“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 15 DE DEZEMBRO DE 2023 – SEXTA FEIRA DA II SEMANA DO ADVENTO (ANO B)
15 de dezembro de 2023“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 17 DE DEZEMBRO DE 2023 – III DOMINGO DO ADVENTO (ANO B)
17 de dezembro de 2023
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos!
Recomendamos vivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=kxiahdtnkF4

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4208-liturgia-de-16-de-dezembro-de-2023>]
Antífona da entrada
– Vinde, Senhor, que estais acima dos querubins; mostrai-nos a vossa face e seremos salvos (Sl 79,4.2).
Coleta
– Concedei-nos, ó Deus todo-poderoso, que desponte em nossos corações o esplendor da vossa glória, para que, dissipada toda escuridão da noite, a vinda do vosso Filho unigênito revele que somos filhos da luz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Eclo 48,1-4.9-11
Salmo Responsorial: Sl 79
– Convertei-nos, ó Senhor, resplandecei a vossa face e nós seremos salvos!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas! Toda a carne há de ver a salvação que vem de Deus! (Lc 3,4.6)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 17,10-13,
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

LEITURA ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Eclo 48,1-4.9-11): Suas palavras queimavam como uma tocha ardente. Elias, o profeta, levantou-se em breve como um fogo. 2. Ele fez vir a fome sobre o povo (de Israel): foram reduzidos a um punhado por tê-lo irritado com sua inveja, pois não podiam suportar os preceitos do Senhor. 3. Com a palavra do Senhor ele fechou o céu, e dele fez cair fogo por três vezes. 4. Quão glorioso te tornaste, Elias, por teus prodígios! Quem pode gloriar-se de ser como tu? 9. Tu que foste arrebatado num turbilhão de fogo, num carro puxado por cavalos ardentes. 10. Tu que foste escolhido pelos decretos dos tempos para amenizar a cólera do Senhor, reconciliar os corações dos pais com os filhos, e restabelecer as tribos de Jacó. 11. Bem-aventurados os que te conheceram, e foram honrados com a tua amizade!
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 79): Ao mestre de canto. Conforme: A lei é como os lírios. Salmo de Asaf. 2. Escutai, ó pastor de Israel, vós que levais José como um rebanho. 3. Vós que assentais acima dos querubins, mostrai vosso esplendor em presença de Efraim, Benjamim e Manassés. Despertai vosso poder, e vinde salvar-nos. 4. Restaurai-nos, ó Senhor; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos. 5. Ó Deus dos exércitos, até quando vos irritareis contra o vosso povo em oração? 6. Vós o nutristes com o pão das lágrimas, e o fizestes sorver um copioso pranto. 7. Vós nos tornastes uma presa disputada dos vizinhos: os inimigos zombam de nós. 8. Restaurai-nos, ó Deus dos exércitos; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos. 9. Uma vinha do Egito vós arrancastes; expulsastes povos para a replantar. 10. O solo vós lhes preparastes; ela lançou raízes nele e se espalhou na terra. 11. As montanhas se cobriram com sua sombra, seus ramos ensombraram os cedros de Deus. 12. Até o mar ela estendeu sua ramagem, e até o rio os seus rebentos. 13. Por que derrubastes os seus muros, de sorte que os passantes a vindimem, 14. e a devaste o javali do mato, e sirva de pasto aos animais do campo? 15. Voltai, ó Deus dos exércitos; olhai do alto céu, vede e vinde visitar a vinha. 16. Protegei este cepo por vós plantado, este rebento que vossa mão cuidou. 17. Aqueles que a queimaram e cortaram pereçam em vossa presença ameaçadora. 18. Estendei a mão sobre o homem que escolhestes, sobre o homem que haveis fortificado. 19. E não mais de vós nos apartaremos; conservai-nos a vida e então vos louvaremos. 20. Restaurai-nos, Senhor, ó Deus dos exércitos; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Mt 17,10-13): Jesus respondeu-lhes: Elias, de fato, deve voltar e restabelecer todas as coisas. 11. Mas eu vos digo que Elias já veio, mas não o conheceram; antes, fizeram com ele quanto quiseram. Do mesmo modo farão sofrer o Filho do Homem. 12. Os discípulos compreenderam, então, que ele lhes falava de João Batista. 13. E, quando eles se reuniram ao povo, um homem aproximou-se deles e prostrou-se diante de Jesus(…)

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Eclo 48,1-4.9-11) que Deus pode se valer de seus ungidos para infligir os castigos que a insensatez humana atrai por não observar os preceitos do Senhor – por não atuar com conformidade os desígnios divinos para os quais fomos criados. Também podem ser designados para amenizar a cólera do Senhor, reconciliar os corações dos pais com os filhos e restabelecer a ordem divina, tornando bem-aventurados os que com eles têm contato e são honrados com suas amizades.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 79).
O Santo Evangelho (Mt 17,10-13) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que São João Batista iniciou o restabelecimento divino de todas as coisas com sua pregação de arrependimento e conversão, tendo sua missão sido interrompida pela insensatez dos que não quiseram ouvir e se converter às retas orientações, mas persistir no erro, no pecado, tendo São João Batista sido preso e morto… Do mesmo modo ocorreu com Jesus, porém após a consumação de todos os sofrimentos e a morte na cruz, Jesus realizou a tarefa da qual foi incumbida pela Pai, tendo sido restabelecidas todas as coisas em Cristo – inclusive a vida eterna!

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Eclo 48,1-4.9-11) que podeis vos valer de vossos ungidos para infligir os castigos que a insensatez humana atrai por não observar os vossos preceitos – por não atuarmos em conformidade os desígnios divinos para os quais fomos criados.
Vossos enviados podem ser designados para amenizar a vossa cólera, reconciliar os corações dos pais com os filhos e restabelecer a ordem divina, tornando bem-aventurados os que com eles têm contato e são honrados com suas amizades.
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 79): Ao mestre de canto. Conforme: A lei é como os lírios. Salmo de Asaf. 2. Escutai, ó pastor de Israel, vós que levais José como um rebanho. 3. Vós que assentais acima dos querubins, mostrai vosso esplendor em presença de Efraim, Benjamim e Manassés. Despertai vosso poder, e vinde salvar-nos. 4. Restaurai-nos, ó Senhor; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos. 5. Ó Deus dos exércitos, até quando vos irritareis contra o vosso povo em oração? 6. Vós o nutristes com o pão das lágrimas, e o fizestes sorver um copioso pranto. 7. Vós nos tornastes uma presa disputada dos vizinhos: os inimigos zombam de nós. 8. Restaurai-nos, ó Deus dos exércitos; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos. 9. Uma vinha do Egito vós arrancastes; expulsastes povos para a replantar. 10. O solo vós lhes preparastes; ela lançou raízes nele e se espalhou na terra. 11. As montanhas se cobriram com sua sombra, seus ramos ensombraram os cedros de Deus. 12. Até o mar ela estendeu sua ramagem, e até o rio os seus rebentos. 13. Por que derrubastes os seus muros, de sorte que os passantes a vindimem, 14. e a devaste o javali do mato, e sirva de pasto aos animais do campo? 15. Voltai, ó Deus dos exércitos; olhai do alto céu, vede e vinde visitar a vinha. 16. Protegei este cepo por vós plantado, este rebento que vossa mão cuidou. 17. Aqueles que a queimaram e cortaram pereçam em vossa presença ameaçadora. 18. Estendei a mão sobre o homem que escolhestes, sobre o homem que haveis fortificado. 19. E não mais de vós nos apartaremos; conservai-nos a vida e então vos louvaremos. 20. Restaurai-nos, Senhor, ó Deus dos exércitos; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que São João Batista iniciou o restabelecimento divino de todas as coisas com sua pregação de arrependimento e conversão, tendo sua missão sido interrompida pela insensatez dos que não quiseram ouvir e se converter às retas orientações, mas persistir no erro, no pecado, tendo São João Batista sido preso e morto… Do mesmo modo ocorreu com Jesus, porém após a consumação de todos os sofrimentos e a morte na cruz, Jesus realizou a tarefa da qual foi incumbido, tendo sido desse modo restabelecidas todas as coisas em Cristo – inclusive a vida eterna! Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 16 de Dezembro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/12/santos-do-dia-da-igreja-catolica-16-de-dezembro/> ]

Santa Adelaide
Narrada por santo Odilo, abade de Cluny, que conviveu com ela, a vida de santa Adelaide emociona pelos sofrimentos que passou. De rainha tornou-se prisioneira, sofreu maus-tratos e passou por diversas privações para, depois, finalmente, assumir um império. Tudo isso dentro da honestidade, vivendo uma existência piedosa, de muita humildade e extrema caridade para com os pobres e doentes.
Nascida em 931, Adelaide era uma princesa, filha do rei da Borgonha, atual França, casado com uma princesa da Suécia. Ficou órfã de pai aos seis anos. A Corte acertou seu matrimônio com o rei Lotário, da Itália, do qual enviuvou três anos depois. Ele morreu defendendo o trono, que acabou usurpado pelo inimigo vizinho, rei Berenjário. Então, a rainha Adelaide foi mandada para a prisão. Contudo, ajudada por amigos leais, conseguiu a liberdade. Viajou para a Alemanha para pedir o apoio do imperador Oto, que, além de devolver-lhe o trono, casou-se com ela. Assim, tornou-se a imperatriz Adelaide, caridosa, piedosa e amada pelos súditos.
Durante anos tudo era felicidade, mas o infortúnio atingiu-a novamente. O imperador morreu e Adelaide viu-se outra vez viúva. Assumiu seu filho Oto II, que aceitava seus conselhos, governando com ponderação. Os problemas reiniciaram quando ele se casou com a princesa grega Teofânia. Como não gostava da influência da sogra sobre o marido, conseguiu fazê-lo brigar com a mãe por causa dos gastos com suas obras de caridade e as doações que fazia aos conventos e igrejas. Por isso exigiu que Adelaide deixasse o reino.
Escorraçada, procurou abrigo em Roma, junto ao papa. Depois, passou um período na França, na Corte de seu irmão, rei da Borgonha. Mas a dor da ingratidão filial a perseguia. Viu, também, que ele reinava com injustiça, imerso no luxo, na discórdia e na leviandade, devido à má influência de Teofânia. Nessa época, foi seu diretor espiritual o abade Odilo, de Cluny. Ao mesmo tempo, o abade passou a orientar Oto II. Após dois anos de separação, arrependido, convidou a mãe a visitá-lo e pediu seu perdão. Adelaide se reconciliou com filho e a paz voltou ao reino. Entretanto o imperador morreria logo depois.
Como o neto de Adelaide, Oto III, não tinha idade para assumir o trono, a mãe o fez. E novamente a vida de Adelaide parecia encaminhar-se para o martírio. Teofânia, agora regente, pretendia matar a sogra, que só não morreu porque Teofânia foi assassinada antes, quatro semanas depois de assumir o governo. Adelaide se tornou a imperatriz regente da Alemanha, por direito e de fato. Administrou com justiça, solidariedade e piedade. Trouxe para a Corte as duas filhas de sua maior inimiga e as educou com carinho e proteção. O seu reinado foi de obrigações políticas e religiosas muito equilibradas, distribuindo felicidade e prosperidade para o povo e paz para toda a nação.
Nos últimos anos de vida, Adelaide foi para o Convento Beneditino de Selz, na Alsácia, que ela fundara, em Strasburg. Morreu ali com oitenta e seis anos de idade, no dia 16 de dezembro de 999.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 16/12/2023
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Isaías 29, 1-8
Sentença divina contra Jerusalém
Ai de Ariel, Ariel, cidade onde acampou David! Acrescentai um ano a outro ano, até que se complete o ciclo das festas, e então oprimirei Ariel: haverá gemidos e lamentos, e ela será para mim outro Ariel. Eu te sitiarei como um círculo, cercar-te-ei de trincheiras, levantarei baluartes contra ti. Serás derrubada, falarás do seio da terra e do pó sairão abafadas as tuas palavras; a tua voz subirá da terra como a dum espectro, e a tua palavra elevar-se-á do pó como um sussurro. A multidão dos teus inimigos será como a poeira fina, e a turba dos tiranos como o folhelho que se dispersa. 6 Mas de súbito, num momento, serás visitada pelo Senhor do Universo, com trovões, terramotos e grande fragor, furacão, tempestade e chama de fogo abrasador. Será como um sonho, uma visão noturna, a multidão de todas as nações que atacam Ariel, de todos os que a combatem, que investem contra a sua fortaleza e a assediam apertadamente. Como ao faminto que sonha que está a comer, mas acorda com o estômago vazio, ou ao sequioso que sonha que está a beber, mas acorda extenuado com a garganta seca, assim sucederá à turba das nações que lutam contra o monte de Sião.
SEGUNDA LEITURA
Dos Sermões do bem-aventurado Isaac, abade do mosteiro da Estrela
(Sermo 51: PL 194, 1862-1863. 1865) (Sec. XII)
Maria e a Igreja
O Filho de Deus é o primogênito entre muitos irmãos; sendo Filho único por natureza, associou a si muitos pela graça, para que fossem um só com ele; pois a quantos o recebem deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus.
Deste modo, constituído Filho do homem, a muitos constituiu filhos de Deus. Associou muitos a si, ele que é único na sua caridade e no seu poder. E todos esses, embora sejam muitos pela sua geração segundo a carne, são um só com ele pela regeneração divina.
Cristo é único, formando um todo a Cabeça e o Corpo: único como Filho do único Deus nos Céus e de uma única mãe na terra. Muitos filhos e um só Filho. Pois assim como a cabeça e os membros são um só Filho e ao mesmo tempo muitos filhos, assim também Maria e a Igreja são uma só Mãe e mais do que uma; uma só Virgem e mais do que uma.
Ambas são mães e ambas são virgens; ambas concebem virginalmente do mesmo Espírito; ambas dão à luz, para Deus Pai, uma descendência sem pecado. Maria, imune de todo o pecado, deu à luz a Cabeça do corpo; a Igreja, para remissão de todos os pecados, deu à luz o corpo da Cabeça. Uma e outra é Mãe de Cristo, mas nenhuma delas, sem a outra, deu à luz o Cristo total.
Por isso, nas Escrituras divinamente inspiradas, o que se atribui em geral à Igreja, Virgem e Mãe, aplica-se em especial à Virgem Maria; e o que se atribui em especial a Maria, Virgem e Mãe, aplica-se em geral à Igreja, Virgem e Mãe, e quando um texto fala de uma ou de outra, pode ser aplicado quase indistinta e indiferentemente a uma e à outra. Além disso, cada alma fiel é igualmente, a seu modo, esposa do Verbo de Deus, mãe de Cristo, filha e irmã, virgem e mãe fecunda. Tudo isso o refere a mesma Sabedoria de Deus, que é o Verbo do Pai, ora à Igreja em sentido universal, ora a Maria em sentido especial, ora a cada alma fiel em particular.
Assim se lê na Escritura: E habitarei na herança do Senhor. A herança do Senhor é em termos universais a Igreja, em termos especiais Maria e em termos singulares cada alma fiel. No tabernáculo do ventre de Maria, Cristo habitou durante nove meses; no tabernáculo da fé da Igreja, permanecerá até ao fim do mundo; no conhecimento e amor da alma fiel habitará pelos séculos dos séculos.
ORAÇÃO DE LAUDES (NO INÍCIO DA MANHÃ)
LEITURA BREVE
Is 11, 1-3a
Sairá um ramo do tronco de Jessé; um rebento brotará das suas raízes. Sobre ele repousará o Espírito do Senhor: Espírito de sabedoria e de inteligência, Espírito de conselho e de fortaleza, Espírito de conhecimento e de temor de Deus.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 4, 2
Naquele dia, o gérmen do Senhor será o ornamento e a glória dos sobreviventes de Israel, o fruto da terra será o seu esplendor e a sua alegria.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 4, 3
Naquele dia, os que restarem em Sião e os sobreviventes de Jerusalém serão chamados santos: serão inscritos para a vida em Jerusalém.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 61, 11
Assim como a terra faz brotar os gérmens e o jardim as sementes, assim o Senhor Deus fará brotar a justiça e o louvor diante de todas as nações.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Tes 5, 23-24
O Deus da paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é aquele que vos chama; ele realizará as suas promessas.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo, a não ser que seja excessivamente extenso, e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
