“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 06 DE JANEIRO DE 2024 – SÁBADO – ANTES DA EPIFANIA.
6 de janeiro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 08 DE JANEIRO DE 2024 – SEGUNDA FEIRA – BATISMO DO SENHOR
8 de janeiro de 2024
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos vivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=W0AVAcbb7EE

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4231-liturgia-de-07-de-janeiro-de-2024>]
Antífona da entrada
– Eis que veio o Senhor dos senhores; em suas mãos, o poder e a realeza (Mt 3,1; 1Cr 19,12).
Coleta
– Ó Deus, que hoje revelastes o vosso Filho unigênito às nações, guiando-os pelas estrelas, concedei benigno a nós, que já vos conhecemos, sermos conduzidos à contemplação da vossa face no céu. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e conosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos
1ª Leitura: Is 60, 1-6
Salmo Responsorial: Sl 71
– As nações de toda a terra, hão de adorar-vos ó Senhor!
2ª Leitura: Ef 3, 2-3a.5-6
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Vimos sua estrela no Oriente e viemos adorar o Senhor (Mt 2,2).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 2, 1-12.
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Is 60, 1-6): Levanta-te, sê radiosa, eis a tua luz! A glória do Senhor se levanta sobre ti. 2. Vê, a noite cobre a terra e a escuridão, os povos, mas sobre ti levanta-se o Senhor, e sua glória te ilumina. 3. As nações se encaminharão à tua luz, e os reis, ao brilho de tua aurora. 4. Levanta os olhos e olha à tua volta: todos se reúnem para vir a ti; teus filhos chegam de longe, e tuas filhas são transportadas à garupa. 5. Essa visão tornar-te-á radiante; teu coração palpitará e se dilatará, porque para ti afluirão as riquezas do mar, e a ti virão os tesouros das nações. 6. Serás invadida por uma multidão de camelos, pelos dromedários de Madiã e de Efá; virão todos de Sabá, trazendo ouro e incenso, e publicando os louvores do Senhor.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 71): De Salomão. Ó Deus, confiai ao rei os vossos juízos. Entregai a justiça nas mãos do filho real, 2. para que ele governe com justiça vosso povo, e reine sobre vossos humildes servos com equidade. 3. Produzirão as montanhas frutos de paz ao vosso povo; e as colinas, frutos de justiça. 4. Ele protegerá os humildes do povo, salvará os filhos dos pobres e abaterá o opressor. 5. Ele viverá tão longamente como dura o sol, tanto quanto ilumina a lua, através das gerações. 6. Descerá como a chuva sobre a relva, como os aguaceiros que embebem a terra. 7. Florescerá em seus dias a justiça, e a abundância da paz até que cesse a lua de brilhar. 8. Ele dominará de um ao outro mar, desde o grande rio até os confins da terra. 9. Diante dele se prosternarão seus inimigos, e seus adversários lamberão o pó. 10. Os reis de Társis e das ilhas lhe trarão presentes, os reis da Arábia e de Sabá oferecer-lhe-ão seus dons. 11. Todos os reis hão de adorá-lo, hão de servi-lo todas as nações. 12. Porque ele livrará o infeliz que o invoca, e o miserável que não tem amparo. 13. Ele se apiedará do pobre e do indigente, e salvará a vida dos necessitados. 14. Ele o livrará da injustiça e da opressão, e preciosa será a sua vida ante seus olhos. 15. Assim ele viverá e o ouro da Arábia lhe será ofertado; por ele hão de rezar sempre e o bendirão perpetuamente. 16. Haverá na terra fartura de trigo, suas espigas ondularão no cume das colinas como as ramagens do Líbano; e o povo das cidades florescerá como as ervas dos campos. 17. Seu nome será eternamente bendito, e durará tanto quanto a luz do sol. Nele serão abençoadas todas as tribos da terra, bem-aventurado o proclamarão todas as nações. 18. Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, que, só ele, faz maravilhas. 19. Bendito seja eternamente seu nome glorioso, e que toda a terra se encha de sua glória. Amém! Amém! 20. Aqui terminam as preces de Davi, filho de Jessé.
As santas palavras da 2ª Leitura nos ensinam pelo Apóstolo (Ef 3, 2-3a.5-6): Vós deveis ter aprendido o modo como Deus me concedeu esta graça que me foi feita a vosso respeito. 3. Foi por revelação que me foi manifestado o mistério. 5. que em outras gerações não foi manifestado aos homens da maneira como agora tem sido revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas. 6. A saber: que os gentios são co-herdeiros conosco (que somos judeus), são membros do mesmo corpo e participantes da promessa em Jesus Cristo pelo Evangelho.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Mt 2, 1-12): Tendo, pois, Jesus nascido em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que magos vieram do oriente a Jerusalém. 2. Perguntaram eles: Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo. 3. A esta notícia, o rei Herodes ficou perturbado e toda Jerusalém com ele. 4. Convocou os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo e indagou deles onde havia de nascer o Cristo. 5. Disseram-lhe: Em Belém, na Judéia, porque assim foi escrito pelo profeta: 6. E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as cidades de Judá, porque de ti sairá o chefe que governará Israel, meu povo(Miq 5,2). 7. Herodes, então, chamou secretamente os magos e perguntou-lhes sobre a época exata em que o astro lhes tinha aparecido. 8. E, enviando-os a Belém, disse: Ide e informai-vos bem a respeito do menino. Quando o tiverdes encontrado, comunicai-me, para que eu também vá adorá-lo. 9. Tendo eles ouvido as palavras do rei, partiram. E eis que e estrela, que tinham visto no oriente, os foi precedendo até chegar sobre o lugar onde estava o menino e ali parou. 10. A aparição daquela estrela os encheu de profunda alegria. 11. Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dele, o adoraram. Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe como presentes: ouro, incenso e mirra. 12. Avisados em sonhos de não tornarem a Herodes, voltaram para sua terra por outro caminho.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Is 60, 1-6) sobre a afluência dos povos para louvar o Senhor que irradia sobre as nações a sua luz, para que elas se encaminhem guiadas por seu brilho.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 71).
As santas palavras da 2ª Leitura (Ef 3, 2-3a.5-6) compelem a impregnar-nos da consciência de que o Espírito Santo revelou aos apóstolos e profetas que todos os povos são co-herdeiros de Deus com o povo Judeu, membros do mesmo corpo e participantes da promessa em Jesus Cristo pelo Evangelho.
O Santo Evangelho (Mt 2, 1-12) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que reis magos vieram do oriente para adorar o Rei dos Judeus que haviam sido informados que nascera, tendo uma estrela os precedido, guiando-os até chegar onde estava o menino, o que os encheu de profunda alegria. Prostrando-se diante do menino Jesus, que estava com Maria, sua mãe, o adoraram. E depois ofereceram-lhe como presente ouro, incenso e mirra, sendo inspirados em sonho a retornarem por outro caminho, evitando reencontrar-se com Herodes, o qual tencionava matar o menino por sentir-se inseguro com o risco de que viria a ocupar seu trono.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Is 60, 1-6) sobre a afluência dos povos para louvar o Senhor que irradia sobre as nações a sua luz, para que elas se encaminhem guiadas por seu brilho. Fazemos coro com o louvor orante do salmista, cientes de que nossos inimigos são os principados e potestades do maligno, que se constituem as forças espirituais do mal espalhadas pelos ares (Efésios 6,12), que tudo fazem para nos induzir em caminhos tortuosos, com tentações e seduções das mais variadas ordens (Sl 71): De Salomão. Ó Deus, confiai ao rei os vossos juízos. Entregai a justiça nas mãos do filho real, 2. para que ele governe com justiça vosso povo, e reine sobre vossos humildes servos com equidade. 3. Produzirão as montanhas frutos de paz ao vosso povo; e as colinas, frutos de justiça. 4. Ele protegerá os humildes do povo, salvará os filhos dos pobres e abaterá o opressor. 5. Ele viverá tão longamente como dura o sol, tanto quanto ilumina a lua, através das gerações. 6. Descerá como a chuva sobre a relva, como os aguaceiros que embebem a terra. 7. Florescerá em seus dias a justiça, e a abundância da paz até que cesse a lua de brilhar. 8. Ele dominará de um ao outro mar, desde o grande rio até os confins da terra. 9. Diante dele se prosternarão seus inimigos, e seus adversários lamberão o pó. 10. Os reis de Társis e das ilhas lhe trarão presentes, os reis da Arábia e de Sabá oferecer-lhe-ão seus dons. 11. Todos os reis hão de adorá-lo, hão de servi-lo todas as nações. 12. Porque ele livrará o infeliz que o invoca, e o miserável que não tem amparo. 13. Ele se apiedará do pobre e do indigente, e salvará a vida dos necessitados. 14. Ele o livrará da injustiça e da opressão, e preciosa será a sua vida ante seus olhos. 15. Assim ele viverá e o ouro da Arábia lhe será ofertado; por ele hão de rezar sempre e o bendirão perpetuamente. 16. Haverá na terra fartura de trigo, suas espigas ondularão no cume das colinas como as ramagens do Líbano; e o povo das cidades florescerá como as ervas dos campos. 17. Seu nome será eternamente bendito, e durará tanto quanto a luz do sol. Nele serão abençoadas todas as tribos da terra, bem-aventurado o proclamarão todas as nações. 18. Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, que, só ele, faz maravilhas. 19. Bendito seja eternamente seu nome glorioso, e que toda a terra se encha de sua glória. Amém! Amém! 20. Aqui terminam as preces de Davi, filho de Jessé. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnamos consciência de que, conforme Efésios 3, 2-3a.5-6, o Espírito Santo revelou aos apóstolos e profetas que todos os povos são co-herdeiros de Deus com o povo Judeu, membros do mesmo corpo e participantes da promessa em Jesus Cristo pelo Evangelho. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnamos consciência de que, conforme Mateus 2, 1-12, de que reis magos vieram do oriente para adorar o Rei dos Judeus que haviam sido informados que nascera, tendo uma estrela os precedido, guiando-os até chegar onde estava o menino, o que os encheu de profunda alegria. Prostrando-se diante do menino Jesus, que estava com Maria, sua mãe, o adoraram. E depois ofereceram-lhe como presente ouro, incenso e mirra, sendo inspirados em sonho a retornarem por outro caminho, evitando reencontrar-se com Herodes, o qual tencionava matar o menino por sentir-se inseguro com o risco de que viria a ocupar seu trono. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, a exemplo dos reis magos, nos dirijamos a Jesus – e o façamos com a maior frequência possível – não como eles, junto a Maria onde habitavam, mas no sacrário, para onde Maria aponta, aconselhando-nos, como o fez com os serventes da festa das bodas de Canaã, a fazer tudo o que ele nos orienta a fazer. Quando todos os povos o fizerem, quando os sacrários forem frequentados assiduamente, a luz divina predominará sobre os povos da terra e o brilho divino guiará os rumos das nações, com o que a paz divina se estabelecerá. Agradecemos profundamente o privilégio de já o termos compreendido e clamamos para que cada vez mais pessoas compreendam essa maravilhosa realidade, deixando de ser presas fáceis nas garras do maligno. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 07 de Janeiro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/01/santos-do-dia-da-igreja-catolica-07-de-janeiro/>]

Santo Luciano da Antioquia
Luciano chamado da Antioquia nasceu em 235 e deve seu grande renome ao fato de ter sido o iniciador da doutrina herética conhecida como arianismo, que tão profundamente abalou toda a cristandade dos primeiros séculos. Aliás, diga-se que os arianos se chamaram inicialmente de “lucianistas”. Doutrina a qual Luciano se retratou lavando com o sangue do seu próprio martírio o inicial equívoco, levado às últimas consequências pelo herege Ário, que lhe doou o nome definitivo. Assim temos em Santo Luciano um sacerdote sírio que foi martirizado no século IV, mais precisamente no ano 312, na Nicomedia, Turquia.
Nascido em Samósata, cidade do norte da Síria que serve de passagem para Jerusalém, de pais cristãos, ficou órfão aos doze anos de idade. Para conservar e reforçar a fé recebida da família na infância se retirou para a cidade de Edessa, também na Síria, aonde vivia em grande austeridade, dedicando-se aos estudos teológicos das Sagradas Escrituras, tendo o famoso mestre Macário como diretor. Uma vez formado, ordenou-se sacerdote exercendo todo o seu apostolado na Antioquia, Turquia.
Luciano era muito apegado aos estudos e tinha grande formação literária ocupando o posto de um dos homens mais versados da Igreja. Ele fundou uma escola de catequese que, na época, só encontrava equivalente na respeitadíssima escola egípcia de Alexandria, que já comemorava meio século de implantação.
Essa escola formou dezenas de personagens famosos na História da Igreja, entre eles vários bispos, teólogos e escritores católicos. Foi nesta época que suas obras teóricas começaram a despertar a ira do bispo Paulo de Samosata, dando início à intensa polêmica que mexeu com a Igreja. O tal bispo ainda sustentava a heresia ariana a qual afirmava ser Cristo “inferior a Deus” e não consubstancial a Ele. Era a doutrina que Luciano iniciara, mas, ao se perceber errado, a combatia com intensidade, veemência e vigor. Conseguiu vencer o bispo Paulo que foi destituído e afastado do Cristianismo, passando-se para o lado do herege Ário.
Luciano continuou cada vez com mais vigor sua obra evangelizadora, tendo também que enfrentar as perseguições impostas contra os cristãos, pelo imperador Maximiano. O tirano decidira liquidar primeiro com Luciano, por entende-lo como uma fonte de liderança poderosa de manutenção da fé cristã, daquela época. Ele acabou preso permanecendo algemado durante sete anos. Mesmo nessa condição, para confortar os companheiros de prisão, celebrava a Santa Missa deitado no chão usando o próprio peito como altar.
Depois, o então imperador, Maximino Daia, percebeu que não conseguiria fazê-lo renegar sua fé, por isso mandou que fosse submetido a uma série de bárbaros suplícios. Chegou a ficar quinze dias sem alimento algum e, mesmo assim, se recusou a ingerir carne de animais imolados em nome dos deuses pagãos. Finalmente, foi executado a fio de espada, tendo sido seu corpo lançado ao mar. A tradição diz que ele foi recuperado graças a um golfinho que o transportou do local do martírio para Helenópolis, na Ásia Menor.
Mas a verdade é que Santa Helena, mãe do rei Constantino era muito devota de Santo Luciano, o qual citava com frequência ao filho, que ainda não havia se convertido. Constantino que a amava muito, durante o seu reinado, mandou que as relíquias do Santo fossem transladadas para Helenópolis, cidade natal de sua querida mãe. Depois ele mesmo, em 337, escolheu a sepultura do Santo para ser o local do seu batizado, oficializando sua conversão e de todo o seu reino. Esse ato propagou ainda mais o culto de Santo Luciano, tanto no Oriente como no Ocidente.
Santo Luciano entretanto teve um outro precedente importante, conhecido como Luciano de Somosata, que viveu entre 125 e 192, sendo um importante filósofo e jurista grego, também fundador de uma escola, só que em Atenas, falecendo como funcionário no Egito. Por essas semelhanças ele e sua exuberante obra filosófica e literária, notadamente satírica, foram confundidos com a trajetória do Santo oriundo dessa localidade, principalmente nos primeiros séculos. Este é o motivo pelo qual Santo Luciano é chamada da Antioquia.

Santo Raimundo de Peñafort
Raimundo era um fidalgo espanhol descendente dos reis de Aragão. Nasceu em 1175, no castelo dos Peñafort, na Catalunha. Desde muito pequeno apresentava interesse pela vida religiosa e pelos estudos. Aos vinte anos foi professor de artes livres numa universidade em Barcelona, atraindo muitos estudantes com suas aulas. Depois foi para Bolonha onde continuou lecionando e estudando direito civil e eclesiástico. Ao final foi diplomado com louvor e nomeado titular da cadeira de Direito Canônico da mesma escola. Jamais esqueceu os pobres, deles, Raimundo cuidava pessoalmente, muito embora a fama de seus conhecimentos já percorresse toda a Itália e Europa.
Em 1220 voltou para a Espanha e foi ordenado sacerdote e vigário geral da diocese de Barcelona. Depois foi convocado para servir em Roma a pedido do Papa Gregório IX, do qual foi confessor cerca de oito anos. Nesta época observou que os pobres, quando iam ao palácio papal, não eram tratados e atendidos com o devido direito, por isto alertou ao pontífice para que se interessasse pessoalmente por esta parte do rebanho. Por ordem do Papa, Raimundo editou a obra conhecida como “Os Decretais de Gregório IX”, muito importante para o direito canônico até hoje.
Como retribuição pela dedicação e bons trabalhos, este papa o nomeou arcebispo de Taragona. Dentro de sua extrema humildade e se julgando indigno pediu exoneração do cargo, chegando a ficar doente por causa desta situação e com a licença dos superiores, voltou para a Espanha. Do amigo, Pedro Nolasco, recebeu e aceitou o convite de redigir as Constituições da nascente Ordem das Mercês para a Redenção dos Cativos.
Com a chegada dos dominicanos em Barcelona, abandonou tudo para ingressar na Ordem. Quando o superior geral morreu, em 1278, os religiosos elegeram Raimundo para ser o sucessor. Durante dois anos percorreu todos os conventos da Ordem a pé. Depois se afastou da direção, para se dedicar a vida solitária de orações e penitência, mas aos pobres continuou a atender. Esta santificação lhe aprimorou ainda mais os dons e grandes prodígios Deus executou por meio do seu servo, cuja fama de santidade corria entre os fiéis.
Por inspiração, aos setenta anos, Raimundo voltou ao ensino. Fundou dois seminários onde o ensino era dado em hebraico e árabe, para atrair judeus e mouros ao Cristianismo. Em pouco tempo dez mil árabes tinham recebido o batismo. Foi confessor do rei Jaime de Aragão, ao qual repreendeu pela vida mundana desregrada. Também o alertou sobre o perigo que o reino corria com os albigenses, facção da seita dos cátaros, que estavam pregando uma doutrina contrária e desta maneira conseguiu que fossem expulsos. Era um escritor valoroso, a sua obra, “Suma de Casos”, continua sendo usada pelos confessores.
Avisados de sua última enfermidade os reis de Aragão e Castela foram ao seu encontro para receberem a derradeira benção. Raimundo de Peñafort morreu centenário no dia 6 de janeiro de 1275. Foi canonizado e sua festa autorizada para o dia seguinte da Epifania, em 7 de janeiro.

Maria Teresa do Sagrado Coração (Bem-Aventurada)
O seu nome era Ioanna, para nós Joana, e foi uma das filhas da numerosa família Haze. Pertenciam à classe média e eram católicos fervorosos. Ela nasceu na cidade de Liegi em 27 de fevereiro de 1777. Desde o berço apresentou uma inteligência precoce, aos quatro anos sabia ler e escrever corretamente.
Neste período a família conviveu com os perigos da Revolução Francesa e por isto teve de fugir para o exterior, em consequência do avanço do exército revolucionário que pretendia a independência da Bélgica. Foi nesta circunstância, que em 1795 seu pai veio a falecer. Depois, algumas de suas irmãs se casaram. Joana e a irmã Ferdinanda, ao invés do matrimonio, animavam o desejo de seguirem a vida como religiosas, coisa impossível, por causa das leis anticlericais da época.
Entretanto, permaneceram em casa levando uma vida religiosa missionária, dedicadas ao trabalho e as orações. Alfabetizavam, catequizavam e atendiam os pobres, marginalizados, doentes e cuidavam da mãe, que morreu em 1820.
Quatro anos depois, foi oferecida para elas uma escola paroquial em Liegi, tolerada pelo governo holandês, ao qual estava submetida a população belga. Em 1830, quando a Bélgica adquiriu sua independência, Joana decidiu fundar uma nova congregação religiosa a qual recebeu o nome de “Filhas da Santa Cruz de Liegi”. As atividades iniciaram em agosto de 1832, com a finalidade de organizar as escolas privadas, prestar assistência aos presos, aos hospitais dos carentes e dar atendimento às missões.
Joana tomou o nome de Maria Teresa do Sagrado Coração e administrou a sua Obra até a idade bem avançada e com muita lucidez. Uma de suas motivações espirituais, que a acompanhou por toda vida foi: “O Senhor apresenta a Cruz com uma mão e a consolação com a outra”.
Faleceu em Liegi e foi sepultada no cemitério de Chénée, na Bélgica. A Congregação conta hoje com mais de 103 comunidades espalhadas em quatro continentes. O processo de sua beatificação deu início em 1911, pelos vários milagres atribuídos à sua intercessão. Foi aprovado pela Igreja em janeiro de 1991, sendo beatificada pelo papa João Paulo II em abril de 1991.
Provavelmente Santa Maria Tereza do Sagrado Coração, Ioanna Haze, tenha se tornado a beata mais idosa da história da Igreja Católica de Roma, pois morreu com noventa e nove anos em 7 de janeiro de 1876, em plena atividade. A sua cerimônia litúrgica se comemora neste dia.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 07/01/2023
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Isaías 60, 1 – 22
Revelação da glória do Senhor sobre Jerusalém
Levanta-te e resplandece, Jerusalém, porque chegou a tua luz e brilha sobre ti a glória do Senhor. Vê como a noite cobre a terra e a escuridão os povos. Mas sobre ti levanta‑Se o Senhor, e a sua glória te ilumina. As nações caminharão à tua luz e os reis ao esplendor da tua aurora. Olha ao redor e vê: todos se reúnem e vêm ao teu encontro; os teus filhos vão chegar de longe e as tuas filhas são trazidas nos braços. Quando o vires, ficarás radiante, palpitará e dilatar-se-á o teu coração, pois a ti afluirão os tesouros do mar, a ti virão ter as riquezas das nações. Invadir-te-á uma multidão de camelos, de dromedários de Madiã e de Efá. Virão todos os de Sabá; hão de trazer ouro e incenso e proclamarão as glórias do Senhor. Todos os rebanhos de Cedar se concentrarão em ti, os carneiros de Nebaiot ficarão ao teu serviço: subirão ao meu altar como agradáveis ofertas, e encherei de esplendor a minha gloriosa morada. Quem são esses que voam como nuvens, como pombas a caminho dos pombais? São embarcações que por Mim se reúnem, com os navios de Társis na dianteira, para trazerem de longe os teus filhos com a sua prata e o seu ouro, em honra do nome do Senhor teu Deus, do Santo de Israel, que te encheu de glória. Homens estrangeiros reconstruirão os teus muros, e seus reis te hão de servir; porque na minha indignação te feri, mas na minha benevolência tive compaixão de ti. As tuas portas estarão sempre abertas: nem de dia nem de noite se hão de fechar, para entrarem em ti as riquezas das nações, conduzidas pelos seus reis. Porque o povo e o reino que não quiserem servir-te perecerão e as nações serão arruinadas. A glória do Líbano virá ao teu encontro; o cipreste, o olmo e o pinheiro juntamente, servirão para dar esplendor ao lugar do meu santuário, para honrar o escabelo de meus pés. A ti virão, profundamente inclinados, os filhos daqueles que te humilhavam; até à planta dos teus pés se hão de prostrar todos quantos te desprezavam e chamar-te-ão «Cidade do Senhor», «Sião do Santo de Israel». Estiveste abandonada, odiada e sem ninguém que passasse por ti; mas Eu farei de ti o orgulho dos séculos, a alegria de todas as gerações. Beberás o leite das nações, amamentar-te-ás com as riquezas dos reis. Saberás então que Eu, o Senhor, sou o teu Salvador, e o teu Redentor é o Poderoso de Jacob. Em vez de bronze, vou trazer-te ouro; em vez de ferro, prata; em vez de madeira, bronze; em vez de pedra, ferro. Farei da paz os teus magistrados e da justiça os teus governantes. Não mais se ouvirá falar de violência no teu país, nem de devastação ou de ruína dentro das tuas fronteiras. Aos teus muros chamarás «Salvação» e às tuas portas «Louvor». O sol não será mais a tua luz do dia, a claridade da lua não mais te iluminará de noite, porque o Senhor será para ti uma luz eterna, o teu Deus será o teu esplendor. O teu sol não voltará a pôr-se e a tua lua não mais se esconderá, porque o Senhor será para ti uma luz eterna e acabarão os dias do teu luto. No teu povo, todos serão justos e possuirão a terra para sempre: vergônteas das minhas plantações, obras das minhas mãos, para manifestarem a minha glória. O mais pequeno crescerá até ao milhar e o menor tornar-se-á um povo numeroso. Eu, o Senhor, no devido tempo Me apressarei a cumpri-lo.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Dos Sermões de São Leão Magno, papa
(Sermo 3 in Epiphania Domini, 1-3.5: PL 54, 240-244) (Sec. V)
Deus manifestou a todo o mundo a sua salvação
Tendo a misericordiosa providência de Deus decidido vir nos últimos tempos em auxílio do mundo perdido, determinou salvar todos os povos em Cristo. Tais povos formam a inumerável descendência outrora prometida ao santo patriarca Abraão, descendência que havia de ser conseguida, não segundo a carne, mas pela fecundidade da fé, e que por isso foi comparada à multidão das estrelas, a fim de que o pai de todos os povos esperasse uma posteridade não terrena mas celeste. Entrem, pois, todos os povos, entrem na família dos patriarcas, e recebam os filhos da promessa a bênção da descendência de Abraão, à qual renunciaram os filhos segundo a carne. Representados pelos três Magos, adorem todos os povos o Autor do universo e seja Deus conhecido não só na Judeia mas em todo o orbe da terra, a fim de que por toda a parte o seu nome seja grande em Israel. Instruídos nestes mistérios da graça divina, caríssimos irmãos, celebremos com alegria espiritual o dia das nossas primícias e o princípio da vocação dos gentios à fé e à salvação, dando graças a Deus misericordioso, que, segundo o Apóstolo, nos fez dignos de tomar parte na herança dos santos, na luz divina; que nos libertou do poder das trevas e nos transferiu para o reino de seu Filho muito amado. Como tinha profetizado Isaías, o povo dos gentios que habitava nas trevas viu uma grande luz; para os que habitavam na região das sombras da morte uma luz começou a brilhar. Também a respeito deles, diz o mesmo Isaías ao Senhor: Invocar-te-ão os povos que não te conheciam e correrão para ti as nações que te ignoravam. Abraão viu este dia e alegrou-se, ao reconhecer que os seus filhos segundo a fé seriam abençoados na sua descendência, isto é, em Cristo, e ao prever que por sua fé seria pai de todos os povos, dando glória a Deus, plenamente convencido de que Ele é bastante poderoso para realizar o que prometeu. Este dia cantava também David nos salmos, dizendo: Todos os povos que criastes virão adorar-Vos, Senhor, e glorificar o vosso nome. E ainda: O Senhor deu a conhecer a sua salvação, aos olhos das nações revelou a sua justiça. Tudo isto se realizou, como sabemos, quando os três Magos, chamados da sua longínqua terra, foram conduzidos por uma estrela para irem conhecer e adorar o Rei do Céu e da terra. A docilidade da estrela nos exorta a imitar o seu exemplo, isto é, a servir na medida das nossas possibilidades esta graça que chama todos os homens para Cristo. Animados por este zelo, deveis empenhar-vos, caríssimos irmãos, em serdes úteis uns aos outros, a fim de que brilheis como filhos da luz no reino de Deus, no qual se entra graças à integridade da fé e às boas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina por todos os séculos dos séculos. Amém!
LEITURA BREVE
Is 52, 7-10
Como são belos, sobre os montes, os pés do mensageiro que anuncia a paz, traz a boa nova, proclama a vitória e diz a Sião: «O teu Deus é Rei». Eis o grito das tuas sentinelas, que levantam a voz. Todas juntas soltam brados de alegria, porque vêem com os próprios olhos o Senhor que volta para Sião. Rompei todas em brados de alegria, ruínas de Jerusalém, porque o Senhor consola o seu povo, resgata Jerusalém. O Senhor descobre o seu santo braço à vista de todas as nações, e todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Ap 15, 4
Quem não há de temer, Senhor, e glorificar o vosso nome? Porque só Vós sois santo. Diante de Vós virão prostrar-se todas as nações.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 49, 6
Disse-me o Senhor: Não basta que sejas meu servo, para restaurares as tribos de Jacob e conduzires os sobreviventes de Israel. Vou fazer de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Zac 2, 15
Naquele dia, muitas nações se unirão ao Senhor: farão parte do seu povo e habitarão no meio de ti. Então saberás que o Senhor dos Exércitos me enviou a ti.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Tito 3, 4-5
Ao manifestar-se a bondade de Deus nosso Salvador e o seu amor para com os homens, Ele salvou-nos, não pelas obras justas que praticámos, mas em virtude da sua misericórdia, pelo baptismo da regeneração e renovação do Espírito Santo.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo, a não ser que seja excessivamente extenso, e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
