“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 06 DE MARÇO DE 2024
6 de março de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 08 DE MARÇO DE 2024
8 de março de 2024QUINTA FEIRA DA III SEMANA DA QUARESMA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=EXUN-k7xKr8

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4293-liturgia-de-07-de-marco-de-2024>]
Antífona da entrada
– A salvação do povo sou eu, diz o Senhor: de qualquer tribulação que clamarem por mim, eu os ouvirei e serei seu Deus para sempre.
Coleta
– Ó Deus onipotente, suplicantes imploramos a vossa majestade; à medida que se aproxima a festa da salvação, nos preparemos, com maior empenho, para celebrar o mistério da pascal. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Jr 7,23-28
Salmo Responsorial: Sl 94,1-2.6-9
– Oxalá ouvísseis hoje a voz do Senhor: Não fecheis os vossos corações.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 11,14-23
Jesus Cristo, sois bendito, sois ungido de Deus Pai!
Jesus Cristo, sois bendito, sois ungido de Deus Pai!
– Voltai ao Senhor, vosso Deus, ele é bom, compassivo e clemente! (Jl 2,12)
Jesus Cristo, sois bendito, sois ungido de Deus Pai!
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Jr 7,23-28): Foi esta a única ordem que lhes dei: escutai minha voz: serei vosso Deus e vós sereis o meu povo; segui sempre a senda que vos indicar, a fim de que sejais felizes. 24. Eles, porém, não escutaram, nem prestaram ouvidos, seguindo os maus conselhos de seus corações empedernidos; voltaram-me as costas em lugar de me apresentarem seus rostos. 25. Desde o dia em que vossos pais deixaram o Egito até agora, enviei-vos todos os meus servos, os profetas. Todos os dias sem cessar os mandei. 26. Eles, porém, não os escutaram, nem lhes deram atenção; endureceram a cerviz e procederam pior que os pais. 27. Quando tudo isso lhes transmitires, também a ti não escutarão. Tu os chamarás e não obterás resposta. 28. Tu lhes dirás então: Esta é a nação que não escuta a voz do Senhor, seu Deus, e não aceita suas advertências. A lealdade desapareceu, tendo sido banida de sua boca.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 94,1-2.6-9): Vinde, manifestemos nossa alegria ao Senhor, aclamemos o rochedo de nossa salvação; 2. apresentemo-nos diante dele com louvores, e cantemos-lhe alegres cânticos […] 6.Vinde, inclinemo-nos em adoração, de joelhos diante do Senhor que nos criou. 7. Ele é nosso Deus; nós somos o povo de que ele é o pastor, as ovelhas que as suas mãos conduzem. Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:* 8. “Não vos torneis endurecidos como em Meriba, como no dia de Massa no deserto, 9. onde vossos pais me provocaram e me tentaram, apesar de terem visto as minhas obras.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Lc 11,14-23): Jesus expelia um demônio que era mudo. Tendo o demônio saído, o mudo pôs-se a falar e a multidão ficou admirada. 15. Mas alguns deles disseram: “Ele expele os demônios por Beelzebul, príncipe dos demônios”. 16. E, para pô-lo à prova, outros lhe pediam um sinal do céu. 17. Penetrando nos seus pensamentos, disse-lhes Jesus: “Todo o reino dividido contra si mesmo será destruído e seus edifícios cairão uns sobre os outros. 18. Se, pois, Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Pois dizeis que expulso os demônios por Beelzebul. 19. Ora, se é por Beelzebul que expulso os demônios, por quem o expulsam vossos filhos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes! 20. Mas se expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente é chegado a vós o Reino de Deus. 21. Quando um homem forte guarda armado a sua casa, estão em segurança os bens que possui. 22. Mas se sobrevier outro mais forte do que ele e o vencer, este lhe tirará todas as armas em que confiava, e repartirá os seus despojos. 23. Quem não está comigo, está contra mim; quem não recolhe comigo, espalha.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da Liturgia Diária da Quinta Feira da III Semana da Quaresma (07 de março de 2024) compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Jr 7,23-28) que a ordem, o comando divino que o Senhor Deus nos dá é que escutemos sua voz, pois é nosso Deus e nós somos seu povo.
Cumpre-nos seguir sempre a senda indicada pela Palavra de Deus, a fim de sermos felizes. Caso não ouçamos, não prestemos atenção, seguindo os maus conselhos de nossos corações empedernidos, voltamos as costas para Deus ao invés de lhe apresentarmos o rosto.
O Senhor envia seus servos, profetas, mensageiros, apóstolos… e cumpre-nos ouvi-los, prestar atenção, colocar-nos receptivos às suas palavras. Se procedermos nesciamente, não ouvindo e não aceitando as advertências divinas, se não formos leais com o Senhor, arcaremos com as terríveis consequências de nossa insensatez, desperdiçando a preciosa oportunidade de usufruir a mais alta felicidade.
Com isso também atraímos sobre nossa posteridade um viver de qualidade pífia, ao passo que, se obedecermos ao Senhor, lhes deixaremos como legado a mais alta felicidade possível na terra, que ao mesmo tempo prepara para a felicidade eterna.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 94,1-2.6-9).
O Santo Evangelho (Lc 11,14-23) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência da realidade das terríveis incitações do maligno a que estamos sujeitos, valendo-se de pessoas insensatas para todos os tipos de maus procedimentos, inclusive proferir blasfêmias e disparates dos mais absurdos, como no caso dos que afirmaram que Jesus expulsava demônios em nome do chefe dos demônios.
Cumpre-nos a assimilar a sabedoria de Jesus, que ensinou: um reino dividido contra si mesmo não subsiste. Empenhemo-nos, pois, profunda e sinceramente, para manter a unidade na rocha crística, na pedra angular, para não permanecermos perecendo, tornando-nos, entre irmãos na fé, como edifícios caindo uns sobre os outros, debatendo-nos em contendas e formando facções…
Concita-nos a reconhecer que tudo o que Jesus fez e faz é pelo dedo de Deus, em plena sintonia com o Pai; ele é o Rei do Universo, cumpre-nos servi-lo denodadamente para que o Reino de Deus se expanda, que todo óbice seja retirado e o Reino se torne acessível a todos – sendo o pré-requisito para acessá-lo tão somente aderir a Jesus.
Cabe-nos, pois, anunciá-lo, invocando o Espírito Santo para que nos inspire a nos empenharmos da melhor forma possível nesse maravilhoso mister. Estejamos, pois, firmes no propósito da unidade em Jesus para não incorrermos no risco de, confiados em nossas próprias forças e estribados em nossos próprios entendimentos, sermos espoliados pelo maligno. Empenhemo-nos, em uníssono, na construção e manutenção da unidade cristã, cientes de que, não o fazendo, estaremos contra Jesus; não o fazendo, ao invés de recolher com ele, espalharemos.
Mantenhamo-nos vigilantes e orantes, para que não sejamos surpreendidos com o recrudescimento do maligno em nós, pois, conforme alertou Jesus, se não nos mantivermos vigilantes e orantes, os espíritos malignos que nos assolavam recrutarão muitos outros para vir fazer morada em nós (Lc 11,24-27), fazendo de nosso ser e de nosso viver degradante filial do próprio inferno.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária da Quinta Feira da III Semana da Quaresma (07 de março de 2024), que esclarece em especial em Jeremias 7,23-28 que a ordem, o comando divino que nos dais é que escutemos vossa voz, pois sois nosso Deus e nós somos vosso povo.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que sigamos sempre a senda indicada pela vossa Palavra, a fim de sermos felizes. Caso não ouçamos, não prestemos atenção, seguindo os maus conselhos de nossos corações empedernidos, voltamos as costas para vós ao invés de vos apresentarmos o rosto.
Vós enviais vossos servos, profetas, mensageiros, apóstolos… e cumpre-nos ouvi-los, prestar atenção, colocar-nos receptivos às suas palavras. Se procedermos nesciamente, não ouvindo e não aceitando as advertências divinas, se não formos leais convosco, arcaremos com as terríveis consequências de nossa insensatez, desperdiçando a preciosa oportunidade de usufruir a mais alta felicidade.
Com isso também atraímos sobre nossa posteridade um viver de qualidade pífia, ao passo que, se vos obedecermos, lhes deixaremos como legado a mais alta felicidade possível na terra, que ao mesmo tempo prepara para a felicidade eterna.
Fazemos coro com o louvor orante – e penitente – do salmista (Sl 94,1-2.6-9): Vinde, manifestemos nossa alegria ao Senhor, aclamemos o rochedo de nossa salvação; 2. apresentemo-nos diante dele com louvores, e cantemos-lhe alegres cânticos […] 6.Vinde, inclinemo-nos em adoração, de joelhos diante do Senhor que nos criou. 7. Ele é nosso Deus; nós somos o povo de que ele é o pastor, as ovelhas que as suas mãos conduzem. Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: 8. “Não vos torneis endurecidos como em Meriba, como no dia de Massa no deserto, 9. onde vossos pais me provocaram e me tentaram, apesar de terem visto as minhas obras.“
Evangelho
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária da Quinta Feira da III Semana da Quaresma (07 de março de 2024), que compele-nos em especial no Santo Evangelho (Lc 11,14-23) a impregnar-nos da consciência da realidade das terríveis incitações do maligno a que estamos sujeitos – pois ele se vale de pessoas insensatas para todo tipo de mau procedimento, inclusive proferir blasfêmias e disparates dos mais absurdos, como no caso dos que afirmaram que Jesus expulsava demônios em nome do chefe dos demônios.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para assimilar a sabedoria de Jesus, que ensinou: um reino dividido contra si mesmo não subsiste. Que nos empenhemos profunda e sinceramente para manter a unidade na rocha crística, na pedra angular – para não permanecermos perecendo, tornando-nos, entre irmãos na fé, como edifícios caindo uns sobre os outros, debatendo-nos em contendas e formando facções…
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para reconhecer que tudo o que Jesus fez e faz é pelo dedo de Deus, em plena sintonia com o Pai; ele é o Rei do Universo, cumpre-nos servi-lo denodadamente para que o Reino de Deus se expanda, que todo óbice seja retirado e o Reino se torne acessível a todos – sendo o pré-requisito para acessá-lo tão somente aderir a Jesus, que possamos anunciá-lo diligentemente.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para anunciá-lo, invocando o Espírito Santo para que nos inspire a nos empenharmos da melhor forma possível nesse maravilhoso mister, firmes no propósito da unidade em Jesus para não incorrermos no risco de, confiados em nossas próprias forças e estribados em nossos próprios entendimentos, sermos espoliados pelo maligno.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos empenhemos, em uníssono, na construção e manutenção da unidade cristã, cientes de que, se não o fizermos, estaremos contra Jesus, conforme ele mesmo afirmou: não o fazendo, ao invés de recolher com ele, espalharemos.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamos vigilantes e orantes, de modo a não sermos surpreendidos com o recrudescimento do maligno em nós, pois, conforme alertou Jesus, se não nos mantivermos vigilantes e orantes, os espíritos malignos que nos assolavam recrutarão muitos outros para vir fazer morada em nós (conforme Lc 11,24-27) – fazendo de nosso ser e de nosso viver degradante filial do próprio inferno. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 07 de Março
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/03/santos-do-dia-da-igreja-catolica-07-de-marco/>]

Santas Perpétua e Felicidade
Senhora e escrava, Perpétua e Felicidade sofreram a prisão juntas, na fé e na solidariedade, no ano de 203, na África do Norte.
O imperador Severo, também de origem africana, havia decretado a pena de morte para os cristãos. Perpétua era de família nobre, filha de pai pagão, tinha vinte e dois anos e um filho recém-nascido. Sua escrava, Felicidade, estava grávida de oito meses e rezava diariamente para que o filho nascesse antes da execução e obteve essa graça. Isso aconteceu num parto de muito sofrimento, dois dias antes de serem levadas à arena, para as feras famintas.
Perpétua escreveu um diário na prisão, onde relata todo o sofrimento de que foram vítimas e que figura entre os escritos mais realistas e comoventes da Igreja. Além de descrever os horrores da escuridão e a forma selvagem como eram tratadas no calabouço, ela narrou como seu pai a procurou na prisão, com autorização do juiz, para tentar fazê-la desistir da fé em Cristo e assim salvar sua vida.
Mas ambas, senhora e escrava, mantiveram-se firmes, também como outros seis cristãos que se tornaram seus companheiros no martírio. Elas que ainda não tinham sido batizadas fizeram questão de receber o sacramento na prisão, para reafirmar suas posições de cristãs e, em nenhum momento sequer, pensaram em salvar as vidas negando o cristianismo.
Segundo os escritos oficiais que complementam o diário de Perpétua, os homens foram despedaçados por leopardos. Perpétua e Felicidade foram degoladas, depois de atacadas por touros e vacas. Era o dia 07 de março de 203.
Perpétua viveu a última hora dando extraordinária prova de amor e de tranqüila dignidade. Viu Felicidade ser abatida sob os golpes dos animais, e docemente a amparou e a suspendeu nos braços; depois recompôs o seu vestido estraçalhado, demonstrando um genuíno respeito por ela. Esses gestos geraram na população pagã, um breve momento de comoção piedosa. Mas por poucos segundos, pois a vontade da massa enfurecida prevaleceu, até ver o golpe fatal da degolação.
Pelo martírio, Perpétua e Felicidade entram para a Igreja, que as veneram nesse dia com as honras litúrgicas.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 07 de Março de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro do Êxodo 34, 10-28
Segundo Código da Aliança
Naqueles dias, o Senhor disse a Moisés: «Vou estabelecer uma aliança. Diante de todo o teu povo farei maravilhas, como nunca se realizaram em nenhum país, em nenhuma nação; e todo o povo que te cerca verá a obra do Senhor, pois será maravilhoso o que vou fazer por meio de ti.
Procura observar o que hoje te ordeno. Expulsarei diante de ti o amorreu e o cananeu, o hitita e o perezeu, o hivita e o jebuseu. Livra-te de estabelecer qualquer aliança com os habitantes da terra em que vais entrar, não venham eles a constituir uma armadilha no meio de ti. Pelo contrário, demolirás os seus altares, quebrarás as suas estelas e cortarás os seus lenhos sagrados.
Não adorarás outro deus, porque o Senhor chama-se «Cioso»: Ele é um Deus cioso. Não estabeleças aliança com os habitantes da terra: quando se prostituíssem no culto das suas divindades e oferecessem sacrifícios a esses deuses, convidar-te-iam, e tu comerias das suas vítimas sacrificiais.
Não tomes as suas filhas para esposas dos teus filhos: quando essas jovens se prostituíssem no culto das suas divindades, levariam os teus filhos a prostituir-se também no culto a esses deuses.
Não farás deuses de metal fundido.
Observarás a Festa dos Ázimos: durante sete dias comerás pães ázimos, como Eu te ordenei, no tempo marcado do mês de Abib, porque foi no mês de Abib que saíste do Egito.
Todo o primogénito Me pertence, bem como todo o macho que primeiro nascer das tuas manadas e dos teus rebanhos. A primeira cria do jumento resgatá-la-ás por uma cabeça de gado miúdo; se o não resgatares, quebrar-lhe-ás a nuca. Resgatarás todo o primogénito de teus filhos. E ninguém virá à minha presença com as mãos vazias.
Trabalharás durante seis dias, mas ao sétimo dia descansarás, até no tempo da lavra e da colheita.
Celebrarás a Festa das Semanas, isto é, das primícias da ceifa do trigo, e a Festa das Colheitas, no fim do ano.
Três vezes por ano, todos os teus varões deverão comparecer na presença do Senhor, Deus de Israel. Quando Eu tiver expulsado as nações diante de ti e dilatado as tuas fronteiras, ninguém cobiçará a tua terra, se subires três vezes ao ano para comparecer na presença do Senhor teu Deus.
Não oferecerás o sangue do meu sacrifício com pão fermentado, nem se conservará a vítima da Festa da Páscoa de noite até de manhã.
Levarás o melhor das primícias dos teus campos à casa do Senhor teu Deus. Não cozerás o cabrito no leite de sua mãe».
O Senhor disse a Moisés: «Escreve para ti estas palavras, pois é segundo estas palavras que Eu estabelecerei aliança contigo e com Israel».
Moisés esteve com o Senhor durante quarenta dias e quarenta noites. Não comeu pão, nem bebeu água. E escreveu nas tábuas as palavras da aliança, os dez mandamentos.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Tratado de Tertuliano, presbítero, sobre a oração
(Cap. 28-29: CCL 1, 273-274) (Sec. III)
O sacrifício espiritual
A oração é o sacrifício espiritual que aboliu os sacrifícios antigos. De que Me serve, diz o Senhor, a multidão dos vossos sacrifícios? Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura dos vitelos; não quero o sangue de touros, cordeiros e cabritos. Quem pediu semelhantes ofertas das vossas mãos?
O Evangelho ensina-nos o que pede o Senhor: Vai chegar a hora, diz o Senhor, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade. Deus é espírito, e por isso deseja um culto espiritual.
Nós somos os verdadeiros adoradores e os verdadeiros sacerdotes que, orando em espírito, em espírito oferecemos o sacrifício da nossa oração, como vítima digna de Deus e agradável a seus olhos, a vítima que Ele pede e espera.
Esta vítima, oferecida de coração sincero, nascida da fé, alimentada pela verdade, coroada pelo amor, íntegra e sem mancha, inocente e casta, é a que devemos levar ao altar de Deus, acompanhada pelo solene cortejo das boas obras, no meio de salmos e hinos; ela nos alcançará de Deus tudo o que pedimos.
Que poderá Deus negar à oração que procede do espírito e da verdade, se foi Ele próprio que assim a exigiu? Todos nós lemos, ouvimos e acreditamos como são grandes os testemunhos da sua eficácia.
Nos tempos passados, a oração livrava do fogo, das feras e da fome; e no entanto não recebera ainda de Cristo toda a sua eficácia.
Quanto mais eficaz não será a oração cristã? Talvez não faça derramar sobre o fogo o orvalho do Anjo, não feche a boca dos leões, não leve a refeição aos segadores famintos, não impeça milagrosamente o sofrimento [como lemos no Antigo Testamento]; mas vem em auxílio dos que suportam a dor com paciência, aumenta a graça aos que sofrem com fortaleza, para que vejam com os olhos da fé a recompensa reservada aos que sofrem pelo nome de Deus.
No passado, a oração fazia vir as pragas, aniquilava os exércitos, impedia o benefício das chuvas. Agora, porém, a oração afasta toda a ira de Deus, vela pelo bem dos inimigos e roga pelos perseguidores. Será para admirar que faça cair do céu as águas [do Espírito], se conseguiu também que descessem do céu as línguas de fogo? Só a oração vence a Deus. Mas Cristo não quis que ela servisse para fazer mal algum; quis antes que toda a eficácia que lhe deu fosse apenas para servir o bem.
Por isso ela não tem outra finalidade senão tirar do caminho da morte as almas dos defuntos, robustecer os fracos, curar os enfermos, libertar os possessos, abrir as portas dos cárceres, desatar as cadeias dos inocentes. Ela perdoa os pecados, afasta as tentações, extingue as perseguições, conforta os pusilânimes, enche de alegria os generosos, encaminha os peregrinos, acalma as tempestades, detém os salteadores, alimenta os pobres, ensina os ricos, levanta os que caíram, sustenta os que vacilam, confirma os que estão de pé.
Oram todos os Anjos, ora toda a criatura; oram à sua maneira os animais domésticos e as feras, que dobram os joelhos e, ao saírem dos estábulos e das tocas, levantam os olhos para o céu e não em vão abrem a boca, fazendo vibrar o ar com suas vozes. Também as aves, quando levantam voo, elevam-se para o céu e, em vez das mãos, estendem as asas em forma de cruz, dizendo alguma coisa que se assemelha a uma oração.
Que mais podemos acrescentar sobre o dever da oração? O próprio Senhor também orou. A Ele a honra e o poder pelos séculos dos séculos.
LEITURA BREVE
Cf. 1 Reis 8, 51-53a
Nós somos, Senhor, o vosso povo e a vossa herança. Estejam os vossos olhos abertos às súplicas do vosso servo e do vosso povo de Israel, e ouvi-nos quando vos invocamos. Porque vós nos escolhestes entre todos os povos da terra para sermos a vossa herança.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 55, 6-7
Procurai o Senhor enquanto se pode encontrar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem perverso os seus pensamentos. Converta-se ao Senhor que terá compaixão dele, ao nosso Deus que é generoso em perdoar.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 30, 2-3a
Quando voltares para o Senhor teu Deus e obedeceres aos seus mandamentos, tu e teus filhos, com todo o teu coração e toda a tua alma, como eu hoje te ordeno, o Senhor teu Deus te fará voltar do cativeiro e terá compaixão de ti.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Hebr 10, 35-36
Não queirais perder a vossa confiança, que terá uma grande recompensa. Vós tendes necessidade de perseverança, para cumprir a vontade de Deus e alcançar os bens prometidos.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Tg 4, 7-8.10
Submetei-vos a Deus. Resisti ao diabo e ele fugirá de vós. Aproximai-vos de Deus e ele aproximar-se-á de vós. Lavai as vossas mãos, pecadores; purificai os vossos corações, homens indecisos. Humilhai-vos diante do Senhor e ele vos exaltará.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tes 5, 23
O Deus da paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
