LITURGIA DE 23 DE NOVEMBRO DE 2023 – QUINTA FEIRA – XXXIII SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO A)
23 de novembro de 2023Versículos e Reflexões
24 de novembro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 24/11/2023 – sabedoria bíblica “na veia” para cristãos de todas as denominações.
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece nesta perícope (1 Mc 4,36-37.52-59) que cabe-nos atuar com responsabilidade espiritual, não permitindo que os inimigos da fé obstaculizem a sua fiel prática. Cumpre para isso empregar os meios apropriados, conforme ensina Jesus e os apóstolos, buscando com amorosidade – porém sem abrir mão da firmeza – colocar as coisas nos seus devidos lugares. Cumpre-nos, pois, primar pela pureza, mantendo o viver consagrado ao Senhor, conforme as especificidades do estado de vida de cada um, em estado de graça, empenhando-nos para cumprir denodadamente com nossos deveres cristãos nos mais diversos âmbitos do viver e dedicando especial atenção aos locais sagrados, contribuindo com o que estiver ao nosso alcance para honrá-los, pois o Senhor é digno de toda honra e toda glória! É com essa disposição que cumpre-nos dirigir-nos e relacionar-nos com todas as coisas que nos circundam, consagrando-as em nossos corações ao Senhor – e de modo todo especial os locais de culto! Cumpre-nos, pois, empenhar-nos para fazer o melhor possível em honra ao Senhor e confiar que a Providência Divina tudo proveja para conduzir-nos ao triunfo, prestando louvores e ação de graças ao Senhor, cientes de que tal atitude reveste quem a adota de um estado de inefável alegria e regozijo divinos.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (1Cr 29, 10-13): Davi bendisse o Senhor, em presença de toda a assembleia Sede bendito, disse ele, para todo o sempre, Senhor, Deus de nosso pai Israel! 11.A vós, Senhor, a grandeza, o poder, a honra, a majestade e a glória, porque tudo que está no céu e na terra vos pertence. A vós, Senhor, a realeza, porque sois soberanamente elevado acima de todas as coisas. 12.É de vós que vêm a riqueza e a glória, sois vós o Senhor de todas as coisas; é em vossa mão que residem a força e o poder. E é vossa mão que tem o poder de dar a todas as coisas grandeza e solidez. 13.Agora, ó nosso Deus, nós vos louvamos e celebramos vosso nome glorioso.
O Santo Evangelho (Lc 19,45-48) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que Jesus tem autoridade para expulsar demônios e expulsou também os mercadores do templo que atuavam insuflados pelos demônios da ganância, da avareza e afins. Cumpre-nos, pois, invocando a autoridade de Jesus, não permitir que sejam realizados na casa do Senhor atos que a desvirtuem da sua finalidade ímpar: casa de oração, local de prestação de culto ao Senhor! Cumpre-nos como responsabilidade espiritual não permitir que se torne covil de ladrões e nem de perpetração de quaisquer outras profanações insufladas pelo maligno. Cumpre-nos, pois, além de nos impregnar-nos de tudo o que Jesus ensinou, também colocá-lo em prática e seguir o seu exemplo, em todos os aspectos do viver. Inclusive as situações mais embaraçosas que possam vir a se apresentar, como essa, em que Jesus, o próprio amor encarnado, precisou usar de resoluta firmeza – ainda que isso possa custar-nos a própria vida, conforme ocorreu com Jesus e tantos mártires que entregaram suas vidas em defesa da fé.
LITURGIA DIÁRIA
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Antífona da entrada
– A cruz de nosso Senhor Jesus Cristo deve ser a nossa glória: nele está nossa vida e ressurreição; para os salvos, como nós, ela é poder de Deus (Gl 6,14; 1Cor 1,18).
Oração do dia
– Ó Deus, fonte e origem de toda paternidade, que destes aos santos mártires André e seus companheiros serem fiéis à cruz do vosso Filho até a efusão do sangue, concedei, por sua intercessão, que, propagando o vosso amor entre os irmãos, possamos ser chamados vossos filhos e filhas e realmente o sejamos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: 1 Mc 4,36-37.52-59
Salmo Responsorial: 1Cr 29, 10-13
– Queremos celebrar o vosso nome glorioso.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem (Jo 10,27).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 19,45-48
Glória a vós, Senhor!
Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
LEITURA ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (1 Mc 4,36-37.52-59): Judas e seus irmãos disseram então: Eis que nossos inimigos estão aniquilados; subamos agora a purificar e consagrar de novo os lugares santos. 37.Reunido todo o exército, subiram à montanha de Sião. 52.No dia vinte e cinco do nono mês, isto é, do mês de Casleu, do ano cento e quarenta e oito, eles se levantaram muito cedo, 53.e ofereceram um sacrifício legal sobre o novo altar dos holocautos, que haviam construído. 54.Foi no mesmo dia e na mesma data em que os gentios o haviam profanado, que o altar foi de novo consagrado ao som de cânticos, das harpas, das liras e dos címbalos. 55.Todo o povo se prostrou com o rosto em terra para adorar e bendizer no céu aquele que os havia conduzido ao triunfo. 56.Prolongaram por oito dias a dedicação do altar, oferecendo com alegria holocaustos e sacrifícios de ações de graças e de louvores. 57.Adornaram a fachada do templo com coroas de ouro e com pequenos escudos, consagraram as entradas do templo e os quartos, nos quais colocaram portas. 58.Reinou uma alegria imensa entre o povo e o opróbrio das nações foi afastado. 59.Foi estabelecido por Judas e seus irmãos, e por toda a assembleia de Israel que os dias da dedicação do altar seriam celebrados cada ano em sua data própria, durante oito dias, a partir do dia vinte e cinco do mês de Casleu, e isto com alegria e regozijo.
As santas palavras do Salmo Responsorial (1Cr 29, 10-13): Davi bendisse o Senhor, em presença de toda a assembléia Sede bendito, disse ele, para todo o sempre, Senhor, Deus de nosso pai Israel! 11.A vós, Senhor, a grandeza, o poder, a honra, a majestade e a glória, porque tudo que está no céu e na terra vos pertence. A vós, Senhor, a realeza, porque sois soberanamente elevado acima de todas as coisas. 12.É de vós que vêm a riqueza e a glória, sois vós o Senhor de todas as coisas; é em vossa mão que residem a força e o poder. E é vossa mão que tem o poder de dar a todas as coisas grandeza e solidez. 13.Agora, ó nosso Deus, nós vos louvamos e celebramos vosso nome glorioso.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Lc 19,45-48): Em seguida, entrou no templo e começou a expulsar os mercadores. 46.Disse ele: Está escrito: A minha casa é casa de oração! Mas vós a fizestes um covil de ladrões (Is 56,7; Jr 7,11). 47.Todos os dias ensinava no templo. Os príncipes dos sacerdotes, porém, os escribas e os chefes do povo procuravam tirar-lhe a vida. 48.Mas não sabiam como realizá-lo, porque todo o povo ficava suspenso de admiração, quando o ouvia falar.
Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece nesta perícope (1 Mc 4,36-37.52-59) que cabe-nos atuar com responsabilidade espiritual, não permitindo que os inimigos da fé obstaculizem a sua fiel prática. Cumpre para isso empregar os meios apropriados, conforme ensina Jesus e os apóstolos, buscando com amorosidade – porém sem abrir mão da firmeza – colocar as coisas nos seus devidos lugares. Cumpre-nos, pois, primar pela pureza, mantendo o viver consagrado ao Senhor, conforme as especificidades do estado de vida de cada um, em estado de graça, empenhando-nos para cumprir denodadamente com nossos deveres cristãos nos mais diversos âmbitos do viver e dedicando especial atenção aos locais sagrados, contribuindo com o que estiver ao nosso alcance para honrá-los, pois o Senhor é digno de toda honra e toda glória! É com essa disposição que cumpre-nos dirigir-nos e relacionar-nos com todas as coisas que nos circundam, consagrando-as em nossos corações ao Senhor – e de modo todo especial os locais de culto! Cumpre-nos, pois, empenhar-nos para fazer o melhor possível em honra ao Senhor e confiar que a Providência Divina tudo proveja para conduzir-nos ao triunfo, prestando louvores e ação de graças ao Senhor, cientes de que tal atitude reveste quem a adota de um estado de inefável alegria e regozijo divinos.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (1Cr 29, 10-13): Davi bendisse o Senhor, em presença de toda a assembleia Sede bendito, disse ele, para todo o sempre, Senhor, Deus de nosso pai Israel! 11.A vós, Senhor, a grandeza, o poder, a honra, a majestade e a glória, porque tudo que está no céu e na terra vos pertence. A vós, Senhor, a realeza, porque sois soberanamente elevado acima de todas as coisas. 12.É de vós que vêm a riqueza e a glória, sois vós o Senhor de todas as coisas; é em vossa mão que residem a força e o poder. E é vossa mão que tem o poder de dar a todas as coisas grandeza e solidez. 13.Agora, ó nosso Deus, nós vos louvamos e celebramos vosso nome glorioso.
O Santo Evangelho (Lc 19,45-48) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que Jesus tem autoridade para expulsar demônios e expulsou também os mercadores do templo que atuavam insuflados pelos demônios da ganância, da avareza e afins. Cumpre-nos, pois, invocando a autoridade de Jesus, não permitir que sejam realizados na casa do Senhor atos que a desvirtuem da sua finalidade ímpar: casa de oração, local de prestação de culto ao Senhor! Cumpre-nos como responsabilidade espiritual não permitir que se torne covil de ladrões e nem de perpetração de quaisquer outras profanações insufladas pelo maligno. Cumpre-nos, pois, além de nos impregnar-nos de tudo o que Jesus ensinou, também colocá-lo em prática e seguir o seu exemplo, em todos os aspectos do viver. Inclusive as situações mais embaraçosas que possam vir a se apresentar, como essa, em que Jesus, o próprio amor encarnado, precisou usar de resoluta firmeza – ainda que isso possa custar-nos a própria vida, conforme ocorreu com Jesus e tantos mártires que entregaram suas vidas em defesa da fé.
Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece nesta perícope (1 Mc 4,36-37.52-59) que cabe-nos atuar com responsabilidade espiritual, não permitindo que os inimigos da fé obstaculizem a sua fiel prática. Cumpre para isso empregar os meios apropriados, conforme ensina Jesus e os apóstolos, buscando com amorosidade – porém sem abrir mão da firmeza – colocar as coisas nos seus devidos lugares. Cumpre-nos, pois, primar pela pureza, mantendo o viver consagrado ao Senhor, conforme as especificidades do estado de vida de cada um, em estado de graça, empenhando-nos para cumprir denodadamente com nossos deveres cristãos nos mais diversos âmbitos do viver e dedicando especial atenção aos locais sagrados, contribuindo com o que estiver ao nosso alcance para honrá-los, pois o Senhor é digno de toda honra e toda glória! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos dirijamos e relacionemos com essa disposição em relação a todas as coisas que nos circundam, consagrando-as em nossos corações ao Senhor – e de modo todo especial os locais de culto! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos empenhemos em fazer o melhor possível em vossa honra, confiantes de que a Providência Divina tudo provê para conduzir-nos ao triunfo. Prestamo-vos louvores e ações de graças, cientes de que tal atitude reveste quem a adota de um estado de inefável alegria e regozijo divinos. Fazemos coro com o louvor orante do salmista (1Cr 29, 10-13): Davi bendisse o Senhor, em presença de toda a assembleia Sede bendito, disse ele, para todo o sempre, Senhor, Deus de nosso pai Israel! 11.A vós, Senhor, a grandeza, o poder, a honra, a majestade e a glória, porque tudo que está no céu e na terra vos pertence. A vós, Senhor, a realeza, porque sois soberanamente elevado acima de todas as coisas. 12.É de vós que vêm a riqueza e a glória, sois vós o Senhor de todas as coisas; é em vossa mão que residem a força e o poder. E é vossa mão que tem o poder de dar a todas as coisas grandeza e solidez. 13.Agora, ó nosso Deus, nós vos louvamos e celebramos vosso nome glorioso. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que Jesus tem autoridade para expulsar demônios e expulsou também os mercadores do templo que atuavam insuflados pelos demônios da ganância, da avareza e afins. Cumpre-nos, pois, invocando a autoridade de Jesus, não permitir que sejam realizados na casa do Senhor atos que a desvirtuem da sua finalidade ímpar: casa de oração, local de prestação de culto ao Senhor! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que cumpramos nossa responsabilidade espiritual de não permitir que a vossa casa se torne covil de ladrões e nem de perpetração de quaisquer outras profanações insufladas pelo maligno. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos de tudo o que Jesus ensinou, o coloquemos em prática e também sigamos o seu exemplo, em todos os aspectos do viver. Inclusive nas situações mais embaraçosas que possam vir a se apresentar, como essa, em que Jesus, o próprio amor encarnado, precisou usar de resoluta firmeza – ainda que isso possa custar-nos a própria vida, conforme ocorreu com Jesus e tantos mártires que entregaram suas vidas em defesa da fé. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 24 de Novembro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/11/santos-do-dia-da-igreja-catolica-24-de-novembro/> Postado em: por: marsalima]

Santo André Dung-Lac e companheiros
A evangelização do Vietnã começou no século XVI, através de missionários europeus de diversas ordens e congregações religiosas. São quatro séculos de perseguições sangrentas que levaram ao martírio milhares de cristãos massacrados nas montanhas, florestas e em regiões insalubres. Enfim, em todos os lugares onde buscaram refúgio. Foram bispos, sacerdotes e leigos de diversas idades e condições sociais, na maioria pais e mães de família e alguns deles catequistas, seminaristas ou militares.
Hoje, homenageamos um grupo de cento e dezessete mártires vietnamitas, beatificados no ano jubilar de 1900 pelo papa Leão XIII. A maioria viveu e pregou entre os anos 1830 e 1870. Dentre eles muito se destacou o padre dominicano André Dung-Lac, tomado como exemplo maior dessas sementes da Igreja Católica vietnamita.
Filho de pais muito pobres, que o confiaram desde pequeno à guarda de um catequista, ordenou-se sacerdote em 1823. Durante seu apostolado, foi cura e missionário em diversas partes do país. Também foi salvo da prisão diversas vezes, graças a resgates pagos pelos fiéis, mas nunca concordou com esse patrocínio.
Uma citação sua mostra claramente o que pensava destes resgates: “Aqueles que morrem pela fé sobem ao céu. Ao contrário, nós que nos escondemos continuamente gastamos dinheiro para fugir dos perseguidores. Seria melhor deixar-nos prender e morrer”. Finalmente, foi decapitado em 24 de novembro de 1839, em Hanói, Vietnã.
Passada essa fase tenebrosa, veio um período de calma, que durou cerca de setenta anos. Os anos de paz permitiram à Igreja que se reorganizasse em numerosas dioceses que reuniam centenas de milhares de fiéis. Mas os martírios recomeçaram com a chegada do comunismo à região.
A partir de 1955, os chineses e os russos aniquilaram todas as instituições religiosas, dispersando os cristãos, prendendo, condenando e matando bispos, padres e fiéis, de maneira arrasadora. A única fuga possível era através de embarcações precárias, que sucumbiam nas águas que poderiam significar a liberdade, mas que levavam, invariavelmente, à morte.
Entretanto o evangelho de Cristo permaneceu no coração do povo vietnamita, pois quanto mais perseguido maior se tornou seu fervor cristão, sabendo que o resultado seria um elevadíssimo número de mártires. O papa João Paulo II, em 1988, inscreveu esses heróis de Cristo no livro dos santos da Igreja, para serem comemorados juntos e como companheiros de santo André Dung-Lac no dia de sua morte.
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 24/11/2023 – ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>]
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Profecia de Zacarias 12, 9-12a; 13, 1-9
A salvação estará em Jerusalém
Assim fala o Senhor: «Naquele dia, procurarei exterminar todos os povos que vierem contra Jerusalém. Sobre a casa de David e os habitantes de Jerusalém derramarei um espírito de piedade e de oração; e eles voltarão os olhos para aquele a quem trespassaram. Lamentar‑se‑ão por ele como se lamenta o filho único, hão de chorá‑lo como se chora o primogênito. Naquele dia, haverá grande pranto em Jerusalém, como houve em Hadad‑Rimon, no vale de Megido. A terra chorará, família por família.
Naquele dia, jorrará uma nascente para a casa de David e para os habitantes de Jerusalém, a fim de lavar o pecado e a impureza. Naquele dia, diz o Senhor do Universo, Eu exterminarei da terra o nome dos ídolos, e eles não voltarão a ser recordados. Também farei desaparecer da terra os seus profetas e o espírito de impureza. E se alguém ainda profetizar, seu pai e sua mãe, que o geraram, lhe dirão: ‘Não viverás, porque proferiste uma falsidade em nome do Senhor’. E quando ele estiver a proferir os seus oráculos, seu pai e sua mãe, que o geraram, o trespassarão.
Naquele dia, os profetas hão de envergonhar‑se das suas visões proféticas e nunca mais vestirão o manto de pelos para mentir. Cada um dirá: ‘Não sou profeta, sou apenas um homem que trabalha a terra, porque a isso me dedico desde a minha juventude’. E se lhe perguntarem: ‘Que feridas são essas nas tuas mãos?’, ele responderá: ‘São ferimentos que recebi em casa dos meus amigos’.
Levanta‑te, espada, contra o meu pastor e contra o homem da minha intimidade, diz o Senhor do Universo. Fere o pastor, dispersem‑se as ovelhas do rebanho, e Eu voltarei a minha mão contra as crias. Em toda a terra, diz o Senhor, dois terços serão exterminados e só um terço sobreviverá. Farei passar esse terço pelo fogo, purificá‑lo‑ei como a prata, prová‑lo‑ei como se prova o ouro. Ele invocará o meu nome, e Eu o ouvirei. Direi então: ‘Este é o meu povo’ e ele dirá: ‘O Senhor é o meu Deus’».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Das Cartas de São Paulo Le-bao-Tinh aos alunos do Seminário de Ke-Vinh, escritas no ano 1843
(Launay, A.: Le clergé tonquinois et ses prêtres martyrs, MEP, Paris 1925, pp. 80-83)
Participação dos mártires na vitória de Cristo, cabeça da Igreja
Eu, Paulo, prisioneiro pelo nome de Cristo, quero falar-vos das tribulações que suporto cada dia, para que, inflamados no amor de Deus, comigo louveis o Senhor, porque é eterna a sua misericórdia.
Este cárcere é realmente a imagem do inferno eterno: além de suplícios de todo o género, tais como algemas, grilhões, cadeias de ferro, tenho de suportar o ódio, as agressões, calúnias, palavras indecorosas, repreensões, maldades, juramentos falsos e, além disso, as angústias e a tristeza. Mas Deus, que outrora libertou os três jovens da fornalha ardente, está sempre comigo e libertou-me destas tribulações, convertendo-as em suave doçura, porque é eterna a sua misericórdia.
Imerso nestes tormentos, que costumam aterrorizar os outros, pela graça de Deus sinto-me alegre e contente, porque não estou só, mas estou com Cristo.
O nosso divino Mestre é quem leva todo o peso da cruz, impondo-me apenas uma pequena parcela. Ele não é apenas espectador do meu combate, mas também combatente e vencedor em toda esta luta. Por isso é sobre a sua cabeça que se impõe a coroa da vitória, e nela participam todos os seus membros.
Como posso eu suportar este espetáculo, ao ver todos os dias os imperadores, mandarins e seus guardas blasfemar o vosso santo nome, Senhor, que estais sentado sobre os Querubins e os Serafins? Vede como a vossa cruz é calcada aos pés dos pagãos! Onde está a vossa glória? Ao ver tudo isto, sinto inflamar-se o meu coração no vosso amor e prefiro ser dilacerado e morrer em testemunho da vossa infinita bondade.
Mostrai, Senhor, o vosso poder, salvai-me e amparai-me, para que na minha fraqueza se manifeste a vossa força e seja glorificada diante dos gentios, não aconteça que eu vacile pelo caminho e os inimigos se orgulhem na sua soberba.
Ouvindo tudo isto, caríssimos irmãos, tende coragem e alegrai-vos, dai graças eternamente a Deus, de quem procedem todos os bens, bendizei comigo ao Senhor, porque é eterna a sua misericórdia.
Louvai o Senhor, todas as nações, aclamai-O, todos os povos, porque Deus escolheu o que é fraco para confundir o forte, escolheu o que é insignificante e desprezível para confundir o que se julga nobre. Pela minha boca e inteligência confundiu os mestres deste mundo, porque é eterna a sua misericórdia.
Escrevo todas estas coisas, para que estejam unidas a vossa e a minha fé. No meio desta tempestade, lanço a âncora que me permitirá subir até ao trono de Deus: a esperança viva que está no meu coração.
Caríssimos irmãos, correi de modo que alcanceis a coroa da vitória, revesti-vos com a couraça da fé, tomai as armas de Cristo e combatei à direita e à esquerda, como ensina São Paulo, meu patrono. É melhor para vós entrar na vida sem os olhos ou debilitados, do que, com todos os membros, serdes lançados fora.
Ajudai-me com as vossas orações, a fim de que possa combater segundo as regras, combater o bom combate, combater até ao fim, de modo que termine felizmente a minha carreira. Se já não nos virmos nesta vida, encontrar-nos-emos na felicidade da vida futura, quando, na presença do Cordeiro imaculado, num só coração e numa só alma, cantarmos eternamente a alegria da vitória. Amém!
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
2 Cor 1, 3-5
Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, Pai de misericórdia e Deus de toda a consolação, que nos conforta em todas as nossas tribulações, para podermos consolar aqueles que estão atribulados, por meio do conforto que nós próprios recebemos de Deus. Do mesmo modo que abundam em nós os sofrimentos de Cristo, também por Cristo abunda a nossa consolação.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
Filip 2, 2b-4
Tende entre vós os mesmos sentimentos e a mesma caridade, numa só alma e num só coração. Não façais nada por rivalidade nem por vanglória; mas, com humildade, considerai os outros superiores a vós mesmos, sem olhar cada um aos seus próprios interesses, mas aos interesses dos outros.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
2 Cor 13, 4
Jesus Cristo foi crucificado na sua fraqueza humana, mas vive pelo poder de Deus. Também nós somos fracos n’Ele, mas viveremos com Ele pelo poder de Deus.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
Col 3, 12-13
Como eleitos de Deus, santos e prediletos, revesti-vos de sentimentos de misericórdia, de bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, se alguém tiver razão de queixa contra outro. Tal como o Senhor vos perdoou, assim deveis fazer vós também.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
1 Pedro 4, 13-14
Caríssimos, alegrai-vos na medida em que participardes nos sofrimentos de Cristo, a fim de que possais também alegrar-vos e exultar no dia em que se manifestar a sua glória. Felizes de Vós, se sois ultrajados pelo nome de Cristo, porque o Espírito de glória, o Espírito de Deus, repousa sobre vós.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
Jer 14, 9
Estais no meio de nós, Senhor, e sobre nós foi invocado o vosso nome. Não nos abandoneis, Senhor nosso Deus.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo, a não ser que seja excessivamente extenso, e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática




O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.
1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?
2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.
3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…
4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
