“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 26 DE SETEMBRO DE 2026
26 de setembro de 2026Domingo XXVI do Tempo Comum (Ano A)
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Início da Epístola do apóstolo São Paulo aos Filipenses 1, 1–11
Saudação e acção de graças
Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os fiéis em Cristo Jesus que estão em Filipos, com os seus dirigentes e diáconos: A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo estejam convosco.
Dou graças ao meu Deus, todas as vezes que me lembro de vós, e em todas as minhas orações peço sempre por todos vós com alegria, recordando-me da parte que tomastes na causa do Evangelho, desde o primeiro dia até ao presente. Tenho plena confiança de que Aquele que começou em vós tão boa obra há-de levá-la a bom termo, até ao dia de Cristo Jesus. Na verdade, é justo que eu tenha por vós estes sentimentos, porque vos trago no coração, a vós que, no meu cativeiro e na defesa e confirmação do Evangelho, participais na graça que me foi concedida.
Deus me é testemunha de que vos amo a todos profundamente no coração de Cristo Jesus. Por isso Lhe peço que a vossa caridade cresça cada vez mais em ciência e discernimento, para que possais distinguir o que é melhor e vos torneis puros e irrepreensíveis para o dia de Cristo. Assim alcançareis a plenitude dos frutos de justiça que se obtêm por Jesus Cristo, para louvor e glória de Deus.
RESPONSÓRIO Filip 1, 9. 10a; cf. 6
R. Aumente cada vez mais a vossa caridade em ciência e discernimento, * Para que possais distinguir o que é melhor e vos torneis puros e irrepreensíveis.
V. Tenho plena confiança de que Aquele que começou em vós obra tão boa há-de levá-la a bom termo até ao dia de Cristo Jesus. * Para que possais distinguir o que é melhor e vos torneis puros e irrepreensíveis.
SEGUNDA LEITURA
Início da Carta de São Policarpo, bispo e mártir, aos Filipenses
(Cap. 1, 1 – 2, 3: Funk 1, 267-269) (Sec. II)
Fostes salvos pela graça
Policarpo e os presbíteros que estão com ele, à Igreja de Deus que vive como peregrina em Filipos: A misericórdia e a paz de Deus omnipotente e de Jesus Cristo nosso Salvador se multiplique entre vós.
Muito me alegro convosco em Nosso Senhor Jesus Cristo, porque recebestes aqueles que são as imagens da verdadeira caridade e acompanhastes no seu caminho, como era de esperar de vós, aqueles que iam presos com cadeias dignas dos santos, cadeias que são os diademas de quem foi escolhido pelo nosso Deus e Senhor. Alegro-me também porque a raiz vigorosa da vossa fé, tão celebrada desde tempos antigos, ainda permanece até aos nossos dias e produz frutos em Nosso Senhor Jesus Cristo, que, por nossos pecados, foi voluntariamente ao encontro da morte e que Deus ressuscitou, libertando-O das cadeias da morte. Sem O verdes ainda, vós acreditais n’Ele com uma alegria inefável e gloriosa, – alegria que muitos desejariam alcançar – porque sabeis que fostes salvos pela graça e não pelas obras, salvos pela vontade de Deus em Cristo Jesus.
Por isso, cingi os vossos rins e servi o Senhor com temor e verdade, pondo de parte as palavras inúteis e os erros da multidão e acreditando n’Aquele que ressuscitou Nosso Senhor Jesus Cristo de entre os mortos e O glorificou, colocando‐O à sua direita. A Ele foram submetidas todas as coisas no Céu e na terra, a Ele obedece tudo o que vive e respira; Ele há-de vir como juiz dos vivos e dos mortos, e Deus pedirá contas do seu Sangue àqueles que não quiseram acreditar n’Ele.
Aquele que O ressuscitou dos mortos também nos ressuscitará a nós, se cumprirmos a sua vontade e vivermos segundo os seus mandamentos, amando o que Ele amou e abstendo-nos de toda a injustiça, fraude, avareza, difamação, falso testemunho, não pagando o mal com o mal, nem injúria com injúria, nem violência com violência, nem maldição com maldição, mas recordando-nos do que o Senhor nos ensinou: Não julgueis e não sereis julgados; perdoai e sereis perdoados; sede misericordiosos e alcançareis misericórdia; pela medida com que medirdes sereis medidos; e ainda: Bem-aventurados os pobres e os que sofrem perseguição, porque deles é o reino de Deus.
RESPONSÓRIO 2 Tim 1, 9; Salmo 113b (115), 1
R. Deus salvou-nos e chamou-nos para sermos santos, não em virtude das nossas obras, mas segundo o seu desígnio de graça, * Que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade.
V. Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória, pela vossa misericórdia e fidelidade. * Que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade.
Hino Te Deum
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades, *
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.
¶ Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.
Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente.
Oração
Senhor, que dais a maior prova do vosso poder quando perdoais e Vos compadeceis, derramai sobre nós a vossa graça, para que, correndo prontamente para os bens prometidos, nos tornemos um dia participantes da felicidade celeste. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Ezequiel 36, 25-27
Derramarei sobre vós água pura e ficareis limpos de todas as imundícies; purificar-vos-ei de todos os vossos deuses. Dar-vos-ei um coração novo e infundirei em vós um espírito novo; arrancarei do vosso peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne. Infundirei em vós o meu espírito e farei que vivais segundo os meus preceitos, que observeis e ponhais em prática as minhas leis.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Nós Vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
R. Nós Vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
V. Anunciamos as vossas maravilhas.
R. E invocamos o vosso nome.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Nós Vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/domingo-xxvi-do-tempo-comum-ano-a/>]
Domingo XXVI do Tempo Comum (Ano A)
Todos são filhos
Todo são filhos. O pai dirige-se a uns e a outros com o mesmo desafio: “vai hoje trabalhar na vinha”. Todos são filhos, mas não respondem todos da mesma maneira.
“Não quero” e não vou.
“Vou sim, senhor”, mas não vou.
“Não quero”, mas arrependo-me e vou.
“Vou sim, senhor” e vou mesmo.
Bons ou maus todos são filhos, mas nem todos fazem a vontade do pai.
LEITURA I Ez 18, 25-28
Eis o que diz o Senhor:
«Vós dizeis: ‘A maneira de proceder do Senhor não é justa’.
Escutai, casa de Israel:
Será a minha maneira de proceder que não é justa?
Não será antes o vosso modo de proceder que é injusto?
Quando o justo se afastar da justiça,
praticar o mal e vier a morrer,
morrerá por causa do mal cometido.
Quando o pecador se afastar do mal que tiver realizado,
praticar o direito e a justiça,
salvará a sua vida.
Se abrir os seus olhos e renunciar às faltas que tiver cometido,
há de viver e não morrerá».
Considerando que tinham sido castigados com o exílio em Babilónia por causa dos pecados de outros, o povo revolta-se contra a ideia de um Deus que condena o justo por causa do pecador e salva o pecador graças à fidelidade do justo. Deus esclarece o povo dizendo que cada um responde pelas suas ações em cada momento e, tanto o justo como o pecador, têm oportunidade para se arrependerem do mal que praticarem.
Salmo responsorial Salmo 24 (25), 4-5.6-7.8-9
O Senhor é bom e justo, os seus caminhos são amor e verdade e o pecador pode confiar a sua vida ao Senhor porque ele tem compaixão.
LEITURA II Forma longa Flp 2, 1-11
Irmãos:
Se há em Cristo alguma consolação,
algum conforto na caridade,
se existe alguma comunhão no Espírito,
alguns sentimentos de ternura e misericórdia,
então completai a minha alegria,
tendo entre vós os mesmos sentimentos e a mesma caridade,
numa só alma e num só coração.
Não façais nada por rivalidade nem por vanglória;
mas, com humildade,
considerai os outros superiores a vós mesmos,
sem olhar cada um aos seus próprios interesses,
mas aos interesses dos outros.
Tende em vós os mesmos sentimentos
que havia em Cristo Jesus.
Ele, que era de condição divina,
não Se valeu da sua igualdade com Deus,
mas aniquilou-Se a Si próprio.
Assumindo a condição de servo,
tornou-Se semelhante aos homens.
Aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais,
obedecendo até à morte, e morte de cruz.
Por isso, Deus O exaltou
e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes,
para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem,
no céu, na terra e nos abismos,
e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor,
para glória de Deus Pai.
Paulo apresenta, aos cristãos de Filipos, a figura de Cristo como o modelo, no qual todos podem encontrar sentimentos de humildade, caridade, ternura e misericórdia. Também a comunidade pode encontrar em Cristo o exemplo de obediência e comunhão que é chamada a viver com Deus e uns com os outros.
EVANGELHO Mt 21, 28-32
Naquele tempo,
disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes
e aos anciãos do povo:
«Que vos parece?
Um homem tinha dois filhos.
Foi ter com o primeiro e disse-lhe:
‘Filho, vai hoje trabalhar na vinha’.
Mas ele respondeu-lhe: ‘Não quero’.
Depois, porém, arrependeu-se e foi.
O homem dirigiu-se ao segundo filho
e falou-lhe do mesmo modo.
Ele respondeu: ‘Eu vou, Senhor’.
Mas de facto não foi.
Qual dos dois fez a vontade ao pai?».
Eles responderam-Lhe: «O primeiro».
Jesus disse-lhes:
«Em verdade vos digo:
Os publicanos e as mulheres de má vida
irão diante de vós para o reino de Deus.
João Batista veio até vós,
ensinando-vos o caminho da justiça,
e não acreditastes nele;
mas os publicanos e as mulheres de má vida acreditaram.
E vós, que bem o vistes,
não vos arrependestes, acreditando nele».
Fazer a vontade do Pai consiste em escutar Jesus e acreditar nele, reconhecendo-lhe autoridade para purificar a relação do homem com Deus. De facto, Jesus vai dizendo que não é quem diz ‘Senhor! Senhor!’ que entra no reino. Aqueles que parecem mais pecadores podem ser os primeiros a entrar porque fazem a experiência do arrependimento.
Reflexão da Palavra
Os profetas estão sempre a recordar ao povo a sua responsabilidade diante de Deus. As decisões tomadas coletivamente ou decisões do rei em nome de todos, podem resultar na desgraça, como o exílio de Babilónia. Sem deixar de ter em conta esta responsabilidade comunitária, Ezequiel chama a atenção para a atitude e responsabilidade pessoal. Cada um pode decidir em relação ao seu destino e tem que responder pelas suas ações em cada momento da vida.
O profeta começa por confrontar o povo com a sua acusação contra Deus. Entendem que Deus procede injustamente condenando o justo só porque ele pecou e salva o pecador que se arrepende. A visão comunitária do seu destino dá lugar à responsabilidade individual diante de Deus.
Para esclarecer a situação, o profeta, questiona o povo “Vós dizeis: ‘A maneira de proceder do Senhor não é justa’. Escutai, casa de Israel: Será a minha maneira de proceder que não é justa? Não será antes o vosso modo de proceder que é injusto?”. No entender do povo o justo devia ser poupado porque afinal é justo. Pecou, é verdade, mas foi sempre justo e, tendo em conta o bem que fez devia ser poupado. Enquanto que o pecador, sempre praticou o mal e agora é perdoado só porque se arrependeu.
Através do profeta, Deus, explica que, para ele, conta o presente e não o passado. Como se apresenta cada um, hoje, diante de Deus? O justo fez o bem, sim, mas pecou e não se arrependeu. Por isso, morreu no seu pecado. Enquanto que o pecador, que praticou o mal durante toda a vida, se arrependeu e apresenta-se diante de Deus nessa condição. Por isso, é perdoado.
A expressão usada em relação ao justo “vier a morrer” significa que morre sem se arrepender e, por isso, “morre por causa do mal cometido”. O pecador, porém, se ele “se afastar do mal que tiver realizado” e passar a praticar “o direito e a justiça” essa mudança “salvará a sua vida”, porque Deus não quer a morte do pecador, mas que ele se converta e viva, como adianta o profeta uns versículos antes desta passagem.
Construído em forma alfabética, o salmo 25 apresenta-se como uma construção académica, um exercício encomendado pelo professor aos alunos. Tecnicamente bem feito, falta-lhe a alma do orante que suplica diante de Deus com a vida nas mãos. Por isso parece demasiado impessoal e distante. É como as orações previamente feitas, que se decoram e repetem mecanicamente. Ainda assim tem o seu valor como oração de súplica, que serve àqueles que não sabem que palavras usar na sua oração.
Os versículos usados nesta liturgia são o reconhecimento dos caminhos do Senhor, da sua misericórdia e uma manifestação de confiança na bondade, justiça e no amor do Senhor para com o pecador.
O texto da carta aos filipenses apresenta Cristo como o modelo do cristão e da vida comunitária. De facto, Cristo é mencionado no início do texto “se há em Cristo consolação”, no meio “tende em vós os mesmos sentimentos que havia em Cristo” e no final “e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor”.
A primeira parte do texto, apresenta Cristo como modelo do cristão. Adquirir os mesmos sentimentos que se encontram em Cristo edifica a comunidade no amor. Por isso, Paulo, pede aos filipenses que se animem em adquirir os sentimentos de humildade, desprendimento e altruísmo que encontram em Cristo. Esta recomendação é importante porque os filipenses, sendo uma comunidade viva, eram demasiado orgulhosos.
Na segunda parte do texto, a partir do versículo 6, Paulo insere um hino que circulava nas comunidades de tradição petrina, no qual exalta a humildade e obediência de Cristo que, sendo Deus, fez todo um caminho de humilhação, desde a sua condição divina até à morte de cruz. Este despojamento contínuo não conduz à desgraça, mas à glorificação. Seguindo por este caminho, os filipenses, chegarão também à glória.
Mateus coloca Jesus a ensinar no templo, em Jerusalém, um dia depois de ter expulsado dali os comerciantes de pombas e os cambistas, porque fizeram da casa de Deus “um covil de ladrões”. Interrogado pelos sacerdotes e anciãos sobre a autoridade para tomar aquela atitude, Jesus conta-lhes esta parábola.
Jesus faz três perguntas, na primeira questiona as autoridades do templo sobre o batismo de Jesus: “de onde provinha o batismo de João: do Céu ou dos homens?”. A esta pergunta eles respondem “não sabemos”. A segunda pergunta dá início à parábola, capta a atenção dos ouvintes e questiona-os, de antemão, sobre a atitude dos filhos diante do pai: “que vos parece?” e aponta para a pergunta final “qual dos dois fez a vontade do pai?”.
A parábola tem uma pequena introdução que coloca os ouvintes diante de uma cena familiar, “um homem tinha dois filhos”. Depois desenvolve a parábola mostrando a ação do pai junto dos filhos, dirigindo-se a cada um individualmente. No final, Jesus faz a atualização da parábola.
O pai dirige-se aos dois filhos da mesma maneira e com as mesmas palavras, “filho, vai hoje trabalhar na vinha”.
Perante as palavras do pai, o primeiro filho, de modo pouco cordial, responde de forma clara e sem cerimónia, “não quero”. O texto apressa-se a dizer que, apesar de uma resposta rude e determinada, este filho, “mais tarde arrependeu-se e foi”.
O segundo filho responde de forma mais solene e educada ao pedido do pai e diz “vou sim, senhor”, no entanto, não foi.
A pergunta de Jesus “qual dos dois fez a vontade do pai?” é direta e exige uma resposta que define uma tomada de posição, o que exige uma postura de compromisso. A esta pergunta, os ouvintes de Jesus, que são os responsáveis pelo templo e a multidão a quem Jesus ensinava, incluindo os discípulos, respondem “o primeiro”.
Para fazer a vontade do pai não basta dizer ‘Senhor! Senhor!’. Não são os que dizem ‘Senhor! Senhor que entram no reino, mas os que escutam a palavra de Deus e a põem em prática”. Entram no reino os publicanos e as meretrizes, porque fizeram a vontade do pai escutando e dando crédito a João Batista e escutam e creem também Jesus.
Dizer ao pai “não quero”, não é uma atitude exemplar, mas o arrependimento abre um caminho para o pai. Ao passo que as palavras amáveis, sem uma decisão positiva, de nada valem diante de Deus. É necessário estar disponível para mudar a atitude diante de Deus. Os sacerdotes e os anciãos não estão disponíveis para sair da sua oposição a João e a Jesus e, com isso, ficam fora do reino.
Meditação da Palavra
O arrependimento domina a liturgia deste XXVI domingo do tempo comum, e apresenta-o como um caminho pelo qual se chega ao coração misericordioso do Pai. De facto, a mentalidade judaica entendia a sorte e a desgraça do povo eleito na dependência da resposta comunitária a Deus, na fidelidade ou infidelidade do povo à aliança, sem assinalar a responsabilidade individual, o que não é correto. Não é esta a maneira de pensar de Deus. Os vossos pensamentos estão longe dos meus pensamentos, escutávamos no domingo passado.
Israel considerava injusto que uns praticassem o mal e todos tivessem que pagar pela infidelidade de alguns. Consideravam também injusto o proceder do Senhor que castiga com a morte o justo só porque ele pecou, e perdoa o pecador só porque ele se arrende.
Deus, através do profeta Ezequiel, vem esclarecer que, todos têm no arrependimento o caminho para a vida. No entanto, justo ou pecador, todo o que não se arrepende, permanece na morte. Não é uma decisão de Deus mas do homem. A todos Deus alerta com a palavra dos profetas para que mudem o seu modo de proceder. Por isso, todo aquele que, mesmo sendo pecador, “abrir os seus olhos e renunciar às faltas que tiver cometido, háde viver e não morrerá”.
A grande dificuldade está precisamente em escutar. No evangelho percebe-se que os sacerdotes e os anciãos tinham dificuldade em escutar e aceitar a palavra de Deus comunicada tanto por João Batista como por Jesus. Os publicanos e as meretrizes, pelo contrário, escutavam e acreditavam fazendo um caminho de conversão.
A parábola de Jesus procura ser um alerta para os seus ouvintes, entre os quais se encontram os chefes do povo, o povo simples e os discípulos, para que entendam que a relação com Deus não se consolida com palavras, por muito bonitas e cerimoniosas que sejam, mas fazendo a vontade do Pai. E a vontade do Pai é que “escutem a sua palavra e acreditem naquele que ele enviou”. As palavras cerimoniosas sem o conteúdo da adesão à vontade do Pai, não servem para nada, pois não é quem diz “Senhor! Senhor!” que entra no reino.
Não sendo, de todo, simpática a resposta do primeiro filho, a verdade é que o arrependimento o colocou no caminho da vontade do Pai. Do mesmo modo que não é agradável o comportamento de publicanos e meretrizes, mas eles entram à frente no reino pelo caminho do arrependimento.
Cristo, palavra do Pai, é o modelo de obediência total à vontade de Deus, ele que “não se valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a Si próprio”, “humilhou-Se obedecendo até à morte, e morte de cruz”. Por isso, na comunidade cristã, diz Paulo, todos são chamados a traduzir na sua vida os mesmos sentimentos de humildade, caridade, ternura e misericórdia que encontram em Cristo, para viverem em plena comunhão uns com os outros e com Deus.
Rezar a Palavra
Ensina-me Senhor, a escutar a tua palavra, tão distante das minhas palavras, e a conhecer o teu coração, tão diferente do meu coração. Que a tua palavra desperte em mim os sentimentos que levam ao arrependimento, para chegar à verdadeira vida pela conversão do coração. Mostra-me os sentimentos que há em Cristo para que me deixe seduzir pelo caminho da humildade e da obediência à tua vontade.
Compromisso semanal
Na vinha do Senhor há trabalho para todos os filhos. Quero dizer ‘sim’ e trabalhar nela, hoje e sempre.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://franciscanos.org.br/vidacrista/santo-do-dia/#gsc.tab=0>]
São Vicente de PauloVicente de Paulo foi, realmente, uma figura extraordinária para a humanidade. Pertencia a uma família pobre, de cristãos dignos e fervorosos. Nasceu em Pouy, França, no dia 24 de abril de 1581.Na infância, foi um simples guardador de porcos, o que não o impediu de ter uma brilhante ascensão na alta Corte da sociedade de sua época. Aos dezenove anos, foi ordenado padre e, antes de ser capelão da rainha Margarida de Valois, ficou preso durante dois anos nas mãos dos muçulmanos. O mais curioso é que acabou sendo libertado pelo seu próprio “dono”, que, ao longo desse período, Vicente conseguiu converter ao cristianismo.Todos o admiravam e respeitavam: do cardeal Richelieu à rainha Ana da Áustria, além do próprio rei Luís XIII, que fez questão absoluta de que Vicente de Paulo estivesse presente no seu leito de morte.Mas quem mais era merecedor da piedade e atenção de Vicente de Paulo eram mesmo os pobres, os menos favorecidos, que sofriam as agruras da miséria. Quando Mazarino, em represália às barricadas erguidas pela França, quis fazer o país entregar-se pela fome, Vicente de Paulo organizou, em São Lázaro, uma mesa popular para servir, diariamente, refeições a duas mil pessoas famintas.Apesar de ter sempre pouco tempo para os livros, tinha-o muito quando era para tratar e dar alívio espiritual. Quando convenceu o regente francês de que o povo sofria por falta de solidariedade e de pessoas caridosas para estenderem-lhe as mãos, o rei, imediatamente, nomeou-o para ser o ministro da Caridade. Com isso, organizou um trabalho de assistência aos pobres em escala nacional. Fundou e organizou quatro instituições voltadas para a caridade: a “Confraria das Damas da Caridade”, os “Servos dos Pobres”, a “Congregação dos Padres da Missão”, conhecidos como padres lazaristas, em 1625, e, principalmente, as “Filhas da Caridade”, em 1633.Este homem prático, firme, dotado de senso de humor, esperto como um camponês, e sobretudo realista, que dizia aos sacerdotes de São Lazaro: “Amemos Deus, irmãos meus, mas o amemos às nossas custas, com a fadiga dos nossos braços, com o suor do nosso rosto”, morreu em Paris no dia 27 de setembro de 1660.Canonizado em 1737, são Vicente de Paulo é festejado no dia de sua morte, pelos seus filhos e sua filhas espalhados nos quatro cantos do mundo. E por toda a sociedade leiga cristã engajada em cuidar para que seu carisma permaneça, pela ação de suas fundações, que florescem, ainda, nos nossos dias, sempre a serviço dos mais necessitados, doentes e marginalizados.A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Fidêncio e Florentino.Dos Escritos de São Vicente de Paulo, presbíteroDeve-se preferir o serviço dos pobres acima de tudoNão temos de avaliar os pobres por suas roupas e aspecto, nem pelos dotes de espírito que pareçam ter. Com frequência são ignorantes e curtos de inteligência. Mas muito pelo contrário, se considerardes os pobres à luz da fé, então percebereis que estão no lugar do Filho de Deus que escolheu ser pobre. De fato, em seu sofrimento, embora quase perdesse a aparência humana – loucura para os gentios, escândalo para os judeus – apresentou-se, no entanto, como o evangelizador dos pobres: Enviou-me para evangelizar os pobres (Lc 4,18). Devemos ter os mesmos sentimentos de Cristo e imitar aquilo que ele fez: ter cuidado pelos indigentes, consolá-los, auxiliá-los, dar-lhes valor.Com efeito, Cristo quis nascer pobre, escolheu pobres para seus discípulos, fez-se servo dos pobres e de tal forma quis participar da condição deles, que declarou ser feito ou dito a ele mesmo tudo quanto de bom ou de mau se fizesse ou dissesse aos pobres. Deus ama os pobres, também ama aqueles que os amam. Quando alguém tem um amigo, inclui na mesma estima aqueles que demonstram amizade ou prestam obséquio ao amigo. Por isto esperamos que, graças aos pobres, sejamos amados por Deus. Visitando-os, pois, esforcemo-nos por entender os pobres e os indigentes e, compadecendo-nos deles, cheguemos ao ponto de poder dizer com o Apóstolo: Fiz-me tudo para todos (1Cor 9,22). Por este motivo, se é nossa intenção termos o coração sensível às necessidades e misérias do próximo, supliquemos a Deus que derrame em nós o sentimento de misericórdia e de compaixão, cumulando com ele nossos corações e guardando-os repletos.Deve-se preferir o serviço dos pobres a tudo o mais e prestá-lo sem demora. Se na hora da oração for necessário dar remédios ou auxílio a algum pobre, ide tranquilos, oferecendo a Deus esta ação como se estivésseis em oração. Não vos perturbeis com angústia ou medo de estar pecando por causa de abandono da oração em favor do serviço dos pobres. Deus não é desprezado, se por causa de Deus dele nos afastarmos, quer dizer, interrompermos a obra de Deus, para realizá-la de outro modo.Portanto, ao abandonardes a oração, a fim de socorrer a algum pobre, isto mesmo vos lembrará que o serviço é prestado a Deus. Pois a caridade é maior do que quaisquer regras, que, além do mais, devem todas tender a ela. E como a caridade é uma grande dama, faz-se necessário cumprir o que ordena. Por conseguinte, prestemos com renovado ardor nosso serviço aos pobres; de modo particular aos abandonados, indo mesmo à sua procura, pois nos foram dados como senhores e protetores.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 27 DE SETEMBRO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 5, 1-2.5
Tendo sido justificados pela fé, estamos em paz com Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual temos acesso, na fé, a esta graça em que permanecemos e nos gloriamos, apoiados na esperança da glória de Deus. Ora a esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
V. Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor
R. E para sempre proclamarei a sua fidelidade.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 8, 26
O Espírito Santo vem em auxílio da nossa fraqueza, porque não sabemos o que pedir nas nossas orações; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis.
V. A Vós, Senhor, se eleva a minha súplica:
R. Dai-me inteligência segundo a vossa palavra.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
2 Cor 1, 21-22
Quem nos confirma em Cristo – a nós e a vós – é Deus. Foi Ele que nos concedeu a unção, nos marcou com um sinal e imprimiu em nossos corações o penhor do Espírito.
V. O Senhor é minha luz e salvação,
R. O Senhor é o protector da minha vida.
Oração
Senhor, que dais a maior prova do vosso poder quando perdoais e Vos compadeceis, derramai sobre nós a vossa graça, para que, correndo prontamente para os bens prometidos, nos tornemos um dia participantes da felicidade celeste. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
2 Tes 2, 13-14
Devemos continuamente dar graças a Deus por vós, irmãos amados por Deus, porque Deus vos escolheu como primícias para serdes salvos pelo Espírito que santifica e pela fé na verdade. Foi para isso que Ele vos chamou por meio do Evangelho, para possuirdes a glória de Nosso Senhor Jesus Cristo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Grande é o Senhor, admirável é o seu poder.
R. Grande é o Senhor, admirável é o seu poder.
V. Infinita é a sua sabedoria.
R. Admirável é o seu poder.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Grande é o Senhor, admirável é o seu poder.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
