“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 17 DE DEZEMBRO DE 2023 – III DOMINGO DO ADVENTO (ANO B)
17 de dezembro de 2023“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 19 DE DEZEMBRO DE 2023 – TERÇA FEIRA – III SEMANA DO ADVENTO (ANO B)
19 de dezembro de 2023
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos!
Recomendamos vivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4210-liturgia-de-18-de-dezembro-de-2023>]
Antífona da entrada
– Está chegando nosso Rei, Cristo, João anunciou como Cordeiro que há de vir.
Coleta
– Nós vos pedimos, Deus todo-poderoso: concedei aos que sofremos na antiga escravidão sob o jugo do pecado, sejamos libertados pelo novo nascimento do vosso Filho, que esperamos. Ele que é Deus e conosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Jr 23,5-8
Salmo Responsorial: Sl 70
– Nos seus dias a justiça florirá e paz em abundância, para sempre.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Ó guia de Israel, que no monte do Sinai orientastes a Moisés, oh, vinde redimir-nos com braço estendido!
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 1,18-24.
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

LEITURA ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Jr 23,5-8): Dias virão – oráculo do Senhor – em que farei brotar de Davi um rebento justo que será rei e governará com sabedoria e exercerá na terra o direito e a equidade. 6. Sob seu reinado será salvo Judá, e viverá Israel em segurança. E eis o nome com que será chamado: Javé-nossa-justiça! 7. Eis por que chegarão dias – oráculo do Senhor – em que não se dirá mais: Viva Deus, que tirou do Egito os filhos de Israel. 8. Mas sim: Viva Deus, que fez voltar os israelitas do norte e de todas as terras, aonde os exilara, trazendo-os à pátria.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista, cientes de que nossos inimigos são os principados e potestades do maligno, que são as forças espirituais do mal espalhadas pelos ares (Efésios 6,12), que tudo fazem para nos induzir em caminhos tortuosos, com tentações e seduções das mais variadas ordens (Sl 70): É em vós, Senhor, que procuro meu refúgio; que minha esperança não seja para sempre confundida. 2. Por vossa justiça, livrai-me, libertai-me; inclinai para mim vossos ouvidos e salvai-me. 3. Sede-me uma rocha protetora, uma cidadela forte para me abrigar: e vós me salvareis, porque sois meu rochedo e minha fortaleza. 4. Meu Deus, livrai-me da mãos do iníquo, das garras do inimigo e do opressor, 5. porque vós sois, ó meu Deus, minha esperança. Senhor, desde a juventude vós sois minha confiança. 6. Em vós eu me apoiei desde que nasci, desde o seio materno sois meu protetor; em vós eu sempre esperei. 7. Tornei-me para a turba um objeto de admiração, mas vós tendes sido meu poderoso apoio. 8. Minha boca andava cheia de vossos louvores, cantando continuamente vossa glória. 9. Na minha velhice não me rejeiteis, ao declinar de minhas forças não me abandoneis. 10. Porque falam de mim meus inimigos e os que me observam conspiram contra mim, 11. dizendo: Deus o abandonou; persegui-o e prendei-o, porque não há ninguém para o livrá-lo. 12. Ó Deus, não vos afasteis de mim. Meu Deus, apressai-vos em me socorrer. 13. Sejam confundidos e pereçam os que atentam contra minha vida, sejam cobertos de vergonha e confusão os que procuram minha desgraça. 14. Eu, porém, hei de esperar sempre, e, dia após dia, vos louvarei mais. 15. Minha boca proclamará vossa justiça e vossos auxílios de todos os dias, sem poder enumerá-los todos. 16. Os portentos de Deus eu narrarei, só a vossa justiça hei de proclamar, Senhor. 17. Vós me tendes instruído, ó Deus, desde minha juventude, e até hoje publico as vossas maravilhas. 18. Na velhice e até os cabelos brancos, ó Deus, não me abandoneis, a fim de que eu anuncie à geração presente a força de vosso braço, e vosso poder à geração vindoura, 19. e vossa justiça, ó Deus, que se eleva à altura dos céus, pela qual vós fizestes coisas grandiosas. Senhor, quem vos é comparável? 20. Vós me fizestes passar por numerosas e amargas tribulações para, de novo, me fazer viver e dos abismos da terra novamente me tirar. 21. Aumentai minha grandeza, e de novo consolai-me. 22. Celebrarei então vossa fidelidade nas cordas da lira, eu vos cantarei na harpa, ó Santo de Israel. 23. Meus lábios e minha alma que resgatastes exultarão de alegria quando eu cantar a vossa glória. 24. E, dia após dia, também minha língua exaltará vossa justiça, porque ficaram cobertos de vergonha e confusão aqueles que buscavam minha perdição.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Mt 1,18-24): Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo. 19. José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente. 20. Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. 21. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados. 22. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor falou pelo profeta: 23. Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel (Is 7, 14), que significa: Deus conosco. 24. Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Jr 23,5-8) que o Senhor fez brotar um rebento justo, Jesus Cristo, Rei do Universo, que governa com sabedoria e exerce na terra o direito e a equidade, restaurando todas as coisas.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 70).
O Santo Evangelho (Mt 1,18-24) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que Jesus foi concebido por Maria em virtude do Espírito Santo, tendo um anjo do Senhor aparecido em sonhos a José para orientá-lo a respeito do projeto de Deus para salvar a humanidade. Assim, conforme fôra profetizado (Is 7,14), uma virgem deu à luz um filho.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Jr 23,5-8) que vós fizestes brotar um rebento justo, Jesus Cristo, Rei do Universo, que governa com sabedoria e exerce na terra o direito e a equidade, restaurando todas as coisas. Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 70): É em vós, Senhor, que procuro meu refúgio; que minha esperança não seja para sempre confundida. 2. Por vossa justiça, livrai-me, libertai-me; inclinai para mim vossos ouvidos e salvai-me. 3. Sede-me uma rocha protetora, uma cidadela forte para me abrigar: e vós me salvareis, porque sois meu rochedo e minha fortaleza. 4. Meu Deus, livrai-me da mãos do iníquo, das garras do inimigo e do opressor, 5. porque vós sois, ó meu Deus, minha esperança. Senhor, desde a juventude vós sois minha confiança. 6. Em vós eu me apoiei desde que nasci, desde o seio materno sois meu protetor; em vós eu sempre esperei. 7. Tornei-me para a turba um objeto de admiração, mas vós tendes sido meu poderoso apoio. 8. Minha boca andava cheia de vossos louvores, cantando continuamente vossa glória. 9. Na minha velhice não me rejeiteis, ao declinar de minhas forças não me abandoneis. 10. Porque falam de mim meus inimigos e os que me observam conspiram contra mim, 11. dizendo: Deus o abandonou; persegui-o e prendei-o, porque não há ninguém para o livrá-lo. 12. Ó Deus, não vos afasteis de mim. Meu Deus, apressai-vos em me socorrer. 13. Sejam confundidos e pereçam os que atentam contra minha vida, sejam cobertos de vergonha e confusão os que procuram minha desgraça. 14. Eu, porém, hei de esperar sempre, e, dia após dia, vos louvarei mais. 15. Minha boca proclamará vossa justiça e vossos auxílios de todos os dias, sem poder enumerá-los todos. 16. Os portentos de Deus eu narrarei, só a vossa justiça hei de proclamar, Senhor. 17. Vós me tendes instruído, ó Deus, desde minha juventude, e até hoje publico as vossas maravilhas. 18. Na velhice e até os cabelos brancos, ó Deus, não me abandoneis, a fim de que eu anuncie à geração presente a força de vosso braço, e vosso poder à geração vindoura, 19. e vossa justiça, ó Deus, que se eleva à altura dos céus, pela qual vós fizestes coisas grandiosas. Senhor, quem vos é comparável? 20. Vós me fizestes passar por numerosas e amargas tribulações para, de novo, me fazer viver e dos abismos da terra novamente me tirar. 21. Aumentai minha grandeza, e de novo consolai-me. 22. Celebrarei então vossa fidelidade nas cordas da lira, eu vos cantarei na harpa, ó Santo de Israel. 23. Meus lábios e minha alma que resgatastes exultarão de alegria quando eu cantar a vossa glória. 24. E, dia após dia, também minha língua exaltará vossa justiça, porque ficaram cobertos de vergonha e confusão aqueles que buscavam minha perdição. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que Jesus foi concebido por Maria em virtude do Espírito Santo, tendo um anjo do Senhor aparecido em sonhos a José para orientá-lo a respeito do projeto de Deus para salvar a humanidade. Assim, conforme fôra profetizado (Is 7,14), uma virgem deu à luz um filho. Cremos, Senhor, mas aumentai nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 18 de Dezembro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/12/santos-do-dia-da-igreja-catolica-18-de-dezembro/> ]

São Graciano
Graciano foi um dos sete missionários cristãos enviados por Roma, para evangelizar na região da Gália, futura França. Conforme os registros da diocese de Tours, consta que foi o primeiro bispo dessa diocese.
Tudo começou no ano 249, quando Graciano chegou a Tours, local que o papa Fabiano, agora santo, lhe designara para exercer o cargo de bispo. A cidade não possuía igreja, os pobres eram maltratados e os enfermos, marginalizados; era dominada, completamente, pelo paganismo. Desde o início, como representante do catolicismo, passou a ser perseguido pelos infiéis, que não queriam deixar a adoração dos falsos deuses.
Em certos períodos, a perseguição era tanta e tão feroz que Graciano precisava esconder-se em lugares solitários. Lá, reunia os cristãos e os interessados em converter-se para poder celebrar os sacramentos, a missa e pregar a palavra de Cristo.
Mas o bispo perseverou e o grupo de cristãos foi crescendo. Os pobres da cidade, pela primeira vez, começaram a receber atenção e ajuda comunitária. Ele fundou, até, um hospital para os doentes abandonados, que antes não existia para eles. Esse árduo e fecundo apostolado durou cinquenta anos.
Segundo a tradição, o próprio Jesus teria aparecido ali para avisar o bispo Graciano que a sua morte se aproximava. De fato, logo depois ele morreu, numa data imprecisa, mas no ano 301. Seu corpo foi sepultado no cemitério cristão que ele mesmo implantara nos arredores da cidade.
Mais tarde, suas relíquias foram transferidas para a antiga Catedral de Tours, que era dedicada a são Martinho e, atualmente, é dedicada a são Graciano. Por isso ela é chamada, pela população francesa, de “La Gatienne”. A festa do primeiro bispo de Tours foi fixada pela Igreja no dia 18 de dezembro.

São Vunibaldo
Vunibaldo dedicou sua vida à oração contemplativa e ao apostolado. Preferia ficar retirado na solidão, mas colocava-se sempre disponível para difundir o Evangelho. Era um príncipe da realeza dos Kents, nascido em 701. Antes dessa importância e riqueza material, porém, teve o privilégio de descender de uma família de santos, pois era filho de são Ricardo, rei da Inglaterra meridional, irmão de são Vilibaldo e de santa Valburga.
Em 720, partiu com o pai e o irmão em peregrinação para a Terra Santa, passando, antes, por Roma. Mas seu pai adoeceu durante a viagem e morreu na cidade italiana de Luca. Os dois irmãos ficaram juntos em Roma, por dois anos. Depois se separaram, Vilibaldo partiu para a Palestina e ele ficou ali, estudando, por mais dezesseis anos.
Seu tio Bonifácio era, então, o bispo da Alemanha, e estava empenhado na evangelização da região, para o que solicitou sua ajuda. Em 738, Vunibaldo foi ordenado sacerdote e foi auxiliar a missão do tio no interior das terras germânicas. Cinco anos depois, foi chamado para a Corte, por solicitação do duque Odilon.
Por mais algum tempo, ficou acompanhando o tio na sua obra apostólica. Porém, cada vez mais, ansiava pela vida monástica e pela contemplação na solidão. Resolveu construir um mosteiro. Comprou o terreno em Heidenheim, para onde se retirou com alguns companheiros, para cultivarem, enquanto também construíam o mosteiro. Na época, seu irmão e futuro santo, Vilibaldo, era bispo de Eichestat, e o ajudou a estabelecer-se.
Contudo o tempo para os estudos e a contemplação foi curto, porque logo foi nomeado abade. Nesse cargo, dedicava-se ao apostolado para reforçar a fé da população, que recaía, sempre, no paganismo. Os habitantes eram supersticiosos, e viviam nos prazeres mundanos. Vunibaldo combateu com muita firmeza tais vícios, comprometendo a integridade física dos monges e do próprio mosteiro, pois sofriam constantes ameaças de morte e de incêndio.
Sonhando, ainda, com a paz do retiro, decidiu acabar os seus dias no Mosteiro de Monte Cassino. Escreveu ao abade e aos monges de lá pedindo para ser acolhido pela comunidade. A resposta veio através de um caloroso convite. Mas Vunibaldo estava muito doente e teve de desistir do projeto. Quando já não conseguia mais caminhar até a igreja, pediu para colocarem um pequeno altar em sua cela, ficando, na quietude da oração, a contemplar o Santíssimo Sacramento. Pouco tempo depois morreu, em 18 de dezembro de 761.
A sua veneração só fez aumentar, pois já tinha fama de santidade em vida. Seu culto difundiu-se, principalmente, entre os povos germânicos, que o festejam neste dia. A biografia de são Vunibaldo foi escrita por sua irmã, santa Valburga, que relatou com detalhes os prodígios que aconteciam com sua simples presença, prodígios também confirmados por outros registros, e pela tradição oral, divulgada entre os cristãos através dos tempos.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 18/12/2023
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Isaías 46, 1-13
O Senhor é oposto aos ídolos de Babilónia
Bel está prostrado, Nebo derrubado.
As suas estátuas são carregadas sobre animais e jumentos,
transportadas como fardo esmagador.
Ambos estão prostrados, ambos estão derrubados;
não puderam salvar a quem os transportava
e eles próprios vão para o cativeiro.
«Escutai-Me, casa de Jacob,
e vós todos, sobreviventes da casa de Israel,
a quem trago aos ombros desde o seio materno,
a quem transporto desde que nascestes.
Até à vossa velhice, Eu serei o mesmo;
até à idade dos cabelos brancos, Eu vos sustentarei.
Assim fiz e assim terei cuidado de vós;
hei de levar-vos, hei de salvar-vos.
A quem Me comparais e igualais?
Com quem Me confrontais, como se fôssemos semelhantes?
Os que tiram o ouro da bolsa
e pesam a prata no braço da balança,
contratam um ourives para fazer um deus,
e depois prostram-se e adoram.
Põem-no aos ombros e levam-no;
onde o colocam, aí fica e não se move do seu lugar.
Invocam-no, mas não responde; não os salva da sua aflição.
Lembrai-vos disto e procurai compreendê-lo;
refleti, ó rebeldes.
Recordai os factos passados, os sucessos de outrora.
Eu sou Deus e não há outro;
sou Deus a quem nada se pode comparar.
Desde o princípio, anuncio o futuro,
e muito antes o que ainda se não realizou;
Eu digo: ‘Cumprir-se-ão os meus desígnios
e hei de executar o que Me apraz’.
Do Oriente chamo a ave de rapina
e de um país distante o homem dos meus desígnios.
Disse e hei de cumpri-lo; decidi e hei de realizá-lo.
Escutai-Me, corações endurecidos,
que andais longe da justiça:
aproxima-se a minha justiça; ela não está longe;
e a minha salvação não tardará.
Estabelecerei em Sião a minha salvação
e em Israel a minha glória».
SEGUNDA LEITURA
Da Epístola a Diogneto
(Cap. 8, 5 — 9, 5: Funk 1, 325-327) (Sec. II)
Deus revelou o seu amor por meio de seu Filho
A Deus, ninguém jamais O viu nem conheceu; foi Ele próprio que Se manifestou. E manifestou-Se mediante a fé,
único meio de ver a Deus. Porque Deus, Senhor e Criador do universo, Aquele que deu origem a todas as coisas e tudo dispôs com ordem, mostrou-Se para com os homens cheio de amor e de paciência. Assim foi sempre, é e será: benigno e bom, clemente e veraz; só Ele é verdadeiramente bom. E quando em sua mente concebeu o seu grande e inefável desígnio, comunicou-o unicamente ao seu Filho unigénito.
Enquanto mantinha oculto e reservado para Si o desígnio da sua sabedoria, parecia abandonar-nos e esquecer-Se de nós. Mas quando o revelou por meio do seu amado Filho e manifestou o que tinha preparado desde o princípio, ofereceu-nos tudo de uma vez para sempre: participar dos seus benefícios, ver e compreender. Quem de nós teria esperado semelhante generosidade?
Havendo Deus assim disposto todas as coisas com seu Filho, permitiu que, até aos últimos tempos, vivêssemos desviados do reto caminho, atraídos pelos prazeres e concupiscências, e nos deixássemos arrastar por impulsos desordenados, segundo o nosso arbítrio.
Não porque se comprazesse com os nossos pecados, mas por tolerância; nem porque aprovasse aquele tempo de iniquidade, mas porque preparava o tempo atual de justiça, a fim de que, tendo-nos convencido, naquele tempo, de que pelas nossas próprias obras éramos indignos da vida, nos tornássemos dignos dela pela benignidade divina e, reconhecendo claramente a nossa impossibilidade de entrar pelas próprias forças no reino de Deus, pudéssemos ter acesso a ele mediante o poder de Deus.
E quando a nossa injustiça atingiu o mais alto grau e se tornou evidente que por ela apenas merecíamos o suplício e a morte, chegou o tempo que Deus havia previamente estabelecido para revelar a sua benignidade e o seu poder. Oh imensa bondade e amor de Deus para com os homens! Não Se deixou dominar pela ira contra nós, nem nos rejeitou, nem Se vingou.
Ao contrário, suportou-nos com paciência e magnanimidade; na sua misericórdia, tomou sobre Si os nossos pecados e entregou o seu próprio Filho como preço da nossa redenção: o santo pelos iníquos, o inocente pelos culpados, o justo pelos injustos, o incorruptível pelos corruptíveis, o imortal pelos mortais. Que outra coisa poderia apagar os nossos pecados que não fosse a sua justiça? Por quem poderíamos nós ser justificados, iníquos e ímpios que éramos, senão pelo Filho de Deus?
Oh admirável intercâmbio, oh misteriosa iniciativa, oh surpreendente benefício: a iniquidade de muitos foi vencida por um só justo, a justiça de um só venceu a iniquidade de muitos!
ORAÇÃO DE LAUDES (NO INÍCIO DA MANHÃ)
LEITURA BREVE
Rom 13, 11-12
Chegou a hora de despertarmos do sono, porque a salvação está agora mais perto de nós do que na altura em que abraçámos a fé. A noite vai adiantada e o dia está próximo. Abandonemos as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 13, 13-14a
Vivamos dignamente como em pleno dia, não em festins licenciosos e na embriaguez, não em desonestidades e libertinagens, não em contendas ou invejas. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Tes 3, 12-13
O Senhor vos faça crescer e abundar na caridade uns para com os outros e para com todos, como nós para convosco, a fim de que os vossos corações se conservem irrepreensíveis na santidade, diante de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de Jesus, Nosso Senhor, com todos os seus Santos.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
2 Tes 1, 6.7.10
É justo que Deus vos recompense pelas tribulações que sofrestes, dando-vos o descanso, juntamente conosco, quando aparecer o Senhor Jesus, descendo do Céu com os Anjos do seu poder, entre as aclamações do seu povo santo e a admiração de todos os crentes.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Filip 4, 4-5
Alegrai-vos sempre no Senhor. Novamente vos digo: alegrai-vos. Seja de todos conhecida a vossa bondade. O Senhor está próximo.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tess 5, 9-10
Deus destinou-nos para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamos unidos a Ele.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo, a não ser que seja excessivamente extenso, e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
