Testemunho de vida do fundador da Confraria Contardo Ferrini
27 de janeiro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 29 DE JANEIRO DE 2024
29 de janeiro de 2024DOMINGO DA IV SEMANA DO TEMPO COMUM
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4252-liturgia-de-28-de-janeiro-de-2024>]
Antífona da entrada
– Salvai-nos, ó Senhor, ó nosso Deus, e do meio das nações nos congregai, para ao vosso nome agradecer e para termos nossa glória em vos louvar!
Coleta
– Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de coração sincero e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Dt 18,15-20
Salmo Responsorial: Sl 94,1-2.6-9
– Não fecheis o coração, ouvi hoje a voz de Deus!
2ª Leitura: 1º Cor 7,32-35
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
–
Aleluia, aleluia, aleluia.
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mc 1,21-28.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Dt 18,15-20): O Senhor, teu Deus, te suscitará dentre os teus irmãos um profeta como eu: é a ele que devereis ouvir. 16. Foi o que tu mesmo pediste ao Senhor, teu Deus, em Horeb, quando lhe disseste no dia da assembléia: Oh! Não ouça eu mais a voz do Senhor, meu Deus, nem torne a ver mais esse fogo ardente, para que eu não morra! 17. E o Senhor disse-me: está muito bem o que disseram; 18. eu lhes suscitarei um profeta como tu dentre seus irmãos: pôr-lhe-ei minhas palavras na boca, e ele lhes fará conhecer as minhas ordens. 19. Mas ao que recusar ouvir o que ele disser de minha parte, pedir-lhe-ei contas disso. 20. o profeta que tiver a audácia de proferir em meu nome uma palavra que eu lhe não mandei dizer, ou que se atrever a falar em nome de outros deuses, será morto.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 94,1-2.6-9): Vinde, manifestemos nossa alegria ao Senhor, aclamemos o Rochedo de nossa salvação; 2. apresentemo-nos diante dele com louvores, e cantemos-lhe alegres cânticos […] 6. Vinde, inclinemo-nos em adoração, de joelhos diante do Senhor que nos criou. 7. Ele é nosso Deus; nós somos o povo de que ele é o pastor, as ovelhas que as suas mãos conduzem. Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: 8. Não vos torneis endurecidos como em Meribá, como no dia de Massá no deserto, 9. onde vossos pais me provocaram e me tentaram, apesar de terem visto as minhas obras.
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo Apóstolo (1º Cor 7,32-35): Quisera ver-vos livres de toda preocupação. O solteiro cuida das coisas que são do Senhor, de como agradar ao Senhor. 33. O casado preocupa-se com as coisas do mundo, procurando agradar à sua esposa. 34. A mesma diferença existe com a mulher solteira ou a virgem. Aquela que não é casada cuida das coisas do Senhor, para ser santa no corpo e no espírito; mas a casada cuida das coisas do mundo, procurando agradar ao marido. 35. Digo isto para vosso proveito, não para vos estender um laço, mas para vos ensinar o que melhor convém, o que vos poderá unir ao Senhor sem partilha.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Mc 1,21-28): Dirigiram-se para Cafarnaum. E já no dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e pôs-se a ensinar. 22. Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas. 23. Ora, na sinagoga deles achava-se um homem possesso de um espírito imundo, que gritou: 24. “Que tens tu conosco, Jesus de Nazaré? Vieste perder-nos? Sei quem és: o Santo de Deus! 25. Mas Jesus intimou-o, dizendo: “Cala-te, sai deste homem!” 26. O espírito imundo agitou-o violentamente e, dando um grande grito, saiu. 27. Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: “Que é isto? Eis um ensinamento novo, e feito com autoridade; além disso, ele manda até nos espíritos imundos e lhe obedecem!” 28. A sua fama divulgou-se logo por todos os arredores da Galileia.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia do dia 28 de janeiro de 2024 compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Dt 18,15-20) que o Senhor Deus comunicou a Moisés que suscitaria um profeta entre o povo de Israel – designando tal missão ao próprio filho, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo – e a ele devemos ouvir, pois o que diz é Palavra de Deus!
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 94,1-2.6-9).
As santas palavras da 2ª Leitura (1º Cor 7,32-35) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que São Paulo Apóstolo – e também nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, de quem é embaixador – deseja que aqueles que se sentirem chamados à vida consagrada ao Senhor de forma mais efetiva, o façam livres de toda preocupação. Esclarece o Apóstolo que os que o fizerem se mantendo solteiros poderão se dedicar de forma concentrada no serviço ao Senhor – com o que estarão aptos a agradá-lo de forma toda especial, ao passo que quem se casar, por consequência natural, terá que se preocupar, além do próprio sustento, com o do cônjuge e da família. Tal estado de vida é destinado prioritariamente ao cumprimento dos deveres conjugais e familiares. Cumpre a quem o adota, dentro dos parâmetros doutrinais da Igreja, buscar primeiro o Reino de Deus e sua justiça, porém inevitavelmente condicionado ao estado de vida de casado, só podendo servir parcialmente ao Senhor, à Igreja – pois do contrário restariam negligenciados os deveres conjugais e familiares. Desse modo, falando com clareza, ensina o quanto o celibato – tanto clerical quanto dos optantes pela vida consagrada como irmãos e irmãs religiosos – se faz necessário, sendo imprescindível a quem se sente chamado ao serviço intensivo ao Senhor.
O Santo Evangelho (Mc 1,21-28) compele-nos em especial à consciência da maravilha da doutrina de Jesus e de sua autoridade divina, que realiza como que a “assepsia espiritual” dos ambientes em que tal doutrina e autoridade são seguidos, purificando-os das influências e interferências do maligno.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 24 de janeiro de 2024, que esclarece em especial em Deuteronômio 18,15-20 que o Senhor Deus comunicou a Moisés que suscitaria um profeta entre o povo de Israel – designando tal missão ao próprio filho, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo – e a ele devemos ouvir, pois o que diz é Palavra de Deus! Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 94,1-2.6-9): Vinde, manifestemos nossa alegria ao Senhor, aclamemos o Rochedo de nossa salvação; 2. apresentemo-nos diante dele com louvores, e cantemos-lhe alegres cânticos […] 6. Vinde, inclinemo-nos em adoração, de joelhos diante do Senhor que nos criou. 7. Ele é nosso Deus; nós somos o povo de que ele é o pastor, as ovelhas que as suas mãos conduzem. Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: 8. Não vos torneis endurecidos como em Meribá, como no dia de Massá no deserto, 9. onde vossos pais me provocaram e me tentaram, apesar de terem visto as minhas obras. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que São Paulo Apóstolo – e também nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, de quem é embaixador – deseja que aqueles que se sentirem chamados à vida consagrada ao Senhor de forma mais efetiva, o façam livres de toda preocupação. Esclarece o Apóstolo que os que o fizerem se mantendo solteiros poderão se dedicar de forma concentrada no serviço ao Senhor – com o que estarão aptos a agradá-lo de forma toda especial, ao passo que quem se casar, por consequência natural, terá que se preocupar, além do próprio sustento, com o do cônjuge e da família. Tal estado de vida é destinado prioritariamente ao cumprimento dos deveres conjugais e familiares. Cumpre a quem o adota, dentro dos parâmetros doutrinais da Igreja, buscar primeiro o Reino de Deus e sua justiça, porém inevitavelmente condicionado ao estado de vida de casado, só podendo servir parcialmente ao Senhor, à Igreja – pois do contrário restariam negligenciados os deveres conjugais e familiares. Desse modo, falando com clareza, ensina o quanto o celibato – tanto clerical quanto dos dos optantes pela vida consagrada como irmãos e irmãs religiosos – se faz necessário, sendo imprescindível a quem se sente chamado ao serviço intensivo ao Senhor. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência da maravilha da doutrina de Jesus e de sua autoridade divina, que realiza como que a “assepsia espiritual” dos ambientes em que tal doutrina e autoridade são seguidos, purificando-os das influências e interferências do maligno. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para nos aprofundarmos a cada dia mais no aprendizado da Palavra de Deus e da sã doutrina da Igreja e que invoquemos diariamente o poder de Jesus para exercer sua autoridade, purificando nossos lares, comunidades e todo o mundo das influências e interferências do maligno. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 28 de Janeiro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/01/santos-do-dia-da-igreja-catolica-28-de-janeiro/>]

Santo Tomás D’Aquino
Doutor da Igreja; professor de teologia, filosofia e outras ciências nas principais universidades do mundo em seu tempo; frei caridoso; estudioso dos livros sagrados; sucessor em autoridade doutrinária de São Paulo e Santo Agostinho… Assim era Tomás d’Aquino, que viveu como simples sacerdote. Muito se falou, se fala e se falará deste santo, cuja obra perdura atualíssima ao longo dos séculos. São dezenas de escritos, poesias, cânticos e hinos até hoje lidos, recitados e cantados por cristãos de todo o mundo.
Tomás nasceu em 1225, no castelo de Roccasecca, na Campânia, da família feudal italiana dos condes de Aquino. Possuía laços de sangue com as famílias reais da Itália, França, Sicília e Alemanha, esta ligada à casa de Aragão. Ingressou no mosteiro beneditino de Montecassino aos cinco anos de idade, dando início aos estudos que prosseguiria pelo restante da vida. Depois, frequentou a Universidade de Nápoles, onde se identificou com o carisma dominicano. Quando decidiu entrar para a Ordem de São Domingos, encontrou forte resistência da família. Seus irmãos chegaram a trancá-lo num castelo por um ano, para tentar mantê-lo afastado dos conventos, mas sua mãe acabou por libertá-lo e, finalmente, Tomás pôde se entregar à religião. Tinha então dezoito anos. Não sendo por acaso a sua escolha pela Ordem de São Domingos, que trabalha para unir ciência e fé em favor da Humanidade. Este sempre foi seu objetivo maior.
Foi para Colônia e Paris estudar com o grande Santo e doutor da Igreja, Alberto Magno. Por sua mansidão e silêncio, foi apelidado pelos colegas de “boi mudo” – também por ser gordo, contemplativo e muito devoto. Depois se tornou conselheiro dos papas Urbano IV, Clemente IV e Gregório X, além do rei São Luiz da França. Também lecionou nas grandes universidades de Paris, Roma, Bologna e Nápoles, porém jamais se afastou da humildade de frei, da disciplina que cobrava tanto de si mesmo quanto dos outros e da caridade para com os pobres e doentes.
Grande intelectual, vivia imerso nos estudos, chegando às vezes a perder a noção do tempo e do lugar onde estava. Sua norma de vida era: “oferecer aos outros os frutos da contemplação”. Sábios e políticos tentaram muitas vezes homenageá-lo com títulos, honras e dignidades, mas Tomás sempre recusou. Escrevia e publicava obras importantíssimas, frutos de seus estudos solitários desfrutados na humildade de sua cela – aliás, seu local preferido. Seus escritos estão entre os maiores monumentos de filosofia e teologia católica.
Tomás de Aquino morreu muito jovem, sem completar os quarenta e nove anos de idade, no mosteiro de Fossanova, a caminho do II Concílio de Lion, em 07 de março de 1274, para o qual fora convocado pelo papa Gregório X. Imediatamente colégios e universidades lhe prestaram as mais honrosas homenagens. Suas obras – com destaque à principal, mais estudada e conhecida, a Suma Teológica – foram também consideradas para sua canonização, em 1323. Disse sobre ele, nessa ocasião, o papa João XXII: “Ele fez tantos milagres, quantas proposições teológicas escreveu”. É padroeiro das escolas públicas, dos estudantes e professores.
No dia 28 de janeiro de 1567, o papa São Pio V lhe outorgou o título de “doutor da Igreja” – e logo passou a ser chamado de “doutor angélico”, pelos clérigos. Toda a sua obra filosófica e teológica tem primazia no cultivo da inteligência, orientando o estudo e oração, sendo ainda a base dos estudos na maioria dos seminários. Contou, mais recentemente, com o impulso dado pelo incentivo do papa Leão XIII, que fez reflorescer os estudos tomistas.
A sua festa litúrgica é celebrada no dia 28 de janeiro ou no dia 07 de março. Seus restos mortais estão em Tolouse, na França, mas a relíquia de seu braço direito, com o qual escrevia, se encontra em Roma.

Santo José Freinademetz
José Freinademetz nasceu no dia 15 de abril de 1852, na cidade de Oites, no Tirol do Sul, que na época pertencia ao território austríaco. Atualmente a cidade se chama Alta Badia e pertence à Itália. Seus pais eram camponeses muito pobres, tiveram treze filhos e formaram uma família muito cristã.
O pequeno José, desde a infância, queria ser um missionário. Estudou no seminário diocesano de Bressanone, onde foi ordenado sacerdote em 1875. Depois de três anos de ministério em São Martino, na Alta Badia, com autorização de seu Bispo, ingressou na Sociedade do Verbo Divino, em Steyl, na Holanda, para ser um missionário.
Em 1879, recebendo a cruz dos verbitas, foi enviado para a missão da China. Ficou dois anos em Hong Kong, para adaptação dos costumes, e depois foi enviado para a primeira missão católica em Shandong do Sul, junto com um companheiro da ordem, o holandês João Batista Anzer.
Os dois missionários encontraram uma comunidade minúscula de cristãos, com menos de duzentos fiéis. Começaram a evangelização com visitas pastorais em todas as vilas, contatando as pessoas e as famílias, pois o total de habitantes era de nove milhões.
Aos poucos o povo se afeiçoou ao caridoso, ativo e incansável Padre José, a quem deram o nome chinês de Padre Fu Shen Fu, que significa Padre Feliz. Com muita oração, fé na Divina Providência e extremo zelo missionário, conseguiram construir a Igreja, o seminário, o orfanato, a tipografia e a escola.
Até que, em 1898, Padre José adoeceu e teve de se distanciar de sua querida Shandong – aliás, ele só o fez esta única vez. Viajou para Nagasaki, no Japão, para tratar de uma tuberculose que iniciara, mas retornou logo, mesmo sem estar totalmente curado.
Em 1900, quando a China viveu a Rebelião dos Boxers – um violento grupo nacionalista lutava contra a presença dos estrangeiros em seu território – os cristãos foram duramente perseguidos, tendo o Padre José permanecido firme ao lado do seu rebanho, rezando e sofrendo com eles. Recusou viajar para a Holanda e participar das celebrações do jubileu de prata da Congregação do Verbo Divino, que, por sinal, coincidiam com o de sua ordenação.
Sete anos depois o povo chinês foi assolado por uma epidemia de tifo. Padre José, à frente no atendimento e socorro às vitimas, contraiu a moléstia e morreu no dia 28 de janeiro de 1908, em Taikia.
Nesta ocasião, a diocese já contava com quarenta mil adultos convertidos e cento e cinquenta mil crianças batizadas. Sua entrega à vida missionária no seguimento de Cristo e seu amor ao povo chinês foram retratadas nesta declaração à um irmão verbita: “Se pudesse reaver a juventude, escolheria outra vez a minha vocação, escolheria ser missionário no sul de Shandong”.
Canonizado no ano de 2003 pelo Papa João Paulo II, São José Freinademetz é festejado no dia de sua morte, sendo reconhecido o padre fundador da Igreja do sul da Província de Shandon”.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 28/01/2023
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Início da Primeira Epístola do Apóstolo São Paulo aos Tessalonicenses 1, 1–10, 2,1-12
Solicitude de S. Paulo pela Igreja de Tessalônica
Paulo, Silvano e Timóteo à Igreja dos Tessalonicenses, que está em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo: a graça e a paz estejam convosco.
Damos continuamente graças a Deus por todos vós, ao fazermos menção de vós em nossas orações. Recordamos a atividade da vossa fé, o esforço da vossa caridade e a firmeza da vossa esperança em Nosso Senhor Jesus Cristo, na presença de Deus nosso Pai.
Nós sabemos, irmãos amados por Deus, como fostes escolhidos. O nosso Evangelho não vos foi pregado somente com palavras, mas também com obras poderosas, com a ação do Espírito Santo e com profunda convicção. Vós sabeis, aliás, como procedemos no meio de vós, para vosso bem.
Tornastes-vos imitadores nossos e do Senhor, recebendo a palavra no meio de muitas tribulações, com a alegria do Espírito Santo; e assim vos tornastes exemplo para todos os crentes da Macedônia e da Acaia. Porque, partindo de vós, a palavra do Senhor ressoou não só na Macedônia e na Acaia, mas em toda a parte se divulgou a vossa fé em Deus, de modo que não precisamos dizer mais sobre ela. De fato, são eles próprios que relatam o acolhimento que tivemos junto de vós, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir ao Deus vivo e verdadeiro e esperar dos Céus o seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos: Jesus, que nos livrará da ira divina que há de vir.
Como vós próprios sabeis, irmãos, a visita que vos fizemos não foi inútil. Não obstante os sofrimentos e insultos que suportamos, como sabeis, em Filipos, no nosso Deus encontramos coragem para vos anunciar o seu Evangelho no meio de grandes lutas. A nossa pregação não nasce do erro nem da impureza ou da fraude. Mas, como Deus nos encontrou dignos de nos confiar o Evangelho, assim o pregamos, não para agradar aos homens, mas a Deus que põe à prova os nossos corações.
Bem sabeis que nunca usamos palavras de lisonja nem recursos de ganância; Deus é testemunha. Tampouco procuramos as honras humanas, quer da vossa parte, quer da parte dos outros, embora nos pudéssemos ter imposto como apóstolos de Cristo. Ao contrário, fizemo-nos pequenos no meio de vós. Como a mãe que acalenta os filhos que anda a criar, assim nós também, pela viva afeição que vos dedicamos, desejávamos partilhar convosco não só o Evangelho de Deus mas ainda a própria vida, tão caros vos tínheis tornado para nós.
Bem vos lembrais, irmãos, dos nossos trabalhos e canseiras. Foi a trabalhar noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós, que vos pregamos o Evangelho de Deus. Vós sois testemunhas, e Deus também, de como nos portamos de maneira justa, santa e irrepreensível em relação a vós, os crentes. E bem sabeis que, como um pai trata os seus filhos, exortamos, animamos e conjuramos cada um de vós a proceder de maneira digna de Deus, que vos chama ao seu reino e à sua glória.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Carta de Santo Inácio de Antioquia, bispo e mártir, aos Esmirnenses
(Nn. 1 – 4, 1: Funk 1, 235-237) (Sec. I)
Cristo chamou-nos ao seu reino e à sua glória
Inácio, também chamado Teóforo, à Igreja de Deus Pai e de seu amado Filho Jesus Cristo, estabelecida em Esmirna, na Ásia, Igreja cheia de fé e caridade, que pela misericórdia divina obteve toda a espécie de dons e de graças, gratíssima a Deus e portadora de santidade, rica em pureza de espírito e na palavra de Deus: as minhas cordiais saudações.
Dou graças a Jesus Cristo, Deus que vos comunicou tão grande sabedoria; pude verificar, de fato, que estais bem firmes e inabaláveis na fé, como se estivésseis cravados em corpo e alma na cruz do Senhor Jesus Cristo, e que estais bem fundados na caridade pelo Sangue de Cristo. Acreditais firmemente em Nosso Senhor, acreditais que ele procede verdadeiramente de Davi segundo a carne e é Filho de Deus pela vontade e poder de Deus; que nasceu verdadeiramente da Virgem; que foi batizado por João para que se cumprisse nele toda a justiça; que, sob Pôncio Pilatos e o tetrarca Herodes, o seu Corpo foi verdadeiramente crucificado por amor de nós (que somos o fruto da sua cruz e da sua bem-aventurada paixão); e acreditais que, mediante a sua ressurreição, ele levantou o seu estandarte para sempre em favor dos seus santos e fiéis, para os reunir a todos, tanto judeus como gentios, no único corpo da sua Igreja.
Tudo isto sofreu por nós, para que fôssemos salvos; e tão verdadeiramente sofreu, como também verdadeiramente se ressuscitou a si mesmo.
Eu sei e creio firmemente que depois da sua ressurreição teve um corpo verdadeiro, e que ainda o tem. Quando se aproximou de Pedro e dos seus companheiros, disse-lhes: Tocai-me, palpai-me e vede que não sou um espírito sem corpo. Eles logo tocaram e acreditaram na realidade da sua carne e do seu espírito. E por esta fé desprezaram e venceram a própria morte. Depois da sua ressurreição, comeu e bebeu com eles, como um homem de carne e osso, embora estivesse espiritualmente unido ao Pai.
Recordo-vos estas coisas, irmãos caríssimos, embora saiba que tendes os mesmos sentimentos.
LEITURA BREVE
2 Tim 2, 8.11-13
Lembra-te de que Jesus Cristo, descendente de Davi, ressuscitou dos mortos. É digna de fé esta palavra: se morremos com Cristo, também com ele viveremos; se sofremos com Cristo, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará; se formos infiéis, ele permanecerá fiel, porque não pode negar-se a si mesmo.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 6, 19-20
Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós e vos foi dado por Deus? Não vos pertenceis a vós mesmos: fostes resgatados por grande preço. Glorificai a Deus no vosso corpo.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 10, 12
Agora, Israel, que te pede o Senhor teu Deus? Que respeites o Senhor teu Deus, que sigas todos os seus caminhos, que o ames e sirvas com todo o teu coração e com toda a tua alma.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Cant 8, 6b-7
O amor é forte como a morte, e a paixão é violenta como o abismo. É uma chama ardente, um fogo divino. As águas torrenciais não conseguem apagar o amor, nem os rios o podem submergir.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Hebr 12, 22-24
Vós aproximastes-vos do monte Sião, da cidade do Deus vivo, da Jerusalém celeste, de muitos milhares de Anjos em reunião festiva; de uma assembleia dos primogênitos cujos nomes estão inscritos no Céu; de Deus, juiz do universo; dos espíritos dos justos que atingiram a perfeição; de Jesus, Mediador da Nova Aliança, e do sangue de aspersão que fala mais eloquentemente que o sangue de Abel.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
