LITURGIA DE 17 DE NOVEMBRO DE 2023 – SEXTA FEIRA – SANTA ISABEL DA HUNGRIA – ESPOSA E RELIGIOSA (ANO A)
17 de novembro de 2023LITURGIA DE 19 DE NOVEMBRO DE 2023 – DOMINGO – XXXIII SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO A)
19 de novembro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 18/11/2023 – sabedoria bíblica “na veia” para cristãos de todas as denominações.
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece nesta perícope (Sb 18,14-16;19,6-9): um profundo silêncio envolvia todas as coisas, até que a palavra todo-poderosa desceu dos céus e do trono real, acossando com terríveis castigos os que procediam mal e contemplando com maravilhosos prodígios os que obedeciam seus desígnios. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 104,2-3.36-37.42-43) compelem-nos a celebrar o Senhor; aclamar o seu nome; apregoar entre as nações as suas obras; cantar-lhe hinos e cânticos e anunciar todas as suas maravilhas. Cumpre-nos gloriar-nos do seu santo nome; hão de rejubilar os corações dos que procuram o Senhor. Ele fez prodígios imensos, tendo libertado seu povo do jugo do Faraó do Egito, tirando-os de lá carregados de ouro e prata, sãos, salvos, com júbilo e grande exultação. Do mesmo modo, se lhe formos fiéis, se lhe prestarmos toda glória e louvor que nos for possível dar, experimentaremos prodígios em nossas vidas! O Santo Evangelho (Lc 18,1-8) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que Jesus ensinou ser necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo, exemplificando com a perseverança da viúva que insistiu frequentemente com o juiz iníquo para que lhe fizesse justiça, até que este, farto da importunação, atendeu ao que ela pedia. Em seguida Jesus afirmou: Ouvis o que diz este juiz injusto? Por acaso não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que estão clamando por ele dia e noite? Porventura tardará em socorrê-los? Digo-vos que em breve lhes fará justiça. Na sequência, concluiu: Mas, quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra? Tal arremate deste discurso de Jesus insta-nos a relacionar a persistência na oração com a fé, sendo a atitude de insistir na súplica indício de que se tem fé expectante, ou seja, de quem pede e permanece na expectativa confiante de receber o que pediu. Que tudo o que pedirmos o seja em conformidade com a santa vontade de Deus e certamente receberemos; não cessemos de clamar a intervenção divina, até receber a graça!
LITURGIA DIÁRIA
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Antífona da entrada
– Vós os fizestes príncipes sobre toda a terra; vosso nome será lembrado de geração em geração. E os povos vos louvarão por todos os séculos (Sl 44,17).
Oração do dia
– Ó Deus, guardai sob a proteção dos Apóstolos Pedro e Paulo a vossa Igreja, que deles recebeu a primeira semente do Evangelho, e concedei que por eles receba, até o fim dos tempos, a graça que a faz crescer. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Sb 18,14-16;19,6-9
Salmo Responsorial: Sl 104,2-3.36-37.42-43
– Lembrai sempre as maravilhas do Senhor!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Pelo Evangelho o Pai nos chamou, a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo (2Ts 2,14).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 18,1-8
Glória a vós, Senhor!
Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
LEITURA ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Sb 18,14-16;19,6-9): […] porque, quando um profundo silêncio envolvia todas as coisas, e a noite chegava ao meio de seu curso, 15.vossa palavra todo-poderosa desceu dos céus e do trono real, e, qual um implacável guerreiro, arremessou-se sobre a terra condenada à ruína. 16. De pé, ela tudo encheu de morte, e, pisando a terra, tocava os céus. […] 6.É que toda a criação, obedecendo às vossas ordens, foi remodelada em sua natureza, para que vossos filhos fossem conservados ilesos. 7.Foi vista uma nuvem cobrir o acampamento, e a terra seca surgir do que tinha sido água, um caminho viável formar-se no mar Vermelho, e um campo verdejante emergir das ondas impetuosas. 8.Por aí passou toda ela, a nação dos que vossa mão protegia, e que viram singulares prodígios. 9.Iam como cavalos conduzidos à pastagem, e saltavam como cordeiros, glorificando-vos a vós, Senhor, seu libertador […].
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 104,2-3.36-37.42-43): Aleluia. Celebrai o Senhor, aclamai o seu nome, apregoai entre as nações as suas obras. 2.Cantai-lhe hinos e cânticos, anunciai todas as suas maravilhas. 3.Gloriai-vos do seu santo nome; rejubile o coração dos que procuram o Senhor. 36.Depois matou os primogênitos do seu povo, primícias de sua virilidade. 37.E Deus tirou os hebreus carregados de ouro e prata; não houve, nas tribos, nenhum enfermo. 42.pois se lembrava da palavra sagrada, empenhada a seu servo Abraão. 43.E fez sair, com júbilo, o seu povo, e seus eleitos com grande exultação.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Lc 18,1-8): Propôs-lhes Jesus uma parábola para mostrar que é necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo. 2.Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava pessoa alguma. 3.Na mesma cidade vivia também uma viúva que vinha com frequência à sua presença para dizer-lhe: Faze-me justiça contra o meu adversário. 4.Ele, porém, por muito tempo não o quis. Por fim, refletiu consigo: Eu não temo a Deus nem respeito os homens; 5.todavia, porque esta viúva me importuna, far-lhe-ei justiça, senão ela não cessará de me molestar. 6.Prosseguiu o Senhor: Ouvis o que diz este juiz injusto? 7.Por acaso não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que estão clamando por ele dia e noite? Porventura tardará em socorrê-los? 8.Digo-vos que em breve lhes fará justiça. Mas, quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra?
Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece nesta perícope (Sb 18,14-16;19,6-9): um profundo silêncio envolvia todas as coisas, até que a palavra todo-poderosa desceu dos céus e do trono real, acossando com terríveis castigos os que procediam mal e contemplando com maravilhosos prodígios os que obedeciam seus desígnios.
As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 104,2-3.36-37.42-43) compelem-nos a celebrar o Senhor; aclamar o seu nome; apregoar entre as nações as suas obras; cantar-lhe hinos e cânticos e anunciar todas as suas maravilhas. Cumpre-nos gloriar-nos do seu santo nome; hão de rejubilar os corações dos que procuram o Senhor. Ele fez prodígios imensos, tendo libertado seu povo do jugo do Faraó do Egito, tirando-os de lá carregados de ouro e prata, sãos, salvos, com júbilo e grande exultação. Do mesmo modo, se lhe formos fiéis, se lhe prestarmos toda glória e louvor que nos for possível dar, experimentaremos prodígios em nossas vidas!
O Santo Evangelho (Lc 18,1-8) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que Jesus ensinou ser necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo, exemplificando com a perseverança da viúva que insistiu frequentemente com o juiz iníquo para que lhe fizesse justiça, até que este, farto da importunação, atendeu ao que ela pedia. Em seguida Jesus afirmou: Ouvis o que diz este juiz injusto? Por acaso não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que estão clamando por ele dia e noite? Porventura tardará em socorrê-los? Digo-vos que em breve lhes fará justiça. Na sequência, concluiu: Mas, quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra? Tal arremate deste discurso de Jesus insta-nos a relacionar a persistência na oração com a fé, sendo a atitude de insistir na súplica indício de que se tem fé expectante, ou seja, de quem pede e permanece na expectativa confiante de receber o que pediu. Que tudo o que pedirmos o seja em conformidade com a santa vontade de Deus e certamente receberemos; não cessemos de clamar a intervenção divina, até receber a graça!
Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece nesta perícope (Sb 13,1-9) que um profundo silêncio envolvia todas as coisas, até que a palavra todo-poderosa desceu dos céus e do trono real, acossando com terríveis castigos os que procediam mal e contemplando com maravilhosos prodígios os que obedeciam seus desígnios. Celebramos e aclamamos vosso nome; apregoaremos entre as nações as vossas obras; cantaremos hinos e cânticos e anunciaremos todas as vossas maravilhas! Gloriamo-nos do vosso santo nome; rejubilam os nossos corações ao procurar-vos, ó Senhor. Vós fizestes prodígios imensos, tendo libertado vosso povo do jugo do Faraó do Egito, tirando-os de lá carregados de ouro e prata, sãos, salvos, com júbilo e grande exultação. Do mesmo modo, se formos fiéis, se vos prestarmos toda glória e louvor que nos for possível dar, experimentaremos prodígios em nossas vidas! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que Jesus ensinou ser necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo, exemplificando com a perseverança da viúva que insistiu frequentemente com o juiz iníquo para que lhe fizesse justiça, até que este, farto da importunação, atendeu ao que ela pedia. Em seguida Jesus afirmou: Ouvis o que diz este juiz injusto? Por acaso não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que estão clamando por ele dia e noite? Porventura tardará em socorrê-los? Digo-vos que em breve lhes fará justiça. Em seguida, concluiu: Mas, quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra? Tal arremate deste discurso de Jesus insta-nos a relacionar a persistência na oração com a fé, sendo a atitude de insistir na súplica indício de que se tem fé expectante, ou seja, de quem pede e permanece na expectativa confiante de receber o que pediu. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que tudo o que pedirmos o seja em conformidade com a vossa santa vontade e certamente receberemos; que não cessemos de clamar vossa intervenção divina, até receber a graça! Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 18 de Novembro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/11/santos-do-dia-da-igreja-catolica-18-de-novembro/>Postado em: por: marsalima]

São Frediano
Frigianu ou Frigdianus – assim os registros antigos indicam seu nome – teria nascido na Irlanda, numa data desconhecida do século IV. Cristão e monge, teria saído de sua terra natal como peregrino e estudante, com destino a Roma. Existe a notícia de sua permanência, mais tarde, na Itália, nos arredores da cidade de Luca, na Toscana, vivendo como ermitão.
A presença do monge foi notada pela população tipicamente rural, sempre castigada pelas enchentes do rio Serchio que ladeava a cidade. A sua vida austera, de trabalho, oração e penitência, somada à sabedoria e cultura, logo se fizeram evidentes. Também sobressaía sua energia e liderança.
O clero local e o povo decidiram que Frediano era o cidadão mais indicado para seu bispo. Possuía os dotes naturalmente sempre valorizados, e que, especialmente nesse período histórico tão tumultuado do país, eram essenciais. Foi eleito e consagrado bispo de Luca em 560. Certamente, um fato inusitado.
Utilizou toda a ciência que possuía sobre matemática, engenharia, agricultura e hidrografia, para ajudar a população. As suas ações logo ganhavam fama de prodígio. O mais divulgado, e que o celebrizou, foi o que cita o desvio do curso do rio Serchio e do consequente beneficio causado a toda a zona rural de Luca. Segundo a tradição, Frediano traçou com um restelo o novo curso do rio, no qual, por meio de um prodígio, as águas se canalizaram imediatamente. Conduziu o rebanho de sua diocese com muito zelo e caridade. Sempre cuidando dos pobres, era incansável na busca de esmolas para construir asilos, creches, hospitais, igrejas e mosteiros. O bispo Frediano morreu no dia 18 de março de 588.
A partir de então, a fama de santidade de Frediano e o célebre episódio do rio Serchio expandiram-se e a sua devoção se fez ainda mais intensa. Foi até citada no livro “Diálogos”, escrito pelo papa São Gregório Magno, seu contemporâneo. Também as congregações que se estabeleceram na sua basílica, em Luca, difundiram-lhe o culto.
Depois, o impulso veio do fato de, em pleno período medieval, para evitar saques por parte dos piratas e invasores, o corpo de são Frediano ter sido sepultado num lugar escondido no cemitério da igreja. E ele só foi localizado por acaso, muitos meses depois, durante o sepultamento de uma jovem, que quase foi colocada onde era o seu túmulo.
Tempos depois, sua obra floresceu na bem antiga e pequena comunidade monástica, com os conhecidos “Cônegos de São Frediano”, os quais o bispo Anselmo de Baggio, quando se tornou papa Alexandre II, indicou para dirigir o Mosteiro de São João de Luterano, em Roma.
A sua festa ocorre no dia 18 de novembro, data que recorda o traslado das suas relíquias, no século XI, para a atual Basílica de São Frediano, em Luca.
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS – ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – 18 DE NOVEMBRO DE 2023
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Profecia de Daniel 12, 1-13
Profecia sobre o último dia e a ressurreição
Eis que o Anjo me disse: «Nos últimos tempos, surgirá Miguel, o grande chefe dos Anjos, que protege os filhos do teu povo. Será um tempo de angústia, como não terá havido até então, desde que existem nações. Nesse tempo, virá a salvação para o teu povo, para aqueles que estiverem inscritos no livro de Deus. Muitos dos que dormem no pó da terra acordarão, uns para a vida eterna, outros para a vergonha e o horror eterno. Os sábios resplandecerão como a luz do firmamento, e os que ensinaram à multidão o caminho da justiça brilharão como estrelas por toda a eternidade.
Tu, Daniel, guarda segredo sobre estas palavras e sela o livro até ao fim dos tempos. Muitos andarão errantes aqui e além, e aumentará a iniquidade».
Eu, Daniel, olhei e vi mais dois homens, um na margem de cá, outro na margem de lá do rio. Disse eu ao homem vestido de linho que estava sobre as águas do rio: «Até quando se esperará o fim destes fatos prodigiosos?». Ouvi o homem vestido de linho que estava sobre as águas do rio. Ergueu ao Céu a mão direita e a mão esquerda e fez o seguinte juramento por Aquele que vive eternamente: «Será por um tempo, tempos e meio tempo: quando o poder do povo santo estiver totalmente quebrado, todos esses fatos se cumprirão».
Ouvi, mas não compreendi. E perguntei: «Meu senhor, quando será o fim de tudo isso?». Ele respondeu: «Vai, Daniel, que estas palavras se mantêm secretas e seladas até ao fim dos tempos. Muitos serão lavados, corados e purificados. Os ímpios praticarão a impiedade, mas nenhum ímpio compreenderá; só os sábios compreenderão. Desde o tempo em que for abolido o sacrifício perpétuo e for instaurada a abominação da desolação, hão de passar mil duzentos e noventa dias. Feliz de quem esperar e chegar aos mil trezentos e trinta e cinco dias! Tu, vai descansar; e levantar‑te‑ás para a sorte que te espera no fim dos dias».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Homilia de um autor do século II
(Cap. 18, 1 – 20, 5: Funk. 1, 167-171)
Pratiquemos a justiça e alcançaremos a salvação
Procuremos fazer parte do número daqueles que dão graças a Deus porque O serviram durante a vida presente, e não queiramos ser do número dos ímpios que serão condenados no juízo. Eu próprio, apesar de ser um grande pecador e sujeito a tentações e a muitas ciladas do demônio, esforço‑me por seguir o caminho da justiça, para conseguir ao menos aproximar‑me dela, pelo temor do juízo futuro.
Por isso, meus irmãos e minhas irmãs, depois de escutar o Deus da verdade, estou a ler‑vos esta exortação, a fim de que, prestando atenção ao que está escrito, vos salveis a vós mesmos e salveis também aquele que vos faz a leitura. Peço‑vos por favor que façais penitência de coração sincero, assegurando desse modo a salvação e a vida. Com tal procedimento daremos bom testemunho a todos os jovens que pretendam dedicar‑se generosamente a amar e servir a Deus. E não levemos a mal nem nos indignemos como insensatos, se alguém nos quer corrigir e converter da injustiça para a justiça. Às vezes, por causa da duplicidade do nosso espírito e pela incredulidade do nosso coração, nem damos conta de que fazemos o mal e a nossa mente permanece obscurecida em desejos vãos.
Pratiquemos a justiça e alcançaremos a salvação. Bem-aventurados os que obedecem a estes preceitos; mesmo que, por breve tempo, tenham de sofrer neste mundo, colherão um dia o fruto incorruptível da ressurreição. Não se entristeça, portanto, o homem piedoso, se no tempo presente tem de suportar a adversidade, porque o tempo da felicidade o espera; então voltará à vida juntamente com os seus pais e será feliz por toda a eternidade, sem qualquer sombra de tristeza. Não nos deixemos também perturbar, ao vermos que os maus prosperam e os servos de Deus sofrem adversidades. Convençamo‑nos disto, irmãos e irmãs: travamos o combate do Deus vivo e exercitamo‑nos nesta vida, para sermos coroados na vida futura. Nenhum justo recebeu imediatamente a recompensa, mas teve de a esperar pacientemente. Se Deus concedesse depressa a recompensa dos justos, faríamos da piedade um negócio; daríamos a impressão de querermos ser justos por amor ao lucro e não por amor à piedade; é por isso que o juízo divino perturba o espírito que não é piedoso e carrega‑o de cadeias.
Ao Deus único e invisível, Pai da verdade, que nos enviou o Salvador e Autor da incorruptibilidade, pelo qual nos revelou a verdade e a vida celeste, seja dada glória pelos séculos dos séculos. Amém!
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
2 Pedro 3, 13-15a
Nós esperamos, segundo a promessa do Senhor, os novos céus e a nova terra, onde habitará a justiça. Portanto, caríssimos, enquanto esperais tudo isto, empenhai-vos, sem pecado nem motivo algum de censura, para que o Senhor vos encontre na paz. Considerai esta paciente espera de Nosso Senhor como uma oportunidade para alcançardes a salvação.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
Dan 6, 26b-27
O nosso Deus é um Deus vivo e permanece eternamente. O seu reino é indestrutível e o seu domínio é perpétuo. Ele salva e liberta, Ele faz maravilhas no céu e na terra.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
Rom 15, 5-7
O Deus da paciência e da consolação vos conceda que alimenteis os mesmos sentimentos uns para com os outros, segundo Cristo Jesus, para que, numa só alma e numa só voz, glorifiqueis a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo. Acolhei-vos, portanto, uns aos outros, como Cristo vos acolheu, para glória de Deus.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
Filip 4, 8.9b
Irmãos: tudo o que é verdadeiro e nobre, tudo o que é justo e puro, tudo o que é amável e de boa reputação, tudo o que é virtude e digno de louvor, é o que deveis ter no pensamento. E o Deus da paz estará convosco.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
Rom 11, 33-36
Como é profunda a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus! Como são insondáveis os seus juízos e incompreensíveis os seus caminhos! Quem conheceu o pensamento do Senhor? Quem foi o seu conselheiro? Quem Lhe deu primeiro para que tenha de receber retribuição? D’Ele, por Ele e para Ele são todas as coisas. Glória a Deus para sempre. Amém!
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo, a não ser que seja excessivamente extenso, e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática




O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.
1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?
2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.
3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…
4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
