“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 18 DE SETEMBRO DE 2026
18 de setembro de 2026Sábado da Semana XXIV do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Profecia de Ezequiel 18,1-13.20-32.
Cada um será julgado segundo as suas obras
O Senhor dirigiu‑me a palavra, dizendo: «Porque andais a repetir este provérbio na terra de Israel: ‘Os pais comeram uvas verdes e embotaram‑se os dentes dos filhos’?
Pela minha vida – diz o Senhor – não voltareis a repetir este provérbio em Israel. Todas as vidas me pertencem, tanto a do pai como a do filho. Aquele que pecar é que morrerá.
O homem justo, que pratica o direito e a justiça, que não participa nos festins das montanhas nem levanta os olhos para os falsos deuses da casa de Israel, que não desonra a esposa do seu próximo nem se aproxima da mulher em tempo indevido, que não explora ninguém, que devolve o penhor de uma dívida paga e não comete roubos, que dá o seu pão a quem tem fome e dá roupa a quem não tem que vestir, que não é usurário nem recebe juros, que afasta as suas mãos da iniquidade e exerce verdadeira justiça entre os homens, que segue as minhas leis e observa os meus preceitos, praticando fielmente a verdade, esse homem é justo e viverá – diz o Senhor Deus.
Mas se ele tem um filho violento e sanguinário, que pratica alguma destas acções que ele próprio nunca praticou, que participa nos festins das montanhas, desonra a esposa do seu próximo, oprime o pobre e o indigente, comete roubos, não devolve o penhor, levanta os olhos para os falsos deuses, procede de maneira abominável, é usurário e recebe juros, esse filho não viverá; se cometer qualquer desses crimes abomináveis, certamente morrerá; o seu sangue cairá sobre ele.
O que peca, esse deverá morrer: o filho não será responsável pela culpa do pai, nem o pai pela culpa do filho. Ao justo se atribuirá a sua justiça e ao pecador a sua maldade.
Se o pecador se arrepender de todas as faltas que cometeu, se observar todos os meus mandamentos e praticar o direito e a justiça, certamente viverá e não morrerá. Não lhe serão lembrados os pecados que cometeu e viverá por causa da justiça que praticou. Será porventura a morte do pecador que me agrada? – diz o Senhor –. Não é antes que se converta dos seus maus caminhos o seu mau proceder e que viva?
Mas se o justo se desviar da justiça e praticar o mal, imitando as abominações dos pecadores, porventura viverá? Não mais será recordada a justiça que praticou; por causa da prevaricação em que caiu e do pecado que cometeu, ele morrerá. E vós dizeis: ‘A maneira de proceder do Senhor não é justa’. Escutai, casa de Israel: Será a minha maneira de proceder que não é justa? Não será antes o vosso proceder que é injusto? Quando o justo se afastar da justiça, praticar o mal e vier a morrer, morrerá por causa do mal cometido. Quando o pecador se afastar do mal que tiver realizado, praticar o direito e a justiça, salvará a sua vida. Se abrir os olhos e renunciar às faltas que tiver cometido, há‑de viver e não morrerá. Mas a casa de Israel disse: ‘A maneira de proceder do Senhor não é justa’. Será a minha maneira de proceder que não é justa, casa de Israel? Não será antes o vosso proceder que é injusto?
Por isso, casa de Israel, Eu julgarei cada um segundo as próprias acções – diz o Senhor Deus –. Convertei‑vos e renunciai a todas as vossas iniquidades, e o pecado deixará de ser a vossa ruína. Lançai para longe os vossos pecados e formai um coração novo e um espírito novo. Porque havíeis de morrer, casa de Israel? Eu não desejo a morte de ninguém – diz o Senhor Deus. Convertei‑vos e vivereis».
RESPONSÓRIO Jer 31, 29; Ez 18, 20a.30a.20b
R. Não mais se dirá: Os pais comeram uvas verdes e embotaram‑se os dentes dos filhos, * Cada um morrerá pelo próprio pecado.
V. Eu julgarei cada um segundo as próprias acções: o filho não será responsável pela culpa de seu pai, nem o pai pela culpa de seu filho. * Cada um morrerá pelo próprio pecado.
SEGUNDA LEITURA
Do Sermão de Santo Agostinho, bispo, sobre os Pastores
(Sermo 46, 11-12: CCL 41, 538-539) (Sec. V)
Oferece a medicina da consolação
Diz a Escritura: O Senhor castiga aquele que reconhece como filho. E tu dizes: «Talvez para mim haja uma excepção»? Recorda, porém, que se és excluído do castigo, és excluído do número dos filhos. «Então – dirás tu – Ele castiga absolutamente todos os filhos?». Sem dúvida, castiga todos os seus filhos, como castigou também o seu Filho Unigénito. Aquele Filho Unigénito, igual ao Pai pela sua condição divina, o Verbo pelo qual todas as coisas foram feitas, não tinha possibilidade de ser provado ou castigado. E no entanto, para não ficar sem castigo, revestiu‑Se de um corpo. Ora se Deus não poupou o seu Filho Unigénito, que não conhecera o pecado, pensas que deixará sem castigo o filho adoptivo e pecador? O Apóstolo diz que fomos chamados à adopção. E de facto recebemos a adopção filial, para sermos herdeiros com o Filho Unigénito, para sermos sua herança, como diz o salmo: Pede‑Me e dar‑te‑ei as nações como herança. Deus no‑l’O dá como exemplo nos seus sofrimentos. Mas, evidentemente, para que o débil não caia nas tentações futuras, nem deve ser iludido com falsas esperanças, nem aterrorizado com excessivos temores. Deves dizer‑lhe: Prepara a tua alma para a tentação. E se ao ouvir estas palavras, ele começa a vacilar, a estremecer e a retroceder, deves recordar‑lhe também: Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados acima das vossas forças. Anunciar e predizer os sofrimentos futuros é dar força a quem é débil; prometer a misericórdia de Deus, que assegura a vitória sobre todas as tentações, é curar as feridas daquele que está excessivamente atemorizado. Há de facto alguns que, ao ouvirem falar das provações que hão‑de suportar, preparam com maior empenho as suas armas e até têm sede de beber este cálice. Parece‑lhes insuficiente a medicina comum dos fiéis e fortalecem‑se para a glória do martírio. Há outros, porém, que ao ouvirem falar das provações futuras que necessariamente os cristãos têm de suportar, e das quais só estão isentos os que não querem ser verdadeiramente cristãos, perdem a coragem e vacilam. A estes oferece‑lhes o conforto medicinal, cura a ovelha ferida. Diz: «Não temas, não te abandonará nas tentações Aquele em quem acreditaste. Deus é fiel, não deixará que sejas tentado acima das tuas forças». Não é uma afirmação minha; é o Apóstolo que o diz, e acrescenta: Quereis uma prova de que Cristo fala em mim? Portanto, quando ouves estas palavras, ouves o próprio Cristo, ouves aquele Pastor que apascenta Israel, em nome do qual foi dito: Destes‑nos a beber copioso pranto, com medida. O que diz o Apóstolo: Não permite que sejais tentados acima das vossas forças, di‑lo também o Profeta ao falar de um pranto com medida. Não abandones, portanto, Aquele que te corrige e exorta, atemoriza e consola, fere e cura a ferida.
RESPONSÓRIO Salmo 43 (44), 23. 12; Rom 8, 37;
R. Por Vós, Senhor, temos sido expostos à morte o dia inteiro e tratados como ovelhas para o matadouro. * Mas em tudo isto somos vencedores, graças Àquele que nos amou.
V. Entregais‑nos como rebanho para o açougue e nos dispersais entre as nações. * Mas em tudo isto somos vencedores, graças Àquele que nos amou.
Oração
Deus, Criador e Senhor de todas as coisas, lançai sobre nós o vosso olhar; e para sentirmos em nós os efeitos do vosso amor, dai‑nos a graça de Vos servirmos com todo o coração. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
2 Pedro 3, 13-15a
Nós esperamos, segundo a promessa do Senhor, os novos céus e a nova terra, onde habitará a justiça. Portanto, caríssimos, enquanto esperais tudo isto, empenhai-vos, sem pecado nem motivo algum de censura, para que o Senhor vos encontre na paz. Considerai esta paciente espera de Nosso Senhor como uma oportunidade para alcançardes a salvação.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cantar-Vos-ei e meus lábios exultarão de alegria.
R. Cantar-Vos-ei e meus lábios exultarão de alegria.
V. A minha língua anunciará a vossa justiça.
R. E meus lábios exultarão de alegria.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cantar-Vos-ei e meus lábios exultarão de alegria.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/sabado-da-semana-xxiv-do-tempo-comum-6/>]
Sábado da Semana XXIV do Tempo Comum
Leitura I 1Cor 15, 35-37.42-49
Irmãos:
Alguém poderia perguntar:
«Como ressuscitam os mortos?
Com que espécie de corpo voltam eles?».
Insensato! O que tu semeias não volta à vida sem morrer.
E o que semeias não é a planta que há de nascer,
mas um simples grão,
de trigo, por exemplo, ou de qualquer outra espécie.
Assim é também a ressurreição dos mortos:
semeado corruptível, o corpo ressuscita incorruptível;
semeado desprezível, ressuscita glorioso;
semeado na fraqueza, ressuscita cheio de força;
semeado como corpo natural, ressuscita como corpo espiritual.
Se há um corpo natural, também há um corpo espiritual.
Assim está escrito:
O primeiro homem, Adão, foi criado como um ser vivo;
o último Adão tornou-se um espírito que dá vida.
O primeiro não foi o espiritual, mas o natural;
depois é que veio o espiritual.
O primeiro homem, tirado da terra, é terreno;
o segundo homem veio do Céu.
O homem que veio da terra é o modelo dos homens terrenos;
o homem que veio do Céu é o modelo dos homens celestes.
E assim como trouxemos em nós a imagem do homem terreno,
traremos também em nós a imagem do homem celeste.
compreender a palavra
A grande questão da ressurreição aparece aqui claramente. Como ressuscitam os mortos? Que corpo teremos na ressurreição? A pergunta é sobre a materialidade da ressurreição. Paulo responde com dois exemplos que mostram a diferença radical entre o corpo terreno, mortal e o corpo celeste, imortal. A semente não é a planta, mas o que semeamos é a semente e o que nasce é a planta. A planta não pode surgir se antes a semente não morrer. Na morte, o que semeamos é o Adão, o homem nascido da terra, que está voltado para a terra e em terra se há de tornar. O que ressuscita é o homem novo, Cristo, que vem do céu e está voltado para o céu e ali tem o seu destino. Portanto, que em nós o homem terreno vá dando lugar ao homem celeste.
meditar a palavra
Marcados pela materialidade, enquanto vivemos na terra, podemos correr o risco de ver tudo à luz desta materialidade. Em nós não há apenas um corpo material mas também um corpo espiritual. Viver em Cristo é deixar que este homem espiritual toma conta de nós, da nossa maneira de viver, sentir, pensar e agir, para que o homem velho, material, nascido da terra e com tendência a olhar para baixo, seja transformado, à imagem de Cristo e se volte para o alto, aspirando às coisas espirituais, sinal do homem novo que, mesmo sem saber, desejamos alcançar.
rezar a palavra
Dá-me coração, Senhor, para que a minha vida não seja apenas o raciocínio das coisas materiais e os meus dias não se passem apenas ocupados com o conhecimento das realidades deste mundo. Desperta em mim o desejo das coisas espirituais para que, lançado à terra como o grão de trigo, eu possa ressuscitar o homem novo à imagem de Cristo.
compromisso
Morrer para o homem velho é o caminho para a vida nova que Cristo me oferece.
EVANGELHO Lc 8, 4-15
Naquele tempo,
reuniu-se uma grande multidão,
que vinha ter com Jesus de todas as cidades,
e Ele falou-lhes por meio da seguinte parábola:
«O semeador saiu para semear a sua semente.
Quando semeava,
uma parte da semente caiu à beira do caminho:
foi calcada e as aves do céu comeram-na.
Outra parte caiu em terreno pedregoso:
depois de ter nascido, secou por falta de humidade.
Outra parte caiu entre espinhos:
os espinhos cresceram com ela e sufocaram-na.
Outra parte caiu em boa terra:
nasceu e deu fruto cem por um».
Dito isto, exclamou:
«Quem tem ouvidos para ouvir, oiça».
Os discípulos perguntaram a Jesus
o que significava aquela parábola
e Ele respondeu:
«A vós foi concedido conhecer os mistérios do reino de Deus,
mas aos outros serão apresentados só em parábolas,
para que, ao olharem, não vejam,
e, ao ouvirem, não entendam.
É este o sentido da parábola:
A semente é a palavra de Deus.
Os que estão à beira do caminho
são aqueles que ouvem,
mas depois vem o diabo tirar-lhes a palavra do coração,
para que não acreditem e se salvem.
Os que estão em terreno pedregoso
são aqueles que, ao ouvirem, acolhem a palavra com alegria,
mas, como não têm raiz,
acreditam por algum tempo
e afastam-se quando chega a provação.
A semente que caiu entre espinhos
são aqueles que ouviram,
mas, sob o peso dos cuidados, da riqueza e dos prazeres da vida,
sentem-se sufocados e não chegam a amadurecer.
A semente que caiu em boa terra
são aqueles que ouviram a palavra
com um coração nobre e generoso,
a conservam e dão fruto pela sua perseverança».
compreender a palavra
As multidões vêm ter com Jesus e ele ensina-as demoradamente. Conta-lhes parábolas para exemplificar o que lhes quer dizer, porque fala de realidades que nem todos entendem e sobretudo coisas que não se veem. A parábola do semeador que lança a semente e a deixa cair em diversas qualidades de terreno tem uma explicação dada pelo próprio Jesus. A semente é boa, o terreno é bom e próprio para fazer germinar a semente, mas nem todo o terreno está preparado para a receber. Há terreno que fica à beira do caminho e há tanta gente que vive à margem da vida. Há terreno que está cheio de pedras e há pessoas inconstantes. Há terrenos cheios de espinhos e pessoas preocupadas com o dia de amanhã. Há terreno bom e pessoas de coração generoso.
meditar a palavra
A nossa vida é um terreno que esconde um tesouro, um terreno onde é lançada a semente, um terreno onde Deus atua e onde também passa o inimigo e lança a confusão. Sabemos que trazemos dentro de nós o bom e o mau e sabemos que a palavra de Deus é a boa semente. Temos que limpar o terreno do nosso coração, tirar as pedras, arrancar os espinhos, arrastar a semente para a terra boa e deixar Deus cuidar para que, noite e dia, a semente germine e cresça sem nós sabermos como, até dar o fruto esperado por nós e por Deus.
rezar a palavra
Que posso dizer-te hoje, Senhor? Tu sabes que trago dentro de mim o desejo de ser terra boa que acolhe a tua palavra e dá fruto em abundância. És tão generoso e dedicado para comigo e eu sou tão desleixado a ponto de trazer pedras e espinhos dentro de mim. Arranca, Senhor, estas pedras e estes espinhos para que dê o fruto que esperas.
compromisso
Reconheço diante de Deus o terreno pobre que sou e disponibilizo-me para Deus agir em mim.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://franciscanos.org.br/vidacrista/santo-do-dia/#gsc.tab=0>]
São Januário (San Gennaro)A esse santo é atribuído o “milagre do sangue de São Januário”, ou Gennaro, como é o seu nome na língua italiana. Durante a sua festa, no dia 19 de setembro, sua imagem é exposta à imensa população de fiéis. Por várias vezes, na ocasião a relíquia do seu sangue se liquefaz, adquirindo de novo a aparência de recém-derramado e a coloração vermelha. A primeira vez, devidamente registrada e desde então amplamente documentada, ocorreu na festa de 1389. A última vez foi em 1988.O mais incrível é que a ciência já tentou, mas ainda não conseguiu chegar a alguma conclusão de como o sangue, depositado num vidro em estado sólido, de repente se torna líquido, mudando a cor, consistência, e até mesmo duplicando seu peso. Assim, segue, através dos séculos, a liquefação do sangue de São Januário como um mistério que só mesmo a fé consegue entender e explicar.Por isso o povo de Nápoles e todos os católicos devotam enorme veneração por São Januário. Até a história dessa linda cidade italiana, cravada ao pé da montanha do Vesúvio, confunde-se com a devoção dedicada a ele, que os protege das pestes e das erupções do referido vulcão. Na verdade, ela se torna a própria história deste santo que, segundo os atos do Vaticano, era napolitano de origem e viveu no fim do século III. Considerado um homem bom, caridoso e zeloso com as coisas da fé, foi eleito bispo de Benevento, uma cidade situada a setenta quilômetros da sua cidade natal. Era uma época em que os inimigos do cristianismo submetiam os cristãos a testemunharem sua fé por meio dos terríveis martírios seguidos de morte.No ano 304, o imperador romano Diocleciano desencadeou a última e também a mais violenta perseguição contra a Igreja. O bispo Januário foi preso com mais alguns membros do clero, sendo todos julgados e sentenciados à morte num espetáculo público no Circo. Sua execução era para ser um verdadeiro evento macabro, pois seriam jogados aos leões para que fossem devorados aos olhos do povo chamado para assistir. Porém, a exemplo do que aconteceu com o profeta Daniel, as feras tornaram-se mansas e não lhes fizeram mal. O imperador determinou, então, que fossem todos degolados ali mesmo. Era o dia 19 de setembro de 305.Alguns cristãos, piedosamente, recolheram em duas ampolas o sangue do bispo Januário e o guardaram como a preciosa relíquia que viria a ser um dos mais misteriosos e incríveis milagres da Igreja Católica. São Januário é venerado desde o século V, mas sua confirmação canônica veio somente por meio do papa Sixto V em 1586.A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Constância e Afonso de Orozco.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 19 DE SETEMBRO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Dan 6, 26b-27
O nosso Deus é um Deus vivo e permanece eternamente. O seu reino é indestrutível e o seu domínio é perpétuo. Ele salva e liberta, Ele faz maravilhas no céu e na terra.
V. Rendei-vos e reconhecei que Eu sou Deus:
R. Triunfo das nações e domino a terra
Oração
Senhor nosso Deus, Pai todo-poderoso, infundi em nós o vosso Espírito Santo, para que, livres de todos os inimigos, possamos alegrar-nos sempre no vosso louvor. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 15, 5-7
O Deus da paciência e da consolação vos conceda que alimenteis os mesmos sentimentos uns para com os outros, segundo Cristo Jesus, para que, numa só alma e numa só voz, glorifiqueis a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo. Acolhei-vos, portanto, uns aos outros, como Cristo vos acolheu, para glória de Deus.
V. O Senhor ama o seu povo
R. E dá a vitória aos humildes.
Oração
Senhor, fogo ardente de amor eterno, fazei que, inflamados na vossa caridade, Vos amemos sobre todas as coisas e ao próximo por amor de Vós. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Filip 4, 8.9b
Irmãos: tudo o que é verdadeiro e nobre, tudo o que é justo e puro, tudo o que é amável e de boa reputação, tudo o que é virtude e digno de louvor, é o que deveis ter no pensamento. E o Deus da paz estará convosco.
V. Quero exaltar-Vos, meu Deus e meu Rei,
R. E bendizer o vosso nome de geração em geração.
Oração
Ouvi, Senhor, a nossa oração e dai-nos a abundância da vossa paz, a fim de que, por intercessão da Virgem Santa Maria, dedicando alegremente ao vosso serviço todos os dias da nossa vida, possamos um dia chegar sem temor à vossa presença. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Rom 11, 33-36
Como é profunda a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus! Como são insondáveis os seus juízos e incompreensíveis os seus caminhos! Quem conheceu o pensamento do Senhor? Quem foi o seu conselheiro? Quem Lhe deu primeiro para que tenha de receber retribuição? D’Ele, por Ele e para Ele são todas as coisas. Glória a Deus para sempre. Amen.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Como são grandes, Senhor, as vossas obras.
R. Como são grandes, Senhor, as vossas obras.
V. Tudo fizestes com sabedoria.
R. Como são grandes, Senhor, as vossas obras.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Como são grandes, Senhor, as vossas obras.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás-de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
