LITURGIA DE 30 DE OUTUBRO DE 2023 – SEGUNDA-FEIRA – XXX SEMANA DO TEMPO COMUM
30 de outubro de 2023LITURGIA DE 01 DE NOVEMBRO DE 2023 – QUARTA–FEIRA – XXX SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO A)
1 de novembro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 31/10/2023
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Rm 8,18-25), de impregnar-nos da consciência de que os sofrimentos dessa vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos aguarda para se manifestar – que no devido tempo teremos a graça de ver manifestada. Toda a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus, com a esperança de poder se libertar da vaidade, da corrupção, da escravidão do pecado e então poder participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Tais santas palavras instam-nos à consciência de que toda a criação geme e sofre como que dores de parto pelo afastamento da verdade divina, vivendo cambaleante, caindo de abismo em abismo, de ilusão em ilusão, procurando de todas as formas preencher o vazio que jamais se satisfaz com os devaneios humanos, as vãs doutrinas… Nós, que cremos, que temos as primícias do Espírito, que já desfrutamos de imensos benefícios espirituais – que vão nos surpreendendo, dia a dia, desde que abraçamos a fé – ainda assim passamos por momentos de aflição, aguardando a adoção divina, a redenção de nosso corpo… Pela esperança, fomos salvos; pela fé direcionamos o viver pelas orientações divinas e não mais estamos definhando, caindo despenhadeiro abaixo, nem mais afundando-nos no fétido pântano do pecado. Com tal imensa consolação, pacientemente aguardamos o que está reservado aos que perseveram na fé! Sejamos generosos em nossa atuação missionária para levar a mais e mais pessoas essa imensa consolação! As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 125), adaptando-o à nossa realidade: Quando o Senhor nos resgatou da vida decadente em que vivíamos longe dele – quando nos oportunizou converter-nos para seguir a senda divina, sentimo-nos como que sonhando. Em nossa boca passaram a manifestar-se expressões de alegria, e em nossos lábios cânticos de triunfo. O Senhor fez por nós grandes coisas e temos todas as razões para vivermos exultantes de alegria! Mudastes, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes nos desertos do sul. Convosco, ao vosso lado, podemos até semear entre lágrimas, mas recolheremos com alegria. No decorrer da jornada, até podemos caminhar chorando em alguns momentos, porém se perseverarmos levando as vossas sementes a espargir, retornaremos com muita alegria, trazendo os feixes da abundante colheita por vós abençoada! O Santo Evangelho (Lc 13,18-21) compele a impregnar-nos da consciência da prodigalidade divina que faz crescer o Reino de Deus – em que pese as ervas daninhas e o joio que o maligno infiltra nele. Um bom parâmetro para compreendermos como isso ocorre é o nosso terreno interior. A Palavra de Deus, tão simples, vai tomando uma proporção tão grande, fazendo crescer nosso amor por tudo o que é de Deus, com o que o Reino de Deus se faz presente em nossas mentes e corações como a mostarda da parábola: de uma ínfima semente, se torna uma planta robusta e vicejante. Porém o maligno também joga a sua “semente” e nos tenta de todas as formas para decairmos e desse modo voltarmos a ser seus escravos. Vigiemos, pois, e oremos com perseverança, determinados a avançar na senda da fé, cientes de que a atitude vigilante com a oração constante é o fermento que leveda a massa de nossa fé e assim jamais decairemos!
Antífona da entrada
– Exulte o coração dos que buscam a Deus. Sim, buscai o Senhor e sua força, procurai sem cessar a sua face (Sl 104,3s).
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça e a paz de Deus, nosso Pai, de Jesus Cristo, nosso Senhor e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Oração do dia
– Deus eterno e todo poderoso, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade e dai-nos amar o que ordenais para conseguirmos o que prometeis. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Rm 8,18-25
Salmo Responsorial: Sl 125
– Maravilhas fez conosco o Senhor!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelastes os mistérios do teu reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (Mt 11,25).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 13,18-21
Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
Ensinamentos
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo apóstolo (Rm 8,18-25): 18.Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada. 19.Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus. 20.Pois a criação foi sujeita à vaidade (não voluntariamente, mas por vontade daquele que a sujeitou), 21.todavia com a esperança de ser também ela libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus. 22.Pois sabemos que toda a criação geme e sofre como que dores de parto até o presente dia. 23.Não só ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos em nós mesmos, aguardando a adoção, a redenção do nosso corpo. 24.Porque pela esperança é que fomos salvos. Ora, ver o objeto da esperança já não é esperança; porque o que alguém vê, como é que ainda o espera?25. Nós que esperamos o que não vemos, é em paciência que o aguardamos.
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 125): Cântico das peregrinações. Quando o Senhor reconduzia os cativos de Sião, estávamos como sonhando. 2.Em nossa boca só havia expressões de alegria, e em nossos lábios canto de triunfo. Entre os pagãos se dizia: O Senhor fez por eles grandes coisas. 3.Sim, o Senhor fez por nós grandes coisas; ficamos exultantes de alegria! 4.Mudai, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes nos desertos do sul. 5.Os que semeiam entre lágrimas, recolherão com alegria. 6.Na ida, caminham chorando, os que levam a semente a espargir. Na volta, virão com alegria, quando trouxerem os seus feixes.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Lc 13,18-21): 18.Jesus dizia ainda: A que é semelhante o Reino de Deus, e a que o compararei? 19.É semelhante ao grão de mostarda que um homem tomou e semeou na sua horta, e que cresceu até se fazer uma grande planta e as aves do céu vieram fazer ninhos nos seus ramos. 20.Disse ainda: A que direi que é semelhante o Reino de Deus? 21.É semelhante ao fermento que uma mulher tomou e misturou em três medidas de farinha e toda a massa ficou levedada.
Compromisso
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Rm 8,18-25), de impregnar-nos da consciência de que os sofrimentos dessa vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos aguarda para se manifestar – que no devido tempo teremos a graça de ver manifestada. Toda a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus, com a esperança de poder se libertar da vaidade, da corrupção, da escravidão do pecado e então poder participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Tais santas palavras instam-nos à consciência de que toda a criação geme e sofre como que dores de parto pelo afastamento da verdade divina, vivendo cambaleante, caindo de abismo em abismo, de ilusão em ilusão, procurando de todas as formas preencher o vazio que jamais se satisfaz com os devaneios humanos, as vãs doutrinas… Nós, que cremos, que temos as primícias do Espírito, que já desfrutamos de imensos benefícios espirituais – que vão nos surpreendendo, dia a dia, desde que abraçamos a fé – ainda assim passamos por momentos de aflição, aguardando a adoção divina, a redenção de nosso corpo… Pela esperança, fomos salvos; pela fé direcionamos o viver pelas orientações divinas e não mais estamos definhando, caindo despenhadeiro abaixo, nem mais afundando-nos no fétido pântano do pecado. Com tal imensa consolação, pacientemente aguardamos o que está reservado aos que perseveram na fé! Sejamos generosos em nossa atuação missionária para levar a mais e mais pessoas essa imensa consolação!
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 125), adaptando-o à nossa realidade: Quando o Senhor nos resgatou da vida decadente em que vivíamos longe dele – quando nos oportunizou converter-nos para seguir a senda divina, sentimo-nos como que sonhando. Em nossa boca passaram a manifestar-se expressões de alegria, e em nossos lábios cânticos de triunfo. O Senhor fez por nós grandes coisas e temos todas as razões para vivermos exultantes de alegria! Mudastes, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes nos desertos do sul. Convosco, ao vosso lado, podemos até semear entre lágrimas, mas recolheremos com alegria. No decorrer da jornada, até podemos caminhar chorando em alguns momentos, porém se perseverarmos levando as vossas sementes a espargir, retornaremos com muita alegria, trazendo os feixes da abundante colheita por vós abençoada!
O Santo Evangelho (Lc 13,18-21) compele a impregnar-nos da consciência da prodigalidade divina que faz crescer o Reino de Deus – em que pese as ervas daninhas e o joio que o maligno infiltra nele. Um bom parâmetro para compreendermos como isso ocorre é o nosso terreno interior. A Palavra de Deus, tão simples, vai tomando uma proporção tão grande, fazendo crescer nosso amor por tudo o que é de Deus, com o que o Reino de Deus se faz presente em nossas mentes e corações como a mostarda da parábola: de uma ínfima semente, se torna uma planta robusta e vicejante. Porém o maligno também joga a sua “semente” e nos tenta de todas as formas para decairmos e desse modo voltarmos a ser seus escravos. Vigiemos, pois, e oremos com perseverança, determinados a avançar na senda da fé, cientes de que a atitude vigilante com a oração constante é o fermento que leveda a massa de nossa fé e assim jamais decairemos!
Oração consolidadora do compromisso
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para impregnar-nos da consciência de que os sofrimentos dessa vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos aguarda para se manifestar e que no devido tempo teremos a graça de ver manifestada. Toda a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus, com a esperança de poder se libertar da vaidade, da corrupção, da escravidão do pecado e então poder participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Toda a criação geme e sofre como que dores de parto pelo afastamento da verdade divina, vivendo cambaleante, caindo de abismo em abismo, de ilusão em ilusão, procurando de todas as formas preencher o vazio que jamais se satisfaz com os devaneios humanos, as vãs doutrinas… Nós, que cremos, que temos as primícias do Espírito, que já desfrutamos de imensos benefícios espirituais – que vão nos surpreendendo, dia a dia, desde que abraçamos a fé – ainda assim passamos por momentos de aflição, aguardando a adoção divina, a redenção de nosso corpo… Pela esperança, fomos salvos; pela fé direcionamos o viver pelas orientações divinas e não mais estamos definhando, caindo despenhadeiro abaixo, nem mais afundando-nos no fétido pântano do pecado. Com tal imensa consolação, pacientemente aguardamos o que está reservado aos que perseveram na fé! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que sejamos generosos em nossa atuação missionária para levar a mais e mais pessoas essa imensa consolação! Pois quando nos resgatastes da vida decadente em que vivíamos longe de vossos caminhos – quando nos oportunizastes converter-nos para seguir a senda divina, sentimo-nos como que sonhando. Em nossa boca passaram a manifestar-se expressões de alegria, e em nossos lábios cânticos de triunfo. Vós fizestes por nós grandes coisas e temos todas as razões para vivermos exultantes de alegria! Mudastes, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes nos desertos do sul. Convosco, ao vosso lado, podemos até semear entre lágrimas, mas recolheremos com alegria. No decorrer da jornada, até podemos caminhar chorando em alguns momentos, porém se perseverarmos levando as vossas sementes a espargir, retornaremos com muita alegria, trazendo os feixes da abundante colheita por vós abençoada! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para impregnar-nos da consciência da prodigalidade divina que faz crescer o Reino de Deus – em que pese as ervas daninhas e o joio que o maligno infiltra nele. Um bom parâmetro para compreendermos como isso ocorre é o nosso terreno interior. A Palavra de Deus, tão simples, vai tomando uma proporção tão grande, fazendo crescer nosso amor por tudo o que é de Deus, com o que o Reino de Deus se faz presente em nossas mentes e corações como a mostarda da parábola: de uma ínfima semente, se torna uma planta robusta e vicejante. Porém o maligno também joga a sua “semente” e nos tenta de todas as formas para decairmos e desse modo voltarmos a ser seus escravos. Que vigiemos, pois, e oremos com perseverança, determinados a avançar na senda da fé, cientes de que a atitude vigilante com a oração constante é o fermento que leveda a massa de nossa fé e assim jamais decairemos! Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
SANTO DO DIA
Santos do Dia da Igreja Católica – 31 de Outubro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/10/santos-do-dia-da-igreja-catolica-31-de-outubro/> Postado em: 30/10/2023 por: marsalima]

Santo Afonso Rodrigues
A Companhia de Jesus gerou padres e missionários santos que deixaram a assinatura dos jesuítas na história da evangelização e na história da humanidade. Figuras ilustres que se destacaram pela relevância de suas obras sociais cristãs em favor das minorias pobres e marginalizadas, cujas contribuições ainda florescem no mundo todo.
Entretanto de suas fileiras saíram também santos humildes e simples, que pela vida entregue a Deus e servindo exclusivamente ao próximo, mostraram o caminho de felicidade espiritual aos devotos e discípulos. Valorosos personagens quase ocultos, que formam gerações e gerações de cristãos e, assim, sedimentam a sua obra no seio das famílias leigas e religiosas.
Um dos mais significativos desses exemplos é o irmão leigo Afonso Rodrigues, natural de Segóvia, Espanha. Nascido em 25 de julho de 1532, pertencia a uma família pobre e profundamente cristã. Após viver uma sucessão de fatalidades pessoais, Afonso encontrou seu caminho na fé.
Tudo começou quando Afonso tinha dezesseis anos. Seu pai, um simples comerciante de tecidos, morreu de repente. Vendo a difícil situação de sua mãe, sozinha para sustentar os onze filhos, parou de estudar. Para manter a casa, passou a vender tecidos, aproveitando a clientela que seu pai deixara.
Em 1555, aconselhado por sua mãe, casou e teve dois filhos. Mas novamente a fatalidade fez-se presente no seu lar. Primeiro, foi a jovem esposa que adoeceu e logo morreu; em seguida, faleceram os dois filhos, um após o outro. Abatido pelas perdas, descuidou dos negócios, perdeu o pouco que tinha e, para piorar, ficou sem crédito.
Sem rumo, tentou voltar aos estudos, mas não se saiu bem nas provas e não pôde cursar a Faculdade de Valência. Afonso entrou, então, numa profunda crise espiritual. Retirado na própria casa, rezou, meditou muito e resolveu dedicar sua vida completamente a serviço de Deus, servindo aos semelhantes. Ingressou como irmão leigo na Companhia de Jesus em 1571. E foi um noviciado de sucesso, pois foi enviado para trabalhar no colégio de formação de padres jesuítas em Palma, na ilha de Maiorca, onde encontrou a plena realização da vida e terminou seus dias.
No colégio, exerceu somente a simples e humilde função de porteiro, por quarenta e seis anos. Se materialmente não ocupava posição de destaque, espiritualmente era dos mais engrandecidos entre os irmãos. Recebera dons especiais e muitas manifestações místicas o cercavam, como visões, previsões, prodígios e cura.
E assim, apesar de porteiro, foi orientador espiritual de muitos religiosos e leigos, que buscavam sua sabedoria e conselho. Mas um se destacava. Era Pedro Claver, um dos maiores missionários da Ordem Jesuíta, que jamais abandonou os seus ensinamentos e também ganhou a santidade. Outro foi o missionário Jerônimo Moranto, martirizado no México, que seguiu, sempre, sua orientação.
Afonso sofreu de fortes dores físicas durante dois anos, antes de morrer em 31 de outubro de 1617, lá mesmo no colégio. Foi canonizado em 1888, pelo papa Leão XIII, junto com são Pedro Claver, seu discípulo, conhecido como o Apóstolo dos Escravos. Santo Afonso Rodrigues deixou uma obra escrita resumida em três volumes, mas de grande valor teológico, onde relatou com detalhes a riqueza de sua espiritualidade mística. A sua festa litúrgica é comemorada no dia de sua morte.

São Wolfgang
No final do século I surgiu o novo contorno político dos países da Europa. Entre os construtores desse novo mapa europeu está o bispo são Wolfgang, também venerado como padroeiro dos lenhadores.
Nascido no ano 924, na antiga Suábia, região do sudoeste da Alemanha, aos sete anos foi entregue à tutela de um sacerdote. Cresceu educado no convento beneditino de Constança. Considerado um exemplo, nos estudos e no seguimento de Cristo, era muito devoto da eucaristia e tinha vocação para a vida religiosa.
Saiu do colégio em 956, sem receber ordenação, para ser conselheiro do bispo de Trèves. Associou esse cargo ao de professor da escola da diocese, onde arrebatava os alunos com sua sabedoria e empolgante maneira de ensinar.
Com a morte do bispo em 965, decidiu retirar-se no mosteiro beneditino da Suíça. Três anos depois, terminado o noviciado, ordenou-se sacerdote e foi evangelizar a Hungria. Na época, esses povos bárbaros tentavam firmar-se como nação, mas continuavam a invadir e saquear os reinos alemães, promovendo grandes matanças de cristãos.
Wolfgang foi bem aceito e iniciou com sucesso a cristianização dos húngaros, organizando esses povos a se firmarem na terra como agricultores. Assim, começou a mostrar seu valor de pregador, pacificador e também de diplomata político. Pouco tempo depois, em 972, foi nomeado bispo de Ratisbona, cidade da Baviera, cujos vales dos rios Reno e Naab ligam às terras da Boêmia, que dependiam daquela diocese, ou seja, do bispo Wolfgang. Lá, novamente, foi mestre e discípulo, professor e aprendiz. Mas foi, principalmente, o grande evangelizador e coordenador político. Caminhava de paróquia em paróquia dando exemplos de religiosidade e caridade, pregando e ensinando a irmãos, padres e leigos.
Sua fé e dedicação ao trabalho trouxeram-lhe fama, e até o próprio duque da Baviera confiou-lhe os filhos para educar. Foi a atitude acertada, porque Henrique, o filho mais velho do duque, tornou-se imperador da Baviera. Bruno, o segundo filho, foi bispo exemplar, como seu mestre. A filha, Gisela, foi um modelo de rainha católica na história da Hungria. E finalmente, a outra filha, Brígida, tornou-se abadessa de um mosteiro fundado pelo bispo Wolfgang.
Mas esse não foi o único mosteiro que criou, foram vários, além dos restaurados, além das igrejas, hospitais, casas de repouso para velhos e creches para crianças fundados e administrados sob sua orientação. Sua visão evangelizadora era tão ampla que passava pelo curso político da história. Assim, surpreendeu os poderosos da época e até os superiores do clero quando decidiu separar da diocese de Ratisbona as terras da Baviera, para criar uma nova, com sua sede episcopal em Praga. Apesar das reclamações, agiu corretamente e fundou a diocese de Praga, que em 976 teve seu primeiro bispo, Tietemaro, depois sucedido pelo grande santo Alberto, doutor da Igreja.
Desse modo, robusteceu a missão evangelizadora e o cristianismo firmou raízes nas terras germânicas. Em 974, devido à luta entre Henrique II da Baviera e o imperador Oto II da Alemanha, refugiou-se num mosteiro em Salzburg. E não perdeu tempo, erguendo, ali perto, uma igreja dedicada a são João Batista, que depois foi aumentada, reformada e, em sua memória, recebeu o seu nome.
Wolfgang fazia uma viagem evangelizadora pela Áustria quando adoeceu. Morreu alguns dias depois, em Pupping, no dia 31 de outubro de 994. Foi canonizado em 1052, pelo papa Leão IX. A festa de são Wolfgang, celebrada no dia de sua morte, é uma das mais tradicionais da Igreja, especialmente entre os povos cristãos de língua germânica.
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro da Sabedoria 3, 1-19
Os justos possuirão o reino
As almas dos justos estão na mão de Deus e nenhum tormento os atingirá. Aos olhos dos insensatos parecem ter morrido; a sua saída deste mundo foi considerada uma desgraça, e a sua partida do meio de nós um aniquilamento. Mas eles estão em paz. Aos olhos dos homens eles foram atormentados, mas a sua esperança estava cheia de imortalidade. Depois de leve pena, terão grandes benefícios, porque Deus os pôs à prova e os achou dignos de Si. Experimentou‑os como ouro no crisol e aceitou‑os como sacrifício de holocausto. No tempo da sua recompensa, eles hão‑de brilhar e propagar‑se como centelhas através da palha. Hão‑de governar as nações e dominar os povos, e o Senhor reinará sobre eles eternamente. Os que n’Ele confiam compreenderão a verdade, e os que Lhe são fiéis permanecerão com Ele no amor, pois a graça e a misericórdia são para os seus santos, e a sua vinda será benéfica para os seus eleitos. Mas os ímpios terão o castigo que merecem os seus projetos, uma vez que menosprezaram o justo e se afastaram do Senhor. Porque é um desgraçado aquele que despreza a sabedoria e a disciplina; é vã a sua esperança, baldados os seus esforços, inúteis as suas obras. Suas mulheres são insensatas, perversos os seus filhos, maldita a sua descendência. Feliz a mulher estéril mas pura de toda a mancha, que não manchou o seu tálamo, porque terá o seu fruto quando as almas forem julgadas. Feliz o eunuco cujas mãos não praticaram a iniquidade nem concebeu pensamentos perversos contra o Senhor, pois lhe será dado um prêmio pela sua fidelidade e um lugar de honra no templo do Senhor. O fruto dos bons trabalhos é cheio de glória e a raiz da inteligência é imortal. Mas os filhos dos adúlteros não prosperarão e a descendência ilegítima desaparecerá. Ainda que tenham vida longa, não serão estimados e finalmente a sua velhice será sem honra. Se morrerem cedo, não terão esperança nem consolação no dia do juízo; é terrível o fim duma geração injusta.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Carta de São Clemente I, papa, aos Coríntios
(Cap. 24, 1-5; 27, 1 – 29, 1: Funk 1, 93-97) (Sec. I)
Deus é fiel às suas promessas
Consideremos, amados irmãos, como o Senhor nos manifesta continuamente a verdade da nossa futura ressurreição, cujas primícias realizou em Nosso Senhor Jesus Cristo, ressuscitando‑O de entre os mortos. Pensemos, amados irmãos, na ressurreição que nos mostra a lei do tempo. O dia e a noite falam‑nos da ressurreição. Vai‑se a noite e desponta o dia; morre o dia e vem a noite. Tomemos como exemplo os frutos da terra. Como se faz a sementeira e como germina a semente? Sai o semeador e lança a semente à terra. Os grãos da semente, secos e nus, caem na terra e desagregam‑se; mas a maravilhosa providência do Senhor fá‑los ressuscitar desta mesma desagregação, e de um só grão nascem muitos, que crescem e dão fruto. Com esta esperança, unam‑se as nossas almas Àquele que é fiel às suas promessas e justo em seus juízos. Quem nos proíbe mentir, certamente não mentirá. Nada é impossível a Deus, exceto a mentira. Reavive‑se, portanto, a nossa fé n’Ele e acreditemos que tudo Lhe é possível. Com uma palavra da sua majestade criou o universo e também com uma palavra pode reduzi‑lo a nada. Quem ousaria perguntar‑Lhe: Que fizestes? Ou quem poderia opor‑se ao seu poder? Ele faz todas as coisas quando quer e como quer, e nada do que Ele decretou ficará por cumprir. Tudo está na sua presença e nada se opõe à sua vontade; porque os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos; um dia transmite ao outro esta mensagem e a noite a dá a conhecer à outra noite; não são palavras nem linguagem cujo sentido se não perceba. Se Ele tudo vê e tudo ouve, vivamos em santo temor e afastemo‑nos de todo o desejo impuro das obras más, a fim de que a sua misericórdia nos defenda no dia do juízo que há‑de vir. Para onde poderíamos fugir da sua mão onipotente? Que mundo poderia acolher um desertor de Deus? Diz algures a Sagrada Escritura: Para onde irei? Onde poderei evitar a vossa presença? Se subir ao céu, Vós lá estais; se voar para as extremidades da terra, ali está a vossa direita; se descer aos abismos, aí encontrarei o vosso espírito. Em que lugar, portanto, poderia alguém refugiar‑se para escapar Àquele que tudo abrange? Aproximemo‑nos de Deus com a alma santificada, erguendo para Ele as nossas mãos puras e sem mancha; amemos o nosso Pai benigno e misericordioso, que nos escolheu para sermos a sua herança.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
1 Tes 5, 4-5
Vós, irmãos, não andais nas trevas, de modo que o dia do Senhor vos surpreenda como um ladrão, porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
1 Cor 12, 4-6
Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
1 Cor 12, 12-13
Assim como o corpo é um só e tem muitos membros, e todos os membros, apesar de numerosos, constituem um só corpo, assim também sucede com Cristo. Na verdade, todos nós – judeus e gregos, escravos e homens livres – fomos batizados num só Espírito, para constituirmos um só corpo. E a todos nos foi dado a beber um único Espírito.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
1 Cor 12, 24b.25-26
Deus organizou o corpo, dispensando maior consideração ao que dela precisava, para que não haja desunião no corpo, mas os membros tenham a mesma solicitude uns com os outros. Se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele; se um membro for honrado, todos se alegram com ele.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
Hebr 12,22-24a
Vós aproximastes-vos do monte Sião, da cidade do Deus vivo, da Jerusalém celeste; de muitos milhares de Anjos em reunião festiva; de uma assembleia de primogênitos cujos nomes estão inscritos no Céu; de Deus, juiz do universo; dos espíritos dos justos que atingiram a perfeição; de Jesus, mediador da nova aliança; e do Sangue de aspersão que fala mais eloquentemente que o sangue de Abel.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
