“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 21 DE JANEIRO DE 2026
21 de janeiro de 2026“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 23 DE JANEIRO DE 2026
23 de janeiro de 2026Quinta-feira da Semana II do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro do Deuteronómio 9, 7-21.25-29
Os pecados do povo e a intercessão de Moisés
Naqueles dias, Moisés falou ao povo, dizendo:
«Lembra-te e não esqueças que provocaste a ira do Senhor teu Deus no deserto. Desde o dia em que saístes do Egipto até à vossa chegada a este lugar, tendes sido rebeldes ao Senhor. No Horeb irritastes o Senhor, e o Senhor indignou-Se contra vós, a ponto de vos querer exterminar. Quando subi ao monte, para receber as tábuas de pedra, as tábuas da aliança que o Senhor estabelecera convosco, fiquei nesse monte quarenta dias e quarenta noites, sem comer pão nem beber água. O Senhor deu-me as duas tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus, nas quais se encontravam todas as palavras que o Senhor tinha dito no monte, no meio do fogo, no dia da grande assembleia.
No fim dos quarenta dias e das quarenta noites, tendo-me entregado as duas tábuas de pedra, as tábuas da aliança, o Senhor disse-me: ‘Levanta-te e desce depressa, porque o teu povo, esse povo que fizeste sair do Egipto, perverteu-se. Não tardaram em afastar-se do caminho que Eu lhes tinha prescrito: fizeram para si um ídolo de metal fundido’. Disse-me ainda o Senhor: ‘Já vi que este povo é um povo de cerviz dura. Deixa-Me destruí-los e apagar o seu nome de quanto existe debaixo do céu; de ti farei uma nação mais forte e maior do que eles’.
Comecei então a descer da montanha, que estava toda a arder, segurando nas mãos as tábuas da aliança. Olhei e vi que tínheis pecado contra o Senhor vosso Deus, ao fazerdes para vós um bezerro de metal fundido: depressa vos afastastes do caminho que o Senhor vos tinha traçado. Peguei então nas duas tábuas, arremessei-as com as duas mãos e quebrei-as diante dos vossos olhos. Depois prostrei-me por terra diante do Senhor, como anteriormente, durante quarenta dias e quarenta noites, e não comi pão nem bebi água, por causa do pecado que tínheis cometido, fazendo o que era condenável aos olhos do Senhor, provocando a sua indignação. Eu temia que a indignação e a cólera do Senhor vos destruísse; mas ainda desta vez o Senhor me ouviu.
Também contra Aarão o Senhor se irou violentamente, a ponto de querer exterminá-lo, e nessa altura intercedi também a favor de Aarão. Quanto ao objecto do vosso pecado, o bezerro que tínheis feito, peguei nele, queimei-o, triturei-o até o reduzir a pó e lancei-o à torrente que desce da montanha.
Prostrei-me então por terra diante do Senhor e estive assim prostrado durante quarenta dias e quarenta noites, porque o Senhor falara em exterminar-vos.
E orei ao Senhor, dizendo: ‘Senhor Deus, não extermineis o vosso povo, a vossa herança, que resgatastes com mão poderosa e fizestes sair do Egipto. Recordai os vossos servos Abraão, Isaac e Jacob. Não olheis à dureza deste povo, à sua impiedade, ao seu pecado, para que não digam na terra de onde nos fizestes sair: «O Senhor não foi capaz de os introduzir na terra que lhes prometera; e porque os odiava, fê-los sair para lhes dar a morte no deserto». Eles são o vosso povo, a vossa herança, que fizestes sair com mão forte e de braço estendido’».
RESPONSÓRIO cf. Ex 32, 11-14; Ex 33, 17
R. Moisés orou ao Senhor seu Deus, dizendo: Por que razão, Senhor, Vos havíeis de indignar contra o vosso povo? Deixai cair a vossa indignação; lembrai-Vos de Abraão, de Isaac e de Israel, a quem jurastes dar uma terra onde mana leite e mel. * E o Senhor desistiu do castigo com que tinha ameaçado o seu povo.
V. O Senhor disse a Moisés: Foste agradável a meus olhos e conheço-te pelo teu nome. * E o Senhor desistiu do castigo com que tinha ameaçado o seu povo.
SEGUNDA LEITURA
Duma Carta de São Fulgêncio de Ruspas, Bispo
(Ep. 14, 36-37: CCL 91, 429-431) (Sec. VI)
Cristo sempre vivo para interceder por nós
Na conclusão das nossas orações, dizemos: «Por Nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho»; e nunca dizemos: «Pelo Espírito Santo». Esta prática universal da Igreja tem a sua explicação naquele mistério, segundo o qual, o Mediador entre Deus e os homens é Jesus Cristo homem, sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedec, que entrou de uma vez para sempre pelo seu próprio Sangue no santuário, não no que foi construído pela mão dos homens e que era figura do verdadeiro, mas no próprio Céu, onde está sentado à direita de Deus e intercede por nós.
Considerando este ofício sacerdotal de Cristo, o Apóstolo afirma: Por meio d’Ele oferecemos a Deus um sacrifício de louvor, o fruto dos lábios que confessam o seu nome. Por Ele oferecemos um sacrifício de louvor e oração, uma vez que fomos reconciliados pela sua morte quando éramos ainda inimigos. Por meio de Cristo, que Se ofereceu em sacrifício por nós, pode o nosso sacrifício ser agradável aos olhos de Deus. Por isso nos exorta São Pedro: Como pedras vivas, entrai na construção deste templo espiritual, para constituirdes um sacerdócio santo, destinado a oferecer sacrifícios espirituais, que serão agradáveis a Deus por Jesus Cristo. Esta é a razão por que dizemos a Deus Pai: «Por Nosso Senhor Jesus Cristo».
Quando se menciona o sacerdócio de Cristo, necessariamente se põe em evidência o mistério da Encarnação, pelo qual o Filho de Deus, que era de condição divina, Se aniquilou a Si próprio tomando a condição de servo, isto é, Se humilhou, obedecendo até à morte, e Se tornou por um pouco inferior aos anjos, permanecendo não obstante na sua divindade igual ao Pai. Permanecendo igual ao Pai, o Filho tornou-Se por um pouco inferior aos anjos, na medida em que Se fez semelhante aos homens. Humilhou-Se quando Se aniquilou a Si próprio tomando a condição de servo. A humilhação de Cristo é o seu aniquilamento; e o seu aniquilamento não é senão o acto de assumir a condição de servo.
Portanto, Cristo, permanecendo na sua condição divina, é o unigénito de Deus, a quem oferecemos como ao Pai os sacrifícios; e tomando a condição de servo, tornou-Se sacerdote, para que, por meio d’Ele, possamos oferecer um sacrifício vivo, santo, agradável a Deus. Não poderíamos oferecer o sacrifício a Deus, se Cristo não Se tivesse oferecido em sacrifício por nós: é n’Ele que a natureza do género humano se torna um verdadeiro e salutar sacrifício. De facto, quando dizemos que as nossas orações são oferecidas por Nosso Senhor, eterno sacerdote, reconhecemos n’Ele a verdadeira carne da nossa natureza, como diz o Apóstolo: Todo o sumo sacerdote, escolhido de entre os homens, é constituído em favor dos homens nas suas relações com Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. Por isso, quando dizemos: «Vosso Filho», e acrescentamos: «Que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo», comemoramos a unidade de natureza que têm o Pai, o Filho e o Espírito Santo, e proclamamos que o mesmo Senhor Jesus Cristo, que exerce em nosso favor a função sacerdotal, é também por natureza igual ao Pai e ao Espírito Santo.
RESPONSÓRIO Hebr 4, 16.15a
R. Vamos, cheios de confiança, ao trono da graça. * A fim de alcançarmos misericórdia e obtermos a graça de um auxílio oportuno.
V. Nós temos um sumo sacerdote que sabe compadecer-Se das nossas fraquezas. * A fim de alcançarmos misericórdia e obtermos a graça de um auxílio oportuno.
Oração
Deus eterno e omnipotente, que governais o céu e a terra, escutai misericordiosamente as súplicas do vosso povo e concedei a paz aos nossos dias. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Romanos 14, 17-19
O reino de Deus não é uma questão de comida ou bebida, mas é justiça, paz e alegria no Espírito Santo. Quem serve a Cristo deste modo, agrada a Deus e é aprovado pelos homens. Portanto, procuremos o que contribui para a paz e a mútua edificação.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Desde a aurora vos procuro, Senhor.
R. Desde a aurora vos procuro, Senhor.
V. Porque sois o meu refúgio.
R. Desde a aurora vos procuro, Senhor.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Desde a aurora vos procuro, Senhor.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <Quinta-feira da Semana II do Tempo Comum
Leitura I (anos pares) 1Sm 18, 6-9; 19, 1-7
Naqueles dias,
quando David regressava, depois de ter matado o filisteu,
saíram as mulheres de todas as cidades de Israel
ao encontro do rei Saul,
a cantar e a dançar alegremente, ao som de sistros e tamborins.
Iam dançando e cantando em coro:
«Saul matou mil, David matou dez mil».
Saul ficou muito irritado.
Levou a mal estas palavras e exclamou:
«Dão dez mil a David, e a mim apenas mil.
Só lhe falta ser rei».
E a partir desse dia, Saul começou a ver David com maus olhos.
Falou então a seu filho Jónatas e a todos os seus oficiais
em dar a morte a David.
Mas Jónatas, filho de Saul, era muito amigo de David
e foi preveni-lo, dizendo-lhe:
«Saul, meu pai, quer matar-te.
Toma cuidado; amanhã cedo procura fugir
e esconde-te em lugar seguro.
Eu sairei e estarei junto de meu pai, no campo onde estiveres,
e então lhe falarei em teu favor.
Verei o que se passa e depois te avisarei».
Jónatas falou em favor de David a seu pai, dizendo-lhe:
«Não queira o rei fazer mal ao seu servo David.
Ele não te fez nenhum mal;
pelo contrário, tudo o que ele fez foi muito vantajoso para ti.
Arriscou a vida e matou o filisteu
e o Senhor deu assim uma grande vitória a Israel.
Tu próprio o viste e ficaste contente.
Porque irias pecar, derramando sangue inocente,
ao dares a morte a David sem razão?».
Saul atendeu às palavras de Jónatas e fez este juramento:
«Tão certo como o Senhor estar vivo,
David não morrerá».
Então Jónatas falou a David,
referindo-lhe as palavras do rei.
Depois trouxe David para junto de Saul
e David continuou ao serviço do rei como antes.
compreender a palavra
Além do Golias, Saúl tinha outro gigante dentro de si, a inveja. Quando dominada, deixava-o fazer a sua vida normal, mas quando ela o atormentava, então era capaz de matar. Foi o que aconteceu quando ouviu as mulheres de Israel a cantar “Saúl matou mil, David matou dez mil”. Não aguentou esta distinção favorável a David. Esta afronta à sua vaidade leva-o à inveja, misturada com ciúme ao ver que o seu filho Jonas gostava de David. A luta é tão grande dentro dele que não aguenta e chama os seus oficiais revelando a sua intenção de matar David. Perdeu a razão e não é capaz de pensar, mesmo quando o próprio filho lhe faz ver a verdade “tudo o que ele fez foi muito vantajoso para ti. Arriscou a vida e matou o filisteu… tu próprio o viste e ficaste contente”. Esta é uma luta difícil para Saúl.
meditar a palavra
Há sentimentos que crescem em nós, porque nós deixamos que eles cresçam e nos acompanhem a vida toda, que nos dominam totalmente como um gigante que nos devora interiormente. A inveja é um deles, mas a vaidade e o ciúme podem igualmente dominar-nos. A cegueira provocada por estes sentimentos é tão grande e provoca em nós um tal sofrimento que só a morte nos dá descanso. Há outro caminho para sair deste pesadelo e nós podemos seguir por ele, o caminho da alegria e do amor. Alegrar-se com os êxitos dos outros e amar aqueles que no seu êxito nos causam inveja. A vitória dos outros não significa a nossa derrota e o seu êxito não apaga o amor. Trazer à vida e alimentar a alegria pelo outro e amá-lo acima das suas vitórias ou fracassos. Só o amor é capaz de apagar o grito de dor provocado pela inveja, pela vaidade e pelo ciúme.
rezar a palavra
Que o amor seja a maior das minhas alegrias. Quero aprender a amar porque eu nasci para amar. A Inveja, o ciúme, a vaidade e tantos outros sentimentos que trago dentro de mim, matam a o amor e impedem a alegria. Ensina-me, Senhor, a fazer a experiência da alegria no amor para que os maus sentimentos não me dominem.
compromisso
Aprender a amar a minha vida, os meus fracassos, os meus fracos êxitos e aqueles que a meu lado conseguem ir mais longe do que eu, para que o mal não se torne um gigante que me mata.
Evangelho Mc 3, 7-12
Naquele tempo,
Jesus retirou-Se com os seus discípulos a caminho do mar
e acompanhou-O uma numerosa multidão
que tinha vindo da Galileia.
Também da Judeia e de Jerusalém, da Idumeia e da Transjordânia
e dos arredores de Tiro e de Sidónia,
veio ter com Jesus uma grande multidão,
por ouvir contar tudo o que Ele fazia.
Disse então aos seus discípulos
que Lhe preparassem uma barca,
para que a multidão não O apertasse.
Como tinha curado muita gente,
todos os que sofriam de algum padecimento
corriam para Ele, a fim de Lhe tocarem.
Os espíritos impuros, quando viam Jesus,
caíam a seus pés e gritavam:
«Tu és o Filho de Deus».
Ele, porém, proibia-lhes severamente
que o dessem a conhecer.
compreender a palavra
O texto de hoje narra uma circunstância de mudança de cena. Não acontece nada em particular, mas narra-se uma situação geral. Jesus é rodeado pelos discípulos que optaram por segui-lo. Vêm também as multidões da Galileia que o seguem, mas são multidão. Aparecem multidões de todas as partes, que vêm ter com Jesus. Os doentes são privilegiados e recebem a cura. Os espíritos impuros conhecem Jesus, mas são silenciados por ele.
meditar a palavra
É claro que Jesus me mostra várias possibilidades de estabelecer relação com Ele. Posso fazer parte do grupo dos discípulos, aqueles que para além das dificuldades, das renunciais e da exigência seguem Jesus por opção e acompanham-no para todo o lado. Posso também perder-me na multidão e seguir ao sabor das gentes que seguem a última novidade sem nunca optar claramente por Jesus. Posso, ainda, tomar a atitude das multidões que vêm de longe, das regiões pagãs e mostrar um interesse exterior que não chega para me tornar discípulo, mas fica pela curiosidade ou pelo interesse. Os doentes mostram que Jesus tem compaixão e posso, como eles, aproximar-me de Jesus para receber a sua compaixão que me liberta e dá vida. Finalmente, posso ser daqueles que sabem tudo sobre Jesus, mas nunca me aproximar verdadeiramente dele.
rezar a palavra
Senhor, Jesus, eu quero ser teu discípulo. Sei que não é fácil deixar tudo para te seguir, mas quero e estou decidido a fazer uma opção clara que empenhe toda a minha vida num compromisso permanente contigo. Faz-me ouvir a voz do teu chamamento para que não me perca por entre as vozes das multidões que se atropelam sem saber o que procuram realmente.
compromisso
Hoje vou repetir continuamente: “Eles deixaram tudo e seguiram Jesus” e vou reconhecer que entre “eles” estou eu a quem Jesus chama.>]
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2026/01/santos-do-dia-da-igreja-catolica-22-de-janeiro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 22 de Janeiro
Postado em: por: marsalima
Santo Vicente Pallotti
Vicente Pallotti nasceu em Roma , dia 21 de abril de 1795, numa família de classe média. Com sua mãe aprendeu a amar os irmãos mais pobres, crescendo generoso e bondoso. Enquanto nos estudos mostrava grande esforço e dedicação, nas orações mostrava devoção extremada ao Espírito Santo. Passava as férias no campo, na casa do tio, onde distribuía aos empregados os doces que recebia, gesto que o pai lhe ensinara: nenhum pobre saía de sua mercearia de mãos vazias.
Às vezes sua generosidade preocupava, pois geralmente no inverno, voltava para casa sem os sapatos e o casaco. Pallotti admirava Francisco de Assis, pensou em ser capuchinho, mas não foi possível devido sua frágil saúde. Em 1818, se consagrou sacerdote pela diocese de Roma, onde ocupou cargos importantes na hierarquia da Igreja. Muito culto obteve o doutorado em Filosofia e Teologia.
Mas foi a sua atuação em obras sociais e religiosas que lhe trouxe a santidade. Teve uma vida de profunda espiritualidade, jamais se afastando das atividades apostólicas. É fruto do seu trabalho, a importância que o Concílio Vaticano II, cento e trinta anos após sua morte, decretou para o apostolado dos leigos, dando espaço para o trabalho deles junto às comunidades cristãs. Necessidade primeira deste novo milênio, onde a proliferação dos pobres e da miséria, infelizmente se faz cada vez mais presente.
Vicente defendia que todo cristão leigo, através do sacramento do batismo, tem o legítimo direito assim como a obrigação de trabalhar pela pregação da fé católica, da mesma forma que os sacerdotes. Esta ação de apostolado que os novos tempos exigiria de todos os católicos, foi sem dúvida seu carisma de inspiração visionária . Fundou, em 1835, a Obra do Apostolado Católico, que envolvia e preparava os leigos para promoverem as suas associações evangelizadoras e de caridade, orientados pelos religiosos das duas Congregações criadas por ele para esta finalidade, a dos Padres Palotinos e das Irmãs Palotinas.
Vicente Pallotti morreu em Roma, no dia 22 de janeiro 1850, aos cinqüenta e cinco anos de idade. De saúde frágil, doou naquele inverno seu casaco a um pobre, adquirindo a doença que o vitimou. Assim sendo não pôde ver as duas famílias religiosas serem aprovadas pelo Vaticano, que devolvia as Regras indicando sempre algum erro. Com certeza um engano abençoado, pois a continuidade e a persistência destas Obras trouxeram o novo ânimo que a Igreja necessitava. Em 1904, foram reconhecidas pela Santa Sé, motivando o pedido de sua canonização.
O papa Pio XI o beatificou reconhecendo sua atuação de inspirado e “verdadeiro operário das missões”. Em 1963, as suas idéias e carisma espiritual foi plenamente reconhecido pelo papa João XXIII que proclamou Vicente Pallotti, Santo.
Santo Vicente
Vicente era natural de Huesca e pertencia a uma das mais distintas famílias da Espanha.
Desde menino, foi entregue por seus pais à orientação do bispo Valério, de Saragoça, recebendo uma sólida formação religiosa e humana.
Muito jovem ingressou na vida religiosa e logo foi ordenado diácono da Igreja. Depois, devido ao seu preparo intelectual e tendo o dom da palavra, foi escolhido para assistir o bispo, ficando encarregado do ministério da pregação do Evangelho. Isto porque o bispo, em virtude da idade avançada, já não tinha mais forças para exercer esta tarefa. Vicente desempenhou este cargo com total dignidade e, graças a eloqüência dos seus sermões e obras, obteve expressivos resultados para a Igreja convertendo à fé, grande número de pagãos.
Neste período, iniciava a terrível perseguição decretada pelos imperadores romanos Diocleciano e Maximiano, no solo espanhol. Daciano, governador da província de Saragoça e Valência, querendo mostrar a sua lealdade e obediência aos decretos imperiais, mandou prender Valério e Vicente, ordenando que fossem levados para a prisão de Valência.
Depois de processados foram condenados à morte, mas o governador mostrando uma certa clemência para o bispo muito idoso, mandou que fosse exilado. Entretanto reservou seu requinte de crueldade para Vicente, que foi barbaramente chicoteado e esfolado, tendo os nervos e músculos esmigalhados. Mas ele continuava vivo entoando hinos de louvor à Deus. Os carrascos ficaram tão espantados e assustados, que desistiram da tortura, e tiraram Vicente da cela quando então ele morreu. Era o ano 304.
Segundo a tradição, Daciano mandou que seu corpo fosse atirado num terreno pantanoso, para que os animais pudessem devorá-lo, mas acabou protegido por um corvo enorme, que não permitiu que seus restos fossem tocados. Por isto, transtornado o governador mandou que o jogassem ao mar, com uma grande pedra amarrada no pescoço. O corpo de Vicente não afundou. O Senhor o conduziu à praia, onde os fiéis o recolheram e sepultaram fora dos muros da cidade de Valência. Neste lugar foi construída a belíssima Basílica dedicada à ele e que guarda suas relíquias até hoje.
São Vicente, diácono, é o mártir mais célebre da Espanha e Portugal. Um século após o seu testemunho da fé no Cristo, Santo Agostinho, doutor da Igreja, lhe dedicava todos os anos neste dia uma missa. Por este motivo a Igreja manteve a sua festa nesta data.
Laura Vicuña (Bem-Aventurada)
Laura Carmem Vicuãa nasceu em Santiago do Chile em 05 de abril de 1891. Laura é a primeira filha do casamento de José Domingo Vicuña e Mercedes Pino.
José Domingo, o pai de Laura, é militar. Mercedes é simples, boa trabalhadora, delicada. Em 1894, logo após o nascimento da segunda filha, Julia Amanda, seu marido morre deixando as três com a situação financeira muito difícil.
Mercedes tinha que trabalhar para sustentar as filhas pequenas, mas não conseguia o suficiente para sobreviverem. Decide imigrar para a Argentina, mas lá a situação fica ainda pior. Tanta incerteza e dificuldade a abatem por completo. Então aceita o apoio seguro de um rico fazendeiro de Quilquihué, para garantir a proteção de suas filhas.
Em Quilquihué, Laura e Júlia começam a desfrutar do bem-estar daquela da região andina. Naqueles anos, as freiras Filhas de Maria Auxiliadora tinham aberto um Colégio na cidade vizinha. Mercedes com a ajuda do companheiro matricula as suas duas filhas no Colégio em regime de internato.
No colégio Laura observa, escuta, reflete e descobre pouco a pouco, o segredo da serenidade e da paz que irradiam da vida das freiras. Descobre o que é o Amor de Deus e que Deus está presente em todos os homens. Pensa que ela própria poderia se tornar uma daquelas freiras Filha de Maria Auxiliadora.
Porém, recebe um golpe muito duro. Naquela região, era muito freqüente que as garotas se casassem muito jovens. Por isso as freiras falavam com muita clareza sobre o Sacramento do Matrimônio às suas alunas. Laura escuta e imediatamente compreende que sua mãe vive com o companheiro sem ser casada e que só se submeteu em troca do bem-estar de suas filhas. Laura não condena a sua mãe, porém lutará para devolver-lhe a liberdade, para fazê-la conhecer o verdadeiro amor, para afastá-la do companheiro e reconciliá-la com Deus.
No Internato, comunica a seu confessor sua decisão: “Ofereço a Deus a minha vida pela salvação de minha mãe”.Laura ingressa no convento das freiras Filhas de Maria Auxiliadora se entrega à Deus e as penitências por sua mãe, mas adoece gravemente e morre com13 anos de idade, em 22 de janeiro de 1904. Antes de morrer, ela revela à mãe o seu segredo, obtendo dela a promessa de mudar de vida e de começar uma vida nova.
O Papa João Paulo II beatificou Laura Vicuña, em 3 de setembro de 1988, e suas relíquias estão na capela do convento das Filhas de Maria Auxiliadora em Bahia Blanca, Argentina.
José Nascimbeni (Bem-Aventurado)
José Nascimbeni era o único filho do carpinteiro Antonio Sartori e da dona de casa Amadea, que foi batizado no dia 22 de março de 1851. Cresceu e fez o curso primário na sua cidade natal, Torri Del Benaco, Itália. A família modesta, mas rica em fervor a Deus, o enviou para o Colégio dos Jesuítas de Verona e depois para o Seminário diocesano.
Em 1874, recebeu o diploma de professor e foi ordenado sacerdote. Logo foi designado para a cidade de São Pedro de Lavanho, na diocese de Verona, como auxiliar do pároco e professor. Três anos depois foi transferido para a paróquia da pequena cidade de Casteletto de Brenzone, também em Verona. Quando o velho pároco morreu, as famílias influentes pediram para que o padre Nascimbeni fosse nomeado o seu sucessor, em 1885.
Padre Nascimbeni empenhou todo seu vigor na vida religiosa e civil daqueles mil habitantes. Estimulou as atividades dos paroquianos leigos, valorizando os talentos para a formação de associações e grupos religiosos. Teve igual empenho para o desenvolvimento da cidade, criando asilos, escolas para órfãos e internatos para crianças abandonadas. Para os jovens, ajudou a fundar uma fábrica de roupas, uma tipografia, uma fábrica de azeite e uma cooperativa rural. Para melhorar a vida dos habitantes conseguiu a energia elétrica, a água potável e uma agência postal.
Não se compreendia como, estando tão ocupado, ele ainda encontrasse tempo para se dedicar as orações e as penitências que se impunha de dia ou de noite. Ele rezava em qualquer lugar, com seu rosário bem visível e sem se incomodar com as ironias. Não era raro atravessar a cidade descalço, por ter dado seus sapatos a algum mendigante.
Padre Nascimbeni precisava de religiosas com urgência para cuidar das crianças, dos velhos, dos doentes e da paróquia. Mas não as encontrava. Foi então solicitar ajuda ao bispo, que o encorajou a fundar uma congregação de religiosas para suprir esta necessidade da comunidade.
Em 1892, ele e mais quatro jovens, que depois tomaram o hábito religioso, fundou a Congregação das Pequenas Irmãs da Sagrada Família. Estas religiosas hoje estão presentes em toda a Itália, Suíça, Albânia, Angola, Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil.
No dia 31 de dezembro de 1916, padre Nascimbeni sofreu uma isquemia cerebral que o deixou inválido. Foram cinco anos de sofrimentos físicos, orações e penitências, até sua morte em 22 de janeiro de 1922. Foi sepultado na Casa Mãe das Pequenas Irmãs da Sagrada Família, na cidade de Casteletto de Brenzone, Verona, Itália.
O papa João Paulo II beatificou José Nascimbeni em 1988, em Verona, e dedicou o dia 22 de janeiro para sua homenagem.
Guilherme José Chaminade (Bem-Aventurado)
Guilherme José Chaminade nasceu em 8 de abril de 1761, em Perigueux, na França meridional, décimo quarto filho de pequenos comerciantes de estafados, que tiveram a alegria de ver quatro filhos sacerdotes . Ingressou no seminário onde, aos catorze anos, emitiu os votos primados de castidade, obediência e pobreza. Dois anos depois, com o irmão Luiz Xavier, vestiu o hábito e continuou o estudo de teologia.
Aos vinte e quatro anos, recebeu a ordenação sacerdotal. Em 1791, começou o período de terror da Revolução Francesa. Padre Chaminade foi perseguido, por se negar a jurar a chamada Constituição Civil do Clero, onde se devia obediência ao Estado e não à Igreja. Decidiu ir para a cidade de Bordeaux, onde exerceu o sacerdócio clandestinamente, pondo a sua vida em constante perigo. Nessa ocasião fundou a Obra de Misericórdia de Bordeaux para a proteção das jovens.
Corajoso e atuante, em 1795, se dedicava a acolher na paróquia os sacerdotes que, por medo, tinham feito o juramento constitucional, mas desejavam se reconciliar com a Igreja.
Dois anos depois, não teve saída, precisou fugir para Saragoça, onde permaneceu exilado por três anos, perto do santuário de Nossa Senhora de Pilar, na Espanha. Alí, fortaleceu suas convicções mariano-apostólicas e recebeu a inspiração de fundar uma família de leigos e religiosos, dedicados a Maria.
Retornou em 1.800 para Bordeaux, onde organizou as novas bases da Congregação mariana, para ser uma instituição de leigos, que depois de dez anos, se tornou o primeiro Instituto Secular do mundo. Esta Congregação foi a motivação da sua incansável atividade evangelizadora, orientada para a cristianização da França. Por isto, padre Chaminade foi considerado um percussor da participação ativa dos leigos na vida da Igreja. Em 1801, foi nomeado, pela Santa Sé, missionário apostólico, que para ele constituiu a confirmação oficial das suas intuições sobre a Igreja desse novo tempo.
Em 1816, juntamente com a venerável Adele de Batz, fundou o Instituto das Filhas de Maria Imaculada e no ano seguinte, em Bordeaux, fundou a Companhia de Maria. Os seus primeiros membros eram congregados marianos, mulheres e homens, que queriam servir ao Senhor com uma entrega mais radical, como extensão do compromisso do batismo e da sua consagração à Virgem Maria. Com o tempo o nome mudou para Marianistas. Os dois ramos se dedicaram a escolas primárias, secundárias e de artes e ofícios, unindo à educação moral a formação na fé.
Padre Chaminade se dedicou especialmente a redigir as Constituições das Congregações, do Instituto e importantes circulares sobre a consagração-aliança com Maria e a vida religiosa marianista. Na última década de vida, teve inúmeras dificuldades de saúde, e obstáculos na sua missão de fundador. Mas enfrentou tudo com confiança em Maria, fiel à sua consciência e à Igreja. Morreu em paz, em Bordeaux, no dia 22 de janeiro de 1850. Beatificado em 2000, pelo papa João Paulo II, Guilherme José Chaminade teve seu culto autorizado para o dia de sua morte.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE DE JANEIRO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Gal 5, 13-14
Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Contudo, não abuseis, da liberdade como pretexto para viverdes segundo a carne; mas, pela caridade, colocai-vos ao serviço uns dos outros, porque toda a Lei se resume nesta palavra: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
V. Correrei, Senhor, pelos caminhos dos vossos mandamentos,
R. Porque destes largas ao meu coração.
Oração
Senhor, que à hora de Tércia enviastes o Espírito Santo sobre os Apóstolos reunidos em oração, concedei-nos a graça de tomar parte nos dons do mesmo Espírito. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Gal 5, 16-17.25
Deixai-vos conduzir pelo Espírito e não satisfareis os desejos da carne. Na verdade, a carne tem desejos contrários aos do Espírito, e o Espírito desejos contrários aos da carne. São dois princípios antagónicos e por isso não fazeis o que quereis: se vivemos pelo Espírito, caminhemos segundo o Espírito.
V. Senhor, Vós sois bom e generoso:
R. Ensinai-me os vossos decretos.
Oração
Deus eterno e omnipotente, para quem nada existe de obscuro e tenebroso: fazei brilhar sobre nós a claridade da vossa luz, para que, guardando os vossos mandamentos, andemos generosamente nos caminhos da vossa lei. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Gal 5, 22-23a.25
Os frutos do Espírito são: caridade, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e temperança. Se vivemos pelo Espírito, caminhemos segundo o Espírito.
V. Mostrai-me, Senhor, o caminho a seguir:
R. O vosso Espírito me conduza por caminho recto.
Oração
Olhai benignamente, Senhor, para a vossa família em oração e fazei que, imitando a paciência de vosso Filho, nunca desanimemos perante a adversidade. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 1, 22-23
Obedecendo à verdade, santificastes as vossas almas para vos amardes sinceramente como irmãos. Amai-vos intensamente uns aos outros de todo o coração, porque fostes regenerados, não por uma semente corruptível, mas incorruptível: a palavra de Deus, viva e eterna.
RESPONSÓRIO BREVE
V. O Senhor é o meu pastor, nada me falta.
R. O Senhor é o meu pastor, nada me falta.
V. Em verdes prados me leva a descansar.
R. Nada me falta.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. O Senhor é o meu pastor, nada me falta.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tes 5, 23
O Deus da paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.





