“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 05 DE JANEIRO DE 2024 – SEXTA FEIRA – TEMPO DO NATAL
5 de janeiro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 07 DE JANEIRO DE 2024 – DOMINGO – EPIFANIA DO SENHOR
7 de janeiro de 2024
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos vivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:
https://youtu.be/U3EDGf8mlSQ?si=pQQCRrSeIhfHKDuS

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4230-liturgia-de-06-de-janeiro-de-2024>]
Antífona da entrada
– Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, para que recebêssemos a filiação adotiva (Gl 4,4).
Coleta
– Deus eterno e todo-poderoso, pela vinda de vosso Filho unigênito, vos manifestastes em nova luz. Assim como merecemos que ele participasse de nossa humanidade, nascendo da virgem, possamos também participar de sua vida no reino. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e conosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: 1Jo 5,5-13
Salmo Responsorial: Sl 146
– Glorifica o Senhor, Jerusalém!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Abram-se os céus, e fez-se ouvir a voz do Pai. Eis meu Filho muito amado, escutai-o, todos vós! (Mc 9,7).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Mc 1,7-11.
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (1Jo 5,5-13 ): Quem é o vencedor do mundo senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? 6. Ei-lo, Jesus Cristo, aquele que veio pela água e pelo sangue; não só pela água, mas pela água e pelo sangue. E o Espírito é quem dá testemunho dele, porque o Espírito é a verdade. 7. São, assim, três os que dão testemunho: 8. o Espírito, a água e o sangue; estes três dão o mesmo testemunho. 9. Aceitamos o testemunho dos homens. Ora, maior é o testemunho de Deus, porque se trata do próprio testemunho de Deus, aquele que ele deu do seu próprio Filho. 10. Aquele que crê no Filho de Deus tem em si o testemunho de Deus. Aquele que não crê em Deus, o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus deu a respeito de seu Filho. 11. E o testemunho é este: Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho. 12. Quem possui o Filho possui a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. 13. Isto vos escrevi para que saibais que tendes a vida eterna, vós que credes no nome do Filho de Deus.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 146): Salmo. Louvai o Senhor porque ele é bom; cantai ao nosso Deus porque ele é amável, e o louvor lhe convém. 2. O Senhor reconstrói Jerusalém, e congrega os dispersos de Israel. 3. Ele cura os que têm o coração ferido, e pensa-lhes as chagas. 4. É ele que fixa o número das estrelas, e designa cada uma por seu nome. 5. Grande é o Senhor nosso e poderosa a sua força; sua sabedoria não tem limites. 6. O Senhor eleva os humildes, mas abate os ímpios até a terra. 7. Cantai ao Senhor um cântico de gratidão, cantai ao nosso Deus com a harpa. 8. A ele que cobre os céus de nuvens, que faz cair a chuva à terra; a ele que faz crescer a relva nas montanhas, e germinar plantas úteis para o homem. 9. Que dá sustento aos rebanhos, aos filhotes dos corvos que por ele clamam. 10. Não é o vigor do cavalo que lhe agrada, nem ele se compraz nos jarretes do corredor. 11. Agradam ao Senhor somente os que o temem, e confiam em sua misericórdia.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Mc 1,7-11): Ele pôs-se a proclamar: “Depois de mim vem outro mais poderoso do que eu, ante o qual não sou digno de me prostrar para desatar-lhe a correia do calçado. 8. Eu vos batizei com água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo.” 9. Ora, naqueles dias veio Jesus de Nazaré, da Galiléia, e foi batizado por João no Jordão. 10. No momento em que Jesus saía da água, João viu os céus abertos e descer o Espírito em forma de pomba sobre ele. 11. E ouviu-se dos céus uma voz: “Tu és o meu Filho muito amado; em ti ponho minha afeição.”

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (1Jo 5,5-13) que aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus é vencedor do mundo. Jesus Cristo veio pela água e pelo sangue e o Espírito da verdade dá testemunho dele, juntamente com a água e o sangue. O maior testemunho é o de Deus, que nos deu seu próprio filho. Assim, aquele crê no Filho de Deus tem em si o testemunho de Deus, que nos deu a vida eterna que está em seu Filho, pois quem tem o Filho tem a vida, por crer no nome do Filho de Deus, buscando conhecer e praticar a sua palavra.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 146).
O Santo Evangelho (Mc 1,7-11) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que São João Batista anunciou que Jesus batiza no Espírito Santo, que nele habita em união hipostática com o Pai (Jesus, pelo Mistério da sua Encarnação, impregnou-se, além da natureza divina, também da humana e através dele se operou a união hipostática, em que Deus e a humanidade se unem em Cristo), sendo ele o Filho muito amado em quem o Pai põe plenamente sua afeição.
Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iIluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (1Jo 5,5-13) que aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus é vencedor do mundo. Jesus Cristo veio pela água e pelo sangue e o Espírito da verdade dá testemunho dele, juntamente com a água e o sangue. O maior testemunho é o de Deus, que nos deu seu próprio filho. Assim, aquele crê no Filho de Deus tem em si o testemunho de Deus, que nos deu a vida eterna que está em seu Filho, pois quem tem o Filho tem a vida, por crer no nome do Filho de Deus, buscando conhecer e praticar a sua palavra. Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 146): Salmo. Louvai o Senhor porque ele é bom; cantai ao nosso Deus porque ele é amável, e o louvor lhe convém. 2. O Senhor reconstrói Jerusalém, e congrega os dispersos de Israel. 3. Ele cura os que têm o coração ferido, e pensa-lhes as chagas. 4. É ele que fixa o número das estrelas, e designa cada uma por seu nome. 5. Grande é o Senhor nosso e poderosa a sua força; sua sabedoria não tem limites. 6. O Senhor eleva os humildes, mas abate os ímpios até a terra. 7. Cantai ao Senhor um cântico de gratidão, cantai ao nosso Deus com a harpa. 8. A ele que cobre os céus de nuvens, que faz cair a chuva à terra; a ele que faz crescer a relva nas montanhas, e germinar plantas úteis para o homem. 9. Que dá sustento aos rebanhos, aos filhotes dos corvos que por ele clamam. 10. Não é o vigor do cavalo que lhe agrada, nem ele se compraz nos jarretes do corredor. 11. Agradam ao Senhor somente os que o temem, e confiam em sua misericórdia. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que São João Batista anunciou que Jesus batiza no Espírito Santo, que nele habita em união hipostática com o Pai (Jesus, pelo Mistério da sua Encarnação, impregnou-se, além da natureza divina, também da humana e através dele se operou a união hipostática, em que Deus e a humanidade se unem em Cristo), sendo ele o Filho muito amado em quem o Pai põe plenamente sua afeição. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que vivamos de forma cada vez mais pela essa união com a qual fomos por vós tão generosamente brindados! Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 06 de Janeiro

Santa Rafaela Maria – virgem e fundadora
Rafaela Maria Porras y Ayllón nasceu no dia 1 de março de 1850, na cidade de Pedro Abad, pertencente à província de Córdoba, na Espanha. Filha de Ildefonso Porras e Rafaela Ayllón, foi a décima dos treze filhos que seus pais tiveram. Seus pais, ricos que eram, lhe deram excelente educação humana e grande exemplo de vida cristã.
Seu pai era presidente da Câmara de Pedro Abad. Quando sua região teve um surto de cólera, ele próprio dedicou-se a cuidar dos doentes. Porém, contraiu a doença e veio a falecer. Rafaela tinha, então apenas quatro anos. Sua mãe passou a comandar a família, dedicando atenção especial a Rafaela e sua irmã Dolores, as únicas mulheres entre os irmãos.
A educação esmerada fez Rafaela, Dolores e seus irmãos, crianças e jovens privilegiados na cultura e nas virtudes. E Rafaela, desde cedo, comportava-se pacífica, reflexiva, forte e meiga, dona de si, disposta a abrir mão de seus gostos para favorecer os outros. Ela poderia frequentar a alta sociedade de Córdoba e de Madri. No entanto, preferiu consagrar-se inteiramente a Jesus Cristo através de um voto de castidade feito aos quinze anos. Era o dia da anunciação de Maria, aquela que se proclamou a “Escrava do Senhor”. Isso marcaria a vida de Rafaela para sempre, como vemos na Congregação que ela viria a fundar alguns anos depois.
Quando Rafaela completou dezenove anos, sua mãe faleceu, marcando fortemente sua alma e seu caminho para Deus. A partir daí ela passou a se dedicar completamente aos mais necessitados. Dolores, sua irmã, a acompanhava em todas essas ações de caridade e amor para com o próximo. Mais tarde, ela estaria junto com sua irmã na fundação da Congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus.
No dia 14 de abril de 1877 Santa Rafaela e sua irmã fundam a primeira casa do Instituto das Escravas do Sagrado Coração de Jesus. A Congregação dedicar-se-ia à adoração do Santíssimo Sacramento e à educação de crianças e jovens, especialmente as mais necessitadas. A obra foi aprovada pelo Cardeal Moreno. Dezoito noviças iniciaram na casa. Dessas, todas permaneceram.
Num mundo marcado pela dor, pela guerra e por pestes, a Obra de Santa Rafaela levou o amor de Deus, a esperança, a fé e a caridade. Santa Rafaela foi o próprio exemplo de quem se fez escrava do amor. Ela adotou o nome religioso de Maria do Sagrado Coração de Jesus. No dia 29 de janeiro de 1887, o Papa Leão XIII deu a aprovação definitiva para o Instituto. As “Escravas” começaram a se espalhar pela Espanha e Europa. A irmã Dolores, que adotou o nome de Maria del Pilar, ajudou como ecônoma geral até o ano 1893.
No mesmo ano de 1893, a irmã, Maria del Pilar, passou a externar sua visão segundo a qual Santa Rafaela cometia erros na administração da economia da Congregação e passou a fazer campanha para que Rafaela fosse retirada do cargo de superiora. Por fim, as conselheiras do Instituto se convenceram e retiraram Madre Rafaela da direção, colocando Dolores (Irmã Maria del Pilar) como superiora geral. Esta ficou no cargo de 1893 a 1903, ou seja, dez anos.
Santa Rafaela viveu os trinta e dois anos seguintes relegada a um canto, desprezada. Porém, dizia-se feliz por poder dedicar-se totalmente à oração, a dar bom exemplo no trato com todas e à humildade. Viveu sem cultivar amarguras no coração, sem fazer críticas, sem alimentar ressentimentos. Ao contrário, via em tudo isso a mão de Deus agindo em sua vida, modelando-a com amor para a vida eterna. Assim, ela viu a Obra, que era fruto do seu coração e da vontade de Deus, florescer e se espalhar ainda mais. Sua dor e aceitação certamente foram o adubo para este crescimento.
Nos trinta e dois anos de isolamento e marginalização, Santa Rafaela só teve um consolo externo ao seu coração: Uma peregrinação que fez a Assis, a Loreto e no interior da Espanha, ficando nas casas da Congregação. Em todas as casas que passou, deixou um exemplo de santidade, oração e humildade. Fazia os trabalhos mais humildes e rejeitados com alegria de coração, mostrando que, na verdade, Santa Rafaela tinha um profunda vida interior e colóquios com Deus, o que satisfazia plenamente seu coração e a fazia perceber que as glórias humanas não passam de inutilidades.
Por causa das longas horas que Santa Rafaela passava ajoelhada diante de Jesus Sacramentado, a verdadeira razão de sua vida, ela contraiu uma grave doença no joelho direito. Tal enfermidade a foi debilitando, causando dores terríveis. Assim, ela passou os últimos meses de sua vida. Porém, cheia de fé, dizia: “Aceitai todas as coisas como se viessem das mãos de Deus”. Assim, em 06 de janeiro de 1925, Santa Rafaela entregou sua alma a Deus. Ela estava na casa de Roma.
Logo após a morte de Santa Rafaela, as autoridades da Igreja compreenderam o grande sofrimento pelo qual ela tinha passado. Abriram, então, o processo para a sua beatificação. Pouco tempo depois, estando a 2ª Guerra Mundial quase em seu final, um bombardeio americano veio a atingir drasticamente o cemitério onde tinha sido sepultada. O túmulo dela, porém, ficou preservado milagrosamente. Quando fizeram a exumação, encontraram o corpo de Santa Rafaela incorrupto e com toda flexibilidade, como se ela estivesse dormindo. Ela foi beatificada em 1953 pelo Papa Pio XII e canonizada em 1977 pelo Papa Paulo VI.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 06/01/2023
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro de Isaías 42, 1-8
O humilde Servo do Senhor
Eis meu Servo que eu amparo, meu eleito ao qual dou toda a minha afeição, faço repousar sobre ele meu espírito, para que leve às nações a verdadeira religião. Ele não grita, nunca eleva a voz, não clama nas ruas. Não quebrará o caniço rachado, não extinguirá a mecha que ainda fumega. Anunciará com toda a franqueza a verdadeira religião; não desanimará, nem desfalecerá, até que tenha estabelecido a verdadeira religião sobre a terra, e até que as ilhas desejem seus ensinamentos. Eis o que diz o Senhor Deus que criou os céus e os desdobrou, que firmou a terra e toda a sua vegetação, que dá respiração a seus habitantes, e o sopro vital àqueles que pisam o solo: Eu, o Senhor, chamei-te realmente, eu te segurei pela mão, eu te formei e designei para ser a aliança com os povos, a luz das nações; para abrir os olhos aos cegos, para tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão aqueles que vivem nas trevas Eu sou o Senhor, esse é meu nome, a ninguém cederei minha glória, nem a ídolos minha honra.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Dos Sermões de São Gregório de Nazianzo, bispo
(Oratio 39 in sancta Lumina, 14-16. 20:
PG 36, 350-351. 354. 358-359) (Sec. IV)
O baptismo de Cristo
Hoje, Cristo é iluminado: entremos também nós no esplendor da sua luz. Hoje, Cristo é batizado: desçamos com Ele à água, para podermos subir com Ele à glória.
João está a batizar e Jesus aproxima-Se. Talvez tenha em vista santificar aquele por quem vai ser batizado; mas o que é certo é que Ele quer sepultar nas águas todo o velho Adão. Antes de nós e por nossa causa, Ele que era Espírito e carne santifica o Jordão, para assim nos iniciar nos sagrados mistérios mediante o Espírito e a água.
João Baptista resiste, Jesus insiste. Eu é que devo ser batizado por Ti, diz a lâmpada ao Sol, a voz à Palavra, o amigo ao Esposo, o maior entre os nascidos da mulher ao Primogénito de toda a criatura, o que havia exultado de júbilo no seio materno Àquele que tinha sido adorado também no seio de sua Mãe, o que era e havia de ser precursor Àquele que já tinha vindo e de novo há de vir. Eu é que devo ser batizado por Ti. E podia acrescentar: «e pelo teu nome»; pois sabia com certeza que mais tarde receberia o baptismo do martírio, e que, como a Pedro, não lhe seriam lavados somente os pés.
Mas depois Jesus sobe das águas, elevando consigo o mundo inteiro, e vê abrirem-se os Céus de par em par, aqueles Céus que Adão tinha fechado para si e para a sua posteridade, do mesmo modo que tinha feito encerrar e guardar com a espada de fogo a entrada do paraíso terreal.
E o Espírito dá testemunho da divindade de Cristo, aparecendo sobre Ele como um igual. E vem uma voz do Céu, donde procedera precisamente Aquele de quem se dava testemunho; apareceu em forma corporal de pomba, para assim honrar o Corpo de Cristo, que é também divino pela sua excepcional união com Deus; não devemos esquecer que, muitos séculos antes, foi também uma pomba que anunciou o fim do dilúvio.
Honremos, portanto, neste dia o baptismo de Cristo e celebremos dignamente a sua festa.
Conservai a pureza de espírito e purificai-vos sempre mais. Nada agrada tanto a Deus como a conversão e a salvação do homem, para quem se destinam todas estas palavras e mistérios. Sede como astros resplandecentes no meio do mundo, isto é, como uma força vivificante para os outros homens. Se assim fizerdes, chegareis a ser luzes perfeitas na presença daquela grande luz que brilha no céu, iluminados mais claramente pelo esplendor puríssimo da Trindade, da qual recebestes até agora apenas um único raio procedente da única Divindade, em Nosso Senhor Jesus Cristo. A Ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Amém!
LEITURA BREVE
Is 61, 1-2a
O espírito do Senhor Deus está sobre Mim, porque o Senhor Me ungiu. Enviou-me a anunciar a boa nova aos humildes, a curar os corações atribulados, a proclamar a redenção aos cativos e a liberdade aos prisioneiros, a promulgar o ano da graça do Senhor.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 11, 1-2
Sairá um ramo do tronco de Jessé, um rebento brotará das suas raízes. Sobre ele repousará o espírito do Senhor: espírito de sabedoria e de inteligência, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de conhecimento e de temor de Deus.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 42, 1
Eis o meu Servo, a quem Eu protejo, o meu Eleito, enlevo da minha alma. Sobre Ele fiz repousar o meu espírito, para que leve a justiça às nações.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 49, 6
Disse-me o Senhor: Não basta que sejas meu servo, para restaurares as tribos de Jacó e reconduzires os sobreviventes de Israel. Vou fazer de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
2 Tim 1, 9-10
Deus salvou-nos e chamou-nos para sermos santos, não em virtude das nossas obras, mas do seu próprio desígnio e da sua graça. Esta graça que nos tinha sido dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade, manifestou-se agora pelo aparecimento de Cristo Jesus, nosso Salvador, que destruiu a morte e fez brilhar a vida e a imortalidade, por meio do Evangelho.
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo, a não ser que seja excessivamente extenso, e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
