“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 23 DE JANEIRO DE 2024
23 de janeiro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 25 DE JANEIRO DE 2024
25 de janeiro de 2024QUARTA FEIRA – SÃO FRANCISCO DE SALLES – BISPO E DOUTOR DA IGREJA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos vivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:
https://youtu.be/NfPA3n-2Y_g?si=c_gVNgbWNmBZ2bsD

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4248-liturgia-de-24-de-janeiro-de-2024>]
Antífona da entrada
– O Senhor o escolheu para a plenitude do sacerdócio e, abrindo o seu tesouro, o cumulou de todos os bens.
Coleta
– Ó Deus, quisestes que na caridade apostólica o bispo São Francisco de Sales se fizesse tudo para todos, concedei-nos benigno que, a seu exemplo, manifestemos sempre a mansidão do vosso amor no serviço aos nossos irmãos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: 2Sm 7,4-17
Salmo Responsorial: Sl 88,4-5.27-30
– Guardarei eternamente para ele a minha graça.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Somente é de Deus a Palavra, Cristo é o semeador; todo aquele que o encontra, vida eterna encontrou.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos: Mc 4,1-20.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (2Sm 7,4-17): Mas a palavra do Senhor foi dirigida a Natã naquela mesma noite, e dizia: 5. Vai e dize ao meu servo Davi: eis o que diz o Senhor: Não és tu quem me edificará uma casa para eu habitar. 6. Desde que tirei da terra do Egito os filhos de Israel até o dia de hoje, não habitei casa alguma, mas, qual um viandante, tenho-me alojado sob a tenda e sob um tabernáculo improvisado. 7. E em todo esse tempo que andei no meio dos israelitas, falei eu porventura a algum dos chefes de Israel que encarreguei de apascentar o meu povo: por que não me edificas uma casa de cedro? 8. Dirás, pois, ao meu servo Davi: eis o que diz o Senhor dos exércitos: eu te tirei das pastagens onde guardavas tuas ovelhas para fazer de ti o chefe de meu povo de Israel. 9. Estive contigo em toda parte por onde andaste; exterminei diante de ti todos os teus inimigos, e fiz o teu nome comparável ao dos grandes da terra. 10. Designei um lugar para o meu povo de Israel: plantei-o nele, e ali ele mora, sem ser inquietado, e os maus não o oprimirão mais como outrora, 11. no tempo em que eu estabelecia juízes sobre o meu povo. Concedo-te uma vida tranquila, livrando-te de todos os teus inimigos. O Senhor anuncia-te que quer fazer-te uma casa. 12. Quando chegar o fim de teus dias e repousares com os teus pais, então suscitarei depois de ti a tua posteridade, aquele que sairá de tuas entranhas, e firmarei o seu reino. 13. Ele me construirá um templo, e firmarei para sempre o seu trono real. 14. Eu serei para ele um pai e ele será para mim um filho. Se ele cometer alguma falta, castigá-lo-ei com vara de homens, e com açoites de homens, 15. mas não lhe tirarei a minha graça, como a retirei de Saul, a quem afastei de ti. 16. Tua casa e teu reino estão estabelecidos para sempre diante de mim, e o teu trono está firme para sempre. 17. Natã comunicou a Davi todas as palavras dessa revelação.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 88,4-5.27-30): Concluí, dizeis vós, uma aliança com o meu eleito; liguei-me por juramento a Davi, meu servo. 5. Conservarei tua linhagem para sempre, manterei teu trono em todas as gerações. 27. Ele me invocará: Vós sois meu Pai, vós sois meu Deus e meu rochedo protetor. 28. Por isso eu o constituirei meu primogênito, o mais excelso dentre todos os reis da terra. 29. Assegurado lhe estará o favor eterno, e indissolúvel será meu pacto com ele. 30. Dar-lhe-ei uma perpétua descendência, seu trono terá a duração dos céus.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Mc 4,1-20): Jesus pôs-se novamente a ensinar, à beira do mar, e aglomerou-se junto dele tão grande multidão, que ele teve de entrar numa barca, no mar, e toda a multidão ficou em terra na praia. 2. E ensinava-lhes muitas coisas em parábolas. Dizia-lhes na sua doutrina: 3. Ouvi: Saiu o semeador a semear. 4. Enquanto lançava a semente, uma parte caiu à beira do caminho, e vieram as aves e a comeram. 5. Outra parte caiu no pedregulho, onde não havia muita terra; o grão germinou logo, porque a terra não era profunda; 6. mas, assim que o sol despontou, queimou-se e, como não tivesse raiz, secou. 7. Outra parte caiu entre os espinhos; estes cresceram, sufocaram-na e o grão não deu fruto. 8. Outra caiu em terra boa e deu fruto, cresceu e desenvolveu-se; um grão rendeu trinta, outro sessenta e outro cem. 9. E dizia: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça! 10. Quando se acharam a sós, os que o cercavam e os Doze indagaram dele o sentido da parábola. 11. Ele disse-lhes: A vós é revelado o mistério do Reino de Deus, mas aos que são de fora tudo se lhes propõe em parábolas. 12. Desse modo, eles olham sem ver, escutam sem compreender, sem que se convertam e lhes seja perdoado. 13. E acrescentou: Não entendeis essa parábola? Como entendereis então todas as outras? 14. O semeador semeia a palavra. 15. Alguns se encontram à beira do caminho, onde ela é semeada; apenas a ouvem, vem Satanás tirar a palavra neles semeada. 16. Outros recebem a semente em lugares pedregosos; quando a ouvem, recebem-na com alegria; 17. mas não têm raiz em si, são inconstantes, e assim que se levanta uma tribulação ou uma perseguição por causa da palavra, eles tropeçam. 18. Outros ainda recebem a semente entre os espinhos; ouvem a palavra, 19. mas as preocupações mundanas, a ilusão das riquezas, as múltiplas cobiças sufocam-na e a tornam infrutífera. 20. Aqueles que recebem a semente em terra boa escutam a palavra, acolhem-na e dão fruto, trinta, sessenta e cem por um.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia do dia 24 de janeiro de 2024 compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (2Sm 7,4-17) que, diante da manifestação de Davi ao profeta Natã de que desejava fazer para a arca de Deus um templo de cedro, Natã foi orientado pelo Senhor – que alçou Davi da condição de pastor de ovelhas a rei, que o protegeu e assistiu no enfrentamento de todos os seus inimigos, que designou um lugar para o povo de Israel e ali o fixou e protegeu – de que suscitaria um filho de Davi para firmar seu reino e construir-lhe um templo; teria com ele um relacionamento de pai para filho; que o castigaria se cometesse alguma falta, mas não lhe tiraria sua graça. Natã comunicou a Davi o que o Senhor lhe houvera orientado e Davi obedeceu, passando a proceder conforme tais orientações.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 88,4-5.27-30).
O Santo Evangelho (Mc 4,1-20) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que Jesus pôs-se a ensinar a multidão, contando a parábola do semeador, dizendo que parte de suas sementes caíram à beira do caminho e as aves comeram; parte no pedregulho, onde germinaram, porém feneceram pelo calor do sol, por não terem se enraizado profundamente; parte entre os espinhos, os quais as sufocaram – e parte em terra boa, onde germinaram, cresceram e se desenvolveram, rendendo algumas trinta, outras sessenta e outras ainda cem por um. Estando a sós com os discípulos, explicou-lhes que o semeador semeia a palavra, porém, de modo semelhante aos grãos semeados à beira do caminho, alguns ouvem-na, porém Satanás, com suas tentações sedutoras ao pecado, os distrai e retira-lhes a palavra. Outros, como as sementes no solo pedregoso, recebem alegremente a palavra, mas por inconstância, diante de quaisguer tribulações ou perseguições por causa da palavra, desistem de cultivá-la. Outros a recebem como que entre espinhos, pois a ouvem mas a sufocam com as preocupações mundanas, as ilusões dos bens materiais e as diversas cobiças que a concupiscência da carne e dos olhos, bem como a soberba da vida (conforme 1 João 2,16) suscitam. Porém, afirmou Jesus: “Aqueles que recebem a semente em terra boa escutam a palavra, acolhem-na e dão fruto, trinta, sessenta e cem por um.“

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 24 de janeiro de 2024, que esclarece em especial em 2 Samuel 7,4-17 que, diante da manifestação de Davi ao profeta Natã de que desejava fazer para a arca de Deus um templo de cedro, Natã foi orientado pelo Senhor – que alçou Davi da condição de pastor de ovelhas a rei, que o protegeu e assistiu no enfrentamento de todos os seus inimigos, que designou um lugar para o povo de Israel e ali o fixou e protegeu – de que suscitaria um filho de Davi para firmar seu reino e construir-lhe um templo; teria com ele um relacionamento de pai para filho; que o castigaria se cometesse alguma falta, mas não lhe tiraria sua graça. Natã comunicou a Davi o que vós orientastes eele obedeceu, passando a proceder conforme tais orientações. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para reconhecer tudo o que fizestes em nossas vidas; que busquemos conselho com pessoas qualificadas para serem portadoras de vossa palavra e assim possamos orientar nossas vidas conforme vossos desígnios. Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 88,4-5.27-30): Concluí, dizeis vós, uma aliança com o meu eleito; liguei-me por juramento a Davi, meu servo. 5. Conservarei tua linhagem para sempre, manterei teu trono em todas as gerações. 27. Ele me invocará: Vós sois meu Pai, vós sois meu Deus e meu rochedo protetor. 28. Por isso eu o constituirei meu primogênito, o mais excelso dentre todos os reis da terra. 29. Assegurado lhe estará o favor eterno, e indissolúvel será meu pacto com ele. 30. Dar-lhe-ei uma perpétua descendência, seu trono terá a duração dos céus. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que Jesus pôs-se a ensinar a multidão, contando a parábola do semeador, dizendo que parte de suas sementes caíram à beira do caminho e as aves comeram; parte no pedregulho, onde germinaram, porém feneceram pelo calor do sol, por não terem se enraizado profundamente; parte entre os espinhos, os quais as sufocaram – e parte em terra boa, onde germinaram, cresceram e se desenvolveram, rendendo algumas trinta, outras sessenta e outras ainda cem por um. Estando a sós com os discípulos, explicou-lhes que o semeador semeia a palavra, porém, de modo semelhante aos grãos semeados à beira do caminho, alguns ouvem-na, porém Satanás, com suas tentações sedutoras ao pecado, os distrai e retira-lhes a palavra. Outros, como as sementes no solo pedregoso, recebem alegremente a palavra, mas por inconstância, diante de quaisguer tribulações ou perseguições por causa da palavra, desistem de cultivá-la. Outros a recebem como que entre espinhos, pois a ouvem mas a sufocam com as preocupações mundanas, as ilusões dos bens materiais e as diversas cobiças que a concupiscência da carne e dos olhos, bem como a soberba da vida (conforme 1 João 2,16) suscitam. Porém, afirmou Jesus: “Aqueles que recebem a semente em terra boa escutam a palavra, acolhem-na e dão fruto, trinta, sessenta e cem por um.” Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que cultivemos conscienciosamente a palavra em nossas vidas, de modo que ela frutifique prolificamente e possamos levá-lo como sustento e remédio para muitos! Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 24 de Janeiro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/01/santos-do-dia-da-igreja-catolica-24-de-janeiro/>]

São Francisco de Sales
Francisco de Sales, primogênito dos treze filhos dos Barões de Boisy, nasceu no castelo de Sales, na Sabóia, em 21 de agosto de 1567. A família devota de São Francisco de Assis, escolheu esse nome para ele, que posteriormente o assumiu como exemplo de vida. A mãe se ocupava pessoalmente da educação de seus filhos. Para cada um escolheu um preceptor. O de Francisco era o padre Deage, que o acompanhou até sua morte, inclusive em Paris, onde o jovem barão fez os estudos universitários no colégio dos jesuítas.
Francisco estudou retórica, filosofia e teologia, o que lhe permitiu ser depois o grande teólogo, pregador, polemista e diretor espiritual – atributos que caracterizaram seu trabalho apostólico. Por ser o herdeiro direto do nome e da tradição de sua família, recebeu também lições de esgrima, dança e equitação, para complementar sua já apurada formação. Mas se sentia chamado para servir inteiramente a Deus, por isso fez voto de castidade e se colocou sob a proteção da Virgem Maria.
Aos 24 anos, Francisco, doutor em leis, voltou para junto da família, que já lhe havia escolhido uma jovem nobre e rica herdeira para noiva e conseguido um cargo de membro do Senado saboiano. Ao vê-lo recusar tudo, seu pai soube do seu desejo de ser sacerdote, através do tio, cônego da catedral de Genebra, com quem Francisco havia conversado antes. Nessa mesma ocasião faleceu o capelão da catedral de Chamberi, e, o cônego, seu tio, imediatamente obteve do Papa a nomeação de seu sobrinho para esse posto.
Só então seu pai, o Barão de Boisy, consentiu que seu primogênito se dedicasse inteiramente ao serviço de Deus -sem poder prever que ele estava destinado a ser elevado à honra dos altares; e, muito mais, como Doutor da Igreja!
Durante os cinco primeiros anos de sua ordenação, o então padre Francisco se ocupou com a evangelização do povo de Chablais, cidade situada às margens do lago de Genebra, convertendo, com o risco da própria vida, os calvinistas. Para isso, divulgava folhetos nos quais refutava suas heresias, mediante as verdades católicas, conseguindo reconduzir ao seio da verdadeira Igreja milhares de almas que seguiam o herege Calvino. O nome do padre Francisco começava a emergir como grande confessor e diretor espiritual.
Em 1599, foi nomeado Bispo auxiliar de Genebra e, três anos depois, assumiu a titularidade da diocese. Seu campo de ação aumentou muito. Assim, Dom Francisco de Sales fundou escolas, ensinou catecismo a crianças e adultos, dirigiu e conduziu à santidade grandes almas da nobreza, que desempenharam papel preponderante na reforma religiosa empreendida na época com madre Joana de Chantal, depois Santa, que se tornou sua co-fundadora da Ordem da Visitação, em 1610.
Todos queriam ouvir a palavra do Bispo, que era convidado a pregar em toda parte. Até a família real da Sabóia não resistia ao Bispo-Príncipe de Genebra, que era sempre convidado para pregar também na Corte.
Publicou o livro que se tornaria imortal: “Introdução à vida devota”. Francisco de Sales também escreveu para suas filhas da Visitação, o célebre “Tratado do Amor de Deus”, onde desenvolveu o lema : “a medida de amar a Deus é amá-lo sem medida”. Os contemporâneos do Bispo-Príncipe de Genebra não tinham dúvidas a respeito de sua santidade, dentre eles Santa Joana de Chantal e São Vicente de Paulo, dos quais foi diretor espiritual.
Francisco de Sales faleceu no dia 28 de dezembro de 1622, em Lion, França. O culto ao Santo começou no próprio momento de sua morte. Ele é celebrado no dia 24 de janeiro porque neste dia, do ano de 1623, as suas relíquias mortais foram trasladadas para a sepultura definitiva em Anneci. Sua beatificação, em 1661, foi a primeira a ocorrer na basílica de São Pedro em Roma. Foi canonizado quatro anos depois. Pio IX declarou-o Doutor da Igreja e Pio XI proclamou-o o Padroeiro dos jornalistas e dos escritores católicos. Dom Bosco admirava tanto São Francisco de Sales que deu o nome de Congregação Salesiana à obra que fundou para a educação dos jovens.

José Timóteo Giaccardo (Bem-Aventurado)
José Timóteo Giaccardo, sacerdote paulino, italiano, pertenceu à Congregação da Pia Sociedade de São Paulo. A originalidade de sua vida está em ter sido o primeiro sacerdote da Família Paulina e um fidelíssimo discípulo do Fundador, Padre Tiago Alberione. Nasceu em Narsole, norte da Itália. Sua família era pobre de bens materiais, mas rica de fé e virtudes cristãs. Em 1908 José encontrou-se pela primeira vez com o jovem padre Tiago Alberione que, em Narzole estava dando sua colaboração na paróquia. Padre Alberione, percebendo no pequeno José profunda piedade e grande vontade de ser padre, encaminhou-o para o seminário da diocese de Alba.
Tendo como guia espiritual padre Alberione, em 1917 José Timóteo entrou na “Obra de São Paulo”, fundada em 1914 por seu mestre e cuja finalidade específica era a evangelização por meio da imprensa, a principal mídia da época. Desde cedo José Timóteo mostrou-se uma pessoa de profunda vida interior, desejosa de ser cada dia melhor e ajudar seus semelhantes no bem. Por isso, com grande fé, acatou as orientações de Padre Alberione, que indicava uma nova forma de santidade e de evangelização.
José Timóteo, movido pela fé, foi fiel companheiro, seguidor incondicional e colaborador ativo do Fundador da então nascente Família Paulina. Acompanhou todas as obras e todas as pessoas com grande perspicácia e sensibilidade. Além de alguns livros, deixou como preciosa herança espiritual um diário, rico da presença de Deus e desejos profundos de santidade para si mesmo e para todos. Sua fé em Deus e amor à missão fazia dele uma pessoa autêntica e radical. Lemos em seu diário: “Ó Jesus, quero viver de tua vida, transforma-me. Quero ser “outro Jesus” na minha vida e com todas as pessoas”.
Diante das grandes dificuldades para a aprovação da Congregação das Discípulas do Divino Mestre (uma das congregações fundadas por Alberione) que se dedicam à missão eucarística, missão sacerdotal e missão litúrgica, padre Timóteo não mediu esforços nem súplicas. Diante das respostas negativas não hesitou em oferecer a própria vida para a garantir a existência na Igreja desta congregação, certamente querida por Deus.
E o importante é que Deus aceitou a oferta. Foi assim que ele, acometido por leucemia, veio a falecer alguns dias após a aprovação pontifícia das Discípulas do Divino Mestre, no dia 24 de janeiro de 1948. A aprovação chegara no dia 12 de janeiro de 1948.
Dele escreveu o Fundador: “De 1909 a 1914, quando a Divina Providência preparava a Família Paulina, ele, embora não entendendo tudo, teve clara intuição da obra. As luzes que recebeu da Eucaristia, sua fervorosa devoção Mariana, a reflexão sobre os documentos pontifícios o iluminaram sobre as necessidades da Igreja e sobre os meios modernos para anúncio do Evangelho. Desde 1917, ainda seminarista, orientava os mais novos; foi chamado e tornou-se para sempre: o senhor mestre: amado, ouvido, seguido e venerado por todos. Foi o mestre que a todos precedia com o exemplo, que ensinava, aconselhava e construía com suas orações iluminadas e fervorosas. Gravou, pode-se dizer, em cada pessoa sua marca, e imprimiu algo de si em cada coração dos sacerdotes e discípulos, das paulinas, discípulas e pastorinhas e em todos aqueles que se aproximaram dele por motivos espirituais ou sociais e econômicos. Foi mestre na oração: sabia falar com Deus. Vivia intensamente a devoção à eucaristia, à Nossa Senhora, à liturgia e nutria um grande amor à Igreja e ao Papa. Foi mestre na missão. Ele a sentia, a amava e a desenvolvia. Sabia suscitar energias, ser o sustento para os fracos e luz e sal, no sentido evangélico, para todos. Foi o coração e a alma da Família Paulina. Quem quiser conhecer alguém que encarnou totalmente o ideal e o carisma da missão paulina em sua integralidade, deve olhar o “senhor mestre” (Alberione).
A aprovação e o reconhecimento de suas virtudes, por parte da Igreja, não se fizeram esperar. Em 1985 foi declarado venerável. E a 22 de outubro de 1989, o Papa João Paulo II o declarou, solenemente. bem-aventurado.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 24/01/2023
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro do Deuteronômio 29, 1-5.9-28
Maldição dos transgressores da aliança
Naqueles dias, Moisés convocou todo o Israel e disse-lhes:
«Vós próprios vistes tudo o que o Senhor fez diante dos vossos olhos na terra do Egito, ao Faraó, aos seus servidores e a todo o seu país: essas grandes provas que os vossos olhos contemplaram, esses extraordinários sinais e prodígios. No entanto, até ao dia de hoje o Senhor não vos deu coração para compreender, nem olhos para ver, nem ouvidos para escutar.
Conduzi-vos durante quarenta anos pelo deserto: não se vos romperam os vestidos no corpo, nem se gastou o vosso calçado nos pés. Não comestes pão, não bebestes vinho nem bebida fermentada, para poderdes reconhecer que Eu sou o Senhor, vosso Deus.
Hoje estais aqui todos reunidos na presença do Senhor vosso Deus – os chefes das vossas tribos, os anciãos, os magistrados, todos os homens de Israel, os vossos filhos, as vossas mulheres, os estrangeiros que estão contigo no acampamento, desde o que corta a lenha até ao que vai buscar água – para entrares na aliança do Senhor teu Deus e aceitar o pacto que o Senhor teu Deus vai estabelecer hoje contigo, a fim de hoje mesmo te constituir seu povo e Ele próprio ser o teu Deus, como te prometeu e jurou aos teus pais Abraão, Isaac e Jacob.
Não é só convosco que eu vou estabelecer esta aliança e este pacto, mas também com aquele que se encontrar aqui hoje conosco na presença do Senhor nosso Deus, bem como com aquele que hoje não está aqui. Bem sabeis como vivemos na terra do Egito e como andamos errantes no meio das nações que tivemos de atravessar. Vistes os abomináveis ídolos de madeira, de pedra, de prata e ouro que há entre eles.
Não haja entre vós homem ou mulher, família ou tribo que hoje desvie o coração do Senhor nosso Deus, para ir servir os deuses daquelas nações; não haja no meio de vós qualquer raiz que produza frutos venenosos ou amargos. E se ao ouvir as cláusulas desse pacto, alguém se julgar abençoado e disser: ‘Gozarei de bem-estar, ainda que me obstine em seguir as tendências do meu coração, como a abundância de água faz desaparecer toda a sede’, o Senhor não lhe perdoará: a cólera e a ira do Senhor inflamar-se-ão e arderão contra esse homem, todas as maldições escritas neste livro cairão sobre ele, e o Senhor apagará o seu nome de quanto existe debaixo do céu. Para sua desgraça, o Senhor separá-lo-á de todas as tribos de Israel, com todas as maldições escritas neste livro da Lei.
E as gerações futuras, os filhos que vos hão de suceder e o estrangeiro que vier de país distante, ao verem os flagelos deste país e as moléstias que o Senhor lhe tiver infligido, dirão: ‘Toda a sua terra é enxofre, sal e fogo; nunca mais será semeada, aí nada germinará, não crescerá qualquer verdura, como na destruição de Sodoma, Gomorra, Admá e Seboim, que o Senhor devastou na sua indignação e no seu furor’. E todas as nações perguntarão: ‘Porque tratou o Senhor assim este país? Porquê tal ardor na sua ira?’. E a resposta será: ‘Porque abandonaram a aliança que o Senhor Deus de seus pais firmara com eles, quando os fez sair da terra do Egito, porque serviram e adoraram outros deuses que não conheciam e que o Senhor não lhes tinha dado em herança. Por isso se inflamou contra esta nação a ira do Senhor, fazendo cair sobre ela todas as maldições escritas neste livro.
O Senhor arrancou-os à sua terra, no furor da sua ira e indignação, e dispersou-os por outro país até ao dia de hoje’. As coisas ocultas pertencem ao Senhor nosso Deus, mas as reveladas destinam-se a nós e aos nossos filhos para sempre, a fim de que sejam postas em prática todas as palavras desta lei».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da «Introdução à Vida Devota», de São Francisco de Sales, bispo
(Parte 1, cap. 3) (Sec. XVII)
A devoção deve ser praticada de diversos modos
Na criação Deus ordenou às plantas que produzissem os seus frutos, cada qual segundo a sua espécie; do mesmo modo ordena ele aos cristãos, que são as plantas vivas da sua Igreja, que produzam frutos de devoção, cada qual segundo a sua qualidade, o seu estado e a sua vocação.
A devoção deve ser exercida de maneira diferente pelo fidalgo e pelo operário, pelo criado e pelo príncipe, pela viúva, a solteira ou a mulher casada; e não somente isto: é necessário acomodar o exercício da devoção às forças, aos trabalhos e aos deveres de cada pessoa em particular.
Pergunto-vos, Filoteu, se estaria certo que um bispo quisesse viver na solidão como os Cartuxos; que os casados não quisessem amealhar mais que os Capuchinhos; que o operário passasse o dia na Igreja como o religioso; e que o religioso estivesse sempre sujeito a toda a espécie de encontros para serviço do próximo como o bispo. Não seria ridícula, desordenada e inadmissível tal devoção?
Contudo este erro acontece frequentemente. E no entanto, Filoteu, a devoção não prejudica ninguém quando é verdadeira, antes tudo aperfeiçoa e consuma; e quando se torna contrária à legítima ocupação de alguém, é sem dúvida falsa.
A abelha extrai o mel das flores sem lhes fazer mal, deixando-as intactas e frescas como as encontrou; todavia, a verdadeira devoção age melhor ainda, porque não somente não prejudica qualquer espécie de vocação ou de tarefa, como ainda as engrandece e embeleza.
Todas as variedades de joias lançadas no mel se tornam mais brilhantes, cada qual segundo a sua cor; assim também cada um se torna mais agradável e perfeito na sua vocação se esta for conjugada com a devoção: a atenção à família torna-se mais paciente, o amor entre marido e mulher mais sincero, mais fiel o serviço que se presta ao príncipe, e mais suave e agradável o desempenho de todas as ocupações.
É um erro, se não mesmo uma heresia, querer banir a vida devota do regimento dos soldados, da oficina dos operários, da corte dos príncipes, do lar das pessoas casadas. É certo, Filoteu, que a devoção puramente contemplativa, monástica e religiosa não pode exercer-se em tais ocupações; mas para além destas três espécies de devoção, existem muitas outras próprias para o aperfeiçoamento daqueles que vivem nos estados seculares.
Onde quer que estejamos, podemos e devemos aspirar à vida perfeita.
LEITURA BREVE
Hebr 13, 7-9a
Lembrai-vos dos vossos chefes, que vos anunciaram a palavra de Deus. Considerai o êxito da sua carreira e imitai a sua fé. Jesus Cristo é sempre o mesmo, ontem, hoje e por toda a eternidade. Não vos deixeis transviar por doutrinas incertas e estranhas.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 13, 4-7
A caridade é paciente, a caridade é benigna; não é invejosa, não é altiva nem orgulhosa; não é inconveniente, não procura o próprio interesse; não se irrita, não guarda ressentimento, não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
https://www.youtube.com/watch?v=7_V0B5C6S6k
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 13, 8-9.13
O dom da profecia acabará, o dom das línguas há de cessar, a ciência desaparecerá; mas a caridade não acaba nunca. De maneira imperfeita conhecemos, de maneira imperfeita profetizamos. Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Col 3, 14-15
Acima de tudo, revesti-vos da caridade que é o vínculo da perfeição. Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados para formar um só Corpo. E vivei em ação de graças.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 1-4
Recomendo aos anciãos que estão entre vós, eu que sou ancião como eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo e também participante da glória que há de ser revelada: apascentai o rebanho de Deus que vos foi confiado, velando por ele, não constrangidos mas de boa vontade, segundo Deus, não por ganância mas por dedicação, nem como dominadores sobre aqueles que vos foram confiados, mas tornando-vos modelos do rebanho. E quando aparecer o supremo Pastor, recebereis a coroa eterna de glória.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ef 4, 26-27
Não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demônio.
confraria@catolicospraticantes.com.br
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
