“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 02 DE DEZEMBRO DE 2023 – SÁBADO – XXXIV SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO A)
2 de dezembro de 2023
“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 04 DE DEZEMBRO DE 2023 – SEGUNDA-FEIRA DA I SEMANA DO ADVENTO
4 de dezembro de 2023Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, você vá escolhendo, conforme apetecer, como em um bufê, alguns os vídeos disponibilizados que puder assistir – buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Concitamos, porém, que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo orante desta Liturgia Diária (Lectio Divina), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual.

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4195-liturgia-de-03-de-dezembro-de-2023>]
Antífona da entrada
– A vós, meu Deus, elevo a minha alma. Confio em vós, que eu não seja envergonhado! Não se riam de mim meus inimigos, pois não será desiludido quem em vós espera (Sl 24,1s).
Coleta
– Ó Deus todo-poderoso, concedei a vossos fiéis o ardente desejo de acorrer com boas obras ao encontro do vosso Cristo que vem, para que colocados à sua direita, mereçam possuir o Reino celeste. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Is 63,16b-64,8
Salmo Responsorial: Sl 79
– Iluminai a vossa face sobre nós, convertei-nos, para que sejamos salvos!
2ª Leitura: 1º Cor 1, 3-9
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Mostrai-nos, ó Senhor, a vossa bondade, e a vossa salvação nos concedei! (Sl 84,8)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 13,33-37
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

LEITURA ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Is 63,16b-64,8): […] sois vós, Senhor, o nosso pai, nosso Redentor desde os tempos passados. 17. Por que, Senhor, desviar-nos para longe de vossos caminhos, por que tornar nossos corações insensíveis ao vosso temor? Voltai, por amor de vossos servos e das tribos de vossa herança! 18. Por que pagãos invadiram vosso templo, e nossos inimigos pisaram vosso santuário? Há muito tempo estamos como gente que já não governais, e que não traz vosso nome. [Isaías, Capítulo: 64] Oh! Se rasgásseis os céus, se descêsseis para fazer desabar diante de vós as montanhas, 2. como o fogo faz fundir a cera, como a chama faz evaporar a água, assim faríeis conhecer a vossos adversários quem sois, e as nações tremeriam diante de vós, 3. vendo-vos executar prodígios inesperados dos quais nunca se tinha ouvido falar. 4. Nenhum ouvido ouviu, olho algum viu outro deus salvar assim aqueles que contam com ele. 5. Vós vindes à frente daqueles que procedem bem, e se recordam de vossas vias. Eis que vos irritastes, e nós éramos culpados; isso perdura há muito tempo: como seríamos salvos? 6. Todos nós nos tornamos como homens impuros, nossas boas ações são como roupa manchada; como folhas todos nós murchamos, levados por nossos pecados como folhas pelo vento. 7. Não há ninguém para invocar vosso nome, para recuperar-se e a vós se afeiçoar, porque nos escondeis a vossa Face, e nos deixais ir a nossos pecados. 8. E, no entanto, Senhor, vós sois nosso pai; nós somos a argila da qual sois o oleiro: todos nós fomos modelados por vossas mãos.
As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 79): Ao mestre de canto. Conforme: A lei é como os lírios. Salmo de Asaf. 2. Escutai, ó pastor de Israel, vós que levais José como um rebanho. 3. Vós que assentais acima dos querubins, mostrai vosso esplendor em presença de Efraim, Benjamim e Manassés. Despertai vosso poder, e vinde salvar-nos. 4. Restaurai-nos, ó Senhor; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos. 5. Ó Deus dos exércitos, até quando vos irritareis contra o vosso povo em oração? 6. Vós o nutristes com o pão das lágrimas, e o fizestes sorver um copioso pranto. 7. Vós nos tornastes uma presa disputada dos vizinhos: os inimigos zombam de nós. 8. Restaurai-nos, ó Deus dos exércitos; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos. 9. Uma vinha do Egito vós arrancastes; expulsastes povos para a replantar. 10. O solo vós lhes preparastes; ela lançou raízes nele e se espalhou na terra. 11. As montanhas se cobriram com sua sombra, seus ramos ensombraram os cedros de Deus. 12. Até o mar ela estendeu sua ramagem, e até o rio os seus rebentos. 13. Por que derrubastes os seus muros, de sorte que os passantes a vindimem, 14. e a devaste o javali do mato, e sirva de pasto aos animais do campo? 15. Voltai, ó Deus dos exércitos; olhai do alto céu, vede e vinde visitar a vinha. 16. Protegei este cepo por vós plantado, este rebento que vossa mão cuidou. 17. Aqueles que a queimaram e cortaram pereçam em vossa presença ameaçadora. 18. Estendei a mão sobre o homem que escolhestes, sobre o homem que haveis fortificado. 19. E não mais de vós nos apartaremos; conservai-nos a vida e então vos louvaremos.20. Restaurai-nos, Senhor, ó Deus dos exércitos; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos.
As santas palavras da 2ª Leitura nos ensinam pelo Apóstolo (1º Cor 1, 3-9): a vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo! 4. Não cesso de agradecer a Deus por vós, pela graça divina que vos foi dada em Jesus Cristo. 5. Nele fostes ricamente contemplados com todos os dons, com os da palavra e os da ciência, 6. tão solidamente foi confirmado em vós o testemunho de Cristo. 7. Assim, enquanto aguardais a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, não vos falta dom algum. 8. Ele há de vos confirmar até o fim, para que sejais irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo. 9. Fiel é Deus, por quem fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Mc 13,33-37): Ficai de sobreaviso, vigiai; porque não sabeis quando será o tempo. 34. Será como um homem que, partindo em viagem, deixa a sua casa e delega sua autoridade aos seus servos, indicando o trabalho de cada um, e manda ao porteiro que vigie. 35. Vigiai, pois, visto que não sabeis quando o senhor da casa voltará, se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã, 36. para que, vindo de repente, não vos encontre dormindo. 37. O que vos digo, digo a todos: vigiai!

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Is 63,16b-64,8) que o Senhor Deus é nosso Pai e redentor desde tempos remotos, porém quando dele nos afastamos, ele nos deixa colher as consequências de nossas atitudes insensatas. Em que pese seu infinito poder, deixa-nos amargar a colheita dos frutos das sementes que plantamos. Porém o Senhor vai à frente dos que procedem retamente e observam os seus caminhos. Entrementes, face às impurezas e as manchas pecaminosas com que contaminamos até mesmo as nossas boas ações, nos afastamos da graça divina e com isso murchamos como folhas, caídos em desgraça pelas escolhas errôneas, sendo levados aleatoriamente por nossos pecados como folhas secas conduzidas pelo vento. Cumpre-nos invocar o nome do Senhor para que restaure nosso viver e estreitar a intimidade com ele, afastando-nos do pecado e nos deixando modelar por aquele diante de quem somos como argila nas mãos do oleiro.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 79).
As santas palavras da 2ª Leitura (1º Cor 1, 3-9) compelem-nos a impregnar-nos da consciência de que fomos contemplado com a graça divina em Jesus Cristo, pois nele fomos ricamente contemplados com todos os dons, como os da palavra e os da ciência, tendo sido em nós solidamente confirmado o testemunho de Cristo. Enquanto aguardamos a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, não nos falta dom algum e ele haverá de nos confirmar até o fim, para que sejamos irrepreensíveis no dia do juízo. Deus é fiel e por ele fomos chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.
O Santo Evangelho (Mc 13,33-37) compele-nos em especial a permanecermos de sobreaviso, vigilantes, porque não sabemos quando será o tempo de prestarmos contas de nosso viver – seja no juízo final, quando Jesus retornar, seja no juízo particular, quando concluirmos nossa passagem pela vida terrena. Cumpre-nos invocar a iluminação do Espírito Santo para que nos auxilie a discernir corretamente o que nos foi delegado para realizar enquanto estamos aqui e nos empenharmos denodadamente em fazer o melhor que pudermos para cumprir da melhor forma possível a missão que nos cabe, cientes de que a qualquer momento podemos ser chamados – que não sejamos pegos em falta. Vigiemos pois, dedicando-nos intensamente, buscando fazer a vontade de Deus em todos os momentos, desde as mais ínfimas ações – e não deixemos de pedir, diariamente, com profunda piedade, conforme a oração que nos recomenda a Santa Madre Igreja: Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Is 63,16b-64,8) que sois nosso Pai e redentor desde tempos remotos, porém quando de vós nos afastamos, nos deixais colher as consequências de nossas atitudes insensatas. Em que pese vosso infinito poder, deixai-nos amargar a colheita dos frutos das sementes que plantamos. Porém vades à frente dos que procedem retamente e observam os vossos caminhos. Entrementes, face às impurezas e as manchas pecaminosas com que contaminamos até mesmo as nossas boas ações, nos afastamos da vossa graça divina e com isso murchamos como folhas, caídos em desgraça pelas escolhas errôneas, sendo levados aleatoriamente por nossos pecados como folhas secas conduzidas pelo vento. Invocamo-vos, ó Senhor, para que restaures nosso viver e que a cada dia mais estreitemos a intimidade convosco, afastando-nos do pecado e nos deixando modelar por vós, cientes de que somos como argila nas mãos do oleiro. Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 79): Ao mestre de canto. Conforme: A lei é como os lírios. Salmo de Asaf. 2. Escutai, ó pastor de Israel, vós que levais José como um rebanho. 3. Vós que assentais acima dos querubins, mostrai vosso esplendor em presença de Efraim, Benjamim e Manassés. Despertai vosso poder, e vinde salvar-nos. 4. Restaurai-nos, ó Senhor; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos. 5. Ó Deus dos exércitos, até quando vos irritareis contra o vosso povo em oração? 6. Vós o nutristes com o pão das lágrimas, e o fizestes sorver um copioso pranto. 7. Vós nos tornastes uma presa disputada dos vizinhos: os inimigos zombam de nós. 8. Restaurai-nos, ó Deus dos exércitos; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos. 9. Uma vinha do Egito vós arrancastes; expulsastes povos para a replantar. 10. O solo vós lhes preparastes; ela lançou raízes nele e se espalhou na terra. 11. As montanhas se cobriram com sua sombra, seus ramos ensombraram os cedros de Deus. 12. Até o mar ela estendeu sua ramagem, e até o rio os seus rebentos. 13. Por que derrubastes os seus muros, de sorte que os passantes a vindimem, 14. e a devaste o javali do mato, e sirva de pasto aos animais do campo? 15. Voltai, ó Deus dos exércitos; olhai do alto céu, vede e vinde visitar a vinha. 16. Protegei este cepo por vós plantado, este rebento que vossa mão cuidou. 17. Aqueles que a queimaram e cortaram pereçam em vossa presença ameaçadora. 18. Estendei a mão sobre o homem que escolhestes, sobre o homem que haveis fortificado. 19. E não mais de vós nos apartaremos; conservai-nos a vida e então vos louvaremos.20. Restaurai-nos, Senhor, ó Deus dos exércitos; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que fomos contemplado com a graça divina em Jesus Cristo, pois nele fomos ricamente contemplados com todos os dons, como os da palavra e os da ciência, tendo sido em nós solidamente confirmado o testemunho de Cristo. Enquanto aguardamos a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, não nos falta dom algum e ele haverá de nos confirmar até o fim, para que sejamos irrepreensíveis no dia do juízo. Vós sois fiel e por vós fomos chamados à comunhão de vosso Filho Jesus Cristo, nosso Senhor! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que permaneçamos de sobreaviso, vigilantes, porque não sabemos quando será o tempo de prestarmos contas de nosso viver – seja no juízo final, quando Jesus retornar, seja no juízo particular, quando concluirmos nossa passagem pela vida terrena. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que invoquemos a iluminação do Espírito Santo para que nos auxilie a discernir corretamente o que nos foi delegado para realizar enquanto estamos aqui e nos empenharmos denodadamente em fazer o melhor que pudermos para cumprir da melhor forma possível a missão que nos cabe, cientes de que a qualquer momento podemos ser chamados – que não sejamos pegos em falta. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que vigiemos e nos dediquemos intensamente, buscando fazer a vossa vontade em todos os momentos, desde as mais ínfimas ações – e não deixemos de pedir, diariamente, com profunda piedade, conforme a oração que nos recomenda a Santa Madre Igreja: Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém! Cremos, Senhor, mas aumentai e nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 3 de Dezembro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/12/santos-do-dia-da-igreja-catolica-03-de-dezembro/> ]

São Francisco Xavier
A Igreja sempre se apoiou nos missionários para sua expansão no decorrer dos séculos. Primeiro foram os apóstolos que se espalharam pelo mundo após a ressurreição de Jesus. Durante o período do descobrimento, entre os séculos XV e XVI, o cristianismo encontrou nos missionários da Companhia de Jesus, os jesuítas, a forma de iniciar a evangelização nas Américas e no Oriente: Índia, Japão e China.
Francisco Xavier, considerado o maior dos missionários jesuítas, foi o fundador dessas missões no Oriente. Nasceu no reino de Navarra, Espanha, em 7 de abril de 1506. Era filho de uma família nobre, que havia projetado para ele um futuro de glória e riqueza no mundo, matriculando-o, com dezoito anos, na Universidade de Paris. Mas não foi no campo terreno que ele se sobressaiu e sim no espiritual. Francisco formou-se em filosofia e lecionava na mesma universidade, onde conheceu um aluno bem mais velho e com idéias objetivas e tudo mudou: tratava-se do futuro Santo Inácio de Loyola, fundador dos jesuítas.
Loyola sonhava formar uma companhia de apóstolos para a defesa e propagação do cristianismo no mundo. Viu em Francisco alguém capaz de ajudá-lo na empreitada e tentou conquistá-lo para a causa. Tarefa que se revelou nada fácil, por causa do orgulho e da ambição que Xavier tinha, projetadas em si por sua família. Loyola, enfim, convenceu-o com uma frase que lhe tocou a alma: “De que vale a um homem ganhar o mundo inteiro se perder sua alma?” (Mc 8, 36). Francisco tomou-a como lema e nunca mais a abandonou, nem ao seu autor, Jesus Cristo.
Os papéis se inverteram e Inácio passou a ser mestre de seu professor, ensinando-lhe o difícil caminho da humildade e dos exercícios espirituais. Francisco, por fim, se retirou por quarenta dias na solidão, preparando-se para receber a ordenação sacerdotal. Celebrou sua primeira missa com trinta e um anos e se tornou co-fundador da Companhia de Jesus. Passou, então, a cuidar dos doentes leprosos, doença que até então segregava seus portadores da sociedade. Com outros companheiros, fixou-se, em 1537, em Veneza, onde recolhia das ruas e tratava aqueles a quem ninguém tinha coragem de recolher.
Foi então que D. João III, rei de Portugal, pediu a Inácio de Loyola para organizar um grupo de sacerdotes que acompanhassem as expedições ao Oriente e depois evangelizassem as Índias. O grupo estava pronto e treinado quando um dos missionários adoeceu e Francisco Xavier decidiu tomar o seu lugar. O navio, com novecentos passageiros, entre eles Francisco Xavier, partiu de Lisboa com destino às Índias. Foi o início de uma viagem perigosíssima e cheia de transtornos, que demorou praticamente um ano. Durante todo esse tempo, Francisco trabalhou em todos os serviços mais humildes do navio. Era auxiliar de cozinha, faxineiro e enfermeiro. Finalmente, chegaram ao porto de Goa.
Desde então, Francisco Xavier realizou uma das missões mais árduas da Igreja Católica. Ia de aldeia em aldeia, evangelizava os nativos, batizava as crianças e os adultos. Reunia as aldeias em grupos, fundava comunidades eclesiais e deixava outro sacerdote para tocar a obra, enquanto investia em novas frentes apostólicas noutra região. Acabou saindo das Índias para pregar no Japão, além de ter feito algumas incursões clandestinas na China.
Numa delas, na ilha de Sacian, adoeceu e uma febre persistente o debilitou, levando-o à morte, em 3 de dezembro de 1552, com apenas quarenta e seis anos de idade. A Igreja o beatificou em 1619, canonizando-o em 1622. Celebrado no dia de sua morte, como exemplo do missionário moderno, são Francisco Xavier foi, com toda justiça, proclamado pela Igreja patrono das missões, e pelo trabalho tão significativo, recebeu o apelido de “São Paulo do Oriente”.

São Galgano Guidotte
A cidade de Sena era uma fortificação feudal com o nome de Chiusdino em 1148. Pertencia ao bispo Hugo Volterra quando Galgano Guidotte nasceu, nesse ano. Guidotte e Dionísia, seus pais, eram da pequena nobreza da cidade e católicos fervorosos.
Ainda muito pequeno, Galgano ficou órfão de pai. Foi educado pela mãe, que o levou à devoção a São Miguel Arcanjo, que ela também possuía. No tempo apropriado, tornou-se cavaleiro e, abandonando a educação religiosa recebida, passou à uma vida desregrada, voltada para os vícios e prazeres mundanos. Sem uma data precisa e conforme a tradição, o jovem cavaleiro Galgano, após sonhar duas vezes com São Miguel Arcanjo, se converteu completamente.
No primeiro sonho, São Miguel aparecia se dirigindo a uma senhora, que Galgano reconheceu ser sua mãe, e pedia que ela lhe desse o filho para o alistar na milícia celeste. A mãe, cheia de alegria, consentia. No segundo, São Miguel o convencia a mudar de vida. E depois, o glorioso Arcanjo o conduzia pela mão a fim de o consagrar à milícia do céu. Entre um e outro, impressionado, Galgano comentava muitas vezes com a mãe os sonhos.
Mas foi sobre o cavalo que um fato extraordinário lhe aconteceu. O cavalo se recusou duas vezes seguidas a seguir no caminho em que iam, conduzindo Galgano para o lugar que vira nos dois sonhos. Lá, ouviu uma voz pedindo que abandonasse a vida de prazeres, que fincasse sua espada numa rocha e construísse, ao redor, uma comunidade religiosa. Assim foi que Galgano fincou sua espada, que penetrou na rocha como se ela fosse de cera, onde permanece até hoje como um dos muitos mistérios que o envolvem.
Galgano vendeu tudo o que tinha e se retirou para aquele local em 1180. Durante onze meses viveu como eremita, jejuando e fazendo penitências. Na ocasião, sua mãe fez uma tentativa para ter o filho de volta ao lar. Propôs que se casasse com uma jovem bela e rica. Porém, ao invés disso, converteu a jovem, que também se voltou para a vida religiosa. Ela fundou um convento com a ajuda do bispo Voltera, em torno da pedra com a espada fincada, e o povo chamou de Abadia “Redonda”.
Enquanto isso, Galgano seguiu em peregrinação a Roma, onde esteve com o papa Alexandre III, e lhe contou tudo o que acontecera. Regressou e ingressou na “Redonda” como irmão oblato, vivendo na oração e penitência. Protegido por São Miguel Arcanjo, santificou-se rapidamente. Alguns monges cistercienses, de passagem pela região, colocaram a abadia “Redonda” sob as regras da Ordem.
Morreu em 30 de novembro de 1181, aos trinta e três anos de idade, e foi sepultado ao lado da espada fincada na rocha, no centro da igreja da Abadia “Redonda”, em Sena, Itália. Logo o local se tornou a meta de muitas peregrinações, que até hoje guarda o mistério vivido por ele.
Quatro anos depois, como resultado daquele que é considerado o mais antigo “processo de canonização” da Igreja, Galgano Guidotte foi proclamado santo. Também no mesmo ano, 1185, a Abadia “Redonda” de São Galgano foi consagrada como Santuário. O culto, aberto para os fiéis de todo o mundo, é celebrado no dia 3 de dezembro.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 03/12/2023
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA
Início do Livro de Isaías 1, 1-18
Repreensão ao povo
Visão que Isaías, filho de Amós,
teve acerca de Judá e de Jerusalém,
nos dias de Ozias, de Jotão, de Acaz e de Ezequias, reis de Judá.
Ouvi, ó céus, e tu, ó terra, escuta, que o Senhor vai falar:
«Criei filhos e fi-los crescer,
mas eles revoltaram-se contra Mim.
O boi conhece o seu dono,
e o jumento o estábulo do seu possuidor;
mas Israel nada conhece, o meu povo nada compreende».
Ai da nação pecadora, do povo carregado de crimes,
da raça de malfeitores, dos filhos corrompidos!
Abandonaram o Senhor, desprezaram o Santo de Israel,
voltaram-Lhe as costas.
De que servirá ainda fustigar-vos, se persistis na rebeldia?
Toda a cabeça está enferma, todo o coração está doente.
Da planta dos pés ao alto da cabeça, não há nada são:
tudo são feridas, contusões, chagas vivas,
que não foram pensadas, nem ligadas, nem tratadas com óleo.
O vosso país é um deserto, as vossas cidades estão queimadas,
e os estrangeiros à vossa vista devoram a vossa terra:
é um deserto, como se fosse devastada pelo invasor.
A filha de Sião ficou abandonada como cabana em uma vinha,
como abrigo em campo de pepinos, como cidade sitiada.
Se o Senhor do Universo
não nos tivesse conservado alguns sobreviventes,
ficaríamos como Sodoma, seríamos semelhantes a Gomorra.
Escutai a palavra do Senhor, chefes de Sodoma;
dai ouvidos ao ensinamento do nosso Deus, povo de Gomorra:
«De que Me serve a multidão dos vossos sacrifícios?
– diz o Senhor –
Estou farto dos holocaustos de carneiros
e da gordura de vitelos;
detesto o sangue de touros, cordeiros e cabritos.
Quando vindes à minha presença,
quem vos convidou a pisar os meus átrios?
Deixai de Me trazer ofertas inúteis:
o fumo do incenso Me repugna,
já não suporto as luas novas, os sábados, as assembleias,
a impiedade das vossas festas.
Abomino do íntimo da alma
as vossas luas novas e as vossas solenidades,
que se tornaram um peso para Mim e não as suporto mais.
Quando levantais as mãos, desvio de vós o meu olhar.
Ainda que multipliqueis as vossas preces,
não lhes darei atenção,
porque as vossas mãos estão cheias de sangue.
Lavai-vos, purificai-vos,
afastai dos meus olhos a malícia das vossas ações.
Deixai de praticar o mal e aprendei a fazer o bem:
respeitai o direito, protegei o oprimido,
fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva.
Vinde então para discutirmos as nossas razões
– diz o Senhor –.
Ainda que os vossos pecados sejam como o escarlate,
ficarão brancos como a neve;
ainda que sejam vermelhos como a púrpura,
ficarão brancos como a lã».
SEGUNDA LEITURA
Das Catequeses de São Cirilo de Jerusalém, bispo
(Cat. 15, 1-3: PG 33, 870-874) (Sec. IV)
Os dois adventos de Cristo
Anunciamos o advento de Cristo. Não, porém, um só, mas também o segundo, muito mais glorioso que o primeiro. Aquele revestiu um aspecto de sofrimento; este trará consigo o diadema do reino divino.
Sucede que quase todas as coisas são duplas em Nosso Senhor Jesus Cristo. Duplo é seu nascimento: um, de Deus, desde toda a eternidade; outro, da Virgem, na plenitude dos tempos. Dupla também é a sua descida: a primeira, na obscuridade e silenciosamente, como a chuva sobre a relva; a outra, no esplendor da sua glória, que se realizará no futuro.
No seu primeiro advento, foi envolvido em faixas e deitado num presépio; no segundo, será revestido com um manto de luz. No primeiro suportou a cruz, sem recusar a sua ignomínia; no segundo, aparecerá glorioso, escoltado pela multidão dos Anjos.
Não nos detemos, portanto, a meditar só no primeiro advento, mas vivemos na esperança do segundo. Assim como aclamamos no primeiro: Bendito o que vem em nome do Senhor, exclamaremos também no segundo, saindo ao encontro do Senhor juntamente com os Anjos, em atitude de adoração: Bendito o que vem em nome do Senhor.
Virá o Salvador, não para ser novamente julgado, mas para chamar a juízo aqueles que O julgaram. Ele que, ao ser julgado, guardou silêncio, lembrará as atrocidades dos malfeitores, que O levaram ao suplício da cruz, e lhes dirá: Tudo isto fizestes e Eu calei-me.
Naquele tempo veio para cumprir o desígnio de amor misericordioso, ensinando e persuadindo os homens com suavidade; no fim dos tempos, queiram ou não, todos se hão de submeter ao seu reinado.
De ambos os adventos fala o profeta Malaquias: Depressa virá ao seu templo o Senhor a quem buscais. Isto quanto ao primeiro advento.
A respeito do segundo diz assim: E o Anjo da aliança por quem suspirais. Eis que vem o Senhor Onipotente. Quem poderá suportar o dia da sua vinda? Quem poderá resistir quando Ele aparecer? Porque Ele virá como o fogo do fundidor, como a barrela dos lavandeiros. E sentar-se-á para fundir e purificar.
Escrevendo a Tito, também Paulo se refere aos dois adventos com estas palavras: Manifestou-se a graça de Deus, fonte de salvação para todos os homens, ensinando-nos a renunciar à impiedade e aos desejos mundanos, e a viver no mundo presente com toda a sobriedade, justiça e piedade, aguardando a ditosa esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo. Vê como falou do primeiro advento, pelo qual dá graças a Deus, e do segundo, que esperamos.
Por esse motivo, afirmamos na nossa profissão de fé, tal como a recebemos por tradição, que acreditamos n’Aquele que subiu aos Céus e está sentado à direita do Pai e que há de vir em sua glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu reino não terá fim.
Virá, portanto, do alto dos Céus, Nosso Senhor Jesus Cristo. Virá no fim deste mundo, em sua glória, no último dia. Será então o fim deste mundo criado e o início de um mundo novo.
ORAÇÃO DE LAUDES (NO INÍCIO DA MANHÃ)
LEITURA BREVE
Rom 13, 11-12
Chegou a hora de despertarmos do sono, porque a salvação está agora mais perto de nós do que na altura em que abraçamos a fé. A noite vai adiantada e o dia está próximo. Abandonemos as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 13, 13-14a
Vivamos dignamente, como em pleno dia, não em festins licenciosos e na embriaguez, não em desonestidades e libertinagens, não em contendas e invejas. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Tes 3, 12-13
O Senhor vos faça crescer e abundar na caridade uns para com os outros e para com todos, tal como nós para convosco, a fim de que os vossos corações se conservem irrepreensíveis na santidade, diante de Deus nosso Pai, no dia da vinda de Jesus Nosso Senhor, com todos os seus Santos.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
2 Tes 1, 6.7.10
É justo que Deus vos recompense pelas tribulações que sofrestes, dando-vos o descanso, juntamente conosco, quando aparecer o Senhor Jesus, descendo do Céu com os Anjos do seu poder, entre as aclamações do seu povo santo e a admiração de todos os crentes.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Filip 4, 4-5
Alegrai-vos sempre no Senhor. Novamente vos digo: Alegrai-vos. Seja de todos conhecida a vossa bondade. O Senhor está próximo.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo, a não ser que seja excessivamente extenso, e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

