LITURGIA DE 14 DE NOVEMBRO DE 2023 – TERÇA FEIRA – XXXII SEMANA COMUM (ANO A)
14 de novembro de 2023LITURGIA DE 17 DE NOVEMBRO DE 2023 – SEXTA FEIRA – SANTA ISABEL DA HUNGRIA – ESPOSA E RELIGIOSA (ANO A)
17 de novembro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 16/11/2023 – sabedoria bíblica “na veia” para cristãos de todas as denominações.
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Sb 7,22-8,1 ), de impregnar-nos da consciência de que há na sabedoria divina: um espírito inteligente, santo, único, múltiplo, sutil, móvel, penetrante, puro, claro, inofensivo, inclinado ao bem, agudo, 23.livre, benéfico, benévolo, estável, seguro, livre de inquietação, que pode tudo, que cuida de tudo, que penetra em todos os espíritos, os inteligentes, os puros, os mais sutis. 24.Mais ágil que todo o movimento é a Sabedoria, ela atravessa e penetra tudo, graças à sua pureza. 25.Ela é um sopro do poder de Deus, uma irradiação límpida da glória do Todo-poderoso; assim mancha nenhuma pode insinuar-se nela. 26.É ela uma efusão da luz eterna, um espelho sem mancha da atividade de Deus, e uma imagem de sua bondade. 27.Embora única, tudo pode; imutável em si mesma, renova todas as coisas. Ela se derrama de geração em geração nas almas santas e forma os amigos e os intérpretes de Deus, 28.porque Deus somente ama quem vive com a sabedoria! 29.É ela, com efeito, mais bela que o sol e ultrapassa o conjunto dos astros. Comparada à luz, ela se sobreleva, 30.porque à luz sucede a noite, enquanto que, contra a Sabedoria, o mal não prevalece. [8]1.Ela estende seu vigor de uma extremidade do mundo à outra e governa todas as coisas com felicidade. As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista:(Sl 118,89.90.91.130.135.175): É eterna, Senhor, vossa palavra, tão estável como o céu. 90.Vossa verdade dura de geração em geração, tão estável como a terra que criastes. 91.Tudo subsiste perpetuamente pelos vossos decretos, porque o universo vos é sujeito. 130.Vossas palavras são uma verdadeira luz, que dá sabedoria aos simples. 135.Fazei brilhar sobre o vosso servo o esplendor da vossa face, e ensinai-me as vossas leis. 175.Viva a minha alma para vos louvar, e ajudem-me os vossos decretos. O Santo Evangelho (Lc 17,11-19) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que o Reino de Deus não se estabelece de forma ostensiva, ruidosa, espalhafatosa, glamourosa… Ao contrário, ele se estabelece discretamente, silenciosamente, sutilmente, humildemente… Há um adágio popular que afirma: “águas paradas são profundas”… Jesus, ao responder a pergunta dos fariseus sobre quando viria o Reino de Deus, além de esclarecer que não se apresentaria de modo ostensivo, afirmou: “o Reino de Deus já está no meio de vós.” Jesus é o Rei do Universo, a humanidade foi contemplada com o excelso privilégio de tê-lo entre nós e a maior graça que podemos usufruir é nos tornarmos conscientemente seus súditos, servindo-o amorosamente, seguindo fielmente suas determinações que nos conduzem no bom caminho que leva à vida eterna. Essa é a essência do Reino de Deus: nos colocarmos a serviço, submeter-nos ao senhorio de Jesus, deixar-nos conduzir obedientemente por suas palavras, por suas divinas orientações, ele que é o Verbo Divino do Pai, a sabedoria de Deus encarnada! À medida que nos tornamos servos do Rei Jesus, deixamos de ser escravos de Satanás e de suas seduções pecaminosas. Cumpre-nos renunciar a Satanás, renunciar ao pecado e aderir a Jesus com determinada determinação, como ensinou Santa Tereza D´Ávila, tornando-nos cada vez mais íntimos dele, no silêncio de nossos corações. Com isso nos impregnamos das mais refinadas graças, deixando o viver semi-animalesco de outrora – e cumpre esmerar-nos com os mais denodados empenhos para sermos seus discípulos missionários, atuando como pontes para que muitos outros sejam contemplados com tais excelsas graças!
LITURGIA DIÁRIA
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Antífona da entrada
– Chegue até vós a minha súplica; inclinai vosso ouvido à minha prece (Sl 87,3).
Oração do dia
– Deus de poder e misericórdia, afastai de nós todo obstáculo para que, inteiramente disponíveis, nos dediquemos ao vosso serviço. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Sb 7,22-8,1
Salmo Responsorial: Sl 118,89.90.91.130.135.175
– É eterna, ó Senhor, vossa Palavra!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Eu sou a videira e vós sois os ramos; um fruto abundante vós haveis de dar (Jo 15,5).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 17,20-25
Glória a vós, Senhor!
Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
LEITURA ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Sb 7,22-8,1 ): 22.Há nela, com efeito, um espírito inteligente, santo, único, múltiplo, sutil, móvel, penetrante, puro, claro, inofensivo, inclinado ao bem, agudo, 23.livre, benéfico, benévolo, estável, seguro, livre de inquietação, que pode tudo, que cuida de tudo, que penetra em todos os espíritos, os inteligentes, os puros, os mais sutis. 24.Mais ágil que todo o movimento é a Sabedoria, ela atravessa e penetra tudo, graças à sua pureza. 25.Ela é um sopro do poder de Deus, uma irradiação límpida da glória do Todo-poderoso; assim mancha nenhuma pode insinuar-se nela. 26.É ela uma efusão da luz eterna, um espelho sem mancha da atividade de Deus, e uma imagem de sua bondade. 27.Embora única, tudo pode; imutável em si mesma, renova todas as coisas. Ela se derrama de geração em geração nas almas santas e forma os amigos e os intérpretes de Deus, 28.porque Deus somente ama quem vive com a sabedoria! 29.É ela, com efeito, mais bela que o sol e ultrapassa o conjunto dos astros. Comparada à luz, ela se sobreleva, 30.porque à luz sucede a noite, enquanto que, contra a Sabedoria, o mal não prevalece. [8]1.Ela estende seu vigor de uma extremidade do mundo à outra e governa todas as coisas com felicidade.
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 118,89.90.91.130.135.175): É eterna, Senhor, vossa palavra, tão estável como o céu. 90.Vossa verdade dura de geração em geração, tão estável como a terra que criastes. 91.Tudo subsiste perpetuamente pelos vossos decretos, porque o universo vos é sujeito. 130.Vossas palavras são uma verdadeira luz, que dá sabedoria aos simples. 135.Fazei brilhar sobre o vosso servo o esplendor da vossa face, e ensinai-me as vossas leis. 175.Viva a minha alma para vos louvar, e ajudem-me os vossos decretos.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista ( Lc 17,20-25): Os fariseus perguntaram um dia a Jesus quando viria o Reino de Deus. Respondeu-lhes: O Reino de Deus não virá de um modo ostensivo. 21.Nem se dirá: Ei-lo aqui; ou: Ei-lo ali. Pois o Reino de Deus já está no meio de vós. 22.Mais tarde ele explicou aos discípulos: Virão dias em que desejareis ver um só dia o Filho do Homem, e não o vereis. 23.Então vos dirão: Ei-lo aqui; e: Ei-lo ali. Não deveis sair nem os seguir. 24.Pois como o relâmpago, reluzindo numa extremidade do céu, brilha até a outra, assim será com o Filho do Homem no seu dia. 25.É necessário, porém, que primeiro ele sofra muito e seja rejeitado por esta geração.
Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Sb 7,22-8,1 ), de impregnar-nos da consciência de que há na sabedoria divina: um espírito inteligente, santo, único, múltiplo, sutil, móvel, penetrante, puro, claro, inofensivo, inclinado ao bem, agudo, 23.livre, benéfico, benévolo, estável, seguro, livre de inquietação, que pode tudo, que cuida de tudo, que penetra em todos os espíritos, os inteligentes, os puros, os mais sutis. 24.Mais ágil que todo o movimento é a Sabedoria, ela atravessa e penetra tudo, graças à sua pureza. 25.Ela é um sopro do poder de Deus, uma irradiação límpida da glória do Todo-poderoso; assim mancha nenhuma pode insinuar-se nela. 26.É ela uma efusão da luz eterna, um espelho sem mancha da atividade de Deus, e uma imagem de sua bondade. 27.Embora única, tudo pode; imutável em si mesma, renova todas as coisas. Ela se derrama de geração em geração nas almas santas e forma os amigos e os intérpretes de Deus, 28.porque Deus somente ama quem vive com a sabedoria! 29.É ela, com efeito, mais bela que o sol e ultrapassa o conjunto dos astros. Comparada à luz, ela se sobreleva, 30.porque à luz sucede a noite, enquanto que, contra a Sabedoria, o mal não prevalece. [8]1.Ela estende seu vigor de uma extremidade do mundo à outra e governa todas as coisas com felicidade.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista:(Sl 118,89.90.91.130.135.175): É eterna, Senhor, vossa palavra, tão estável como o céu. 90.Vossa verdade dura de geração em geração, tão estável como a terra que criastes. 91.Tudo subsiste perpetuamente pelos vossos decretos, porque o universo vos é sujeito. 130.Vossas palavras são uma verdadeira luz, que dá sabedoria aos simples. 135.Fazei brilhar sobre o vosso servo o esplendor da vossa face, e ensinai-me as vossas leis. 175.Viva a minha alma para vos louvar, e ajudem-me os vossos decretos.
O Santo Evangelho (Lc 17,11-19) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que o Reino de Deus não se estabelece de forma ostensiva, ruidosa, espalhafatosa, glamourosa… Ao contrário, ele se estabelece discretamente, silenciosamente, sutilmente, humildemente… Há um adágio popular que afirma: “águas paradas são profundas”… Jesus, ao responder a pergunta dos fariseus sobre quando viria o Reino de Deus, além de esclarecer que não se apresentaria de modo ostensivo, afirmou: “o Reino de Deus já está no meio de vós.” Jesus é o Rei do Universo, a humanidade foi contemplada com o excelso privilégio de tê-lo entre nós e a maior graça que podemos usufruir é nos tornarmos conscientemente seus súditos, servindo-o amorosamente, seguindo fielmente suas determinações que nos conduzem no bom caminho que leva à vida eterna. Essa é a essência do Reino de Deus: nos colocarmos a serviço, submeter-nos ao senhorio de Jesus, deixar-nos conduzir obedientemente por suas palavras, por suas divinas orientações, ele que é o Verbo Divino do Pai, a sabedoria de Deus encarnada! À medida que nos tornamos servos do Rei Jesus, deixamos de ser escravos de Satanás e de suas seduções pecaminosas. Cumpre-nos renunciar a Satanás, renunciar ao pecado e aderir a Jesus com determinada determinação, como ensinou Santa Tereza D´Ávila, tornando-nos cada vez mais íntimos dele, no silêncio de nossos corações. Com isso nos impregnamos das mais refinadas graças, deixando o viver semi-animalesco de outrora – e cumpre esmerar-nos com os mais denodados empenhos para sermos seus discípulos missionários, atuando como pontes para que muitos outros sejam contemplados com tais excelsas graças!
Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência da realidade expressa pelo escritor sagrado, no sentido de que há na sabedoria divina (Sb 7,22-8,1 ): um espírito inteligente, santo, único, múltiplo, sutil, móvel, penetrante, puro, claro, inofensivo, inclinado ao bem, agudo, 23.livre, benéfico, benévolo, estável, seguro, livre de inquietação, que pode tudo, que cuida de tudo, que penetra em todos os espíritos, os inteligentes, os puros, os mais sutis. 24.Mais ágil que todo o movimento é a Sabedoria, ela atravessa e penetra tudo, graças à sua pureza. 25.Ela é um sopro do poder de Deus, uma irradiação límpida da glória do Todo-poderoso; assim mancha nenhuma pode insinuar-se nela. 26.É ela uma efusão da luz eterna, um espelho sem mancha da atividade de Deus, e uma imagem de sua bondade. 27.Embora única, tudo pode; imutável em si mesma, renova todas as coisas. Ela se derrama de geração em geração nas almas santas e forma os amigos e os intérpretes de Deus, 28.porque Deus somente ama quem vive com a sabedoria! 29.É ela, com efeito, mais bela que o sol e ultrapassa o conjunto dos astros. Comparada à luz, ela se sobreleva, 30.porque à luz sucede a noite, enquanto que, contra a Sabedoria, o mal não prevalece. [8]1.Ela estende seu vigor de uma extremidade do mundo à outra e governa todas as coisas com felicidade. Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 118,89.90.91.130.135.175): É eterna, Senhor, vossa palavra, tão estável como o céu. 90.Vossa verdade dura de geração em geração, tão estável como a terra que criastes. 91.Tudo subsiste perpetuamente pelos vossos decretos, porque o universo vos é sujeito. 130.Vossas palavras são uma verdadeira luz, que dá sabedoria aos simples. 135.Fazei brilhar sobre o vosso servo o esplendor da vossa face, e ensinai-me as vossas leis. 175.Viva a minha alma para vos louvar, e ajudem-me os vossos decretos. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que o Reino de Deus não se estabelece de forma ostensiva, ruidosa, espalhafatosa, glamourosa… Ao contrário, ele se estabelece discretamente, silenciosamente, sutilmente, humildemente… Há um adágio popular que afirma: “águas paradas são profundas”… Jesus, ao responder a pergunta dos fariseus sobre quando viria o Reino de Deus, além de esclarecer que não se apresentaria de modo ostensivo, afirmou: “o Reino de Deus já está no meio de vós.” Jesus é o Rei do Universo, a humanidade foi contemplada com o excelso privilégio de tê-lo entre nós e a maior graça que podemos usufruir é nos tornarmos conscientemente seus súditos, servindo-o amorosamente, seguindo fielmente suas determinações que nos conduzem no bom caminho que leva à vida eterna. Essa é a essência do Reino de Deus: nos colocarmos a serviço, submeter-nos ao senhorio de Jesus, deixar-nos conduzir obedientemente por suas palavras, por suas divinas orientações, ele que é o Verbo Divino do Pai, a sabedoria de Deus encarnada! À medida que nos tornamos servos do Rei Jesus, deixamos de ser escravos de Satanás e de suas seduções pecaminosas. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para renunciar a Satanás, renunciar ao pecado e aderir a Jesus com determinada determinação, como ensinou Santa Tereza D´Ávila, tornando-nos cada vez mais íntimos dele, no silêncio de nossos corações. Com isso nos impregnamos das mais refinadas graças, deixando o viver semi-animalesco de outrora. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos esmeremos com os mais denodados empenhos para sermos seus discípulos missionários, atuando como pontes para que muitos outros sejam contemplados com tais excelsas graças! Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 16 de Novembro
[Fonte: <https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia/11/16/s–margarida-da-escocia.html>]

Santa Margarida da Escócia
Margarida nasceu em 1045, em Mecseknádasd, Hungria, onde seu pai, Eduardo, herdeiro do trono de Edmundo II da Inglaterra, se encontrava exilado, após a tomada de posse do seu reino pelo rei da Dinamarca, Cnut. As origens da sua mãe, Ágata, são incertas. Sabe-se, porém, que Margarida era a segunda de três filhos. Ainda criança, após a morte do rei Canuto, seu pai decidiu voltar para a Inglaterra, onde faleceu logo depois da chegada do normando William, o conquistador. Assim, Ágata foi obrigada a se refugiar em outro lugar com seus filhos. Com efeito, encontrou refúgio na Escócia, na corte de Malcom III, homem hospitaleiro, gentil e generoso: viúvo e pai de um filho, apaixonou-se pela bela e inteligente Margarida, educada nos bons costumes e na fé católica. Ele pediu a sua mão em 1070. Aos 24 anos Margarida tornou-se Rainha da Escócia.
A residência de Malcolm e Margarida era o Castelo de Edimburgo, onde a vida de corte era enriquecida com práticas piedosas e orações diárias. A vida do casal real era agraciada por oito filhos: seis meninos e duas meninas. Margarida era uma esposa perfeita: gentil, paciente, bondosa, carinhosa e amorosa com seu esposo: ela sempre estava ao seu lado nas dificuldades diárias; envolvia-o nas suas práticas piedosas; dava-lhe conselhos em questões políticas e administrativas. Deve-se a ela a introdução do feudalismo, em terras escocesas, sob modelo inglês, e a criação de um Parlamento. No entanto, as portas do castelo estavam sempre abertas para acolher, ajudar e assistir os pobres e enfermos, para os quais a soberana mandou construir asilos e hospedarias.
Com Margarida, os cultos das Igrejas locais foram uniformizados e conformados com os da Igreja de Roma. A rainha determinou que o jejum da Quaresma fosse respeitado e a Páscoa celebrada no mesmo dia; recomendou a confissão frequente e abstenção do trabalho aos domingos; difundiu a educação religiosa e incentivou a construção de igrejas, mosteiros, capelas e escolas. Graças a ela, os monges beneditinos fundaram mosteiros na Escócia; as antigas abadias voltaram ao seu esplendor e foram construídos abrigos para os peregrinos. Na intimidade do castelo, Margarida dedicava seu tempo para bordar os paramentos sagrados e decorar livros, além de entreter seu esposo com leituras espirituais.
Devido à sua saúde precária, Margarida adoeceu, em 1093, enquanto seu esposo e filho mais velho tiveram que empunhar as armas contra Guilherme, o Vermelho, que invadia a Escócia. Ambos morreram, em 13 de novembro, na Batalha de Alnwick. É famosa a oração da rainha ao receber a notícia. Suas palavras foram memorizadas pelo monge Teodorico Turgot, prior do mosteiro de Durham, mais tarde Arcebispo de Santo André – confessor, diretor espiritual e biógrafo de Margarida: “Deus Todo-Poderoso, agradeço-vos por ter-me dado tão grande aflição, nos últimos momentos da minha vida. Espero que, por vossa misericórdia, possa servir para purificar os meus pecados”. Margarida faleceu em 16 de novembro de 1093, no Castelo de Edimburgo. Foi canonizada, em 1250, pelo Papa Inocêncio IV, pelo seu exemplo de vida, fidelidade à Igreja e caridade para com o próximo. O lugar de culto mais antigo a ela dedicado é a Capela de Santa Margarida, no próprio Castelo de Edimburgo.
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS – ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – 16 DE NOVEMBRO DE 2023
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Profecia de Daniel 9, 1-4a.18-27
Oração e visão de Daniel
No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da raça dos medos, que veio a ser eleito soberano do reino dos caldeus, no primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, descobri nos Livros Sagrados o número de anos que, segundo a palavra do Senhor ao profeta Jeremias, se deveriam completar sobre as ruínas de Jerusalém: setenta anos. Voltei o rosto para o Senhor Deus, a fim de O invocar, em orações e súplicas, com jejum, cilício e cinzas. Orei ao Senhor meu Deus e fiz esta confissão:
«Inclinai, meu Deus, o vosso ouvido e escutai. Abri os vossos olhos e vede as nossas ruínas e a cidade sobre a qual se invoca o vosso nome. Não Vos apresentamos as nossas súplicas confiados na nossa justiça, mas na vossa grande misericórdia. Ouvi, Senhor. Perdoai, Senhor. Atendei, Senhor, e atuai. Não tardeis, meu Deus, por amor de Vós mesmo e porque sobre este povo é invocado o vosso nome».
Ainda eu estava a falar, orando e confessando o meu pecado e o pecado do meu povo de Israel, e já a minha súplica chegava à presença do Senhor meu Deus a favor da santa montanha do meu Deus. Ainda eu pronunciava a minha oração, quando Gabriel, o personagem que eu contemplara anteriormente na visão, se aproximou de mim voando velozmente, à hora da oblação da tarde. Veio para me informar e disse: «Daniel, vim aqui para te esclarecer. Quando iniciaste a tua oração, foi pronunciada uma palavra e eu venho explicá‑la, porque tu és um homem de predileção. Presta atenção a este oráculo e compreende bem a visão.
Foram fixadas setenta semanas sobre o teu povo e a cidade santa, para fazer cessar a abominação e pôr termo ao pecado, para se expiar a falta e estabelecer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e ungir o Santo dos Santos.
Portanto, fica a saber e a compreender isto: Desde que surgiu o oráculo para a reconstrução de Jerusalém até ao príncipe ungido, haverá sete semanas; durante sessenta e duas semanas, praças e fossos serão reconstruídos, mas em tempos de angústia. E depois das sessenta e duas semanas, um ungido inocente será exterminado. A cidade e o santuário serão destruídos por um chefe invasor. Acabarão num cataclismo, e até ao fim estão decretadas a guerra e as devastações. Ele concluirá uma aliança com muitos, durante uma semana; e no meio da semana fará cessar o sacrifício e a oblação. No templo estará a abominação da desolação, até que a ruína decretada recaia sobre o devastador».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Homilia de um autor do século II
(Cap. 13, 2 – 14, 5: Funk 1, 159-161)
A Igreja viva é o corpo de Cristo
Diz o Senhor: O meu nome é ultrajado no meio dos povos. E ainda: Ai daquele por cuja causa o meu nome é ultrajado. Por que motivo é ultrajado o nome do Senhor? Porque não pomos em prática o que dizemos.
Quando ouvem da nossa boca a palavra de Deus, os pagãos ficam admirados com a sua excelência admirável. Mas quando tomam conhecimento de que as nossas obras não correspondem às nossas palavras, começam a blasfemar, dizendo que tudo é fábula e mentira. Quando nos ouvem dizer que Deus afirma: Não tendes especial merecimento se amais os que vos amam; tereis merecimento se amardes os vossos inimigos e aqueles que vos odeiam, ficam admirados ante a sublimidade destas palavras. Mas se verificam que nós não só não amamos os que nos odeiam mas nem sequer os que nos amam, riem‑se de nós e blasfemam o nome do Senhor.
Por isso, irmãos, se cumprimos a vontade de Deus nosso Pai, pertencemos à Igreja espiritual, que foi formada antes do sol e da lua. Se não cumprimos a vontade do Senhor, aplicar‑se‑á a nós a palavra da Escritura que diz: A minha casa tornou‑se um antro de salteadores. Procuremos, portanto, pertencer à Igreja da vida, a fim de alcançarmos a salvação.
Não ignorais certamente que a Igreja viva é o corpo de Cristo. Diz a Escritura: Deus criou o homem varão e mulher. O varão é Cristo; a mulher é a Igreja. De resto, a Bíblia e os Apóstolos dizem que a Igreja não teve a sua origem neste tempo, mas existe desde sempre; de fato a Igreja era espiritual, como o nosso Jesus, mas manifestou‑se nos últimos tempos para nos levar à salvação.
Esta Igreja, que é espiritual, apareceu na carne de Cristo, para nos mostrar que, se lhe formos fiéis na carne e não a abandonarmos, recebê‑la‑emos no Espírito Santo. Na verdade, esta carne é imagem do espírito; e quem perder a imagem ou tipo, não receberá o arquétipo. Quer dizer: Respeitai a carne para serdes participantes do espírito. Mas se dissermos que a carne é a Igreja e o espírito é Cristo, segue‑se daí que quem desonra a carne desonra a Igreja. E esse não será participante do espírito que é Cristo. Com a ajuda do Espírito Santo, esta carne pode receber uma incorruptibilidade e uma vida tão sublime, que ninguém pode explicar e descrever o que o Senhor preparou para os seus eleitos.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Rom 8, 18-21
Os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória que se há-de manifestar em nós. Na verdade, as criaturas esperam ansiosamente a revelação dos filhos de Deus. Elas estão sujeitas à vã situação do mundo, não por sua vontade, mas por vontade d’Aquele que as submeteu, com a esperança de que as mesmas criaturas sejam também libertadas da corrupção que escraviza, para receberem a gloriosa liberdade dos filhos de Deus.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
1 Jo 3, 23-24
É este o mandamento de Deus: acreditar no nome de seu Filho, Jesus Cristo, e amarmo-nos uns aos outros, como Ele nos mandou. Quem observa os seus mandamentos, permanece em Deus e Deus nele. E sabemos que permanece em nós pelo Espírito que nos concedeu.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
Sab 1, 1-2
Amai a justiça, vós que governais a terra; tende para com o Senhor sentimentos perfeitos e procurai-O com simplicidade de coração; porque Ele deixa-Se encontrar pelos que não O tentam e revela-Se aos que n’Ele confiam.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
Hebr 12, 1b-2
Libertemo-nos de todo o impedimento e do pecado que nos cerca e corramos com perseverança para o combate que se apresenta diante de nós, fixando os olhos em Jesus, guia da nossa fé e autor da sua perfeição. Renunciando à alegria que tinha ao seu alcance, Ele suportou a cruz, desprezando a sua ignomínia, e está sentado à direita do trono de Deus.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
Col 1, 23
Permanecei firmemente consolidados na fé e inabaláveis na esperança prometida pelo Evangelho que ouvistes e foi pregado a toda a criatura que há debaixo do céu.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
1 Tess 5, 23
O Deus da paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
confraria@catolicospraticantes.com.br
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática




O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.
1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?
2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.
3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…
4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
