Amizade profunda, perdão e reconciliação
26 de janeiro de 2026“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 28 DE JANEIRO DE 2026
28 de janeiro de 2026Terça-feira da Semana III do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro do Deuteronómio 26, 1-19
Profissão de fé dos filhos de Abrão
Naqueles dias, Moisés falou ao povo, dizendo:
«Quando tiveres chegado à terra que o Senhor teu Deus te vai dar como herança, tiveres tomado posse dela e nela habitares, recolherás as primícias de todos os frutos da terra que tiveres cultivado no país que o Senhor teu Deus te vai dar e, dispondo-as num cesto, dirigir-te-ás ao lugar que o Senhor teu Deus tiver escolhido para aí estabelecer o seu nome. Irás ter com o sacerdote em exercício nesses dias e dir-lhe-ás: ‘Venho hoje declarar ao Senhor teu Deus, que entrei na terra que aos nossos pais o Senhor jurou conceder-nos’.
O sacerdote receberá o cesto da tua mão e colocá-lo-á diante do altar do Senhor teu Deus. E diante do Senhor teu Deus dirás as seguintes palavras: ‘Meu pai era um arameu errante, que desceu ao Egipto com poucas pessoas, e aí viveu como estrangeiro até se tornar uma grande nação, forte e numerosa. Os egípcios maltrataram-nos, oprimiram-nos e sujeitaram‑nos a dura escravidão. Invocámos então o Senhor, Deus de nossos pais, e o Senhor ouviu a nossa voz, compadeceu‑Se da nossa miséria, dos nossos trabalhos e da opressão que nos dominava. O Senhor fez-nos sair do Egipto com mão poderosa e braço estendido, espalhando um grande terror e realizando sinais e prodígios. Conduziu-nos a este lugar e deu-nos este país, terra onde corre leite e mel. E agora venho trazer-Vos as primícias dos frutos da terra que me destes, Senhor’. Então colocá-las-ás diante do Senhor teu Deus e prostrar-te-ás na presença do Senhor teu Deus. Depois alegrar-te-ás com o levita e o estrangeiro que viverem junto de ti, por todo o bem que o Senhor teu Deus te concedeu a ti e à tua família.
No terceiro ano, o ano da dízima, quando tiveres levado a dízima de todos os teus frutos e a tiveres dado ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para eles comerem na tua cidade e ficarem saciados, dirás na presença do Senhor teu Deus: ‘Tirei da minha casa o que era sagrado e dei-o ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, conforme todos os mandamentos que me destes. Não transgredi nem esqueci nenhum dos vossos mandamentos: não comi desse alimento quando me encontrava de luto, nada tirei dele em estado de impureza, nada dele ofereci a um morto. Escutei a voz do Senhor meu Deus; cumpri tudo o que me ordenastes. Da vossa morada santa, lá no Céu, lançai o olhar e abençoai Israel, vosso povo, e a terra que nos destes, como jurastes aos nossos pais, essa terra onde corre leite e mel’.
O Senhor teu Deus ordena-te hoje que cumpras estas leis e mandamentos. Tu os guardarás e cumprirás com todo o teu coração e com toda a tua alma.
Hoje obtiveste do Senhor a promessa de que Ele será o teu Deus; e tu deves seguir os seus caminhos, cumprindo os seus mandamentos, leis e preceitos, e escutando a sua voz. E hoje o Senhor obteve de ti a promessa de que serás o seu povo, como Ele tinha declarado; e cumprirás os seus mandamentos. Ele te elevará pela glória, fama e esplendor, acima de todas as nações que formou, e serás um povo consagrado ao Senhor teu Deus, como Ele te prometeu».
RESPONSÓRIO 1 Pedro 2, 9a.10; Deut 7, 7.8
R. Vós que outrora não éreis um povo, agora sois o povo de Deus. * Vós que não tínheis alcançado misericórdia, agora alcançastes misericórdia.
V. O Senhor escolheu-vos porque vos ama, e libertou-vos da escravidão. * Vós que não tínheis alcançado misericórdia, agora alcançastes misericórdia.
SEGUNDA LEITURA
Da Regra monástica maior de São Basílio Magno, bispo
(Resp. 2, 2-4; PG 31, 914-915) (Sec. IV)
Como agradecer ao Senhor por tudo o que nos deu?
Como poderíamos descrever devidamente os dons de Deus? São tantos que não podem contar-se; são tão grandes e de tal qualidade que um só deles bastaria para merecer toda a nossa gratidão. Mas há um que forçosamente temos de referir, e seria absolutamente inadmissível que alguém, de mente sã e capaz de reflectir, deixasse de falar, embora muito aquém do que é devido, acerca deste insigne benefício de Deus:
Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, honrou-o com o conhecimento de si mesmo, dotou-o de razão que o torna superior a todos os outros seres vivos, deu-lhe a possibilidade de gozar a magnífica beleza do paraíso terrestre e, finalmente, constituiu-o rei de toda a criação. Depois que o homem, enganado pela serpente, caiu no pecado e, pelo pecado, na morte e tribulações que mereceu, nem por isso o abandonou; ao contrário, deu-lhe o auxílio da Lei, colocou-o sob a protecção e vigilância dos Anjos, enviou os Profetas para corrigir os vícios e ensinar a virtude, reprimiu e extirpou mediante ameaças as suas tendências para o mal e estimulou com promessas o seu esforço no caminho do bem, manifestando antecipadamente em várias ocasiões, com o exemplo concreto de diversas pessoas, qual a sorte final que espera os bons e os maus. E depois de tudo isto, apesar de perseverarmos na nossa obstinação, não Se afastou de nós.
Na sua bondade, o Senhor não nos abandonou, embora a nossa insensatez nos tivesse levado a desprezar as suas honras; e não se extinguiu o seu amor por nós, apesar da insolência que mostrámos para com o nosso benfeitor. Pelo contrário, fomos resgatados da morte e restituídos à vida por intermédio do próprio Senhor Jesus Cristo. E o que ainda é mais admirável, é o modo como nos fez este benefício: Ele que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus; mas aniquilou-Se a Si próprio, tomando a condição de servo.
Mais ainda: Tomou sobre Si as nossas enfermidades, suportou as nossas dores, foi ferido por causa das nossas culpas, a fim de que pelas suas chagas fôssemos curados; salvou-nos da maldição, tornando-Se maldito por nosso amor, e sofreu a morte mais ignominiosa para nos conduzir a uma vida gloriosa. E não Se limitou a restituir à vida os que estavam mortos, mas também os fez participantes da sua própria divindade e lhes preparou um descanso eterno e uma felicidade que supera toda a imaginação humana.
Que poderemos oferecer ao Senhor por tudo o que nos deu? Ele é tão bom que não nos exige retribuição; contenta-Se com a gratidão do nosso amor.
Quando medito em tudo isto – para dizer o que sinto – fico aterrorizado e inquieto pelo receio de que alguma vez, por leviandade ou preocupação com coisas vãs, me esqueça do amor de Deus e seja para Cristo causa de vergonha e opróbrio.
RESPONSÓRIO Salmo 102 (103), 2.4; Gal 2, 20c
R. Bendiz, minha alma, o Senhor, e não esqueças nenhum dos seus benefícios. * Ele salva da morte a tua vida e coroa-te de graça e misericórdia.
V. Amou-me e entregou-Se por mim. * Ele salva da morte a tua vida e coroa-te de graça e misericórdia.
Oração
Deus todo-poderoso e eterno, dirigi a nossa vida segundo a vossa vontade, para que mereçamos produzir abundantes frutos de boas obras, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
1 Jo 4, 14-15
Nós vimos e damos testemunho de que o Pai enviou o Filho como Salvador do mundo. Se alguém confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Meu Deus, minha fortaleza, em Vós confio.
R. Meu Deus, minha fortaleza, em Vós confio.
V. Meu refúgio e meu libertador.
R. Em Vós confio.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Meu Deus, minha fortaleza, em Vós confio.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/terca-feira-da-semana-iii-do-tempo-comum-8/>]
Terça-feira da Semana III do Tempo Comum
LEITURA I 2 Sam 6, 12b-15.17-19
Naqueles dias,
David foi buscar a arca de Deus a casa de Obed-Edom
e trouxe-a para a «Cidade de David»
entre manifestações de alegria.
Quando os que levavam a arca do Senhor deram seis passos,
imolou um boi e um vitelo cevado.
David, cingido de humeral de linho,
dançava com todo o entusiasmo diante do Senhor.
Assim David e toda a casa de Israel
transportaram a arca do Senhor,
com brados de alegria e ao som da trombeta.
Introduziram a arca do Senhor
e colocaram-na no seu lugar,
no meio da tenda que David mandara construir para ela.
Depois David ofereceu holocaustos e sacrifícios de comunhão
na presença do Senhor.
Quando acabou de oferecer os holocaustos e os sacrifícios,
David abençoou o povo em nome do Senhor do Universo.
Mandou então distribuir a todo o povo,
a toda a multidão de Israel, homens e mulheres,
uma fogaça de pão, um pedaço de carne e um bolo de uvas.
E em seguida todo o povo se retirou, cada um para sua casa.
compreender a palavra
Ao conquistar a cidade de Jerusalém, David, fez dela a capital do reino de Israel. Mudou-se para a capital e com ele mudou a arca da Aliança que era sinal da presença de Deus no meio do seu povo. A transladação da arca fez-se entre cânticos de louvor e manifestações de alegria e sacrifícios. O próprio David exultava de alegria diante da arca. No final, chegados a Jerusalém, depois dos sacrifícios, mandou distribuir a todos o suficiente para comerem em suas casas.
meditar a palavra
Dentro da arca da Aliança estavam as tábuas da Lei entregues por Deus a Moisés. O povo guardava estas tábuas como sinal da presença de Deus no meio do seu povo e como garantia da fidelidade e da proteção de Deus. David tem consciência desta tradição do seu povo e faz-se acompanhar pela arca para onde quer que se desloque esperando a fidelidade e a proteção de Deus. Muitas pessoas agarram-se a objetos para sentir a presença e a proteção de Deus. Deus está acima de todos os objetos feitos pela mão dos homens para o representar. As imagens e outros objetos podem servir para nos aproximarmos de Deus, mas podemos também transformá-los em ídolos fazendo deles a nossa proteção. Como dizem algumas pessoas, “tenho aqui esta medalhinha nada de mal me acontece”. De verdade as medalhinhas, pagelas e imagens não protegem ninguém de nenhum mal. O próprio Israel perdeu batalhas apesar de ter no acampamento a arca da Aliança. Saber distinguir os objetos de culto do culto a Deus é essencial para a experiência da fé na fidelidade a Deus e não às imagens.
rezar a palavra
Liberta, Senhor, o meu coração de toda a idolatria. Só tu és Deus, só tu o Senhor, só tu o meu redentor. Atrai para ti o meu coração para que te adore em espírito e verdade.
compromisso
Liberto-me de toda a superstição.
Evangelho Mc 3, 31-35
Naquele tempo,
chegaram à casa onde estava Jesus, sua Mãe e seus irmãos,
que, ficando fora, O mandaram chamar.
A multidão estava sentada em volta d’Ele,
quando Lhe disseram:
«Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura».
Mas Jesus respondeu-lhes:
«Quem é minha Mãe e meus irmãos?».
E, olhando para aqueles que estavam à sua volta, disse:
«Eis minha Mãe e meus irmãos.
Quem fizer a vontade de Deus
esse é meu irmão, minha irmã e minha Mãe».
compreender a palavra
O texto apresenta claramente dois grupos, independentemente das pessoas que os compõem. Há um grupo que está dentro de casa com Jesus e outro grupo que está fora da casa onde Jesus se encontra. Os que estão fora são a sua família. Vêm chamá-lo, reclamam a pertença à família, vêm “buscá-lo” para o levar porque lhes pertence. Não entram, mandam chamá-lo. “Estão lá fora à tua procura” é uma expressão que indica o movimento. Deve ser Jesus a retirar-se da casa e da companhia daquelas pessoas e regressar à família. Com um gesto e algumas palavras, Jesus expressa a sua vontade. A sua família, agora, são aqueles que fazem a vontade de Deus, portanto, ele não sai, mas todo o que quiser ser da sua família tem que entrar e juntar-se aos que escutam a sua palavra.
meditar a palavra
A palavra de Jesus é-me dirigida, hoje, a mim para me mostrar que também eu tenho que fazer uma opção. Os membros da comunidade cristã pertencem a uma nova família, a dos filhos de Deus. Mais do que os laços de sangue, o que determina a minha vida são as relações estabelecidas pela fé em Cristo. A minha família pode exigir a minha presença e reclamar os seus direitos sobre mim. Mas eu tenho uma nova família e como Jesus não a posso abandonar. Quem quiser pertencer-me tem que se unir a Jesus, escutar a sua palavra e fazer a vontade do Pai. A família é muitas vezes um impedimento para seguir Jesus, por isso, eu tenho que saber discernir da minha relação de pertença.
rezar a palavra
Senhor Jesus, o sangue chama por mim e eu sinto dificuldade em vencer este chamamento. Sei que fico aquém do que esperas de mim porque nem sempre te amo mais do que ao pai, à mãe, aos irmãos e às coisas deste mundo. Nem sempre consigo estabelecer com os meus irmãos na fé, laços fortes e duradoiros que me façam sentir que são a minha família. Preciso da tua ajuda para discernir do meu lugar na comunidade cristã e de como me relacionar com os membros da minha família que não te querem seguir.
compromisso
Vou tomar consciência da minha pertença à Igreja na pertença à minha comunidade, mesmo que humanamente não seja uma comunidade atraente.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2026/01/santo-do-dia-da-igreja-catolica-27-de-janeiro/>]
Santo do Dia da Igreja Católica – 27 de Janeiro
Postado em: por: marsalima
Santa Ângela de Mérici
Ângela Mérici nasceu em 1470, na cidade de Desenzano, no norte da Itália. O período histórico era o do Renascimento e da Reforma da Igreja, provocada pela doutrina luterana. Os pais eram camponeses pobres e muito religiosos. E desde pequena, ela teve seu coração inclinado pela vida religiosa, preferindo a leitura da vida dos Santos.
De fato, sua provação começou muito cedo, na infância, quando ficou órfã de pai. Logo em seguida perdeu a mãe e a irmãzinha, com quem se identificava muito. Assim, ela foi viver na casa de um tio, que a havia adotado, mas que também veio a falecer. Voltou à terra natal. Depois de passar dias e dias chorando, com apenas treze anos, pediu para ingressar num convento, entrando para a Ordem Terceira de São Francisco de Assis.
Ângela tinha apenas o curso primário e chegou a ser “conselheira” de governadores, bispos, doutores e sacerdotes. Os seus sofrimentos, sua entrega à Deus e a vida meditativa de penitência lhe trouxeram, através do Espírito Santo, o dom do conselho, que consiste em saber ponderar as soluções adequadas para todas as situação da vida.
Ela também, percebeu que naquele momento histórico, as meninas não tinham quem as educassem e livrassem dos perigos morais, e que as novas teorias levavam as pessoas a querer organizar a vida como se Deus não existisse. Para lutar contra o paganismo, era preciso restaurar a célula familiar. Inspirada pela Virgem Maria, fundou a Comunidade das irmãs Ursulinas, em homenagem a santa Úrsula, a mártir do século IV, que dirigia o grupo das moças virgens, que morreram por defender sua religião e sua castidade.
Ângela acabou se tornando a portadora de uma mensagem inovadora para sua época. Organizou um grupo de vinte e oito moças, para ensinar catecismo em cada bairro e vila da região. As “Ursulinas” tinham como finalidade a formação das futuras mães, segundo os dogmas cristãos. Ângela teve uma concepção bastante revolucionária para sua época, quando se dizia que uma sólida educação cristã para as moças só seria possível dentro das grades de uma clausura.
Decidiu que era a hora de fazer a comunidade se tornar uma Congregação religiosa.Consta, pela tradição, que antes de ir à Roma para dar início a esse projeto, quis fazer uma peregrinação em Jerusalém. Assim que chegou, ficou cega. Visitou os Lugares Sagrados e os viu com o espírito, não com os olhos. Só recobrou a visão, na volta, quando parou numa pequena cidade onde existia um crucifixo milagroso, foi até ele, rezou e se curou. Anos depois, foi recebida pelo papa Clemente VII, durante o Jubileu de 1525, que deu início ao processo de fundação da Congregação, que ela desejava.
Ângela a implantou na Bréscia, dez anos depois, quando saiu a aprovação definitiva. E alí, a fundadora morreu aos setenta e cinco anos, em 27 de janeiro de 1540 e foi canonizada, em 1807. Santa Ângela de Mérici, atualmente, recebe as homenagens no dia de sua morte.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE DE JANEIRO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Jer 22, 3
Praticai o direito e a justiça e livrai o oprimido das mãos do opressor. Não deixeis que o estrangeiro, o órfão e a viúva sofram vexames e violências. Não derrameis sangue inocente.
V. O Senhor julgará o mundo com justiça,
R. Julgará os povos com equidade.
Oração
Deus eterno e omnipotente, que à hora de Tércia enviastes o vosso Espírito sobre os Apóstolos, derramai também sobre nós o mesmo Espírito de caridade, para que dêmos aos homens o testemunho fiel do vosso amor. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 15, 7-8
Se houver no meio de ti um pobre entre os teus irmãos, em alguma das tuas cidades, na terra que o Senhor teu Deus te há-de dar, não endurecerás o teu coração nem fecharás a mão diante do teu irmão pobre; mas abrir-lhe-ás a mão e emprestar-lhe-ás segundo as necessidades da sua indigência.
V. Ouvistes, Senhor, o desejo dos humildes,
R. Confortastes o seu coração e os atendestes.
Oração
Senhor, que revelastes ao apóstolo São Pedro o desejo de salvar todos os povos, fazei que as nossas ações sejam agradáveis a vossos olhos e se integrem no vosso plano de amor e salvação. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Prov 22, 22-23
Não roubes o pobre, porque é pobre; nem oprimas o infeliz às portas da cidade. Porque o Senhor advogará a sua causa e tirará a vida aos opressores.
V. O Senhor socorrerá o pobre que não tem amparo
R. E defenderá a vida dos oprimidos.
Oração
Senhor, que enviastes um Anjo ao centurião Cornélio para lhe revelar o caminho da salvação, ajudai-nos a trabalhar cada vez mais e melhor pela salvação dos homens, para que, juntamente com nossos irmãos, incorporados na vossa Igreja, possamos chegar até Vós. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Rom 12, 9-12
Seja a vossa caridade sem fingimento. Detestai o mal e aderi ao bem. Amai-vos uns aos outros com amor fraterno. Rivalizai uns com os outros na estima recíproca. Não sejais indolentes no zelo, mas fervorosos no espírito. Dedicai-vos ao serviço do Senhor. Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação, perseverantes na oração.
RESPONSÓRIO BREVE
V. A vossa palavra, Senhor, permanece eternamente.
R. A vossa palavra, Senhor, permanece eternamente.
V. A vossa fidelidade mantém-se de geração em geração.
R. Permanece eternamente.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. A vossa palavra, Senhor, permanece eternamente.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 8-9a
Sede sóbrios e estai vigilantes: o vosso inimigo, o demónio, anda à vossa volta, como leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

