LITURGIA DE 12 DE NOVEMBRO DE 2023 – DOMINGO DA XXXII SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO A)
12 de novembro de 2023LITURGIA DE 14 DE NOVEMBRO DE 2023 – TERÇA FEIRA – XXXII SEMANA COMUM (ANO A)
14 de novembro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 13/11/2023 – sabedoria bíblica “na veia” para cristãos de todas as denominações.
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Sb 1,1-7), de amar a justiça, com a consciência de que em alguma medida, dentro da área de abrangência que nos foi concedida, temos o dever de governar enquanto estamos sobre a terra. Em um primeiro plano, este governo precisa ser exercido em nosso próprio mundo interior, cumprindo-nos primar pela higiene mental, estabelecendo critérios em relação aos pensamentos que habitam em nossas próprias mentes – inclusive estabelecendo filtros para o que nelas ingressa – cientes de que a qualidade do que habita em nós repercutirá na qualidade de nossas ações. Cabe-nos, pois, governar nosso mundo interior de modo a favorecer a presença do Espírito Santo, que é a sabedoria divina, para que habite em nós e conduza nossas ações, cumprindo-nos para tal seguir os conselhos do Escritor Sagrado apresentados nessa perícope: tende para com o Senhor sentimentos perfeitos, e procurai-o na simplicidade do coração, 2.porque ele é encontrado pelos que o não tentam, e se revela aos que não lhe recusam sua confiança; 3.com efeito, os pensamentos tortuosos afastam de Deus, e o seu poder, posto à prova, triunfa dos insensatos. 4.A Sabedoria não entrará na alma perversa, nem habitará no corpo sujeito ao pecado; 5.o Espírito Santo educador (das almas) fugirá da perfídia, afastar-se-á dos pensamentos insensatos, e a iniquidade que sobrevém o repelirá. 6.Sim, a Sabedoria é um espírito que ama os homens, mas não deixará sem castigo o blasfemador pelo crime de seus lábios, porque Deus lhe sonda os rins, penetra até o fundo de seu coração, e ouve as suas palavras. 7.Com efeito, o Espírito do Senhor enche o universo, e ele, que tem unidas todas as coisas, ouve toda voz. As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista, cientes de que nossos inimigos são os principados e potestades do maligno, que são as forças espirituais do mal espalhadas pelos ares (Efésios 6,12), as quais tudo fazem para nos induzir em caminhos tortuosos, com tentações e seduções das mais variadas ordens (Sl 138): Ao mestre de canto. Salmo de Davi. Senhor, vós me perscrutais e me conheceis, 2.sabeis tudo de mim, quando me sento ou me levanto. De longe penetrais meus pensamentos. 3.Quando ando e quando repouso, vós me vedes, observais todos os meus passos. 4.A palavra ainda me não chegou à língua, e já, Senhor, a conheceis toda. 5.Vós me cercais por trás e pela frente, e estendeis sobre mim a vossa mão. 6.Conhecimento assim maravilhoso me ultrapassa, ele é tão sublime que não posso atingi-lo. 7.Para onde irei, longe de vosso Espírito? Para onde fugir, apartado de vosso olhar? 8.Se subir até os céus, ali estareis; se descer à região dos mortos, lá vos encontrareis também. 9.Se tomar as asas da aurora, se me fixar nos confins do mar, 10.é ainda vossa mão que lá me levará, e vossa destra que me sustentará. 11.Se eu dissesse: Pelo menos as trevas me ocultarão, e a noite, como se fora luz, me há de envolver. 12.As próprias trevas não são escuras para vós, a noite vos é transparente como o dia e a escuridão, clara como a luz. 13.Fostes vós que plasmastes as entranhas de meu corpo, vós me tecestes no seio de minha mãe. 14.Sede bendito por me haverdes feito de modo tão maravilhoso. Pelas vossas obras tão extraordinárias, conheceis até o fundo a minha alma. 15.Nada de minha substância vos é oculto, quando fui formado ocultamente, quando fui tecido nas entranhas subterrâneas. 16.Cada uma de minhas ações vossos olhos viram, e todas elas foram escritas em vosso livro; cada dia de minha vida foi prefixado, desde antes que um só deles existisse. 17.Ó Deus, como são insondáveis para mim vossos desígnios! E quão imenso é o número deles! 18.Como contá-los? São mais numerosos que a areia do mar; se pudesse chegar ao fim, seria ainda com vossa ajuda. 19.Oxalá extermineis os ímpios, ó Deus, e que se apartem de mim os sanguinários! 20.Eles se revoltam insidiosamente contra vós, perfidamente se insurgem vossos inimigos. 21.Pois não hei de odiar, Senhor, aos que vos odeiam? Aos que se levantam contra vós, não hei de abominá-los? 22.Eu os odeio com ódio mortal, eu os tenho em conta de meus próprios inimigos. 23.Perscrutai-me, Senhor, para conhecer meu coração; provai-me e conhecei meus pensamentos. 24.Vede se ando na senda do mal, e conduzi-me pelo caminho da eternidade. O Santo Evangelho (Lc 17,1-6) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que é impossível que não ocorram escândalos – tendo em vista a natureza corrompida do ser humano, que enquanto não se submete às terapias divinas, vive sujeito em especial às terríveis doenças espirituais conhecidas como pecados capitais: gula, luxúria, avareza, ira, inveja, preguiça e soberba – com suas respectivas ramificações… Porém, em que pese tal inevitabilidade da ocorrência dos escândalos, averte-nos Jesus: “ai daqueles por quem eles vem!” Jesus acentua a gravidade e nos alerta sobre a consequências dos escândalos: eles levam a pessoas para o mal. Cumpre-nos, pois, conforme ensina Jesus, manter-nos vigilantes e orantes para evitar os pecados e repreender quem neles incorre – admoestando, advertindo de forma sincera, amorosa e fraternal. E perdoar sempre, pois a reincidência é previsível e tendencial, visto que a luta contra o pecado é árdua. Perdoemos, pois, aos nossos semelhantes, como o Senhor a nós perdoa. E cultivemos a atitude de humildade, de contrição e especialmente a fé que tudo pode – inclusive arrancar de nós todas as plantações do maligno e lançá-las fora, tornando nosso terreno interior livre de tudo o que não seja de natureza divina.
LITURGIA DIÁRIA
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Antífona da entrada
– Chegue até vós a minha súplica; inclinai vosso ouvido à minha prece (Sl 87,3).
Oração do dia
– Deus de poder e misericórdia, afastai de nós todo obstáculo para que, inteiramente disponíveis, nos dediquemos ao vosso serviço. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: 1º Sb 1,1-7
Salmo Responsorial: Sl 138
– Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Como astros no mundo brilhareis, pregando a Palavra da vida! (Fl 2,15).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 17,1-6
Glória a vós, Senhor!
Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
LEITURA ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Sb 1,1-7): Amai a justiça, vós que governais a terra, tende para com o Senhor sentimentos perfeitos, e procurai-o na simplicidade do coração, 2.porque ele é encontrado pelos que o não tentam, e se revela aos que não lhe recusam sua confiança; 3.com efeito, os pensamentos tortuosos afastam de Deus, e o seu poder, posto à prova, triunfa dos insensatos. 4.A Sabedoria não entrará na alma perversa, nem habitará no corpo sujeito ao pecado; 5.o Espírito Santo educador (das almas) fugirá da perfídia, afastar-se-á dos pensamentos insensatos, e a iniquidade que sobrevém o repelirá. 6.Sim, a Sabedoria é um espírito que ama os homens, mas não deixará sem castigo o blasfemador pelo crime de seus lábios, porque Deus lhe sonda os rins, penetra até o fundo de seu coração, e ouve as suas palavras. 7.Com efeito, o Espírito do Senhor enche o universo, e ele, que tem unidas todas as coisas, ouve toda voz.
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 138): Ao mestre de canto. Salmo de Davi. Senhor, vós me perscrutais e me conheceis, 2.sabeis tudo de mim, quando me sento ou me levanto. De longe penetrais meus pensamentos. 3.Quando ando e quando repouso, vós me vedes, observais todos os meus passos. 4.A palavra ainda me não chegou à língua, e já, Senhor, a conheceis toda. 5.Vós me cercais por trás e pela frente, e estendeis sobre mim a vossa mão. 6.Conhecimento assim maravilhoso me ultrapassa, ele é tão sublime que não posso atingi-lo. 7.Para onde irei, longe de vosso Espírito? Para onde fugir, apartado de vosso olhar? 8.Se subir até os céus, ali estareis; se descer à região dos mortos, lá vos encontrareis também. 9.Se tomar as asas da aurora, se me fixar nos confins do mar, 10.é ainda vossa mão que lá me levará, e vossa destra que me sustentará. 11.Se eu dissesse: Pelo menos as trevas me ocultarão, e a noite, como se fora luz, me há de envolver. 12.As próprias trevas não são escuras para vós, a noite vos é transparente como o dia e a escuridão, clara como a luz. 13.Fostes vós que plasmastes as entranhas de meu corpo, vós me tecestes no seio de minha mãe. 14.Sede bendito por me haverdes feito de modo tão maravilhoso. Pelas vossas obras tão extraordinárias, conheceis até o fundo a minha alma. 15.Nada de minha substância vos é oculto, quando fui formado ocultamente, quando fui tecido nas entranhas subterrâneas. 16.Cada uma de minhas ações vossos olhos viram, e todas elas foram escritas em vosso livro; cada dia de minha vida foi prefixado, desde antes que um só deles existisse. 17.Ó Deus, como são insondáveis para mim vossos desígnios! E quão imenso é o número deles! 18.Como contá-los? São mais numerosos que a areia do mar; se pudesse chegar ao fim, seria ainda com vossa ajuda. 19.Oxalá extermineis os ímpios, ó Deus, e que se apartem de mim os sanguinários! 20.Eles se revoltam insidiosamente contra vós, perfidamente se insurgem vossos inimigos. 21.Pois não hei de odiar, Senhor, aos que vos odeiam? Aos que se levantam contra vós, não hei de abominá-los? 22.Eu os odeio com ódio mortal, eu os tenho em conta de meus próprios inimigos. 23.Perscrutai-me, Senhor, para conhecer meu coração; provai-me e conhecei meus pensamentos. 24.Vede se ando na senda do mal, e conduzi-me pelo caminho da eternidade.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Lc 17,1-6): Jesus disse também a seus discípulos: É impossível que não haja escândalos, mas ai daquele por quem eles vêm! 2.Melhor lhe seria que se lhe atasse em volta do pescoço uma pedra de moinho e que fosse lançado ao mar, do que levar para o mal a um só destes pequeninos. Tomai cuidado de vós mesmos. 3.Se teu irmão pecar, repreende-o; se se arrepender, perdoa-lhe. 4.Se pecar sete vezes no dia contra ti e sete vezes no dia vier procurar-te, dizendo: Estou arrependido, perdoar-lhe-ás. 5.Os apóstolos disseram ao Senhor: Aumenta-nos a fé! 6.Disse o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá.
Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Sb 1,1-7), de amar a justiça, com a consciência de que em alguma medida, dentro da área de abrangência que nos foi concedida, temos o dever de governar enquanto estamos sobre a terra. Em um primeiro plano, este governo precisa ser exercido em nosso próprio mundo interior, cumprindo-nos primar pela higiene mental, estabelecendo critérios em relação aos pensamentos que habitam em nossas próprias mentes – inclusive estabelecendo filtros para o que nelas ingressa – cientes de que a qualidade do que habita em nós repercutirá na qualidade de nossas ações. Cabe-nos, pois, governar nosso mundo interior de modo a favorecer a presença do Espírito Santo, que é a sabedoria divina, para que habite em nós e conduza nossas ações, cumprindo-nos para tal seguir os conselhos do Escritor Sagrado apresentados nessa perícope: tende para com o Senhor sentimentos perfeitos, e procurai-o na simplicidade do coração, 2.porque ele é encontrado pelos que o não tentam, e se revela aos que não lhe recusam sua confiança; 3.com efeito, os pensamentos tortuosos afastam de Deus, e o seu poder, posto à prova, triunfa dos insensatos. 4.A Sabedoria não entrará na alma perversa, nem habitará no corpo sujeito ao pecado; 5.o Espírito Santo educador (das almas) fugirá da perfídia, afastar-se-á dos pensamentos insensatos, e a iniquidade que sobrevém o repelirá. 6.Sim, a Sabedoria é um espírito que ama os homens, mas não deixará sem castigo o blasfemador pelo crime de seus lábios, porque Deus lhe sonda os rins, penetra até o fundo de seu coração, e ouve as suas palavras. 7.Com efeito, o Espírito do Senhor enche o universo, e ele, que tem unidas todas as coisas, ouve toda voz.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista, cientes de que nossos inimigos são os principados e potestades do maligno, que são as forças espirituais do mal espalhadas pelos ares (Efésios 6,12), as quais tudo fazem para nos induzir em caminhos tortuosos, com tentações e seduções das mais variadas ordens (Sl 138): Ao mestre de canto. Salmo de Davi. Senhor, vós me perscrutais e me conheceis, 2.sabeis tudo de mim, quando me sento ou me levanto. De longe penetrais meus pensamentos. 3.Quando ando e quando repouso, vós me vedes, observais todos os meus passos. 4.A palavra ainda me não chegou à língua, e já, Senhor, a conheceis toda. 5.Vós me cercais por trás e pela frente, e estendeis sobre mim a vossa mão. 6.Conhecimento assim maravilhoso me ultrapassa, ele é tão sublime que não posso atingi-lo. 7.Para onde irei, longe de vosso Espírito? Para onde fugir, apartado de vosso olhar? 8.Se subir até os céus, ali estareis; se descer à região dos mortos, lá vos encontrareis também. 9.Se tomar as asas da aurora, se me fixar nos confins do mar, 10.é ainda vossa mão que lá me levará, e vossa destra que me sustentará. 11.Se eu dissesse: Pelo menos as trevas me ocultarão, e a noite, como se fora luz, me há de envolver. 12.As próprias trevas não são escuras para vós, a noite vos é transparente como o dia e a escuridão, clara como a luz. 13.Fostes vós que plasmastes as entranhas de meu corpo, vós me tecestes no seio de minha mãe. 14.Sede bendito por me haverdes feito de modo tão maravilhoso. Pelas vossas obras tão extraordinárias, conheceis até o fundo a minha alma. 15.Nada de minha substância vos é oculto, quando fui formado ocultamente, quando fui tecido nas entranhas subterrâneas. 16.Cada uma de minhas ações vossos olhos viram, e todas elas foram escritas em vosso livro; cada dia de minha vida foi prefixado, desde antes que um só deles existisse. 17.Ó Deus, como são insondáveis para mim vossos desígnios! E quão imenso é o número deles! 18.Como contá-los? São mais numerosos que a areia do mar; se pudesse chegar ao fim, seria ainda com vossa ajuda. 19.Oxalá extermineis os ímpios, ó Deus, e que se apartem de mim os sanguinários! 20.Eles se revoltam insidiosamente contra vós, perfidamente se insurgem vossos inimigos. 21.Pois não hei de odiar, Senhor, aos que vos odeiam? Aos que se levantam contra vós, não hei de abominá-los? 22.Eu os odeio com ódio mortal, eu os tenho em conta de meus próprios inimigos. 23.Perscrutai-me, Senhor, para conhecer meu coração; provai-me e conhecei meus pensamentos. 24.Vede se ando na senda do mal, e conduzi-me pelo caminho da eternidade.
O Santo Evangelho (Lc 17,1-6) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que é impossível que não ocorram escândalos – tendo em vista a natureza corrompida do ser humano, que enquanto não se submete às terapias divinas, vive sujeito em especial às terríveis doenças espirituais conhecidas como pecados capitais: gula, luxúria, avareza, ira, inveja, preguiça e soberba – com suas respectivas ramificações… Porém, em que pese tal inevitabilidade da ocorrência dos escândalos, averte-nos Jesus: “ai daqueles por quem eles vem!” Jesus acentua a gravidade e nos alerta sobre a consequências dos escândalos: eles levam a pessoas para o mal. Cumpre-nos, pois, conforme ensina Jesus, manter-nos vigilantes e orantes para evitar os pecados e repreender quem neles incorre – admoestando, advertindo de forma sincera, amorosa e fraternal. E perdoar sempre, pois a reincidência é previsível e tendencial, visto que a luta contra o pecado é árdua. Perdoemos, pois, aos nossos semelhantes, como o Senhor a nós perdoa. E cultivemos a atitude de humildade, de contrição e especialmente a fé que tudo pode – inclusive arrancar de nós todas as plantações do maligno e lançá-las fora, tornando nosso terreno interior livre de tudo o que não seja de natureza divina.
Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para amar a justiça, com a consciência de que em alguma medida, dentro da área de abrangência que nos foi concedida, temos o dever de governar enquanto estamos sobre a terra. Em um primeiro plano, este governo precisa ser exercido em nosso próprio mundo interior, cumprindo-nos primar pela higiene mental, estabelecendo critérios em relação aos pensamentos que habitam em nossas próprias mentes – inclusive estabelecendo filtros para o que nelas ingressa – cientes de que a qualidade do que habita em nós repercutirá na qualidade de nossas ações. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para governar nosso mundo interior de modo a favorecer a presença do Espírito Santo, que é a sabedoria divina, para que habite em nós e conduza nossas ações, cumprindo-nos para tal seguir os conselhos do Escritor Sagrado apresentados nessa perícope: tende para com o Senhor sentimentos perfeitos, e procurai-o na simplicidade do coração, 2.porque ele é encontrado pelos que o não tentam, e se revela aos que não lhe recusam sua confiança; 3.com efeito, os pensamentos tortuosos afastam de Deus, e o seu poder, posto à prova, triunfa dos insensatos. 4.A Sabedoria não entrará na alma perversa, nem habitará no corpo sujeito ao pecado; 5.o Espírito Santo educador (das almas) fugirá da perfídia, afastar-se-á dos pensamentos insensatos, e a iniquidade que sobrevém o repelirá. 6.Sim, a Sabedoria é um espírito que ama os homens, mas não deixará sem castigo o blasfemador pelo crime de seus lábios, porque Deus lhe sonda os rins, penetra até o fundo de seu coração, e ouve as suas palavras. 7.Com efeito, o Espírito do Senhor enche o universo, e ele, que tem unidas todas as coisas, ouve toda voz. Fazemos coro com o louvor orante do salmista, cientes de que nossos inimigos são os principados e potestades do maligno, que são as forças espirituais do mal espalhadas pelos ares (Efésios 6,12), as quais tudo fazem para nos induzir em caminhos tortuosos, com tentações e seduções das mais variadas ordens (Sl 138): Ao mestre de canto. Salmo de Davi. Senhor, vós me perscrutais e me conheceis, 2.sabeis tudo de mim, quando me sento ou me levanto. De longe penetrais meus pensamentos. 3.Quando ando e quando repouso, vós me vedes, observais todos os meus passos. 4.A palavra ainda me não chegou à língua, e já, Senhor, a conheceis toda. 5.Vós me cercais por trás e pela frente, e estendeis sobre mim a vossa mão. 6.Conhecimento assim maravilhoso me ultrapassa, ele é tão sublime que não posso atingi-lo. 7.Para onde irei, longe de vosso Espírito? Para onde fugir, apartado de vosso olhar? 8.Se subir até os céus, ali estareis; se descer à região dos mortos, lá vos encontrareis também. 9.Se tomar as asas da aurora, se me fixar nos confins do mar, 10.é ainda vossa mão que lá me levará, e vossa destra que me sustentará. 11.Se eu dissesse: Pelo menos as trevas me ocultarão, e a noite, como se fora luz, me há de envolver. 12.As próprias trevas não são escuras para vós, a noite vos é transparente como o dia e a escuridão, clara como a luz. 13.Fostes vós que plasmastes as entranhas de meu corpo, vós me tecestes no seio de minha mãe. 14.Sede bendito por me haverdes feito de modo tão maravilhoso. Pelas vossas obras tão extraordinárias, conheceis até o fundo a minha alma. 15.Nada de minha substância vos é oculto, quando fui formado ocultamente, quando fui tecido nas entranhas subterrâneas. 16.Cada uma de minhas ações vossos olhos viram, e todas elas foram escritas em vosso livro; cada dia de minha vida foi prefixado, desde antes que um só deles existisse. 17.Ó Deus, como são insondáveis para mim vossos desígnios! E quão imenso é o número deles! 18.Como contá-los? São mais numerosos que a areia do mar; se pudesse chegar ao fim, seria ainda com vossa ajuda. 19.Oxalá extermineis os ímpios, ó Deus, e que se apartem de mim os sanguinários! 20.Eles se revoltam insidiosamente contra vós, perfidamente se insurgem vossos inimigos. 21.Pois não hei de odiar, Senhor, aos que vos odeiam? Aos que se levantam contra vós, não hei de abominá-los? 22.Eu os odeio com ódio mortal, eu os tenho em conta de meus próprios inimigos. 23.Perscrutai-me, Senhor, para conhecer meu coração; provai-me e conhecei meus pensamentos. 24.Vede se ando na senda do mal, e conduzi-me pelo caminho da eternidade. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que é impossível que não ocorram escândalos – tendo em vista a natureza corrompida do ser humano, que enquanto não se submete às terapias divinas, vive sujeito em especial às terríveis doenças espirituais conhecidas como pecados capitais: gula, luxúria, avareza, ira, inveja, preguiça e soberba – com suas respectivas ramificações… Porém, em que pese tal inevitabilidade da ocorrência dos escândalos, averte-nos Jesus: “ai daqueles por quem eles vem!” Jesus acentua a gravidade e nos alerta sobre a consequências dos escândalos: eles levam a pessoas para o mal. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, conforme ensina Jesus, nos mantenhamos vigilantes e orantes para evitar os pecados e repreender quem neles incorre – admoestando, advertindo de forma sincera, amorosa e fraternal. E que possamos perdoar sempre, cientes de que a reincidência é previsível e tendencial, visto que a luta contra o pecado é árdua. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que perdoemos os nossos semelhantes como vós a nós perdoais. E que cultivemos a atitude de humildade, de contrição e especialmente a fé que tudo pode, para a qual nada é impossível – inclusive arrancar de nós todas as plantações do maligno e lançá-las fora, tornando nosso terreno interior livre de tudo o que não seja de natureza divina! Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 13 de Novembro
[Fonte: <https://rainhadoscoracoes.org.br/santo-do-dia/?utm_source=google&utm_medium=grants.amrc.2&utm_content=santo.do.dia&gad_source=1&gclid=Cj0KCQiAr8eqBhD3ARIsAIe-buM-ZpjCZ0R6xOd0mngPtAsOGHmoj3eIZLJR8ArXV9r-uJBwFk9Qhe4aAn44EALw_wcB>]

São Josafá – bispo e mártir
João Kuncewicz nasceu em Wladimir (Ucrânia), no ano de 1580, numa família de ortodoxos cismáticos, ou seja, ligados à Igreja Bizantina e não à Igreja Romana.
Com a mudança de vida, mudou também o nome para Josafá, pois era comerciante; até que, tocado pelo Espírito do Senhor, abraçou a fé católica e entrou para a Ordem de São Basílio.
Como monge desde os 24 anos, tornou-se apóstolo da unidade e sacerdote do Senhor em 1609, quando foi ordenado. Em seguida, nomeado superior dos conventos de Briten e, logo depois, arquimandrita de Vilna.
Dotado de muitas virtudes e dons, tornou-se Arcebispo de Polotsk, sede primacial dos Rutenos, em 1617. Lutou pela formação do clero, pela catequese do povo e pela evangelização de todos.
As portas de sua casa e do seu coração estavam sempre abertas para acolher os pobres e necessitados. Josafá, além de promover com o seu testemunho a caridade para com os pobres, desgastou-se por inteiro na promoção da unidade da Igreja Bizantina com a Romana, por isso conseguiu levar muitos a viver unidos na Igreja de Cristo. Os que entravam em comunhão com a Igreja Romana, como Josafá, passaram a ser chamados de “uniatas”, ou seja, excluídos e acusados de maus patriotas e apóstatas, segundo os ortodoxos.
Dedicou-se no trabalho de unificação das Igrejas, buscando remover o cisma e reconduzir os hereges e cismáticos à união com a Cátedra de São Pedro. Seu apostolado foi coroado com êxito, pois muitos hereges voltaram ao seio da Igreja.
Seu zelo pelas causas da Igreja resultou em muitas perseguições, calúnias e oposições por parte dos cismáticos. Aconteceu que, em 1623, numa viagem pastoral, Josafá, com 43 anos na época, foi atacado, maltratado e martirizado. Após ser assassinado, São Josafá foi preso a um cão morto e lançado num rio. Dessa forma, entrou no Céu, donde continua intercedendo pela unidade dos cristãos, tanto assim que os próprios assassinos, mais tarde, converteram-se à unidade desejada por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Reconhecido pela Igreja por suas virtudes heroicas e, sobretudo, pela santidade de seu martírio, São Josafá foi solenemente canonizado por Pio IX em 1867.
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS – ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – 13 DE NOVEMBRO DE 2023
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Profecia de Daniel 2, 26-47
Visão da estátua e da pedra
O reino eterno de Deus
Naqueles dias, o rei Nabucodonosor perguntou a Daniel, que tinha o sobrenome de Baltasar: «És realmente capaz de me indicar o sonho que tive e a sua explicação?» Daniel respondeu na presença do rei: «O mistério que o rei quer conhecer não lho podem revelar nem os sábios, nem os adivinhos, nem os magos, nem os astrólogos. Mas há um Deus no Céu que revela os mistérios, e Ele faz saber ao rei Nabucodonosor o que vai acontecer no fim dos tempos. Eis o sonho e as visões que se apresentaram ao teu espírito quando estavas no teu leito:
No teu leito, ó rei, surgiram‑te pensamentos sobre o que sucederá no futuro e Aquele que revela os mistérios vai dar‑te a conhecer o que acontecerá. Quanto a mim, se este mistério me foi revelado, não é por ter mais sabedoria que os outros homens, mas para que seja dada a sua explicação ao rei e para que entendas os mais íntimos pensamentos do teu coração.
Tu, ó rei, tiveste esta visão: apareceu uma grande estátua, uma estátua gigantesca e de extraordinário esplendor: erguia‑se diante de ti, e o seu aspecto era terrível. A cabeça da estátua era de ouro fino, o peito e os braços eram de prata, o ventre e as coxas eram de bronze, as pernas eram de ferro, e os pés em parte eram de ferro e em parte de barro.
Estavas a olhar para ela, quando uma pedra se desprendeu sem intervenção de mão alguma e foi bater nos pés da estátua, que eram de ferro e de barro, e os reduziu a pó. Então pulverizaram‑se ao mesmo tempo o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, e ficaram como a moinha das eiras no verão. Levou‑os o vento e não ficou rasto deles. A pedra que tinha batido na estátua tornou‑se uma grande montanha e encheu toda a terra. Foi este o sonho, e daremos a sua interpretação diante do rei.
Tu, ó rei, és o rei dos reis, a quem o Deus do Céu deu a realeza, o poder, a força e a glória. Ele entregou‑te nas mãos os filhos dos homens, os animais dos campos e as aves do céu, onde quer que eles habitem, e fez‑te senhor de todos eles. Tu és a cabeça de ouro. Depois de ti surgirá outro reino, inferior ao teu; a seguir, um terceiro reino, um reino de bronze, que dominará toda a terra. E haverá um quarto reino, duro como o ferro. Assim como o ferro tudo esmaga e despedaça, esse reino há‑de esmagar e despedaçar todos os outros.
Os pés e os dedos que viste, em parte de barro de oleiro e em parte de ferro, significam um reino dividido. Terá a solidez do ferro e por isso viste o ferro misturado com o barro mole. Mas se os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, é porque o reino será em parte forte e em parte frágil. Viste o ferro misturado com a argila: assim também as duas partes se hão de ligar por geração humana; mas não se hão de unir solidamente, como o ferro não pode misturar‑se com o barro.
No tempo desses reis, o Deus do Céu fará surgir um reino que jamais será destruído e cuja soberania nunca passará a outro povo. Esmagará e reduzirá a nada todos esses reinos, mas ele permanecerá para sempre. É o que significa a pedra que viste desprender‑se da montanha sem intervenção de mão alguma e pulverizar o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. O grande Deus fez saber ao rei o que vai acontecer em seguida: o sonho é verdadeiro e fidedigna a sua explicação».
Então o rei Nabucodonosor prostrou‑se de rosto por terra diante de Daniel e ordenou que lhe oferecessem oblações e perfumes. O rei dirigiu‑se a Daniel e disse: «Na verdade, o vosso Deus é o Deus dos deuses, o Senhor dos reis e revelador dos mistérios, porque tu foste capaz de descobrir este mistério».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Homilia de um autor do século II
(Cap. 3, 1 – 4, 5; 7, 1-6: Funk 1, 149-152)
Demos testemunho de Deus com as nossas obras
Uma vez que o Senhor usou de tão grande misericórdia para conosco, evitando que nós, seres vivos, sacrificássemos e adorássemos a deuses mortos, e levando‑nos por Cristo a conhecer o Pai da verdade, qual será o conhecimento que a Ele conduz senão o de não negar Aquele por meio do qual conhecemos o Pai? Ele mesmo diz a este respeito: Se alguém der testemunho de Mim diante dos homens, também Eu darei testemunho dele diante do Pai. Esta será a nossa recompensa, se dermos testemunho d’Aquele por quem fomos salvos. E como daremos esse testemunho? Fazendo o que Ele nos manda e não desobedecendo aos seus mandamentos; honrando‑O não só com os lábios, mas com todo o coração e com toda a alma. Diz o Senhor por meio de Isaías: Este povo honra‑Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim.
Não nos limitemos, portanto, a chamá‑l’O «Senhor»; isso não basta para nos salvarmos. O mesmo Senhor afirma: Nem todo aquele que diz «Senhor, Senhor!» será salvo, mas sim aquele que pratica a justiça. Por isso, irmãos, demos testemunho d’Ele com as obras, amando‑nos uns aos outros, evitando a impureza, a maledicência e a inveja, e vivendo com temperança, misericórdia e bondade; devemos também inspirar o nosso comportamento na ajuda mútua e não na avidez do dinheiro. Demos testemunho d’Ele com estas obras e não com procedimento contrário; não devemos temer os homens mas a Deus. Aos que praticam o mal diz o Senhor: Ainda que andásseis comigo, se não cumprirdes os meus mandamentos, repelir‑vos‑ei dizendo: Afastai‑vos de Mim; não sei donde sois, ó obreiros da iniquidade.
Portanto, combatamos, meus irmãos, pois sabemos que estamos empenhados em nobre combate. Os que se entregam a combates corruptíveis só serão coroados se tiverem trabalhado com esforço e combatido com honra. Lutemos todos, a fim de que todos sejamos coroados. Percorramos o reto caminho, travemos o nobre combate, caminhemos e lutemos todos para a coroa da vitória; e se não pudermos ser todos coroados, procuremos ao menos ficar muito perto da coroa.
Recordemos que, se algum dos que lutam nos combates corruptíveis infringe as leis, é castigado com açoites e lançado fora do estádio. Que vos parece? Qual deverá ser o castigo de quem infringe as leis do combate incorruptível? Dos que não tiverem honrado o caráter do cristão diz o Senhor: O seu verme não morrerá, o seu fogo não se extinguirá e serão o horror de todos os homens.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Judite 8, 25-26a.27
Demos graças ao Senhor nosso Deus, que nos põe à prova como aos nossos pais. Lembrai-vos como procedeu com Abraão, como provou Isaac e o fez a Jacob. Assim como os provou pelo fogo para sondar os seus corações, também não se vinga de nós; mas é para advertir que o Senhor flagela os que d’Ele se aproximam.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
Lev 20, 26
Sede para Mim santos, porque Eu, o Senhor, sou santo, e vos separei dos outros povos para que sejais meus.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
Sab 15, 1.3
Vós, Senhor nosso Deus, sois bondoso, fiel e paciente, e tudo governais com misericórdia. Conhecer-Vos é a perfeita justiça e conhecer o poder do vosso nome é fonte de imortalidade.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
Bar 4, 21-22
Coragem, meus filhos. Clamai a Deus e Ele vos libertará da opressão, das mãos dos inimigos. Eu espero do Eterno a vossa salvação e do Santo me vem grande alegria, pela misericórdia que em breve vos será concedida pelo Eterno, vosso Salvador.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
1 Tes 3, 12-13
O Senhor vos faça crescer e abundar na caridade uns para com os outros e para com todos, como nós a temos tido para convosco, a fim de que os vossos corações se conservem irrepreensíveis na santidade, diante de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de Jesus, Nosso Senhor, com todos os seus santos.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
1 Tess 5, 9-10
Deus destinou-nos para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamos unidos a Ele.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática




O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.
1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?
2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.
3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…
4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
