“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 09 DE DEZEMBRO DE 2023 – SÁBADO DA I SEMANA DO ADVENTO
9 de dezembro de 2023“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 11 DE DEZEMBRO DE 2023 – SEGUNDA FEIRA DA II SEMANA DO ADVENTO (ANO B)
11 de dezembro de 2023
Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, você vá escolhendo, conforme apetecer, como em um bufê, alguns os vídeos disponibilizados que puder assistir – buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Concitamos, porém, que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo orante desta Liturgia Diária (Lectio Divina), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual.
Recomendamos vivamente que dedique um tempo para ouvir a oração da manhã que abrirá tocando nesse link:
https://youtu.be/BHTk4S0-kcE?si=EQBvdepM2XqpdjZG

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4202-liturgia-de-10-de-dezembro-de-2023>]
Antífona da entrada
– Povo de Sião, o Senhor vem para salvar as nações; e, na alegria do vosso coração, soará majestosa a sua voz (Is 30,19.30).
Coleta
– Ó Deus todo-poderoso e cheio de misericórdia, nós vos pedimos que nenhuma atividade terrena nos impeça de correr ao encontro do vosso Filho, mas, instruídos pela vossa sabedoria, participemos da vida daquele que é Deus e conosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Is 40,1-5.9-11
Salmo Responsorial: Sl 84
– Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade, e a vossa salvação nos concedei!
2ª Leitura: 2Pd 3,8-14
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas. Toda a carne há de ver a salvação do nosso Deus (Lc 3,4.6).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 1,1-8.
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

LEITURA ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Is 40,1-5.9-11): Consolai, consolai meu povo, diz vosso Deus. 2. Animai Jerusalém, dizei-lhe bem alto que suas lidas estão terminadas, que sua falta está expiada, que recebeu, da mão do Senhor, pena dupla por todos os seus pecados. 3. Uma voz exclama: Abri no deserto um caminho para o Senhor, traçai reta na estepe uma pista para nosso Deus. 4. Que todo vale seja aterrado, que toda montanha e colina sejam abaixadas: que os cimos sejam aplainados, que as escarpas sejam niveladas! 5. Então a glória do Senhor manifestar-se-á; todas as criaturas juntas apreciarão o esplendor, porque a boca do Senhor o prometeu. 9. Subi a uma alta montanha, para anunciar a boa nova a Sião. Elevai com força a voz, para anunciar a boa nova a Jerusalém. Elevai a voz sem receio, dizei às cidades de Judá: Eis vosso Deus! 10. Eis o Senhor Deus que vem com poder, estendendo os braços soberanamente. Eis com ele o preço de sua vitória; faz-se preceder pelos frutos de sua conquista; 11. como um pastor, vai apascentar seu rebanho, reunir os animais dispersos, carregar os cordeiros nas dobras de seu manto, conduzir lentamente as ovelhas que amamentam.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 84): Ao mestre de canto. Salmo dos filhos de Coré. 2. Fostes propício, Senhor, à vossa terra; restabelecestes a sorte de Jacó. 3. A iniquidade de vosso povo perdoastes, foram por vós cobertos seus pecados. 4. Aplacastes toda a vossa cólera, refreastes o furor de vossa ira. 5. Restaurai-nos, ó Deus, nosso salvador, ponde termo à indignação que tínheis contra nós. 6. Acaso será eterna contra nós a vossa cólera? Estendereis vossa ira sobre todas as gerações? 7. Não nos restituireis a vida, para que vosso povo se rejubile em vós? 8. Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia, e dai-nos a vossa salvação. 9. Escutarei o que diz o Senhor Deus, porque ele diz palavras de paz ao seu povo, para seus fiéis, e àqueles cujos corações se voltam para ele. 10. Sim, sua salvação está bem perto dos que o temem, de sorte que sua glória retornará à nossa terra. 11. A bondade e a fidelidade outra vez se irão unir, a justiça e a paz de novo se darão as mãos. 12. A verdade brotará da terra, e a justiça olhará do alto do céu. 13. Enfim, o Senhor nos dará seus benefícios, e nossa terra produzirá seu fruto. 14. A justiça caminhará diante dele, e a felicidade lhe seguirá os passos.
As santas palavras da 2ª Leitura nos ensinam pelo Apóstolo (2Pd 3,8-14): Mas há uma coisa, caríssimos, de que não vos deveis esquecer: um dia diante do Senhor é como mil anos, e mil anos como, um dia. 9. O Senhor não retarda o cumprimento de sua promessa, como alguns pensam, mas usa da paciência para convosco. Não quer que alguém pereça; ao contrário, quer que todos se arrependam. 10. Entretanto, virá o dia do Senhor como ladrão. Naquele dia os céus passarão com ruído, os elementos abrasados se dissolverão, e será consumida a terra com todas as obras que ela contém. 11. Uma vez que todas estas coisas se hão de desagregar, considerai qual deve ser a santidade de vossa vida e de vossa piedade, 12. enquanto esperais e apressais o dia de Deus, esse dia em que se hão de dissolver os céus inflamados e se hão de fundir os elementos abrasados! 13. Nós, porém, segundo sua promessa, esperamos novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça. 14. Portanto, caríssimos, esperando estas coisas, esforçai-vos em ser por ele achados sem mácula e irrepreensíveis na paz.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Mc 1,1-8): Princípio da boa nova de Jesus Cristo, Filho de Deus. Conforme está escrito no profeta Isaías: 2. Eis que envio o meu anjo diante de ti: ele preparará o teu caminho. 3. Uma voz clama no deserto: Traçai o caminho do Senhor, aplanai as suas veredas (Mal 3,1; Is 40,3). 4. João Batista apareceu no deserto e pregava um batismo de conversão para a remissão dos pecados. 5. E saíam para ir ter com ele toda a Judéia, toda Jerusalém, e eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. 6. João andava vestido de pêlo de camelo e trazia um cinto de couro em volta dos rins, e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. 7. Ele pôs-se a proclamar: “Depois de mim vem outro mais poderoso do que eu, ante o qual não sou digno de me prostrar para desatar-lhe a correia do calçado. 8. Eu vos batizei com água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo.”

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Is 40,1-5.9-11) sobre a realização da profecia de Isaías a respeito da vinda do Salvador, que é a expressão máxima da consolação divina. Isaías profetizou ainda a missão de São João Batista, o precursor, que foi a voz que proclamou a boa nova, exortando ao aplainamento dos caminhos do Senhor – aplainamento este que cumpre realizarmos no interior de nós mesmos, arrependendo-nos de nossos pecados, confessando-os e nos convertendo, mudando de vida, vivendo retamente, renunciando as ocasiões de queda e também as de vanglória. A glória do Senhor se manifestou e foi oportunizado a toda criatura apreciar o seu esplendor, conforme prometido pelo Senhor. Cumpre-nos proclamar a boa notícia de que o Senhor Deus vem com poder, estendendo os braços soberanamente em seu reino de amor, em que o soberano é o que serve e concita-nos a seguir seu exemplo. Ele é o Bom Pastor que cuida-nos carinhosamente, zelando de todas as formas pelo bem-estar de suas ovelhas, ordenando-nos que amemos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós próprios.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 84).
As santas palavras da 2ª Leitura (2Pd 3,8-14) compelem-nos em especial à consciência de que Deus é o senhor do tempo; ele usa de paciência, por sua misericórdia, valendo-se de todos os recursos possíveis para evitar que alguém pereça, proporcionando múltiplas oportunidades para que todos os que se perderam por maus caminhos se arrependam, se convertam e passem a trilhar o bom caminho. Cumpre-nos viver em santidade e piedade, na firme esperança da vida eterna, aguardando o dia de Deus – seja no juízo final (na segunda vinda de Jesus), seja no juízo particular (no dia da morte). Conforme o Apóstolo Pedro: segundo sua promessa, esperamos novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça. Portanto, caríssimos, esperando estas coisas, esforçai-vos em ser por ele achados sem mácula e irrepreensíveis na paz.
O Santo Evangelho (Mc 1,1-8) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que São João Batista foi o precursor profetizado por Isaías e Malaquias, pregando o arrependimento, a conversão e a remissão dos pecados, batizando na água e anunciando aquele que batizaria no Espírito Santo.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Is 40,1-5.9-11) sobre a realização da profecia de Isaías a respeito da vinda do Salvador, que é a expressão máxima da consolação divina. Isaías Profetizou ainda a missão de São João Batista, o precursor, que foi a voz que proclamou a boa nova, exortando ao aplainamento dos caminhos do Senhor.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para realizarmos esse aplainamento no interior de nós mesmos, arrependendo-nos de nossos pecados, confessando-os e nos convertendo, mudando de vida, vivendo retamente, renunciando as ocasiões de queda e também as de vanglória, cientes de que a vossa glória se manifestou, sendo oportunizado a toda criatura apreciar o vosso esplendor, conforme prometestes.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para proclamarmos a boa notícia de que vireis com poder, estendendo os braços soberanamente em vosso reino de amor, em que o soberano é o que serve e concita-nos a seguir seu exemplo. Vós sois o Bom Pastor que cuida-nos carinhosamente, zelando de todas as formas pelo bem-estar de vossas ovelhas, ordenando-nos que amemos a vós sobre todas as coisas e ao próximo como a nós próprios.
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 84): Ao mestre de canto. Salmo dos filhos de Coré. 2. Fostes propício, Senhor, à vossa terra; restabelecestes a sorte de Jacó. 3. A iniquidade de vosso povo perdoastes, foram por vós cobertos seus pecados. 4. Aplacastes toda a vossa cólera, refreastes o furor de vossa ira. 5. Restaurai-nos, ó Deus, nosso salvador, ponde termo à indignação que tínheis contra nós. 6. Acaso será eterna contra nós a vossa cólera? Estendereis vossa ira sobre todas as gerações? 7. Não nos restituireis a vida, para que vosso povo se rejubile em vós? 8. Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia, e dai-nos a vossa salvação. 9. Escutarei o que diz o Senhor Deus, porque ele diz palavras de paz ao seu povo, para seus fiéis, e àqueles cujos corações se voltam para ele. 10. Sim, sua salvação está bem perto dos que o temem, de sorte que sua glória retornará à nossa terra. 11. A bondade e a fidelidade outra vez se irão unir, a justiça e a paz de novo se darão as mãos. 12. A verdade brotará da terra, e a justiça olhará do alto do céu. 13. Enfim, o Senhor nos dará seus benefícios, e nossa terra produzirá seu fruto. 14. A justiça caminhará diante dele, e a felicidade lhe seguirá os passos.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que vós sois o Senhor do tempo; de que usais de paciência, por vossa misericórdia, valendo-vos de todos os recursos possíveis para evitar que alguém pereça, proporcionando múltiplas oportunidades para que todos os que se perderam por maus caminhos se arrependam, se convertam e passem a trilhar o bom caminho.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que vivamos em santidade e piedade, na firme esperança da vida eterna, aguardando o vosso dia – seja no juízo final (na segunda vinda de Jesus), seja no juízo particular (no dia da morte) e atuemos conforme recomenda o Apóstolo Pedro (2Pd 3,8-14): segundo sua promessa, esperamos novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça. Portanto, caríssimos, esperando estas coisas, esforçai-vos em ser por ele achados sem mácula e irrepreensíveis na paz.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, conforme exortou São João Batista (conforme Mc 1,1-8), nos arrependamos, nos convertamos e assim obtenhamos a remissão dos pecados, cientes de que fomos batizando na água e no Espírito Santo! Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 10 de Dezembro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/12/santos-do-dia-da-igreja-catolica-10-de-dezembro/> ]

São João Roberts
A biografia de são John Roberts, para nós João Roberts, nos mostra um inglês profundamente católico que, fora de sua pátria, conseguia pregar e professar sua fé e sua religião. Mas bastava pôr os pés em sua terra natal, era preso. Várias vezes retornou à liberdade só por intervenção de estrangeiros importantes. Acabou se tornando o primeiro monge a ser executado na Inglaterra, logo após a coroação do rei Henrique VIII.
João Roberts nasceu no condado de Merioneth, em 1576. Seus pais eram os nobres João e Ana Roberts, protestantes cujos antepassados foram príncipes de Gales. Estudou na famosa Faculdade de São João, em Oxford, mas saiu sem graduação. Depois, formou-se em direito, aos vinte e um anos, em Londres.
Em 1598, estava estudando na faculdade inglesa de Valladoid, na Espanha. Já muito interessado no cristianismo, foi estudar na abadia dos beneditinos daquela cidade no ano seguinte. A conversão total aconteceu durante uma viagem a Paris, quando entrou para a Igreja de Roma pelas mãos de um cônego de Notre-Dame. Em 1600, finalmente, ingressou como noviço no Mosteiro beneditino de São Martinho de Compostela, Espanha.
Na época, Roma determinou que uma missão beneditina fosse enviada à Inglaterra. João Roberts, que acabara seus estudos em Salamanca, passou a integrar as fileiras da missão. Assim que desembarcou na Inglaterra foi imediatamente preso, sendo libertado quando o rei Jaime assumiu o poder, em 1603.
Londres, no verão daquele ano, foi abalada pela epidemia da peste. João, então, trabalhou, incansavelmente, atendendo aos doentes. Tanto destaque teve durante esse período que foi preso novamente durante um ano, até 1606, em Gatehouse. Conseguiu a liberdade por intervenção de uma senhora espanhola, Luísa de Carvajal, muito influente na Corte inglesa – apesar de católica – por causa dos negócios existentes entre os dois países na época.
Assim, João se exilou na Espanha. Depois, organizou o Mosteiro de São Gregório em Douai, na França, do qual foi o primeiro prior. Em outubro de 1607, João Roberts voltou à Inglaterra e foi preso novamente. Mais uma vez, escapou, mas foi recapturado e, dessa vez, só conseguiu a liberdade por intervenção do embaixador da França. Saiu do país, mas, quando voltou, foi preso outras duas vezes, sendo, finalmente, em 1610, conduzido à presença do bispo protestante Abbot e condenado à morte na fogueira.
Foi queimado no dia 10 de dezembro do mesmo ano, na praça pública de Londres. Na sua fala, pouco antes de morrer, lamentou o monstro da heresia, o rei dos ingleses, e rezou por todos. Foi beatificado alguns séculos depois, em 1929. O papa Paulo VI canonizou são João Roberts em 1970. A sua homenagem litúrgica ocorre no dia de sua morte.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE /12/2023
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Isaías 22, 8b-23
Contra o orgulho de Jerusalém e de Chebna
Naquele dia, olhastes para o arsenal da Casa da Floresta e vistes que eram numerosas as brechas da cidade de Davi. Acumulastes as águas da piscina inferior; contastes as casas de Jerusalém e demolistes casas para reforçar a muralha. Construístes um reservatório entre os dois muros para as águas da antiga piscina. Mas não olhastes para o autor de tudo isto, não vistes aquele que o realiza desde há muito. Nesse dia, o Senhor, Deus do Universo, vos convidava a chorar e a lamentar-vos, a raspar a cabeça e a cingir o cilício. Mas só há alegria e contentamento: matam-se bois, degolam-se carneiros, come-se carne, bebe-se vinho: «Comamos e bebamos, que amanhã morreremos».
E o Senhor do Universo fez-me chegar aos ouvidos esta revelação: «Nunca vos será remido esse pecado até morrerdes – diz o Senhor, Deus do Universo». Assim fala o Senhor, Deus do Universo: «Vai ter com esse administrador, Chebna, chefe do palácio, e diz-lhe: ‘Que possuis tu aqui, quem és tu neste lugar, para abrires aqui um túmulo, construíres em lugar elevado um mausoléu, escavares na rocha uma habitação?
Pois bem, cavalheiro! O Senhor há de agarrar-te com força, arremessar‑te-á para longe, vai fazer-te rolar impetuosamente como uma bola, em direção a uma terra espaçosa. Aí hás de morrer, aí irão parar os carros de que te ufanas, ó desonra da casa do teu senhor. Vou expulsar-te do teu cargo, remover-te do teu posto. E nesse mesmo dia chamarei o meu servo Eliacim, filho de Helcias.
Hei de revesti-lo com a tua túnica, hei de pôr-lhe à cintura a tua faixa, entregar-lhe-ei nas mãos os teus poderes. E ele será um pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá. Porei aos seus ombros a chave da casa de Davi: ele abrirá, sem que ninguém possa fechar; fechará, sem que ninguém possa abrir. Fixá-lo-ei como uma estaca em lugar firme, e ele será um trono de glória para a casa de seu pai’».
SEGUNDA LEITURA
Dos Comentários de Eusébio de Cesareia, bispo, sobre o profeta Isaías
(Cap. 19, 2 – 20, 12: Funk 1, 87-89) (Sec. I)
Uma voz clama no deserto
Uma voz clama no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai as veredas do nosso Deus. Declara abertamente o profeta Isaías que não é em Jerusalém, mas no deserto, que se há de realizar esta profecia, isto é, a manifestação da glória do Senhor e o anúncio da salvação para toda a humanidade. E tudo isto se cumpriu historicamente e à letra, quando João Batista pregou o advento salvador de Deus no deserto do Jordão, onde se manifestou a salvação de Deus.
De fato, Cristo manifestou-se e a sua glória apareceu claramente a todos, quando, depois do seu batismo, se abriram os céus e o Espírito Santo, descendo em forma de pomba, repousou sobre ele, enquanto se ouvia a voz do Pai que dava testemunho de seu Filho: Este é meu Filho muito amado: escutai-o.
Tudo isto se dizia, porque Deus havia de vir ao deserto, intransitável e inacessível desde sempre, que era a humanidade. Com efeito, todo o gênero humano era um deserto totalmente fechado ao conhecimento de Deus, e nele não podiam entrar os justos de Deus e os Profetas. É por isso que aquela voz manda abrir o caminho para o Verbo de Deus e aplanar seus obstáculos e asperezas, a fim de que o nosso Deus possa entrar quando vier. Preparai o caminho do Senhor. É esta a pregação evangélica e a nova consolação, que quer fazer chegar ao conhecimento de todos os homens a salvação de Deus.
Sobe ao vértice do monte elevado, tu que anuncias a boa nova a Sião. Ergue vigorosamente a tua voz, tu que anuncias a boa nova a Jerusalém. Estas expressões dos Profetas conciliam-se muito bem com as palavras anteriormente referidas à missão dos Evangelistas; depois de se ter falado da voz que clama no deserto, faz-se alusão aos imediatos anunciadores do advento de Deus aos homens.
A profecia de João Batista segue coerentemente a menção dos Evangelistas. Qual é esta Sião, senão a que antes foi chamada Jerusalém? Também aquela era um monte, como afirma a Escritura quando diz: O monte Sião onde habitais. Diz também o Apóstolo: Aproximastes-vos do monte Sião. Não será acaso uma alusão ao coro dos Apóstolos, escolhido dentre o primitivo povo da circuncisão? É esta Sião e Jerusalém que recebeu a salvação de Deus e que foi edificada sobre o monte de Deus, isto é, sobre o Unigênito Verbo do Pai.
É a esta que Deus manda subir ao alto do monte para anunciar a palavra da salvação. Quem é que leva a Boa Nova senão o coro dos Apóstolos, que proclamam o Evangelho? Que significa levar a Boa Nova? Pregar a todos os homens, e em primeiro lugar às cidades de Judá, a vinda de Cristo à terra.
ORAÇÃO DE LAUDES (NO INÍCIO DA MANHÃ)
LEITURA BREVE
Gen 49, 10
Não se afastará o cetro de Judá, nem o bastão de comando de entre os seus pés, até que venha aquele que há de vir, a quem os povos hão de obedecer.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Jer 23, 5
Dias virão, diz o Senhor, em que farei surgir para Davi um rebento justo. Será um verdadeiro rei e governará com sabedoria: há de exercer no país o direito e a justiça.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Jer 23, 6
Naqueles dias, Judá será salvo e Israel viverá em segurança. Este será o seu nome: «O Senhor é a nossa justiça».
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ez 34, 15-16
Eu apascentarei as minhas ovelhas, eu as farei repousar, diz o Senhor. Hei de procurar a que anda perdida, tratarei a que estiver ferida e darei vigor à que andar enfraquecida. Hei de apascentar as minhas ovelhas com justiça.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
2 Filip 4, 4-5
Alegrai-vos sempre no Senhor. Novamente vos digo: alegrai-vos. Seja de todos conhecida a vossa bondade. O Senhor está próximo.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo, a não ser que seja excessivamente extenso, e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
