“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 7 DE MARÇO DE 2026
7 de março de 2026“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 9 DE MARÇO DE 2026
9 de março de 2026Domingo III da Quaresma (Ano A)
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro do Êxodo 22, 19 – 23, 9
Leis para proteger o estrangeiro e o pobre (Código da Aliança)
Assim fala o Senhor: «Quem oferecer sacrifícios a outros deuses, e não somente ao Senhor, será votado ao anátema.
Não prejudicarás o estrangeiro, nem o oprimirás, porque vós próprios fostes estrangeiros na terra do Egipto. Não maltratarás a viúva nem o órfão. Se lhes fizeres algum mal e eles clamarem por Mim, escutá-los-ei; inflamar-se-á a minha indignação e matar-vos-ei ao fio da espada. As vossas mulheres ficarão viúvas, e órfãos os vossos filhos.
Se emprestares dinheiro a alguém do meu povo, ao pobre que vive junto de ti, não procederás com ele como um usurário, sobrecarregando-o com juros.
Se receberes como penhor a capa do teu próximo, terás de lha devolver até ao pôr do sol, pois é tudo o que ele tem para se cobrir, é o vestuário com que cobre o seu corpo. Com que dormiria ele? Se ele Me invocar, escutá-lo-ei, porque sou misericordioso.
Não blasfemarás contra Deus, nem amaldiçoarás o chefe do teu povo.
Não retardarás a oferta do que enche a tua eira, nem do que escorre do teu lagar. Consagrar-Me-ás o primogénito de teus filhos. Assim farás também com a primeira cria da tua manada e do teu rebanho; ficará sete dias com a mãe, e ao oitavo dia entregar-Ma-ás. Sereis homens santos diante de Mim: não comereis carne de animal despedaçado por uma fera no campo, mas deitá-la-eis aos cães.
Não espalharás boatos falsos. Não apoiarás o culpado, servindo-lhe de falsa testemunha. Não seguirás a multidão para fazer o mal, nem irás depor num processo, inclinando-te para a maioria em detrimento da justiça. Nem sequer ao pobre favorecerás no seu processo.
Quando encontrares perdidos o boi ou o jumento do teu inimigo, deverás levá-los ao seu dono. Quando vires caído sob a carga o jumento do teu inimigo, não passarás adiante sem o ajudares.
Não prejudicarás o direito do pobre no seu processo.
Afastar-te-ás duma causa falsa. Não faças morrer o inocente nem o justo, porque Eu não absolverei o culpado.
Não aceitarás presentes, porque o presente cega os mais clarividentes e perverte as palavras dos justos.
Não oprimirás o estrangeiro; bem sabeis o que é a sua vida, porque também fostes estrangeiros na terra do Egipto».
RESPONSÓRIO Salmo 81 (82), 3-4; cf. Tg 2, 5
R. Defendei o órfão e o desprotegido, fazei justiça ao humilde e ao pobre. * Salvai o oprimido e o indigente, libertai-os das mãos dos ímpios.
V. Deus escolheu os que são pobres aos olhos do mundo, para os tornar ricos na fé e herdeiros do reino. * Salvai o oprimido e o indigente, libertai-os das mãos dos ímpios.
SEGUNDA LEITURA
Dos Tratados de Santo Agostinho, bispo, sobre o Evangelho de São João
(Tract. 15, 10-12. 16-17: CCL 36, 154-156) (Sec. V)
Veio uma mulher da Samaria para tirar água
Veio uma mulher: esta mulher é figura da Igreja, ainda não justificada, mas já a caminho da justificação. É disto que iremos tratar.
A mulher veio sem saber o que ali a esperava; encontrou Jesus, e Jesus dirigiu-lhe a palavra. Vejamos a razão por que veio uma mulher da Samaria para tirar água. Os samaritanos não pertenciam ao povo judeu, não eram do povo escolhido. Faz parte do simbolismo da narração que esta mulher, figura da Igreja, tenha vindo dum povo estrangeiro; porque a Igreja havia de vir dos gentios, dos que não eram da raça judaica.
Escutemo-nos a nós mesmos nas palavras desta mulher, reconheçamo-nos nela, e nela dêmos graças a Deus por nós. Era uma figura, não a realidade; começou por ser figura e veio a tornar-se realidade. De facto, ela acreditou n’Aquele que desejava fazer dela figura de nós mesmos. Veio para tirar água. Vinha simplesmente tirar água, como costumam fazer os homens e as mulheres.
Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. Os seus discípulos tinham ido à cidade comprar mantimentos. Respondeu-lhe então a samaritana: «Como é que tu, sendo judeu, me pedes de beber, a mim que sou samaritana?». Os judeus, na verdade, não se dão com os samaritanos.
Bem vedes que se trata de estrangeiros. Os judeus de modo nenhum usavam os cântaros dos samaritanos. Como esta mulher trazia consigo um cântaro para tirar água, ficou admirada por um judeu lhe pedir de beber, coisa que não costumavam fazer os judeus. Mas Aquele que pedia de beber à mulher tinha sede da sua fé.
Repara agora n’Aquele que pede de beber. Jesus respondeu-lhe: «Se conhecesses o dom de Deus e quem é Aquele que te diz: ‘Dá-me de beber’, tu é que Lhe pedirias e Ele te daria água viva».
Pede de beber e promete dar de beber. Apresenta-Se como necessitado que espera receber, mas é rico para dar em abundância. Se conhecesses o dom de Deus… O dom de Deus é o Espírito Santo. Jesus fala ainda veladamente à mulher, mas pouco a pouco entra em seu coração e a vai ensinando. Que pode haver de mais suave e bondoso do que esta exortação? Se conhecesses o dom de Deus e quem é Aquele que te diz: ‘Dá-me de beber’, tu é que Lhe pedirias e Ele te daria água viva.
Qual é a água que Ele há-de dar, senão aquela de que está escrito: Em Vós está a fonte da vida? E não podem passar sede os que se inebriam com a abundância da vossa casa.
O Senhor prometia o alimento e a abundância do Espírito Santo. Mas ela ainda não compreendia. E, na sua incompreensão, que respondia? Senhor, diz-Lhe a mulher, dá-me dessa água, para que eu não sinta mais sede nem tenha de voltar aqui a tirar água. A sua necessidade obrigava-a a trabalhar, mas a sua fraqueza recusava o trabalho. Se ao menos ela tivesse ouvido aquelas palavras: Vinde a Mim, Vós todos os que vos afadigais e andais sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Isto lhe dizia Jesus para que não se afadigasse mais; mas ela ainda não compreendia.
RESPONSÓRIO Cf. Jo 7, 37-39; 4, 14
R. Jesus exclamava: Se alguém tem sede, venha ter comigo e beba; se alguém acredita em Mim, hão-de correr do seu coração rios de água viva. * Assim falava do Espírito Santo, que iriam receber os que acreditassem n’Ele.
V. Quem beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede. * Assim falava do Espírito Santo, que iriam receber os que acreditassem n’Ele.
Oração
Deus, Pai de misericórdia e fonte de toda a bondade, que nos fizestes encontrar no jejum, na oração e no amor fraterno os remédios do pecado, olhai benigno para a confissão da nossa humildade, de modo que, abatidos pela consciência da culpa, sejamos confortados pela vossa misericórdia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Neemias 8, 9.10
Hoje é um dia consagrado ao Senhor nosso Deus. Não vos entristeçais nem choreis, porque a alegria do Senhor é a nossa fortaleza.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
V. Vós que haveis de vir ao mundo.
R. Tende piedade de nós.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/domingo-iii-da-quaresma-ano-a/>]
LEITURA I Ex 17, 3-7
Naqueles dias,
o povo israelita, atormentado pela sede,
começou a altercar com Moisés, dizendo:
«Porque nos tiraste do Egito?
Para nos deixares morrer à sede,
a nós, aos nossos filhos e aos nossos rebanhos?».
Então Moisés clamou ao Senhor, dizendo:
«Que hei de fazer a este povo?
Pouco falta para me apedrejarem».
O Senhor respondeu a Moisés:
«Passa para a frente do povo
e leva contigo alguns anciãos de Israel.
Toma na mão a vara com que fustigaste o Rio
e põe-te a caminho.
Eu estarei diante de ti, sobre o rochedo, no monte Horeb.
Baterás no rochedo e dele sairá água;
então o povo poderá beber».
Moisés assim fez à vista dos anciãos de Israel.
E chamou àquele lugar Massa e Meriba,
por causa da altercação dos filhos de Israel
e por terem tentado o Senhor, ao dizerem:
«O Senhor está ou não no meio de nós?».
Os que passaram o Mar Vermelho a pé enxuto e viram as águas amargas de Mara tornarem-se doces, têm dificuldade em acreditar que o Senhor lhes pode saciar a sede, uma vez mais, no meio do deserto. A vara de Moisés que abriu as águas do Mar Vermelho, também pode fazer sair água da rocha do Horeb, porque nele está o poder de Deus.
Salmo responsorial Sl 94 (95), 1-2.6-7.8-9 (R. cf. 8)
Ao entoar o salmo 94 somos convidados a ir à presença do Senhor, com alegria, para o aclamar, louvar e adorar, porque ele é o nosso Deus. Somos despertados para o exercício da escuta, para não acontecer como em Meribá e Massá, quando o povo desafiou o Senhor e o pôs à prova, preferindo reclamar em vez de abrir o coração para escutar.
LEITURA II Rm 5, 1-2.5-8
Irmãos:
Tendo sido justificados pela fé,
estamos em paz com Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo,
pelo qual temos acesso, na fé,
a esta graça em que permanecemos e nos gloriamos,
apoiados na esperança da glória de Deus.
Ora, a esperança não engana,
porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações
pelo Espírito Santo que nos foi dado.
Quando ainda éramos fracos,
Cristo morreu pelos ímpios no tempo determinado.
Dificilmente alguém morre por um justo;
por um homem bom, talvez alguém tivesse a coragem de morrer.
Mas Deus prova assim o seu amor para connosco:
Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores.
Fomos justificados na morte de Cristo, porque ele morreu por nós apesar de sermos pecadores. E nele, pela fé, encontrámos a paz e a esperança, que brotam do amor de Deus derramado em nossos corações pelo Espírito Santo.
EVANGELHO Forma longa Jo 4, 5-42
Naquele tempo,
chegou Jesus a uma cidade da Samaria, chamada Sicar,
junto da propriedade que Jacob tinha dado a seu filho José,
onde estava o poço de Jacob.
Jesus, cansado da caminhada, sentou-Se à beira do poço.
Era por volta do meio-dia.
Veio uma mulher da Samaria para tirar água.
Disse-lhe Jesus: «Dá-Me de beber».
Os discípulos tinham ido à cidade comprar alimentos.
Respondeu-Lhe a samaritana:
«Como é que Tu, sendo judeu,
me pedes de beber, sendo eu samaritana?».
De facto, os judeus não se dão com os samaritanos.
Disse-lhe Jesus:
«Se conhecesses o dom de Deus
e quem é Aquele que te diz: ‘Dá-Me de beber’,
tu é que Lhe pedirias e Ele te daria água viva».
Respondeu-Lhe a mulher:
«Senhor, Tu nem sequer tens um balde, e o poço é fundo:
donde Te vem a água viva?
Serás Tu maior do que o nosso pai Jacob,
que nos deu este poço, do qual ele mesmo bebeu,
com os seus filhos e os seus rebanhos?».
Disse-Lhe Jesus:
«Todo aquele que bebe desta água voltará a ter sede.
Mas aquele que beber da água que Eu lhe der
nunca mais terá sede:
a água que Eu lhe der tornar-se-á nele uma nascente
que jorra para a vida eterna».
«Senhor, – suplicou a mulher – dá-me dessa água,
para que eu não sinta mais sede
e não tenha de vir aqui buscá-la».
Disse-lhe Jesus:
«Vai chamar o teu marido e volta aqui».
Respondeu-lhe a mulher: «Não tenho marido».
Jesus replicou:
«Disseste bem que não tens marido,
pois tiveste cinco,
e aquele que tens agora não é teu marido.
Neste ponto falaste verdade».
Disse-lhe a mulher:
«Senhor, vejo que és profeta.
Os nossos antepassados adoraram neste monte,
e vós dizeis que é em Jerusalém que se deve adorar».
Disse-lhe Jesus:
«Mulher, acredita em Mim:
Vai chegar a hora
em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.
Vós adorais o que não conheceis;
nós adoramos o que conhecemos,
porque a salvação vem dos Judeus.
Mas vai chegar a hora – e já chegou –
em que os verdadeiros adoradores
hão de adorar o Pai em espírito e verdade,
pois são esses os adoradores que o Pai deseja.
Deus é espírito,
e os seus adoradores devem adorá-l’O em espírito e verdade».
Disse-Lhe a mulher:
«Eu sei que há de vir o Messias,
isto é, Aquele que chamam Cristo.
Quando vier, há de anunciar-nos todas as coisas».
Respondeu-lhe Jesus:
«Sou Eu, que estou a falar contigo».
Nisto, chegaram os discípulos
e ficaram admirados por Ele estar a falar com aquela mulher,
mas nenhum deles Lhe perguntou:
«Que pretendes?», ou então: «Porque falas com ela?».
A mulher deixou a bilha, correu à cidade e falou a todos:
«Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz.
Não será Ele o Messias?».
Eles saíram da cidade e vieram ter com Jesus.
Entretanto, os discípulos insistiam com Ele, dizendo:
«Mestre, come».
Mas Ele respondeu-lhes:
«Eu tenho um alimento para comer que vós não conheceis».
Os discípulos perguntavam uns aos outros:
«Porventura alguém Lhe trouxe de comer?».
Disse-lhes Jesus:
«O meu alimento é fazer a vontade d’Aquele que Me enviou
e realizar a sua obra.
Não dizeis vós que dentro de quatro meses
chegará o tempo da colheita?
Pois bem, Eu digo-vos:
Erguei os olhos e vede os campos,
que já estão loiros para a ceifa.
Já o ceifeiro recebe o salário
e recolhe o fruto para a vida eterna
e, deste modo, se alegra o semeador juntamente com o ceifeiro.
Nisto se verifica o ditado:
‘Um é o que semeia e outro o que ceifa’.
Eu mandei-vos ceifar o que não trabalhastes.
Outros trabalharam e vós aproveitais-vos do seu trabalho».
Muitos samaritanos daquela cidade acreditaram em Jesus,
por causa da palavra da mulher, que testemunhava:
«Ele disse-me tudo o que eu fiz».
Por isso os samaritanos, quando vieram ao encontro de Jesus,
pediram-Lhe que ficasse com eles.
E ficou lá dois dias.
Ao ouvi-l’O, muitos acreditaram e diziam à mulher:
«Já não é por causa das tuas palavras que acreditamos.
Nós próprios ouvimos
e sabemos que Ele é realmente o Salvador do mundo».
A Samaritana foi ao poço a uma hora em que esperava não se cruzar com ninguém. Naquele dia encontrou Jesus sentado à sua espera. Podia não ter acontecido nada, mas ela permitiu o diálogo com Jesus e isso deu-lhe a oportunidade de conhecer o dom de Deus e de se libertar de uma religião que impede os homens de se encontrarem uns com os outros em Deus. Dessa experiência nasce um movimento que coloca Jesus no centro da vida de todos os habitantes de Sicar.
Reflexão da Palavra
O texto de Êxodo 17,3-7, que é apresentado como primeira leitura deste terceiro domingo da quaresma, leva-nos até Refidim onde o povo, libertado por Moisés do Egito, está acampado. O episódio relata o drama da sede experimentada pelo povo. É já a segunda vez que vivem esta experiência. Anteriormente, em Mará, Ex 15,22-27, o povo sentiu sede e apenas encontrou uma água amarga. Ali, Moisés, seguindo as indicações do Senhor, transformou aquela água tornando-a própria para beber.
Situação semelhante é descrita também em Números 20,2-13, onde a sede devoradora leva o povo à revolta contra Deus e contra Moisés. Trata-se, muito provavelmente, do mesmo e único acontecimento descrito com algumas variantes. Se, no texto do livro dos Números, Moisés e Aarão parecem não acreditar ser possível sair água daquela rocha, aqui, no relato de Êxodo, Moisés cumpre imediatamente a ordem de Deus e o povo pode saciar a sede.
Este acontecimento ficou na história de Israel e é referenciado em outros lugares da Escritura, particularmente nos salmos, porque o povo tentou e pôs o Senhor à prova ao murmurar e questionar: “foi para morrer no deserto que nos tiraste do Egito?”.
O drama da sede em pleno deserto, sem esperança de encontrar água a tempo de não morrer de sede, leva o povo a pôr Deus em Causa. Ele “está ou não no meio de nós? Se está é um Deus incapaz, que nos tirou do Egito e nos deixa aqui a morrer no deserto? Ou então, é vingativo e tirou-nos do Egito de propósito para nos deixar aqui a morrer de sede? A conclusão é fácil: É melhor sermos escravos, mas vivos, do que livres e mortos.
O salmo 94 faz alusão a este episódio de Meribá e Massá. Começa com um convite a ir à presença de Deus para o louvar, porque ele é um rei poderoso, e passa a uma exortação a abrir o coração para o escutar. Aquele que vem à presença do Senhor, não pode vir de coração fechado, incapaz de escutar a sua voz. Fazê-lo, é imitar o povo quando no deserto, em Meribá e Massá, não quiserem ouvir endurecendo o coração. Por isso, “hoje, se escutares a voz do Senhor, não feches o coração”.
O texto de Paulo da Carta aos Romanos deve ler-se do fim para o princípio. Tudo começa quando Cristo aceitou morrer por nós, em nosso favor, apesar de sermos pecadores. Quando não éramos capazes de nada, Cristo, no tempo designado por Deus, morreu pelos culpados. Depois foi-nos dado o Espírito Santo e com ele o amor de Deus foi derramado em nossos corações. Agora, gloriamo-nos e colocamos a nossa esperança na glória de Deus, porque ela é um dom para nós. A nossa glória está em Jesus que nos ensina, com a sua morte, o verdadeiro significado do amor e do perdão.
O relato evangélico do encontro de Jesus com a Samaritana é emblemático e ganha uma importância maior pelo facto de ser proclamado no terceiro domingo da quaresma, no qual está indicado que os catecúmenos realizem o primeiro escrutínio. O texto deve ser entendido neste contexto de purificação, da mente e do coração, daqueles que em breve vão receber os sacramentos da Iniciação Cristã.
O texto coloca o ouvinte no poço de Jacob, em território da Samaria. Jesus descansa no poço e uma mulher vem buscar água em hora pouco habitual. O encontro parece ocasional mas transforma-se numa experiência vital. O texto está construído a partir de um movimento entre o poço e a cidade. Jesus fica a descansar no poço enquanto os discípulos vão à cidade. A mulher vem ao poço e encontra-se com Jesus. Os discípulos regressam da cidade ao poço e a mulher vai do poço à cidade. O regresso da mulher à cidade faz com que todos os habitantes se dirijam para o poço, onde está Jesus, e levam Jesus para dentro da cidade, apesar de os judeus não se darem com os samaritanos.
Por outro lado, Jesus pede de beber à mulher enquanto os discípulos vão comprar comida. A mulher que tem balde para tirar água acaba por pedir, ela, água a Jesus. No entanto, há um equívoco no diálogo, porque a água que Jesus tem para oferecer não é a água que a mulher espera receber. A água é um bem que se tem que procurar com esforço e se agradece porque é escasso e a mulher sabe isso melhor que ninguém. Jesus, porém, fala de uma água que é ele mesmo, é dom de Deus, inesgotável, acessível e gratuito que tem poder de eternidade.
Se Jesus e a mulher não se encontram quanto ao significado da água, encontram-se na vida. A mulher abre a sua verdade diante de Jesus “não tenho marido” e Jesus acolhe essa verdade “disseste bem”. É esta experiência de encontro com a verdade que vai trazer os habitantes de Sicar até Jesus. A verdade da mulher é que teve cinco maridos e o que tem agora não lhe pertence. Que maridos são estes? Há quem entenda que são deuses, porque os samaritanos também tinham vários ídolos. Ela já fez um caminho por outros deuses e este que tem agora também não a satisfaz. Mas também sente que nem o culto prestado no monte da Samaria, pelos samaritanos, nem o culto prestado em Jerusalém, pelos judeus, são resposta para ela.
O diálogo abre-se, então, à novidade de Jesus: “Vejo que és profeta”, e recebe a resposta: “os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade”; “Eu sei que há de vir o Messias”; “Sou Eu, que estou a falar contigo”. Neste diálogo Jesus reconhece-se e dá-se a conhecer como Messias e a mulher encontra aquele que sabe tudo da sua vida e pode saciar a sua sede. Deu-se um verdadeiro encontro que, por ser encontro e ser verdadeiro, se torna anúncio. Venceu-se a barreira entre homem e mulher, entre judeus e samaritanos, e nasceu a primeira discípula de Jesus: “Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz. Não será Ele o Messias?”.
A pergunta da mulher tem mais certeza do que dúvida e os samaritanos acolhem Jesus pedindo-lhe que fique com eles.
Meditação da Palavra
O exagero com que os israelitas enfrentam a dificuldade em obter água no meio do deserto, leva-os a desafiar Deus e Moisés, murmurando contra eles, ao ponto de Moisés se sentir ameaçado. Já não é a primeira vez que sentem o problema da falta de água, mas agora, a “sede de água” torna-se tão intensa que os leva a deturpar as intenções de Deus, afirmando que ele os libertou do Egito para os deixar morrer à sede.
Mas o Senhor está no meio do seu povo. Moisés, o interlocutor entre Deus e o povo, não perde a oportunidade para estabelecer com Deus o diálogo sobre a sede do povo e a água que só ele pode dar-lhes naquele deserto. A resposta de Deus é clara. Vai até à rocha, leva na mão a vara do comando, bate com a vara na rocha e sairá água para saciar a sede do povo, porque “eu estarei diante de ti, sobre o rochedo”.
Mais do que água, falta ao povo a certeza de que Deus não é nem um incapaz que deixa o seu povo morrer, nem um Deus vingativo que liberta da escravatura para dar a morte no deserto e também não é um Deus ausente. Deus está de facto no meio do seu povo e não cessa de lhe mostrar, com sinais, a sua presença.
Falta aqui o mais importante, escutar a voz do Senhor “Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações”.
Com Cristo, a vida dos homens muda e os crentes são sinal deste poder de Deus manifestado para a salvação dos homens. De facto, o amor de Deus foi derramado sobre o mundo pelo Espírito Santo, porque Cristo aceitou morrer pelos que vivem no pecado. Ora, todos os homens vivem o pecado como uma experiência dramática. Por todos Jesus aceitou morrer e na morte venceu o pecado dando a todos a possibilidade de participarem da glória de Deus. Esta é a prova do amor de Deus anunciada pelos crentes, pelos que já experimentaram, pela fé, a justificação e encontraram a paz com Deus e vivem, na esperança, a certeza de participar na glória.
A nossa glória está em Jesus que nos ensina, com a sua morte, o verdadeiro significado do amor e do perdão.
É essa a experiência da samaritana. Naquele dia, naquele lugar, àquela hora ela não encontrou apenas um homem sentado no poço de Jacob. Ela encontrou-se com aquele que é a luz que veio ao mundo para iluminar todos os homens. Atreveu-se num diálogo difícil, com um estranho, sobre um assunto sério, que a deixara refém a vida toda e a fazia experimentar uma sede que ninguém tinha conseguido ainda saciar, e não era sede de água.
Para a água do poço ela tinha um balde e podia tirar a água que precisasse. Para a sede interior não tinha encontrado nenhum “marido” ou “deus” a conseguisse apaziguar. A insatisfação é total, mas não reclama, como os judeus no deserto, embora já tenha desacreditado a possibilidade de encontrar solução para si nos montes da Samaria ou em Jerusalém.
O diálogo com Jesus abre uma nova fonte, fonte de água viva, que jorra para a vida eterna. A água de um Deus que não se adora nos montes, mas em espírito e verdade, de um Deus que não se assusta com a experiência da vida de cada um, mas se afirma como resposta perante a abertura à verdade que cabe dentro de cada homem. Este Deus manifesta-se em Jesus, que é mais do que profeta, é o Cristo, o Messias esperado. Aquele “que me disse tudo o que eu fiz”.
O encontro com ele esbate as diferenças e derruba as barreiras, torna-se anúncio e abre as portas da hospitalidade, gera encontro e constrói comunidade.
Rezar a Palavra
A água viva, Senhor! Dá-me dessa água para que não tenha que andar a mendigar de fonte em fonte uma água transitória para uma sede permanente. Dá-me dessa água que sai da rocha do deserto, desse lado aberto de Cristo na cruz, desse coração de amor inesgotável, dessa vida entregue, desse sangue derramado. Dá-me da tua água, Senhor, e fica comigo, hoje e sempre.
Compromisso semanal
Oriento a minha sede para ir ao encontro de Cristo, verdadeira água viva.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2026/03/santos-do-dia-da-igreja-catolica-08-de-marco/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 08 de Março
Postado em: por: marsalima
São João de Deus
João Cidade Duarte nasceu no dia 08 de março de 1495 em Montemor-o-novo, perto de Évora, Portugal. Seu pai era vendedor de frutas na rua. Da sua infancia sabemos apenas que, João, aos oito ou fugiu ou foi raptado por um viajante, que se hospedou em sua casa. Depois de vinte dias, sua mãe não resistiu e morreu. O pai acabou seus dias no convento dos franciscanos, que o acolheram.
Enquanto isso, João foi à pé para a Espanha rumo à cidade de Madrid, junto com mendigos e sanltimbancos. Nos arredores de Toledo, o viajante o deixou aos cuidados de um bom homem, Francisco Majoral, administrador dos rebanhos do Conde de Oropesa, conhecido por sua caridade. Foi nessa época que ganhou o apelido de João de Deus, porque ninguém sabia direito quem era ou de onde vinha.
Por seis anos Francisco o educou como um filho, ao lado de sua pequenina filha. Dos catorze anos até os vinte e oito João trabalhou e viveu como um pastor. E quando Francisco decideu casa-lo com sua filha, de novo ele fugiu, começando sua vida errante.
Alistou-se como soldado de Carlos V e participou da batalha de Paiva, contra Francisco I. Vitorioso, abandonou os campos de batalha e ganhou o mundo. Viajou por toda a Europa, foi para a África, trabalhou como vendedor ambulante em Gibraltar. Então, qual filho pródigo, voltou à sua cidade natal, onde ninguém o reconheceu, pois os pais já tinham falecido; novamente rumou à Espanha, onde abriu uma livraria em Granada.
Nessa cidade, em 1538, depois de ter ouvido um inflamado sermão proferido por João d’Ávila, que a Igreja também canonizou, arrependido dos seus pecados e tocado pela graça, saiu correndo da igreja, e gritou: “misericórdia, Senhor, misericórdia”. Todos riram dele, mas João de Deus não se importou. Distribuiu todos os seus bens aos pobres e começou a fazer rigorosas penitências. Tomado por louco foi internado num hospital psiquiátrico, onde foi tratado desumanamente. Depois de ter experimentado todas as crueldades que aí se praticavam e orientado por João d’Ávila decidiu fundar uma casa-hospitalar, para tratar os loucos. Criou assim uma nova Ordem religiosa, a dos Irmãos Hospitaleiros.
Ao todo foram mais de oitenta casas-hospitalares fundadas, para abrigar loucos e doentes terminais. Para cuidar deles, usava um processo todo seu, sendo considerado o precursor do método psicanalítico e psicossomático, inventado quatro séculos depois por Freud e seus discípulos. João de Deus, que nunca se formou em medicina, curava os doentes mentais utilizando a fé e sua própria experiência. Partia do princípio de que curando a alma, meio caminho havia sido trilhado para curar o corpo. Ele sentia a dualidade da situação do doente, por te-la vivenciado dessa maneira. João de Deus sentia-se pertencer ao mundo dos loucos e ao mundo dos pecadores e indignos e, por isso, se motivou a trabalhar na dignificação, reabilitação e inserção de ambas as categorias. Um modelo de empatia e convicções profundas tão em falta, que várias instituições seguiram sua orientação nesse sentido, tempos depois e ainda hoje.
Depois, João de Deus e seus discípulos passaram a atender todos os tipos de enfermos. Seu mote era: “fazei o bem, irmãos, para o bem de vós mesmos”. Ele morreu no mesmo dia em que nasceu, aos cinqüenta e cinco anos, no dia 8 de março de 1550. Foi canonizado pelo Papa Leão XIII que o proclamou padroeiro dos hospitais, dos doentes e de todos aqueles que trabalham pela cura dos enfermos.
Hoje a Ordem Hospitaleira São João de Deus, é um instituto religioso, internacional, com sede em Roma, composto de homens que por amor a Deus se consagram à hospitalidade misericordiosa para com os doentes e necessitados em quarenta e cinco países dos cinco continentes.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE . DE MARÇO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
Ant. Chegaram os dias de penitência: expiemos nossos pecados e salvaremos nossas almas.
LEITURA BREVE Tes 4, 1.7
Irmãos, nós vos pedimos e recomendamos no Senhor Jesus: Recebestes de nós instruções sobre o modo como deveis proceder para agradar a Deus, e assim estais procedendo. Mas tratai de progredir ainda mais. Deus não nos chamou a viver na impureza mas na santidade.
V. Criai em mim, ó Deus, um coração puro,
R. Renovai em mim a firmeza de alma.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
Ant. Por minha vida, diz o Senhor, Eu não quero a morte do pecador, mas antes que se converta e viva.
LEITURA BREVE Is 30, 15.18
Assim fala o Senhor Deus, o Santo de Israel: «É na conversão e na calma que está a vossa salvação; a tranquilidade e a confiança são a vossa fortaleza». O Senhor espera a hora de Se compadecer de vós e levanta-Se para vos perdoar, porque o Senhor é um Deus justo: ditosos os que n’Ele esperam.
V. Desviai o vosso rosto das minhas culpas,
R. Purificai-me de todos os meus pecados.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
Ant. Com as armas da justiça e do poder de Deus, dêmos provas de confiança e fortaleza nas adversidades.
LEITURA BREVE Deut 4, 29-31
Buscarás o Senhor teu Deus, e voltarás a encontrá-l’O, se O procurares com todo o teu coração e com toda a tua alma. No meio da tua angústia, quando tiveres sofrido todos estes infortúnios, depois de muitos dias, voltarás ao Senhor teu Deus e escutarás a sua voz. Porque o Senhor teu Deus é um Deus clemente, e não te abandonará nem te destruirá, nem Se há-de esquecer da aliança que jurou aos teus pais.
V. Sacrifício agradável a Deus é um espírito arrependido,
R. Não desprezareis, Senhor, o espírito humilhado e contrito.
Oração
Concedei-nos, Deus omnipotente, que, pela observância quaresmal, alcancemos maior compreensão do mistério de Cristo e a nossa vida seja um digno testemunho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
Ant. Suportou as nossas enfermidades e tomou sobre Si as nossas dores.
LEITURA BREVE 1 Cor 9, 24-25
No estádio correm todos, mas só um recebe o prémio. Correi de modo que o alcanceis. Todo o atleta impõe a si mesmo rigorosas privações, para obter uma coroa corruptível; nós, porém, para recebermos uma coroa incorruptível.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Tende compaixão de nós, Senhor, porque somos pecadores.
R. Tende compaixão de nós, Senhor, porque somos pecadores.
V. Cristo, ouvi as súplicas dos que Vos imploram.
R. Porque somos pecadores.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Tende compaixão de nós, Senhor, porque somos pecadores.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

