“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 11 DE JANEIRO DE 2024
11 de janeiro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 13 DE JANEIRO DE 2024
13 de janeiro de 2024SEXTA-FEIRA – I SEMANA DO TEMPO COMUM
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:
https://youtu.be/yBhFyEcGrAA?si=QLXCBS3SDPZJDj-f

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4236-liturgia-de-12-de-janeiro-de-2024>]
Antífona da entrada
– Vi um homem sentado num trono excelso; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo nome e império permanecem eternamente.
Coleta
– Senhor, atendei com bondade paterna as preces do vosso povo suplicante, dai-lhe luz para ver o que deve ser feito e coragem para realizar o que viu. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: 1Sm 8,4-7.10-22a
Salmo Responsorial: Sl 88,2.16-19
– Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo, aleluia (Lc 7,16).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 2,1-12.
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (1Sm 8,4-7.10-22a): Todos os anciãos de Israel vieram em grupo ter com Samuel em Ramá, 5. e disseram-lhe: Estás velho e teus filhos não seguem as tuas pisadas. Dá-nos um rei que nos governe, como o têm todas as nações. 6. Estas palavras: Dá-nos um rei que nos governe, desagradaram a Samuel, que se pôs em oração diante do Senhor. 7. O Senhor disse-lhe: Ouve a voz do povo em tudo o que te disseram. Não é a ti que eles rejeitam, mas a mim, pois já não querem que eu reine sobre eles. 10. Referiu Samuel todas as palavras do Senhor ao povo que reclamava um rei: 11. Eis, disse ele, como vos há de tratar o vosso rei: tomará os vossos filhos para os seus carros e sua cavalaria, ou para correr diante do seu carro. 12. Fará deles chefes de mil e chefes de cinquenta, empregá-los-á em suas lavouras e em suas colheitas, na fabricação de suas armas de guerra e de seus carros. 13. Fará de vossas filhas suas perfumistas, cozinheiras e padeiras. 14. Tomará também o melhor de vossos campos, de vossas vinhas e de vossos olivais, e dá-los-á aos seus servos. 15. Tomará também o dízimo de vossas semeaduras e de vossas vinhas para dá-los aos seus eunucos e aos seus servos. 16. Tomará também vossos servos e vossas servas, vossos melhores bois e vossos jumentos, para empregá-los no seu trabalho. 17. Tomará ainda o dízimo de vossos rebanhos, e vós mesmos sereis seus escravos. 18. E no dia em que clamardes ao Senhor por causa do rei, que vós mesmos escolhestes, o Senhor não vos ouvirá. 19. O povo recusou ouvir a voz de Samuel. Não, disseram eles; é preciso que tenhamos um rei! 20. Queremos ser como todas as outras nações; o nosso rei nos julgará, marchará à nossa frente e será nosso chefe na guerra. 21. Samuel ouviu todas as palavras do povo e referiu-as ao Senhor. 22. E respondeu-lhe o Senhor: Ouve-os; dá-lhes um rei.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 88,2.16-19): 2. Cantarei, eternamente, as bondades do Senhor; minha boca publicará sua fidelidade de geração em geração. […] 16. Feliz o povo que vos sabe louvar: caminha na luz de vossa face, Senhor. 17. Vosso nome lhe é causa de contínua alegria, pela vossa justiça ele se glorifica, 18. porque sois o esplendor de sua força, e é vosso favor que nos faz erguer a cabeça, 19. pois no Senhor está o nosso escudo, e nosso rei no Santo de Israel.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Mc 2,1-12): Alguns dias depois, Jesus entrou novamente em Cafarnaum e souberam que ele estava em casa. 2. Reuniu-se uma tal multidão, que não podiam encontrar lugar nem mesmo junto à porta. E ele os instruía. 3. Trouxeram-lhe um paralítico, carregado por quatro homens. 4. Como não pudessem apresentar-lho por causa da multidão, descobriram o teto por cima do lugar onde Jesus se achava e, por uma abertura, desceram o leito em que jazia o paralítico. 5. Jesus, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: “Filho, perdoados te são os pecados.” 6. Ora, estavam ali sentados alguns escribas, que diziam uns aos outros: 7. “Como pode este homem falar assim? Ele blasfema. Quem pode perdoar pecados senão Deus?” 8. Mas Jesus, penetrando logo com seu espírito seus íntimos pensamentos, disse-lhes: “Por que pensais isto nos vossos corações? 9. Que é mais fácil dizer ao paralítico: Os pecados te são perdoados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda? 10. Ora, para que conheçais o poder concedido ao Filho do homem sobre a terra (disse ao paralítico), 11. eu te ordeno: levanta-te, toma o teu leito e vai para casa.” 12. No mesmo instante, ele se levantou e, tomando o leito, foi-se embora à vista de todos. A multidão inteira encheu-se de profunda admiração e puseram-se a louvar a Deus, dizendo: “Nunca vimos coisa semelhante.”

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia do dia 12 de janeiro de 2024 compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (1Sm 8,4-7.10-22a) sobre a insatisfação do povo com os filhos de Samuel, que tendo sido instituídos como juízes, não seguiram o exemplo de seu pai, desonrando-o ao se deixarem arrastar pela cobiça, recebendo presentes e violando o direito (1Sm 8,3). Os anciãos do povo pediram a Samuel que lhes desse um rei para governá-los. Samuel colocou-se em oração e lhe foi revelado que não era a Samuel que o povo rejeitava, mas ao Senhor, pois não queriam que o Senhor reinasse sobre eles. Samuel então alertou o povo sobre as consequências que implicaria – o quão oneroso lhes seria – a mudança do regime de governo, mas eles insistiram e foi-lhes então concedido que tivessem um rei.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 88,2.16-19).
O Santo Evangelho (Mc 2,1-12) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que a Jesus foi concedido também o poder de perdoar os pecados e desse modo libertar de todas as limitações que nos mantém paralisados, atrapalhados, perturbados… Importa observar que antes de fazer o milagre da cura do paralítico Jesus instruía a multidão que o rodeava, sendo sua instrução curativa e preventiva de todo mal.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 12 de janeiro de 2024, que esclarece em especial em 1 Samuel 8,4-7.10-22a sobre a insatisfação do povo com os filhos de Samuel, que tendo sido instituídos como juízes, não seguiram o exemplo de seu pai, desonrando-o ao se deixarem arrastar pela cobiça, recebendo presentes e violando o direito (1Sm 8,3). Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamos no bom caminho, zelando pela integridade e honradez, não nos deixando seduzir por nada que nos desvie das veredas do Senhor, que nos orienta a viver no que é reto, justo, direito… Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que não vos rejeitemos jamais, mas que a cada dia sejamos mais fieis ao vosso reino, pois é a vós que queremos servir, cientes de que é o vosso governo o que conduz à verdadeira felicidade e não os governos humanos, caracterizados por abusos das mais variadas ordens. Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 88,2.16-19): 2. Cantarei, eternamente, as bondades do Senhor; minha boca publicará sua fidelidade de geração em geração. […] 16. Feliz o povo que vos sabe louvar: caminha na luz de vossa face, Senhor. 17. Vosso nome lhe é causa de contínua alegria, pela vossa justiça ele se glorifica, 18. porque sois o esplendor de sua força, e é vosso favor que nos faz erguer a cabeça, 19. pois no Senhor está o nosso escudo, e nosso rei no Santo de Israel. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência, conforme ensina o Evangelho de São Marcos 2,1-12, de que a Jesus foi concedido também o poder de perdoar os pecados e desse modo libertar de todas as limitações que nos mantém paralisados, atrapalhados, perturbados… Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para, cientes de que antes de fazer o milagre da cura do paralítico Jesus instruía a multidão que o rodeava, sendo sua instrução curativa e preventiva de todo mal, nos mantenhamos firmes no caminho cristão, tomando conhecimento e praticando o que Jesus ensinou. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 12 de Janeiro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/01/santos-do-dia-da-igreja-catolica-12-de-janeiro/>]

Santo Antonio Maria Pucci
No batismo recebeu o nome de Eustáquio Pucci e nasceu em Pogiolo de Vernio, na região de Florença, Itália, no dia 16 de abril de 1819. De família católica praticante, teve seis irmãos e enfrentou a resistência destes para seguir a vida de religioso.
Entretanto, aos dezoito anos, ele ingressou no convento dos Servos de Maria da Santíssima Anunciação de Florença, apoiado por todos os familiares, onde mudou o nome para Antonio Maria. Em 1843 fez a profissão religiosa e depois de alguns meses foi ordenado sacerdote. Quatro anos depois foi enviado como vice-pároco para a nova paróquia de santo André, em Viarégio, confiada aos servitas e três anos depois se tornou o pároco, função que executou, durante quarenta e oito anos, até morrer.
Dedicou-se com zelo heróico à cura espiritual e material dos seus fiéis, que o chamavam afetuosamente de “o curador”. Padre Antonio Maria enfrentou duas epidemias na cidade, tratando pessoalmente dos mais doente, pois tinha o dom da cura e do conselho. Os paroquianos respondiam com afeto a esta completa doação.
Ao mesmo tempo, durante vinte e quatro anos, foi o superior do seu convento em Viarégio, e por sete anos superior da Província toscana dos Servos de Maria. Antecipou a forma organizadora da Ação Católica, instituindo as Associações conforme a categoria dos seus paroquianos. Para os jovens: a “Companhia de São Luiz” e a “Congregação da Doutrina Cristã”; para os homens, aperfeiçoou a já existente “Alma Companhia da Santíssima Maria das Dores”; para as mulheres: a “Congregação das Mães Cristãs”.
Em 1853 fundou a “Congregação das Irmãs Auxiliares Servas de Maria”, direcionada à educação dos adolescentes, e criou o primeiro orfanato mariano para as crianças doentes e pobres. Introduziu ainda outras organizações já existentes, todas dedicadas às obras de caridade que atendiam os velhos, crianças, doentes e pobres.
Depois de socorrer um doente, numa noite fria e de tempestade, contraiu uma pneumonia fulminante, que o levou à morte em 12 de janeiro de 1892. Foi sepultado no cemitério da congregação, onde permaneceu até 1920, intercedendo e alcançando graças para seus devotos. As relíquias do “curador” padre Antonio Maria Pucci foram trasladadas, em 1920, para a igreja de Santo André, onde ele havia desenvolvido todo o seu ministério sacerdotal.
O Papa João XXIII celebrou sua canonização em 1962, e elevou a igreja, que guarda a sua memória, à condição de basílica. Na cerimônia solene ele declarou Santo Antonio Maria Pucci “um exemplo fúlgido de vida religiosa e aplicada à pastoral das almas”.

Santo Arcádio
Na metade do século III, os cristãos sofriam com a derradeira e a mais perversas das suas perseguições. Tinham as casas arrombadas, os bens confiscados e as famílias humilhadas, sendo as pessoas levadas ao tribunal e condenadas à morte por causa de sua Fé.
Na cidade africana de Cesárea da Mauritânia, os cristãos que desejavam fugir da execução eram obrigados a assistir os cultos aos deuses pagãos. Eles deviam conduzir pelas ruas os animais destinados ao sacrifício, acender o incenso e participar das festas movidas a orgias e outras extravagâncias públicas.
Arcádio, resolveu escapar daquela insanidade e manter suas orações e contemplações espirituais, refugiando-se num lugar ermo. Entretanto, como era um cidadão muito conhecido, logo sua ausência foi notada e as autoridades saíram em seu encalço. Para obrigá-lo a se entregar, prenderam um seu parente próximo, que nada revelou sobre onde ele estava escondido. Mas Arcádio, ao saber do ocorrido, foi ao tribunal e se entregou, exigindo que soltassem o inocente.
Todas as ameaças possíveis foram lançadas contra ele, para que abandonasse sua fé, mas de nada adiantaram. Irado, o juiz não só o condenou à morte, como determinou que a pena fosse aplicada de forma “lenta e muito cruel”.
A tortura durou horas e em todos os momentos Arcádio reafirmava seus conceitos, incitando os outros cristãos a fazerem o mesmo. Uma a uma suas articulações foram sendo cortadas e, mesmo assim ele ainda fez um último discurso testemunhando seu incondicional amor à Jesus Cristo, para depois morrer.
Segundo a tradição, conta-se que os pagãos se admiraram tanto com sua coragem, que muitos se converteram e mesmo os que não o fizeram, também passaram a respeitar sua memória, celebrada no dia 12 de janeiro.
Santo Arcádio consta somente no Martirológio Romano, o seu nome não aparece em nenhum do oriente. Isto porque o precioso documento do culto deste santo foi levado para Verona, pelo primeiro bispo desta diocese, chamado Zenon, de origem africana e nascido na cidade do mártir. Parece que ele trouxe consigo a ata onde foi narrado o martírio de Arcádio e o difundiu entre os cristãos através dos seus sermões, logo no início de seu apostolado no território italiano.

Santo Bento Biscop
“Bento pela graça e pelo nome” era este o jogo de palavras que são Gregório Magno usava para definir o amigo e irmão na fé, são Bento de Núrsia. E pela grande força do sentido que expressam, não puderam deixar de ser usadas, também, para louvar são Bento Biscop, no livro escrito por são Beda, Doutor da Igreja , sobre seu mestre e tutor. Ele que foi discípulo de Biscop desde os sete anos, idade em que foi a ele entregue pelos pais.
Biscop nasceu em 628, na Nortúmbria, Irlanda. Era um nobre e se tornou soldado de alta patente do exército do rei Oswiu, porém o chamado de Deus falou mais alto. Aos vinte e cinco anos decidiu renunciar aos favores da corte e abandonar a família, para se colocar a serviço do verdadeiro Rei, Jesus Cristo e do Evangelho, para alcançar a vida eterna. No ano de 653, após ter feito esta escolha, fez a primeira das seis viagens a Roma. Era um devoto incondicional dos santos apóstolos Pedro e Paulo e dos papas. Suas viagens tinham a finalidade de peregrinação e também de aprendizado de exemplos e instituições monásticas.
A Santa Sé o designou para ir à Inglaterra, acompanhando o novo bispo de Cantuária, Teodósio. Assim, Biscop acabou sendo o responsável, em grande parte, pela evangelização da Inglaterra. De suas viagens a Roma, trazia consigo diversos livros sobre artes, ciências, e muitos outros de assuntos variados.
Em Lerins, no percurso da segunda viagem a Roma, em 665, permaneceu cerca de dois anos. Era um perfeccionista, não procurava só encontrar modelos de vida, mas também numerosos livros, documentos iconográficos, relíquias dos santos, parâmetros e outros objetos que favorecessem um culto em perfeita sintonia com a Igreja de Roma.
Na embocadura do rio Vire, fundou um mosteiro, dedicado a são Pedro, em 674, e outro, em honra a são Paulo, alguns anos mais tarde. Para isso, trouxe da França diversos pedreiros, artesãos, artífices, etc. para a construção de igrejas e, desta maneira, introduzir nos mosteiros ingleses os usos e costumes dos mosteiros romanos.
Uma vez chegou a suplicar ao Papa Agatão que enviasse o cantor da basílica de São Pedro, o abade João, para que a liturgia e o canto romano fossem assimilados por seus monges reunidos nos dois mosteiros, de São Pedro e de São Paulo. Quando voltou da sexta viagem a Roma ficou surpreso com uma epidemia que destruíra grande parte de sua obra.
Sobre o leito de morte pôde dizer com razão: “Meus filhos, não considerem invenção minha a constituição que lhes dei. Depois que visitei dezessete mosteiros, cujas regras e usos me esforcei por conhecer e selecionar as que me pareceram melhores, dou-lhes o resultado desse trabalho. Este é o meu testamento.”
Morreu no dia 12 de janeiro de 690, aos sessenta e dois anos de idade. A sua celebração foi determinada para esta data, durante a cerimônia de sua canonização, pela Igreja, em Roma.

Santo Bernardo de Corleone
Bernardo nasceu na pequena cidade de Corleone, na Sicília, Itália aos 6 de fevereiro de 1605 e recebeu o nome de Filipe Latino ao ser batizado. Seus pais tinham cinco filhos e eram bastante respeitados por todos, pelos princípios morais rígidos de fidelidade à cristandade que seguiam, tendo um dos filhos ordenado sacerdote. Consta que seu pai era um sapateiro e curtidor de peles, muito justo, bondoso e caridoso, que acolhia em sua casa os necessitados, dando-lhes condições de banharem-se para depois alimentá-los e vesti-los. Foi nesse ambiente que o jovem Filipe, alto, forte e de caráter violento, amante das lutas e armas, se desenvolveu.
Certo dia, ele foi provocado por um rapaz e num momento de ira, bruscamente desembainhou a espada decepou o braço do agressor. Nesse momento, nasceu um novo homem que, arrependido, pediu perdão ao rapaz, atitude que foi aceita. Depois disso os dois se tornaram amigos. Desde então modificou sua personalidade, encontrando na vida religiosa sua verdadeira vocação, conforme a vontade de Deus, como disse até o momento de sua morte.
Ele deixou sua cidade natal e ingressou no noviciado no convento de Caltanissetta, em Palermo. Ali abraçou plenamente seu novo caminho, tornando-se irmão leigo da Ordem Terceira dos Frades Menores Capuchinhos, no dia 13 de dezembro de 1631, adotando o nome de frei Bernardo.
Trabalhando como cozinheiro, viveu no mosteiro uma existência simples e humilde. Mas além dessa função, Bernardo se dedicava aos doentes como enfermeiro e tratava inclusive dos animais enfermos, pois na sua época eles eram muito úteis para a sobrevivência das famílias. Bernardo enriquecia ainda mais sua vida espiritual fazendo penitências, mortificações e longos períodos de orações para o bem da comunidade, demonstrando assim sua personalidade forte, agora impregnada de um profundo amor por toda a humanidade.
Ele desenvolveu uma forte paixão pela Eucaristia, que recebia todos dias. Quando se encontrava diante do Sacrário, concentrado em oração, o tempo, para ele, deixava de existir e não raro as pessoas se comoviam com a pureza de sua atitude. Além disso, ajudava o sacristão em suas tarefas diárias, para ficar ainda mais perto de Jesus Eucarístico.
Bernardo era muito solidário com seus companheiros frades e com toda a comunidade. Assim, quando ocorria uma catástrofe na cidade, como um terremoto ou furacão, típicos da região, Bernardo ajoelhava-se orando em penitência diante do Sacrário dizendo essas palavras: “Senhor, desejo essa graça!”. O resultado sempre era favorável, pois as calamidades cessavam, poupando uma desgraça maior.
A sua simplicidade se assemelhava aos primeiros e genuínos capuchinhos, nostálgico das origens e fascinado pela experiência da vida de ermitão. Um grande júbilo acompanhava esta sua devoção mariana, cheia de calor, fantasia e festividade, de fato contagiante. O seu amor a Nossa Senhora era incontestável e sublime.
Bernardo comovia não só por sua extraordinária penitência, mas porque tinha grande delicadeza e doçura na atenção para com os outros, uma alegria e plenitude de vida que impressionava. Aos frades forasteiros fazia festa, para os pobres estava sempre disponível e para os doentes tinha um coração materno. Assistir-lhes e servir-lhes era a sua felicidade.
Após trinta e cinco anos de vida religiosa, faleceu no dia 12 de janeiro de 1667, em Palermo, onde seus restos mortais repousam na igreja dos Capuchinhos dessa cidade, na Sicília, Itália. O Papa Clemente XIII o elevou ao altar da Igreja como Beato em 1768. Mais tarde, o Papa João Paulo II declarou Santo Frei Bernardo de Corleone, em 2001.

Pedro Francisco Jamet (Bem-Aventurado)
Pedro Francisco Jamet nasceu no dia 13 de setembro de 1762 em Fresnes, hoje diocese de Seez, na França. Seus pais eram ricos fazendeiros cristãos, tiveram oito filhos, dos quais dois seguiram o sacerdócio e uma se tornou religiosa. Com os outros irmãos, estudou no colégio de Vire. Aos vinte anos percebeu sua vocação religiosa, por isso ingressou na renomada universidade de Caen, para frequentar os cinco anos de filosofia e teologia.
Depois, em 1784, entrou no seminário, onde, após três anos, foi ordenado sacerdote. Obteve o diploma de bacharel em teologia e o título de “mestre das artes”, mas não pôde continuar a especialização porque eclodiu a Revolução Francesa. Existia em Caen a comunidade das Filhas do Bom Salvador, Instituto fundado em 1720, e Pedro Francisco, em 1790, foi nomeado capelão e confessor do Instituto.
Durante a Revolução, em 1798, recusou-se a fazer o juramento imposto pelos revolucionários, por isso foi preso, julgado e condenado à morte. Mas conseguiu a liberdade e passou a se dedicar incansavelmente à assistir, da melhor maneira possível, as dispersas Filhas do Bom Salvador. Celebrava a Missa escondido, amparava os companheiros vacilantes e mantinha o ânimo e a coragem dos fiéis perseguidos.
Terminada a Revolução, pôde se dedicar plenamente à restauração e ao desenvolvimento da Congregação do Bom Salvador, sendo eleito superior da ordem. Nessa oportunidade, introduziu a assistência aos surdos-mudos. Para isso, ele próprio quis se especializar, frequentando cursos específicos, a fim de fornecer a educação adequada, através dos mais atualizados métodos de ensino existentes na época. Durante oito anos, até 1830, foi o reitor da universidade de Caen, levando aos docentes e aos estudantes um novo clima de fé cristã, depois da grande explosão da Revolução e da divulgação das ideias iluministas e racionalistas.
Tudo fez para a glória de Deus, porque no íntimo era todo de Deus. Morreu aos oitenta e três anos, em decorrência das fadigas e da idade avançada, no dia 12 de janeiro de 1845, em Caen, França. O Papa João Paulo II o beatificou em 1987. Durante a solenidade indicou o dia da morte do Beato Pedro Francisco Jamet, que ele chamou de o “segundo fundador” do Instituto do Bom Salvador, para receber sua homenagem litúrgica.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE /01/2023
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro do Eclesiástico 43, 14-37
O louvor divino na criação
Pelo seu poder, o Altíssimo faz cair a neve e envia os raios segundo os seus decretos; assim se abrem os seus reservatórios e as nuvens voam como pássaros. O seu poder faz condensar as nuvens e fragmentam-se as pedras de granizo. Quando Ele aparece, abalam-se os montes e a voz do seu trovão sacode a terra. É pela sua vontade que sopra o vento sul, bem como as tempestades do norte e os ciclones. Espalha a neve como aves que pousam no chão, como gafanhotos que se abatem sobre a terra. Deslumbra-se a vista com a beleza da sua alvura e o coração maravilha-se ao vê-la cair. Ele derrama sobre a terra a geada como sal, que ao gelar se transforma em pontas de espinhos. Sopra o vento frio do norte e forma-se o gelo sobre a água, que repousa sobre toda a água imóvel e a reveste como de uma couraça. Devora as montanhas, abrasa o deserto e queima a verdura como fogo. Como remédio eficaz sobrevém a neblina, e o orvalho após a canícula restabelece a vida. Segundo o seu plano, o Senhor dominou o abismo e nele implantou as ilhas. Os que cruzam o mar contam os seus perigos e ficamos admirados ao ouvi-los. Existem nele fenômenos estranhos e maravilhosos, toda a espécie de animais e monstros marinhos. Pelo poder de Deus, tudo chega felizmente ao seu termo e tudo se resolve segundo a sua palavra. Muito poderíamos ainda dizer, sem nunca chegarmos ao fim; em conclusão: Ele é tudo. Onde encontrar forças para o glorificar, se Ele é maior que todas as suas obras? O Senhor é temível e soberanamente grande, e o seu poder é maravilhoso. Para dar glória ao Senhor, louvai-O o mais que puderdes, pois Ele supera todas as coisas. Quando O exaltardes, empregai todas as vossas forças e não desanimeis, pois nunca chegareis ao fim. Quem já O viu, para poder falar d’Ele? Quem é capaz de O louvar como Ele merece? Há muitas coisas ocultas maiores do que estas, pois vimos apenas um pouco das suas obras. O Senhor fez todas as coisas e concedeu a Sabedoria aos homens fiéis.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Tratado de Santo Atanásio, bispo, «Contra os pagãos»
(Nn. 42-43: PG 25, 83-87) (Sec. IV)
Todas as coisas por meio do Verbo constituem uma harmonia admirável e verdadeiramente divina
Nada há do que existe e acontece que não tenha sido feito e não tenha consistência no Verbo e por meio do Verbo, como ensina o Teólogo: No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus, e o Verbo era Deus. Tudo foi feito por meio d’Ele, e sem Ele nada foi feito.
Como o músico com a lira bem afinada, combinando habilmente os sons graves com os agudos e os intermédios, executa uma harmonia, assim também a Sabedoria de Deus, tomando em suas mãos o universo como uma lira, associando as coisas do ar com as da terra e as do céu com as do ar, harmonizando o singular com o todo, segundo a sua vontade e beneplácito, criou um mundo unificado, formosa e harmoniosamente ordenado. O mesmo Verbo de Deus, sem deixar de permanecer imutável junto do Pai, põe em movimento todas as coisas segundo a natureza de cada uma, de acordo com a vontade do Pai. E assim, todas as coisas, segundo a própria natureza, vivem e subsistem por meio d’Ele, e por Ele constituem uma harmonia admirável e verdadeiramente divina.
Tratemos de explicar esta realidade tão sublime por meio de uma imagem: tomemos o exemplo dum numeroso coro. Num coro composto por muitas pessoas diferentes – homens e mulheres, crianças, velhos e adolescentes – sob a regência do diretor, cada um canta segundo a própria natureza e capacidade: o homem com voz de homem, a criança com voz de criança, a mulher com voz de mulher, o adolescente com voz de adolescente; e no entanto, de todo o conjunto resulta uma só harmonia. Outro exemplo. A nossa alma põe simultaneamente em movimento todos os nossos sentidos, cada um segundo a sua atividade específica; e assim, na presença de algum estímulo exterior, todos se põem em movimento ao mesmo tempo: o olho vê, o ouvido escuta, a mão toca, o nariz cheira, a língua saboreia, e ainda outros membros do corpo se movem, como por exemplo os pés, que se põem a caminhar. De maneira semelhante acontece na criação em geral. Certamente, os exemplos ficam muito aquém da realidade, e por isso é necessária uma reflexão mais profunda para compreender a verdade que querem ilustrar.
Concluindo: a um só sinal da vontade do Verbo de Deus, todas as coisas foram tão bem organizadas que, exercendo cada uma a atividade que lhe é própria, constituem todas juntas uma só ordem perfeita.
LEITURA BREVE
Ef 4, 29-32
Nenhuma palavra má saia da vossa boca, mas somente a palavra boa que possa edificar na fé e fazer bem aos que vos ouvem. Não contristeis o Espírito Santo de Deus, que vos assinalou para o dia da redenção. Seja eliminado do meio de vós tudo o que é azedume, cólera, indignação, maledicência e toda a espécie de maldade. Sede bondosos e compassivos uns com os outros, perdoando-vos mutuamente, como Deus também vos perdoou em Cristo.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Filip 2, 2b-4
Tende entre vós os mesmos sentimentos e a mesma caridade, numa só alma e num só coração. Não façais nada por rivalidade nem por vanglória; mas, com humildade, considerai os outros superiores a vós mesmos, sem olhar cada um aos seus próprios interesses, mas aos interesses dos outros.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
2 Cor 13, 4
Jesus Cristo foi crucificado na sua fraqueza humana, mas vive pelo poder de Deus. Também nós somos fracos n’Ele, mas viveremos com Ele pelo poder de Deus.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Col 3, 12-13
Como eleitos de Deus, santos e prediletos, revesti-vos de sentimentos de misericórdia, de bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, se alguém tiver razão de queixa contra outro. Tal como o Senhor vos perdoou, assim deveis fazer vós também.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Rom 15, 1-3
Nós, os fortes, devemos suportar as fraquezas dos mais débeis e não procurar a própria satisfação. Procure cada um de vós agradar ao próximo, para seu bem e edificação. Também Cristo não procurou o que Lhe era agradável, mas como está escrito: «Os insultos daqueles que Te insultavam caíram sobre mim».
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Jer 14, 9
Estais no meio de nós, Senhor, e sobre nós foi invocado o vosso nome. Não nos abandoneis, Senhor nosso Deus.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
