“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 16 DE FEVEREIRO DE 2024
16 de fevereiro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 18 DE FEVEREIRO DE 2024
18 de fevereiro de 2024SÁBADO DEPOIS DAS CINZAS
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=3p1uC5Q3KBQ

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4274-liturgia-de-17-de-fevereiro-de-2024>]
Antífona da entrada
– Atendei-nos, Senhor, porque grande é a vossa misericórdia; olhai para nós, Senhor por vossa imensa bondade (Sl 68,17).
Coleta
– Ó Deus eterno e todo poderoso, olhai com bondade a nossa fraqueza e estendei, para proteger-nos, a vossa mão poderosa. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Is 58,9b-14
Salmo Responsorial: Sl 85,1-6.11a
– Ensinai-me os vossos caminhos e na vossa verdade andarei.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 5,27-32.
Glória a vós, Senhor Jesus, primogênito dentre os mortos!
Glória a vós, Senhor Jesus, primogênito dentre os mortos!
– Não quero a morte do pecador, diz o Senhor, mas que ele volte se converta e tenha vida (Ex 33,11)
Glória a vós, Senhor Jesus, primogênito dentre os mortos!
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Is 58,9b-14): Se expulsares de tua casa toda a opressão, os gestos malévolos e as más conversações; 10. se deres do teu pão ao faminto, se alimentares os pobres, tua luz levantar-se-á na escuridão, e tua noite resplandecerá como o dia pleno. 11. O Senhor te guiará constantemente, alimentar-te-á no árido deserto, renovará teu vigor. Serás como um jardim bem irrigado, como uma fonte de águas inesgotáveis. 12. Reerguerás as ruínas antigas, reedificarás sobre os alicerces seculares; chamar-te-ão o reparador de brechas, o restaurador das moradias em ruínas. 13. Se te abstiveres de calcar aos pés o sábado, de cuidar de teus negócios no dia que me é consagrado, se achares o sábado um dia maravilhoso, se achares respeitável o dia consagrado ao Senhor, se tu o venerares não seguindo os teus caminhos, não te entregando às tuas ocupações e às conversações, 14. então encontrarás tua felicidade no Senhor: eu te farei galgar as alturas da terra, e gozar a herança de Jacó, teu pai; porque a boca do Senhor falou.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 85,1-6.11a): Oração de Davi. Inclinai, Senhor, vossos ouvidos e atendei-me, porque sou pobre e miserável. 2. Protegei minha alma, pois vos sou fiel; salvai o servidor que em vós confia. Vós sois meu Deus; 3. tende compaixão de mim, Senhor, pois a vós eu clamo sem cessar. 4. Consolai o coração de vosso servo, porque é para vós, Senhor, que eu elevo minha alma. 5. Porquanto vós sois, Senhor, clemente e bom, cheio de misericórdia para quantos vos invocam. 6. Escutai, Senhor, a minha oração; atendei à minha suplicante voz. 11. Ensinai-me vosso caminho, Senhor, para que eu ande na vossa verdade. […]
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Lc 5,27-32): Depois disso, ele saiu e viu sentado ao balcão um coletor de impostos, por nome Levi, e disse-lhe: Segue-me. 28. Deixando ele tudo, levantou-se e o seguiu. 29. Levi deu-lhe um grande banquete em sua casa; vários desses fiscais e outras pessoas estavam sentados à mesa com eles. 30. Os fariseus e os seus escribas puseram-se a criticar e a perguntar aos discípulos: Por que comeis e bebeis com os publicanos e pessoas de má vida? 31. Respondeu-lhes Jesus: Não são os homens de boa saúde que necessitam de médico, mas sim os enfermos. 32. Não vim chamar à conversão os justos, mas sim os pecadores.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia do dia 17 de fevereiro de 2024 compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Is 58,9b-14) que cumpre-nos empenhar-nos para sanear espiritualmente os ambientes em que vivemos, eliminando toda a opressão, os gestos malévolos e as más conversações; bem como combatendo resolutamente as realidades degradantes, atuando com caridade sincera, dando pão aos famintos, alimentando os pobres – envidando todos os esforços necessários para suprir os necessitados, os que vivem em situações de dificuldade, de risco social… Essa é a atitude que o Senhor, que tudo criou com perfeição, espera dos que o reconhecem como tal: que deixemos de nos limitar às ocupações concernentes tão somente aos nossos interesses e satisfações, mas atuemos orientados pelos desígnios divinos. Cumpre-nos, pois, prestar culto ao Senhor com todo o esmero no dia que lhe é consagrado, estendendo-o às nossas ações, fazendo delas o desdobramento constante desse culto, por meio de atitudes proativas, guiados pelas orientações divinas, com vistas a reerguer ruínas, reedificar sobre alicerces seculares, reparar brechas, enfim, empenhar-nos denodadamente para restaurar tudo o que é justo, bom e virtuoso, com o que eclodirá a verdadeira paz. Esse é o grande projeto ao qual o Senhor deseja que nos integremos, ao qual devemos nos dedicar com o mais elevado esmero. Alinhando o viver nessa perspectiva, o Senhor nos iluminará na escuridão, nos alimentará espiritualmente nas situações mais áridas e renovará nosso vigor, tornando-nos como jardins bem irrigados, como fontes de água inesgotáveis. Assim nos tornaremos aptos a restaurar a civilização em ruínas, que, como afirma São Paulo Apóstolo (Rm 19.22), geme e sofre como que em dores de parto aguardando ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus. Dedicando-nos à consumação de tal plano divino usufruiremos a verdadeira felicidade, atraindo sobre nós as copiosas bênçãos do Senhor e gozando a plenitude da sua herança divina.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 85,1-6.11a).
O Santo Evangelho (Lc 5,27-32) compele-nos em especial a, em primeiro plano, empenhar-nos para seguir o exemplo de São Mateus, que prontamente seguiu Jesus, convertendo-se de pecador público em apóstolo e evangelista. Profundamente tocado por Jesus, deu um grande banquete em sua casa, convidando muitos para virem conhecê-lo, iniciando desde o primeiro dia o labor de anunciar a boa nova do Evangelho, conduzindo as pessoas ao Mestre dos mestres. Na sequência, cumpre-nos vigiar e orar para não nos deixarmos arrastar pelos ventos da malevolência, soprados pelo maligno, como ocorria constantemente com os fariseus, sempre à espreita para criticar, censurar, encontrar motivos para acusar, desqualificar, denegrir… Em terceiro plano, cumpre-nos louvar e glorificar a Deus por Jesus ter vindo para chamar os pecadores à conversão, com o que estende generosamente as mãos para todos, tendo sido assim possível também a nós nos integrarmos ao seu rebanho, deixando de ser ovelhas sem pastor.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 17 de fevereiro de 2024, que esclarece em especial em Isaías 58,9b-14 que cumpre-nos empenhar-nos para sanear espiritualmente os ambientes em que vivemos, eliminando toda a opressão, os gestos malévolos e as más conversações; bem como combatendo resolutamente as realidades degradantes, atuando com caridade sincera, dando pão aos famintos, alimentando os pobres – envidando todos os esforços necessários para suprir os necessitados, os que vivem em situações de dificuldade, de risco social… Essa é a atitude que vós, que tudo criastes com perfeição, espera dos que vos reconhecem como tal: que deixemos de nos limitar às ocupações concernentes tão somente aos nossos interesses e satisfações, mas atuemos orientados pelos vossos desígnios divinos. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que vos prestemos culto com todo o esmero no dia que vos é consagrado, e também o estendamos às nossas ações, fazendo delas o desdobramento constante desse culto, por meio de atitudes proativas, guiados pelas orientações divinas, com vistas a reerguer ruínas, reedificar sobre alicerces seculares, reparar brechas, enfim, empenhar-nos denodadamente para restaurar tudo o que é justo, bom e virtuoso, com o que eclodirá a verdadeira paz. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que atuemos cientes de que esse é o grande projeto ao qual vós desejais que nos integremos, ao qual devemos nos dedicar com o mais elevado esmero. Alinhando o viver nessa perspectiva, vós nos iluminareis na escuridão, nos alimentareis espiritualmente nas situações mais áridas e renovareis nosso vigor, tornando-nos como jardins bem irrigados, como fontes de água inesgotáveis. Assim nos tornaremos aptos a restaurar a civilização em ruínas, que, como afirma São Paulo Apóstolo (Rm 19.22), geme e sofre como que em dores de parto aguardando ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus. Dedicando-nos à consumação de tal plano divino usufruiremos a verdadeira felicidade, atraindo sobre nós as vossas copiosas bênçãos e gozaremos a plenitude da vossa herança divina. Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 85,1-6.11a): Oração de Davi. Inclinai, Senhor, vossos ouvidos e atendei-me, porque sou pobre e miserável. 2. Protegei minha alma, pois vos sou fiel; salvai o servidor que em vós confia. Vós sois meu Deus; 3. tende compaixão de mim, Senhor, pois a vós eu clamo sem cessar. 4. Consolai o coração de vosso servo, porque é para vós, Senhor, que eu elevo minha alma. 5. Porquanto vós sois, Senhor, clemente e bom, cheio de misericórdia para quantos vos invocam. 6. Escutai, Senhor, a minha oração; atendei à minha suplicante voz. 11. Ensinai-me vosso caminho, Senhor, para que eu ande na vossa verdade. […] Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para seguir o exemplo de São Mateus, que prontamente seguiu Jesus, convertendo-se de pecador público em apóstolo e evangelista. Profundamente tocado por Jesus, deu um grande banquete em sua casa, convidando muitos para virem conhecê-lo, iniciando desde o primeiro dia o labor de anunciar a boa nova do Evangelho, conduzindo as pessoas ao Mestre dos mestres. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que vigiemos e oremos, de modo a não nos deixarmos arrastar pelos ventos da malevolência soprados pelo maligno, como ocorria constantemente com os fariseus, sempre à espreita para criticar, censurar, encontrar motivos para acusar, desqualificar, denegrir… Louvamo-vos e glorificamo-vos por Jesus ter vindo para chamar os pecadores à conversão, com o que estende generosamente as mãos para todos, tendo sido assim possível também a nós nos integrarmos ao seu rebanho, deixando de ser ovelhas sem pastor! Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 17 de Fevereiro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/02/santos-do-dia-da-igreja-catolica-17-de-fevereiro/>]

Santo Aleixo Falconieri
Aleixo nasceu em 1200 na cidade de Florença, Itália. Era filho de Bernardo Falconieri, um príncipe mercante florentino, e um dos líderes daquela república. A cidade vivia em luta. Brigavam pelo poder duas famílias poderosas: os Guelfi e os Ghibelini. A família Falconieri pertencia ao partido dominante dos Guelfi.
Nesta época, Aleixo era um jovem comerciante influente, nobre, rico, inteligente e alegre, que resolveu crescer acima deste mundo material. Ele tinha uma conduta cristã exemplar, era muito piedoso e devoto da Virgem Maria. Junto com seis amigos, ligados por uma estreita amizade fraterna, formaram um grupo que se encontrava para rezar e cantar “laudas” para Maria. No dia 15 de agosto de 1233, os sete: Bonfiglio, Bonaiuto, Amadio, Ugocio, Sostenio, Manejo e Aleixo, estavam reunidos rezando diante da imagem da Virgem quando ela se mexeu. Depois, na volta para casa Nossa Senhora apareceu vestida de luto chorando e, disse que a causa de sua tristeza era a longa guerra civil daquela cidade.
Decidiram abandoar tudo e fundaram a “Ordem dos Servidores de Nossa Senhora”, ou Servitas, em monte Senário, perto da cidade. Vestiram-se de preto em reverência à Virgem de luto e adotaram a Regra de Santo Agostinho. A ordem foi aceita pelo Vaticano e os fundadores foram consagrados sacerdotes, menos Aleixo que se recusou a vestir o hábito.
Aleixo possuía uma humildade infinita. Na gruta em que vivia no monte Senário, tinha momentos de profunda comunhão espiritual com a Virgem Maria e seu Filho Redentor. Saia do seu retiro apenas para pedir e mendigar a caridade para os necessitados e para rezar na pequena capela de Nossa Senhora situada na beira da estrada. Sua vida foi austera e
sincera de eremita penitente. As roupas eram as mais pobres, o leito era de tábuas ásperas e sem cobertores. Comia pouquíssimo, permanecendo em constante oração. Assim era o sincero e humilde irmão Aleixo, que mesmo vivendo mais de cem anos, nunca se sentiu digno o suficiente para representar o Pai Eterno através da ordenação sacerdotal.
Aleixo era responsável pelo setor financeiro e administrativo das várias casas da ordem que surgiram na Itália, tendo vivido em todas elas. Em 1252, a igreja nova em Cafagio, nos arredores de Florença, foi terminada sob seu cuidado, e totalmente financiada pelas famílias dos Guelfi e os Ghibelini. Ele transformou aquela pequena igreja em que ia rezar à beira da estrada, numa grande igreja dedicada a Nossa Senhora das Dores, dando origem ao seu culto que se propagou entre os cristãos do mundo inteiro. Foi diretor espiritual de muitos vultos do clero, que se tornaram santos, como sua sobrinha: Santa Juliana Falconieri.
Em 1304, quando a Santa Sé aprovou oficialmente a “Ordem dos Servidores de Maria” apenas Aleixo ainda estava vivo. A tradição diz que antes de morrer ele ficou rodeado de anjos e recebeu a visita de Cristo, na figura de menino, que lhe oferecia uma coroa de ouro.
Com cento e dez anos, ele morreu sereno no dia 17 de fevereiro de 1310 em monte Senário. Ele foi beatificado oito anos antes que os outros seis fundadores. Em 1888, todos foram canonizados juntos, para assim serem cultuados no dia da morte de Santo Aleixo Falconieri.

Os Sete Fundadores da Ordem dos Servitas
Na Europa dos séculos XII e XIII houve uma grande ruptura dos valores cristãos, tanto por parte da sociedade civil e dos religiosos. Com isso surgiram várias confrarias de penitências onde os leigos buscavam viver a plenitude do evangelho, em oposição à ganância, luxo, prazeres fúteis e o gosto pelo poder que imperava. Algumas ordens são bem conhecidas, mas uma estendeu suas raízes por quase todo o mundo, foi a “Ordem dos Servidores de Nossa Senhora”, ou Servitas.
Conta a tradição que, no dia 15 de agosto de 1233 os sete jovens estavam reunidos para as orações, onde também cantavam “laudas” de poemas religiosos dedicados à Virgem Maria e a imagem da Santa se mexeu. Mais tarde, quando atravessavam a ponte para voltar para casa, Nossa Senhora apareceu vestida de luto e chorando. Falou que a causa de sua tristeza era a guerra civil que ocorria em Florença, há dezoito anos.
Naquele momento, os setes nobres, abandonaram os bens e as famílias, e se dedicaram às orações e à assistência aos pobres, para “vivenciar o compromisso cristão da pobreza, humildade e caridade”. Eram eles: Bonfiglio Monardi, Bonaiuto Manetti, Amadio de Amadei, Ugoccio de Ugoccioni, Sostenio de Sosteni, Maneto d’Antela e Aleixo Falconieri.
O bispo de Florença que era monge e nutria pelo grupo grande estima, soube do projeto que tinham de fundar uma comunidade religiosa de vida eremita. Resolveu ajudar doando o seu terreno de monte Senário, que ficava a dezoito quilômetros da cidade. Alí os sete irmãos fundaram a Companhia de Nossa Senhora das Dores e passaram a se vestir de preto, em homenagem à Virgem de luto. Viviam reclusos em êxtases de orações e se mantendo em constante vigília penitente. Uma vez por semana iam rezar para Nossa Senhora numa pequena capela, que existia na estrada de Cafagio, próxima da cidade.
O grupo as vezes era visto mendigando pelas ruas para conseguir ajuda para os pobres, doentes e sem recursos. Certo dia, quando distribuíam alimentos aos pobres, um menino passou e perguntou: “Vocês são os servidores de Maria?”. Perceberam que era mais um sinal de Nossa Senhora. Fundaram uma ordem religiosa mariana , sob as Regras de Santo Agostinho e mudaram o nome para “Servidores de Maria”.
A ordem recebeu apoio tanto das autoridades religiosas quanto sociais. Mais tarde, a capelinha inicial usada pelos sete fundadores foi transformada num santuário dedicado a Nossa Senhora das Dores, um dos mais visitados templos marianos do mundo. Com exceção de Aleixo, todos os outros fundadores foram ordenados padres.
A atuação da Ordem dos Servitas produziu frutos em muitos países, inclusive no Brasil, principalmente em São Paulo, Santa Catarina e Acre onde foram construídos vários conventos. Ainda há uma missão dela em Rio Branco, no Acre. Os “Sete Fundadores” foram canonizados pelo papa Leão XIII, em 1888 e são celebrados juntos no dia 17 de fevereiro, dia da morte do último fundador: Aleixo Falconieri. Ele que na sua humildade se recusou a tomar o hábito de padre, por se considerar indigno de ser representante de Cristo.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 17 de Fevereiro de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro do Êxodo 3, 1-20
Vocação de Moisés e revelação do nome de Deus
Naqueles dias, Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madiã. Ao levar o rebanho para além do deserto, chegou ao monte de Deus, Horeb. Apareceu-lhe então o Anjo do Senhor numa chama ardente, do meio de uma sarça. Moisés olhou para a sarça, que estava a arder, e viu que a sarça não se consumia.
Então disse Moisés: «Vou aproximar-me para ver tão assombroso espetáculo: por que motivo não se consome a sarça?». O Senhor viu que ele se aproximava para ver. Então Deus chamou-o do meio da sarça: «Moisés, Moisés!». Ele respondeu: «Aqui estou!». Continuou o Senhor: «Não te aproximes. Tira as sandálias dos pés, porque o lugar que pisas é terra sagrada». E acrescentou: «Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacob». Então Moisés cobriu o rosto, com receio de olhar para Deus.
Disse-lhe o Senhor: «Eu vi a situação miserável do meu povo no Egito; escutei o seu clamor provocado pelos opressores. Conheço, pois, a sua dor. Desci para o libertar das mãos dos egípcios e o levar deste país para uma terra boa e espaçosa, onde corre leite e mel, para a região onde habitam o cananeu, o hitita, o amorreu, o ferezeu, o hivita e o jebuseu. O clamor dos filhos de Israel chegou até mim; vi também a violência com que os egípcios os oprimem. Agora põe-te a caminho, que Eu vou enviar-te ao Faraó, para que tires do Egito o meu povo, os filhos de Israel».
Moisés disse a Deus: «Mas quem sou eu, para ir à presença do faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?». Deus respondeu-lhe: «Eu estarei contigo, e este é o sinal de que fui Eu que te enviei: Quando tirares o povo do Egito, adorareis a Deus neste monte».
Moisés disse a Deus: «Vou então procurar os filhos de Israel e dizer-lhes: “O Deus dos vossos pais enviou-me a vós”. Mas, se me perguntarem qual é o seu nome, que hei de responder-lhes?».
Disse Deus a Moisés: «Eu sou ‘Aquele que sou’». E prosseguiu: «Assim falarás aos filhos de Israel: “O que Se chama ‘Eu Sou’ é que me enviou a vós”». Deus disse ainda a Moisés: «Assim falarás aos filhos de Israel: “O Senhor (Aquele que é), o Deus dos vossos pais, Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacob, enviou-me a vós. Este é o meu nome para sempre; assim Me chamareis de geração em geração”.
Vai reunir os anciãos de Israel e diz-lhes: “O Senhor, o Deus dos vossos pais, o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó, apareceu-me e disse-me: ‘Visitei-vos e vi como vos tratam no Egito; e decidi libertar-vos da opressão do Egito e levar-vos para a região dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos ferezeus, dos hivitas e dos jebuseus, para uma terra onde corre leite e mel’”. Eles escutarão o teu apelo, e tu irás com os anciãos de Israel à presença do rei do Egito e dir-lhe-ás: “O Senhor, Deus dos hebreus, apareceu-nos. Permite que façamos uma viagem de três dias através do deserto, para irmos oferecer um sacrifício ao Senhor nosso Deus”.
Eu sei que o rei do Egito não vos deixará partir senão à força. Mas Eu estenderei a minha mão e ferirei o Egito com toda a espécie de prodígios que nele hei de realizar. Depois deixar-vos-á partir».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
SEGUNDA LEITURA
Do Tratado de Santo Ireneu, bispo, «Contra as heresias»
(Liv. 4, 13, 4 – 14, 1: SC 100, 534-540) (Sec. II)
A amizade de Deus
Nosso Senhor, o Verbo de Deus, que primeiramente atraiu os homens para serem servos de Deus, libertou depois os que se Lhe submeteram, como Ele próprio diz aos seus discípulos: Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; Eu chamo-vos amigos, porque tudo o que ouvi a meu Pai vo-lo dei a conhecer. A amizade de Deus é fonte de imortalidade para aqueles que se Lhe aproximam.
No princípio, Deus formou Adão, não porque tivesse necessidade do homem, mas para ter alguém que pudesse receber os seus benefícios. De facto, não só antes de Adão, mas antes de toda a criatura, o Verbo glorificava o Pai, permanecendo n’Ele, e era glorificado pelo Pai, segundo as suas próprias palavras: Glorifica-Me, ó Pai, com a glória que Eu tinha junto de Ti, antes de o mundo existir.
Também não foi por precisar dos nossos serviços que nos mandou segui-lo, mas para nos dar a salvação. Seguir o Senhor é receber a salvação, tal como seguir a luz é receber a luz.
Não são os que estão na luz que iluminam a luz, mas é esta que os ilumina e faz resplandecer; eles nada lhe dão, são eles que beneficiam da luz e por ela são iluminados.
Do mesmo modo, o serviço que prestamos a Deus nada acrescenta a Deus, porque Ele não precisa do serviço dos homens; mas àqueles que O servem e seguem, Deus dá a vida, a incorruptibilidade e a glória eterna. Favorece com os seus dons aqueles que O servem, precisamente porque O servem, e aqueles que O seguem, precisamente porque O seguem; mas nenhum benefício recebe deles, porque é perfeito e de nada carece.
Se Deus reclama o serviço dos homens, é porque, na sua bondade e misericórdia, deseja conceder os seus dons aos que o homem é que precisa da comunhão com Deus.
A glória do homem consiste em perseverar e permanecer no serviço de Deus. Por isso dizia o Senhor aos seus discípulos: Não fostes vós que me escolhestes, fui eu que vos escolhi, dando assim a entender que não eram eles que O glorificavam com o seu seguimento, mas que, por terem seguido o Filho de Deus, eram por Ele glorificados. E disse ainda: Quero que, onde Eu estou, eles estejam também comigo, para que vejam a minha glória.
LEITURA BREVE
Is 1, 16-18
Lavai-vos, purificai-vos, afastai dos meus olhos a malícia das vossas ações. Deixai de praticar o mal e aprendei a fazer o bem. Respeitai o direito, protegei o oprimido, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva. Vinde então, para discutirmos as nossas razões, diz o Senhor. Ainda que os vossos pecados sejam como o escarlate, tornar-se-ão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como a púrpura, ficarão brancos como a lã.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Ap 3, 19-20
Eu repreendo e corrijo aqueles que amo. Sê zeloso e arrepende- te. Eu estou à porta e chamo. Se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 44, 21-22
Lembra-te de que és meu servo. Eu te formei, Israel, meu servo, e não te esquecerei. Dissipei como nuvem as tuas iniquidades e como névoa os teus pecados. Volta para mim, porque eu te resgatei..
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Gal 6, 7b-8
De Deus não se zomba. Cada um recolherá o que tiver semeado. Quem semeia na carne, recolherá da carne a corrupção; quem semeia no Espírito, recolherá do Espírito a vida eterna.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
2 Cor 6, 1-4a
Nós vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão. Porque ele diz: «No tempo favorável eu te ouvi, nos dias da salvação eu te ajudei». Eis o tempo favorável, eis os dias da salvação. Não demos escândalo a ninguém, para que o nosso ministério não seja desacreditado, mas mostremo-nos em tudo como ministros de Deus.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
