“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 17 DE JANEIRO DE 2024
17 de janeiro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 19 DE JANEIRO DE 2024
19 de janeiro de 2024QUINTA-FEIRA DA II SEMANA DO TEMPO COMUM
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:
https://youtu.be/SF_Mrw2m9fc?si=_FSnRPDzWICZLBNS

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4242-liturgia-de-18-de-janeiro-de-2024>]
Antífona da entrada
– Que toda a terra vos adore com respeito e proclame o louvor do vosso nome, ó Altíssimo! (Sl 65,4)
Coleta
– Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai clemente as súplicas de vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e conosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: 1Sm 18,6-9; 19,1-7
Salmo Responsorial: Sl 55,2-3.5.9-13
– É no Senhor que eu confio e nada temo.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo Evangelho a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 3,7-12.
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (1Sm 18,6-9; 19,1-7): Voltando o exército, depois de Davi ter matado o filisteu, de todas as cidades de Israel saíam as mulheres ao encontro do rei Saul, cantando e dançando alegremente, ao som de tamborins e címbalos. 7. E enquanto dançavam, diziam umas às outras: Saul matou seus milhares, e Davi seus dez milhares. 8. Saul irritou-se em extremo, e desagradou-lhe tal coisa. Dão dez mil a Davi, disse ele, e a mim apenas mil! Só lhe falta a coroa! 9. E a partir daquele dia, Saul olhou Davi com maus olhos. […] Saul falou ao seu filho Jônatas e a todos os servos, ordenando-lhes que matassem Davi. Mas Jônatas, que tinha grande afeição por Davi, 2. preveniu-o disso: Saul, meu pai, procura matar-te. Está de sobreaviso amanhã cedo; esconde-te. 3. Sairei em companhia de meu pai ao campo onde estiveres. Falar-lhe-ei de ti, para ver o que ele diz, e te avisarei depois. 4. Jônatas falou bem de Davi ao seu pai, e ajuntou: Que o rei não faça mal algum ao seu servo Davi, pois que ele nunca te fez mal algum. Ao contrário, prestou-te grandes serviços. 5. Arriscou a sua vida para matar o filisteu, e o Senhor deu uma grande vitória a Israel. Foste testemunha disso e te alegraste. Por que queres pecar contra o sangue inocente, matando Davi sem motivo? 6. Saul ouviu a voz de Jônatas, e fez este juramento: Pela vida do Senhor, Davi não morrerá! 7. Então Jônatas chamou Davi e contou-lhe tudo isso. Levou-o em seguida a Saul, para que ele retomasse o seu lugar como dantes.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 55,2-3.5.9-13): Tende piedade de mim, ó Deus, porque aos pés me pisam os homens; sem cessar eles me oprimem combatendo. 3. Meus inimigos continuamente me espezinham, são numerosos os que me fazem guerra. 5. É em Deus, cuja promessa eu proclamo, sim, é em Deus que eu ponho minha esperança; nada temo: que mal me pode fazer um ser de carne? 9. Vós conheceis os caminhos do meu exílio, vós recolhestes minhas lágrimas em vosso odre; não está tudo escrito em vosso livro? 10. Sempre que vos invocar, meus inimigos recuarão: bem sei que Deus está por mim. 11. É em Deus, cuja promessa eu proclamo, 12. é em Deus que eu ponho minha esperança; nada temo: que mal me pode fazer um ser de carne? 13. Os votos que fiz, ó Deus, devo cumpri-los; oferecer-vos-ei um sacrifício de louvor […]
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Mc 3,7-12): Jesus retirou-se com os seus discípulos para o mar, e seguia-o uma grande multidão, vinda da Galiléia. 8. E da Judéia, de Jerusalém, da Iduméia, do além-Jordão e dos arredores de Tiro e de Sidônia veio a ele uma grande multidão, ao ouvir o que ele fazia. 9. Ele ordenou a seus discípulos que lhe aprontassem uma barca, para que a multidão não o comprimisse. 10. Curou a muitos, de modo que todos os que padeciam de algum mal se arrojavam a ele para o tocar. 11. Quando os espíritos imundos o viam, prostravam-se diante dele e gritavam: Tu és o Filho de Deus! 12. Ele os proibia severamente que o dessem a conhecer.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia do dia 18 de janeiro de 2024 compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (1Sm 18,6-9; 19,1-7) sobre a alegria e regozijo do povo com cantos e danças comemorando a vitória sobre os filisteus, tendo o rei Saul se aborrecido por sentir-se menosprezado face à especial homenagem feita pelas mulheres a Davi. Como ensina São Paulo Apóstolo em Efésios 6,12: “Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares”, o demônio insuflador da inveja se apoderou da mente de Saul a tal ponto que ele ordenou ao seu filho Jônatas e aos servos que matassem Davi. Porém Jônatas, que era amigo afetuoso de Davi, o preveniu da intenção de seu pai. Em seguida Jônatas refletiu com Saul a respeito dos serviços prestados por Davi e que matá-lo sem motivo seria pecar contra sangue inocente. Saul então jurou-lhe (falsamente) que não mais procuraria matar Davi.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 55,2-3.5.9-13).
O Santo Evangelho (Mc 3,7-12) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que grandes multidões, provenientes de diversas localidades, foram a Jesus por ouvirem sobre o que ele operava, tendo ele curado a muitos e expulsado diversos espíritos imundos, que quando o viam, prostravam-se diante dele e gritavam: “Tu és o Filho de Deus!” Cumpre-nos aproveitar tanto quanto possível as oportunidades de nos achegar a Jesus na Santa Missa, na Capela de Adoração ao Santíssimo Sacramento, no oratório em casa, colocando-nos em oração silenciosa… cientes de que, assim procedendo, nos mantemos em estado de assepsia espiritual, evitando males que nem sequer podemos imaginar. Agindo desse modo, mantemos distantes os espíritos imundos que arrastam os incautos, os incrédulos, os imprudentes… para estados de ser semi-animalescos.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 18 de janeiro de 2024, que esclarece em especial em 1. Samuel 18,6-9; 19,1-7 sobre a alegria e regozijo do povo com cantos e danças comemorando a vitória sobre os filisteus, tendo o rei Saul se aborrecido por sentir-se menosprezado face à especial homenagem feita pelas mulheres a Davi. Como ensina São Paulo Apóstolo em Efésios 6,12: “Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares”, o demônio insuflador da inveja se apoderou da mente de Saul a tal ponto que ele ordenou ao seu filho Jônatas e aos servos que matassem Davi. Porém Jônatas, que era amigo afetuoso de Davi, o preveniu da intenção de seu pai. Em seguida Jônatas refletiu com Saul a respeito dos serviços prestados por Davi e que matá-lo sem motivo seria pecar contra sangue inocente. Saul então jurou-lhe (falsamente) que não mais procuraria matar Davi. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamos em estado de firme vigilância e oração, de modo a não sermos contaminados pelas forças espirituais do mal que intentam nos seduzir com tentações das mais variadas ordens. Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 55,2-3.5.9-13): Tende piedade de mim, ó Deus, porque aos pés me pisam os homens; sem cessar eles me oprimem combatendo. 3. Meus inimigos continuamente me espezinham, são numerosos os que me fazem guerra. 5. É em Deus, cuja promessa eu proclamo, sim, é em Deus que eu ponho minha esperança; nada temo: que mal me pode fazer um ser de carne? 9. Vós conheceis os caminhos do meu exílio, vós recolhestes minhas lágrimas em vosso odre; não está tudo escrito em vosso livro? 10. Sempre que vos invocar, meus inimigos recuarão: bem sei que Deus está por mim. 11. É em Deus, cuja promessa eu proclamo, 12. é em Deus que eu ponho minha esperança; nada temo: que mal me pode fazer um ser de carne? 13. Os votos que fiz, ó Deus, devo cumpri-los; oferecer-vos-ei um sacrifício de louvor […]. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que grandes multidões, provenientes de diversas localidades, foram a Jesus por ouvirem sobre o que ele operava, tendo ele curado a muitos e expulsado diversos espíritos imundos, que quando o viam, prostravam-se diante dele e gritavam: “Tu és o Filho de Deus!” Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, tanto quanto possível, aproveitemos as oportunidades para nos achegar a Jesus na Santa Missa (se não for possível presencialmente, que o seja por meios eletrônicos), na Capela de Adoração ao Santíssimo Sacramento, no oratório em casa, colocando-nos em oração silenciosa… cientes de que, assim procedendo, nos mantemos em estado de assepsia espiritual, evitando males que nem sequer podemos imaginar. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que, agindo desse modo, mantemos distantes os espíritos imundos que arrastam os incautos, os incrédulos, os imprudentes… para estados de ser semi-animalescos. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 18 de Janeiro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/01/santos-do-dia-da-igreja-catolica-18-de-janeiro/>]

Santa Margarida da Hungria
Margarida era uma princesa, filha do rei da Hungria, Bela IV e da rainha Maria, de origem bizantina. Ela nasceu no castelo de Turoc, em 1242, logo foi batizada, pois os reis eram fervorosos cristãos. Aos dez anos, o casal real a entregou para viver e ser preparada para os votos religiosos no mosteiro dominicano de Vespem, em agradecimento pela libertação da pátria dos Tártaros.
Dois anos depois, fez a profissão de fé de religiosa num novo mosteiro, fundado para ela por seu pai, na Ilha das Lebres, localizada no rio Danúbio, perto de Budapeste. Em 1261, tomou o véu definitivo, entregando seu coração e sua vida a serviço do Senhor, tendo uma particular devoção pela Eucaristia e a Paixão de Cristo. Ela realmente era especial, foi um exemplo de humildade e virtude para as outras religiosas. Rezava sempre e fazia penitências, se oferecendo como vítima para a salvação do seu povo.
Margarida, não desejou ter uma cultura elevada. Sua instrução se limitou ao conhecimento primário da escrita e da leitura, talvez apenas um pouco mais que isto. Ela pedia que lhe lessem as Sagradas Escrituras e confiava sua direção espiritual ao seu confessor, o dominicano Marcelo, que era o superior da ordem.
Possuía um ilimitado desapego às coisas materiais, amando plenamente a pobreza, a qual, unida à sua vida contemplativa espiritual, a elevou a uma tal proximidade de Deus, que recebeu o dom das visões. Ela se tornou uma das grandes místicas medievais da Europa, respeitada e amada pelas comunidades religiosas, pela corte e pela população. Morreu em 18 de janeiro de 1270, no seu mosteiro.
A sua sepultura se tornou meta de peregrinação, pelas sucessivas graças e milagres atribuídos à sua intercessão. Um ano depois da sua morte, seu irmão, Estevão V, rei da Hungria, encaminhou um pedido de santidade à Roma. Mas este processo desapareceu, bem como um outro, que foi enviado em 1276. Porém na sua pátria e em outros países, Margarida já era venerada como Santa.
Depois de muitos desencontros, em 1729, um processo completo chegou em Roma, contendo dados de autenticidade inquestionável. Neste meio tempo, as relíquias de Margarida tinham sido transferidas, por causa da invasão turca, do convento da Ilha das Lebres para o de Presburgo, em 1618.
Em 1804, mesmo sem o reconhecimento oficial, seu culto se estendia na Ordem Dominicana e na diocese da Transilvânia. No século XIX, sua festa se expandiu por todas as dioceses húngaras. A canonização de Santa Margarida da Hungria foi concedida pelo papa Pio XII, em 1943, em meio ao júbilo dos devotos e fiéis de todo o mundo, especialmente pelos da comunidade cristã do leste europeu, onde sua veneração é muito intensa.

Santo Sulpício
Sulpício faz parte de um grupo seleto de santos que alcançaram importância teológica, cultural e política na história da Igreja, pois atuaram na formação política e religiosa de toda uma nação, no seu caso, a França. Além de serem venerados e chamados a interceder nas aflições diárias ou nas curas dos males físicos da população, a ele recorrem os que sofrem de males nos pulmões.
Para entender o alcance da atuação pastoral e política deste santo, é preciso primeiro visualizar o contexto em que ela aconteceu. Era o século VII e a França se consolidava como nação. Mas ainda co-existiam vários grupos étnicos que geravam muitos conflitos naqueles domínios e Sulpício, bispo de Burges, impedia e controlava os choques, mediando e negociando entre eles as convivências difíceis, sempre dentro dos preceitos da Igreja.
Pouco se sabe de sua vida antes de se tornar bispo, mas pode-se calcular que tenha sido exemplar e trabalhosa, pois Burges era uma importante cidade, situada bem no centro da França. Foi conquistada pelo Império Romano meio século antes de Cristo, sendo anexada ao Império dos Francos no ano 507. O cristianismo só chegou no século II. Como bispo, Sulpício, além de colocar a Igreja como base da consolidação política do país, estruturou uma sólida formação religiosa e humana do clero, através da vida monástica que implantou, para garantir a maneira mais segura de evangelização do povo.
A diocese de Burges teve a felicidade de acrescentar seis santos ao corpo da Igreja, todos bispos. Um deles foi Sulpício, que morreu em 647. Em Paris foi erguida a igreja de São Sulpício, de belíssima arquitetura, à esquerda do rio Sena, onde foram depositadas as suas relíquias. Ao lado dela se estabeleceu um seminário beneditino, que adotou o nome do santo, e se tornou, depois, o maior centro de formação do clero francês. Esta comunidade deu origem a uma nova família de religiosos, chamada de Ordem dos Padres Religiosos de São Sulpício.
Entretanto, São Sulpício se fixou no coração do povo antes mesmo do seu trânsito, e é ainda o grande auxiliador e intercessor na cura das doenças pulmonares. Segundo uma antiga tradição, o rei Clotário II, soberano da primeira dinastia francesa, foi curado milagrosamente de uma severa pleurite, pelo bispo Sulpício, cuja fama de santidade era muito grande. O rei ficou tão contente que até diminuiu os impostos que cobrava da população de Burges.

Santa Prisca
Prisca, é um nome que nos soa um pouco estranho, significa: “a primeira”. Mas evoca uma grande Santa, que se impôs à admiração de todos nos primeiros tempos do Cristianismo. Ela foi considerada a mais antiga santa romana e se tornou uma das mulheres mais veneradas na Igreja.
Segundo a tradição, Prisca foi batizada aos treze anos de idade por São Pedro e se tornou a primeira mulher do ocidente a testemunhar, com o martírio, sua fé em Cristo. Ela morreu decapitada durante a perseguição do imperador Cláudio, na metade do século I, em Roma.
As “Atas de Santa Prisca” registram, de fato, que ela foi martirizada durante o governo desse tirano e seu corpo sepultado na Via Ostiense, nas catacumbas de Priscila, as mais antigas de Roma. Depois foi transladado para a igreja do Monte Aventino, construída sobre os alicerces de uma grande casa romana do primeiro século, como atestam as mais recentes descobertas arqueológicas, muito importante para os cristãos. Ainda hoje, mantém uma cripta que guarda uma preciosa relíquia: a concha com que São Pedro apóstolo batizou seus seguidores e discípulos.
A partir do século VIII alguns dados vieram à tona, comprovando a total veracidade da existência dessa mártir romana, como mulher evangelizadora atuante, descrita numa carta escrita por São Paulo, em que falou: “Saúdem Prisca e Áquila, meus colaboradores em Jesus Cristo, os quais expuseram suas cabeças para me salvar a vida. A isso devo render graças não somente eu, mas também todas as igrejas dos gentios” (Rm 16,3).
Desta maneira, se soube que Prisca não morreu logo após seu batizado, mas alguns anos depois, ainda durante aquela perseguição. No Sínodo Romano de 499 se determinou que os dados fossem acrescentados às “Atas de Prisca”, confirmando ainda mais a sua valorosa contribuição à Igreja dos primeiros tempos.
Para homenagear e perpetuar o seu exemplo, aquela igreja de monte Aventino foi consagrada com o nome de Santa Prisca e se manteve no dia 18 de janeiro a sua tradicional festa litúrgica.

Regina Protmann (Bem-Aventurada)
Regina era filha de Peter Protmann e Regina Tingels, ambos descendentes de famílias ricas e cristãs. Nascida em 1552, em Braunsberg, hoje Braniewo, Polônia, tornou-se uma fantástica personalidade religiosa do seu tempo, do seu povo e da Igreja Católica.
No século em que viveu, a Europa passou por intensas e tumultuadas mudanças sociais. No campo religioso e político aconteceram os movimentos da Reforma e da Contra Reforma da Igreja de Roma. Foi o grande cisma, que incluiu luta armada e dividiu a cristandade entre católicos e protestantes.
Nesse clima Regina cresceu, bonita, vaidosa e inteligente, apreciando as roupas elegantes, as diversões e festas, como todas as jovens de sua condição social. Tinha espírito de liderança, por isso se sobressaía às demais amigas. Era uma filha amorosa e obediente. Os pais lhe proporcionaram uma boa educação intelectual, moral e religiosa. Era hábito da família se reunir à noite em volta da lareira, onde o pai narrava a história dos povos, a vida dos Santos e ensinava a Palavra de Cristo aos filhos.
Ela vivia no amor e no segmento de Jesus. Da vida dos Santos, a que Regina mais gostava era a de Santa Catarina de Alexandria, rainha, virgem e mártir dos primeiros tempos. Talvez porque a santa era a padroeira de sua cidade e também por ter sido batizada na Igreja dedicada à ela. Assim, no seu íntimo, havia decidido imitar a santa em sua total adesão a Jesus.
O forte chamado ocorreu aos dezenove anos de idade. Regina deixou o conforto da casa paterna e renunciou a um vantajoso casamento. Junto com duas companheiras, foi morar numa casa humilde, para viver na oração, na penitência e na pobreza, para servir a Deus no amor ao próximo.
Por sua coerência de vida no ideal de seguir a Jesus Cristo, fez sua opção às pessoas sofredoras e marginalizadas de sua cidade. Foi uma escolha consciente e decidida: pelos doentes, pelos pobres e pelas meninas abandonadas e carentes de instrução, o que atraiu muitas jovens desejosas de seguir a vida religiosa, como ela.
Regina criou escolas e, com suas companheiras, começou a tratar dos doentes em seus domicílios e em hospitais. Assim, fortalecida pela graça, ela fundou em 1583 uma nova família religiosa feminina, contemplativa e ativa, carisma inédito para aquele tempo. Colocada sob a proteção de Santa Catarina de Alexandria, Virgem e Mártir, que depois passou a chamar-se Congregação das Irmãs de Santa Catarina Virgem e Mártir, obtendo aprovação canônica em 1603.
A fundadora foi eleita a Madre Superiora e depois de trinta anos trabalhando para a expansão da sua obra, faleceu em 18 de janeiro de 1613. Hoje a sua Congregação está fixada em muitos países dos cinco continentes, inclusive no Brasil. O Papa João Paulo II a beatificou durante sua visita à Polônia, em 1999, na cidade de Varsóvia. A Beata Madre Regina Protmann é festejada por toda a cristandade no dia de sua morte.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 18/01/2023
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro do Deuteronômio 9, 7-21.25-29
Os pecados do povo e a intercessão de Moisés
Naqueles dias, Moisés falou ao povo, dizendo:
«Lembra-te e não esqueças que provocaste a ira do Senhor teu Deus no deserto. Desde o dia em que saístes do Egito até à vossa chegada a este lugar, tendes sido rebeldes ao Senhor. No Horeb irritastes o Senhor, e o Senhor indignou-Se contra vós, a ponto de vos querer exterminar. Quando subi ao monte, para receber as tábuas de pedra, as tábuas da aliança que o Senhor estabelecera convosco, fiquei nesse monte quarenta dias e quarenta noites, sem comer pão nem beber água. O Senhor deu-me as duas tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus, nas quais se encontravam todas as palavras que o Senhor tinha dito no monte, no meio do fogo, no dia da grande assembleia.
No fim dos quarenta dias e das quarenta noites, tendo-me entregado as duas tábuas de pedra, as tábuas da aliança, o Senhor disse-me: ‘Levanta-te e desce depressa, porque o teu povo, esse povo que fizeste sair do Egito, perverteu-se. Não tardaram em afastar-se do caminho que Eu lhes tinha prescrito: fizeram para si um ídolo de metal fundido’. Disse-me ainda o Senhor: ‘Já vi que este povo é um povo de cerviz dura. Deixa-Me destruí-los e apagar o seu nome de quanto existe debaixo do céu; de ti farei uma nação mais forte e maior do que eles’.
Comecei então a descer da montanha, que estava toda a arder, segurando nas mãos as tábuas da aliança. Olhei e vi que tínheis pecado contra o Senhor vosso Deus, ao fazerdes para vós um bezerro de metal fundido: depressa vos afastastes do caminho que o Senhor vos tinha traçado. Peguei então nas duas tábuas, arremessei-as com as duas mãos e quebrei-as diante dos vossos olhos. Depois prostrei-me por terra diante do Senhor, como anteriormente, durante quarenta dias e quarenta noites, e não comi pão nem bebi água, por causa do pecado que tínheis cometido, fazendo o que era condenável aos olhos do Senhor, provocando a sua indignação. Eu temia que a indignação e a cólera do Senhor vos destruísse; mas ainda desta vez o Senhor me ouviu.
Também contra Aarão o Senhor se irou violentamente, a ponto de querer exterminá-lo, e nessa altura intercedi também a favor de Aarão. Quanto ao objeto do vosso pecado, o bezerro que tínheis feito, peguei nele, queimei-o, triturei-o até o reduzir a pó e lancei-o à torrente que desce da montanha.
Prostrei-me então por terra diante do Senhor e estive assim prostrado durante quarenta dias e quarenta noites, porque o Senhor falara em exterminar-vos.
E orei ao Senhor, dizendo: ‘Senhor Deus, não extermineis o vosso povo, a vossa herança, que resgatastes com mão poderosa e fizestes sair do Egito. Recordai os vossos servos Abraão, Isaac e Jacob. Não olheis à dureza deste povo, à sua impiedade, ao seu pecado, para que não digam na terra de onde nos fizestes sair: «O Senhor não foi capaz de os introduzir na terra que lhes prometera; e porque os odiava, fê-los sair para lhes dar a morte no deserto». Eles são o vosso povo, a vossa herança, que fizestes sair com mão forte e de braço estendido’».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Duma Carta de São Fulgêncio de Ruspas, Bispo
(Ep. 14, 36-37: CCL 91, 429-431) (Sec. VI)
Cristo sempre vivo para interceder por nós
Na conclusão das nossas orações, dizemos: «Por Nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho»; e nunca dizemos: «Pelo Espírito Santo». Esta prática universal da Igreja tem a sua explicação naquele mistério, segundo o qual, o Mediador entre Deus e os homens é Jesus Cristo homem, sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedec, que entrou de uma vez para sempre pelo seu próprio Sangue no santuário, não no que foi construído pela mão dos homens e que era figura do verdadeiro, mas no próprio Céu, onde está sentado à direita de Deus e intercede por nós.
Considerando este ofício sacerdotal de Cristo, o Apóstolo afirma: Por meio d’Ele oferecemos a Deus um sacrifício de louvor, o fruto dos lábios que confessam o seu nome. Por Ele oferecemos um sacrifício de louvor e oração, uma vez que fomos reconciliados pela sua morte quando éramos ainda inimigos. Por meio de Cristo, que se ofereceu em sacrifício por nós, pode o nosso sacrifício ser agradável aos olhos de Deus. Por isso nos exorta São Pedro: Como pedras vivas, entrai na construção deste templo espiritual, para constituirdes um sacerdócio santo, destinado a oferecer sacrifícios espirituais, que serão agradáveis a Deus por Jesus Cristo. Esta é a razão por que dizemos a Deus Pai: «Por Nosso Senhor Jesus Cristo».
Quando se menciona o sacerdócio de Cristo, necessariamente se põe em evidência o mistério da Encarnação, pelo qual o Filho de Deus, que era de condição divina, se aniquilou a si próprio tomando a condição de servo, isto é, Se humilhou, obedecendo até à morte, e Se tornou por um pouco inferior aos anjos, permanecendo não obstante na sua divindade igual ao Pai. Permanecendo igual ao Pai, o Filho tornou-se por um pouco inferior aos anjos, na medida em que se fez semelhante aos homens. Humilhou-se quando se aniquilou a si próprio tomando a condição de servo. A humilhação de Cristo é o seu aniquilamento; e o seu aniquilamento não é senão o ato de assumir a condição de servo.
Portanto, Cristo, permanecendo na sua condição divina, é o unigênito de Deus, a quem oferecemos como ao Pai os sacrifícios; e tomando a condição de servo, tornou-se sacerdote, para que, por meio d’ele, possamos oferecer um sacrifício vivo, santo, agradável a Deus. Não poderíamos oferecer o sacrifício a Deus, se Cristo não se tivesse oferecido em sacrifício por nós: é n’ele que a natureza do gênero humano se torna um verdadeiro e salutar sacrifício. De fato, quando dizemos que as nossas orações são oferecidas por Nosso Senhor, eterno sacerdote, reconhecemos n’ele a verdadeira carne da nossa natureza, como diz o Apóstolo: Todo o sumo sacerdote, escolhido de entre os homens, é constituído em favor dos homens nas suas relações com Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. Por isso, quando dizemos: «Vosso Filho», e acrescentamos: «Que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo», comemoramos a unidade de natureza que têm o Pai, o Filho e o Espírito Santo, e proclamamos que o mesmo Senhor Jesus Cristo, que exerce em nosso favor a função sacerdotal, é também por natureza igual ao Pai e ao Espírito Santo.
LEITURA BREVE
Rom 14, 17-19
O reino de Deus não é uma questão de comida ou bebida, mas é justiça, paz e alegria no Espírito Santo. Quem serve a Cristo deste modo, agrada a Deus e é aprovado pelos homens. Portanto, procuremos o que contribui para a paz e a mútua edificação.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Gal 5, 13-14
Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Contudo, não abuseis da liberdade como pretexto para viverdes segundo a carne; mas, pela caridade, colocai-vos ao serviço uns dos outros, porque toda a Lei se resume nesta palavra: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Gal 5, 16-17.25
Deixai-vos conduzir pelo Espírito e não satisfareis os desejos da carne. Na verdade, a carne tem desejos contrários aos do Espírito, e o Espírito desejos contrários aos da carne. São dois princípios antagônicos e por isso não fazeis o que quereis: se vivemos pelo Espírito, caminhemos segundo o Espírito.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Gal 5, 22-23a.25
Os frutos do Espírito são: caridade, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e temperança. Se vivemos pelo Espírito, caminhemos segundo o Espírito.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 1, 22-23
Obedecendo à verdade, santificastes as vossas almas para vos amardes sinceramente como irmãos. Amai-vos intensamente uns aos outros de todo o coração, porque fostes regenerados, não por uma semente corruptível, mas incorruptível: a palavra de Deus, viva e eterna.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tes 5, 23
O Deus da paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo, a não ser que seja excessivamente extenso, e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
