LITURGIA DE 03 DE AGOSTO DE 2023 – QUINTA FEIRA – XVII SEMANA DO TEMPO COMUM
3 de agosto de 2023LITURGIA DE 05 DE AGOSTO DE 2023 – SABADO – XVII SEMANA DO TEMPO COMUM
5 de agosto de 2023Néctar espiritual extraído da Liturgia Diária de 04/08/2023
As santas palavras desta liturgia instam em especial a assumir o compromisso – cumprindo pedir o auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Lv 23,1.4-11.15-16.27.34b-37), de nos empenharmos denodadamente para frequentar as solenidades do Senhor, participando sempre que possível das santas assembleias – no mínimo a santa missa dominical, conforme os mandamentos da Igreja – buscando dedicar o domingo de forma especial ao Senhor, às atividades familiares… tudo em espírito de piedade cristã, agradecendo a oportunidade de mais uma semana de vida. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 80) concitam em especial a exultar em Deus, aclamando-o jubilosamente por suas maravilhas. Cumpre dar glórias e louvores ao Senhor que alivia dos fardos e livra na tribulação; porém abandona à própria sorte os duros de coração. O Santo Evangelho (Mt 13,54-58) concita-nos a elevar a mente e não nos deixar prender a preconceitos e raciocínios humanos diante dos prodígios divinos.
Biografia
S. JOÃO MARIA VIANNEY, CURA DE ARS, PADROEIRO DO CLERO COM CURA DAS ALMAS
<https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia/08/04/s–joao-maria-vianney–cura-de-ars–padroeiro-do-clero-com-cura-.html>

“Se soubéssemos bem o que é um padre na terra, morreríamos: não de medo, mas de amor”. A vida de São João Maria Vianney pode ser resumida neste pensamento.
Também conhecido como “Cura d’Ars”, João Maria Vianney nasceu em 8 de maio de 1786, em Dardilly, próximo de Lyon. Seus pais eram camponeses e, desde pequeno, o encaminham ao trabalho da lavoura, tanto que, aos 17 anos, João ainda era analfabeto.
No entanto, graças aos ensinamentos maternos, conseguiu aprender muitas orações de cor e viveu uma forte religiosidade.
“Queria conquistar muitas almas”!
Na época, sopravam ventos de Revolução na França. Por isso, João Maria Vianney frequentou o sacramento da confissão em casa, não na igreja, graças a um sacerdote “refratário”, que não havia jurado fidelidade aos revolucionários. A mesma coisa aconteceu com a sua Primeira Comunhão, recebida em um celeiro, durante uma Missa “clandestina”.
Aos 17 anos, João sentiu-se chamado ao sacerdócio. “Se eu fosse padre, queria conquistar muitas almas”, disse ele. Mas, não era fácil atingir esta meta, por causa dos seus poucos conhecimentos culturais. Graças à ajuda de sacerdotes sábios, entre os quais o Abbé Balley, pároco de Écully, recebeu a ordenação sacerdotal, em 13 de agosto de 1815, com a idade de 29 anos.
Longas horas no confessionário
Três anos depois da sua ordenação, em 1818, João foi enviado para Ars, uma pequena aldeia no sudeste da França, que contava 230 habitantes. Ali, dedicou todas as suas energias ao cuidado pastoral dos fiéis: fundou o Instituto da “Providência” para acolher órfãos; visitava os enfermos e as famílias mais necessitadas; restaurou a igrejinha e organizou quermesses na festa do padroeiro.
Entretanto, o Santo Cura d’Ars destacou-se na sua missão de administrar o sacramento da Confissão: sempre pronto a ouvir e oferecer o perdão aos fiéis, passava até 16 horas por dia no confessionário. Diariamente, uma multidão de penitentes de todas as partes da França vinha confessar-se com ele, tanto que a cidadezinha de Ars ficou conhecida como o “grande hospital das almas”. O próprio João Maria Vianney vigiava e jejuava para ajudar os fiéis a expiarem os pecados.
Certo dia, disse a um seu coirmão: “Vou dizer-lhe qual é a minha receita: dou aos pecadores uma pequena penitência e o resto eu faço no lugar deles”.
Patrono dos párocos
Após ter-se dedicado totalmente a Deus e aos seus paroquianos, João Maria Vianney faleceu no dia 4 de agosto de 1859, com 73 anos de idade. Seus restos mortais descansam em Ars, no Santuário a ele consagrado, que recebe a visita de cerca de 450 mil peregrinos por ano.
João Maria Vianney foi beatificado em 1905, pelo Papa Pio X, e canonizado em 1925, pelo Papa Pio XI, que o proclamou, em 1929, “padroeiro dos párocos do mundo”.
Em 1959, por ocasião do centenário da sua morte, São João XXIII dedicou-lhe a encíclica “Sacerdotii Nostri Primordia”, apresentando-o como um modelo dos sacerdotes.
Em 2009, pelo seu 150° aniversário de morte, Bento XVI propôs um “Ano Sacerdotal”, para “favorecer e promover uma maior renovação interior de todos os sacerdotes e um testemunho evangélico mais forte e mais incisivo no mundo contemporâneo”.
Antífona da entrada
– Eu vos darei pastores segundo o meu coração, que vos conduzam com inteligência e sabedoria (Jr 3,15).
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Oração do dia (Coleta)
– Deus de poder e misericórdia, que tornastes São João Maria Vianney um pároco admirável por sua solicitude pastoral, dai-nos, por sua intercessão e exemplo, conquistar no amor de Cristo os irmãos e irmãs para vós e alcançar com eles a glória eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Lv 23,1.4-11.15-16.27.34b-37
Salmo Responsorial: Sl 80
– Exultai no Senhor, nossa força.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– A Palavra do Senhor permanece eternamente, e esta é a Palavra que vos foi anunciada (1Pd 1,25).
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: (Mt 13,54-58)
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus
– Glória a vós, Senhor!
Invocação do Espírito Santo
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
Ensinamentos
As santas palavras desta Liturgia Diária ensinam em especial, na primeira leitura, sobre que narrou o escritor sagrado (Lv 23,1.4-11.15-16.27.34b-37): 1O Senhor falou a Moisés, dizendo: 4“São estas as solenidades do Senhor em que convocareis santas assembleias no devido tempo: 5No dia catorze do primeiro mês, ao entardecer, é a Páscoa do Senhor. 6No dia quinze do mesmo mês é a festa dos Ázimos, em honra do Senhor. Durante sete dias comereis pães ázimos. 7No primeiro dia tereis uma santa assembleia, não fareis nenhum trabalho servil; 8oferecereis ao Senhor sacrifícios pelo fogo durante sete dias. No sétimo dia haverá uma santa assembleia e não fareis também nenhum trabalho servil”. 9O Senhor falou a Moisés, dizendo: 10“Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando tiverdes entrado na terra que vos darei, e tiverdes feito a colheita, levareis ao sacerdote um feixe de espigas como primeiros frutos da vossa colheita. 11O sacerdote elevará este feixe de espigas diante do Senhor, para que ele vos seja favorável: e fará isto no dia seguinte ao sábado. 15A partir do dia seguinte ao sábado, desde o dia em que tiverdes trazido o feixe de espigas para ser apresentado, contareis sete semanas completas. 16Contareis cinquenta dias até ao dia seguinte ao sétimo sábado, e apresentareis ao Senhor uma nova oferta. 27O décimo dia do sétimo mês é o dia da Expiação. Nele tereis uma santa assembleia, jejuareis e oferecereis ao Senhor um sacrifício pelo fogo. 34bNo dia quinze deste sétimo mês, começa a festa das Tendas, que dura sete dias, em honra do Senhor. 35No primeiro dia haverá uma santa assembleia e não fareis nenhum trabalho servil. 36Durante sete dias oferecereis ao Senhor sacrifícios pelo fogo. No oitavo dia tereis uma santa assembleia, e oferecereis ao Senhor um sacrifício pelo fogo. É dia de reunião festiva: não fareis nenhum trabalho servil. 37Estas são as solenidades do Senhor, nas quais convocareis santas assembleias para oferecer ao Senhor sacrifícios pelo fogo, holocaustos e oblações, vítimas e libações, cada qual no dia prescrito.
O Salmo Responsorial oportuniza-nos fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 80): Ao mestre de canto. Com a Gitiena. Salmo de Asaf. 2.Exultai em Deus, nosso protetor, aclamai o Deus de Jacó. 3.Tocai o saltério, vibrai os tímbalos, tangei a melodiosa harpa e a lira. 4.Ressoai a trombeta na lua nova, na lua cheia, dia de grande festa, 5.porque é uma instituição para Israel, um preceito do Deus de Jacó; 6. uma lei que foi imposta a José, quando ele entrou em luta com o Egito. Eis que ouviu uma língua desconhecida: 7.Aliviei os seus ombros de fardos, já não carregam cestos as suas mãos, 8.na tribulação gritaste para mim e te livrei; da nuvem que troveja eu respondi, junto às águas de Meriba eu te provei. 9.Escuta, ó povo, a minha advertência: Possas tu me ouvir, ó Israel! 10.Não haja em teu meio um deus estranho; nem adores jamais o deus de outro povo. 11.Sou eu, o Senhor, teu Deus, eu que te retirei do Egito; basta abrires a boca e te satisfarei. 12.No entanto, meu povo não ouviu a minha voz, Israel não me quis obedecer. 13.Por isso, os abandonei à dureza de seus corações. Deixei-os que seguissem seus caprichos. 14.Oh, se meu povo me tivesse ouvido, se Israel andasse em meus caminhos! 15.Eu teria logo derrotado seus inimigos, e desceria minha mão contra seus adversários. 16.Os inimigos do Senhor lhes renderiam homenagens, estaria assegurado, para sempre, o destino do meu povo. 17.Eu o teria alimentado com a flor do trigo, e com o mel do rochedo o fartaria.
No Santo Evangelho, sobre que Jesus (Mt 13,54-58): Foi para a sua cidade e ensinava na sinagoga, de modo que todos diziam admirados: Donde lhe vem esta sabedoria e esta força miraculosa? 55.Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe? Não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? 56.E suas irmãs, não vivem todas entre nós? Donde lhe vem, pois, tudo isso? 57.E não sabiam o que dizer dele. Disse-lhes, porém, Jesus: É só em sua pátria e em sua família que um profeta é menosprezado. 58.E, por causa da falta de confiança deles, operou ali poucos milagres.
Compromisso
Tais santas palavras e ensinamentos instam em especial a assumir o compromisso – cumprindo pedir o auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Lv 23,1.4-11.15-16.27.34b-37) de nos empenharmos denodadamente para frequentar as solenidades do Senhor, participando sempre que possível das santas assembleias – no mínimo a santa missa dominical, conforme os mandamentos da Igreja – buscando dedicar o domingo de forma especial ao Senhor, às atividades familiares, tudo em espírito de piedade cristã, agradecendo a oportunidade de mais uma semana de vida. Concitam-nos também a ofertar com generosidade para que a Igreja possa ter a devida sustentação econômica para sua missão. Instam-nos ainda ao espírito de penitência – a Santa Madre Igreja instituiu a sexta-feira como dia de jejum e penitência, ainda que de forma branda; cumpre-nos, pois, observar tal preceito.
As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 80) concitam em especial a exultar em Deus, a aclamá-lo jubilosamente por suas maravilhas. Cumpre dar glórias e louvores ao Senhor que alivia dos fardos; livra na tribulação; porém abandona à própria sorte os duros de coração, os renitentes em andar em seus caminhos – muito embora não se agrade desse abandono, pois quem ouve o Senhor e anda em seus caminhos tem logo derrotados seus inimigos, sendo alimentado com a flor do trigo e fartado com o mel da rocha.
O Santo Evangelho (Mt 13,54-58) concita-nos a elevar a mente e não nos deixar prender a preconceitos e raciocínios humanos diante dos prodígios divinos, evitando dessa forma cair na descrença dos concidadãos de Jesus, que não souberam reconhecê-lo em sua magnífica condição. Guardadas as proporções, cumpre-nos respeitar profundamente cada experiência humana e nos colocar em atitude orante diante de toda e qualquer pessoa com quem viermos a nos deparar, pois em cada uma delas – assim nos ensinou o Metre dos mestres – Deus pode estar presente!
Oração final
Ó Trindade Santíssima, Pai, Filho e Espírito Santo, vinde em nosso auxílio para que nos empenharmos denodadamente para frequentar as solenidades do Senhor, participando sempre que possível das santas assembleias – no mínimo a santa missa dominical, conforme os mandamentos da Igreja – buscando dedicar o domingo de forma especial ao Senhor, às atividades familiares… tudo em espírito de piedade cristã, agradecendo a oportunidade de mais uma semana de vida. Exultamos em Deus e o aclamamos jubilosamente por suas maravilhas, vós que aliviais dos fardos e livrais das tribulação os que a vós invocam; porém abandonais à própria sorte os duros de coração. Ajudai-nos a elevar a mente e não nos deixeis prender a preconceitos e raciocínios humanos diante dos prodígios divinos. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé! Amém!
Leitura complementar
LEITURAS DA LITURGIA DAS HORAS DE 04 DE AGOSTO DE 2023 <http://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Segunda Epístola aos Coríntios 11, 30 – 12, 13
O Apóstolo gloria-se da sua fraqueza
Irmãos: Se é preciso gloriar-me, gloriar-me-ei da minha fraqueza. Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é bendito por todos os séculos, sabe que não minto. Em Damasco, o governador do rei Aretas mandou guardar a cidade para me prender; mas desceram-me dentro dum cesto, por uma janela da muralha, e assim escapei às suas mãos.
É preciso que me glorie? Na verdade, não convém. No entanto, falarei agora das visões e revelações do Senhor. Conheço um homem em Cristo, que há catorze anos, – com o corpo ou sem o corpo, não sei; Deus o sabe – foi arrebatado até ao terceiro Céu. E sei que esse homem – com o corpo ou sem o corpo, não sei; Deus o sabe – foi arrebatado até ao Paraíso e ouviu palavras inefáveis que um homem não pode repetir. Desse homem posso gloriar-me; mas, quanto a mim, não me gloriarei senão das minhas fraquezas. Se quisesse gloriar-me, não seria insensato, pois só diria a verdade. Mas quero evitá-lo, para que ninguém faça de mim uma ideia superior ao que vê em mim ou ouve dizer de mim.
E para que a grandeza das revelações não me ensoberbeça, foi-me deixado um espinho na carne, um anjo de Satanás que me esbofeteia e impede que eu me orgulhe. Por três vezes roguei ao Senhor que o apartasse de mim. Mas Ele disse-me: «Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se manifesta o meu poder».
Portanto, de boa vontade me gloriarei das minhas fraquezas, para que habite em mim o poder de Cristo. Alegro‑me nas minhas fraquezas, nas afrontas, nas adversidades, nas perseguições e nas angústias sofridas por amor de Cristo, porque, quando sou fraco, então é que sou forte. Tornei-me insensato, mas fostes vós que me obrigastes a isso.
Eu devia ser elogiado por vós, porque não fui inferior a esses extraordinários apóstolos, embora nada valha. Os sinais distintivos do verdadeiro apóstolo verificaram-se no meio de vós, com paciência a toda a prova, sinais, prodígios e milagres. Na verdade, em que fostes inferiores às outras Igrejas, senão por eu não vos ter sido pesado? Perdoai-me esta injustiça!
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Catequese de São João Maria Vianney, presbítero
(Catechisme sur la prière: A. Monnin, Esprit du Curé d’Ars, Paris 1899, pp. 87-89) (Sec. XIX)
Belo dever do homem: orar e amar
Prestai atenção, meus filhos: o tesouro do homem cristão não está na terra, mas no Céu. Por isso, o nosso pensamento deve voltar-se para onde está o nosso tesouro.
O homem tem este belo dever e obrigação: orar e amar. Se orais e amais, tendes a felicidade do homem sobre a terra.
A oração não é outra coisa senão a união com Deus. Quando alguém tem o coração puro e unido a Deus, experimenta em si mesmo uma certa suavidade e doçura que inebria e uma luz admirável que o circunda. Nesta íntima união, Deus e a alma são como dois pedaços de cera, fundidos num só, de tal modo que ninguém mais os pode separar. Como é bela esta união de Deus com a sua pequena criatura! É uma felicidade que supera toda a compreensão humana.
Nós tornamo-nos indignos de orar; mas Deus, na sua bondade, permite-nos falar com Ele. A nossa oração é o incenso que mais Lhe agrada.
Meus filhos, o vosso coração é pequeno, mas a oração dilata-o e torna-o capaz de amar a Deus. A oração faz-nos saborear antecipadamente a suavidade do Céu, é como se alguma coisa do Paraíso descesse até nós. Ela nunca nos deixa sem doçura; é como o mel que se derrama sobre a alma e faz com que tudo nos seja doce. Na oração bem feita desaparecem as dores, como a neve aos raios do sol.
Outro benefício nos traz a oração: o tempo passa tão depressa e com tanto prazer que não se sente a sua duração. Escutai: quando era pároco em Bresse, em certa ocasião tive de percorrer grandes distâncias para substituir quase todos os meus colegas, que estavam doentes; e podeis estar certos disto: nessas longas caminhadas rezava ao bom Deus e o tempo não me parecia longo.
Há pessoas que se submergem profundamente na oração, como os peixes na água, porque estão completamente entregues a Deus. O seu coração não está dividido. Oh como eu amo estas almas generosas! São Francisco de Assis e Santa Coleta viam Nosso Senhor e conversavam com Ele do mesmo modo que nós falamos uns com os outros.
Nós, pelo contrário, quantas vezes vimos para a Igreja sem saber o que havemos de fazer ou que pedir! No entanto, sempre que vamos ter com algum homem, sabemos perfeitamente o motivo por que vamos. Mais: há pessoas que parecem falar a Deus deste modo: «Só tenho a dizer-Vos duas palavras para ficar despachado…». Muitas vezes penso: Quando vimos para adorar a Deus, conseguiríamos tudo o que pedimos se pedíssemos com fé viva e coração puro.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Hebr 13, 7-9a
Lembrai-vos dos vossos chefes, que vos anunciaram a palavra de Deus. Considerai o êxito da sua carreira e imitai a sua fé. Jesus Cristo é sempre o mesmo, ontem, hoje e por toda a eternidade. Não vos deixeis transviar por doutrinas incertas e estranhas.
LEITURA BREVE DA HORA TERÇA
Filip 2, 2b-4
Tende entre vós os mesmos sentimentos e a mesma caridade, numa só alma e num só coração. Não façais nada por rivalidade nem por vanglória; mas, com humildade, considerai os outros superiores a vós mesmos, sem olhar cada um aos seus próprios interesses, mas aos interesses dos outros.
LEITURA BREVE DA HORA SEXTA
2 Cor 13, 4
Jesus Cristo foi crucificado na sua fraqueza humana, mas vive pelo poder de Deus. Também nós somos fracos n’Ele, mas viveremos com Ele pelo poder de Deus.
LEITURA BREVE DA HORA NONA
Col 3, 12-13
Como eleitos de Deus, santos e prediletos, revesti-vos de sentimentos de misericórdia, de bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, se alguém tiver razão de queixa contra outro. Tal como o Senhor vos perdoou, assim deveis fazer vós também.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
1 Pedro 5, 1-4
Recomendo aos anciãos que estão entre vós, eu que sou ancião como eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo e também participante da glória que há-de ser revelada: Apascentai o rebanho de Deus que vos foi confiado, velando por ele, não constrangidos mas de boa vontade, segundo Deus, não por ganância mas por dedicação, nem como dominadores sobre aqueles que vos foram confiados mas tornando-vos modelos do rebanho. E quando aparecer o supremo Pastor, recebereis a coroa eterna de glória.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
Jer 14, 9
Estais no meio de nós, Senhor, e sobre nós foi invocado o vosso nome. Não nos abandoneis, Senhor nosso Deus.
Confraria Contardo Ferrini
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
