“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 21 DE MARÇO DE 2026
21 de março de 2026“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 23 DE MARÇO DE 2026
23 de março de 2026Domingo V da Quaresma (Ano A)
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Início da Epístola aos Hebreus 1, 1 – 2, 4
O Filho de Deus, herdeiro de todo o universo e exaltado acima dos Anjos
Muitas vezes e de muitos modos falou Deus antigamente aos nossos pais pelos Profetas. Nestes dias, que são os últimos, falou-nos por seu Filho, a quem fez herdeiro de todas as coisas e pelo qual também criou o universo. Sendo o Filho esplendor da sua glória e imagem da sua substância, tudo sustenta com a sua palavra poderosa. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, sentou-Se à direita da majestade no alto dos Céus, e ficou tanto acima dos Anjos, quanto mais sublime que o deles é o nome que recebeu em herança.
A qual dos Anjos, com efeito, disse Deus alguma vez: «Tu és meu Filho, Eu hoje Te gerei»? E ainda: «Eu serei para Ele um Pai e Ele será para Mim um Filho»? E de novo, quando introduziu no mundo o seu Primogénito, disse: «Adorem-n’O todos os Anjos de Deus». Acerca dos Anjos declara: «Faz dos seus Anjos espíritos, e dos seus ministros chamas de fogo». Mas ao Filho diz: «O teu trono, ó Deus, permanece eternamente; de justiça é o teu ceptro real. Amais a justiça e odiais a iniquidade. Por isso Deus Vos ungiu com o óleo da alegria, de preferência aos vossos companheiros». E ainda: «No princípio, Senhor, criastes a terra, e o céu é obra das vossas mãos.
Eles perecerão, mas Vós permaneceis; todos eles envelhecerão como um vestido; e Vós os enrolareis como um manto, como um vestido que se muda. Vós, porém, sois sempre o mesmo, e os vossos anos não têm fi m». A qual dos Anjos disse Ele alguma vez: «Senta-Te à minha direita, até que Eu faça dos teus inimigos escabelo de teus pés»? Não são todos eles espíritos encarregados dum ministério, enviados em serviço, por causa daqueles que devem receber a salvação em herança?
Por isso devemos prestar mais atenção aos ensinamentos que ouvimos, para não nos extraviarmos. Porque, se a palavra anunciada pelos Anjos se mostrou tão firme, e toda a transgressão e desobediência receberam justa sanção,
como escaparemos nós, se negligenciarmos semelhante salvação? Esta, que começou a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada por aqueles que a ouviram, e comprovada ainda pelo testemunho de Deus, com sinais, prodígios e milagres diversos, e pelos dons do Espírito Santo distribuídos segundo a sua vontade.
RESPONSÓRIO Cf. Hebr 1, 3; 12, 2
R. Cristo Jesus, esplendor da glória do Pai e imagem do Ser divino, tudo sustenta com a sua palavra poderosa; e, depois de ter realizado a purificação dos pecados, * Está sentado à direita da majestade de Deus, no alto dos Céus.
V. Renunciando à alegria que tinha ao seu alcance, o guia da nossa fé suportou a cruz. * Está sentado à direita da Majestade de Deus, no alto dos Céus.
SEGUNDA LEITURA
Das Cartas pascais de Santo Atanásio, bispo
(Ep. 14, 1-2: PG 26, 1419-1420) (Sec. IV)
Celebremos com palavras e obras a festa do Senhor que se aproxima
Está perto o Verbo de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, que Se fez tudo para todos nós e promete estar connosco para sempre. Assim o afirmou solenemente: Eu estou convosco todos os dias até ao fim do mundo. E porque Se quis fazer tudo para nós, Ele é o nosso pastor, sumo sacerdote, caminho e porta, e é também a nossa festa e solenidade, como diz o Apóstolo: Cristo, nossa Páscoa, foi imolado. Cristo, esperança dos homens, veio ao nosso encontro, dando novo sentido às palavras do salmista: Vós sois a minha alegria: livrai-me daqueles que me rodeiam. Esta é a verdadeira alegria, esta é a verdadeira solenidade: vermo-nos livres do mal. Para o conseguir, esforce-se cada um por viver em santidade e medite interiormente na paz e no temor de Deus.
Os Santos, enquanto viviam neste mundo, estavam sempre alegres, como em contínua festa. Um deles, o bem-aventurado David, levantava-se de noite, não uma mas sete vezes, para tornar a Deus propício com as suas orações. Outro, o grande Moisés, exprimia a sua alegria entoando hinos e cânticos de louvor a Deus pela vitória alcançada sobre o Faraó e sobre todos os que tinham oprimido o povo hebreu. Outros ainda, dedicavam-se alegremente ao exercício contínuo do culto sagrado, como o grande Samuel e o bem-aventurado Elias.
Todos eles, pelo mérito das suas obras, alcançaram já a liberdade e celebram no Céu a festa eterna. Alegram-se com a lembrança da sua peregrinação terrena, vivida entre as sombras do que havia de vir e, passado o tempo das figuras, contemplam agora a verdadeira realidade.
E nós, que nos preparamos para a grande solenidade, que caminho havemos de seguir? Ao aproximarem-se as festas pascais, a quem tomaremos por guia? Nenhum outro com certeza, irmãos caríssimos, senão Aquele a quem chamamos
«Nosso Senhor Jesus Cristo» e que disse: Eu sou o caminho. É Ele, como diz São João, que tira o pecado do mundo; é Ele que purifica as nossas almas, como declara o profeta Jeremias: Detende os vossos passos e observai; vede qual é o bom caminho e segui-o, e encontrareis a conversão das vossas almas.
Outrora, era com o sangue de cabritos e a cinza de vitelos que se aspergiam os que estavam impuros, mas só os corpos ficavam purificados. Agora, pela graça do Verbo de Deus, alcançamos a purificação total. Se seguimos a Cristo, poderemos sentir-nos desde já nos átrios da Jerusalém celeste e saborear de antemão as primícias daquela festa eterna. Assim fizeram os Apóstolos, que foram e continuam a ser os mestres desta graça divina, porque seguiram o Salvador: Vede como deixámos tudo e Vos seguimos.
Sigamos também nós o Senhor; preparemo-nos para celebrar a festa do Senhor, não só com palavras mas também com obras.
RESPONSÓRIO Cf. Hebr 6, 20; Jo 1, 29
V. O Cordeiro sem mancha entra no Céu como nosso precursor, * Constituído sumo sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec.
R. Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. * Constituído sumo sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec.
Oração
Senhor nosso Deus, concedei-nos a graça de viver com alegria o mesmo espírito de caridade que levou o vosso Filho a entregar-Se à morte pela salvação dos homens. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Levítico 23, 4-7
Estas são as festas do Senhor, as assembleias santas que haveis de convocar no devido tempo: Ao entardecer do décimo quarto dia do primeiro mês é a Páscoa do Senhor. E no décimo quinto dia desse mês, será a festa dos Ázimos do Senhor; comereis ázimos durante sete dias. No primeiro desses dias, tereis assembleia santa; não fareis nenhum trabalho servil.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
V. Vós que haveis de vir ao mundo.
R. Tende piedade de nós.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <Domingo V da Quaresma (Ano A) | A liturgia>]
Domingo V da Quaresma (Ano A)
Nas lágrimas dos homens pode ver-se a glória de Deus
O amor faz-se lágrima para lavar os olhos e despertar a fé nas coisas que não se veem. Nas lágrimas choradas por um amigo que morreu, está a presença de um Deus que não deixa ninguém na morte. No choro de um povo oprimido, está o grito de um Deus que se faz homem para abrir os túmulos. No vale de lágrimas da humanidade ferida, faz-se ouvir a voz do vento que traz o Espírito da vida.
LEITURA I Ez 37, 12-14
Assim fala o Senhor Deus:
«Vou abrir os vossos túmulos
e deles vos farei ressuscitar, ó meu povo,
para vos reconduzir à terra de Israel.
Haveis de reconhecer que Eu sou o Senhor,
quando abrir os vossos túmulos
e deles vos fizer ressuscitar, ó meu povo.
Infundirei em vós o meu espírito e revivereis.
Hei de fixar-vos na vossa terra,
e reconhecereis que Eu, o Senhor, digo e faço».
A situação desesperada do povo no exílio de Babilónia assemelha-se à morte, à descida ao túmulo. Perante esta desolação, o profeta anuncia que o Senhor vai levantar cada um do túmulo onde se encontra e, pelo seu Espírito, os fará reviver na terra de Israel.
Salmo responsorial 129 (130),1-2.3-4ab.4c-6.7-8 (R. 7)
Como os Israelitas se sentiam em Babilónia, o salmista sente a sua vida sepultada na angústia, mergulhada no abismo profundo, de onde apenas pode sair a sua voz. Entre o fundo abismo e o céu há uma grande distância e o salmista espera que a sua voz seja escutada por Deus, porque só ele o pode salvar.
LEITURA II Rm 8, 8-11
Irmãos:
Os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus.
Vós não estais sob o domínio da carne, mas do Espírito,
se é que o Espírito de Deus habita em vós.
Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo,
não Lhe pertence.
Se Cristo está em vós,
embora o vosso corpo seja mortal por causa do pecado,
o espírito permanece vivo por causa da justiça.
E, se o Espírito d’Aquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos
habita em vós,
Ele, que ressuscitou Cristo Jesus de entre os mortos,
também dará vida aos vossos corpos mortais,
pelo seu Espírito que habita em vós.
Do mesmo modo que o Espírito anima os Israelitas no desterro de Babilónia, ele atua no cristão, habitando nele e sendo nele fonte de vida nova e de ressurreição.
EVANGELHO Forma longa Jo 11, 1-45
Naquele tempo,
estava doente certo homem, Lázaro de Betânia,
aldeia de Marta e de Maria, sua irmã.
Maria era aquela que tinha ungido o Senhor com perfume
e Lhe tinha enxugado os pés com os cabelos.
Era seu irmão Lázaro, que estava doente.
As irmãs mandaram então dizer a Jesus:
«Senhor, o teu amigo está doente».
Ouvindo isto, Jesus disse:
«Essa doença não é mortal, mas é para a glória de Deus,
para que por ela seja glorificado o Filho do homem».
Jesus era amigo de Marta, de sua irmã e de Lázaro.
Entretanto, depois de ouvir dizer que ele estava doente,
ficou ainda dois dias no local onde Se encontrava.
Depois disse aos discípulos:
«Vamos de novo para a Judeia».
Os discípulos disseram-Lhe:
«Mestre, ainda há pouco os judeus procuravam apedrejar-Te,
e voltas para lá?».
Jesus respondeu:
«Não são doze as horas do dia?
Se alguém andar de dia, não tropeça,
porque vê a luz deste mundo.
Mas, se andar de noite, tropeça,
porque não tem luz consigo».
Dito isto, acrescentou:
«O nosso amigo Lázaro dorme, mas Eu vou despertá-lo».
Disseram então os discípulos:
«Senhor, se dorme, estará salvo».
Jesus referia-se à morte de Lázaro,
mas eles entenderam que falava do sono natural.
Disse-lhes então Jesus abertamente:
«Lázaro morreu;
por vossa causa, alegro-Me de não ter estado lá,
para que acrediteis.
Mas vamos ter com ele».
Tomé, chamado Dídimo, disse aos companheiros:
«Vamos nós também, para morrermos com Ele».
Ao chegar, Jesus encontrou o amigo sepultado havia quatro dias.
Betânia distava de Jerusalém cerca de três quilómetros.
Muitos judeus tinham ido visitar Marta e Maria,
para lhes apresentar condolências pela morte do irmão.
Quando ouviu dizer que Jesus estava a chegar,
Marta saiu ao seu encontro,
enquanto Maria ficou sentada em casa.
Marta disse a Jesus:
«Senhor, se tivesses estado aqui,
meu irmão não teria morrido.
Mas sei que, mesmo agora, tudo o que pedires a Deus,
Deus To concederá».
Disse-lhe Jesus: «Teu irmão ressuscitará».
Marta respondeu:
«Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia».
Disse-lhe Jesus:
«Eu sou a ressurreição e a vida.
Quem acredita em Mim,
ainda que tenha morrido, viverá;
e todo aquele que vive e acredita em Mim
não morrerá para sempre.
Acreditas nisto?».
Disse-Lhe Marta:
«Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus,
que havia de vir ao mundo».
Dito isto, retirou-se e foi chamar Maria,
a quem disse em segredo:
«O Mestre está ali e manda-te chamar».
Logo que ouviu isto, Maria levantou-se e foi ter com Jesus.
Jesus ainda não tinha chegado à aldeia,
mas estava no lugar em que Marta viera ao seu encontro.
Então os judeus que estavam com Maria em casa
para lhe apresentar condolências,
ao verem-na levantar-se e sair rapidamente,
seguiram-na, pensando que se dirigia ao túmulo para chorar.
Quando chegou aonde estava Jesus,
Maria, logo que O viu, caiu-Lhe aos pés e disse-Lhe:
«Senhor, se tivesses estado aqui,
meu irmão não teria morrido».
Jesus, ao vê-la chorar,
e vendo chorar também os judeus que vinham com ela,
comoveu-Se profundamente e perturbou-Se.
Depois perguntou: «Onde o pusestes?».
Responderam-Lhe: «Vem ver, Senhor».
E Jesus chorou.
Diziam então os judeus:
«Vede como era seu amigo».
Mas alguns deles observaram:
«Então Ele, que abriu os olhos ao cego,
não podia também ter feito que este homem não morresse?».
Entretanto, Jesus, intimamente comovido, chegou ao túmulo.
Era uma gruta, com uma pedra posta à entrada.
Disse Jesus: «Tirai a pedra».
Respondeu Marta, irmã do morto:
«Já cheira mal, Senhor, pois morreu há quatro dias».
Disse Jesus:
«Eu não te disse que, se acreditasses,
verias a glória de Deus?».
Tiraram então a pedra.
Jesus, levantando os olhos ao Céu, disse:
«Pai, dou-Te graças por Me teres ouvido.
Eu bem sei que sempre Me ouves,
mas falei assim por causa da multidão que nos cerca,
para acreditarem que Tu Me enviaste».
Dito isto, bradou com voz forte:
«Lázaro, sai para fora».
O morto saiu, de mãos e pés enfaixados com ligaduras
e o rosto envolvido num sudário.
Disse-lhes Jesus:
«Desligai-o e deixai-o ir».
Então muitos judeus, que tinham ido visitar Maria,
ao verem o que Jesus fizera, acreditaram n’Ele.
É no meio de lágrimas que Marta e Maria fazem a experiência da fé que faz ver em Jesus a Ressurreição e a vida. Não sendo uma experiência fácil, é possível quando Jesus faz parte da família e como Lázaro nos deixamos habitar pelo seu amor.
Reflexão da Palavra
Os versículos que compõem o texto da primeira leitura, neste quinto domingo da quaresma, são a conclusão da visão conhecida como “visão dos ossos ressequidos” que se encontra no capítulo 37 da profecia de Ezequiel.
Ezequiel é um dos profetas do desterro de Babilónia, iniciado com uma primeira deportação cerca do ano 597 a.C. e a segunda deportação pelo ano 588 a. C.. Ezequiel terá seguido para o desterro na primeira deportação quando era ainda um jovem. Foi chamado por Deus, como ele próprio diz, “de entre os desterrados” (Ez 1,2) num lugar junto do rio Cabar, como indica 1,3. A sua profecia está repleta de visões e ações simbólicas, com as quais compõe a sua mensagem.
O pequeno texto, que se escuta este domingo, composto apenas por três versículos, tem um grande valor teológico. Depois de ter contemplado a visão dos ossos ressequidos, na qual o Espírito dá vida aos ossos espalhados pelo vale, o profeta escuta a sentença de Deus. Sentença fala da intervenção de Deus em favor do povo que vive como se estivesse morto.
O texto está construído em dois tempos nos quais se repete o mesmo conteúdo. Primeiro Deus diz o que vai fazer e depois diz “quando eu” fizer. Que vai Deus fazer? Vai abrir os sepulcros, fazer sair deles o povo e conduzi-lo à terra de Israel. Após a repetição, surge um elemento novo, que é o Espírito. Quando tudo isto acontecer “introduzirei em vós o meu Espírito e vivereis”, o mesmo Espírito que o profeta contemplou a dar vida aos ossos ressequidos, e nos lança de imediato para o tema da ressurreição individual que só mais tarde terá lugar na esperança de Israel.
O profeta refere-se à saída do desterro e regresso a Israel, mas a forma como o faz revela mais do que ele é capaz de entender, porque dá como exemplo a morte biológica, à qual o Espírito dá novo alento, devolvendo-o à vida, expressão que encontramos na carta aos romanos “dará vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espírito”.
O salmo 129 faz parte dos salmos de penitência. Entre encadeamentos e repetições vai-se tecendo a oração de um homem que vive uma situação de desgraça, provavelmente sentindo as consequências do seu pecado e não encontra resposta senão no Senhor que, pelo perdão, o pode salvar. A profundidade do abismo revela a distância a que ele está de Deus, pois o Senhor habita os céus. Entre o homem e Deus não há outra possibilidade de encontro para além da voz “chamo por vós, escutai a minha voz, a voz da minha súplica”. Tanto o homem como Deus estão em vigília. O homem espera que Deus esteja vigilante, não para ver os seus pecados, mas, para o libertar e ele próprio está em vigília, tal como todo o Israel, “a minha alma espera o Senhor, mais do que as sentinelas pela aurora” esperando a abundância da redenção.
O capítulo 8 da carta aos romanos articula a oposição entre carne e Espírito, sendo a carne o que afasta o homem de Deus, ou seja, o pecado e toda a espécie de desordem que desequilibra o homem nas suas relações. O Espírito, é tudo aquilo que orienta o homem para Deus e o coloca na dimensão divina, acima da materialidade.
Neste capítulo está concentrado o maior número de referência ao Espírito. De facto, Paulo, faz referência ao Espírito vinte e duas vezes neste capítulo, enquanto que, em toda a carta se contam trinta e quatro referências. O Espírito é o verdadeiro protagonista deste capítulo, como pode ver-se nos quatro versículos desta leitura, onde o Espírito aparece seis vezes. O Espírito faz-nos filhos de Deus, habita em nós, livra-nos do pecado, faz-nos pertença de Cristo, torna eficaz a nossa oração, anima a nossa esperança, dá-nos uma vida nova e ressuscita-nos em Cristo. Podemos encontrar aqui alguma inspiração em Ezequiel.
O capítulo 11 do evangelho de João é totalmente preenchido com a morte e ressurreição de Lázaro. O texto pode dividir-se em cinco partes: a notícia da doença de Lázaro e a ausência de Jesus; o diálogo de Jesus com os discípulos; o diálogo de Jesus com Marta; o diálogo de Jesus com Maria; os diálogos junto do sepulcro.
Na primeira parte salienta-se a simplicidade do recado das irmãs de Lázaro a Jesus, “Senhor, o teu amigo está doente”. A forma direta, substituindo o nome de Lázaro por “o teu amigo” denota uma familiaridade entre elas e Jesus. Com estas palavras as irmãs de Lázaro, e ele próprio, esperam que Jesus os visite, mas Jesus faz sentir a sua ausência permanecendo onde está por mais dois dias. Aos que estão com ele, Jesus faz saber que a situação de Lázaro é ocasião para que se manifeste a glória de Deus e do seu filho.
Do diálogo de Jesus com os discípulos ressaltam alguns pormenores. Jesus toma a iniciativa de ir de novo para a Judeia, o que não era aconselhável, porque o queriam ali apedrejar, e os discípulos mostram resistência. Jesus diz “vamos” e eles respondem “querem-te apedrejar”, o que significa que estão fora desta cena. Para Jesus, porém, a sua morte não é para já porque a noite ainda não venceu a luz, ele é a luz. Jesus diz, “Lázaro dorme”, e os discípulos entendem que já não vale a pena arriscar a vida indo para a Judeia. Jesus confirma a morte de Lázaro e desafia-os de novo “vamos” e só aí consegue que os discípulos se disponham a acompanhá-lo “Vamos nós também, para morrermos com Ele”.
Já estamos à entrada de Betânia, e começa o diálogo de Jesus com Marta, no qual ela revela não estar no mesmo tempo de Jesus. Ela começa no passado “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido” e quando Jesus lhe fala da ressurreição ela atira para o futuro “Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia”. Jesus chama-a ao presente e para ele: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá” e exige-lhe uma profissão de fé “acreditas nisto?” porque crer é quanto basta para ter vida.
Maria entra em cena arrastando atrás de si os que estão com ela em casa. Com Maria tudo é mais emocional. Ela diz as mesmas palavras de Marta, mas aos pés de Jesus e entre lágrimas, de modo que todos choram, e Jesus “comoveu-Se profundamente e perturbou-Se”. A cena termina com Jesus a chorar e os judeus divididos entre os que reconhecem que ele amava Lázaro e os que entendem que fracassou porque curou a tantos e não curou o seu amigo.
Junto do sepulcro, Jesus comove-se interiormente, mas exteriormente está diante do grandioso sinal da morte do seu amigo e da censura de quantos entendem que ele falhou por não ter vindo curá-lo e agora entendem que ele não tem poder sobre a morte “não podia também ter feito que este homem não morresse?”. A Marta, que julga não haver nada mais do que um corpo morto e a cheirar mal, Jesus chama-a à fé “Eu não te disse que, se acreditasses, verias a glória de Deus?” E cumpre-se o que Jesus tinha dito “chegou a hora em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e os que a ouvirem viverão”. Lázaro é um desses que, ainda estando morto, ouve a voz de Jesus e sai para fora.
Meditação da Palavra
Os catecúmenos, têm neste domingo a oportunidade de repensar a sua relação com Deus a partir da fé e a sua decisão de avançar para os sacramentos da Iniciação Cristã, celebrando o terceiro escrutínio e meditando na palavra, particularmente do evangelho de João que relata a ressurreição de Lázaro.
A pergunta de Jesus a Marta pode ser o ponto de partida. Jesus pergunta: “Acreditas nisto?” Acredito que Jesus é a ressurreição e a vida? Acredito na ressurreição dos mortos? Acredito que a fé faz viver? Acredito que Jesus me pode ressuscitar a mim? São interrogações fundamentais para todo o cristão, particularmente para os catecúmenos.
Os israelitas, cativos em Babilónia, têm dificuldade em acreditar que alguém pode, algum dia, libertá-los daquela situação insustentável. Vivem como mortos, como se já tivessem descido ao sepulcro, tal é o seu desalento. A falta de esperança, o desespero, são definidos pelo profeta Ezequiel como uma morte. De facto, o povo diz “a nossa esperança desvaneceu-se; ficámos reduzidos a isto” e isto é dizer “os nossos ossos estão completamente ressequidos”. Quem pode dar vida a estes ossos? Quem pode renovar a vida deste povo? O Espírito do Senhor pode devolver a vida àqueles que a perderam, é o que o Senhor diz a Ezequiel e este repete para o povo. “Infundirei em vós o meu espírito e revivereis”. Do mesmo modo nos pode dar vida a nós que, hoje, celebramos esta palavra.
Acreditas que, estando no profundo abismo, Deus escuta a tua voz e vem salvar-te? É este desafio do salmista que dá, hoje, forma à nossa fé. Vale a pena continuar a invocar o Senhor, vigiar como as sentinelas, esperar pelo Senhor até à aurora, porque nele “está a misericórdia e abundante redenção.
Ele há de libertar Israel de todas as suas faltas”. Também a nós é oferecida a misericórdia e a abundância da redenção nesta celebração de domingo.
Lázaro está morto e com ele morreram, de algum modo, as suas irmãs Marta e Maria. Morreu, pelo menos, a esperança de ter Jesus com elas a tempo de não experimentarem a dor que a morte provoca. Mas, isso não aconteceu, porque Jesus se fez demorado, apesar de ser amigo.
Quando Jesus pergunta a Marta “acreditas nisto?” ele pergunta “até onde é capaz de ir a tua fé?” e pergunta-nos a nós o mesmo. Que pode Jesus fazer com a nossa fé? Pode ressuscitar-nos? Pode Cristo levantar-nos do túmulo dos nossos desalentos, arrancar-nos do profundo abismo dos dramas provocados pelos nossos pecados, libertar-nos do domínio da carne e ressuscitar-nos da morte? “Eu não te disse que, se acreditasses, verias a glória de Deus?” Esta é a resposta perante as muitas manifestações de morte que experimentamos ao longo da vida.
Os batizados fomos chamados a viver segundo as razões do Espírito e não segundo as razões da carne. Temos como certeza que “o Espírito de Deus habita em vós” e “Cristo está em vós” e, por isso acreditamos que “Aquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos, também dará vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em vós”.
Rezar a Palavra
Vem, dos quatro ventos, Espírito de Deus e faz-nos viver, a nós, que por causa das obras da carne experimentamos o abismo profundo, o vazio do túmulo, a tristeza da morte. Como aos ossos ressequidos, dá-nos a vida. Como ao teu povo desalentado, faz-nos viver. Como a Lázaro, diz-nos: “sai para fora” até dizermos como Marta, “eu creio, Senhor”, ou como Maria deixemos as lágrimas lavar o nosso olhar demasiado terreno para ver o céu.
Compromisso semanal
Ao longo da semana vou meditar sobre o mistério da ressurreição e vou responder à pergunta que Jesus fez a Marta: “Acreditas nisto?”.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <Santos do dia da Igreja Católica – 22 de Março – Sagrada Missão>]
Santos do dia da Igreja Católica – 22 de Março
Postado em: por: marsalima
Santa Léia
Pouco se conhece sobre a vida de Léia, uma rica romana que quando ficou viúva, ainda jovem, recusou um novo casamento, como era o costume da época, para se juntar à Marcela, abadessa de uma comunidade, criada em sua própria residência em Aventino, Roma. O local, depois se tornou um dos mosteiros fundados e dirigidos por Jerônimo, que se tornou santo, doutor da Igreja e bispo de Hipona, na África do Norte, e que viveu também nesse período, na cidade eterna.
Léia recusara ninguém menos que Vécio Agorio Pretestato, cônsul romano designado prefeito da Urbe, que lhe proporcionaria uma vida ainda mais luxuosa, pelo prestigio e privilégios que envolviam aquele cargo. Teria uma vila inteira como moradia e incontáveis criados para atendê-la. Entretanto, Léia preferiu viver numa cela pequena, fria e escura, com simplicidade e dedicada à oração, à caridade e à penitência.
A jovem abandonou os finos vestidos para usar uma roupa tosca de saco rude e fazia questão de realizar as tarefas mais humildes, assumindo uma atitude de escrava para as outras religiosas. Passava noites inteiras em oração e quando fazia obras beneméritas, o fazia escondido, para não chamar a atenção de ninguém e não receber nenhuma recompensa ou reconhecimento pelos seus atos. Por isso, Léia foi eleita Madre superiora, trabalho que exerceu durante o resto de seus dias com alegria, tranqüilidade e a mesma humildade.
Esses poucos dados sobre Léia estão contidos numa carta escrita pelo bispo Jerônimo, quando soube da sua morte, em 384. Curiosamente, ela morreu em Roma, no mesmo ano em que faleceu Vécio, o consul, rejeitado por ela .
Na ocasião dessas mortes, Jerônimo já havia se retirado de Roma para viver solitariamente perto de Belém, depois de ter sido caluniado. Retirou-se para um mosteiro e continuou dirigindo o que havia fundado, na residência romana. Na carta, que ele enviou à essas religiosas, fez um paralelo entre as duas mortes, mostrando que antes o riquíssimo cônsul usava as mais finas vestes púrpuras e agora estava envolto em escuridão, enquanto, Léia, antes vestida de rude roupa de saco, agora vivia na luz e na glória, por ter percorrido o caminho da santidade.
Logo foi venerada pelo povo que trazia Santa Léia, no coração e na memória. Até porque era difícil compreender, mesmo depois de passado tanto tempo, a troca que fizera do posto de primeira dama romana pela de abnegação de monja. Contudo, foi assim que Santa Léia escolheu viver, na entrega total ao Senhor ela encontrou a maneira de alcançar seu lugar ao lado de Deus na eternidade.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE . DE MARÇO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
Ant. Chegaram os dias de penitência: expiemos nossos pecados e salvaremos nossas almas.
LEITURA BREVE 2 Cor 4, 10-11
Levamos sempre e por toda a parte no nosso corpo os sofrimentos da morte de Jesus, a fim de que se manifeste também no nosso corpo a vida de Jesus. Porque, estando ainda vivos, somos constantemente entregues à morte por causa de Jesus, para que se manifeste também na nossa carne mortal a vida de Jesus.
V. Criai em mim, ó Deus, um coração puro,
R. Renovai em mim a fi rmeza de alma.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
Ant. Por minha vida, diz o Senhor, Eu não quero a morte do pecador, mas antes que se converta e viva.
LEITURA BREVE 1 Pedro 4, 13-14
Alegrai-vos na medida em que participais nos sofrimentos de Cristo, a fim de que possais também alegrar-vos e exultar no dia em que se manifestar a sua glória. Felizes de vós, se sois ultrajados pelo nome de Cristo, porque o Espírito de glória, o Espírito de Deus, repousa sobre vós.
V. Desviai o vosso rosto das minhas culpas,
R. Purificai-me de todos os meus pecados.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
1 Pedro 5, 10-11
O Deus de toda a graça, que vos chamou para a sua eterna glória em Cristo Jesus, depois de terdes sofrido um pouco, vos restabelecerá, vos aperfeiçoará, vos fortificará e vos tornará inabaláveis. A Ele o poder e a glória pelos séculos dos séculos. Amen.
V. Sacrifício agradável a Deus é um espírito arrependido,
R. Não desprezareis, Senhor, o espírito humilhado e contrito.
Oração
Senhor nosso Deus, concedei-nos a graça de viver com alegria o mesmo espírito de caridade que levou o vosso Filho a entregar-Se à morte pela salvação dos homens. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Ant. Ele foi trespassado por causa das nossas culpas, esmagado por causa das nossas iniquidades. Pelas suas chagas fomos curados.
LEITURA BREVE Actos 13, 26-30a
Irmãos, a nós foi dirigida esta palavra de salvação. Na verdade, os habitantes de Jerusalém e os seus chefes não quiseram reconhecer Jesus, mas, condenando-O, cumpriram as palavras dos Profetas que se lêem cada sábado. Embora não tivessem encontrado nada que merecesse a morte, pediram a Pilatos que O mandasse matar. Cumprindo tudo o que estava escrito acerca d’Ele, desceram-n’O da cruz e depuseram-n’O no sepulcro. Mas Deus ressuscitou-O dos mortos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Tende compaixão de nós, Senhor, porque somos pecadores.
R. Tende compaixão de nós, Senhor, porque somos pecadores.
V. Cristo, ouvi as súplicas dos que Vos imploram.
R. Porque somos pecadores.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Tende compaixão de nós, Senhor, porque somos pecadores.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

