.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ap 21, 23-24
A cidade santa não precisa da luz do sol nem da lua, porque a glória de Deus a ilumina e a sua lâmpada é o Cordeiro. As nações caminharão à sua luz e os reis da terra virão trazer-lhe a sua magnificência.
V. Todos os confins da terra, Aleluia.
R. Viram a salvação do nosso Deus. Aleluia.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Jo 1, 5
Esta é a mensagem que ouvimos d’Ele e vos anunciamos: Deus é luz e n’Ele não há trevas.
V. Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade, Aleluia.
R. Abraçaram-se a paz e a justiça. Aleluia.
Oração
Concedei, Senhor, ao vosso povo uma inabalável firmeza na fé, para que, acreditando no vosso Filho unigénito como verdadeiro Deus, eterno convosco na glória, e verdadeiro homem, nascido da Virgem Maria, sejamos livres dos males presentes e conduzidos à felicidade eterna. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 1-4
Recomendo aos anciãos que estão entre vós, eu que sou ancião como eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo e também participante da glória que há-de ser revelada: Apascentai o rebanho de Deus que vos foi confiado, velando por ele, não constrangidos mas de boa vontade, segundo Deus, não por ganância mas por dedicação, nem como dominadores sobre aqueles que vos foram confiados mas tornando-vos modelos do rebanho. E quando aparecer o supremo Pastor, recebereis a coroa eterna de glória.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Este é o que ama os seus irmãos e ora muito pelo seu povo.
R. Este é o que ama os seus irmãos e ora muito pelo seu povo.
V. Deu a vida pelos seus irmãos:
R. E ora muito pelo seu povo.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Este é o que ama os seus irmãos e ora muito pelo seu povo.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Jer 14, 9
Estais no meio de nós, Senhor, e sobre nós foi invocado o vosso nome. Não nos abandoneis, Senhor nosso Deus.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.



