“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 4 DE NOVEMBRO DE 2026
4 de novembro de 2026Quinta-feira da Semana XXX do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Primeiro Livro dos Macabeus 4, 36-59
Purificação e dedicação do templo
Naqueles dias, disseram Judas e os seus irmãos: «Agora que os nossos inimigos foram desbaratados, subamos a purificar e consagrar o templo». Reuniu-se todo o exército e subiram ao monte Sião. Ao verem o templo devastado, o altar profanado, as portas queimadas, os arbustos crescidos nos átrios como se fosse um bosque ou um monte, e as salas destruídas, rasgaram as vestes, fizeram grandes lamentações, cobriram-se de cinza e prostraram-se de rosto por terra. Depois deram sinal com as trombetas e clamaram ao Céu.
Judas ordenou a alguns homens que atacassem os que estavam na cidadela, enquanto ele purificava o santuário. Escolheu sacerdotes irrepreensíveis, observantes da Lei, que purificaram o santuário e lançaram as pedras contaminadas num lugar impuro.
Deliberaram sobre o que haviam de fazer do altar dos holocaustos, que tinha sido profanado, e pareceu-lhes bem destruí-lo, para que não constituísse para eles motivo de opróbrio, uma vez que os pagãos o tinham profanado. Destruíram o altar e colocaram as pedras no monte do templo em lugar conveniente, até que um profeta dissesse o que se devia fazer delas. De acordo com a Lei, tomaram pedras por lavrar e construíram um novo altar igual ao primeiro. Restauraram o santuário e o interior do templo e consagraram os átrios. Fizeram novos vasos sagrados e introduziram no templo o candelabro, o altar dos perfumes e a mesa. Queimaram incenso sobre o altar e acenderam as lâmpadas no candelabro, que brilharam no templo. Colocaram os pães sobre a mesa, suspenderam as cortinas e assim deram por terminada a obra.
No dia vinte e cinco do nono mês, que é o mês de Quisleu, do ano cento e quarenta e oito, levantaram-sedemadrugada e ofereceram o sacrifício, segundo as prescrições da Lei, sobre o novo altar dos holocaustos que tinham construído. O altar foi dedicado ao som de cânticos, de cítaras e de címbalos, no mesmo mês e dia em que os pagãos o tinham profanado.
Todo o povo se prostrou em adoração de rosto por terra e deu graças ao Céu por lhes ter dado tão feliz sucesso. Celebraram a dedicação do altar durante oito dias e ofereceram holocaustos e sacrifícios pacíficos e de louvor com grande alegria. Adornaram a fachada do templo com coroas de ouro e pequenos escudos; restauraram as entradas e as salas e colocaram as portas. Foi grande a alegria do povo por ter sido afastado o opróbrio causado pelos gentios.
Judas, os seus irmãos e toda a assembleia de Israel, ordenaram que todos os anos se celebrasse com alegria e regozijo a festa da dedicação do altar, durante oito dias, a partir do dia vinte e cinco do mês de Quisleu.
REPONSÓRIO 1 Mac 4, 57a.56.a58a; 2 Mac 10, 38a
R. Adornaram a fachada do templo com coroas de ouro e consagraram o altar ao Senhor. * E foi grande a alegria do povo.
V. bendiziam o Senhor com hinos e acções de graças. * E foi grande a alegria do povo.
SEGUNDA LEITURA
Das Catequeses de São Cirilo de Jerusalém, bispo
(Cat. 5, De fide et symbolo, 12-13: PG 33, 519-523) (Sec. IV)
O símbolo da fé
Na instrução e profissão da tua fé, abraça e conserva sempre só aquela que a Igreja agora te entrega e que é fundamentada em toda a Escritura. Nem todos podem ler a Escritura, uns porque não sabem e outros porque estão demasiadamente ocupados. Por isso, a fim de que ninguém pereça por causa da ignorância, resumimos todo o dogma da fé nos poucos versículos do Símbolo.
Aconselho-te a levar esta fé como viático ao longo de toda a tua vida. Não admitas outra, mesmo que nós, mudando de ideias, viéssemos a ensinar o contrário do que ensinamos agora, ou o anjo inimigo, disfarçado em anjo de luz, tentasse seduzir-te para o erro. Mesmo que nós ou um anjo do céu vos anunciasse um evangelho diferente daquele que agora recebestes, seja anátema.
Conserva em tua memória estas palavras tão simples que ouves agora, e a seu tempo buscarás na Escritura o fundamento de cada um dos artigos. Este símbolo da fé não foi composto segundo o parecer dos homens; as verdades que ele contém foram seleccionadas entre os pontos mais importantes de toda a Escritura e resumem toda a doutrina da fé. E assim como a semente da mostarda, apesar de ser um grão tão pequeno, contém em gérmen muitos ramos, também o símbolo da fé condensa em breves palavras o núcleo de toda a revelação contida tanto no Antigo como no Novo Testamento.
Portanto, irmãos, conservai cuidadosamente a tradição que agora recebeis e gravai-a profundamente em vossos corações.
Estai atentos e vigilantes, para que o inimigo não vos encontre desprevenidos e indolentes e vos arrebate este tesouro, ou algum herege venha a corromper o que vos foi ensinado. Receber a fé é como pôr no banco o dinheiro que vos entregamos. Deus vos pedirá contas deste depósito. Diz o Apóstolo: Ordeno-vos na presença de Deus, que dá vida a todas as coi- sas, e de Jesus Cristo, que deu testemunho diante de Pôncio Pilatos, que guardeis sem mancha até à aparição de Nosso Senhor Jesus Cristo a fé que recebestes.
Foi-te confiado agora o tesouro da vida, mas o Senhor te pedirá contas deste seu depósito no dia da sua aparição, a qual manifestará a seu tempo o venturoso e único soberano, Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que possui a imortalidade e habita uma luz inacessível, que nenhum homem viu nem pode ver. A Ele a glória, a honra e o poder pelos séculos dos séculos. Amen.
RESPONSÓRIO Hebr 10, 38-39; Hab 2, 4
R. O meu justo viverá pela fé, mas se retroceder não agradará à minha alma. * Nós não somos daqueles que retrocedem para sua perdição, mas daqueles que conservam a fé para salvar a sua alma.
V. Vede como sucumbe aquele que não tem uma alma recta. * Nós não somos daqueles que retrocedem para sua perdição, mas daqueles que conservam a fé para salvar a sua alma.
Oração
Deus omnipotente e misericordioso, de quem procede a graça de Vos servirmos fiel e dignamente, fazei-nos caminhar sem obstáculos para os bens por Vós prometidos. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
1 Pedro 4, 10-11
Cada um de vós ponha ao serviço dos outros os dons que recebeu, como bons administradores da graça de Deus, tão variada nas suas formas. Se alguém fala, diga palavras de Deus; se alguém exerce um ministério, faça-o como um mandato recebido de Deus, para que em tudo seja Deus glorificado, por Jesus Cristo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. De todo o coração eu clamo: Ouvi-me, Senhor.
R. De todo o coração eu clamo: Ouvi-me, Senhor.
V. Quero observar os vossos decretos.
R. Ouvi-me, Senhor.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. De todo o coração eu clamo: Ouvi-me, Senhor.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/quinta-feira-da-semana-xxx-do-tempo-comum-8/>]
Quinta-feira da Semana XXX do Tempo Comum
Leitura I Ef 6, 10-20
Irmãos:
Fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.
Revesti-vos da armadura de Deus,
para poderdes resistir às ciladas do demónio.
Porque nós não temos de lutar contra adversários de carne e osso,
mas contra os principados e potestades,
contra os dominadores deste mundo de trevas,
contra os espíritos do mal que habitam as regiões celestes.
Portanto, irmãos, tomai a armadura de Deus,
para poderdes resistir no dia mau
e perseverar firmes, superando todas as provas.
Permanecei bem firmes,
de rins cingidos com o cinturão da verdade,
revestidos com a couraça da justiça,
de pés calçados com o zelo de anunciar o Evangelho da paz.
Tende sempre nas mãos o escudo da fé,
com o qual podereis apagar as setas inflamadas do Maligno.
Tomai o capacete da salvação
e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.
Orai em todo o tempo, movidos pelo Espírito Santo,
com toda a espécie de orações e súplicas.
Perseverai nas vossas vigílias,
com preces por todos os cristãos.
Orai também por mim,
para que, ao falar, me seja concedida a palavra,
a fim de anunciar com firmeza o mistério do Evangelho,
do qual sou embaixador nas minhas algemas.
Possa eu de facto anunciá-lo com firmeza,
como é meu dever.
compreender a palavra
Paulo serve-se da imagem do soldado que avança para o combate, para indicar aos cristãos o modo de estar na vida daquele que segue a Cristo e vive o evangelho. Revestido da armadura de Deus, com o cinturão da verdade, a couraça da justiça, calçado com o zelo, o escudo da fé, o capacete da salvação e a espada da palavra de Deus avança contra o espírito do mal. Nós não lutamos, diz Paulo, contra adversários de carne e osso, mas contra as ciladas do demónio. Por isso, pede que se façam orações, súplicas e vigílias pois assim se persevera e se superam todas as provas.
meditar a palavra
Para construir a paz dentro de nós é necessário travar a batalha contra o espírito do mal que ameaça a vida do cristão a cada momento. Enquanto não for vencido o demónio não estaremos livres das suas ciladas. O nosso verdadeiro inimigo não está fora, mas dentro de nós e este inimigo não se vence com as armas convencionais, mas com a armadura de Deus, como bem especifica Paulo. Trata-se de usar os meios colocados por Deus ao nosso alcance para enfrentar este inimigo que se disfarça constantemente exigindo que o sirvamos e alimentemos a sua luta. Por isso, a verdade, a justiça, o zelo, a fé, a palavra da salvação, a oração, devem estar sempre em ação para que o inimigo não encontre em nós nenhuma possibilidade de vencer, subvertendo a nossa vontade e minando a nossa conduta.
rezar a palavra
Reveste-me de ti Senhor, da força e do poder que vence o inimigo que se aproxima impondo os seus critérios e a sua vontade. Mostra-me o caminho da paz interior que se alcança pela verdade, pela justiça e pelo zelo. Anima-me a perseverar na oração por todos os que lutam pela verdade do evangelho, para que a tua palavra seja a espada que traz a salvação a todos os homens.
compromisso
As armas da fé curam as feridas provocadas pela luta interior contra o espírito do mal.
Evangelho Lc 13, 31-35
Naquele dia,
aproximaram-se alguns fariseus, que disseram a Jesus:
«Vai-te daqui, porque Herodes quer matar-te».
Jesus respondeu-lhes:
«Ide dizer a essa raposa:
Eu expulso demónios e realizo curas hoje e amanhã;
ao terceiro dia chego ao meu fim.
Mas hoje, amanhã e depois de amanhã,
devo seguir o meu caminho,
porque não é possível que um profeta
morra fora de Jerusalém.
Jerusalém, Jerusalém,
que matas os profetas
e apedrejas aqueles que te são enviados,
quantas vezes Eu quis reunir os teus filhos,
como a galinha recolhe os pintainhos debaixo das suas asas!
Mas vós não quisestes.
Pois bem. A vossa casa vai ficar abandonada.
E Eu vos digo:
Não voltareis a ver-Me, até chegar o dia em que direis:
‘Bendito o que vem em nome do Senhor!’».
compreender a palavra
Estamos perante um texto que nos relata um momento dramático da subida a Jerusalém. O relato é iniciado com a intervenção de alguns fariseus. Vêm avisar Jesus sobre a intenção de Herodes que o quer matar. Jesus não se intimida. Diante dele afigura-se já a possibilidade da morte, pelo que, a notícia não o surpreende. O drama é aclarado por Jesus quando põe de manifesto que Jerusalém mata os profetas e, agora, o recusa a Ele. Para Jesus o verdadeiro drama a sua morte, mas a recusa de Israel, a certeza de que a casa ficará abandonada. Entretanto, Jesus deixa a esperança de uma nova realidade que surgirá quando Ele regressar vitorioso da morte.
meditar a palavra
Ao ver Jesus a caminhar para Jerusalém, para a morte eminente, verifico a pobreza da humanidade, da minha própria humanidade, ao pensar que a desgraça está do lado dele. Ele é o que vai ser entregue, escarnecido, maltratado e morto. Efetivamente, a morte de Jesus está envolvida no drama próprio de uma tortura extrema, no entento, a desgraça está do nosso lado. A nossa incapacidade de ver a pobreza da uma vida fútil como a de Herodes; o medo, como o dos fariseus, que nos impede romper com o mundo e decidir seguir com Jesus para Jerusalém, a incapacidade de ver a vitória perante a ameaça da morte, fazem de nós os mais desgraçados, os que precisam da graça que vem de Jesus e do mistério da sua morte para ver além da opinião geral que nos domina. Só Jesus tem poder contra o mal que nos domina e impede segui-lo.
rezar a palavra
Jesus, leva-me contigo no caminho para Jerusalém. Tu caminhas para a morte com as mãos abertas para todos os que sofrem, doentes e possessos. Tu olhas para mim, enfermo da minha incapacidade de seguir-te. Por mim mesmo não sou capaz de uma decisão firme e constante. Sê tu, Senhor, a vir ao meu encontro e a conduzir-me pela mão até à cruz redentora em que te entregas por mim. Faz-me desejar participar contigo na morte para que, vencendo o mundo, possa contigo experimentar uma vida nova.
compromisso
Quero valorizar em mim o mistério da cruz de Jesus e participar da sua entrega redentora.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://franciscanos.org.br/vidacrista/santo-do-dia/#gsc.tab=0>]
Bem-aventurado Mariano de La Mata AparícioO beato Pe. Mariano de la Mata Aparicio nasceu aos 31 de dezembro de 1905 em Barrio de la Puebla, Palencia (Espanha). Respondendo ao chamado de Deus ingressou na “Ordem Agostiniana” no dia 10 de setembro de 1922, festa de São Nicolau de Tolentino – grande santo agostiniano – no convento dos Frades Agostinianos de Valladolid, onde seus três irmãos mais velhos eram já professos agostinianos. Foi ordenado sacerdote no dia 25 de julho de 1930.Um ano mais tarde, foi destinado ao Brasil pelos seus superiores, aqui chegando no dia 21 de agosto de 1931. Foi no Brasil onde Pe. Mariano desenvolveu sua atividade sacerdotal, como professor do colégio e vigário da paróquia Santo Agostinho de São Paulo. Também foi superior da vice-província dos Agostinianos e diretor espiritual das “Oficinas de Santa Rita de Cássia”. Em todas as suas atividades e serviços sempre deixou um vestígio de bondade. Dotado de um caráter amável e talante samaritano atraia as pessoas. Verdadeiro mensageiro do amor sempre estava disposto para levar aos doentes o sacramento da Unção dos enfermos, o conforto de sua presença amiga e palavra portadora de esperança. Distribuindo santinhos de Nossa Senhora, doces e balinhas era a alegria das crianças, dos jovens e daqueles que encontrava no seu caminho. Homem de oração, manifestava um grande amor à Eucaristia e à Nossa Senhora da Consolação. As “Oficinas de Santa Rita de Cássia” (equipes de senhoras que confeccionam, costuram e distribuem enxovais e
roupas para os recém nascidos e pobres) eram sua grande paixão.Morreu no dia cinco de abril de 1983 no Hospital do câncer de São Paulo, após receber a unção dos enfermos, ministrada por Dom Paulo Evaristo Arns. Logo após sua morte, a fama de santidade propagou-se, principalmente quando um menino de seis anos, atropelado por um caminhão, no interior de São Paulo, com fraturas múltiplas no crânio, o globo ocular saltado e forte hemorragia no ouvido, recuperou-se após as orações e pedidos, feitos pelo Pe. Luis Miguel e alunos do colégio São José de São José do Rio Preto (SP) invocando a intercessão do Pe. Mariano de La Mata.O processo de beatificação foi aberto no dia 31 de maio de 1987 pelo Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, após o comunicado da Chancelaria Vaticana. No dia 20 de novembro de 2004 o Santo Padre assinou, após ouvir os resultados da comissão dos cardeais e conhecer os resultados da votação dos mesmos, as virtudes heróicas do Pe. Mariano de La Mata. Anteriormente a comissão de médicos tinha reconhecido a veracidade do milagre, atribuído a sua intercessão. O Pe. Mariano foi beatificado no dia 05 de novembro de 2006, na catedral da Sé na cidade de São Paulo. Sua memória litúrgica é comemorada no dia 05 de novembro. Seus restos mortais encontram-se na Paróquia Santo Agostinho, no bairro da liberdade em São Paulo.Fonte: https://www.osabrasil.org/Hoje a Igreja celebra a memória de São Zacarias e Santa Isabel.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 5 DE NOVEMBRO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Sab 19, 20b
Em tudo, Senhor, engrandecestes e glorificastes o vosso povo; e não o desprezastes, antes o assististes em todo o tempo e lugar.
V. Vós sois o Deus que realiza maravilhas:
R. Manifestastes entre as nações o vosso poder.
Oração
Senhor, que à hora de Tércia enviastes o Espírito Santo sobre os Apóstolos reunidos em oração, concedei-nos a graça de tomar parte nos dons do mesmo Espírito. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 4, 7
Não há nação tão grande que tenha a divindade tão perto de si, como está perto de nós o Senhor nosso Deus, sempre que O invocamos.
V. O Senhor está perto de quantos O invocam
R. E ouve a sua oração.
Oração
Deus eterno e omnipotente, para quem nada existe de obscuro e tenebroso, fazei brilhar sobre nós a claridade da vossa luz, para que, guardando os vossos mandamentos, andemos generosamente nos caminhos da vossa lei. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Est 10, 3f
A minha nação é Israel, que invocou o Senhor e foi salva. O Senhor salvou o seu povo e livrou-nos de todos os males. Deus fez prodígios e maravilhas, como não fez semelhantes entre todas as nações.
V. Eu Vos darei graças, Senhor, porque me ouvistes
R. E fostes o meu Salvador.
Oração
Olhai benignamente, Senhor, para a vossa família em oração, e fazei que, imitando a paciência de vosso Filho Unigénito, nunca desanime perante a adversidade. Por Nosso Senhor
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 3, 8-9
Permanecei unidos nos mesmos sentimentos, na compaixão, no amor fraterno, na misericórdia e na humildade. Não pagueis o mal com o mal, nem injúria com injúria. Pelo contrário, abençoai, porque para isto fostes chamados, a fim de vos tornardes herdeiros da bênção de Deus.
RESPONSÓRIO BREVE
V. O Senhor alimentou o seu povo com a flor da farinha.
R. O Senhor alimentou o seu povo com a flor da farinha.
V. Saciou-o com o mel dos rochedos.
R. Com a flor da farinha.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. O Senhor alimentou o seu povo com a flor da farinha.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tess 5, 23
O Deus da paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
