LITURGIA DE 19 DE NOVEMBRO DE 2023 – DOMINGO – XXXIII SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO A)
19 de novembro de 2023LITURGIA DE 21 DE NOVEMBRO DE 2023 – TERÇA FEIRA – APRESENTAÇÃO DE NOSSA SENHORA (ANO A)
21 de novembro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 20/11/2023 – sabedoria bíblica “na veia” para cristãos de todas as denominações.
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece nesta perícope (1Mc 1,10-15.41-43.54-57.62-64) a respeito da postura que cumpre ser adotada pelos que são verdadeiramente fiéis ao Senhor, partindo da clareza de que o maligno tenta de muitas formas, inclusive propondo alianças espúrias para conseguir comodidades. Porém o preço de tal acomodação é o afastamento de Deus e a consequente atração das mais terríveis consequências, pois a partir de tal acedência à tentação, se passa a adotar os costumes pagãos, mitigando, fragilizando e desvirtuando as práticas da verdadeira fé – passa-se à violação dos preceitos da lei divina e a mergulhar no pecado. Tal caminho que tomam os que caem nas induções do maligno leva à queda na abominação e na desolação, com o que se despreza o que é legitimamente sagrado e são perseguidos os que se mantém fiéis à fé genuína. Cumpre-nos, face às tentações que nos incitam a afrouxar na prática da fé, seguir o exemplo dos que tomaram a firme resolução de não se submeter a nenhuma prática que comprometesse a pureza, ainda que sob pena de perder a vida por se manterem fiéis ao Senhor.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos à emular a atitude expressa pelo salmista (Sl 118,53.61.134.155.158), repudiando as atitudes covardes dos que abandonam a lei divina e nos mantendo vigilantes e orantes para, em que pese todas as armadilhas do maligno para desviar-nos dos desígnios divinos, jamais esquecer; jamais negligenciar na sua prática. Clamemos ao Senhor para livrar-nos da opressão dos insensatos e para que nos mantenhamos fiéis em guardar as orientações divinas, pois a salvação está longe dos pecadores, dos que negligenciam, dos que são prevaricadores, deixando de cumprir os deveres para com o Senhor. Que jamais deixemos de seguir os preceitos máximes do cristianismo, amando Deus sobre todas as coisas e o próximo como a nós mesmos!
O Santo Evangelho (Lc 18,35-43) compele-nos a reconhecer nossa cegueira espiritual e a clamar, a exemplo do cego de Jericó: “Jesus, filho de Davi, tende piedade!” Ó Jesus, que nós vejamos as realidades da fé e possamos ser salvos, seguir-vos e glorificar a Deus, sendo pessoas que com nossos testemunhos de vida estimulemos os que nos circundam a dar glória a Deus!
LITURGIA DIÁRIA
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Antífona da entrada
– Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor. Vós me invocareis, e hei de escutar-vos, e vos trarei de vosso cativeiro, de onde estiveres (Jr 29,11.14).
Oração do dia
– Senhor nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o criador de todas as coisas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: 1Mc 1,10-15.41-43.54-57.62-64
Salmo Responsorial: Sl 118,53.61.134.155.158
– Vivificai-me, ó Senhor, e guardarei vossa Aliança!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida (Jo 8,12).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 18,35-43
Glória a vós, Senhor!
Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
LEITURA ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (1Mc 1,10-15.41-43.54-57.62-64 ): Puseram todos o diadema depois de sua morte, e, após eles, seus filhos durante muitos anos; e males em quantidade multiplicaram-se sobre a terra. 11.Desses reis originou-se uma raiz de pecado: Antíoco Epífanes, filho do rei Antíoco, que havia estado em Roma, como refém, e que reinou no ano cento e trinta e sete do reino dos gregos. 12.Nessa época saíram também de Israel uns filhos perversos que seduziram a muitos outros, dizendo: Vamos e façamos alianças com os povos que nos cercam, porque, desde que nós nos separamos deles, caímos em infortúnios sem conta. 13.Semelhante linguagem pareceu-lhes boa, 14.e houve entre o povo quem se apressasse a ir ter com o rei, o qual concedeu a licença de adotarem os costumes pagãos. 15.Edificaram em Jerusalém um ginásio como os gentios, dissimularam os sinais da circuncisão, afastaram-se da aliança com Deus, para se unirem aos estrangeiros e venderam-se ao pecado. 41.Então o rei Antíoco publicou para todo o reino um edito, prescrevendo que todos os povos formassem um único povo e 42.que abandonassem suas leis particulares. Todos os gentios se conformaram com essa ordem do rei, e 43.muitos de Israel adotaram a sua religião, sacrificando aos ídolos e violando o sábado. 54.No dia quinze do mês de Casleu, do ano cento e quarenta e cinco, edificaram a abominação da desolação por sobre o altar e construíram altares em todas as cidades circunvizinhas de Judá. 55.Ofereciam sacrifícios diante das portas das casas e nas praças públicas, 56.rasgavam e queimavam todos os livros da lei que achavam; 57.em toda parte, todo aquele em poder do qual se achava um livro do testamento, ou todo aquele que mostrasse gosto pela lei, morreria por ordem do rei.62. Numerosos foram os israelitas que tomaram a firme resolução de não comer nada que fosse impuro, e preferiram a morte antes que se manchar com alimentos; 63.não quiseram violar a santa lei e foram trucidados. 64.Caiu assim sobre Israel uma imensa cólera.
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 118,53.61.134.155.158): Revolto-me à vista dos pecadores, que abandonam a vossa lei. 61.As malhas dos ímpios me cercaram, mas eu não esqueço a vossa lei. 134.Livrai-me da opressão dos homens, para que possa guardar as vossas ordens. 155.Longe dos pecadores está a salvação, daqueles que não observam as vossas leis. 158.Ao ver os prevaricadores sinto desgosto, porque eles não observam a vossa palavra.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Lc 18,35-43): Ao aproximar-se Jesus de Jericó, estava um cego sentado à beira do caminho, pedindo esmolas. 36.Ouvindo o ruído da multidão que passava, perguntou o que havia. 37.Responderam-lhe: É Jesus de Nazaré, que passa. 38.Ele então exclamou: Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim! 39.Os que vinham na frente repreendiam-no rudemente para que se calasse. Mas ele gritava ainda mais forte: Filho de Davi, tem piedade de mim! 40.Jesus parou e mandou que lho trouxessem. Chegando ele perto, perguntou-lhe: 41.Que queres que te faça? Respondeu ele: Senhor, que eu veja. 42.Jesus lhe disse: Vê! Tua fé te salvou. 43.E imediatamente ficou vendo e seguia a Jesus, glorificando a Deus. Presenciando isto, todo o povo deu glória a Deus.
Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece nesta perícope (1Mc 1,10-15.41-43.54-57.62-64) a respeito da postura que cumpre ser adotada pelos que são verdadeiramente fiéis ao Senhor, partindo da clareza de que o maligno tenta de muitas formas, inclusive propondo alianças espúrias para conseguir comodidades. Porém o preço de tal acomodação é o afastamento de Deus e a consequente atração das mais terríveis consequências, pois a partir de tal acedência à tentação, se passa a adotar os costumes pagãos, mitigando, fragilizando e desvirtuando as práticas da verdadeira fé – passa-se à violação dos preceitos da lei divina e a mergulhar no pecado. Tal caminho que tomam os que caem nas induções do maligno leva à queda na abominação e na desolação, com o que se despreza o que é legitimamente sagrado e são perseguidos os que se mantém fiéis à fé genuína. Cumpre-nos, face às tentações que nos incitam a afrouxar na prática da fé, seguir o exemplo dos que tomaram a firme resolução de não se submeter a nenhuma prática que comprometesse a pureza, ainda que sob pena de perder a vida por se manterem fiéis ao Senhor.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos à emular a atitude expressa pelo salmista (Sl 118,53.61.134.155.158), repudiando as atitudes covardes dos que abandonam a lei divina e nos mantendo vigilantes e orantes para, em que pese todas as armadilhas do maligno para desviar-nos dos desígnios divinos, jamais esquecer; jamais negligenciar na sua prática. Clamemos ao Senhor para livrar-nos da opressão dos insensatos e para que nos mantenhamos fiéis em guardar as orientações divinas, pois a salvação está longe dos pecadores, dos que negligenciam, dos que são prevaricadores, deixando de cumprir os deveres para com o Senhor. Que jamais deixemos de seguir os preceitos máximes do cristianismo, amando Deus sobre todas as coisas e o próximo como a nós mesmos!
O Santo Evangelho (Lc 18,35-43) compele-nos a reconhecer nossa cegueira espiritual e a clamar, a exemplo do cego de Jericó: “Jesus, filho de Davi, tende piedade!” Ó Jesus, que nós vejamos as realidades da fé e possamos ser salvos, seguir-vos e glorificar a Deus, sendo pessoas que com nossos testemunhos de vida estimulemos os que nos circundam a dar glória a Deus!
Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina e sejamos verdadeiramente fiéis ao Senhor, com plena clareza de que o maligno tenta de muitas formas, inclusive propondo alianças espúrias para conseguir comodidades. Porém o preço de tal acomodação é o afastamento de vós e a consequente atração das mais terríveis consequências, pois a partir de tal acedência à tentação, se passa a adotar os costumes pagãos, mitigando, fragilizando e desvirtuando as práticas da verdadeira fé – passa-se à violação dos preceitos da lei divina e a mergulhar no pecado. Tal caminho que tomam os que caem nas induções do maligno leva à queda na abominação e na desolação, com o que se despreza o que é legitimamente sagrado e são perseguidos os que se mantém fiéis à fé genuína. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, face às tentações que nos incitam a afrouxar na prática da fé, sigamos o exemplo dos que tomaram a firme resolução de não se submeter a nenhuma prática comprometedora da pureza, ainda que sob pena de perder a vida por se manterem fiéis ao Senhor. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que repudiemos as atitudes covardes dos que abandonam a lei divina e nos mantenhamos vigilantes e orantes para, em que pese todas as armadilhas do maligno para desviar-nos dos desígnios divinos, jamais esqueçamos; jamais negligenciemos na sua prática. Clamamos a vós para que nos livreis da opressão dos insensatos e para que nos ilumineis, nos inspireis, nos orienteis e nos sustenteis para que nos mantenhamos fiéis em guardar as orientações divinas, pois a salvação está longe dos pecadores, dos que negligenciam, dos que são prevaricadores, deixando de cumprir os deveres para convosco. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que jamais deixemos de seguir os preceitos máximes do cristianismo, amando-vos sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que reconheçamos nossa cegueira espiritual e para que clamemos, a exemplo do cego de Jericó: “Jesus, filho de Davi, tende piedade!” Ó Jesus, que nós vejamos as realidades da fé e possamos ser salvos, seguir-vos e glorificar a Deus, sendo pessoas que com nossos testemunhos de vida estimulemos os que nos circundam a dar glória a Deus! Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 20 de Novembro
[Fonte: <https://senhoradasgracas.org.br/santo-do-dia/?utm_source=google&utm_medium=grants.ansg.2&utm_content=santo.do.dia.pc.c&gad_source=1>]

Santo Edmundo – rei e mártir
Reinava Offa nos Estados ingleses. Desejando terminar seus dias em Roma, no exercício da piedade e da penitência, passou a coroa para Edmundo, de quinze anos de idade, descendente dos antigos reis anglo-saxões da Grã-Bretanha.
Edmundo, segundo os seus historiadores, foi coroado no dia de Natal de 855. Suas qualidades morais tornaram-no modelo dos bons reis. Tinha grande aversão aos lisonjeiros; toda a sua ambição era manter a paz e assegurar a felicidade dos súditos. Daí o grande zelo na administração da justiça e na implantação dos bons costumes nos seus Estados. Foi o pai dos súditos, sobretudo dos pobres, protetor das viúvas e dos órfãos, sustento e apoio dos fracos. O fervor no serviço de Deus realçava o brilho das suas outras virtudes. A exemplo dos monges e de várias outras pessoas piedosas, aprendeu o saltério de cor.
No décimo quinto ano do seu reinado, foi atacado pelos Dinamarqueses Hínguar e Hubla, príncipes desta nação, verdadeiros piratas, que foram desembarcar na Inglaterra. Edmundo, a princípio, manteve-se sereno, confiando num tratado que tinha feito com os bárbaros logo que vieram para o seu país. Mas quando viu que não respeitaram o tratado, reuniu o seu exército. Mas os infiéis receberam auxílios. Perante este reforço do inimigo, Edmundo sentia-se impotente para o combater.
Então, os bárbaros fizeram-lhe várias propostas que recusou, por serem contrárias à religião e à justiça que devia aos súditos. Preferiu expor-se à morte a trair sua consciência. Carregaram-no de pesadas cadeias e levaram Edmundo à tenda do general inimigo. Fizeram-lhe novas propostas. Respondeu com firmeza que a religião lhe era mais cara do que a vida, e que nunca consentiria em ofender a Deus, que adorava. Hínguar, enfurecido com esta resposta, mandou açoitá-lo cruelmente.
O santo sofreu todos os maus tratos com paciência invencível, invocando o Sagrado Nome de Jesus. Por fim, foi condenado a ser decapitado, recebendo a palma do martírio a 20 de novembro de 870. Os ingleses consideraram-no mártir e dedicaram-lhe numerosas igrejas.
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Profecia de Joel 4, 1-3.9-21
Juízo final e felicidade eterna
Assim fala o Senhor: «Naqueles dias e naquele tempo, quando Eu restaurar Judá e Jerusalém, reunirei todas as nações e as farei descer ao Vale de Josafá. Aí entrarei com elas em juízo, por causa de Israel, meu povo e minha herança, que elas dispersaram entre os povos, repartindo entre si a minha terra. Lançavam sortes sobre o meu povo, trocavam um menino por uma prostituta e vendiam uma donzela por vinho para beberem.
Proclamai isto entre as nações: Convocai uma guerra santa, alistai os soldados valentes, aproximem‑se e subam todos os homens de guerra. Das relhas dos vossos arados forjai espadas e das vossas foices fazei lanças. Diga o fraco: ‘Sinto‑me um valente’. Apressai‑vos e vinde, todas as nações das redondezas, e reuni‑vos: o Senhor levará para lá os seus guerreiros. Levantem‑se as nações, caminhem para o vale de Josafá. Lá estarei sentado para julgar todas as nações das redondezas. Metei a foice, que a seara está madura; vinde pisar, que o lagar está cheio: as cubas transbordam, porque é muito grande a malícia das nações.
Multidões e multidões no Vale do Julgamento! Porque está próximo o dia do Senhor no Vale do Julgamento! O sol e a lua escureceram e as estrelas perdem o seu brilho. O Senhor ruge desde Sião, de Jerusalém faz ouvir a sua voz: tremem os céus e a terra. Mas o Senhor é um refúgio para o seu povo, um abrigo para os filhos de Israel. Então sabereis que Eu sou o Senhor, vosso Deus, que habito em Sião, o meu santo monte. Jerusalém será um lugar sagrado e jamais passarão por ela os estranhos. Naquele dia, os montes destilarão vinho novo, o leite manará das colinas e correrão as águas em todas as torrentes de Judá. Do templo do Senhor sairá uma nascente para regar o vale das Acácias. O Egito será terra devastada e Edom um deserto desolador, porque trataram com crueldade os filhos de Judá e derramaram na sua terra sangue inocente. Mas Judá será habitado para sempre e Jerusalém de geração em geração. Vingarei o seu sangue, não o deixarei impune. O Senhor habitará em Sião».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Tratado de São Fulgêncio de Ruspas, bispo, sobre o perdão
(Liber 2, 11, 2 – 12, 1.3-4: CCL 91A, 693-695) (Sec. VI)
O vencedor ficará ileso da segunda morte
Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da trombeta final, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados. Quando diz «nós», Paulo declara que hão de alcançar o dom da futura transformação todos aqueles que no tempo presente tiverem vivido retamente na comunhão da Igreja, juntamente com ele e seus companheiros. E insinuando qual será essa transformação, diz: É necessário que este corpo corruptível se revista de incorruptibilidade e que este corpo mortal se revista de imortalidade. Mas para que então se verifique neles a transformação que será uma justa recompensa, tem de realizar‑se agora a transformação que é dom puramente gratuito.
A recompensa da futura transformação é prometida, portanto, àqueles que na vida presente tiverem realizado a conversão do mal para o bem.
O dom divino da transformação começa já neste mundo por meio da graça da justificação, que realiza neles uma ressurreição espiritual; virá depois a transformação perfeita que terá lugar na ressurreição dos corpos dos justificados; e esta glorificação será imutável e eterna. Assim, começam a ser transformados pela graça da justificação e continuam com a graça da glorificação, para que permaneçam nesta glória imutável e eterna.
Nesta vida são transformados mediante a primeira ressurreição, que os ilumina para que se convertam; por ela passam da morte à vida, da iniquidade à justiça, da infidelidade à fé, das obras más à vida santa. Por isso não tem poder sobre eles a segunda morte. Deles se diz no Apocalipse: Feliz daquele que tomar parte nesta primeira ressurreição; sobre eles não tem poder a segunda morte. Diz‑se também no mesmo livro: O vencedor ficará ileso da segunda morte. Assim como a primeira ressurreição consiste na conversão do coração, assim a segunda morte consiste no suplício eterno.
Apresse‑se, portanto, a tomar parte na primeira ressurreição todo aquele que não quer ser condenado ao castigo eterno da segunda morte. Porque aqueles que na vida presente são transformados pelo temor de Deus, convertem‑se da vida má para a vida boa, passam da morte para a vida e, mais tarde, hão de passar da ignomínia para a glória.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
2 Tes 3, 10b-13
Se alguém não quer trabalhar, também não deve comer. Ouvimos dizer que alguns de vós vivem na ociosidade, sem fazerem trabalho algum, mas ocupados em atividades inúteis. A esses ordenamos e recomendamos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que trabalhem em paz, para ganharem o pão que comem. Quanto a vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
Rom 13, 8.10
Não tenhais qualquer dívida a ninguém, senão a de vos amar uns aos outros, pois quem ama o próximo cumpre a lei. A caridade não faz mal ao próximo. A caridade é o pleno cumprimento da lei.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
Tg 1, 19b-20.26
Cada qual seja pronto para ouvir, lento para falar e lento para se irar, porque a ira do homem não realiza a justiça de Deus. Se alguém se considera religioso e não refreia a própria língua, engana-se a si mesmo e a sua religião é vã.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
1 Pedro 1, 17-19
Vivei com temor, durante o tempo de exílio neste mundo. Lembrai-vos que não foi por coisas corruptíveis, como prata e ouro, que fostes resgatados da vã maneira de proceder, herdada de vossos pais, mas pelo Sangue precioso de Cristo, Cordeiro sem defeito e sem mancha.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
Col 1, 9b-11
Procurai conhecer plenamente a vontade de Deus, com toda a sabedoria e inteligência espiritual, para viverdes de maneira digna do Senhor e agradar-Lhe inteiramente, realizando toda a espécie de boas obras e progredindo no conhecimento de Deus. Sereis fortalecidos pelo seu poder glorioso, para que se confirme a vossa constância, longanimidade e alegria a toda a prova.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
1 Tess 5, 9-10
Deus destinou-nos para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamos unidos a Ele.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo, a não ser que seja excessivamente extenso, e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática




O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.
1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?
2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.
3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…
4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
