“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 20 DE FEVEREIRO DE 2024
20 de fevereiro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 22 DE FEVEREIRO DE 2024
22 de fevereiro de 2024QUARTA-FEIRA DA I SEMANA DA QUARESMA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:
https://youtu.be/eWnzGgV-irA?si=0B4DrJRLk1hzy-kX

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4278-liturgia-de-21-de-fevereiro-de-2024>]
Antífona da entrada
– Lembrai-vos, Senhor, de vossas misericórdias e de vosso amor, pois são eternos. Nunca dominem sobre nós os inimigos; libertai-nos, Deus de Israel, de todas as nossas angústias! (Sl 24,6.2.22)
Coleta
– Considerai, Senhor, com bondade o fervor do vosso povo, para que os que mortificam o corpo pela abstinência, pelo fruto de suas boas ações sejam fortalecidos no espírito. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e conosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Jn 3,1-10
Salmo Responsorial: Sl 50,3-4.12-13.18-19
– Ó Senhor, não desprezeis um coração arrependido!
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 11,29-32
Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai!
Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai!
– Voltai ao Senhor, vosso Deus, ele é bom, compassivo e clemente (Jl 2,12).
Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai!
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Jn 3,1-10): A palavra do Senhor foi dirigida pela segunda vez a Jonas nestes termos: 2. Vai a Nínive, a grande cidade, e faze-lhe conhecer a mensagem que te ordenei. 3. Jonas pôs-se a caminho e foi a Nínive, segundo a ordem do Senhor. Nínive era, diante de Deus, uma grande cidade: eram precisos três dias para percorrê-la. 4. Jonas foi pela cidade durante todo um dia, pregando: Daqui a quarenta dias Nínive será destruída. 5. Os ninivitas creram (nessa mensagem) de Deus, e proclamaram um jejum, vestindo-se de sacos desde o maior até o menor. 6. A notícia chegou ao conhecimento do rei de Nínive; ele levantou-se do seu trono, tirou o manto, cobriu-se de saco e sentou-se sobre a cinza. 7. Em seguida, foi publicado pela cidade, por ordem do rei e dos príncipes, este decreto: Fica proibido aos homens e aos animais, tanto do gado maior como do menor, comer o que quer que seja, assim como pastar ou beber. 8. Homens e animais se cobrirão de sacos. Todos clamem a Deus, em alta voz; deixe cada um o seu mau caminho e converta-se da violência que há em suas mãos. 9. Quem sabe, Deus se arrependerá, acalmará o ardor de sua cólera e deixará de nos perder! 10. Diante de uma tal atitude, vendo como renunciavam aos seus maus caminhos, Deus arrependeu-se do mal que resolvera fazer-lhes, e não o executou.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 50,3-4.12-13.18-19): Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa bondade. E conforme a imensidade de vossa misericórdia, apagai a minha iniquidade. 4. Lavai-me totalmente de minha falta, e purificai-me de meu pecado. 12. Ó meu Deus, criai em mim um coração puro, e renovai-me o espírito de firmeza. 13. De vossa face não me rejeiteis, e nem me priveis de vosso santo Espírito. 18. Vós não vos aplacais com sacrifícios rituais; e se eu vos ofertasse um sacrifício, não o aceitaríeis. 19. Meu sacrifício, ó Senhor, é um espírito contrito, um coração arrependido e humilhado, ó Deus, que não haveis de desprezar.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Lc 11,29-32): Afluía o povo e ele continuou: Esta geração é uma geração perversa; pede um sinal, mas não se lhe dará outro sinal senão o sinal do profeta Jonas. 30. Pois, como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim o Filho do Homem o será para esta geração. 31. A rainha do meio-dia levantar-se-á no dia do juízo para condenar os homens desta geração, porque ela veio dos confins da terra ouvir a sabedoria de Salomão! Ora, aqui está quem é mais que Salomão. 32. Os ninivitas levantar-se-ão no dia do juízo para condenar os homens desta geração, porque fizeram penitência com a pregação de Jonas. Ora, aqui está quem é mais do que Jonas.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia do dia 21 de fevereiro de 2024 compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Jn 3,1-10) que cumpre-nos seguir o exemplo de obediência do profeta Jonas (apesar da resistência inicial), o qual foi anunciar o que Deus disse que ele devia dizer ao povo para o qual foi enviado. Compelem-nos a emular a fé do povo a quem o profeta Jonas anunciou a iminência da destruição de sua cidade, que ouviu, acreditou, se converteu e fez penitência. Instam-nos em especial à consciência da importância da adesão das autoridades aos desígnios divinos, tendo os maiorais de Nínive ordenado à toda população que fizesse jejum e penitência; que todos clamassem em alta voz a clemência divina e professassem o propósito de se converterem dos maus caminhos e da violência, na esperança de aplacar a justa ira divina que atraíram sobre si com suas condutas insensatas. Concitam-nos à consciência de que, face a tal atitude, vendo que renunciavam os maus caminhos, o Senhor Deus suspendeu a consequência que lhes havia imputado, cumprindo-nos também nos arrepender, nos converter, nos penitenciar e clamar clemência ao Senhor por nossos pecados.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 50,3-4.12-13.18-19).
O Santo Evangelho (Lc 11,29-32) compele-nos em especial a a impregnar-nos da consciência de que a perversidade predomina na humanidade, desde antanho até os tempos atuais; a profunda dureza de coração, a insensibilidade em grau extremo assola grande parte da população, que não consegue perceber o óbvio ululante de que o Senhor é o criador de tudo e que cumpre-nos, para viver em paz e felicidade, obedecer os seus divinos desígnios. Nos tempos de Jesus, ele havia realizado grande número de sinais, mas os pseudo-sábios da época solicitavam ainda mais… Miríades de sinais borbulham à nossa frente, milagres esplendorosos são operados na criação e, apesar disso, são ainda tantos os que permanecem indiferentes, insensíveis, parvos, estupidamente sugestionados pelo maligno, o qual tudo faz para tornar-nos padecentes da pior das cegueiras: a daqueles que não querem ver (Jeremias 5,21)!

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 21 de fevereiro de 2024, que concita-nos em especial em Jonas 3,1-10 a sermos obedientes em anunciar o que desejais que seja anunciado e a emular a fé do povo de Nínive, que diante do anúncio da iminência da destruição de sua cidade, ouviu, acreditou, se converteu e fez penitência.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que atuemos cientes da importância da adesão das autoridades aos desígnios divinos. Clamamos a todas as hostes celestes para que inspirem nossos governantes a seguir o exemplo dos maiorais de Nínive, que diante do anúncio do profeta Jonas, ordenaram à toda população que fizesse jejum e penitência; que todos clamassem em alta voz a clemência divina e professassem o propósito de se converterem dos maus caminhos e da violência, na esperança de aplacar a justa ira divina que atraíram sobre si com suas condutas insensatas.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para atuarmos cientes de que, se renunciarmos os maus caminhos, o Senhor Deus suspenderá as consequências que tem imputado sobre as condutas insensatas que praticamos. Nos arrependemos, firmamos o propósito de nos converter, de nos penitenciar e clamamos vossa clemência para que perdoe nossos pecados.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos empenhemos em anunciar a todos os que estiverem ao nosso alcance a Palavra de Deus que nos é ensinada nessa e em todas as passagens que nos for possível mediar a outrem.
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 50,3-4.12-13.18-19): Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa bondade. E conforme a imensidade de vossa misericórdia, apagai a minha iniquidade. 4. Lavai-me totalmente de minha falta, e purificai-me de meu pecado. 12. Ó meu Deus, criai em mim um coração puro, e renovai-me o espírito de firmeza. 13. De vossa face não me rejeiteis, e nem me priveis de vosso santo Espírito. 18. Vós não vos aplacais com sacrifícios rituais; e se eu vos ofertasse um sacrifício, não o aceitaríeis. 19. Meu sacrifício, ó Senhor, é um espírito contrito, um coração arrependido e humilhado, ó Deus, que não haveis de desprezar.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que a perversidade predomina na humanidade, desde antanho até os tempos atuais; a profunda dureza de coração, a insensibilidade em grau extremo assola grande parte da população, que não consegue perceber o óbvio ululante de que vós sois o criador de tudo e que cumpre-nos, para viver em paz e felicidade, obedecer os vossos divinos desígnios.
Reconhecemos que nos tempos de Jesus, ele havia realizado grande número de sinais, mas os pseudo-sábios da época solicitavam ainda mais… De modo similar, muito embora miríades de sinais borbulhem à nossa frente, milagres esplendorosos sejam operados na criação… apesar disso, são ainda muitos os que permanecem indiferentes, insensíveis, parvos, estupidamente sugestionados pelo maligno, o qual tudo faz para tornar-nos padecentes da pior das cegueiras: a daqueles que não querem ver (Jr 5,21)! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que isso não ocorra conosco! Que nosso viver seja vigilante e orante; que os povos se convertam; que nos mantenhamos firmes na esperança de que vós determinareis e tudo será feito de acordo com a vossa santa vontade! Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 21 de Fevereiro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/02/santos-do-dia-da-igreja-catolica-22-02-2013/>]

São Pedro Damião
Pedro nasceu em Ravena, em 1007. Teve uma infância muito sofrida, ficou órfão muito cedo e foi criado de forma improvisada pelos irmãos que eram em grande número. Mesmo assim, o irmão mais velho, Damião, acabou por se responsabilizar sozinho por seus estudos. Estudou em Ravena, Faenza e Pádua e depois de ter ensinado em Parma, ingressou no mosteiro camaldulense de Fonte Avelana, na Úmbria, que se tornou o centro de suas atividades reformadoras. Pedro, em retribuição à seu irmão Damião, assumiu também o seu nome ao se ordenar sacerdote.
Pedro Damião, aos vinte e um anos, então na Ordem Camaldulense, por seus méritos logo tornou o superior diretor. As regras da Ordem já eram duras, mas ele as tornou mais rígidas ainda. Passou a criticar severamente conventos onde não havia pobreza e sua influência se estendeu por mosteiros da Itália e da França, entre eles Montecassino e Cluny, que passaram a seguir seus conceitos. Com seu reformismo, trabalhou incansavelmente para devolver à vida religiosa seu sentido de consagração total a Deus, na austeridade da solidão e da penitência.
Pedro Damião era um sacerdote contemplativo, de vida simples, adepto à vida monástica e desse modo singular atacava o luxo dos cardeais. Citava os apóstolos Pedro e Paulo como exemplos, pois percorreram o mundo para evangelizar, sendo magros e andando descalços, ou seja, para levar a Palavra de Deus, era necessário sobretudo se despojar dos apegos materiais. Foi desse modo que solidificou a austeridade religiosa e como viveu toda sua existência terrena.
Seu trabalho não parou aí. Havia, na época, a venda de títulos, funções e cargos da Igreja, como se fazia com os títulos feudais. A essa troca de favores se deu o nome de simonia clerical. O ato de comprar ou vender benesses espirituais, era antigo e esse nome deriva de Simão, o Mago, que procurou comprar dos Apóstolos graças espirituais. Dessa forma, cargos da Igreja acabavam ocupados por pessoas despreparadas e indignas que se rebelavam contra a disciplina exigida deles, principalmente com relação ao celibato.
A Igreja, assim dilacerada, vitimada pelas discórdias e cismas, tinha necessidade de homens cultos e austeros como padre Pedro Damião. Por isso, ele foi chamado à Santa Se para auxiliar nesses combates. Esteve ao lado de seis papas, como viajante da paz, e em particular colaborou com o cardeal Hildebrando, o grande reformador que se tornou o Papa Gregório VII.
Pedro Damião após várias peregrinações à cidade de Milão, à França e à Alemanha, se tornou cardeal e foi designado para a diocese de Óstia. Seus escritos, após a sua morte, prosseguiram doutrinando religiosos importantes. Aos poucos, a situação da Igreja foi se normalizando. Já velho, foi enviado à Ravena para recompor a questão do antipapa. Morreu em 1072, na cidade italiana de Faenza, quando voltava de uma missão de paz.
A fama de sua santidade em vida se cristalizou junto aos fiéis, que então passaram a venerá-lo como santo. Em 1828 o papa Leão XII declarou Santo Pedro Damião e o proclamou também doutor da Igreja, por seus numerosos escritos teológicos e pela incansável e eficiente atuação para a unidade da Santa Mãe, a Igreja Católica de Roma.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 21 de Fevereiro de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro de Isaías 10, 21 – 11, 10
Praga das trevas e anúncio da morte dos primogênitos
Disse Deus a Moisés: «Estende a mão para o céu, e haja trevas na terra do Egito, tão densas que se possam apalpar». Moisés estendeu a mão para o céu, e houve densas trevas em toda a terra do Egito, durante três dias. As pessoas não se viam umas às outras, e ninguém pôde sair do seu lugar durante três dias. Mas para todos os filhos de Israel havia luz nos sítios em que habitavam.
O Faraó mandou chamar Moisés e disse-lhe: «Ide prestar culto ao Senhor, mas os vossos rebanhos e manadas têm de ficar. Os vossos filhos também poderão acompanhar-vos». Moisés respondeu: «Tu próprio terás de pôr à nossa disposição o que for necessário para os sacrifícios e holocaustos que havemos de oferecer ao Senhor nosso Deus. Por isso o nosso gado terá de seguir também conosco. Nem uma só cabeça ficará aqui, pois é dele que devemos oferecer ao Senhor nosso Deus e não sabemos quais as vítimas que havemos de sacrificar ao Senhor, antes de lá termos chegado».
O Senhor permitiu que se endurecesse o coração do Faraó, e este não quis deixá-los partir. O Faraó disse a Moisés: «Retira-te da minha frente. E livra-te de voltares à minha presença, pois no dia em que apareceres diante de mim, morrerás». Moisés respondeu: «Seja como disseste, nunca mais voltarei à tua presença».
O Senhor disse a Moisés: «Vou mandar ainda uma praga contra o Faraó e contra o Egito, depois da qual, não só vos deixará partir, mas até vos expulsará daqui. Diz a todo o povo que peça cada homem ao seu vizinho e cada mulher à sua vizinha objetos de prata e de ouro». E o Senhor fez que o povo fosse bem acolhido pelos egípcios; o próprio Moisés era homem muito considerado no Egito, aos olhos dos servos do Faraó e aos olhos do povo.
Moisés disse ainda ao Faraó: «Assim fala o Senhor: ‘No meio da noite, passarei através do Egito: todo o primogénito morrerá na terra do Egito, desde o primogénito do Faraó, que deveria sentar-se no seu trono, até ao primogénito da escrava, que faz girar a mó, e também todo o primogénito dos animais. Haverá em toda a terra do Egipto um clamor tão grande como nunca houve nem nunca mais haverá. Mas contra os filhos de Israel, nem sequer um cão latirá, quer contra os homens quer contra os animais, para saberdes que o Senhor faz distinção entre o Egipto e Israel. Então, todos estes teus servos virão ao meu encontro e se prostrarão diante de mim, dizendo: ‘Vai-te embora, com todo o povo que te segue’. Depois, eu partirei». E Moisés saiu muito indignado da presença do Faraó.
O Senhor disse a Moisés: «O Faraó não vos há de escutar, e assim multiplicar-se-ão os meus prodígios na terra do Egito». Moisés e Aarão realizaram todos esses prodígios diante do Faraó. Mas o Senhor permitiu que se endurecesse o coração do Faraó, e este não deixou partir do seu país os filhos de Israel.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Das «Demonstrações» de Afraates, bispo
(Dem. 11, De circuncisione, 11-12: PS 1, 498-503 (Sec. IV)
A circuncisão do coração
A lei e a aliança sofreram sucessivamente profundas alterações. O primeiro pacto estabelecido por Deus com Adão foi substituído pelo de Noé; mais tarde, o pacto estabelecido com Abraão foi reformado pelo de Moisés. Mas como a aliança mosaica não foi observada, ao chegar a plenitude dos tempos veio a nova aliança, com carácter definitivo e inalterável.
A Adão tinha Deus imposto o preceito de não comer da árvore da vida; a Noé fez aparecer o arco-íris nas nuvens do céu; a Abraão, escolhido já pela sua fé, deu a circuncisão como sinal característico para a sua descendência; e a Moisés mandou imolar o cordeiro pascal como propiciação pelo povo. Todos estes pactos foram diferentes uns dos outros. Mas a circuncisão verdadeiramente agradável aos olhos d’Aquele que promulgou todas estas alianças, é a que refere Jeremias nestes termos: Circuncidai o vosso coração. Se o pacto que Deus concluiu com Abraão foi firme, também este é firme e imutável, e nenhuma lei o pode substituir, venha ela dos que estão fora da lei [de Moisés] ou dos que estão sujeitos a essa lei.
Deus deu a Moisés a lei com todas as suas observâncias e preceitos; mas, como não a observavam, anulou a lei e seus preceitos, e prometeu estabelecer uma nova aliança, que seria diferente da primeira, embora o promotor de uma e de outra fosse o mesmo. Esta é a aliança que prometeu concluir com as gerações futuras: Todos Me conhecerão, desde o maior ao mais pequeno. E nesta aliança já não há circuncisão da carne como sinal característico do povo.
Como sabemos perfeitamente, irmãos caríssimos, ao longo das várias gerações Deus estabeleceu leis que estiveram em vigor enquanto Lhe aprouve, e que mais tarde caíram em desuso, como diz o Apóstolo: No passado, o reino de Deus assumiu formas diversas, segundo os diversos tempos.
Mas o nosso Deus é fiel e os seus preceitos são firmes e infalíveis; por isso, cada uma das alianças foi em seu tempo firme e infalível. E agora, os circuncisos de coração têm a vida por meio da nova circuncisão que se opera no verdadeiro Jordão, isto é, por meio do Baptismo para a remissão dos pecados.
Jesus, filho de Nun, [quer dizer, Josué], circuncidou o povo pela segunda vez com facas de pedra, quando ele e o seu povo atravessaram o rio Jordão; Jesus, nosso Salvador, circuncida pela segunda vez, com a circuncisão do coração, os povos que n’Ele acreditaram e que foram lavados na água do Baptismo e circuncidados com a espada que é a palavra de Deus, mais penetrante que a espada de dois gumes.
Jesus, filho de Nun, introduziu o povo na terra prometida; Jesus, nosso Salvador, prometeu a terra da vida a todos os que atravessarem o verdadeiro Jordão, acreditarem n’Ele e circuncidarem o seu coração.
Ditosos os que foram circuncidados em seu coração e renasceram das águas da segunda circuncisão! Esses receberão a herança prometida, juntamente com Abraão, guia fiel e pai de todos os povos, porque a sua fé lhe foi atribuída como justiça.
LEITURA BREVE
Ez 18, 30b-32
Convertei-vos e renunciai a todas as vossas iniquidades, e o pecado deixará de ser a vossa ruína. Lançai para longe os vossos pecados e formai um coração novo e um espírito novo. Porque havias de morrer, casa de Israel? Eu não desejo a morte de ninguém, diz o Senhor Deus. Convertei-vos e vivereis.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Ez 18, 30b-32
Convertei-vos e renunciai a todas as vossas iniquidades, e o pecado deixará de ser a vossa ruína. Lançai para longe os vossos pecados e formai um coração novo e um espírito novo. Porque havias de morrer, casa de Israel? Eu não desejo a morte de ninguém, diz o Senhor Deus. Convertei-vos e vivereis.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Zac 1, 3b-4b
Voltai para mim, diz o Senhor dos Exércitos, e Eu voltarei para vós. Não sejais como vossos pais, a quem os primeiros Profetas clamavam: Convertei-vos dos vossos maus caminhos, das vossas más ações.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Dan 4, 24b
Resgata os teus pecados com boas obras e as tuas iniquidades com a misericórdia para com os pobres. Talvez Deus prolongue a tua prosperidade.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Filip 2, 12b-15a
Trabalhai com temor e tremor na vossa salvação: porque é Deus que opera em vós o querer e o agir segundo os seus desígnios de amor. Fazei tudo sem murmurar nem discutir, para serdes irrepreensíveis e puros, filhos de Deus sem mancha.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ef 4, 26-27
Não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demônio.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
