Liturgia De 20 De Agosto De 2023
20 de agosto de 2023LITURGIA DE 09 DE SETEMBRO DE 2023 – SÁBADO – XXII SEMANA DO TEMPO COMUM
9 de setembro de 2023Liturgia De 21 De Agosto De 2023
SEGUNDA FEIRA – SÃO PIO X PAPA E CONFESSOR
<http://novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4082-liturgia-de-21-de-agosto-de-2023>
(branco, pref. comum ou dos pastores – ofício da memória)
Antífona da entrada
– O Senhor o escolheu para a plenitude do sacerdócio e, abrindo seus tesouros, o cumulou de bens.
Oração do dia
– Ó Deus, que, para defender a fé católica e restaurar todas as coisas em Cristo, cumulastes o papa são Pio 10º de sabedoria divina e coragem apostólica, fazei-nos alcançar o prêmio eterno, dóceis às suas instruções e seus exemplos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Jz 2,11-19
– Leitura do livro dos Juízes: Naqueles dias 11os filhos de Israel fizeram o que desagrada ao Senhor, servindo a deuses cananeus. 12Abandonaram o Senhor, o Deus de seus pais, que os havia tirado do Egito, e seguiram outros deuses dos povos que em torno deles habitavam, e os adoraram, provocando assim a ira do Senhor. 13Afastaram-se do Senhor, para servir a Baal e a Astarte. 14Por isso acendeu-se contra Israel a ira do Senhor, que os entregou nas mãos dos salteadores que os saqueavam, e os vendeu aos inimigos que habitavam nas redondezas. E eles não puderam resistir aos seus adversários. 15Em tudo o que desejassem empreender, a mão do Senhor estava contra eles para sua desgraça, como lhes havia dito e jurado. A sua aflição era extrema. 16Então o Senhor mandou-lhes juízes, que os livrassem das mãos dos saqueadores. 17Eles, porém, nem aos seus juízes quiseram ouvir, e continuavam a prostituir-se com outros deuses, adorando-os. Depressa se afastaram do caminho seguido por seus pais, que haviam obedecido aos mandamentos do Senhor; não procederam como eles. 18Sempre que o Senhor lhes mandava juízes, o Senhor estava com o juiz, e os livrava das mãos dos inimigos enquanto o juiz vivia, porque o Senhor se deixava comover pelos gemidos dos aflitos. 19Mas, quando o juiz morria, voltavam a cair e portavam-se pior que seus pais, seguindo outros deuses, servindo-os e adorando-os. Não desistiram de suas obras perversas nem da sua conduta obstinada.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 106,34-45.36-37.39-40.43ab.44 (R: 4a)
– Lembrai-vos de nós ó Senhor, segundo o amor para com vosso povo!
R: Lembrai-vos de nós ó Senhor, segundo o amor para com vosso povo!
– Não quiseram suprimir aqueles povos, que o Senhor tinha mandado exterminar; misturaram-se, então, com os pagãos, e aprenderam seus costumes depravados.
R: Lembrai-vos de nós ó Senhor, segundo o amor para com vosso povo!
– Aos ídolos pagãos prestaram culto, que se tornaram armadilha para eles; pois imolaram até mesmo os próprios filhos, sacrificaram suas filhas aos demônios.
R: Lembrai-vos de nós ó Senhor, segundo o amor para com vosso povo!
– Contaminaram-se com suas próprias obras, prostituíram-se em crimes incontáveis. Acendeu-se a ira de Deus contra o seu povo e o Senhor abominou a sua herança.
R: Lembrai-vos de nós ó Senhor, segundo o amor para com vosso povo!
– Quantas vezes o Senhor os libertou! Eles, porém, por malvadez o provocavam, mas o Senhor tinha piedade do seu povo, quando ouvia o seu grito na aflição.
R: Lembrai-vos de nós ó Senhor, segundo o amor para com vosso povo!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Felizes os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus (Mt 5,3).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 19,16-22
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus
– Glória a vós, Senhor!
– Naquele tempo, 16alguém aproximou-se de Jesus e disse: “Mestre, que devo fazer de bom para possuir a vida eterna?” 17Jesus respondeu: “Por que me perguntas sobre o que é bom? Um só é o Bom. Se queres entrar na vida eterna, observa os mandamentos”. 18O homem perguntou: “Quais mandamentos?” Jesus respondeu: “Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, 19honra teu pai e tua mãe, e ama teu próximo como a ti mesmo”. 20O jovem disse a Jesus: “Tenho observado todas essas coisas. Que ainda me falta?” 21Jesus respondeu: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”. 22Quando ouviu isso, o jovem foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico.
– Palavra da salvação.
– Glória a vós, Senhor!
Liturgia comentada
Que devo fazer? (Mt 19,16-22)
Neste Evangelho, um jovem rico se aproxima de Jesus com uma pergunta aparentemente prática, bem na linha dos modernos pragmatismos: “Que devo FAZER para ter a vida eterna?” A resposta de Jesus dá a entender que um judeu fiel, conhecedor das Escrituras, já deveria ter encontrado a resposta. Por isso mesmo, o Mestre o remete às Palavras do Sinai, que conhecemos como os Dez Mandamentos.
O mesmo acontece conosco: ficamos perguntando a Deus aquilo mesmo que ele já nos disse muitas vezes, seja pela boca dos profetas, no passado remoto, seja pela voz de Jesus, no Evangelho de cada domingo. Seríamos distraídos? Ou nos fazemos de desentendidos?
Hébert Roux observa que Mateus é o único evangelista a precisar que se tratava de um “jovem”, o que pode esclarecer a situação. De fato, os mais velhos podem cair facilmente na rotina e viver uma vida descansada (até das coisas de Deus!), toda apoiada em seguranças humanas. Os jovens, ao contrário do que se diz por aí, são sedentos de coerência, vivem na busca de algo “que valha a pena” – o que pode explicar o crescente desinteresse dos jovens por uma carreira, um diploma, em empreguinho seguro…
O mesmo comentarista comenta a atitude do jovem: “De fato, sua pergunta revela a necessidade do absoluto e a busca pelo sentido da vida, como é característico da juventude. Mas, enquanto este jovem vem a Jesus impelido pelo que lhe falta (Que me falta ainda?), com a esperança de descobrir uma regra de perfeição moral superior ao que ele julgava já conhecer, o Mestre se limita a colocá-lo diante dos mandamentos bem conhecidos da segunda tábua do Decálogo”.
Com isso, Jesus inverte a situação. O “algo bom” que o jovem queria conhecer, para o pôr em prática, não era uma ideia ou um padrão moral. “Bom” é o que Deus é, quer e faz. Assim, o caminho concreto (e não o segredo abstrato) está em centrar a própria vida em Deus e fazer dele o seu absoluto.
Claro, o jovem perguntador diz que sempre cumpriu os tais mandamentos, mas ainda sente um vazio dentro de si. É que não basta cumprir os mandamentos de modo legalista, como quem aplica um manual, enquanto o coração permanece preso a outros bens, que acabam por se tornar ídolos em permanente competição com o próprio Deus. Jesus lê o coração do jovem, ama-o e quer que ele seja feliz. Daí, o conselho salvador: “Vai, vende os teus bens, dá o dinheiro os pobres e terás um tesouro no céu”.
Como ensinou Jesus, “onde está o teu tesouro, aí está o teu coração”. (Mt 6,21)
Orai sem cessar: “Senhor, faz-me viver segundo o teu amor!” (Sl 119,88)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
Leitura complementar
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS DA LITURGIA DAS HORAS DE 21 DE AGOSTO DE 2023 <http://www.ibreviary.com/m2/breviario.php?s=ufficio_delle_letture>
Da Constituição Apostólica Divino afflatu, de S. Pio X, papa
(AAS 3 [1911], 633-635) (Sec. XX)
A voz da Igreja que canta suavemente
É sabido que os salmos foram compostos por inspiração divina e formam parte da Sagrada Escritura; já desde as origens da Igreja os salmos serviram admiravelmente para fomentar a piedade dos fiéis, que por meio deles ofereciam continuamente a Deus um sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que aclamam o seu nome; e, segundo o costume da Antiga Lei, eles vieram a constituir uma parte importante na própria Liturgia sagrada e no Ofício divino.
Assim nasceu o que São Basílio chama «a voz da Igreja» e a salmodia, qualificada pelo nosso predecessor Urbano oitavo como «filha da hinologia que se canta assiduamente diante do trono de Deus e do Cordeiro» e que, segundo uma expressão de Santo Atanásio, ensina aos homens, especialmente aos que se dedicam ao culto divino, «como se deve louvar a Deus e as palavras dignas» de proclamar o seu nome. Belamente se exprime Santo Agostinho a este propósito: «Para que o homem pudesse louvar dignamente a Deus, Deus louvou‑Se a Si mesmo; e porque Ele Se dignou louvar‑Se a Si mesmo, o homem encontrou o modo de O poder louvar».
Os salmos têm, além disso, uma eficácia admirável para suscitar nas almas o desejo de todas as virtudes. De facto, «embora todas as partes da Escritura, tanto do Antigo como do Novo Testamento, sejam inspiradas por Deus e úteis para instruir, como está escrito, no entanto o Livro dos Salmos é como o paraíso em que se encontram (os frutos) de todos os outros (livros sagrados) e oferece além disso frutos especiais a quem entoa os seus cânticos ou salmos». Estas palavras são também de Santo Atanásio, que acrescenta ainda: «Para mim, os salmos são como um espelho para quem os canta: neles se contempla cada um a si mesmo, vê os próprios sentimentos, e assim lhes dá sentido quando os recita».
Santo Agostinho, no livro das suas Confissões, exclama: «Quanto não chorei ao escutar os vossos hinos e cânticos, fortemente comovido pela voz da Igreja que cantava suavemente! Essas vozes insinuavam‑se‑me nos ouvidos, infiltrando a verdade no meu coração; inflamava‑me em sentimentos de piedade e corriam lágrimas dos meus olhos: mas sentia‑me consolado com elas».
Quem não se deixará comover por aquelas frequentes passagens dos salmos em que é tão profundamente exaltada a majestade de Deus, a sua onipotência, a sua inefável justiça, a sua bondade, clemência e todos os outros atributos, tão dignos de infinito louvor? Em quem não encontrarão eco aqueles sentimentos de ação de graças pelos benefícios recebidos de Deus, ou aquelas humildes e confiantes súplicas pelos dons que esperamos receber, ou os clamores da alma arrependida dos seus pecados?
A quem não inflamará de amor a imagem de Cristo Redentor ali prefigurada, cuja «voz» Santo Agostinho ouvia «em todos os salmos, ora cantando, ora gemendo, ora alegrando‑se na esperança, ora suspirando pela realidade futura»?
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados, compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária.).
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes realizados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode também digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
