“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 12 DE JANEIRO DE 2024
12 de janeiro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 14 DE JANEIRO DE 2024
14 de janeiro de 2024SÁBADO – I SEMANA DO TEMPO COMUM
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:
https://youtu.be/02erTOcI9WM?si=tVVEGQIwhXW-3jq9

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4237-liturgia-de-13-de-janeiro-de-2024>]
Antífona da entrada
– Vi um homem sentado num trono excelso; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo nome e império permanecem eternamente.
Coleta
– Senhor, atendei com bondade paterna as preces do vosso povo suplicante, dai-lhe luz para ver o que deve ser feito e coragem para realizar o que viu. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: 1Sm 9,1-4.17-19; 10,1
Salmo Responsorial: Sl 20,2-7
– Ó Senhor, em vossa força o rei se alegra!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o evangelho (Lc 4,18).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 2,13-17.
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (1Sm 9,1-4.17-19; 10,1): Havia um homem de Benjamim, chamado Cis, filho de Abiel, filho de Seror, filho de Becorat, filho de Afia, de família benjaminita, que era um homem valente. 2. Tinha um filho chamado Saul, que era jovem e belo. Não havia em Israel outro mais belo do que ele; dos ombros para cima sobressaía a todo o povo. 3. Tendo-se perdido as jumentas de Cis, pai de Saul, disse aquele ao seu filho: Toma um servo contigo e vai procurar as jumentas. 4. Saul atravessou a montanha de Efraim e entrou na terra de Salisa, sem nada encontrar; percorreu a terra de Salim, mas em vão. Na terra de Benjamim não as encontrou tampouco. 17. Quando Samuel viu Saul, Deus disse-lhe: Eis o homem de quem te falei: este reinará sobre o meu povo. 18. Saul aproximou-se de Samuel à porta da cidade e disse-lhe: Rogo-te que me digas onde é a casa do vidente. 19. Sou eu mesmo o vidente, respondeu Samuel; sobe na minha frente ao lugar alto; comereis hoje comigo. Amanhã te deixarei partir, depois de ter revelado a ti tudo o que tens no coração. […]Samuel tomou um pequeno frasco de óleo e derramou-o na cabeça de Saul; beijou-o e disse: “O Senhor te confere esta unção para que sejas chefe da sua herança.“
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 20,2-7): Senhor, alegra-se o rei com o vosso poder, e muito exulta com o vosso auxílio! 3. Realizastes os anseios de seu coração, não rejeitastes a prece de seus lábios. 4. Com preciosas bênçãos fostes-lhe ao encontro, pusestes-lhe na cabeça coroa de puríssimo ouro. 5. Ele vos pediu a vida, vós lha concedestes, uma vida cujos dias serão eternos. 6. Grande é a sua glória, devida à vossa proteção; vós o cobristes de majestade e esplendor. 7. Sim, fizestes dele o objeto de vossas eternas bênçãos, de alegria o cobristes com a vossa presença […].
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Mc 2,13-17): Jesus saiu de novo para perto do mar e toda a multidão foi ter com ele, e ele os ensinava. 14. Quando ia passando, viu Levi, filho de Alfeu, sentado no posto da arrecadação e disse-lhe: “Segue-me.” E Levi, levantando-se, seguiu-o. 15. Em seguida, pôs-se à mesa na sua casa e muitos cobradores de impostos e pecadores tomaram lugar com ele e seus discípulos; com efeito, eram numerosos os que o seguiam. 16. Os escribas, do partido dos fariseus,. vendo-o comer com as pessoas de má vida e publicamos, diziam aos seus discípulos: “Ele come com os publicamos e com gente de má vida? ” 17. Ouvindo-os, Jesus replicou: “Os sãos não precisam de médico, mas os enfermos; não vim chamar os justos, mas os pecadores.”

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia do dia 13 de janeiro de 2024 compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (1Sm 9,1-4.17-19; 10,1) sobre a eleição divina de Saul para reinar sobre o povo de Israel, conforme solicitado pelos seus anciãos a Samuel, o qual seguiu fielmente as orientações divinas e ungiu Saul dizendo: “O Senhor te confere esta unção para que sejas chefe da sua herança.”
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 20,2-7).
O Santo Evangelho (Mc 2,13-17) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência do quão incansável foi a jornada de Jesus dedicando-se em especial ao ensino do povo – em palavras e exemplos. Ao passar por Levi no posto de arrecadação de impostos – função desprezada por muitos por serem a maioria dos cobradores de impostos dados à corrupção – disse-lhe: “Segue-me!”, ao que prontamente foi atendido. Depois Jesus foi até sua casa tomar refeição, tendo muitos cobradores de impostos e pecadores tomado lugar à mesa com Jesus e seus discípulos, o que ensejou a maledicência dos escribas do partido dos fariseus ao vê-los comer em companhia de pessoas considerada de má vida, face ao que Jesus expressou: “Os sãos não precisam de médico, mas os enfermos; não vim chamar os justos, mas os pecadores.”

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 13 de janeiro de 2024, que esclarece em especial em 1Sm 9,1-4.17-19; 10,1 sobre a eleição divina de Saul para reinar sobre o povo de Israel, conforme solicitado pelos seus anciãos a Samuel, o qual seguiu fielmente as vossas orientações e ungiu Saul dizendo: “O Senhor te confere esta unção para que sejas chefe da sua herança.” Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, a exemplo de Samuel, sigamos fielmente vossas orientações que recebemos pelas Sagradas Escrituras e nos momentos de oração pessoal em que nos colocamos silenciosamente diante de vós, em um relacionamento pessoal, dialogando amorosamente convosco. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que valorizemos a unção divina que recebemos no santo batismo, confirmada no sacramento do Crisma e usufruamos cada vez mais plenamente a herança divina que de vós recebemos! Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 20,2-7): Senhor, alegra-se o rei com o vosso poder, e muito exulta com o vosso auxílio! 3. Realizastes os anseios de seu coração, não rejeitastes a prece de seus lábios. 4. Com preciosas bênçãos fostes-lhe ao encontro, pusestes-lhe na cabeça coroa de puríssimo ouro. 5. Ele vos pediu a vida, vós lha concedestes, uma vida cujos dias serão eternos. 6. Grande é a sua glória, devida à vossa proteção; vós o cobristes de majestade e esplendor. 7. Sim, fizestes dele o objeto de vossas eternas bênçãos, de alegria o cobristes com a vossa presença […]. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência, conforme esclarece o Evangelho de São Marcos 2,13-17, do quão incansável foi a jornada de Jesus dedicando-se em especial ao ensino do povo – em palavras e exemplos. Ao passar por Levi no posto de arrecadação de impostos – função desprezada por muitos por serem a maioria dos cobradores de impostos dados à corrupção – disse-lhe: “Segue-me!”, ao que prontamente foi atendido. Depois Jesus foi até sua casa tomar refeição, tendo muitos cobradores de impostos e pecadores tomado lugar à mesa com Jesus e seus discípulos, o que ensejou a maledicência dos escribas do partido dos fariseus ao vê-los comer em companhia de pessoas considerada de má vida, face ao que Jesus expressou: “Os sãos não precisam de médico, mas os enfermos; não vim chamar os justos, mas os pecadores.” Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos inspiremos profundamente em Jesus: não fazendo acepção de pessoas; acolhendo a todos com amor; irradiando exemplo de santidade e inspirando a abandonar o vício e pecado, para que passem a trilhar os caminhos divinos, como fez Levi, ou Mateus, que se tornou apóstolo do Senhor e evangelista especialmente dedicado a levar ao povo Judeu – que o discriminava – a maravilhosa boa nova da redenção. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – de Janeiro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/01/santos-do-dia-da-igreja-catolica-13-de-janeiro/>]

Santo Hilário de Poitiers
Hilário era francês, acredita-se que tenha nascido no ano 315, de família rica e pagã, recebendo educação e instrução privilegiada. Durante anos buscou na filosofia as respostas para seus questionamentos em busca da Verdade. Mas só as encontrou no Evangelho e então se converteu ao cristianismo.
Hilário foi batizado aos trinta anos de idade, junto com a esposa e a filha, Abra, a quem amava ternamente. A partir daí passou a levar uma vida familiar guiada pelos preceitos cristãos.
Este era um período de paz externa para a Igreja, que precisava se fortalecer no seu próprio seio. No entanto, se apresentava cheia de pequenas rupturas internas, provocadas principalmente pela chamada “heresia ariana”, uma doutrina que negava a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Foi justamente pela vida exemplar que levava, assim como pelos seus conhecimentos intelectuais e espirituais que o povo e o clero o elegeram bispo, convidando-o para o cargo. Era uma decisão difícil, mas ele não vacilou e aceitou a incumbência e os desafios que ela lhe trazia. Foi consagrado bispo de Poitiers e lutou vigorosamente contra o arianismo. Debate após debate, polêmica após polêmica com os hereges, sua defesa da Fé foi se tornando conhecida e o respeito por sua atuação cada vez maior.
Foi por isso chamado “o Atanásio do Ocidente”. Como ele, Hilário foi perseguido pelos imperadores e sofreu o exílio. Enviado para o Oriente, não se sentiu derrotado, aproveitou para estudar o grego e conhecer as comunidades cristãs mais antigas e os ensinamentos dos maiores sábios da Igreja, o que só fortaleceu sua missão.
Corajoso, durante o exílio de cinco anos, escreveu livros contra os imperadores Constâncio e Auxêncio. Também foi o autor de diversas obras: sobre a Santíssima Trindade, Comentários sobre os Salmos e algumas obras cujos textos interpretou, contribuindo intensamente para o desenvolvimento da teologia da revelação.
Hilário ficou realmente fascinado pela liturgia oriental. Compôs hinos litúrgicos para familiarizar os fiéis com a teologia e mantê-los mais intimamente unidos às celebrações. Pastor zeloso, procurou, ao retornar para sua diocese na França, oferecer a seu rebanho o que de melhor aprendera neste período de exílio. Mas nem por isso esqueceu a família. À filha ele mesmo ministrou o sacramento do matrimônio e a esposa ingressou num mosteiro, com seu auxílio e aprovação.
Faleceu em 367, quando passou a ser venerado como santo logo após seu último suspiro. Uma conhecida frase sua mostra bem a coragem e a valentia com que viveu e atuou, enfrentando hereges e poderosos: “Enganam-se os que acreditam que me farão calar. Falarei pelos escritos e a palavra de Deus, que ninguém pode aprisionar, voará livre”. O Papa Pio IX o canonizou e o honrou com o título de “Doutor da Igreja”, confirmando a sua celebração para o dia 13 de janeiro.

Verônica de Binasco (Bem-Aventurada)
Verônica foi e ainda é a própria imagem da humildade e dedicação a Deus e ao próximo. Nasceu na cidade de Binasco, em Milão, Itália no ano de 1445, era filha de lavradores pobres e muito religiosos. Assim, durante toda a infância e a juventude Verônica alimentou o sonho de ingressar em um convento.
Ao completar vinte e dois anos, ingressou no Convento Agostiniano de Santa Marta, da sua cidade. Mesmo não sendo alfabetizada foi admitida, como irmã laica, trabalhando nos serviços mais humildes. Com muita dificuldade conseguiu receber alguma instrução, assim, pôde vestir o hábito de agostiniana e fazer seus votos perpétuos. Foi considerada um exemplo das mais altas virtudes, possuindo o raro dom da compreensão da complexidade da alma humana.
Com a orientação das irmãs, a prática da meditação e as orações diárias, ela desenvolveu uma profunda sensibilidade que apurou seu dom de profecia e o senso de dedução. Em pouco tempo falava sobre teologia e psicologia como poucos, embora nunca tivesse estudado os temas. A intensa vida contemplativa não a impediu de viver plenamente em contato com a comunidade, apoiando, ajudando e, principalmente, consolando os sofredores e enfermos.
Após alguns anos, à sua alma mística foram concedidas visões frequentes. Verônica inclusive viajou para Roma, onde foi recebida com afeto paternal pelo Papa Alexandre VI, ao qual relatou uma aparição de Nossa Senhora. Os registros narram que ele a escutou com atenção, pois logo percebeu que estava na presença de uma santa.
Muitos anos antes de morrer, Verônica profetizou a sua hora com uma riqueza de detalhes que impressionava as co-irmãs. Tudo ocorreu exatamente como havia previsto, falecendo no dia 13 de janeiro de 1497, naquele convento.
Vinte anos depois, o Papa Leão X decretou a beatificação à irmã Verônica de Binasco, como era chamada pelos fiéis que lhe prestavam veneração em agradecimento à sua intercessão. Seu culto foi estendido à toda Ordem dos Agostinianos, em 1672, pelo Papa Clemente X, também devoto de Santa Verônica de Binasco.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE /01/2023
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro do Eclesiástico 44, 1b-2.16 – 45, 6
Elogio dos Patriarcas: de Henoc a Moisés
Celebremos os louvores dos homens ilustres, dos nossos antepassados através das gerações. O Senhor realizou neles a sua glória, a sua grandeza desde os tempos mais antigos. Henoc agradou ao Senhor e foi arrebatado, exemplo instrutivo para as gerações. Noé foi encontrado perfeito e justo e no tempo da ira tornou-se o renovador da humanidade; graças a ele, foi poupado um resto na terra quando surgiu o dilúvio. Com ele foi feita uma aliança eterna,
para que não fosse exterminada por outro dilúvio toda a carne. Abraão foi o pai ilustre de uma multidão de nações e ninguém se lhe pode comparar em glória. Guardou a lei do Altíssimo e estabeleceu com Ele uma aliança. Na sua carne ratificou o pacto e na provação mostrou-se fiel. Por isso Deus prometeu-lhe, por juramento, que as nações seriam abençoadas na sua descendência, que a sua descendência se multiplicaria como o pó da terra, que a sua posteridade seria enaltecida como as estrelas e lhe seria dado um país em herança, dum mar ao outro mar e do Rio até aos confins da terra. Fez o mesmo a Isaac, por amor de seu pai, Abraão: o Senhor deu-lhe a bênção de todas as nações e confirmou a sua aliança sobre a cabeça de Jacó. Confirmou-o nas suas bênçãos e deu-lhe a herança do território, que dividiu em partes e distribuiu pelas doze tribos. Fez sair dele um homem piedoso, que teve aceitação aos olhos de toda a gente. Moisés foi amado por Deus e pelos homens e a sua memória é abençoada. Deus deu-lhe glória igual à dos santos e fê-lo grande pelo temor que inspirava aos inimigos. Pela sua palavra realizou prodígios e glorificou-o na presença dos reis; confiou-lhe os mandamentos para o seu povo e mostrou-lhe um pouco da sua glória. Por causa da sua fidelidade e mansidão, santificou-o e escolheu-o entre todos os mortais. Fez-lhe ouvir a sua voz e introduziu-o na nuvem; deu-lhe os mandamentos face a face, a lei da vida e da ciência, para instruir Jacó na sua aliança e Israel nos seus decretos.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
SEGUNDA LEITURA
Da Epístola de São Clemente I, papa, aos Coríntios
(Nn. 31-33: Funk 1, 99-103) (Sec. I)
Deus justifica a todos desde o princípio pela fé
Confiemos firmemente na bênção de Deus e vejamos quais são os caminhos que a ela conduzem. Consideremos os acontecimentos que se verificaram desde o princípio. Por que motivo Abraão nosso pai recebeu a bênção? Não foi porque praticou a justiça e a verdade por meio da fé? Isaac, conhecendo o futuro, deixou-se conduzir confiada e voluntariamente ao sacrifício. Jacó, com humildade, afastou-se da sua terra, por causa do irmão, e partiu para junto de Labão, colocando-se ao seu serviço; e foram-lhe dados os doze ceptros de Israel.
Considerando com sinceridade cada um destes dons concedidos, reconhecer-se-á a sua magnificência. De Jacó descenderam todos os sacerdotes e levitas que serviam o altar de Deus; dele descende, segundo a carne, o Senhor Jesus; dele vieram os reis, os príncipes e os chefes da tribo de Judá. Quanto às outras suas tribos, também não foi pequena a sua glória, conforme a promessa do Senhor: A tua descendência será como as estrelas do céu. Todos eles alcançaram glória e grandeza, não por si mesmos ou pelas suas obras ou pela justiça das suas ações, mas por vontade de Deus. Também nós, por sua vontade chamados em Cristo Jesus, não somos justificados por nós mesmos, nem pela nossa sabedoria, inteligência ou piedade, nem pelas obras que fizemos com santidade de coração, mas pela fé, pela qual Deus onipotente justificou a todos desde o princípio. A ele a glória pelos séculos dos séculos. Amém.
Que faremos então, irmãos? Deixaremos de fazer o bem e abandonaremos a caridade? Não permita o Senhor que tal aconteça entre nós, antes nos apressemos com diligência e fervor de espírito a praticar toda a espécie de boas obras. Imitemos o Criador e Senhor de todas as coisas, que Se alegra com as suas obras. Com o seu poder supremo fez os céus e os adornou com incompreensível sabedoria; separou a terra firme da água que a cobria e estabeleceu-a sobre o seguro fundamento da sua vontade; com uma ordem, chamou à existência os animais que se movem sobre a terra, e também, com o seu poder, criou o mar e os animais que nele vivem.
Depois de tudo isto, com as suas mãos santas e puríssimas formou o homem, o ser mais excelente e mais nobre pela dignidade da sua inteligência, imprimindo-lhe os traços da sua própria imagem. Assim disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança; e Deus criou o homem, homem e mulher os criou. Tendo concluído todas as suas obras, louvou-as e abençoou-as, e mandou aos seres vivos: Crescei e multiplicai-vos. Reparemos que todos os justos se adornaram com boas obras e o próprio Senhor Se adornou e alegrou com boas obras. Animados com este exemplo, entreguemo-nos com diligência ao cumprimento da sua vontade e com todas as forças pratiquemos as obras da justiça.
https://www.youtube.com/watch?v=844IH_YHUc8
LEITURA BREVE
2 Pedro 1, 10-11
Irmãos, esforçai-vos cada vez mais por assegurar com boas obras a vossa vocação e eleição, porque deste modo não pecareis jamais. E assim vos será largamente oferecida a entrada no reino eterno de Nosso Senhor Jesus Cristo.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Reis 8, 60-61
Todos os povos da terra reconhecerão que o Senhor é Deus e que não há outro além d’Ele. E o vosso coração será todo, sem reserva, para o Senhor nosso Deus, praticando as suas leis e observando os seus preceitos.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Jer 17, 9-10
O coração é o que há de mais astucioso e incompreensível. Quem pode entendê-lo? Eu, o Senhor, penetro os corações e aprofundo os sentimentos de todos os homens, para retribuir a cada um segundo o seu modo de proceder, conforme o fruto das suas ações.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Sab 7, 27a; 8,1
A Sabedoria de Deus, sendo única, tudo pode, e, imutável em si mesma, renova todas as coisas. Estende o seu vigor de um extremo ao outro da terra e tudo governa excelentemente.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Col1,2b-6a
A graça e a paz de Deus nosso Pai e de Jesus Cristo nosso Senhor estejam convosco. Damos graças a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, e oramos continuamente por vós. De fato, temos ouvido falar da vossa fé em Cristo Jesus e da caridade que tendes para com todos os cristãos, por causa da esperança que vos está reservada nos Céus e de que tivestes conhecimento pela pregação da palavra da verdade, o Evangelho, que chegou até vós e ao mundo inteiro, onde frutifica e se desenvolve, como no meio de vós.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo, a não ser que seja excessivamente extenso, e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
