LITURGIA DE 05 DE NOVEMBRO DE 2023 – DOMINGO – TODOS OS SANTOS E SANTAS (ANO A)
5 de novembro de 2023LITURGIA DE 07 DE NOVEMBRO DE 2023 – TERÇA FEIRA – XXXI SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO A)
7 de novembro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 06/11/2023 – sabedoria bíblica “na veia” para cristãos de todas as denominações.
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Rm 11,29-36), de impregnar-nos da consciência de que, sendo os dons e o chamado de Deus irrevogáveis, assim como nós já fomos desobedientes a Deus e obtivemos a sua misericórdia – tanto é que nos proporcionou a oportunidade para nos convertermos e com isso fomos resgatados da vida velha no lamaçal do pecado – a todos os incrédulos será oportunizada pela misericórdia divina a oportunidade para que se convertam. É abissal a riqueza, a sabedoria, a ciência de Deus, sendo impenetráveis para nós os seus desígnios e inexploráveis os seus pensamentos; cumpre-nos tão somente confiar, empenhando-nos por cumprir sua santa vontade e esperar que se cumpram os seus divinos desígnios. As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos – cientes de que nossos inimigos são os principados e potestades do maligno, que são as forças espirituais do mal espalhadas pelos ares (Efésios 6,12), que tudo fazem para nos induzir em caminhos tortuosos, com tentações e seduções das mais variadas ordens – a fazer coro com o clamor do salmista (Sl 68): 2.Salvai-me, ó Deus, porque as águas me vão submergir. 3.Estou imerso num abismo de lodo, no qual não há onde firmar o pé. Vim a dar em águas profundas, encobrem-me as ondas. 4.Já cansado de tanto gritar, enrouqueceu-me a garganta. Finaram-se-me os olhos, enquanto espero meu Deus. 5.Mais numerosos que os cabelos de minha cabeça são os que me detestam sem razão. São mais fortes que meus ossos os meus injustos inimigos. Porventura posso restituir o que não roubei? 6.Vós conheceis, ó Deus, a minha insipiência, e minhas faltas não vos são ocultas. 7.Os que esperam em vós, ó Senhor, Senhor dos exércitos, por minha causa não sejam confundidos. Que os que vos procuram, ó Deus de Israel, não tenham de que se envergonhar por minha causa, 8.pois foi por vós que eu sofri afrontas, cobrindo-se-me o rosto de confusão. 9.Tornei-me um estranho para meus irmãos, um desconhecido para os filhos de minha mãe. 10.É que o zelo de vossa casa me consumiu, e os insultos dos que vos ultrajam caíram sobre mim. 11.Por mortificar minha alma com jejuns, só recebi ultrajes. 12.Por trocar minhas roupas por um saco, tornei-me ludíbrio deles. 13.Falam de mim os que se assentam às portas da cidade, escarnecem-me os que bebem vinho. 14.Minha oração, porém, sobe até vós, Senhor, na hora de vossa misericórdia, ó Deus. Na vossa imensa bondade, escutai-me, segundo a fidelidade de vosso socorro. […] 31.Cantarei um cântico de louvor ao nome do Senhor, e o glorificarei com um hino de gratidão. 32.E isto a Deus será mais agradável que um touro, do que um novilho com chifres e unhas. 33.Ó vós, humildes, olhai e alegrai-vos; vós que buscais a Deus, reanime-se o vosso coração, 34.porque o Senhor ouve os necessitados, e seu povo cativo não despreza. 35.Louvem-no os céus e a terra, os mares e tudo o que neles se move. […] O Santo Evangelho (Lc 14,12-14) compele-nos a dispensar atenções especiais – dispor, compartilhar alegremente o que temos, como por exemplo dar uma festa – não somente para aqueles que poderão no-las retribuir, mas preferencialmente aos pobres, aos aleijados, aos coxos, aos cegos – cumprindo recordar que nos tempos em que Jesus realizou sua missão salvífica nesta terra, essas pessoas eram as desvalidas, as que viviam em situações aflitivas. Equivalem às pessoas que atualmente classificamos como as que vivem em situação de risco social. Concita-nos a superar a lógica do “investimento visando lucro” para o “investimento social”, priorizando a caridade, a promoção humana, cientes de que é na lei maior, que é a caridade – o amor a Deus e ao próximo – que se encontra a verdadeira cura do mundo. Cumpre-nos, pois, envidar os melhores esforços para colocar em prática o espírito desse ensinamento de Jesus da melhor forma que pudermos – desde as pequenas e corriqueiras atitudes do dia a dia até os mais robustos empreendimentos que visem o bem coletivo, em especial dos mais necessitados.
LITURGIA DIÁRIA
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Antífona da entrada
– Não me abandoneis jamais, Senhor, meu Deus, não fiqueis longe de mim! Depressa, vinde em meu auxílio, ó Senhor, minha salvação! (Sl 37,22s).
Oração do dia
– Ó Deus de poder e misericórdia, que concedeis a vossos filhos e filhas a graça de vos servir como devem, fazei que corramos livremente ao encontro das vossas promessas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Rm 11,29-36
Salmo Responsorial: Sl 68
– Respondei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Se guardais minha Palavra, diz Jesus, realmente vós sereis os meus discípulos (Jo 8,31s).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 14,12-14
Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
LEITURA ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo Apóstolo (Rm 11,29-36): Pois os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis. 30.Assim como vós antes fostes desobedientes a Deus, e agora obtivestes misericórdia com a desobediência deles, 31.assim eles são incrédulos agora, em consequência da misericórdia feita a vós, para que eles também mais tarde alcancem, por sua vez, a misericórdia. 32.Deus encerrou a todos esses homens na desobediência para usar com todos de misericórdia. 33.Ó abismo de riqueza, de sabedoria e de ciência em Deus! Quão impenetráveis são os seus juízos e inexploráveis os seus caminhos! 34.Quem pode compreender o pensamento do Senhor? Quem jamais foi o seu conselheiro? 35.Quem lhe deu primeiro, para que lhe seja retribuído? 36.Dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele a glória por toda a eternidade! Amém.
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 68): Ao mestre de canto. Segundo a melodia: Os lírios. 2.Salvai-me, ó Deus, porque as águas me vão submergir. 3.Estou imerso num abismo de lodo, no qual não há onde firmar o pé. Vim a dar em águas profundas, encobrem-me as ondas. 4.Já cansado de tanto gritar, enrouqueceu-me a garganta. Finaram-se-me os olhos, enquanto espero meu Deus. 5.Mais numerosos que os cabelos de minha cabeça são os que me detestam sem razão. São mais fortes que meus ossos os meus injustos inimigos. Porventura posso restituir o que não roubei? 6.Vós conheceis, ó Deus, a minha insipiência, e minhas faltas não vos são ocultas. 7.Os que esperam em vós, ó Senhor, Senhor dos exércitos, por minha causa não sejam confundidos. Que os que vos procuram, ó Deus de Israel, não tenham de que se envergonhar por minha causa, 8.pois foi por vós que eu sofri afrontas, cobrindo-se-me o rosto de confusão. 9.Tornei-me um estranho para meus irmãos, um desconhecido para os filhos de minha mãe. 10.É que o zelo de vossa casa me consumiu, e os insultos dos que vos ultrajam caíram sobre mim. 11.Por mortificar minha alma com jejuns, só recebi ultrajes. 12.Por trocar minhas roupas por um saco, tornei-me ludíbrio deles. 13.Falam de mim os que se assentam às portas da cidade, escarnecem-me os que bebem vinho. 14.Minha oração, porém, sobe até vós, Senhor, na hora de vossa misericórdia, ó Deus. Na vossa imensa bondade, escutai-me, segundo a fidelidade de vosso socorro. 15.Tirai-me do lodo, para que não me afunde. Livrai-me dos que me detestam, salvai-me das águas profundas. 16.Não me deixeis submergir nas muitas águas, nem me devore o abismo. Nem se feche sobre mim a boca do poço. 17.Ouvi-me, Senhor, pois que vossa bondade é compassiva; em nome de vossa misericórdia, voltai-vos para mim. 18.Não escondais ao vosso servo a vista de vossa face; atendei-me depressa, pois estou muito atormentado. 19.Aproximai-vos de minha alma, livrai-me de meus inimigos. 20.Bem vedes minha vergonha, confusão e ignomínia. Ante vossos olhos estão os que me perseguem: 21.seus ultrajes abateram meu coração e desfaleci. Esperei em vão quem tivesse compaixão de mim, quem me consolasse, e não encontrei. 22.Puseram fel no meu alimento, na minha sede deram-me vinagre para beber. 23.Torne-se a sua mesa um laço para eles, e uma armadilha para os seus amigos. 24.Que seus olhos se escureçam para não mais ver, que seus passos sejam sempre vacilantes. 25.Despejai sobre eles a vossa cólera, e os atinja o fogo de vossa ira. 26.Seja devastada a sua morada, não haja quem habite em suas tendas, 27.porque perseguiram aquele a quem atingistes, e aumentaram a dor daquele a quem feristes. 28.Deixai-os acumular falta sobre falta, e jamais sejam por vós reconhecidos como justos. 29.Sejam riscados do livro dos vivos, e não se inscrevam os seus nomes entre os justos. 30.Eu, porém, miserável e sofredor, seja protegido, ó Deus, pelo vosso auxílio. 31.Cantarei um cântico de louvor ao nome do Senhor, e o glorificarei com um hino de gratidão. 32.E isto a Deus será mais agradável que um touro, do que um novilho com chifres e unhas. 33.Ó vós, humildes, olhai e alegrai-vos; vós que buscais a Deus, reanime-se o vosso coração, 34.porque o Senhor ouve os necessitados, e seu povo cativo não despreza. 35.Louvem-no os céus e a terra, os mares e tudo o que neles se move. 36.Sim, Deus salvará Sião e reconstruirá as cidades de Judá; para aí hão de voltar e a possuirão. 37.A linhagem de seus servos a receberá em herança, e os que amam o seu nome aí fixarão sua morada.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Lc 14,12-14): Dizia igualmente ao que o tinha convidado: Quando deres alguma ceia, não convides os teus amigos, nem teus irmãos, nem os parentes, nem os vizinhos ricos. Porque, por sua vez, eles te convidarão e assim te retribuirão. 13.Mas, quando deres uma ceia, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos. 14.Serás feliz porque eles não têm com que te retribuir, mas ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos.
Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Rm 11,29-36), de impregnar-nos da consciência de que, sendo os dons e o chamado de Deus irrevogáveis, assim como nós já fomos desobedientes a Deus e obtivemos a sua misericórdia – tanto é que nos proporcionou a oportunidade para nos convertermos e com isso fomos resgatados da vida velha no lamaçal do pecado – a todos os incrédulos será oportunizada pela misericórdia divina a oportunidade para que se convertam. É abissal a riqueza, a sabedoria, a ciência de Deus, sendo impenetráveis para nós os seus desígnios e inexploráveis os seus pensamentos; cumpre-nos tão somente confiar, empenhando-nos por cumprir sua santa vontade e esperar que se cumpram os seus divinos desígnios.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos – cientes de que nossos inimigos são os principados e potestades do maligno, que são as forças espirituais do mal espalhadas pelos ares (Efésios 6,12), que tudo fazem para nos induzir em caminhos tortuosos, com tentações e seduções das mais variadas ordens – a fazer coro com o clamor do salmista (Sl 68): 2.Salvai-me, ó Deus, porque as águas me vão submergir. 3.Estou imerso num abismo de lodo, no qual não há onde firmar o pé. Vim a dar em águas profundas, encobrem-me as ondas. 4.Já cansado de tanto gritar, enrouqueceu-me a garganta. Finaram-se-me os olhos, enquanto espero meu Deus. 5.Mais numerosos que os cabelos de minha cabeça são os que me detestam sem razão. São mais fortes que meus ossos os meus injustos inimigos. Porventura posso restituir o que não roubei? 6.Vós conheceis, ó Deus, a minha insipiência, e minhas faltas não vos são ocultas. 7.Os que esperam em vós, ó Senhor, Senhor dos exércitos, por minha causa não sejam confundidos. Que os que vos procuram, ó Deus de Israel, não tenham de que se envergonhar por minha causa, 8.pois foi por vós que eu sofri afrontas, cobrindo-se-me o rosto de confusão. 9.Tornei-me um estranho para meus irmãos, um desconhecido para os filhos de minha mãe. 10.É que o zelo de vossa casa me consumiu, e os insultos dos que vos ultrajam caíram sobre mim. 11.Por mortificar minha alma com jejuns, só recebi ultrajes. 12.Por trocar minhas roupas por um saco, tornei-me ludíbrio deles. 13.Falam de mim os que se assentam às portas da cidade, escarnecem-me os que bebem vinho. 14.Minha oração, porém, sobe até vós, Senhor, na hora de vossa misericórdia, ó Deus. Na vossa imensa bondade, escutai-me, segundo a fidelidade de vosso socorro. 15.Tirai-me do lodo, para que não me afunde. Livrai-me dos que me detestam, salvai-me das águas profundas. 16.Não me deixeis submergir nas muitas águas, nem me devore o abismo. Nem se feche sobre mim a boca do poço. 17.Ouvi-me, Senhor, pois que vossa bondade é compassiva; em nome de vossa misericórdia, voltai-vos para mim. 18.Não escondais ao vosso servo a vista de vossa face; atendei-me depressa, pois estou muito atormentado. 19.Aproximai-vos de minha alma, livrai-me de meus inimigos. 20.Bem vedes minha vergonha, confusão e ignomínia. Ante vossos olhos estão os que me perseguem: 21.seus ultrajes abateram meu coração e desfaleci. Esperei em vão quem tivesse compaixão de mim, quem me consolasse, e não encontrei. 22.Puseram fel no meu alimento, na minha sede deram-me vinagre para beber. 23.Torne-se a sua mesa um laço para eles, e uma armadilha para os seus amigos. 24.Que seus olhos se escureçam para não mais ver, que seus passos sejam sempre vacilantes. 25.Despejai sobre eles a vossa cólera, e os atinja o fogo de vossa ira. 26.Seja devastada a sua morada, não haja quem habite em suas tendas, 27.porque perseguiram aquele a quem atingistes, e aumentaram a dor daquele a quem feristes. 28.Deixai-os acumular falta sobre falta, e jamais sejam por vós reconhecidos como justos. 29.Sejam riscados do livro dos vivos, e não se inscrevam os seus nomes entre os justos. 30.Eu, porém, miserável e sofredor, seja protegido, ó Deus, pelo vosso auxílio. 31.Cantarei um cântico de louvor ao nome do Senhor, e o glorificarei com um hino de gratidão. 32.E isto a Deus será mais agradável que um touro, do que um novilho com chifres e unhas. 33.Ó vós, humildes, olhai e alegrai-vos; vós que buscais a Deus, reanime-se o vosso coração, 34.porque o Senhor ouve os necessitados, e seu povo cativo não despreza. 35.Louvem-no os céus e a terra, os mares e tudo o que neles se move. 36.Sim, Deus salvará Sião e reconstruirá as cidades de Judá; para aí hão de voltar e a possuirão. 37.A linhagem de seus servos a receberá em herança, e os que amam o seu nome aí fixarão sua morada.
O Santo Evangelho (Lc 14,12-14) compele-nos a dispensar atenções especiais – dispor, compartilhar alegremente o que temos, como por exemplo dar uma festa – não somente para aqueles que poderão no-las retribuir, mas preferencialmente aos pobres, aos aleijados, aos coxos, aos cegos – cumprindo recordar que nos tempos em que Jesus realizou sua missão salvífica nesta terra, essas pessoas eram as desvalidas, as que viviam em situações aflitivas. Equivalem às pessoas que atualmente classificamos como as que vivem em situação de risco social. Concita-nos a superar a lógica do “investimento visando lucro” para o “investimento social”, priorizando a caridade, a promoção humana, cientes de que é na lei maior, que é a caridade – o amor a Deus e ao próximo – que se encontra a verdadeira cura do mundo. Cumpre-nos, pois, envidar os melhores esforços para colocar em prática o espírito desse ensinamento de Jesus da melhor forma que pudermos – desde as pequenas e corriqueiras atitudes do dia a dia até os mais robustos empreendimentos que visem o bem coletivo, em especial dos mais necessitados.
Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que, sendo os dons e o chamado de Deus irrevogáveis, assim como nós já fomos desobedientes a Deus e obtivemos a sua misericórdia – tanto é que nos proporcionou a oportunidade para nos convertermos e com isso fomos resgatados da vida velha no lamaçal do pecado – a todos os incrédulos será oportunizada pela misericórdia divina a oportunidade para que se convertam. É abissal a riqueza, a sabedoria, a ciência de Deus, sendo impenetráveis para nós os seus desígnios e inexploráveis os seus pensamentos; cumpre-nos tão somente confiar, empenhando-nos por cumprir sua santa vontade e esperar que se cumpram os seus divinos desígnios. Cientes de que nossos inimigos são os principados e potestades do maligno, que são as forças espirituais do mal espalhadas pelos ares (Efésios 6,12), que tudo fazem para nos induzir em caminhos tortuosos, com tentações e seduções das mais variadas ordens, fazemos coro com o clamor do salmista (Sl 68): 2.Salvai-me, ó Deus, porque as águas me vão submergir. 3.Estou imerso num abismo de lodo, no qual não há onde firmar o pé. Vim a dar em águas profundas, encobrem-me as ondas. 4.Já cansado de tanto gritar, enrouqueceu-me a garganta. Finaram-se-me os olhos, enquanto espero meu Deus. 5.Mais numerosos que os cabelos de minha cabeça são os que me detestam sem razão. São mais fortes que meus ossos os meus injustos inimigos. Porventura posso restituir o que não roubei? 6.Vós conheceis, ó Deus, a minha insipiência, e minhas faltas não vos são ocultas. 7.Os que esperam em vós, ó Senhor, Senhor dos exércitos, por minha causa não sejam confundidos. Que os que vos procuram, ó Deus de Israel, não tenham de que se envergonhar por minha causa, 8.pois foi por vós que eu sofri afrontas, cobrindo-se-me o rosto de confusão. 9.Tornei-me um estranho para meus irmãos, um desconhecido para os filhos de minha mãe. 10.É que o zelo de vossa casa me consumiu, e os insultos dos que vos ultrajam caíram sobre mim. 11.Por mortificar minha alma com jejuns, só recebi ultrajes. 12.Por trocar minhas roupas por um saco, tornei-me ludíbrio deles. 13.Falam de mim os que se assentam às portas da cidade, escarnecem-me os que bebem vinho. 14.Minha oração, porém, sobe até vós, Senhor, na hora de vossa misericórdia, ó Deus. Na vossa imensa bondade, escutai-me, segundo a fidelidade de vosso socorro. 15.Tirai-me do lodo, para que não me afunde. Livrai-me dos que me detestam, salvai-me das águas profundas. 16.Não me deixeis submergir nas muitas águas, nem me devore o abismo. Nem se feche sobre mim a boca do poço. 17.Ouvi-me, Senhor, pois que vossa bondade é compassiva; em nome de vossa misericórdia, voltai-vos para mim. 18.Não escondais ao vosso servo a vista de vossa face; atendei-me depressa, pois estou muito atormentado. 19.Aproximai-vos de minha alma, livrai-me de meus inimigos. 20.Bem vedes minha vergonha, confusão e ignomínia. Ante vossos olhos estão os que me perseguem: 21.seus ultrajes abateram meu coração e desfaleci. Esperei em vão quem tivesse compaixão de mim, quem me consolasse, e não encontrei. 22.Puseram fel no meu alimento, na minha sede deram-me vinagre para beber. 23.Torne-se a sua mesa um laço para eles, e uma armadilha para os seus amigos. 24.Que seus olhos se escureçam para não mais ver, que seus passos sejam sempre vacilantes. 25.Despejai sobre eles a vossa cólera, e os atinja o fogo de vossa ira. 26.Seja devastada a sua morada, não haja quem habite em suas tendas, 27.porque perseguiram aquele a quem atingistes, e aumentaram a dor daquele a quem feristes. 28.Deixai-os acumular falta sobre falta, e jamais sejam por vós reconhecidos como justos. 29.Sejam riscados do livro dos vivos, e não se inscrevam os seus nomes entre os justos. 30.Eu, porém, miserável e sofredor, seja protegido, ó Deus, pelo vosso auxílio. 31.Cantarei um cântico de louvor ao nome do Senhor, e o glorificarei com um hino de gratidão. 32.E isto a Deus será mais agradável que um touro, do que um novilho com chifres e unhas. 33.Ó vós, humildes, olhai e alegrai-vos; vós que buscais a Deus, reanime-se o vosso coração, 34.porque o Senhor ouve os necessitados, e seu povo cativo não despreza. 35.Louvem-no os céus e a terra, os mares e tudo o que neles se move. 36.Sim, Deus salvará Sião e reconstruirá as cidades de Judá; para aí hão de voltar e a possuirão. 37.A linhagem de seus servos a receberá em herança, e os que amam o seu nome aí fixarão sua morada. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que dispensemos atenções especiais – dispondo, compartilhando alegremente o que temos, como por exemplo dar uma festa – não somente para aqueles que poderão no-las retribuir, mas preferencialmente aos pobres, aos aleijados, aos coxos, aos cegos – cumprindo recordar que nos tempos em que Jesus realizou sua missão salvífica nesta terra, essas pessoas eram as desvalidas, as que viviam em situações aflitivas. Equivalem às pessoas que atualmente classificamos como as que vivem em situação de risco social. Concita-nos a superar a lógica do “investimento visando lucro” para o “investimento social”, priorizando a caridade, a promoção humana, cientes de que é na lei maior, que é a caridade – o amor a Deus e ao próximo – que se encontra a verdadeira cura do mundo. Envidemos, pois, os melhores esforços para colocar em prática o espírito desse ensinamento de Jesus da melhor forma que pudermos – desde as pequenas e corriqueiras atitudes do dia a dia até os mais robustos empreendimentos que visem o bem coletivo, em especial dos mais necessitados. Cremos, Senhor, mas aumentai nossa fé!
4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam também a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 06 de Novembro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/11/santos-do-dia-da-igreja-catolica-06-de-novembro/> Postado em: 05/11/2023 por: marsalima]

Leonardo, filho de nobres da Corte de França, nasceu no ano 491, quando o imperador era Anastácio. Segundo narrativas, o rei Clodoveu era seu padrinho de batismo. Na juventude, Leonardo não quis seguir a carreira das armas, por isso o seu padrinho quis consagrá-lo seu bispo. Leonardo não aceitou, preferiu ficar ao lado de são Remígio, então bispo de Reims. Mas pediu um privilégio, só destinado aos bispos: poder libertar os prisioneiros que viesse encontrar encarcerados, no que foi prontamente atendido.
Só mais tarde Leonardo decidiu ingressar num mosteiro para dedicar-se totalmente à vida religiosa. Primeiro, esteve no de São Maximino em Micy. Depois, foi para um antigo, fundado por santo Euspício, perto de Orleans. Já sacerdote, foi enviado a Berry, onde converteu muitos pagãos.
Mais tarde, buscou o isolamento para meditar e viver sua fé na oração. Encontrou o lugar certo para isso num bosque afastado, perto de Limonges. Lá, havia apenas uma casa tosca e simples, que lhe servia de morada. O seu ermo virou ponto de visitação de mais e mais pessoas que buscavam seus conselhos, orações e consolo.
Certo dia, sua solidão foi interrompida de um modo especial. A chegada do rei Clodoveu, que praticava uma caçada, acompanhado da rainha Clotilde, então grávida, e que nessa ocasião foi surpreendida pelas dores do parto. O rei, aflito, buscou os cuidados de Leonardo, que eliminou as dores com suas orações e conduziu o nascimento de um lindo menino horas depois. Como recompensa, o rei Clodoveu doou aquelas terras a Leonardo.
No local, que ele chamou de “Nobiliacum”, para lembrar o gesto nobilíssimo do seu padrinho, ergueu um altar a Nossa Senhora, que, aos poucos, tornou-se uma intensa e fervorosa comunidade religiosa, culminando com a construção do Mosteiro de Noblac.
Diz a tradição que o monge Leonardo só deixava o mosteiro quando alguma missão o exigia, especialmente quando se tratava de resgatar e converter os pagãos encarcerados. E ainda, ele teria sido visto libertando nobres franceses que estavam prisioneiros dos turcos muçulmanos invasores. O prodígio teria ocorrido por volta do ano 1000, muitos séculos depois de sua morte, em 6 de novembro de 545.
O culto de são Leonardo de Noblac, uma das devoções mais antigas dos fiéis franceses, propagou-se em todo o mundo cristão e foi reconhecido pela Igreja. A festa ocorre no dia 6 de novembro, considerado o dia de sua morte.
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS – ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – 06 DE NOVEMBRO DE 2023
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Primeiro Livro dos Macabeus 1, 41-64
A perseguição de Antíoco
Naqueles dias, o rei Antíoco ordenou por escrito que em todo o seu reino formassem todos um só povo e cada qual renunciasse aos próprios costumes. Todas as nações aceitaram as ordens do rei e, mesmo em Israel, houve muitos que adotaram o seu culto, ofereceram sacrifícios aos ídolos e profanaram o sábado. O rei enviou mensageiros a Jerusalém e a todas as cidades de Judá, com ordens escritas para que seguissem os costumes estrangeiros e eliminassem do santuário os holocaustos, os sacrifícios e as libações, profanassem os sábados e as festas, contaminassem o templo e o povo santo, erigissem altares, templos e ídolos, sacrificassem porcos e animais impuros, deixassem de circuncidar os seus filhos e se entregassem a toda a espécie de impurezas e abominações, de modo a esquecerem a Lei e transgredirem todos os seus mandamentos. Quem não se conformasse com esta ordem do rei seria morto. Escreveu a todo o seu reino exatamente nestes termos, nomeou inspetores para todo o povo e ordenou às cidades de Judá que oferecessem sacrifícios em cada uma delas.
Aderiram a eles muitos de entre o povo, que abandonaram a Lei e praticaram o mal no país, obrigando Israel a esconder-se em todos os seus lugares de refúgio.
No dia quinze do mês de Quisleu do ano cento e quarenta e cinco, o rei mandou construir sobre o altar dos holocaustos a abominação da desolação. Também nas cidades circunvizinhas de Judá ergueram altares. Queimaram incenso às portas das casas e nas praças; rasgavam e deitavam ao fogo os livros da Lei que encontravam; e todo aquele que tivesse em seu poder o livro da Aliança, ou se mostrasse fiel à Lei, era condenado à morte em virtude do decreto do rei. Abusando da força, procediam assim em Israel, mês após mês, contra os que habitavam nas cidades. No dia vinte e cinco de cada mês, sacrificavam na ara construída sobre o altar dos holocaustos. Segundo o decreto, executavam as mulheres que tinham circuncidado os seus filhos e penduravam-lhes as crianças ao pescoço; e o mesmo faziam às suas famílias e àqueles que tinham feito a circuncisão.
No entanto, muitos em Israel permaneceram firmes e irredutíveis no seu propósito de não comerem alimentos impuros. Antes quiseram a morte do que mancharem-se com esses alimentos e profanarem a santa Aliança; e assim morreram. Foi realmente muito grande a ira que se abateu sobre Israel.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Crônica dos Carmelitas da antiga e regular observância,
nos Reinos de Portugal, escrita pelo Cronista geral da Ordem
(Tom I, cap. XV-XVIII: Lisboa 1745, pp. 422-425. 429-431. 438. 440-441. 454. 459).
Exemplo de vida cristã
Admirável foi este santo varão pelas muitas e especiais virtudes que cultivou, não só depois do divórcio que fez com o mundo, mas também antes de receber o hábito religioso.
Na castidade foi sempre tão firme que jamais em prejuízo desta virtude se lhe conheceu o mais leve defeito.
Forçado da obediência se sujeitou ao casamento, que sem desagrado de seu pai, o não chegaria a evitar. Mas aos vinte e seis anos ficou absoluto do matrimônio, porque a inumana parca pôs termo à vida da sua esposa na flor de seus anos. Entrou El Rei no empenho de lhe dar outra esposa não menos digna de seu nascimento. Resistiu o invicto Condestável, encobrindo sempre o fundamento principal, que era o de viver casto.
Na oração foi tão incessante que admirava aos mesmos que faziam por ser nela seus imitadores. Faltava com o descanso ao corpo para se aproveitar da maior parte da noite orando mental e vocalmente.
Depois de ser religioso, estreitou mais o trato e familiaridade com o Senhor, porque então vivia no retiro conveniente para poder sem estorvo empregar todas as potências da alma no Divino Objeto que contemplava.
Na presença da soberana imagem da Virgem Maria Senhora Nossa, com o título da Assunção, derramava copiosas lágrimas; e com elas, melhor do que com as vozes, Lhe expunha as suas súplicas nas ocasiões que para si ou para os seus patrocinados Lhe pedia favores.
Exemplar em alto grau foi a humildade com que, fora e dentro da Religião, serviu a Deus em toda a vida. Como árvore frutífera cujos ramos mais se inclinam quando é maior o peso dos seus frutos, assim este virtuoso varão mais submisso se mostrava com os triunfos e com as virtudes. Nunca no seu espírito teve lugar a soberba: antes, quanto lhe foi possível, trabalhou por desterrá-la dos ânimos dos que lhe seguiam as ordens e o exemplo.
Aos sacerdotes fazia tão profunda veneração que passava a ser obediência. A um criado seu de muita distinção, que havia tomado o hábito da nossa Ordem, assim que o viu professo e feito sacerdote, começou a respeitá lo em tal forma que a todos causava admiração.
Com o hábito religioso adquiriu o irmão Nuno muitos hábitos de mortificação. O sangue que lhe corria do corpo, quando com ásperos flagelos o lastimava, também lhe diminuía os alentos: mas ainda desta fraqueza tirava forças para, com pasmosa admiração dos Companheiros, continuar em semelhantes exercícios até ao último prejuízo da vida, que em desempenho do ardentíssimo desejo que teve de a sacrificar a Deus, sempre reconheceu como trabalho, e estimou a morte como lucro.
Depois de religioso, foi o servo de Deus mais admirável nos exercícios da caridade. Não se contentava com distribuir as esmolas pelo seu pagador, como no século fazia; mas pelas próprias mãos, na portaria deste convento, remediava a cada um a sua necessidade.
Não menos caritativo era para com o seu próximo nas ocasiões que se lhe ofereciam de lhe acudir nas enfermidades. Assistia aos pobres nas doenças, não só com os alimentos necessários, mas com os regalos administrados por suas próprias mãos.
Velava noites inteiras por não faltar com a assistência aos que nas doenças perigavam.
Continuando o Venerável Nuno de Santa Maria as asperezas da vida, sem nunca afrouxar dos seus primeiros fervores, chegou ao ano de 1431 tão destituído de forças, que no corpo apenas conservava alguns alentos para poder mover se.
Entrando enfim na última agonia, rogou que, para consolação do seu espírito, lhe lessem a Paixão de Cristo escrita pelo evangelista São João; logo que chegou à cláusula do Evangelho onde o mesmo Cristo, falando com sua Mãe Santíssima a respeito do amado discípulo, lhe diz: Eis o vosso filho, deu ele o último suspiro e entregou sua ditosa alma ao mesmo Senhor que a criara.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Rom 12, 1-2
Peço-vos, irmãos, pela misericórdia de Deus, que vos ofereçais a vós mesmos como sacrifício vivo, santo, agradável a Deus, como culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo; mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para saberdes discernir, segundo a vontade de Deus, o que é bom, o que Lhe é agradável, o que é perfeito.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
2 Cor 13, 11
Irmãos, vivei com alegria; trabalhai pela vossa perfeição; animai-vos uns aos outros; tende os mesmos sentimentos; vivei em paz. E o Deus do amor e da paz estará convosco.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
Rom 6, 22
Libertos do pecado e tornados servos de Deus, tendes como fruto a santidade e como fim a vida eterna.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
Col 1, 21-22
Outrora éreis estranhos a Deus e na vossa mente seus inimigos pelas vossas más ações. Mas agora Deus reconciliou-vos consigo pela morte de Cristo no seu Corpo de carne, para vos apresentar diante d’Ele santos, puros e irrepreensíveis.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
Rom 8, 28-30
Nós sabemos que Deus concorre em tudo para o bem daqueles que O amam, dos que são chamados segundo o seu desígnio. Porque aos que Ele de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que Ele seja o Primogênito de muitos irmãos. E àqueles que predestinou, também os chamou; e àqueles que chamou, também os justificou; e àqueles que justificou, também os glorificou.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
1 Tess 5, 9-10
Deus destinou-nos para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamos unidos a Ele.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática




O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.
1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?
2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.
3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…
4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
