“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 26 DE NOVEMBRO DE 2023 – DOMINGO – NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO (ANO A)
26 de novembro de 2023“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 28 DE NOVEMBRO DE 2023 – TERÇA-FEIRA DA XXXIV SEMANA COMUM(ANO A)
28 de novembro de 2023
Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, você vá escolhendo, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados para assistir. Concitamos, porém, que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo orante desta Liturgia Diária, para sustento, remédio e fortalecimento espiritual.

Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4180-liturgia-de-27-de-novembro-de-2023>]
Antífona da entrada
– O Senhor fala de paz a seu povo e a seus amigos e a todos os que se voltam para ele (Sl 84,9).
Oração do dia
– Levantai, ó Deus, o ânimo dos vossos filhos e filhas, para que, aproveitando melhor as vossas graças, obtenham de vossa paternal bondade mais poderosos auxílios. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Dn 1,1-6.8-20
Salmo Responsorial: Dn 3,52-56
– A vós louvor, honra e glória eternamente!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Vigiai, diz Jesus, vigiai, pois no dia em que não esperais, o vosso Senhor há de vir (Mt 24,42.44)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 21,1-4
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

LEITURA ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Dn 1,1-6.8-20): No terceiro ano do reinado de Joaquim, rei de Judá, Nabucodonosor, rei de Babilônia, veio sitiar Jerusalém. 2. O Senhor entregou-lhe Joaquim, rei de Judá, bem como parte dos objetos do templo, que Nabucodonosor transportou para a terra de Senaar, para o templo de seu deus: foi na sala do tesouro do templo de seu deus que ele os colocou. 3. O rei deu ordem ao chefe de seus eunucos, Asfenez, para trazer-lhe jovens israelitas, oriundos de raça real ou de família nobre, 4. isentos de qualquer tara corporal, bem proporcionados, dotados de toda espécie de boas qualidades, instruídos, inteligentes, aptos a ingressarem (nos serviços do) palácio real; ser-lhes-ia ensinado a escrever e a falar a língua dos caldeus. 5. O rei destinou-lhes uma provisão cotidiana, retirada das iguarias da mesa real e do vinho que ele bebia. A formação deles devia durar três anos, após o que entrariam a serviço do rei. 6. Entre eles encontravam-se alguns judeus: Daniel, Ananias, Misael e Azarias. 8. Daniel tomou a resolução de não se contaminar com os alimentos do rei e com seu vinho. Pediu ao chefe dos eunucos para deles se abster. 9. Este, graças a Deus, tomado de benevolência para com Daniel, atendeu-o de boa vontade, 10. mas disse-lhe: Temo que o rei, meu senhor, que estabeleceu vossa alimentação e vossa bebida, venha a notar vossas fisionomias mais abatidas do que as dos outros jovens de vossa idade, e que por vossa causa eu me exponha a uma repreensão da parte do rei. 11. Mas Daniel disse ao dispenseiro a quem o chefe dos eunucos havia confiado o cuidado de Daniel, Ananias, Misael e Azarias: 12. Rogo-te, faze uma experiência de dez dias com teus servos: que só nos sejam dados legumes a comer e água a beber. 13. Depois então compararás nossos semblantes com os dos jovens que se alimentam com as iguarias da mesa real, e farás com teus servos segundo o que terás observado. 14. O dispenseiro concordou com essa proposta e os submeteu à prova durante dez dias. 15. No final deste prazo, averiguou-se que tinham melhor aparência e estavam mais gordos do que todos os jovens que comiam das iguarias da mesa real. 16. Em consequência disso o dispenseiro retirava os alimentos e o vinho que lhes eram destinados, e mandava servir-lhes legumes. 17. A esses quatro jovens, Deus concedeu talento e saber no domínio das letras e das ciências. Daniel era particularmente entendido na interpretação de visões e sonhos. 18. Ao fim do prazo fixado pelo rei para a apresentação, o chefe dos eunucos introduziu-os na presença de Nabucodonosor, 19. o qual palestrou com eles. Entre todos os jovens nenhum houve que se comparasse a Daniel, Ananias, Misael e Azarias. Por isso entraram eles a serviço do rei. 20. Em qualquer negócio que necessitasse de sabedoria e sutileza, e que o rei os consultasse, este achava-os dez vezes superiores a todos os escribas e mágicos do reino.
As santas palavras do Salmo Responsorial (Dn 3,52-56): Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais, digno de louvor e de eterna glória! Que seja bendito o vosso santo nome glorioso, digno do mais alto louvor e de eterna exaltação! 53. Sede bendito no templo de vossa glória santa, digno do mais alto louvor e de eterna glória! 54. Sede bendito por penetrardes com o olhar os abismos, e por estardes sentado sobre os querubins, digno do mais alto louvor e de eterna exaltação! 55. Sede bendito sobre vosso régio trono, digno do mais alto louvor e de eterna exaltação! 56. Sede bendito no firmamento dos céus, digno do mais alto louvor e de eterna glória!
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Lc 21,1-4): Levantando os olhos, viu Jesus os ricos que deitavam as suas ofertas no cofre do templo. 2. Viu também uma viúva pobrezinha deitar duas pequeninas moedas, 3. e disse: Em verdade vos digo: esta pobre viúva pôs mais do que os outros. 4. Pois todos aqueles lançaram nas ofertas de Deus o que lhes sobra; esta, porém, deu, da sua indigência, tudo o que lhe restava para o sustento.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece nesta perícope (Dn 1,1-6.8-20) em um primeiro plano, que as permissões divinas – no caso, a invasão de Jerusalém pelas forças do rei Nabucodonosor e o degredo do povo Judeu para a Babilônia, como consequência das suas infidelidades – são permeadas por graças, como foi o caso da seleção de judeus virtuosos para serem colocados a serviço do rei, com o que, conforme se observa na sequência do livro de Daniel, foi revelada a glória de Deus de forma grandiosa. Em segundo plano, compele-nos a admirar e a inspirar-nos no exemplo de fidelidade ao Senhor dado por Daniel e seus companheiros, que se determinaram a não se contaminar com os alimentos do rei e com seu vinho. Assim, eles foram contemplados pelo Senhor Deus com especial talento e saber no domínio das letras e das ciências, a ponto de serem considerados dez vezes superiores aos escribas e mágicos do reino em sabedoria e sutileza, tornando-se os preferidos do rei para aconselhá-lo.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Dn 3,52-56): Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais, digno de louvor e de eterna glória! Que seja bendito o vosso santo nome glorioso, digno do mais alto louvor e de eterna exaltação! 53. Sede bendito no templo de vossa glória santa, digno do mais alto louvor e de eterna glória! 54. Sede bendito por penetrardes com o olhar os abismos, e por estardes sentado sobre os querubins, digno do mais alto louvor e de eterna exaltação! 55. Sede bendito sobre vosso régio trono, digno do mais alto louvor e de eterna exaltação! 56. Sede bendito no firmamento dos céus, digno do mais alto louvor e de eterna glória!
O Santo Evangelho (Lc 21,1-4) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que o Senhor vê o que está no coração – a intenção, a disposição com que agimos em todos os aspectos do viver – sendo para ele muito mais valoroso o propósito e a atitude do que a aparência e a quantidade. Demo-nos, pois, de forma cada vez mais inteira ao Senhor: reconhecendo nossa indigência, ofertemos a nós próprios, para que ele faça conosco o que for de seu agrado!

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece nesta perícope (Dn 1,1-6.8-20) em um primeiro plano, que as permissões divinas – no caso, a invasão de Jerusalém pelas forças do rei Nabucodonosor e o degredo do povo Judeu para a Babilônia, como consequência das suas infidelidades – são permeadas por graças, como foi o caso da seleção de judeus virtuosos para serem colocados a serviço do rei, com o que, conforme se observa na sequência do livro de Daniel, foi revelada a glória de Deus de forma grandiosa. Em segundo plano, compele-nos a admirar e a inspirar-nos no exemplo de fidelidade ao Senhor dado por Daniel e seus companheiros, que se determinaram a não se contaminar com os alimentos do rei e com seu vinho. Assim, eles foram contemplados pelo Senhor Deus com especial talento e saber no domínio das letras e das ciências, a ponto de serem considerados dez vezes superiores aos escribas e mágicos do reino em sabedoria e sutileza, tornando-se os preferidos do rei para aconselhá-lo. Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Dn 3,52-56): Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais, digno de louvor e de eterna glória! Que seja bendito o vosso santo nome glorioso, digno do mais alto louvor e de eterna exaltação! 53. Sede bendito no templo de vossa glória santa, digno do mais alto louvor e de eterna glória! 54. Sede bendito por penetrardes com o olhar os abismos, e por estardes sentado sobre os querubins, digno do mais alto louvor e de eterna exaltação! 55. Sede bendito sobre vosso régio trono, digno do mais alto louvor e de eterna exaltação! 56. Sede bendito no firmamento dos céus, digno do mais alto louvor e de eterna glória! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que vós vedes o que está no coração – a intenção, a disposição com que agimos em todos os aspectos do viver – sendo para vós muito mais valoroso o propósito e a atitude do que a aparência e a quantidade. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos doemos a vós de forma cada vez mais plena – que, reconhecendo nossa indigência, ofertemos a nós próprios, para que façais conosco o que for de vosso agrado! Cremos, Senhor, mas aumentai nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 27 de Novembro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/11/santos-do-dia-da-igreja-catolica-27-de-novembro/>]

São Virgílio
Foi um dos grandes missionários irlandeses do período medieval e um dos maiores viajantes da importante ilha católica, ao lado dos santos Columbano, Quiliano e Gallo.
Nasceu na primeira década do século VIII e foi batizado com o nome de Fergal, depois traduzido para o latim como Virgilio. Católico, na juventude voltou-se para a vida religiosa, tornou-se monge e, a seguir, abade do Mosteiro de Aghaboe, na Irlanda. Deixou a ilha em peregrinação evangelizadora em 743 e não mais voltou.
Morou algum tempo no reino dos francos, quando o rei era Pepino, o Breve, que lhe pedira para organizar um centro cultural. Mas problemas políticos surgiram na região da Baviera, agregada aos seus domínios. Lá, o duque era Odilon, que pediu a Pepino para enviar Virgilio para a Abadia de São Pedro de Salzburg, atual Áustria. E logo depois Odilon nomeou Virgilio como bispo daquela diocese.
Ocorre que, na época, são Bonifácio, o chamado apóstolo da Alemanha, atuava como representante do papa na região, e caberia a ele essa indicação e não a Odilon. O que o desagradou não foi a escolha de Virgilio, mas o fato de ter sido feita por Odilon. Ambos nutriam entre si uma profunda divergência no campo doutrinal e Virgilio participava do mesmo entendimento de Odilon. Essa situação perdurou até a morte de são Bonifácio, quando, e só então, ele pôde ser consagrado bispo de Salzsburg.
Mas Virgílio era homem de fé fortalecida e de vasta cultura, dominava como poucos as ciências matemáticas, ganhando, mesmo em seu tempo, o apelido de “o Geômetra”. Viveu oito séculos antes de Galileu e Copérnico e já sabia que a Terra era redonda, o que na ocasião e em princípio era uma heresia cristã. Foi para Roma para se justificar com o papa, deixou a ciência de lado e abraçou integralmente o seu apostolado a serviço do Reino de Deus como poucos bispos consagrados o fizeram. Revolucionou a diocese de Salzburg com o seu testemunho e converteu aquele rebanho para a redenção de Cristo, aproveitando-se do interesse político do rei.
Em 755, um ano após a morte de são Bonifácio, Virgílio foi consagrado bispo de Salzburg. Continuou evangelizando a Áustria de norte a sul, inclusive uma parte do norte da Hungria. Fundou e restaurou mosteiros e igrejas, tendo elaborado o primeiro catálogo e crônica dos mosteiros beneditinos.
Morreu e foi sepultado na Abadia de Salzburg, Áustria, em 27 de novembro de 784, em meio à forte comoção dos fiéis, que transformaram essa data a de sua tradicional festa. Séculos depois, suas relíquias foram trasladadas para a bela Catedral de Salzburg. Em 1233 foi canonizado e o dia de sua festa foi mantido. São Virgílio foi proclamado padroeiro de Salzburg.

LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 27/11/2023 – ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>]
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Início da Segunda Epístola de São Pedro 1, 1-11
Fidelidade à vocação cristã
Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, àqueles que pela justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo receberam uma fé tão preciosa como a nossa: A graça e a paz vos sejam dadas em abundância, pelo conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor.
O poder divino deu‑nos tudo o que é necessário à vida e à piedade, fazendo‑nos conhecer Aquele que nos chamou pela sua glória e virtude, pelas quais entramos na posse das maiores e mais preciosas promessas, para nos tornarmos participantes da natureza divina, livres da corrupção que a concupiscência gerou no mundo.
Por este motivo, esforçai‑vos quanto possível por juntar à vossa fé a virtude, à virtude a ciência, à ciência a temperança, à temperança a constância, à constância a piedade, à piedade o amor fraterno, ao amor fraterno a caridade. Se estas virtudes existirem em vós abundantemente, não vos deixarão inativos nem estéreis no conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Quem não tiver estas coisas é cego, anda às apalpadelas; esquece que foi purificado dos seus antigos pecados.
Por isso, irmãos, esforçai‑vos cada vez mais por assegurar com boas obras a vossa vocação e eleição, porque deste modo não pecareis jamais. E assim vos será largamente oferecida a entrada no reino eterno de Nosso Senhor Jesus Cristo.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Dos Sermões de São Leão Magno, papa
(Serm. 92, 1.2.3: PL 54, 454-455) (Sec. V)
Conforme for o trabalho assim será o proveito
Diz o Senhor: Se a vossa justiça não superar a dos escribas e fariseus, não entrareis no reino dos Céus. Mas esta justiça só será superior à deles, se a misericórdia triunfar sobre o juízo. E que há de mais justo e digno para a criatura, feita à imagem e semelhança de Deus, do que imitar o seu Criador, que estabeleceu o perdão dos pecados como princípio de renovação e santificação dos crentes, a fim de que, evitando a severidade do castigo e suprimindo todo o suplício, o pecador recupere a inocência e o fim do pecado seja a origem da virtude.
Assim a justiça cristã pode ser superior à dos escribas e fariseus, não abolindo a Lei mas rejeitando a sua interpretação carnal. Por isso o Senhor, instruindo os discípulos sobre o modo de jejuar, disse: Quando jejuardes, não andeis tristes como os hipócritas, que desfiguram o rosto para mostrar aos homens que jejuam. Em verdade vos digo: receberam já a sua recompensa. Que recompensa, senão a do louvor humano? Pelo desejo deste louvor, apresenta‑se muitas vezes uma aparência de justiça e, em vez de procurar a boa consciência, busca‑se a falsa reputação; e deste modo, a iniquidade, que se vê acusada na sua dissimulação, alegra‑se com a enganadora apreciação dos homens.
Quem ama a Deus contenta‑se com agradar Àquele que ama, porque não se pode esperar maior recompensa do que o mesmo amor; e o amor vem de Deus, porque o próprio Deus é amor. A alma pura e santa sente‑se tão feliz por estar cheia deste amor que não deseja qualquer outra felicidade. É de fato uma grande verdade o que diz o Senhor: Onde está o teu tesouro, aí está o teu coração. Que é o tesouro do homem senão a acumulação dos frutos do seu trabalho? Cada um recolhe o que tiver semeado: conforme o trabalho assim será o proveito; e onde se concentra a alegria do êxito aí se prende a solicitude do coração. Mas como há muitas espécies de riqueza e diversas causas de alegria, o tesouro de cada um é a satisfação do próprio desejo; e se este se limita aos bens terrenos, tal satisfação não pode trazer a felicidade, mas a infelicidade.
Pelo contrário, aqueles que aspiram às coisas do Céu e não às da terra, nem estão presos aos bens que passam mas aos bens eternos, alcançarão uma riqueza incorruptível, aquela de que fala o Profeta: A sabedoria e a ciência são as riquezas da salvação, o temor do Senhor é o seu tesouro. Por meio destes tesouros da justiça, com o auxílio da graça divina, até os bens terrenos se transformam em bens celestes, quando muitos se servem destas riquezas, justamente herdadas ou justamente adquiridas de outro modo, como instrumentos de bondade. Distribuindo para sustento dos pobres o que possuem em abundância, acumulam para si uma riqueza imperecível, porque aquilo que distribuíram em esmolas jamais o poderão perder; estes têm justamente o seu coração onde têm o seu tesouro, porque a maior felicidade consiste em valorizar as riquezas de modo a fazê‑las aumentar, sem o temor de as perder jamais.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Jer 15, 16
Quando apareciam as vossas palavras, eu tomava-as como alimento: a vossa palavra era o encanto e a alegria do meu coração, porque fui chamado com o vosso nome, Senhor Deus dos Exércitos.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
Jer 31, 33
Esta é a aliança que estabelecerei com a casa de Israel, diz o Senhor: Hei de imprimir a minha lei no íntimo da sua alma e gravá-la no seu coração. Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
Jer 32, 40
Estabelecerei com eles uma aliança eterna e nunca mais deixarei de lhes fazer bem. E infundirei o meu temor no seu coração, para que não voltem a afastar-se de Mim.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
Ez 34, 31
Vós, ovelhas do meu rebanho, sois homens; e Eu sou o vosso Deus, diz o Senhor.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
1 Tes 2, 13
Damos graças a Deus sem cessar, porque, depois de terdes recebido a palavra de Deus por nós pregada, vós a acolhestes, não como palavra humana, mas como ela é realmente, palavra de Deus, que permanece ativa em vós os crentes.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
1 Tes 5, 9-10
Deus destinou-nos para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamos unidos a Ele.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo, a não ser que seja excessivamente extenso, e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
