LITURGIA DE 31 DE OUTUBRO DE 2023 – TERÇA-FEIRA – XXX SEMANA DO TEMPO COMUM
31 de outubro de 2023LITURGIA DE 02 DE NOVEMBRO DE 2023 – QUINTA–FEIRA – COMEMORAÇÃO DOS FINADOS (ANO A)
2 de novembro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 01/11/2023 – sabedoria bíblica “na veia” para cristãos de todas as denominações.
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Rm 8,26-30), de impregnar-nos da consciência de que o Espírito Santo vem em nosso auxílio face às nossas fraquezas, intercedendo por nós com gemidos inefáveis quando estamos sinceramente imbuídos do propósito de fazer a vontade do Pai – muito embora sem saber o que devemos pedir e nem orar como convêm. O Pai Celestial, que perscruta os corações, sabe o que deseja o Espírito que intercede pelos que buscam viver conforme a sua vontade, os que cultivam o propósito de santificar cada instante do viver. Assim, tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, dos eleitos segundo os desígnios divinos, dos que acolhem o chamado que é estendido a todos, mas, infelizmente, nem todos atendem. Busquemos, pois, a cada dia mais, viver segundo os desígnios divinos, pois somos destinados a nos configurarmos à imagem do Filho de Deus, o primogênito entre uma multidão de irmãos. Vivamos, pois, cientes de que acolhendo este chamado divino pela fé, somos justificados e glorificados por aquele que nos chamou! As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 12): Até quando, Senhor, de todo vos esquecereis de mim? Por quanto tempo ainda desviareis de mim os vossos olhares? Até quando aninharei a angústia na minha alma, e, dia após dia, a tristeza no coração? Até quando se levantará o meu inimigo contra mim? Olhai! Ouvi-me, Senhor, ó meu Deus! Iluminai meus olhos com vossa luz, para eu não adormecer na morte, para que meu inimigo não venha a dizer: Venci-o; e meus adversários não triunfem no momento de minha queda, eu que confiei em vossa misericórdia. Antes possa meu coração regozijar-se em vosso socorro! Então cantarei ao Senhor pelos benefícios que me concedeu. O Santo Evangelho (Lc 13,18-21) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que Jesus, no decorrer de sua jornada, por onde passava ali ensinava. Inquirido a respeito da salvação, ensinou que cumpre-nos entrar pela porta estreita, mantendo-nos estritamente fiéis aos ensinamentos divinos e praticando o amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Amar a Deus sobre todas as coisas implica em renunciar ao orgulho e à soberba, mantendo a humildade e a obediência aos desígnios divinos. Para ensinar isso, Jesus se valeu da imagem da porta estreita. Aqueles que querem “reformar a porta”, elastecer, esticar, manipular os ensinamentos das sagradas escrituras, a sã doutrina cristã para atender as suas conveniências, ainda que possam, a princípio, ser considerados os primeiros a serem acolhidos no Reino dos Céus, com tais atitudes serão levados aos últimos lugares – incorrendo seriamente no risco de não adentrar. Já os que se mantém humildes e obedientes, amoldando-se aos ensinamentos ao invés de “esticá-los”, ainda que aparentemente pouco qualificados, serão os primeiros a acessar o Reino. Não compliquemos, pois, as coisas; mantenhamo-nos fiéis à sã doutrina cristã e conscientes do que Jesus ensinou sobre que os que se arrogam sábios e entendidos: pelo orgulho e soberba interpõem barreiras que tornam para eles inacessíveis as revelações divinas, com o que se fecham e se afastam da verdade. Por isso disse Jesus: “Eu te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos (Mt 11,25).”
LITURGIA DIÁRIA
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Antífona da entrada
– Exulte o coração dos que buscam a Deus. Sim, buscai o Senhor e sua força, procurai sem cessar a sua face (Sl 104,3s).
Oração do dia
– Deus eterno e todo poderoso, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade e dai-nos amar o que ordenais para conseguirmos o que prometeis. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Rm 8,26-30
Salmo Responsorial: Sl 12
– Senhor, eu confiei na vossa graça!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Pelo Evangelho o Pai nos chamou, a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo (2Ts 2,14).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 13,22-30
Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
LEITURA ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo apóstolo (Rm 8,26-30): 26.Outrossim, o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis. 27.E aquele que perscruta os corações sabe o que deseja o Espírito, o qual intercede pelos santos, segundo Deus. 28.Aliás, sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são os eleitos, segundo os seus desígnios. 29.Os que ele distinguiu de antemão, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que este seja o primogênito entre uma multidão de irmãos. 30.E aos que predestinou, também os chamou; e aos que chamou, também os justificou; e aos que justificou, também os glorificou.
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 12): 1.Ao mestre de canto. Salmo de Davi. 2.Até quando, Senhor, de todo vos esquecereis de mim? Por quanto tempo ainda desviareis de mim os vossos olhares? 3.Até quando aninharei a angústia na minha alma, e, dia após dia, a tristeza no coração? 4.Até quando se levantará o meu inimigo contra mim? Olhai! Ouvi-me, Senhor, ó meu Deus! 5.Iluminai meus olhos com vossa luz, para eu não adormecer na morte, para que meu inimigo não venha a dizer: Venci-o; 6.e meus adversários não triunfem no momento de minha queda, eu que confiei em vossa misericórdia. Antes possa meu coração regozijar-se em vosso socorro! Então cantarei ao Senhor pelos benefícios que me concedeu.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Lc 13,22-30): 22.Sempre em caminho para Jerusalém, Jesus ia atravessando cidades e aldeias e nelas ensinava. 23.Alguém lhe perguntou: Senhor, são poucos os homens que se salvam? Ele respondeu: 24.Procurai entrar pela porta estreita; porque, digo-vos, muitos procurarão entrar e não o conseguirão. 25.Quando o pai de família tiver entrado e fechado a porta, e vós, de fora, começardes a bater à porta, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos, ele responderá: Digo-vos que não sei de onde sois. 26.Direis então: Comemos e bebemos contigo e tu ensinaste em nossas praças. 27.Ele, porém, vos dirá: Não sei de onde sois; apartai-vos de mim todos vós que sois malfeitores. 28.Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac, Jacó e todos os profetas no Reino de Deus, e vós serdes lançados para fora. 29.Virão do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e sentar-se-ão à mesa no Reino de Deus. 30.Há últimos que serão os primeiros, e há primeiros que serão os últimos.
Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Rm 8,26-30), de impregnar-nos da consciência de que o Espírito Santo vem em nosso auxílio face às nossas fraquezas, intercedendo por nós com gemidos inefáveis quando estamos sinceramente imbuídos do propósito de fazer a vontade do Pai – muito embora sem saber o que devemos pedir e nem orar como convêm. O Pai Celestial, que perscruta os corações, sabe o que deseja o Espírito que intercede pelos que buscam viver conforme a sua vontade, os que cultivam o propósito de santificar cada instante do viver. Assim, tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, dos eleitos segundo os desígnios divinos, dos que acolhem o chamado que é estendido a todos, mas, infelizmente, nem todos atendem. Busquemos, pois, a cada dia mais, viver segundo os desígnios divinos, pois somos destinados a nos configurarmos à imagem do Filho de Deus, o primogênito entre uma multidão de irmãos. Vivamos, pois, cientes de que acolhendo este chamado divino pela fé, somos justificados e glorificados por aquele que nos chamou!
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 12): Até quando, Senhor, de todo vos esquecereis de mim? Por quanto tempo ainda desviareis de mim os vossos olhares? Até quando aninharei a angústia na minha alma, e, dia após dia, a tristeza no coração? Até quando se levantará o meu inimigo contra mim? Olhai! Ouvi-me, Senhor, ó meu Deus! Iluminai meus olhos com vossa luz, para eu não adormecer na morte, para que meu inimigo não venha a dizer: Venci-o; e meus adversários não triunfem no momento de minha queda, eu que confiei em vossa misericórdia. Antes possa meu coração regozijar-se em vosso socorro! Então cantarei ao Senhor pelos benefícios que me concedeu.
O Santo Evangelho (Lc 13,18-21) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que Jesus, no decorrer de sua jornada, por onde passava ali ensinava. Inquirido a respeito da salvação, ensinou que cumpre-nos entrar pela porta estreita, mantendo-nos estritamente fiéis aos ensinamentos divinos e praticando o amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Amar a Deus sobre todas as coisas implica em renunciar ao orgulho e à soberba, mantendo a humildade e a obediência aos desígnios divinos. Para ensinar isso, Jesus se valeu da imagem da porta estreita. Aqueles que querem “reformar a porta”, elastecer, esticar, manipular os ensinamentos das sagradas escrituras, a sã doutrina cristã para atender as suas conveniências, ainda que possam, a princípio, ser considerados os primeiros a serem acolhidos no Reino dos Céus, com tais atitudes serão levados aos últimos lugares – incorrendo seriamente no risco de não adentrar. Já os que se mantém humildes e obedientes, amoldando-se aos ensinamentos ao invés de “esticá-los”, ainda que aparentemente pouco qualificados, serão os primeiros a acessar o Reino. Não compliquemos, pois, as coisas; mantenhamo-nos fiéis à sã doutrina cristã e conscientes do que Jesus ensinou sobre que os que se arrogam sábios e entendidos: pelo orgulho e soberba interpõem barreiras que tornam para eles inacessíveis as revelações divinas, com o que se fecham e se afastam da verdade. Por isso disse Jesus: “Eu te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos (Mt 11,25).”
Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para impregnar-nos da consciência de que o Espírito Santo vem em nosso auxílio face às nossas fraquezas, intercedendo por nós com gemidos inefáveis quando estamos sinceramente imbuídos do propósito de fazer a vontade do Pai – muito embora sem saber o que devemos pedir e nem orar como convêm. O Pai Celestial, que perscruta os corações, sabe o que deseja o Espírito que intercede pelos que buscam viver conforme a sua vontade, os que cultivam o propósito de santificar cada instante do viver. Assim, tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, dos eleitos segundo os desígnios divinos, dos que acolhem o chamado que é estendido a todos, mas, infelizmente, nem todos atendem. Que busquemos, a cada dia mais, viver segundo os desígnios divinos, pois somos destinados a nos configurarmos à imagem do Filho de Deus, o primogênito entre uma multidão de irmãos. Que vivamos cientes de que, acolhendo este chamado divino pela fé, somos justificados e glorificados por aquele que nos chamou! Que em momentos de tribulações, entoemos o louvor orante do salmista (Sl 12): Até quando, Senhor, de todo vos esquecereis de mim? Por quanto tempo ainda desviareis de mim os vossos olhares? Até quando aninharei a angústia na minha alma, e, dia após dia, a tristeza no coração? Até quando se levantará o meu inimigo contra mim? Olhai! Ouvi-me, Senhor, ó meu Deus! Iluminai meus olhos com vossa luz, para eu não adormecer na morte, para que meu inimigo não venha a dizer: Venci-o; e meus adversários não triunfem no momento de minha queda, eu que confiei em vossa misericórdia. Antes possa meu coração regozijar-se em vosso socorro! Então cantarei ao Senhor pelos benefícios que me concedeu. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que impregnemo-nos da consciência de que Jesus, no decorrer de sua jornada, por onde passava ali ensinava. Inquirido a respeito da salvação, ensinou que cumpre-nos entrar pela porta estreita, mantendo-nos estritamente fiéis aos ensinamentos divinos e praticando o amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Amar a Deus sobre todas as coisas implica em renunciar ao orgulho e à soberba, mantendo a humildade e a obediência aos desígnios divinos. Para ensinar isso, Jesus se valeu da imagem da porta estreita. Aqueles que querem “reformar a porta” – elastecer, esticar, manipular os ensinamentos das sagradas escrituras, a sã doutrina cristã – para atender as suas conveniências, ainda que possam, a princípio, ser considerados os primeiros a serem acolhidos no Reino dos Céus, com tais atitudes serão levados aos últimos lugares, incorrendo seriamente no risco de não adentrar. Já os que se mantém humildes e obedientes, amoldando-se aos ensinamentos ao invés de “esticá-los”, ainda que aparentemente pouco qualificados, serão os primeiros a acessar o Reino. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que não compliquemos as coisas; que nos mantenhamos fiéis à sã doutrina cristã e conscientes do que Jesus ensinou sobre que os que se arrogam sábios e entendidos: pelo orgulho e soberba interpõem barreiras que tornam para eles inacessíveis as revelações divinas, com o que se fecham e se afastam da verdade. Por isso disse Jesus: “Eu te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos (Mt 11,25).” Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam também a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 01 de Novembro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/10/santos-do-dia-da-igreja-catolica-1o-de-novembro/> Postado em: 31/10/2023 por: marsalima]

Todos os Santos
“Vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé diante do Trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão (Ap 7,9).”
A visão narrada por são João Evangelista, no Apocalipse, fala dos santos aos quais é dedicado o dia de hoje. A Igreja de Cristo possui muitos santos canonizados e a quantidade de dias do calendário não permite que eles sejam homenageados com exclusividade. Além desses, a Igreja tem, também, muitos outros santos sem nome, que viveram no mundo silenciosamente e na nulidade, carregando com dignidade a sua cruz, sem nunca ter duvidado dos ensinamentos de Jesus.
Enfim, santos são todos os que foram canonizados pela Igreja ao longo dos séculos e também os que não o foram – e a Igreja nem sequer conhece seus nomes – e que nos precederam em vida na terra perseverando na fé em Cristo.
Portanto, são mesmo multidões e multidões, porque para Deus não existe maior ou menor santidade. Ele ama todos do mesmo modo. O que mais vale é o nosso testemunho de fidelidade e amor na fé em seu Filho, o Cristo, e que somente Deus conhece.
Como mesmo entre os canonizados muitos santos não têm um dia exclusivo para sua homenagem, a Igreja reverencia a lembrança de todos, até os sem nome, numa mesma data. A celebração começou no século III, na Igreja do Oriente, e ocorria no dia 13 de maio.
A festa de Todos os Santos ocorreu pela primeira vez em Roma, no dia 13 de maio de 609, quando o papa Bonifácio IV transformou o Panteão, templo dedicado a todos os deuses pagãos do Olimpo, em uma igreja em honra à Virgem Maria e a Todos os Santos.
A mudança do dia começou com o abade inglês Alcuíno de York, professor de Carlos Magno, perto do ano 800. Os pagãos celtas entendiam o dia 1o de novembro como um dia de comemoração que anunciava o início do inverno. Quando eles se convertiam, queriam continuar com a tradição da festa. Assim, a veneração de Todos os Santos, lembrando os cristãos que morreram em estado de graça, foi instituída no dia 1o de novembro.
O papa Gregório IV, em 835, fixou e estendeu para toda a Igreja a comemoração em 1o de novembro. Oficialmente, a mudança do dia da festa de Todos os Santos, de 13 de maio para 1o de novembro, só foi decretada em 1475, pelo do papa Xisto IV. Mas o importante é que a solenidade de Todos os Santos enche de sentido a homenagem de Todos os Finados, que ocorre no dia seguinte.
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS – ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro do Apocalipse de São João 5, 1-14
Resgatastes para Deus homens de toda a tribo, língua, povo e nação
Eu, João, vi na mão direita d’Aquele que estava sentado no trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos. Vi também um Anjo poderoso, que bradava em alta voz: «Quem é digno de abrir o livro e de lhe quebrar os selos?». Mas ninguém, nem no céu nem na terra nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem olhar para ele. Eu chorava muito, porque não se encontrava ninguém que fosse digno de abrir o livro nem de olhar para ele. Disse-me então um dos Anciãos: «Não chores, que o leão da tribo de Judá, o descendente de David, alcançou a vitória; Ele abrirá o livro e os seus sete selos».
Vi então, entre o trono e os quatro Seres Vivos e os Anciãos, um Cordeiro de pé, que parecia ter sido imolado. Tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus, enviados por toda a terra. O Cordeiro foi receber o livro da mão direita d’Aquele que estava sentado no trono.
Quando o Cordeiro recebeu o livro, os quatro Seres Vivos e os vinte e quatro Anciãos prostraram-se diante d’Ele, cada um com uma harpa e taças de ouro cheias de perfume, que são as orações dos santos, e cantavam um cântico novo, dizendo: «Sois digno de receber o livro e de abrir os selos, porque fostes imolado e resgatastes para Deus, com o vosso Sangue, homens de toda a tribo, língua, povo e nação, e fizeste deles, para o nosso Deus, um reino de sacerdotes, que reinarão sobre a terra».
Ouvi também a voz de muitos Anjos, que estavam em volta do trono, dos Seres Vivos e dos Anciãos. Eram miríades de miríades e milhares de milhares, que diziam em alta voz: «Digno é o Cordeiro que foi imolado, de receber o poder e a riqueza, a sabedoria e a força, a honra, a glória e o louvor».
E ouvi todas as criaturas que estão no céu, na terra, debaixo da terra e sobre o mar, e o universo inteiro, exclamarem: «Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, o louvor e a honra, a glória e o poder pelos séculos dos séculos». Os quatro Seres Vivos diziam «Amém»; e os Anciãos prostraram-se em adoração.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Dos Sermões de São Bernardo, abade
(Sermo 2: Opera omnia, Ed. Cisterc. 5[1968], 364-368) (Sec. XII)
Corramos para os irmãos que nos esperam
Que aproveitam aos Santos o nosso louvor, a nossa glorificação e até esta mesma solenidade? Para quê tributar honras terrenas a quem o Pai celeste glorifica, segundo a promessa verdadeira do Filho? De que lhes servem os nossos panegíricos? Os Santos não precisam das nossas honras e nada podemos oferecer-lhes com a nossa devoção. Realmente, venerar a sua memória interessa-nos a nós e não a eles.
Por mim, confesso, com esta evocação sinto-me inflamado por um anelo veemente. O primeiro desejo que a recordação dos Santos excita ou aumenta em nós é o de gozar da sua amável companhia, de merecermos ser concidadãos e comensais dos espíritos bem-aventurados, de sermos integrados na assembleia dos Patriarcas, na falange dos Profetas, no senado dos Apóstolos, no inumerável exército dos Mártires, na comunidade dos Confessores, nos coros das Virgens; enfim, de nos reunirmos e nos alegrarmos na comunhão de todos os Santos.
Aguarda-nos aquela Igreja dos primogênitos e nós ficamos insensíveis; desejam os Santos a nossa companhia e nós pouco nos importamos; esperam-nos os justos e nós parecemos indiferentes.
Despertemos, finalmente, irmãos. Ressuscitemos com Cristo, procuremos as coisas do alto, saboreemos as coisas do alto. Desejemos os que nos desejam, corramos para os que nos aguardam, preparemo-nos com as aspirações da nossa alma para entrar na presença daqueles que nos esperam. Não devemos apenas desejar a companhia dos Santos, mas também a sua felicidade, ambicionando com fervorosa diligência a glória daqueles por cuja presença suspiramos. Na verdade, esta ambição não é perniciosa, nem o desejo de tal glória é de modo algum perigoso.
Ao comemorarmos os Santos, um segundo desejo se inflama em nós: que, tal como a eles, Cristo, nossa vida, Se nos manifeste também e que nos manifestemos também nós com Ele revestidos de glória. É que de momento a nossa Cabeça revela-Se-nos não como é, mas como encarnou por nós, não coroada de glória, mas rodeada dos espinhos dos nossos pecados. Envergonhemo-nos de sermos membros tão requintados sob uma Cabeça coroada de espinhos, à qual por agora a púrpura não proporciona honras mas afronta. Chegará o momento da vinda de Cristo; e já não se anunciará a sua morte, para sabermos que também nós estamos mortos e que a nossa vida está escondida com Ele. Aparecerá a Cabeça gloriosa e com ela resplandecerão os membros glorificados, quando Ele transformar o nosso corpo mortal e o tornar semelhante ao corpo glorioso da Cabeça que é Ele mesmo.
Desejemos pois esta glória com total e segura ambição. Mas para podermos esperar tal glória e aspirar a tamanha felicidade, devemos desejar também ardentemente a intercessão dos Santos, a fim de nos ser concedido pelo seu patrocínio o que as nossas possibilidades não alcançam.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Ef 1, 17-18
O Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda um espírito de sabedoria e de luz para O conhecerdes plenamente, e ilumine os olhos do vosso coração, para compreenderdes a esperança a que fostes chamados, os tesouros de glória que encerra a sua herança entre os santos.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
Is 65, 18-19
Haverá alegria e felicidade eterna, por aquilo que Eu vou criar: Vou fazer de Jerusalém um motivo de júbilo e do seu povo uma fonte de alegria. Exultarei por causa de Jerusalém, alegrar-Me-ei por causa do meu povo. Nunca mais se hão-de ouvir nela vozes de pranto nem gritos de angústia.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
1 Pedro 1, 15-16
À semelhança do Deus santo que vos chamou, sede santos, vós também, em todas as vossas ações, como está escrito: «Sede santos, porque Eu sou Santo».
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
Ap 21, 10-11a; 22, 3b-4
O Anjo transportou-me em espírito ao cimo duma alta montanha e mostrou-me a cidade santa de Jerusalém, que descia do Céu, da presença de Deus, resplandecente da glória de Deus. O trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade, e os seus servos prestar-lhe-ão culto; verão a sua face, e o seu nome estará escrito nas suas frontes.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
2 Cor 6, 16b; 7, 1
Vós sois o templo de Deus vivo, como Deus disse: «Eu habitarei e andarei no meio deles. Serei o seu Deus e eles serão o meu povo». Tendo recebido tais promessas, caríssimos, purifiquemo-nos de toda a mancha da carne e do espírito, para ir completando a nossa santificação, no temor de Deus.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática




O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.
1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?
2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.
3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…
4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
