“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 13 DE JANEIRO DE 2024
13 de janeiro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 15 DE JANEIRO DE 2024
15 de janeiro de 2024DOMINGO DA II SEMANA DO TEMPO COMUM
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos vivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4238-liturgia-de-14-de-janeiro-de-2024>]
Antífona da entrada
– Que toda a terra vos adore com respeito e proclame o louvor do vosso nome, ó Altíssimo! (Sl 65,4)
Coleta
– Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai clemente as súplicas de vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: 1 Sm 3,3b-10.19
2ª Leitura: 1 Cor 6,13c-15a.17-20
Salmo Responsorial: Sl 39,2.4.7-10
– Eu disse: “Eis que venho, Senhor!” Com prazer faço a vossa vontade.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Encontramos o Messias, Jesus Cristo, de graça e verdade ele é pleno; de sua imensa riqueza graças, sem fim, recebemos (Jo 1,41.17).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 1,35-42.
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (1 Sm 3,3b-10.19): Samuel repousava no templo do Senhor, onde se encontrava a arca de Deus. 10. Veio o Senhor pôs-se junto dele e chamou-o como das outras vezes: Samuel! Samuel! Falai, respondeu o menino; vosso servo escuta! 11. O Senhor disse a Samuel: Eis que vou fazer uma tal coisa em Israel, que a todo o que a ouvir ficar-lhe-ão retinindo os ouvidos. 12. Naquele dia cumprirei contra Heli todas as ameaças que pronunciei contra a sua casa. Começarei e irei até o fim. 13. Anunciei-lhe que eu condenaria para sempre a sua família, por causa dos crimes que ele sabia que os seus filhos cometiam, e não os corrigiu. 14. Por isso jurei à casa de Heli que a sua culpa jamais seria expiada, nem com sacrifícios nem com oblações. 15. Samuel ficou deitado até pela manhã, quando abriu as portas da casa do Senhor. Ele temia contar a visão a Heli. 16. Heli, porém chamou-o e disse: Samuel, meu filho! Eis-me aqui, respondeu ele. 17. E Heli: Que te disse ele? Não me ocultes nada. Deus te trate com toda a severidade, se me encobrires algo de tudo o que ele te disse. 18. Então Samuel contou-lhe tudo, sem nada ocultar. Heli exclamou: O Senhor fará o que lhe parecer melhor. 19. Samuel crescia, e o Senhor estava com ele. Ele não negligenciava nenhuma de suas palavras.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 39,2.4.7-10): Esperei no Senhor com toda a confiança. Ele se inclinou para mim, ouviu meus brados. […] 4. pôs-me nos lábios um novo cântico, um hino à glória de nosso Deus. Muitos verão essas coisas e prestarão homenagem a Deus, e confiarão no Senhor. […] 7. Não vos comprazeis em nenhum sacrifício, em nenhuma oferenda, mas me abristes os ouvidos: não desejais holocausto nem vítima de expiação. 8. Então eu disse: Eis que eu venho. No rolo do livro está escrito de mim: 9. fazer vossa vontade, meu Deus, é o que me agrada, porque vossa lei está no íntimo de meu coração. 10. Anunciei a justiça na grande assembleia, não cerrei os meus lábios, Senhor, bem o sabeis.
As santas palavras da 2ª Leitura nos ensinam pelo apóstolo (1 Cor 6,13c-20): O corpo, porém, não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o corpo: 14. Deus, que ressuscitou o Senhor, também nos ressuscitará a nós pelo seu poder. 15. Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, então, os membros de Cristo e os farei membros de uma prostituta? De modo algum! 16. Ou não sabeis que o que se ajunta a uma prostituta se torna um só corpo com ela? Está escrito: Os dois serão uma só carne (Gn 2,24). 17. Pelo contrário, quem se une ao Senhor torna-se com ele um só espírito. 18. Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo. 19. Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? 20. Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 1,35-42): No dia seguinte, estava lá João outra vez com dois dos seus discípulos. 36. E, avistando Jesus que ia passando, disse: Eis o Cordeiro de Deus. 37. Os dois discípulos ouviram-no falar e seguiram Jesus. 38. Voltando-se Jesus e vendo que o seguiam, perguntou-lhes: Que procurais? Disseram-lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras? 39. Vinde e vede, respondeu-lhes ele. Foram aonde ele morava e ficaram com ele aquele dia. Era cerca da hora décima. 40. André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido João e que o tinham seguido. 41. Foi ele então logo à procura de seu irmão e disse-lhe: Achamos o Messias (que quer dizer o Cristo). 42. Levou-o a Jesus, e Jesus, fixando nele o olhar, disse: Tu és Simão, filho de João; serás chamado Cefas (que quer dizer pedra).

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia do dia 14 de janeiro de 2024 compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (1 Sm 3,3b-10.19) sobre as consequências da negligência, do descaso com o sagrado em que incorriam os filhos de Heli, que procediam mal (cf. 1Sm 12-17), e da extrema gravidade do erro que cometem os pais que não corrigem os erros dos filhos. Cumpre-nos, pois, seguir o exemplo de Samuel, que crescia na presença do Senhor e não negligenciava nenhuma de suas palavras.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 39,2.4.7-10).
As santas palavras da 2ª Leitura (1 Cor 6,13c-20) compelem-nos a impregnar-nos da consciência de que o corpo não é para a impureza, mas para o Senhor, e o Senhor para o corpo, pois somos destinados à ressurreição. Assim, nossos corpos são membros de Cristo, não sendo lícito que seja usado em relações promíscuas. Cumpre-nos impregnar-nos da consciência de que quando duas pessoas se relacionam sexualmente tornam-se uma só carne e cumpre ao cristão relacionar-se de acordo com o que estabelece o santo sacramento do matrimônio. Do mesmo modo, cumpre-nos impregnar-nos da consciência de que quem se une ao Senhor se torna um com ele em espírito e não devemos praticar fornicação, evitando assim incorrer em pecado contra o próprio corpo e contra o corpo de Cristo, cientes de que o corpo do cristão é templo do Espírito Santo que recebemos de Deus e habita em nós. O resgate que foi pago por nós, para nos libertar do pecado, foi a crucifixão e morte de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e cumpre-nos honrá-lo glorificando a Deus em nosso corpo!
O Santo Evangelho (Jo 1,35-42) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que João Batista indicou a André e João que Jesus era o Cordeiro de Deus, com o que eles o seguiram, permaneceram com ele e André foi contar ao seu irmão Simão que haviam encontrado o Messias. Levou-o então a Jesus, que nele fixou o olhar e disse: “Tu és Simão, filho de João; serás chamado Cefas.”

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 14 de janeiro de 2024, que esclarece em especial em 1 Sm 3,3b-10.19 sobre as consequências da negligência, do descaso com o sagrado em que incorriam os filhos de Heli, que procediam mal (cf. 1Sm 12-17), e da extrema gravidade do erro que cometem os pais que não corrigem os erros dos filhos. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que sigamos o exemplo de Samuel, que crescia na vossa presença e não negligenciava nenhuma de vossas palavras. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que não negligenciemos nossos deveres – em especial os familiares, incluindo a diligente correção dos filhos – e cresçamos dia-a-dia diante de vós, nutrindo zelosamente nossos organismos espirituais com vossa santa palavra e a sã doutrina da Igreja e empenhando-nos para praticá-las. Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 39,2.4.7-10): Esperei no Senhor com toda a confiança. Ele se inclinou para mim, ouviu meus brados. […] 4. pôs-me nos lábios um novo cântico, um hino à glória de nosso Deus. Muitos verão essas coisas e prestarão homenagem a Deus, e confiarão no Senhor. […] 7. Não vos comprazeis em nenhum sacrifício, em nenhuma oferenda, mas me abristes os ouvidos: não desejais holocausto nem vítima de expiação. 8. Então eu disse: Eis que eu venho. No rolo do livro está escrito de mim: 9. fazer vossa vontade, meu Deus, é o que me agrada, porque vossa lei está no íntimo de meu coração. 10. Anunciei a justiça na grande assembleia, não cerrei os meus lábios, Senhor, bem o sabeis. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que a Palavra de Deus esclarece em 1 Cor 6,13c-20 e atuemos cientes de que o corpo não é para a impureza, mas para o vós, e vós sois para o corpo, pois somos destinados à ressurreição. Assim, nossos corpos são membros de Cristo, não sendo lícito que seja usado em relações promíscuas. Cumpre-nos impregnar-nos da consciência de que quando duas pessoas se relacionam sexualmente tornam-se uma só carne e cumpre ao cristão relacionar-se de acordo com o que estabelece o santo sacramento do matrimônio. Do mesmo modo, cumpre-nos impregnar-nos da consciência de que quem se une a vós se torna um convosco em espírito e não devemos praticar fornicação, evitando assim incorrer em pecado contra o próprio corpo e contra o corpo de Cristo, cientes de que o corpo do cristão é templo do Espírito Santo que de vós recebemos e habita em nós. O resgate que foi pago por nós, para nos libertar do pecado, foi a crucifixão e morte de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e cumpre-nos honrá-lo glorificando a Deus em nosso corpo! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, conforme insta o Evangelho de São Jo 1,35-42, sigamos o exemplo de São João Batista, que indicou a André e João que Jesus era o Cordeiro de Deus, com o que eles o seguiram, permaneceram com ele e André foi contar ao seu irmão Simão que haviam encontrado o Messias. Levou-o então a Jesus, que nele fixou o olhar e disse: “Tu és Simão, filho de João; serás chamado Cefas.” Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que anunciemos corajosa e diligentemente o Evangelho, que não negligenciemos jamais esse dever de suprema caridade que é levar às pessoas o conhecimento das vossas maravilhas, de modo que possam libertar-se da vida semi-animalesca imersa no pecado para passar a viver a vida iluminada por Vosso Espírito! Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 14 de Janeiro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/01/santos-do-dia-da-igreja-catolica-14-de-janeiro/>]

Pedro Donders (Bem-Aventurado)
Pedro Donders nasceu em 27 de outubro de 1809, no sul da Holanda . Seus pais, Arnoldo e Petronila, tiveram dois filhos que sobrevieram a mortalidade infantil da época. Pedro, era o mais velho e muito doente; Martino, o caçula, era deficiente.
Pedro tinha seis anos de idade, quando sua mãe morreu e diante dessa circunstância precisou deixar os estudos para ajudar seu pai, já muito idoso, na renda familiar. Depois, por causa de sua saúde frágil, não foi aceito no serviço militar, mas sua vocação era o sacerdócio. Também devido à sua condição física, escassa capacidade intelectual e pobreza material, não permitiam que seguisse o seu chamado. Entretanto Pedro insistia com seu pároco, que o ajudava, até que conseguiu que o recebessem no seminário, mais como empregado do que como noviço.
Pedro se interessava pelas missões e depois de ser rejeitado pelos Jesuítas, Redentoristas e Franciscanos, acabou ingressando no seminário diocesano. No ano de 1839 o seminário foi visitado pelo Prefeito Apostólico do Suriname, Guiana Holandesa, buscando ajuda para seu território de missão que estava numa situação muito crítica. Dos seminaristas, apenas Pedro Donders se ofereceu. Em 5 de junho de 1841 foi ordenado sacerdote. Um ano mais tarde chegou em Paramaribo, uma região selvagem quatro vezes maior que a Holanda. Era seu campo de missão.
Os primeiros catorze anos foram dedicados à formação dos catequistas, das crianças e às visitas pastorais entre os escravos das fazendas holandesas. Era enorme a distância religiosa e moral, tanto entre os brancos como entre os negros. A rotina de padre Pedro iniciava nas primeiras horas da madrugada quando rezava a Santa Missa e se entregava às orações, depois saía para visitar as famílias.
Em 1856 recebeu o encargo da pastoral dos enfermos, dedicando-se especialmente aos leprosos de Batávia, local oficial para os leprosos, onde existiam mais de quatrocentos enfermos de ambos os sexos e com todos os tipos de lepra. Nesta tarefa, nenhum capelão resistia mais de um ano. Ele ficou quase trinta, sempre à inteira disposição dos miseráveis. Não se contentava somente com palavras piedosas. Fazia de tudo. Principalmente aos pacientes terminais. Suspendia os corpos para dar-lhes de beber e lavava com zelo aquilo que nenhum ser humano gostaria de ver: um corpo humano quase decomposto, mas, vivo!
Em 1865 chegaram os Missionários Redentoristas no Suriname, com a missão de continuar os trabalhos de evangelização. Os quatro holandeses sacerdotes diocesanos poderiam optar em voltar para a Holanda. Dois sacerdotes regressaram. Padre Pedro decidiu ficar e pediu seu ingresso na Congregação do Santíssimo Redentor, professando os votos em 1867.
No final do ano de 1886, pela última vez, padre Pedro visitou todos os seus enfermos. Atendeu as confissões de todos e lhes deu a Santa Comunhão. Um ano depois no dia 14 de janeiro de 1887, morreu de uma grave enfermidade renal. Santamente terminou sua vida e apostolado de oração e trabalho contínuo e de muitos sofrimentos.
O Papa João Paulo II proclamou Beato Pedro Donders em 1982, designando o dia de sua morte para as honras litúrgicas.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE /01/2023
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Início do Livro do Deuteronômio 1, 1.6-18
Último discurso de Moisés em Moab
Foram estas as palavras que Moisés dirigiu a todo o Israel no outro lado do Jordão, no deserto, em Arabá, em frente de Suf, entre Tarã, Tofel, Labã, Haserot e Di-Zaab: «O Senhor nosso Deus falou-nos assim no Horeb: ‘Já passastes bastante tempo nesta montanha. Segui o vosso caminho e dirigi-vos para os montes dos amorreus e para as regiões vizinhas: a Arabá, os Montes, a Sefelá, o Negueb e o litoral, na terra dos cananeus e no Líbano, até ao grande rio Eufrates. Entrego-vos esse país; entrai e tomai posse da terra que o Senhor jurou dar aos vossos pais, Abraão, Isaac e Jacó, e depois deles à sua descendência’. Eu disse-vos então: ‘Não posso sozinho tomar conta de vós. O Senhor vosso Deus multiplicou-vos tanto que sois já tão numerosos como as estrelas do céu. O Senhor Deus de vossos pais vos faça mil vezes mais numerosos e vos abençoe como prometeu. Mas como poderei eu sozinho tomar conta de vós, suportar o vosso peso, incumbir-me das vossas contendas? Escolhei, de entre as vossas tribos, homens sábios, prudentes e experimentados, e eu os nomearei vossos chefes’. E vós me respondestes: ‘O que tu propões é razoável’. Aceitei então os chefes das vossas tribos, homens sábios e experimentados, e nomeei-os vossos chefes: chefes de mil, de cem, de cinquenta e de dez homens, e também magistrados para as vossas tribos. Dei então aos vossos juízes as seguintes instruções: ‘Ouvi as dissensões entre os vossos irmãos e julgai com justiça as questões de cada um deles com o seu irmão ou com o estrangeiro que mora com ele. Não façais acepção de pessoas em vossos julgamentos: ouvi tanto o pequeno como o grande. Não vos intimideis diante de homem algum, porque o juízo é de Deus. Se algum caso vos parecer demasiado difícil, apresentai-mo que eu o atenderei’. Dei-vos então instruções sobre tudo o que devíeis fazer».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Carta de Santo Inácio de Antioquia, bispo e mártir, aos Efésios
(Nn. 2, 2 – 5, 2: Funk 1, 175-177) (Sec. I)
Na concórdia da unidade
É vosso dever glorificar em tudo a Jesus Cristo que vos glorificou a vós, para que, unidos em perfeita obediência, sujeitos ao bispo e ao presbitério, em tudo sejais santificados. Não vos dou ordens, como se fosse alguém. Embora prisioneiro pelo nome de Cristo, ainda não cheguei à perfeição em Jesus Cristo. Só agora começo a ser discípulo e falo-vos como a meus condiscípulos. Eu é que devia ser fortalecido pela vossa fé, exortação, paciência, equanimidade. Mas a caridade não permite calar-me a vosso respeito; por isso me adianto a exortar-vos para que vivais unânimes segundo o pensamento de Deus. Jesus Cristo, nossa vida inseparável, é o pensamento do Pai; e os bispos, constituídos em toda a terra, estão no pensamento de Jesus Cristo. Por isso deveis estar de acordo com o pensamento do vosso bispo, como já fazeis. O vosso memorável presbitério, digno de Deus, está em harmonia com o bispo como as cordas de uma cítara. Esta vossa concórdia e harmonia na caridade é como um hino a Jesus Cristo. Procurai todos vós formar parte deste coro, de modo que, harmonizados pela concórdia, recebendo a melodia de Deus na unidade, possais cantar em uníssono por Jesus Cristo ao Pai, a fim de que vos escute e vos reconheça, pelas vossas boas obras, como membros do seu Filho. Vale bem a pena viver em unidade irrepreensível, para poder participar sempre da vida de Deus. Se em tão breve espaço de tempo contraí com o vosso bispo tão íntima familiaridade, não humana mas espiritual, quanto mais ditosos vos devo considerar a vós que estais tão profundamente ligados a ele, como a Igreja a Jesus Cristo e Jesus Cristo ao Pai, na harmonia da perfeita unidade! Ninguém se engane: quem não está no recinto do altar fica privado do pão de Deus. Se a oração de um ou dois tem tanta força, quanto mais não terá a do bispo com toda a Igreja?
LEITURA BREVE
Ez 36, 25-27
Derramarei sobre vós água pura e ficareis limpos de todas as imundícies; purificar-vos-ei de todos os vossos deuses. Dar-vos-ei um coração novo e infundirei em vós um espírito novo; arrancarei do vosso peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne. Infundirei em vós o meu espírito e farei que vivais segundo os meus preceitos, que observeis e ponhais em prática as minhas leis.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 5, 1-2.5
Tendo sido justificados pela fé, estamos em paz com Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual temos acesso, na fé, a esta graça em que permanecemos e nos gloriamos, apoiados na esperança da glória de Deus. Ora, a esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 8, 26
O Espírito Santo vem em auxílio da nossa fraqueza, porque não sabemos o que pedir nas nossas orações; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
2 Cor 1, 21-22
Quem nos confirma em Cristo – a nós e a vós – é Deus. Foi Ele que nos concedeu a unção, nos marcou com um sinal e imprimiu em nossos corações o penhor do Espírito.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
2 Tes 2, 13-14
Devemos continuamente dar graças a Deus por vós, irmãos amados por Deus, porque Deus vos escolheu como primícias para serdes salvos pelo Espírito que santifica e pela fé na verdade. Foi para isso que Ele vos chamou por meio do Evangelho, para possuirdes a glória de Nosso Senhor Jesus Cristo.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo, a não ser que seja excessivamente extenso, e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
