“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 28 DE JANEIRO DE 2024
28 de janeiro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 30 DE JANEIRO DE 2024
30 de janeiro de 2024SEGUNDA FEIRA DA IV SEMANA DO TEMPO COMUM
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=GFQ-F9WTIRI

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4253-liturgia-de-29-de-janeiro-de-2024>]
Antífona da entrada
– Salvai-nos, ó Senhor, ó nosso Deus, e do meio das nações nos congregai, para ao vosso nome agradecer e para termos nossa glória em vos louvar! (Sl 105,47)
Coleta
– Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de coração sincero e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: 2Sm 15,13-14.30; 16,5-13a
Salmo Responsorial: Sl 3,1-7
– Levantai-vos, ó Senhor, vinde salvar-me!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo, aleluia. (Lc 7,16)
Aleluia, aleluia, aleluia.
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos: Mc 5,1-20.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (2Sm 15,13-14.30; 16,5-13a): Vieram então anunciar a Davi: Os israelitas aderem a Absalão! 14. Davi disse então a todos os que estavam com ele em Jerusalém: Vamos, fujamos, porque não podemos de outro modo escapar a Absalão! Apressai-vos e parti, não suceda que ele nos surpreenda de repente, e nos inflija a ruína, passando a cidade ao fio da espada. […] 30. Davi subiu chorando o monte das Oliveiras, cabeça coberta e descalço. Todo o povo que o acompanhava subia também chorando, com a cabeça coberta. […] 5. Quando o rei chegou a Baurim, apareceu um homem da família da casa de Saul, chamado Semei, filho de Gera, o qual ia proferindo maldições enquanto andava. […] 6. Atirava pedras contra o rei Davi e contra todos os seus servos, embora todo o exército e todos os guerreiros valentes se encontrassem à direita e à esquerda do rei. […] 7. E o amaldiçoava, dizendo: Vai-te, vai-te embora, homem sanguinário e celerado. […] 8. O Senhor faz cair sobre ti todo o sangue da casa de Saul, cujo trono usurpaste; o Senhor entregou o reino ao teu filho Absalão. Eis-te oprimido de males, homem sanguinário que és! […] 9. Então Abisai, filho de Sarvia, disse ao rei: Por que insulta esse cão morto ao rei, meu senhor? Deixa-me passar, vou cortar-lhe a cabeça. […] 10. Que nos importa, filho de Sarvia?, respondeu Davi. Deixa-o amaldiçoar. Se o Senhor lhe ordenou que me amaldiçoasse, quem poderia dizer-lhe: por que fazes isso? […] 11. E Davi disse a Abisai e à sua gente: Vede: se meu filho, fruto de minhas entranhas, conspira contra a minha vida, quanto mais agora esse benjaminita? Deixai-o amaldiçoar, se o Senhor lho ordenou. […] 12. Talvez o Senhor considere a minha aflição e me dê agora bens por esses ultrajes.13. Davi e seus homens retomaram o seu caminho (…)
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 3,1-7): Salmo de Davi, quando fugia de Absalão, seu filho. 2. Senhor, como são numerosos os meus perseguidores! É uma turba que se dirige contra mim. 3. Uma multidão inteira grita a meu respeito: Não, não há mais salvação para ele em seu Deus! 4. Mas vós sois, Senhor, para mim um escudo; vós sois minha glória, vós me levantais a cabeça. 5. Apenas elevei a voz para o Senhor, ele me responde de sua montanha santa. 6. Eu, que me tinha deitado e adormecido, levanto-me, porque o Senhor me sustenta. 7. Nada temo diante desta multidão de povo, que de todos os lados se dirige contra mim.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Mc 5,1-20): Passaram à outra margem do lago, ao território dos gerasenos. 2. Assim que saíram da barca, um homem possesso do espírito imundo saiu do cemitério 3. onde tinha seu refúgio e veio-lhe ao encontro. Não podiam atá-lo nem com cadeia, mesmo nos sepulcros, 4. pois tinha sido ligado muitas vezes com grilhões e cadeias, mas os despedaçara e ninguém o podia subjugar. 5. Sempre, dia e noite, andava pelos sepulcros e nos montes, gritando e ferindo-se com pedras. 6. Vendo Jesus de longe, correu e prostrou-se diante dele, gritando em alta voz: 7. Que queres de mim, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus, que não me atormentes. 8. É que Jesus lhe dizia: Espírito imundo, sai deste homem! 9. Perguntou-lhe Jesus: Qual é o teu nome? Respondeu-lhe: Legião é o meu nome, porque somos muitos. 10. E pediam-lhe com instância que não os lançasse fora daquela região. 11. Ora, uma grande manada de porcos andava pastando ali junto do monte. 12. E os espíritos suplicavam-lhe: Manda-nos para os porcos, para entrarmos neles. 13. Jesus lhos permitiu. Então os espíritos imundos, tendo saído, entraram nos porcos; e a manada, de uns dois mil, precipitou-se no mar, afogando-se. 14. Fugiram os pastores e narraram o fato na cidade e pelos arredores. Então saíram a ver o que tinha acontecido. 15. Aproximaram-se de Jesus e viram o possesso assentado, coberto com seu manto e calmo, ele que tinha sido possuído pela Legião. E o pânico apoderou-se deles. 16. As testemunhas do fato contaram-lhes como havia acontecido isso ao endemoninhado, e o caso dos porcos. 17. Começaram então a rogar-lhe que se retirasse da sua região. 18. Quando ele subia para a barca, veio o que tinha sido possesso e pediu-lhe permissão de acompanhá-lo. 19. Jesus não o admitiu, mas disse-lhe: Vai para casa, para junto dos teus e anuncia-lhes tudo o que o Senhor fez por ti, e como se compadeceu de ti. 20. Foi-se ele e começou a publicar, na Decápole, tudo o que Jesus lhe havia feito. E todos se admiravam.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia do dia 29 de janeiro de 2024 compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (2Sm 15,13-14.30; 16,5-13a) sobre as tribulações de Davi com a revolta de seu filho Absalão, que intentou usurpar-lhe o trono, tendo Davi, logo que recebeu a notícia, concitado os que estavam com ele a fugir, para não serem passados a fio de espada. Davi e o povo subiram então, chorando, o Monte das Oliveiras. Enquanto se retirava com os seus, um homem da casa de Saul, chamado Semei, os acompanhava proferindo maldições e atirando pedras, afirmando que Davi havia usurpado o trono de Saul e que agora o Senhor havia entregue o trono ao seu filho Absalão, regozijando-se por vê-lo oprimido de males. Interpelado pelos seus, que desejavam eliminar tal homem, afirmou Davi: “Vede: se meu filho, fruto de minhas entranhas, conspira contra a minha vida, quanto mais agora esse benjaminita? Deixai-o amaldiçoar, se o Senhor lho ordenou. Talvez o Senhor considere a minha aflição e me dê agora bens por esses ultrajes.” Cumpre-nos impregnar-nos da consciência de que Davi estava ciente de que tais males eram frutos de seus pecados e por isso se portou com resignação, com disposição a suportá-los humildemente, mantendo a esperança de que o Senhor teria piedade e aquela tempestade passaria.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 3,1-7).
O Santo Evangelho (Mc 5,1-20) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que veio ao encontro de Jesus, assim que saíram da barca ao passarem para a outra margem do lago, no território dos gerasenos, um homem possesso que vivia no cemitério, tendo o mesmo várias vezes escapado dos grilhões e cadeias com que quiseram prendê-lo. Andava pelos sepulcros e nos montes, gritando e ferindo-se com pedras. Esse homem prostrou-se diante de Jesus e gritou em alta voz: “Que queres de mim, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus, que não me atormentes.” Isso porque Jesus havia dito: “Espírito imundo, sai deste homem!” Jesus perguntou-lhe o nome, ao que respondeu: “Legião é o meu nome, porque somos muitos.” Pediram então para não serem lançados fora daquela região. Uma manada de porcos pastava ali próximo e eles pediram a Jesus que os mandasse para os porcos. Assim se fez, os espíritos imundos entraram nos porcos e a manada – em torno de dois mil – precipitou-se no mar, afogando-se. Os pastores dos porcos fugiram, contando aos que encontraram no caminho e também na cidade o que acontecera. Muitos vieram ver o que ocorrera e viram o possesso sentado, coberto com seu manto e calmo, o que gerou grande estranhamento e então pediram a Jesus que se retirasse de sua região. O possesso pediu permissão para acompanhá-los, mas Jesus o orientou a voltar para sua casa e anunciar o que o Senhor fez, como havia se compadecido dele. O homem obedeceu e anunciou por toda a Decápole o que Jesus havia feito por ele e todos se admiravam. Cumpre-nos apropriar-nos da riqueza de tal perícope, extraindo dela a clareza de que legiões de espíritos imundos assolam os seres que não se mantém sintonizados com os ensinamentos divinos, os sacramentos – os que não buscam a presença de Jesus. Um forte indício de tal realidade é a automutilação: o homem possuído por legião feria-se com pedras; em nossos dias são múltiplos os relatos de pessoas – especialmente jovens – que cortam os pulsos… Porém há outras formas de autoagressão: tudo o que é prejudicial à própria pessoa e ela não recusa. Por exemplo: audição de músicas degradantes; fumar; consumo abusivo de álcool; consumir drogas; compulsão sexual etc. Tudo isso afunda o ser em uma realidade degradante, em um círculo vicioso que mantém o viver em um nível infernal, mesmo que desfrute de muitos bens materiais. A paz profunda, fonte da verdadeira felicidade, somente é encontrada em um viver pautado nos desígnios divinos. Tais desígnios são expressos com toda a clareza na sã doutrina cristã, sendo fundamental para isso o encontro com Jesus e a manutenção de um relacionamento íntimo, de profunda amizade com ele: pela busca do alimento da palavra e da Eucaristia na Santa Missa; pela adoração ao Santíssimo Sacramento; pelas práticas devocionais – como a récita do Santo Rosário, a invocação do auxílio dos anjos, as orações vocais, mentais, estudo orante da Palavra de Deus, Liturgia das Horas etc. Tendo sido contemplados com tais inestimáveis graças – tendo o Senhor se compadecido de nós; nos libertado de muitas desgraças, vindo até nós; tendo ensinado e dado magníficos exemplos, até o supremo sacrifício na cruz; tendo suscitado os apóstolos e a Igreja, que foi sustentada com o sacrifício de muitos mártires e o empenho de muitos outros santos – cumpre-nos empenhar-nos para usufruir com cada vez maior zelo tais dádivas divinas, bem como testemunhar e anunciar tudo o que o Senhor fez por nós! E também denunciar tudo o que conspira contra essa maravilhosa corrente de graças, intentando desvirtuar o que provém do divino. Cumpre-nos ainda, de forma especial, impregnar-nos da clareza da atitude insensata dos gerasenos, que pediram a Jesus que se retirasse, o que se constitui gritante exemplo de inversão de valores. Pesarosos pela perda dos porcos, apressaram-se em afastar Jesus. Não valoraram com reto discernimento – não deram o devido valor à cura e à libertação do possesso. Cumpre-nos refletir: em nossos dias, o que tem sido mais valorizado? Os porcos, os bens materiais, ou o que provêm de Deus – seu Reino e sua justiça? Que sementes temos plantado, como coletividade, como humanidade? O que estamos colhendo? O que plantaremos doravante? O que desejamos colher?

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 29 de janeiro de 2024, que esclarece em especial em 2 Samuel 15,13-14.30; 16,5-13a sobre as tribulações de Davi com a revolta de seu filho Absalão, que intentou usurpar-lhe o trono, tendo Davi, logo que recebeu a notícia, concitado os que estavam com ele a fugir, para não serem passados a fio de espada. Davi e o povo subiram então, chorando, o Monte das Oliveiras. Enquanto se retirava com os seus, um homem da casa de Saul, chamado Semei, os acompanhava proferindo maldições e atirando pedras, afirmando que Davi havia usurpado o trono de Saul e que agora o Senhor havia entregue o trono ao seu filho Absalão, regozijando-se por vê-lo oprimido de males. Interpelado pelos seus, que desejavam eliminar tal homem, afirmou Davi: “Vede: se meu filho, fruto de minhas entranhas, conspira contra a minha vida, quanto mais agora esse benjaminita? Deixai-o amaldiçoar, se o Senhor lho ordenou. Talvez o Senhor considere a minha aflição e me dê agora bens por esses ultrajes.” Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, a exemplo de Davi, atuemos cientes de que a maioria dos males que se abatem sobre nossas vidas – e isso vale tanto para indivíduos quanto para coletividades – se constituem frutos de nossos pecados. Que a exemplo de Davi, nos portemos com resignação, suportando-os humildemente, mantendo a esperança de que vós tereis piedade e que as tempestades passarão. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que vigiemos e oremos, buscando em tudo emendar nossas condutas para bem semear e assim bem colher. Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 3,1-7): Salmo de Davi, quando fugia de Absalão, seu filho. 2. Senhor, como são numerosos os meus perseguidores! É uma turba que se dirige contra mim. 3. Uma multidão inteira grita a meu respeito: Não, não há mais salvação para ele em seu Deus! 4. Mas vós sois, Senhor, para mim um escudo; vós sois minha glória, vós me levantais a cabeça. 5. Apenas elevei a voz para o Senhor, ele me responde de sua montanha santa. 6. Eu, que me tinha deitado e adormecido, levanto-me, porque o Senhor me sustenta. 7. Nada temo diante desta multidão de povo, que de todos os lados se dirige contra mim. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, conforme esclarece o Santo Evangelho em Marcos 5,1-20, nos impregnemos da consciência de que, assim que saíram da barca ao passarem para a outra margem do lago, no território dos gerasenos, veio ao encontro de Jesus um homem possesso que vivia no cemitério, tendo o mesmo várias vezes escapado dos grilhões e cadeias com que quiseram prendê-lo. Andava pelos sepulcros e nos montes, gritando e ferindo-se com pedras. Esse homem prostrou-se diante de Jesus e gritou em alta voz: “Que queres de mim, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus, que não me atormentes.” Isso porque Jesus havia dito: “Espírito imundo, sai deste homem!” Jesus perguntou-lhe o nome, ao que respondeu: “Legião é o meu nome, porque somos muitos.” Pediram então para não serem lançados fora daquela região. Uma manada de porcos pastava ali próximo e eles pediram a Jesus que os mandasse para os porcos. Assim se fez, os espíritos imundos entraram nos porcos e a manada – em torno de dois mil – precipitou-se no mar, afogando-se. Os pastores dos porcos fugiram, contando aos que encontraram no caminho e também na cidade o que acontecera. Muitos vieram ver o que ocorrera e viram o possesso sentado, coberto com seu manto e calmo, o que gerou grande estranhamento e então pediram a Jesus que se retirasse de sua região. O possesso pediu permissão para acompanhá-los, mas Jesus o orientou a voltar para sua casa e anunciar o que o Senhor fez, como havia se compadecido dele. O homem obedeceu e anunciou por toda a Decápole o que Jesus havia feito por ele e todos se admiravam. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos apropriemos da riqueza de tal perícope, extraindo dela a clareza de que legiões de espíritos imundos assolam os seres que não se mantém sintonizados com os ensinamentos divinos, os sacramentos – os que não buscam a presença de Jesus. Um forte indício de tal realidade é a automutilação: o homem possuído por legião feria-se com pedras; em nossos dias são múltiplos os relatos de pessoas – especialmente jovens – que cortam os pulsos… Porém há outras formas de autoagressão: tudo o que é prejudicial à própria pessoa e ela não recusa. Por exemplo: audição de músicas degradantes; fumar; consumo abusivo de álcool; consumir drogas; compulsão sexual etc. Tudo isso afunda o ser em uma realidade degradante, em um círculo vicioso que mantém o viver em um nível infernal, mesmo que desfrute de muitos bens materiais. A paz profunda, fonte da verdadeira felicidade, somente é encontrada em um viver pautado nos desígnios divinos. Tais desígnios são expressos com toda a clareza na sã doutrina cristã, sendo fundamental para isso o encontro com Jesus e a manutenção de um relacionamento íntimo, de profunda amizade com ele: pela busca do alimento da palavra e da Eucaristia na Santa Missa; pela adoração ao Santíssimo Sacramento; pelas práticas devocionais – como a récita do Santo Rosário, a invocação do auxílio dos anjos, as orações vocais, mentais, o estudo orante da Palavra de Deus, Liturgia das Horas etc. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, tendo sido contemplados com tais inestimáveis graças – tendo vos compadecido de nós; nos libertado de muitas desgraças; vindo até nós; tendo ensinado e dado magníficos exemplos, até o supremo sacrifício na cruz; tendo suscitado os apóstolos e a Igreja, que foi sustentada com o sacrifício de muitos mártires e o empenho de muitos outros santos – nos empenhemos denodadamente para usufruir com cada vez maior zelo tais dádivas divinas, bem como testemunhemos e anunciemos tudo o que vós fizestes por nós! E também denunciemos tudo o que conspira contra essa maravilhosa corrente de graças, intentando desvirtuar o que provém do divino. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da clareza da atitude insensata dos gerasenos, que pediram a Jesus que se retirasse, o que se constitui gritante exemplo de inversão de valores. Pesarosos pela perda dos porcos, apressaram-se em afastar Jesus. Não valoraram com reto discernimento – não deram o devido valor à cura e à libertação do possesso. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para refletir, meditar com profundidade e sinceridade: em nossos dias, o que tem sido mais valorizado? Os porcos, os bens materiais, ou o que provêm de Deus – seu Reino e sua justiça? Que sementes temos plantado, como coletividade, como humanidade? O que estamos colhendo? O que plantaremos doravante? O que desejamos colher? Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
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SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 29 de Janeiro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/01/santos-do-dia-da-igreja-catolica-29-de-janeiro/>]

Santo Valério de Treviri
Nesta data as homenagens da Igreja estão voltadas para dois santos com o mesmo nome, Valério e ambos bispos, mas viveram em séculos bem distantes. O primeiro a ser canonizado, foi o da diocese de Treviri. O segundo foi o de Ravena, que pode ser encontrado na outra página.
Uma tradição muito antiga nos conta que o bispo de Treviri, chamado Valério, foi discípulo do apóstolo Pedro. Este o teria consagrado bispo e enviado para evangelizar a população da Alemanha. Mas, isto não ocorreu, São Pedro testemunhou a fé pelo menos dois séculos antes.
Entretanto, Valério realmente foi o bispo de Treviri e prestou um relevante trabalho de evangelização para a Igreja de Roma. Primeiro auxiliando Eucario, que foi o primeiro bispo desta diocese e depois colaborando com Materno, seu contemporâneo; os quais foram incluídos no Livro dos Santos, como grandes apóstolos da Alemanha.
Nos registros posteriores, revistos pelo Vaticano no final do primeiro milênio, onde foram narrados os motivos da santidade dos religiosos até então, encontramos o seguinte, sobre Valério: “converteu multidões de pagãos e operou milagres singelos e expressivos”. Talvez o mais significativo, tenha sido quando Valério trouxe de volta a vida do companheiro Materno com o simples toque do seu bastão episcopal. Depois, o outro companheiro de missão, que já havia falecido, Eucario, o teria avisado em sonho que no dia 29 de janeiro ele seria recebido no Reino de Deus. Valério morreu neste dia de um ano ignorado, no início do século IV.
A fama de sua santidade aumentou com a sua morte e os devotos procuravam a sua sepultura para agradecer ou pedir a sua intercessão. O culto se intensificou com a construção de muitas igrejas dedicadas a São Valério, principalmente entre os povos de língua germânica. Muitas cidades o elegeram como seu padroeiro. As suas relíquias, conservadas numa urna de prata, se encontram na basílica de São Matias, na cidade de Treviri, atualmente chamada de Tries, na Alemanha. A festa litúrgica ocorre no dia de sua morte.

Santo Valério de Ravena
Recordamos hoje dois santos bispos com o mesmo nome, Valério. O primeiro, morreu cinco séculos antes, na sua sede episcopal em Treviri, na Alemanha. O segundo, faleceu no dia 15 de março de 810 e foi o bispo de Ravena, em Roma, na Itália.
Este Valério, bispo de Ravena, que faleceu em março, passou a ser comemorado no dia 29 de janeiro, por ser confundido com o primeiro que faleceu neste dia, o qual já tinha um culto cristalizado entre os peregrinos e devotos. O erro partiu de um copista do Vaticano, em 1286, que acreditou se tratasse de um santo só. Excluiu a festa de março e manteve no calendário da Igreja a data da comemoração mais antiga, e assim ficou.
Valério de Ravena, também sofreu fortes perseguições políticas dentro do próprio clero. Mas o pior foi que, para agradar o imperador Carlos Magno, que não simpatizava com ele, o bispo foi vítima de uma sórdida intriga política. No dia 8 de abril de 808, dia de Palmas, dois nobres condes paladinos chegaram cedo na cúria, conversaram com Valério, que os acolheu e deu hospedagem. Participaram de todas as celebrações pertinentes à data e depois de almoçarem com o bispo, partiram agradecidos.
Depois, em troca de favores da corte, estes nobres mandaram uma carta ao papa Leão III, informando que durante a refeição, daquele dia, o bispo Valério havia proferido palavras tão impróprias, que não poderiam ser repetidas nem por escrito. Mais tarde quando surgiram outras divergências políticas, o papa Leão III escreveu numa carta a Carlos Magno, que ele mesmo contestava a santidade do bispo e lhe contou sobre os dois condes.
Outras fontes históricas da Santa Sé, entretanto, comprovaram que o arcebispo de Ravena era um pastor zeloso e batalhador pela causa do bem da doutrina cristã, especialmente na luta contra a heresia ariana. Valério administrou a diocese de Ravena entre 788 e 810. O arcebispo Simeão trasladou suas relíquias para a catedral, em 1222, concedendo uma indulgência especial à basílica de santo Apolinário, por “reverências ao bem-aventurado Valério”.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 29/01/2023
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Epístola aos Gálatas 1, 13 ‑ 2, 10
Vocação e apostolado de S. Paulo
Irmãos: Certamente ouvistes falar do meu proceder outrora no judaísmo e como perseguia terrivelmente a Igreja de Deus e procurava destruí-la. Fazia mais progressos no judaísmo do que muitos dos meus compatriotas da mesma idade, por ser extremamente zeloso das tradições de meus pais. Mas quando aprouve a Deus, que me destinou desde o seio materno e me chamou pela sua graça, revelar em mim o seu Filho, para que eu o anunciasse entre os gentios, decididamente não consultei a carne e o sangue, nem subi a Jerusalém para ir ter com os que foram apóstolos antes de mim; mas retirei-me para a Arábia e depois voltei novamente a Damasco. Três anos mais tarde, subi a Jerusalém para conhecer Pedro e fiquei junto dele quinze dias. Não vi mais nenhum dos apóstolos, a não ser Tiago, irmão do Senhor. O que vos escrevo, diante de Deus o afirmo: não estou a mentir. A seguir, fui às regiões da Síria e da Cilícia. Eu era pessoalmente desconhecido das Igrejas da Judeia que estão em Cristo. Só tinham ouvido dizer: «Aquele que outrora nos perseguia anuncia agora a fé que então combatia». E davam glória a Deus a respeito de mim. Catorze anos depois, subi novamente a Jerusalém com Barnabé e fiz-me acompanhar também de Tito. Eu subi para lá, de acordo com uma revelação, e expus-lhes o Evangelho que prego entre os gentios, numa reunião particular com os principais dirigentes, para me assegurar de não correr ou não ter corrido em vão. Mas nem sequer Tito, o meu companheiro, que era grego, foi obrigado a circuncidar-se. No entanto, a questão pôs-se por causa desses intrusos, falsos irmãos que se tinham introduzido entre nós para espiar a liberdade que temos em Cristo Jesus, a fim de nos reduzirem à escravidão. A esses não cedemos um momento sequer, a fim de conservar intacta para vós a verdade do Evangelho. Quanto àqueles que eram de maior consideração, o que tinham sido antes pouco me importava; Deus não faz acepção de pessoas, os mais considerados de fato nada mais me impuseram. Pelo contrário, viram então que me estava confiada a evangelização dos que não eram judeus, como a Pedro a dos que eram judeus. De fato, Aquele que exercera em Pedro a sua ação em ordem ao apostolado entre os judeus, tinha-a exercido em mim em ordem aos gentios. Por isso, Tiago, Cefas e João, que eram considerados como as colunas, ao reconhecerem a graça que me fora concedida, estenderam-nos as mãos, a mim e a Barnabé, em sinal de acordo: nós seríamos para os gentios e eles para os judeus. Só nos pediram que nos lembrássemos dos seus pobres, o que eu procurei pôr em prática com grande diligência.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do «Brevilóquio» de São Boaventura, bispo
(Prologus: Opera omnia 5, 201-202) (Sec.XIII)
Do conhecimento de Jesus Cristo dimana a compreensão de toda a Sagrada Escritura
A Sagrada Escritura não tem a sua origem na investigação humana, mas na revelação divina, que vem do Pai das luzes, de quem toda a paternidade toma o nome no Céu e na terra. Do Pai, por seu Filho Jesus Cristo, desce sobre nós o Espírito Santo; por meio do Espírito Santo, que reparte os seus dons e os distribui a cada um como lhe agrada, se nos dá a fé; e pela fé Cristo habita nos nossos corações. Deste conhecimento de Jesus Cristo, como princípio original, depende a reta compreensão de toda a Sagrada Escritura. Por isso, não pode ter acesso ao conhecimento da Escritura quem não tiver antes infundida na alma a fé em Cristo, que é como a luz, a porta e o fundamento de toda a Escritura. Na verdade, enquanto vivemos ainda exilados longe do Senhor, a fé é o fundamento que nos sustém, a luz que nos guia, a porta que nos dá acesso a toda a iluminação sobrenatural; é pela fé que se mede o dom da sabedoria que recebemos de Deus, para que ninguém tenha de si mesmo uma opinião superior à que convém, mas sim uma opinião moderada, cada um segundo o grau da fé que Deus lhe atribuiu. A finalidade ou fruto da Sagrada Escritura não é um êxito qualquer: é a plenitude da felicidade eterna. Porque as palavras da Escritura são palavras de vida eterna, pois foram escritas não só para acreditarmos, mas também para alcançarmos a vida eterna, aquela vida na qual veremos, amaremos e serão saciados todos os nossos desejos. Só então compreenderemos perfeitamente o amor de Cristo, que ultrapassa todo o conhecimento, e assim seremos enriquecidos com toda a plenitude de Deus. A esta plenitude há de introduzir-nos a Escritura divina, segundo a afirmação do Apóstolo já citada. Esta é a finalidade, esta é a intenção que há de guiar-nos ao estudar, ensinar e ouvir a Sagrada Escritura. Para chegar diretamente a este resultado final, através do reto caminho da Escritura, devemos começar pelo princípio, isto é, voltar-nos para o Pai das luzes com fé sincera, dobrando os joelhos do nosso coração, para que Ele, por seu Filho, no Espírito Santo, nos dê o verdadeiro conhecimento de Jesus Cristo e, com o conhecimento, nos dê o seu amor. Deste modo, conhecendo-o e amando-o, fundados solidamente na fé e enraizados na caridade, podemos compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade da Sagrada Escritura, e por este conhecimento podemos chegar ao conhecimento pleno e amor extático (extasiante) da Santíssima Trindade, para onde se voltam as aspirações dos santos e onde está a perfeição de toda a verdade e de toda a bondade.
LEITURA BREVE
Judite 8, 25-26a.27
Demos graças ao Senhor nosso Deus, que nos põe à prova como aos nossos pais. Lembrai-vos como procedeu com Abraão, como provou Isaac e o fez a Jacó. Assim como os provou pelo fogo para sondar os seus corações, também não se vinga de nós; mas é para advertir que o Senhor inflige castigos aos que dele se aproximam.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Lev 20, 26
Sede para mim santos, porque eu, o Senhor, sou santo, e vos separei dos outros povos para que sejais meus.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Sab 15, 1.3
Vós, senhor nosso Deus, sois bondoso, fiel e paciente, e tudo governais com misericórdia. Conhecer-vos é a perfeita justiça e conhecer o poder do vosso nome é fonte de imortalidade.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Bar 4, 21-22
Coragem, meus filhos. Clamai a Deus e ele vos libertará da opressão, das mãos dos inimigos. Eu espero do Eterno a vossa salvação e do Santo me vem grande alegria, pela misericórdia que em breve vos será concedida pelo Eterno, vosso Salvador.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Tes 3, 12-13
O Senhor vos faça crescer e abundar na caridade uns para com os outros e para com todos, como nós a temos tido para convosco, a fim de que os vossos corações se conservem irrepreensíveis na santidade, diante de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de Jesus, Nosso Senhor, com todos os seus santos.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tess 5, 9-10
Deus destinou-nos para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamos unidos a Ele.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
