“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 18 DE DEZEMBRO DE 2023 – SEGUNDA FEIRA DA III SEMANA DO ADVENTO (ANO B)
18 de dezembro de 2023“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 20 DE DEZEMBRO DE 2023 – QUARTA FEIRA DA III SEMANA DO ADVENTO (ANO B)
20 de dezembro de 2023
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos!
Recomendamos vivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:
https://youtu.be/2ooOEI6pziE?si=WOfStAkRuqJJc9Dy

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4211-liturgia-de-19-de-dezembro-de-2023>]
Antífona da entrada
– Aquele que há de vir chegará sem demora e já não haverá mais temor entre nós, porque ele é o nosso salvador (Hb 10,37).
Coleta
– Ó Deus, pelo parto virginal de Maria revelastes ao mundo o esplendor da vossa glória; concedei-nos venerar com fé pura e celebrar, com devoção e amor o mistério tão profundo da encarnação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus conosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Jz 13,2-7.24-25a
Salmo Responsorial: Sl 70,3-4a.5-6ab.16-17
– Minha boca se encha de louvor, para que eu cante vossa glória.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– A raiz de Jessé, sinal das nações: oh, vinde livrar-nos e não tardeis mais!
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 1,5-25.
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

LEITURA ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Jz 13,2-7.24-25a): Ora, havia em Sorá um homem da família dos danitas, chamado Manué. Sua mulher, sendo estéril, não tinha ainda gerado filhos. 3. O anjo do Senhor apareceu a esta mulher e disse-lhe: Tu és estéril, e nunca tiveste filhos; mas conceberás e darás à luz um filho. 4. Toma, pois, muito cuidado; não bebas doravante nem vinho, nem bebida forte, e não comas coisa alguma impura, porque vais conceber e dar à luz um filho. 5. A navalha não tocará a sua cabeça, porque esse menino será nazareno de Deus desde o seio de sua mãe, e será ele quem livrará Israel da mão dos filisteus. 6. A mulher foi ter com o seu marido: Apresentou-se a mim um homem de Deus, disse ela, que tinha o aspecto de um anjo de Deus, em extremo terrível. Não lhe perguntei de onde era, nem ele me deu o seu nome, 7. mas disse-me: Vais conceber e dar à luz um filho; não bebas, pois, nem vinho nem bebida forte e não comas coisa alguma impura, porque esse menino será nazareno desde o seio de sua mãe até o dia de sua morte. 24. Ela deu à luz um filho e pôs-lhe o nome de Sansão. O menino cresceu e o Senhor o abençoou. 25. E o Espírito do Senhor começou a incitá-lo, em Mahanê-Dã, entre Sorea e Estaol.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 70,3-4a.5-6ab.16-17): Sede-me uma rocha protetora, uma cidadela forte para me abrigar: e vós me salvareis, porque sois meu rochedo e minha fortaleza. 4. Meu Deus, livrai-me da mãos do iníquo […] porque vós sois, ó meu Deus, minha esperança. Senhor, desde a juventude vós sois minha confiança. 6. Em vós eu me apoiei desde que nasci […] 16. Os portentos de Deus eu narrarei, só a vossa justiça hei de proclamar, Senhor. 17. Vós me tendes instruído, ó Deus, desde minha juventude, e até hoje publico as vossas maravilhas.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Lc 1,5-25): Nos tempos de Herodes, rei da Judéia, houve um sacerdote por nome Zacarias, da classe de Abias; sua mulher, descendente de Aarão, chamava-se Isabel. 6. Ambos eram justos diante de Deus e observavam irrepreensivelmente todos os mandamentos e preceitos do Senhor. 7. Mas não tinham filho, porque Isabel era estéril e ambos de idade avançada. 8. Ora, exercendo Zacarias diante de Deus as funções de sacerdote, na ordem da sua classe, 9. coube-lhe por sorte, segundo o costume em uso entre os sacerdotes, entrar no santuário do Senhor e aí oferecer o perfume. 10. Todo o povo estava de fora, à hora da oferenda do perfume. 11. Apareceu-lhe então um anjo do Senhor, em pé, à direita do altar do perfume. 12. Vendo-o, Zacarias ficou perturbado, e o temor assaltou-o. 13. Mas o anjo disse-lhe: Não temas, Zacarias, porque foi ouvida a tua oração: Isabel, tua mulher, dar-te-á um filho, e chamá-lo-ás João. 14. Ele será para ti motivo de gozo e alegria, e muitos se alegrarão com o seu nascimento; 15. porque será grande diante do Senhor e não beberá vinho nem cerveja, e desde o ventre de sua mãe será cheio do Espírito Santo; 16. ele converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus, 17. e irá adiante de Deus com o espírito e poder de Elias para reconduzir os corações dos pais aos filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, para preparar ao Senhor um povo bem disposto. 18. Zacarias perguntou ao anjo: Donde terei certeza disto? Pois sou velho e minha mulher é de idade avançada. 19. O anjo respondeu-lhe: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para te falar e te trazer esta feliz nova. 20. Eis que ficarás mudo e não poderás falar até o dia em que estas coisas acontecerem, visto que não deste crédito às minhas palavras, que se hão de cumprir a seu tempo. 21. No entanto, o povo estava esperando Zacarias; e admirava-se de ele se demorar tanto tempo no santuário. 22. Ao sair, não lhes podia falar, e compreenderam que tivera no santuário uma visão. Ele lhes explicava isto por acenos; e permaneceu mudo. 23. Decorridos os dias do seu ministério, retirou-se para sua casa. 24. Algum tempo depois Isabel, sua mulher, concebeu; e por cinco meses se ocultava, dizendo: 25. Eis a graça que o Senhor me fez, quando lançou os olhos sobre mim para tirar o meu opróbrio dentre os homens.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Jz 13,2-7.24-25a) que Sanção foi gerado a partir da intervenção divina, pois sua mãe era estéril. Essa mãe recebeu e seguiu as orientações divinas que lhe foram repassadas pelo anjo. Ele foi gerado com uma missão e o Senhor o abençoou, passando a ser incitado com o Espírito Santo para realizar aquilo para o que foi designado.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 70,3-4a.5-6ab.16-17).
O Santo Evangelho (Lc 1,5-25) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que Isabel e Zacarias eram justos diante do Senhor, observavam irrepreensivelmente todos os seus mandamentos e preceitos. Oravam ao Senhor para ter um filho e um anjo do Senhor apareceu a Zacarias para comunicar que a oração foi ouvida, profetizando que esse filho seria chamado João e seria motivo de gozo e alegria para muitos, sendo destinado a ser grande diante do Senhor e repleto do Espírito Santo desde o ventre de sua mãe. Teria a missão de converter muitos ao Senhor, ser aquele que iria adiante com o espírito e poder de Elias para reconduzir os corações dos pais aos filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, preparando para o Senhor um povo bem disposto – tendo tudo isso se cumprido na história da salvação. Diante da expressão de dúvida de Zacarias, o anjo se identificou como Gabriel e anunciou-lhe que, devido à sua dúvida, ficaria mudo até que o menino nascesse. Izabel regozijou de alegria ao perceber-se grávida, louvando ao Senhor pela graça de ter lançado os olhos sobre ela.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iIluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Jz 13,2-7.24-25a) que Sanção foi gerado a partir da intervenção divina, pois sua mãe era estéril. Essa mãe recebeu e seguiu as orientações divinas que lhe foram repassadas pelo anjo. Ele foi gerado com uma missão e o Senhor o abençoou, passando a ser incitado com o Espírito Santo para realizar aquilo para o que foi designado. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que a exemplo dessa mãe, sigamos as orientações divinas que nos são brindadas nas sagradas escrituras e na sã doutrina da Igreja e realizemos a missão que nos cabe como batizados. Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 70,3-4a.5-6ab.16-17): Sede-me uma rocha protetora, uma cidadela forte para me abrigar: e vós me salvareis, porque sois meu rochedo e minha fortaleza. 4. Meu Deus, livrai-me da mãos do iníquo […] porque vós sois, ó meu Deus, minha esperança. Senhor, desde a juventude vós sois minha confiança. 6. Em vós eu me apoiei desde que nasci […] 16. Os portentos de Deus eu narrarei, só a vossa justiça hei de proclamar, Senhor. 17. Vós me tendes instruído, ó Deus, desde minha juventude, e até hoje publico as vossas maravilhas. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que sigamos os exemplos de Isabel e Zacarias, sendo justos diante de vós, observando irrepreensivelmente todos os vossos mandamentos e preceitos – e oremos confiantes para que sejam supridas nossas necessidades de acordo com a vossa santa vontade. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, a exemplo de São João Batista, sejamos motivo de gozo e alegria para muitos, com a assistência do Espírito Santo, realizando nossa vocação de batizados, que é dar bom testemunho e nos empenhar para converter muitos ao Senhor, contribuindo para reconduzir os corações dos pais aos filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, inspirando nossos circunstantes para que se tornem bem dispostos a acolher a mensagem da salvação. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que não tenhamos dúvidas e não atraiamos as consequências da incredulidade, mas, firmes na fé, regozijemos de alegria, a exemplo de Santa Izabel e louvemos ao Senhor pela graça de ter lançado os olhos sobre nós. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 19 de Dezembro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/12/santos-do-dia-da-igreja-catolica-19-de-dezembro/> ]

Santo Urbano V
O Papa Urbano V assumiu o cargo em 1362, numa época em que a Europa sofria agitações sociais muito intensas. Numa tentativa de manter o pontífice longe das intrigas e das lutas políticas e revolucionárias, que dominavam Roma, a sede da Igreja fôra transferida para Avignon, na França.
Urbano era monge beneditino e pertencia a uma nobre família francesa. Quando jovem estudou ciências jurídicas e depois lecionou direito em Montpellier e na própria Avignon. Um dia, trocou a laureada toga pelo humilde hábito de monge, chegando a ocupar altos cargos dentro da Ordem beneditina.
Sua biografia é cheia de adjetivos elogiosos: “professor emérito, estudioso de renome, abade de iluminada doutrina e espiritualidade”. Por tudo isso foi escolhido pelo Papa Inocêncio IV para desempenhar missões diplomáticas delicadas. Pelo mesmo motivo, quando Inocêncio morreu, foi eleito seu sucessor, mesmo não sendo cardeal.
Seu pontificado durou somente oito anos, mas caracterizou-se, segundo os registros oficiais, pela sábia administração, pelo esforço de renovar os costumes e pela nobreza de intenções. Ele reformou a disciplina eclesiástica e reorganizou a corte pontifícia de maneira que fosse um exemplo de vida cristã, cortando pela raiz muitos abusos. Mas também se preocupava com a instrução do povo. Era o período do humanismo e o ex-professor de direito não mediu esforços para promover as ciências e criar novos centros de estudos. A pedido do rei da Polônia, ergueu e fundou a universidade da Cracóvia e, na universidade de Montpellier, fundou um colégio médico, ajudando pessoalmente estudantes pobres.
No terreno político e militar seu trabalho também foi reconhecido. Organizou uma cruzada contra os turcos muçulmanos que ameaçavam a Europa. No plano missionário, enviou numerosos grupos de religiosos às regiões européias ainda necessitadas de evangelizadores, como a Bulgária e a Romênia. Além de organizar uma expedição missionária para levar a palavra aos mongóis da longínqua Ásia.
O grande sonho do Papa Urbano V, porém, era levar de volta a sede da Igreja para Roma. Conseguiu isso, em outubro de 1367, sendo recebido com entusiasmada aclamação popular. Foi o primeiro a se estabelecer no palácio ao lado da Basílica de São Pedro, no Vaticano. E, desde então, se tornou a residência oficial dos pontífices. Mas a paz durou pouco. Alguns anos depois Urbano V foi novamente obrigado a deixar Roma, e voltar para Avignon, onde faleceu em 19 de dezembro de 1370.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 19/12/2023
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Isaías 47, 1. 3b-15
Lamentação acerca de Babilónia
Desce e senta-te no pó, virgem, filha de Babilónia.
Senta-te no chão, sem trono, filha dos caldeus.
Não mais te chamarão «delicada e voluptuosa».
Tirarei vingança e ninguém Me impedirá
– diz o nosso Redentor,
cujo nome é Senhor do Universo, o Santo de Israel.
Senta-te em silêncio e mergulha nas trevas, filha dos caldeus.
Não mais te chamarão «Soberana dos reinos».
Eu estava irritado contra o meu povo,
deixei profanar a minha herança,
entreguei-a nas tuas mãos.
Mas tu não tiveste piedade:
até sobre os anciãos fizeste sentir duramente o peso do teu jugo.
E dizias: «Serei, para sempre, eternamente soberana».
E não refletiste nestas coisas, não pensaste no teu fim.
Mas agora, ouve o seguinte, voluptuosa,
que estás tranquilamente sentada
e dizes no teu coração: «Eu e mais ninguém!
Não ficarei viúva, nem perderei os meus filhos».
As duas coisas te hão de suceder, de repente, num só dia.
A orfandade e a viuvez virão sobre ti com todo o rigor,
apesar do grande número dos teus sortilégios
e da enorme quantidade dos teus encantamentos.
Confiavas na tua malícia e dizias: «Ninguém me vê».
A tua ciência e a tua sabedoria perturbaram-te,
e dizias no teu coração: «Eu e mais ninguém!».
Virá sobre ti uma calamidade que não saberás esconjurar,
cairá sobre ti um desastre de que não poderás livrar-te;
virá subitamente sobre ti uma catástrofe que não tinhas previsto.
Fica-te com os teus encantamentos
e com os teus numerosos sortilégios,
a que te entregaste desde a juventude.
Talvez possas de aí tirar proveito,
talvez consigas provocar pânico.
Estás cansada com tão numerosos conselheiros:
apresentem-se e salvem-te
esses mesmos que esquadrinham o céu, observam as estrelas
e em cada lua nova prenunciam o que deve suceder-te.
Tornar-se-ão como o restolho que o fogo devora
e não poderão salvar-se do poder das chamas,
que já não serão brasas para se aquecer,
nem lume para se estar sentado diante dele.
Assim serão para ti os teus adivinhos,
pelos quais te afadigaste desde a juventude.
Fugirão errantes, cada qual para seu lado:
ninguém virá salvar-te.
SEGUNDA LEITURA
Do Tratado de Santo Ireneu, bispo, “Contra as heresias”
(Lib. 3, 20,2-3: SCh 34, 342-344) (Sec. II)
A economia da encarnação redentora
A glória do homem é Deus; por sua vez, o beneficiário da atuação de Deus, de toda a sua sabedoria e poder, é o homem.
Assim como a competência do médico se revela nos doentes, assim Deus Se manifesta nos homens. Por isso diz Paulo: Deus encerrou a todos na desobediência para de todos ter misericórdia. Com estas palavras, o Apóstolo não se refere aos «poderes» espirituais, mas ao homem que, por ter desobedecido a Deus, perdeu a imortalidade, mas depois alcançou misericórdia, recebendo a graça da adopção por intermédio do Filho de Deus.
Se o homem acolhe, sem vaidade nem presunção, a verdadeira glória que procede das criaturas e do criador, isto é, de Deus todo-poderoso que a todos dá a existência, e se permanece em seu amor, obediência e ação de graças, receberá d’Ele uma glória ainda maior, progredindo sempre mais, até se tornar semelhante Àquele que por si morreu.
Com efeito, o Filho de Deus tomou uma existência semelhante à da carne pecadora, a fim de condenar o pecado e, depois de o condenar, arrojá-lo fora da carne. Assumiu a carne para animar o homem a tornar-se semelhante a Si mesmo, destinando-o a ser imitador de Deus e elevando-o ao reino do Pai, para que pudesse ver a Deus e ter acesso ao Pai. O Verbo de Deus habitou entre os homens e fez-Se Filho do homem para acostumar o homem a compreender a Deus e Deus a habitar no homem, de acordo com o beneplácito do Pai.
Foi por isso que o mesmo Senhor nos deu como sinal da nossa salvação Aquele que é Deus conosco, nascido da Virgem; era o mesmo Senhor que salvava aqueles que não podiam salvar-se por si mesmos. Por isso Paulo, referindo-se à radical fraqueza do homem, exclama: Reconheço que o bem não habita na minha carne. Assim dá a entender que o bem da nossa salvação não provém de nós mas de Deus. E diz ainda: Pobre de mim, quem me livrará deste corpo mortal? E apresenta em seguida o Libertador: A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo.
O mesmo diz Isaías: Fortalecei as mãos cansadas e robustecei os joelhos vacilantes; animai-vos, pusilânimes, tende coragem e não tenhais medo. Eis que vem a retribuição de Deus; Ele mesmo vem salvar-nos. Também estas palavras do Profeta nos dizem que não é por nós mesmos, mas com a ajuda de Deus, que podemos alcançar a salvação.
ORAÇÃO DE LAUDES (NO INÍCIO DA MANHÃ)
LEITURA BREVE
Is 2, 3
Vinde, subamos ao monte do Senhor, ao templo do Deus de Jacob. Ele nos ensinará os seus caminhos e andaremos pelas suas veredas. Porque de Sião sairá a lei e de Jerusalém a palavra do Senhor.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 10, 20-21
Naquele dia, o resto de Israel e os sobreviventes da casa de Jacob hão de colocar sinceramente a sua confiança no Senhor, o Santo de Israel. Voltará um resto, um resto de Jacob, ao Deus forte.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 10, 24. 27
Eis o que diz o Senhor Deus do Universo: Meu povo que habitas em Sião, não temas. Naquele dia, será tirado o fardo dos teus ombros e será arrancado o jugo do teu pescoço.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 13, 22 – 14, 1
A sua hora está prestes a chegar e os seus dias não tardarão. O Senhor terá compaixão de Jacó e Israel será salvo.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Cf. Filip 3, 20b-21
Esperamos o Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador, que transformará o nosso corpo miserável, para o tornar semelhante ao seu corpo glorioso, pelo poder que Ele tem de sujeitar a Si todo o universo.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 8-9a
Sede sóbrios e estai vigilantes: o vosso inimigo, o demônio, anda à vossa volta, como leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo, a não ser que seja excessivamente extenso, e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
