“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 16 DE SETEMBRO DE 2025
15 de setembro de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 18 DE SETEMBRO DE 2025
18 de setembro de 2025Quarta-feira da Semana XXIV do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Profecia de Ezequiel 10, 18-22; 11, 14-25
A glória do Senhor abandona a cidade condenada
Naqueles dias, a glória do Senhor deixou o limiar do templo e pairou sobre os querubins. Os querubins abriram as asas e elevaram-se do solo à minha vista, e as rodas elevaram‑se com eles. Poisaram à entrada da porta oriental do templo do Senhor, enquanto a glória do Deus de Israel pairava sobre eles.
Eram os seres vivos que eu tinha visto sob o Deus de Israel, junto do rio Quebar, e reconheci então que eram querubins. Cada um tinha quatro faces e quatro asas e, debaixo das asas, uma espécie de mãos humanas. As suas faces eram semelhantes às que eu vira junto do rio Quebar. Cada um seguia sempre em frente.
Então a palavra do Senhor foi‑me dirigida nestes termos: «Filho do homem, é aos teus irmãos, aos teus familiares e a toda a casa de Israel que os habitantes de Jerusalém dizem: ‘Eles estão longe do Senhor; foi a nós que a terra foi dada em herança’. Por isso diz‑lhes: Assim fala o Senhor Deus: É certo que os afastei para o meio das nações; é certo que os dispersei no meio dos países estrangeiros e durante algum tempo fui para eles um santuário nas terras para onde foram. Por isso diz‑lhes: Assim fala o Senhor Deus: Eu vos reunirei de entre os povos e conduzirei de todos os países para onde fostes dispersos, e vos darei a terra de Israel. Entrarão nela e afastarão todos os ídolos e abominações. Dar‑lhes‑ei um coração novo e infundirei neles um espírito novo; arrancarei do seu peito o coração de pedra e dar‑lhes‑ei um coração de carne, para que procedam segundo os meus preceitos e ponham em prática as minhas leis. Serão o meu povo e Eu serei o seu Deus. Mas àqueles cujo coração vai atrás dos seus ídolos e abominações, farei cair sobre a sua cabeça o peso dos seus actos, diz o Senhor Deus».
Então os querubins abriram as asas, e as rodas puseram‑se em movimento juntamente com eles, enquanto a glória do Deus de Israel pairava no alto sobre eles. A glória do Senhor elevou‑se do meio da cidade e poisou sobre a montanha que fica a oriente da cidade.
O espírito arrebatou‑me e conduziu‑me, em visão, no espírito de Deus, para a Caldeia, onde estavam os deportados. Então desapareceu a visão que eu tinha contemplado e contei aos deportados todas as coisas que o Senhor me tinha mostrado.
RESPONSÓRIO Ez 10, 4. 18a; Mt 23, 37b.38
R. A glória do Senhor elevou‑se e foi colocar‑se no limiar do templo: encheu‑se o templo com a nuvem, e encheu‑se o átrio com o esplendor da glória do Senhor. * Então a glória do Senhor saiu do limiar do templo.
V. Jerusalém, quantas vezes Eu quis reunir os teus filhos, e tu não quiseste! A vossa casa ficará deserta. * Então a glória do Senhor saiu do limiar do templo.
SEGUNDA LEITURA
Do Sermão de Santo Agostinho, bispo, sobre os pastores
(Sermo 46, 6-7: CCL 41, 533-534) (Sec. V)
Não procure cada um os seus interesses, mas os de Jesus Cristo
Depois de vos termos explicado o que significa «beber o leite», vejamos agora o que quer dizer «vestir‑se com a lã». Quem oferece leite oferece alimento; e quem oferece lã oferece honras. Estas são as duas coisas que procuram alcançar do povo aqueles que se apascentam a si mesmos e não as ovelhas: prover às suas necessidades e receber honras e louvores.
Com razão se entende que o vestuário representa aqui uma forma de honra, porque as vestes servem para cobrir a nudez. De facto, todo o homem é frágil, e portanto são frágeis os vossos pastores. Aqueles que vos governam são homens semelhantes a vós. Como vós têm um corpo, comem, dormem e levantam‑se do sono; como vós nasceram e um dia morrerão. Se considerais o que eles são por si mesmos, reconheceis que são simplesmente homens. Mas se os cobris de honras, é como se cobrísseis a sua fragilidade.
Vede como Paulo considera a honra que recebia do povo santo de Deus, quando diz: Recebestes‑me como a um Anjo de Deus. Posso até testemunhar que, se fosse possível, teríeis arrancado os vossos olhos para mos dar. Mas apesar de ser tão grande a honra que lhe prestaram, deixou porventura de repreender os seus erros para não perder essa honra e esses louvores? Se assim procedesse, teria sido um daqueles pastores que se apascentam a si mesmos e não as ovelhas. Nesse caso, diria consigo mesmo: «Que me importa a mim? Cada um faça o que quiser; o meu sustento está garantido, a minha honra está salva; tenho leite e tenho lã; é o que me basta. Cada um vá para onde puder». Então para ti está tudo em ordem se cada um for para onde puder? Prescindindo mesmo da tua função de bispo e considerando‑te apenas como um simples fiel, devias recordar que se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele.
Por isso o Apóstolo, depois de lhes ter recordado o modo como se comportaram com ele, para que não parecesse que já se tinha esquecido da honra que lhe prestaram, dá testemunho de que o receberam como a um Anjo de Deus e de que, se fosse possível, até arrancariam os próprios olhos para lhos dar. Mas apesar disso, ele aproxima‑se da ovelha doente e infectada, para curar a chaga sem poupar a infecção. E assim lhes fala: Porventura tornei‑me vosso inimigo por vos ter dito a verdade? Portanto, ele recebeu o leite das ovelhas, como há pouco recordámos, e vestiu‑se com a lã das ovelhas, mas não descuidou o bem do rebanho. Não buscava os seus interesses, mas os de Jesus Cristo.
RESPONSÓRIO Sir 32, 1-2a; Mc 9, 35b
R. Se te puseram a presidir, não te envaideças. * Sê no meio dos outros como um deles e dá‑lhes assistência.
V. Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos. * Sê no meio dos outros como um deles e dá‑lhes assistência.
Oração
Deus, Criador e Senhor de todas as coisas, lançai sobre nós o vosso olhar; e para sentirmos em nós os efeitos do vosso amor, dai‑nos a graça de Vos servirmos com todo o coração. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Deuteronômio 4, 39-40a
Fica sabendo hoje e grava-o no teu coração: Só o Senhor é Deus, no alto dos céus e cá em baixo na terra, e não existe nenhum outro Deus. Cumprirás, portanto, as suas leis e os seus mandamentos, que hoje te prescrevo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. A toda a hora bendirei o Senhor.
R. A toda a hora bendirei o Senhor.
V. O seu louvor estará sempre na minha boca.
R. Bendirei o Senhor.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. A toda a hora bendirei o Senhor.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <Quarta-feira da Semana XXIV do Tempo Comum | A liturgia>]
Quarta-feira da Semana XXIV do Tempo Comum
LEITURA I (Anos Ímpares) 1Tm 3, 14-16
Caríssimo:
Escrevo-te estas coisas
na esperança de ir ter contigo muito em breve.
Mas se eu tardar,
já sabes como deves proceder na casa de Deus,
que é a Igreja do Deus vivo,
coluna e sustentáculo da verdade.
É realmente grande o mistério da piedade:
Ele foi manifestado na carne, justificado pelo Espírito,
contemplado pelos anjos, anunciado entre os gentios,
acreditado no mundo, exaltado na glória.
Compreender a Palavra
S. Paulo exorta Timóteo a proceder de acordo com os ensinamentos que ele lhe transmitiu como membro da casa de Deus, a Igreja do Deus vivo. Depois Paulo afirma o mistério da Piedade. Segundo Paulo é grande este mistério. Ele é a manifestação da salvação de Deus a todos os povos na pessoa do Verbo encarnado. As palavras de Paulo são muito interessantes e mostram a continuidade da manifestação do mistério da piedade: “Ele foi manifestado na carne, justificado pelo Espírito, contemplado pelos Anjos, anunciado entre os gentios, acreditado no mundo, exaltado na glória”.
Meditar a Palavra
Parece que fica pouco para dizer depois destas palavras de Paulo. Fica espaço para a contemplação. Mas comecemos por nos questionar sobre o nosso modo de proceder na casa de Deus, nesta Igreja do Deus vivo. Depois entremos na contemplação do mistério da Piedade. Trata-se do mistério da vontade salvífica de Deus, deste Deus de misericórdia que ama o homem pecador, que prende o coração no homem que não merece ser amado, no filho que se afasta da casa do Pai. Este mistério não se entende segundo os critérios do homem, apenas segundo o coração de Deus. É o mistério de Cristo, o filho que aprende a obediência no sofrimento e realiza a vontade do Pai aceitando o caminho da cruz. Um mistério que é do céu e da terra, da carne e do espírito, dos anjos e dos gentios, do mundo e da glória. Deste mistério vivemos todos os que, seguindo a verdade, o confessamos na fé. É um mistério dinâmico que acompanha o homem e atravessa os séculos.
Rezar a Palavra
Atravessa a minha vida, Senhor, com o teu mistério de piedade. Incomoda o meu coração no sentido da tua vontade e alerta o meu modo de proceder para que abrace o desígnio poderoso do teu amor misericordioso que deu lugar à encarnação, à manifestação e à glorificação do teu Filho Jesus Cristo.
Compromisso
Contemplo o mistério de Deus no mistério da cruz de Jesus, lugar da manifestação do amor misericordioso de Deus.
Evangelho: Lc 7, 31-35
Naquele tempo,
disse Jesus à multidão:
«A quem hei de comparar os homens desta geração?
Com quem se parecem?
São como as crianças, que, sentadas na praça,
falam umas com as outras, dizendo:
‘Tocámos flauta para vós e não dançastes,
entoámos lamentações e não chorastes’.
Porque veio João Batista,
que não comia nem bebia vinho,
e vós dizeis: ‘Tem o demónio com ele’.
Veio o Filho do homem, que come e bebe,
e vós dizeis: ‘É um glutão e um ébrio,
amigo de publicanos e pecadores’.
Mas a Sabedoria é justificada por todos os seus filhos».
Compreender a Palavra
O texto situa-se na continuação do diálogo entre Jesus e os discípulos de João que vieram perguntar-lhe se era ele o Messias. Jesus tece, então, umas quantas considerações que manifestam a atitude positiva do povo e particularmente dos cobradores de impostos que aceitaram as palavras de João e se deixaram baptizar e condenam a atitude dos fariseus e doutores da Lei que se fecharam na sua maneira de pensar e recusaram a proposta de Deus. As palavras de Jesus enaltecem os simples que possuem a sabedoria de quem escuta e condena a atitude dos sábios a quem falta a verdadeira sabedoria.
Meditar a Palavra
Como crianças nem sempre sabemos viver os momentos de alegria e os momentos de tristeza. Vamos fazendo as regras ao nosso jeito, de modo a podermos satisfazer a nossa vontade e não seguir a voz da verdade. Julgamos assim ser mais inteligentes que os simples que não usam de artimanhas e argumentos enganosos. Jesus diz que a verdadeira sabedoria não está em sair ileso na fuga à verdade mas no acolher a verdade que vem de Deus.
Rezar a Palavra
“A quem hei-de comparar…” sou comparado a uma criança inconsequente perante a verdade. Tenho dificuldade em assumir a verdade que, pela tua palavra, colocas diante dos meus olhos. Ensina-me, Senhor, a não fugir mas a assumir a verdade da minha vida que tantas vezes é incapacidade de me aceitar e de te aceitar em toda a profundidade do meu ser.
Compromisso
Quero discernir sobre a vontade de Deus para mim e assumir com coerência as suas propostas.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <Santos do Dia da Igreja Católica – 17 de Setembro – Sagrada Missão>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 17 de Setembro
Postado em: por: marsalima
São Roberto Belarmino
Roberto Francisco Rômulo Belarmino veio ao mundo no dia 4 de outubro de 1542, em Montepulciano, Itália. Era filho de pais humildes e católicos de muita fé. Tiveram doze filhos, dos quais seis abraçaram a vida religiosa, tal foi a influência do ambiente cristão que proporcionaram a eles com os seus exemplos.
O menino Roberto nasceu franzino e doente. Talvez por ter tido tantos problemas de saúde nos primeiros anos de existência, dedicou atenção especial aos doentes durante toda a vida.
Embora constantemente enfermo, Roberto demonstrou desde muito cedo uma inteligência surpreendente, que o levou ao magistério e a uma carreira eclesiástica vertiginosa. Em 1563, foi nomeado professor do Colégio de Florença e, um ano depois, passou a lecionar retórica no Piemonte. Em 1566, foi para o Colégio de Pádua, onde também estudou teologia e, em 1567, mudou para a escola de Louvain, sendo, então, já muito conhecido em todo o país como excelente pregador.
Em 1571, tendo concluído todos os estudos, recebeu a ordenação sacerdotal e entrou para a Companhia de Jesus. Unindo a sabedoria das ciências terrenas, o conhecimento espiritual e a fé, escreveu os três volumes de uma das obras teológicas mais consultadas de todos os tempos: “As controvérsias cristãs sobre a fé”, um tratado sobre todas as heresias.
Mais tarde, em 1592, Belarmino foi nomeado diretor do Colégio Romano, que contava com duzentos e dois professores e dois mil estudantes, entre os quais duzentos jesuítas. Lá, realizou um trabalho de tamanha importância que, algum tempo depois, foi nomeado para o cargo de superior provincial napolitano, função em que ficou apenas por dois anos, pois o papa Clemente VIII reclamava sua presença em Roma, para auxiliá-lo como consultor no seu pontificado. Nesse período, produziu outra obra famosa: “Catecismo”, que teve dezenas de edições e foi traduzido para mais de cinquenta idiomas.
Com a morte do papa Clemente VIII, o seu sucessor, papa Leão XI, governou a Igreja apenas por vinte e sete dias, vindo a falecer também. Foi assim que o nome de Roberto Belarmino recebeu muitos votos nos dois conclaves para a eleição do novo sumo pontífice. Mas, no segundo, surgiu o novo papa, Paulo V, que imediatamente o chamou para trabalharem juntos no Vaticano. Esse trabalho ocupou Belarmino durante os vinte e dois anos seguintes.
orreu aos setenta e nove anos de idade, em 17 de setembro de 1621, apresentando graves problemas físicos e de surdez, conseqüência dos males que o acompanharam por toda a vida. Com fama de santidade ainda em vida, suas virtudes foram reconhecidas pela Igreja, sendo depois beatificado, em 1923. A canonização de são Roberto Belarmino foi proclamada em 1930. No ano seguinte, recebeu o honroso título de doutor da Igreja. A sua festa litúrgica foi incluída no calendário da Igreja na data de sua morte, a ser celebrada em todo o mundo cristão.
Santa Hildegarda
Hildegarda, descendente de nobre e riquíssima família alemã, nasceu no castelo de Böckekheim, na bela região do rio Reno, em 1098. Como era o costume na época, aos oito anos de idade foi entregue aos cuidados de religiosas, mais especificamente da abadessa Jutta, do convento das monjas beneditinas. Lá, recebeu os primeiros fundamentos dos ensinamentos de Cristo, aprendendo o desapego que deveria ter com as coisas e vaidades mundanas.
Assim, depois de conhecer e conviver na comunidade religiosa, Hildegarda pediu para ser aceita entre as beneditinas, ingressando como noviça sem dificuldade alguma. Quando, em 1136, a superiora Jutta morreu, a direção do mosteiro passou para as mãos de Hildegarda. Além desse convento sob seu governo, ela fundou outros dois: em 1147, o de Bingen e, em 1165, o de Eibingen, ambos na Alemanha.
Desde a infância, ela apresentava uma personalidade muito carismática e um alto grau de elevação mística. Aos poucos, esses dons acabaram se manifestando como visões, definidas por ela mesma como “lux vivens”, ou seja, luz vivificante. Um dia, Hildegarda ouviu uma voz superior, que ela identificou como do Espírito Santo, ordenando-lhe que escrevesse todas as revelações que lhe eram feitas.
Apesar de não ser letrada, Hildegarda acabou por desenvolver uma grande atividade literária. Por esses dons, acabou adquirindo muito conhecimento sobre medicina e ciências naturais, transmitidos, depois, por livros precisos que escreveu sobre essas matérias, reconhecidos cientificamente. Mas o seu talento enciclopédico expressou-se, em particular, no canto e na música. Ela foi, talvez, a primeira mulher musicista da história da Igreja Católica.
O final de sua vida foi muito sofrido e amargurado. Além de estar muito doente, ainda foi vítima de injustiças e mentiras, devido ao seu rigor como superiora séria e disciplinada.
Aos oitenta e dois anos, no dia 17 de setembro de 1179, Hildegarda morreu, no seu Convento de Bingen. Pôde, finalmente, ir descansar ao lado do Senhor.
Essa mulher extraordinária, mística beneditina, cientista, conselheira de bispos e imperadores, seguiu influenciando a espiritualidade católica, mesmo depois de sua morte, por meio de seus escritos, traduzidos em quase todas as línguas do mundo, desde a Idade Média até os nossos dias. No século XX, em 1921, ainda a influência do seu carisma inspirou a criação uma nova congregação, a das Irmãs de Santa Hildegarda.
Com a fama de sua santidade reconhecida ainda em vida, fez com que vigorasse um culto expressivo e ininterrupto, mantido entre os fiéis do mundo todo. O local de sua sepultura tornou-se um dos centros de peregrinação mais visitado. Santa Hildegarda teve a sua veneração litúrgica autorizada pela Igreja, para ser comemorada no dia de sua morte.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 17 DE SETEMBRO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 10, 24.31
Ninguém busque o seu interesse, mas o do próximo. Quando comeis ou bebeis, ou fazeis qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus.
V. É bom louvar o Senhor
R. E cantar salmos ao vosso nome, ó Altíssimo.
Oração
Senhor, Pai santo, Deus fiel, que enviastes o Espírito Santo para reunir os homens, dispersos pelo pecado, ajudai-nos a ser, no meio do mundo, fermento de unidade e de paz. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Col 3, 17
Tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus, dando graças por Ele a Deus Pai.
V. Oferecer-Vos-ei um sacrifício de louvor,
R. Invocando, Senhor, o vosso nome.
Oração
Deus omnipotente e misericordioso, que a meio do dia concedeis um descanso à nossa fadiga, olhai benignamente o trabalho começado, e, remediando as nossas fraquezas, levai a bom termo as nossas ações, segundo a vossa vontade. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Col 3, 23-24
Qualquer que seja o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como quem serve ao Senhor e não aos homens, certos de que recebereis como recompensa a herança do Senhor. Servi a Cristo, que é o Senhor.
V. Senhor, porção da minha herança e do meu cálice,
R. Está nas vossas mãos o meu destino.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que, de braços abertos na cruz, morrestes pela salvação dos homens, fazei que todas as nossas acções Vos sejam agradáveis e sirvam para manifestar no mundo a vossa redenção. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Jo 2, 3-6
Nós sabemos que conhecemos a Cristo, se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz conhecê-l’O e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso e a verdade não está nele. Mas se alguém guardar a sua palavra, nesse, em verdade, o amor de Deus é perfeito. Nisto reconhecemos que estamos n’Ele. Quem diz que permanece n’Ele, deve proceder como Ele procedeu.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Guardai-nos, Senhor, como a menina dos olhos.
R. Guardai-nos, Senhor, como a menina dos olhos.
V. Protegei-nos à sombra das vossas asas.
R. Guardai-nos, Senhor, como a menina dos olhos.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Guardai-nos, Senhor, como a menina dos olhos.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ef 4, 26-27
Não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demónio.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.


