“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 09 DE MARÇO DE 2024
9 de março de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 11 DE MARÇO DE 2024
11 de março de 2024DOMINGO DA IV DA QUARESMA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=md8-kWt-F9M

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4296-liturgia-de-10-de-marco-de-2024>]
Antífona da entrada
– Alegra-te, Jerusalém! Reuni-vos, vós todos que a amais! Cheios de júbilos, exultai de alegria, vós que estais tristes, e sereis saciados nas fontes da vossa consolação. (Is 66,10s).
Coleta
– Ó Deus, que por vossa Palavra realiza de modo admirável a reconciliação do gênero humano, concedei ao povo cristão correr ao encontro das festas que se aproximam, cheio de fervor e exultando de fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: 2Cr 36,14-16.19-23
Salmo Responsorial: Sl 136,1-6
– Que se prenda a minha língua ao céu da boca, se de ti, Jerusalém, eu me esquecer!
2ª Leitura: Ef 2,4-10
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 3,14-21
Louvor e honra a vós, Senhor Jesus.
Louvor e honra a vós, Senhor Jesus.
– Tanto Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único; todo aquele que crer nele há de ter a vida eterna (Jo 3,16).
Louvor e honra a vós, Senhor Jesus.
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (2Cr 36,14-16.19-23): Todos os chefes dos sacerdotes e o povo continuaram a multiplicar seus delitos, imitando as práticas abomináveis das nações pagãs e profanando o templo que o Senhor tinha consagrado para si em Jerusalém. 15. Em vão o Senhor, Deus de seus pais, lhes tinha enviado, por meio de seus mensageiros, avisos sobre avisos, pois tinha compaixão de seu povo e de sua própria habitação; 16. eles zombavam de seus enviados, desprezavam seus conselhos e riam de seus profetas, até que a ira de Deus se desencadeou sobre o seu povo, e não houve mais remédio. 19. Incendiaram o templo, destruíram os muros de Jerusalém, entregaram às chamas seus palácios e todos os tesouros foram lançados à destruição. 20. Nabucodonosor deportou para Babilônia todos os que tinham escapado à espada, e eles se tornaram seus escravos, dele e de seus filhos, até o advento do domínio persa. 21. Assim se cumpria a profecia que o Senhor tinha dado pela boca de Jeremias – Até que a terra desfrutasse os seus sábados -, pois a terra ficou inculta durante todo esse período de desolação, até que se completaram setenta anos. 22. No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, a fim de que se cumprisse a profecia do Senhor, posta na boca de Jeremias, o Senhor excitou o espírito de Ciro, rei da Pérsia, e este mandou fazer em todo o seu reino, à viva voz e também por escrito, a proclamação seguinte: 23. Assim fala Ciro, rei da Pérsia: o Senhor, Deus do céu, deu-me todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe construir um templo em Jerusalém, que está na terra de Judá. Todo aquele dentre vós que for de seu povo, esteja seu Deus com ele, e que ele para lá se dirija!
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 136,1-6): Às margens dos rios de Babilônia, nos assentávamos chorando, lembrando-nos de Sião. 2. Nos salgueiros daquela terra, pendurávamos, então, as nossas harpas, 3. porque aqueles que nos tinham deportado pediam-nos um cântico. Nossos opressores exigiam de nós um hino de alegria: “Cantai-nos um dos cânticos de Sião”. 4. Como poderíamos nós cantar um cântico do Senhor em terra estranha? 5. Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, que minha mão direita se paralise! 6. Que minha língua se me apegue ao palato, se eu não me lembrar de ti, se não puser Jerusalém acima de todas as minhas alegrias.
As santas palavras da 2ª Leitura ensinam pelo Apóstolo (Ef 2,4-10): Mas Deus, que é rico em misericórdia, impulsionado pelo grande amor com que nos amou, 5. quando estávamos mortos em consequência de nossos pecados, deu-nos a vida juntamente com Cristo – é por graça que fostes salvos! -, 6. juntamente com ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos céus, com Cristo Jesus. 7. Ele demonstrou assim pelos séculos futuros a imensidão das riquezas de sua graça, pela bondade que tem para conosco, em Jesus Cristo. 8. Porque é gratuitamente que fostes salvos mediante a fé. Isto não provém de vossos méritos, mas é puro dom de Deus. 9. Não provém das obras, para que ninguém se glorie. 10. Somos obra sua, criados em Jesus Cristo para as boas ações, que Deus de antemão preparou para que nós as praticássemos.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 3,14-21): Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o Filho do Homem, 15. para que todo homem que nele crer tenha a vida eterna. 16. Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. 17. Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado; por que não crê no nome do Filho único de Deus. 19. Ora, este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más. 20. Porquanto todo aquele que faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. 21. Mas aquele que pratica a verdade, vem para a luz. Torna-se assim claro que as suas obras são feitas em Deus.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da Liturgia Diária do domingo da IV Semana da Quaresma (dia 10 de março de 2024) compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (2Cr 36,14-16.19-23) que o povo judeu, antes do exílio para a Babilônia, viveu uma realidade em que os chefes dos sacerdotes e o povo continuavam multiplicando seus delitos, imitando práticas abomináveis das nações pagãs e profanando o templo.
Ignoravam os mensageiros que o Senhor, movido de profunda compaixão, lhes enviava para avisá-los, alertá-los a respeito das condutas insensatas. Ao invés de ouvi-los, de atender as admoestações e se converterem, emendarem suas condutas; zombavam e desprezavam os conselhos, rindo-se dos profetas.
A situação chegou a tal ponto que, afastando-se cada vez mais dos caminhos do Senhor, desprezando os ensinamentos divinos, repudiando assim a graça, atraíram sobre si a desgraça, tendo Deus permitido que os babilônicos, sob as ordens de Nabucodonosor, invadissem e saqueassem Jerusalém e o templo, deportando para a Babilônia os que não haviam sido mortos pela espada, onde foram feitos escravos.
E nessa condição permaneceram por setenta anos, até que, conforme profetizara Jeremias, Ciro, rei da Pérsia, os resgatou e mandou proclamar o seguinte decreto: “Assim fala Ciro, rei da Pérsia: o Senhor, Deus do céu, deu-me todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe construir um templo em Jerusalém, que está na terra de Judá. Todo aquele dentre vós que for de seu povo, esteja seu Deus com ele, e que ele para lá se dirija!”
Cumpre-nos impregnar-nos da consciência de que o estado atual de nossa Igreja e de nosso povo, nessas primeiras décadas do século XXI, apresenta grandes similaridades com o que o escritor sagrado descreveu que ocorria naquela época, pois muitos dos que fazem parte até mesmo alta hierarquia da Igreja e grande parte do povo, inclusive a maioria dos católicos – vivem o chamado “paganismo prático”, muito embora respondam para os entrevistadores dos institutos de pesquisa que são católicos, multiplicam delitos contra a Lei divina, imitando práticas abomináveis das nações pagãs. E, o que é mais grave, está se profanando a sagrada doutrina da Igreja.
Sendo uma das obras de misericórdia corrigir os que erram, consistiria grave omissão “ver e fazer de conta que não se viu”, cumprindo, pois, como dever, desvelar tal realidade, trazê-la à luz, face a oportunidade que se suscita na reflexão da perícope em comento – inclusive como dever atinente ao múnus profético que incumbe a todo batizado, que inclui anunciar a Palavra, testemunhá-la com a vida e também denunciar o que não esteja em conformidade com ela
A título de exemplo, encontram-se instalados na alta hierarquia da própria Igreja clérigos que professam o que popularmente pode ser conceituado como “teologia da sacanagem”, defendendo inversões de valores que são apresentadas com verniz de piedade, buscando, em síntese, legitimar o pecado da relação sexual contrária à natureza e à lei de Deus.
Pior que isso, aqueles a quem cumpre como imperioso dever disciplinar tal deplorável situação mantém-se em complacente silêncio, fruto de lamentável laxidão proveniente de dificuldades de entendimento geradas pelo que pode ser denominado de “síndrome da mente aberta”, caracterizada pela falta de vigilância e consequente acolhimento de postulados absurdos apresentados com aparente fundo de piedade.
Os que padecem de tal síndrome, excedendo-se na “abertura” da mente como que “derrama” de dentro dela parte do cérebro, com o que se tornam defensores empedernidos dos mais nefastos erros. Cumpre-nos centuplicar nossas orações para que esses membros de nossa família católica a quem amamos – e por amor alertamos a respeito de tais enganos, erros e equívocos – para que tomem a atitude de voltar-se com humilde obediência à doutrina de sempre da Santa Madre Igreja, pois tão somente isso pode corrigir tais disparates.
Tais clérigos padecentes da síndrome da mente aberta alinham-se a valores que consideram progressistas, porém tal pretenso progresso leva tão somente à degradação da sociedade que, de abismo em abismo, retrocede cada vez mais no que se configura mais importante, que é viver em conformidade com os desígnios do Supremo Criador e desse modo usufruir da paz que naturalmente emana de tal sintonia com os desígnios divinos. Os crescentes índices de ansiedade e depressão, considerados pelas instituições de saúde em nível pandêmico, testemunham essa realidade.
Inadvertidamente os enfermos mentais, padecentes da “síndrome da mente aberta” se tornam militantes no próprio seio da Igreja com vistas a subvertê-la para tornar-se colaboradora da consecução dos planos megalomaníacos de pessoas e instituições poderosas, cujo programa de ação, ou agenda, muito embora se apresente com nome pomposo e promessas mirabolantes, pode ser denominado com propriedade de “Projeto Sodoma e Gomorra Mundial”. Essa é a essência do que apresentam como grande solução para a humanidade. Progresso? Rumo ao abismo!
Cumpre-nos formar uma grande frente de intercessão e ação para contribuir, primeiramente com os irmãos na fé que se encontram imersos em tais equívocos e depois com todos os demais, que, seduzidos por sugestões do maligno, militam nessa linha flagrantemente pagã, que vai em direção diametralmente oposta, às avessas, na contramão dos desígnios divinos.
Cabe-nos impregnar-nos da consciência de que o Senhor sustentará a superação de tal deplorável estado de coisas mediante a atitude contrita e suplicante de muitos, cumprindo-nos intensificar nossas orações, súplicas e também o empenho missionário para que mais e mais irmãos na fé também o façam.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 136,1-6).
As santas palavras da 2ª Leitura (Ef 2,4-10) compelem-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que Deus, que é rico em misericórdia, impulsionado por seu imenso amor para conosco, quando estávamos mortos por consequência de nossos pecados, nos deu a vida juntamente com Cristo, pois é por sua graça que fomos salvos, destinados a com ele ressuscitar e nos assentar nos céus.
São imensas as riquezas da graça divina, da bondade que tem para conosco aquele que adotou-nos filialmente por meio de Jesus Cristo. Gratuitamente fomos salvos mediante a fé, sendo a salvação puro dom de Deus e não proveniente de nossos méritos.
Ninguém há de se gloriar de suas obras como espeque para a salvação, sendo nossas obras também fruto dos dons de Deus, cumprindo empenhar-nos denodadamente para, em sinal de gratidão, intensificar em nosso viver obras de misericórdia, caridade, compaixão… porém sempre cientes de que todos os méritos são de Deus. Pois somos obras de Deus, criados em Jesus Cristo para as boas ações, que o Senhor Deus preparou de antemão para que as praticássemos.
O Santo Evangelho (Jo 3,14-21) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que Moisés, orientado pelo Senhor Deus, levantou a serpente no deserto para que quem tivesse sido picado por serpentes e para ela olhasse fosse curado.
Jesus, o Filho do Homem, foi levantado na cruz para que nós – que fomos picados pela serpente maligna e inoculados pelo veneno do pecado – fôssemos salvos, pois se nele crermos, não pereceremos, mas teremos a vida eterna. O Pai não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem nele crê não é condenado e quem não crê condena-se – por não crer no Filho único de Deus.
Eis que a luz veio ao mundo, mas muitos amaram mais as trevas que a luz. Os que praticam obras más odeiam a luz, pois pretendem manter na obscuridade o que seria reprovado se exposto à luz. Já os que praticam a verdade apreciam a luz, para ela se voltam e nela se mantêm, sendo suas obras colocadas às claras e aprovadas, visto que são feitas em Deus.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Primeira Leitura e Salmo
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras Liturgia Diária do domingo da IV Semana da Quaresma (dia 10 de março de 2024), que esclarece em especial em na Primeira Leitura (2Cr 36,14-16.19-23) que o povo judeu, antes do exílio para a Babilônia, viveu uma realidade em que os chefes dos sacerdotes e o povo continuavam multiplicando seus delitos, imitando práticas abomináveis das nações pagãs e profanando o templo.
Ignoravam os mensageiros que vós, movido de profunda compaixão, enviáveis para avisá-los, alertá-los a respeito das condutas insensatas. Ao invés de ouvi-los, de atender as admoestações e se converterem, emendarem suas condutas; zombavam e desprezavam os conselhos, rindo-se dos profetas.
A situação chegou a tal ponto que, afastando-se cada vez mais dos vossos caminhos, desprezando os ensinamentos divinos, repudiando assim a graça, atraíram sobre si a desgraça, tendo vós permitido que os babilônicos, sob as ordens de Nabucodonosor, invadissem e saqueassem Jerusalém e o templo, deportando para a Babilônia os que não haviam sido mortos pela espada, onde foram feitos escravos.
E nessa condição permaneceram por setenta anos, até que, conforme profetizara Jeremias, Ciro, rei da Pérsia, os resgatou e mandou proclamar o seguinte decreto: “Assim fala Ciro, rei da Pérsia: o Senhor, Deus do céu, deu-me todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe construir um templo em Jerusalém, que está na terra de Judá. Todo aquele dentre vós que for de seu povo, esteja seu Deus com ele, e que ele para lá se dirija!”
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que o estado atual de nossa Igreja e de nosso povo, nessas primeiras décadas do século XXI, apresenta grandes similaridades com o que o escritor sagrado descreveu que ocorria naquela época, pois muitos dos que fazem parte até mesmo da alta hierarquia da Igreja e grande parte do povo, inclusive a maioria dos católicos, multiplicam delitos contra a lei divina, imitando práticas abomináveis das nações pagãs – vivem o chamado “paganismo prático”, muito embora respondam para os entrevistadores dos institutos de pesquisa que são católicos. E, o que é mais grave, está se profanando a sagrada doutrina da Igreja.
Sendo uma das obras de misericórdia corrigir os que erram, consistiria grave omissão “ver e fazer de conta que não se viu”, cumprindo, pois, como dever, desvelar tal realidade, trazê-la à luz, face a oportunidade que se suscita na reflexão da perícope em comento – inclusive como dever atinente ao múnus profético que incumbe a todo batizado, que inclui anunciar a Palavra, testemunhá-la com a vida e também denunciar o que não esteja em conformidade com ela.
A título de exemplo, encontram-se instalados na alta hierarquia da própria Igreja clérigos que professam o que popularmente pode ser conceituado como “teologia da sacanagem”, defendendo inversões de valores que são apresentadas com verniz de piedade, buscando, em síntese, legitimar o pecado da relação sexual contrária à natureza e à lei de Deus.
Pior que isso, aqueles a quem cumpre como imperioso dever disciplinar tal deplorável situação mantém-se em complacente silêncio, fruto de lamentável laxidão proveniente de dificuldades de entendimento geradas pelo que pode ser denominado de “síndrome da mente aberta”, caracterizada pela falta de vigilância e consequente acolhimento de postulados absurdos apresentados com aparente fundo de piedade.
Os que padecem de tal síndrome, excedendo-se na “abertura” da mente, como que “derramam” de dentro dela parte do cérebro, com o que se tornam defensores empedernidos dos mais nefastos erros. Cumpre-nos centuplicar nossas orações para que esses membros de nossa família católica a quem amamos – e por amor alertamos a respeito de tais enganos, erros e equívocos – tomem a atitude de voltar-se com humilde obediência à doutrina de sempre da Santa Madre Igreja, pois tão somente isso pode corrigir tais disparates.
Tais clérigos padecentes da síndrome da mente aberta alinham-se a valores que consideram progressistas, porém tal pretenso progresso leva tão somente à degradação da sociedade que, de abismo em abismo, retrocede cada vez mais no que se configura mais importante, que é viver em conformidade com os desígnios do Supremo Criador e desse modo usufruir da paz que naturalmente emana de tal sintonia com os desígnios divinos. Os crescentes índices de ansiedade e depressão, considerados pelas instituições de saúde em nível pandêmico, testemunham essa realidade.
Inadvertidamente os enfermos mentais, padecentes da “síndrome da mente aberta”, se tornam militantes no próprio seio da Igreja tendendo a subvertê-la para tornar-se colaboradora da consecução dos planos megalomaníacos de pessoas e instituições poderosas, cujo programa de ação, ou agenda, muito embora se apresente com nome pomposo e promessas mirabolantes, pode ser denominado com propriedade de “Projeto Sodoma e Gomorra Mundial”. Essa é a essência do que apresentam como grande solução para a humanidade. Progresso? Rumo ao abismo!
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que possamos formar uma grande frente de intercessão e ação para contribuir, primeiramente com os irmãos na fé que se encontram imersos em tais equívocos e depois com todos os demais, que, seduzidos por sugestões do maligno, militam nessa linha flagrantemente pagã, que vai em direção diametralmente oposta, às avessas, na contramão dos desígnios divinos.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que vós sustentareis a superação de tal deplorável estado de coisas mediante a atitude contrita e suplicante de muitos, cumprindo-nos intensificar nossas orações, súplicas e o empenho missionário para que mais e mais irmãos na fé também o façam.
Como corolário do estudo orante da perícope em epígrafe, fazemos coro com o louvor orante e penitente do salmista, que a ela se conecta (Sl 136,1-6): Às margens dos rios de Babilônia, nos assentávamos chorando, lembrando-nos de Sião. 2. Nos salgueiros daquela terra, pendurávamos, então, as nossas harpas, 3. porque aqueles que nos tinham deportado pediam-nos um cântico. Nossos opressores exigiam de nós um hino de alegria: “Cantai-nos um dos cânticos de Sião”. 4. Como poderíamos nós cantar um cântico do Senhor em terra estranha? 5. Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, que minha mão direita se paralise! 6. Que minha língua se me apegue ao palato, se eu não me lembrar de ti, se não puser Jerusalém acima de todas as minhas alegrias.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que jamais desistamos da Jerusalém celeste; para ela marchemos resolutamente, com determinada determinação, conforme dizia Santa Tereza D´Ávila. Que nada nos demova de nosso labor missionário – que a cada dia mais o intensifiquemos, com a firme esperança de que nossos descendentes possam também provar a alegria, o gozo, a suprema ventura de viver sob os auspícios divinos, na fé pura e verdadeira, servindo com profundo amor nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
Segunda Leitura
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária do domingo da IV Semana da Quaresma (dia 10 de março de 2024), que compele-nos em especial na Segunda Leitura (Ef 2,4-10) a impregnar-nos da consciência de que vós, que sois rico em misericórdia, impulsionado por vosso imenso amor para conosco, quando estávamos mortos por consequência de nossos pecados, nos destes a vida juntamente com Cristo, pois é por sua graça que fomos salvos, destinados a com ele ressuscitar e nos assentar nos céus.
São imensas as riquezas da graça divina, da bondade que tem para conosco aquele que adotou-nos filialmente por meio de Jesus Cristo. Gratuitamente fomos salvos mediante a fé, sendo a salvação puro dom de Deus e não proveniente de nossos méritos.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que atuemos cientes de que ninguém há de se gloriar de suas obras como espeque para a salvação, sendo nossas obras também fruto dos vossos dons, cumprindo empenhar-nos denodadamente para, em sinal de gratidão, intensificar em nosso viver obras de misericórdia, caridade, compaixão… porém sempre cientes de que todos os méritos são vossos. Pois somos obras vossas, criados em Jesus Cristo para as boas ações, que vós preparastes de antemão para que as praticássemos.
Evangelho
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária do domingo da IV Semana da Quaresma (dia 10 de março de 2024), que compele-nos em especial no Santo Evangelho (Jo 3,14-21) a impregnar-nos da consciência de que Moisés, por vós orientado, levantou a serpente no deserto para que quem tivesse sido picado por serpentes e para ela olhasse fosse curado.
Jesus, o Filho do Homem, foi levantado na cruz para que nós – que fomos picados pela serpente maligna e inoculados pelo veneno do pecado – fôssemos salvos, pois se nele crermos, não pereceremos, mas teremos a vida eterna. O Pai não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem nele crê não é condenado e quem não crê condena-se – por não crer no Filho único de Deus.
Eis que a luz veio ao mundo, mas muitos amaram mais as trevas que a luz. Os que praticam obras más odeiam a luz, pois pretendem manter na obscuridade o que seria reprovado se exposto à luz. Já os que praticam a verdade apreciam a luz, para ela se voltam e nela se mantêm, sendo suas obras colocadas às claras e aprovadas, visto que são feitas em Deus.
Cremos, Senhor, mas aumentai nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 10 de Março
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/03/santos-do-dia-da-igreja-catolica-10-de-marco/>]
São Macário
Seu nome, Macário, tem um significado interessante, quer dizer: “feliz”, “iluminado”. São poucos os dados registrados sobre sua origem e de boa parte de sua vida. Mas, sua atuação foi singular para a Igreja de Roma quando se tornou bispo de Jerusalém, cidade santa para os hebreus, lugar do único Templo erguido ao único Deus; e para os cristãos, lugar da Crucificação e da Ressurreição de Jesus Cristo.
Essa Jerusalém, da época de Macário, não existe mais. Já no ano 70, após ter dominado uma insurreição anti-romana, o futuro imperador Tito havia destruído o Templo. Porém, no ano 135, depois de outra revolta, essa no tempo do imperador Adriano, a mesma cidade foi colocada no chão, perdendo inclusive seu próprio nome. Nas suas ruínas ergueram uma colônia romana chamada “Aelia Capitolina”, com seu Capitólio, construído no lugar exato da sepultura de Jesus.
Macário viveu um momento importantíssimo como bispo. Após a última perseguição anticristã, ordenada e depois suspensa pelo imperador Galerio, entre os anos 305 a 311. Foram os seus sucessores, Constantino e Licínio, que concederam aos cristãos plena liberdade para praticarem sua fé, para celebrarem seu culto e também, para construírem suas igrejas.Trata-se da “paz constantiniana” que se estendeu a todo Império e inclusive à Jerusalém, onde, o bispo Macário se pôs a trabalhar. Obteve do soberano a autorização para demolir o Capitólio e assim se fez vir novamente à luz a área do Calvário e do Sepulcro do Senhor. Em cima desse local, surgiria mais tarde a grandiosa Basílica da Ressurreição.
No mesmo período, houve no mundo cristão uma grave ruptura, provocada pela doutrina do herege Ário, quanto à natureza de Jesus Cristo. Macário, o bispo de Jerusalém, se opôs pronta e energicamente à doutrina ariana. E, em maio de 325, ele agiu com firmeza no Concílio celebrado em Nicea, próxima a Constantinopla, onde se fez a confirmação da genuína doutrina cristã.
Os registros mostram ainda que o bispo Macário foi um dos autores do símbolo niceno, ou seja, do Credo que até hoje pronunciamos durante a celebração da Santa Missa, onde professamos a fé “em um só Deus, Pai Onipotente” e “em um só Senhor, Jesus Cristo… Deus verdadeiro de Deus Verdadeiro”.
O bispo Macário faleceu de causas naturais no dia 10 de março de 335, em Jerusalém. Seu culto é muito antigo e sua festa ocorre nesse dia.
Os Quarenta Santos Mártires de Sebaste
O martírio dos quarenta legionários ocorreu no ano 320, em Sebaste, na Armênia. Nessa época foi publicada na cidade uma ordem do governador Licínio, grande inimigo dos cristãos, afirmando que todos aqueles que não oferecessem sacrifícios aos deuses pagãos seriam punidos com a morte. Contudo se apresentou diante da autoridade uma legião inteira de soldados, afirmando serem cristãos e recusando-se a queimar incenso ou sacrificar animais. Para testar até onde ia a coragem dos soldados, o prefeito local mandou que fossem presos e flagelados com correntes e ferros pontudos.
De nada adiantou o castigo, pois os quarenta se mantiveram firmes em sua fé. O comandante os procurou então, dizendo que não queria perder seus mais valorosos soldados, pedindo que renegassem sua fé. Também de nada adiantou e os legionários foram condenados a uma morte lenta e extremamente dolorosa. Foram colocados, nus, num tanque de gelo, sob a guarda de uma sentinela. A região atravessava temperaturas muito baixas, de frio intenso. Ao lado havia uma sala com banhos quentes, roupas e comida para quem decidisse salvar a vida. Mas eles preferiram salvar a alma e ninguém se rendeu durante três dias e três noites.
Foi na terceira e última noite que aconteceram fatos prodigiosos e plenos de graça. No meio da gélida madrugada, o sentinela viu uma multidão de anjos descer dos céus e confortar os soldados. Isto é, confortar trinta e nove deles, pois um único legionário desistira de enfrentar o frio e se dirigira à sala de banhos. Morreu assim que tocou na água quente. Por outro lado, o sentinela que assistira à chegada dos anjos se arrependeu de estar escondendo sua condição religiosa, jogou longe as armas, ajoelhou-se, confessou ser cristão tirando as roupas e se juntou aos demais. Morreram quase todos congelados.
Apenas um deles, bastante jovem, ainda vivia quando os corpos foram recolhidos e levados para cremação. A mãe desse jovem soldado, sabendo do que sentia o filho, apanhou-o no colo e seguiu as carroças com os cadáveres. O legionário morreu em seus braços e teve o corpo cremado junto com os companheiros.
Eles escreveram na prisão uma carta coletiva, que ainda hoje se conserva nos arquivos da Igreja e que cita os nomes de todos. Eis todos os mártires: Acácio, Aécio, Alexandre, Angias, Atanásio, Caio, Cândido, Chúdio, Cláudio, Cirilo, Domiciano, Domno, Edélcion, Euvico, Eutichio, Flávio, Gorgônio, Heliano, Helias, Heráclio, Hesichio, João, Bibiano, Leôncio, Lisimacho, Militão, Nicolau, Filoctimão, Prisco, Quirião, Sacerdão, Severiano, Sisínio, Smaragdo, Teódulo, Teófilo, Valente, Valério, Vibiano e Xanteas.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 10 de Março de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro do Levítico 8, 1-17; 9, 22-24
Consagração dos sacerdotes
Naqueles dias, o Senhor falou a Moisés, dizendo: «Toma contigo Aarão e, com ele, os seus filhos, bem como as vestes, o óleo da unção, o novilho do sacrifício pelo pecado, os dois carneiros e o cesto dos pães ázimos. Depois reúne toda a comunidade à entrada da Tenda da Reunião».
Moisés fez o que o Senhor lhe tinha ordenado, e a comunidade reuniu-se à entrada da Tenda da Reunião. Então Moisés disse à comunidade: «Assim mandou o Senhor que se fizesse».
Moisés fez que Aarão e seus filhos se aproximassem e lavou-os com água. Vestiu a túnica a Aarão, cingiu-o com o cíngulo, cobriu-o com o manto e pôs sobre ele o umeral, ajustando-o com a faixa do umeral. Impôs-lhe o peitoral, e sobre o peitoral colocou os urim e os tumim. Pôs-lhe a tiara na cabeça e aplicou-lhe à frente da tiara a lâmina de ouro, o diadema sagrado, conforme o Senhor lhe tinha ordenado.
Moisés tomou então o óleo da unção, e com ele ungiu o Tabernáculo e tudo o que nele se encontrava, e assim os consagrou. Aspergiu sete vezes o altar e ungiu o altar e todos os seus utensílios, a bacia e seu suporte, a fim de os consagrar. Em seguida, derramou o óleo da unção sobre a cabeça de Aarão e assim o ungiu para o consagrar. Depois mandou aproximar os filhos de Aarão, revestiu-os com túnicas, cingiu-os e cobriu-os com mitras, conforme o Senhor lhe tinha ordenado.
Mandou então trazer o novilho do sacrifício pelo pecado, e Aarão e seus filhos pousaram as mãos sobre a cabeça do novilho. Moisés imolou-o e, molhando o dedo no sangue, aplicou-o em redor nos ângulos do altar, purificando assim o altar. A seguir, derramou o sangue na base do altar e consagrou-o, para fazer sobre ele o rito da expiação. Tomou toda a gordura que cobria as vísceras, o lóbulo do fígado e os dois rins com a sua gordura e queimou-os sobre o altar. Mas o resto do novilho, a sua pele, a carne e os intestinos, queimou-os fora do acampamento, conforme o Senhor lhe tinha ordenado.
Aarão estendeu as mãos sobre o povo e abençoou-o. Depois de ter oferecido o sacrifício pelo pecado, o holocausto e os sacrifícios pacíficos, desceu. Seguidamente, Moisés e Aarão entraram na Tenda da Reunião e, quando saíram, abençoaram o povo. Então a glória do Senhor manifestou-se a todo o povo, e diante do Senhor saiu um fogo, que consumiu no altar o holocausto e as gorduras. Ao ver tudo isto, o povo rompeu em aclamações de alegria e prostrou-se com o rosto por terra.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Dos Tratados de Santo Agostinho, bispo, sobre o Evangelho de São João
(Tract. 34, 8-9: CCL 36, 315-316) (Sec. V)
Cristo é o caminho da luz, da verdade e da vida
Diz o Senhor: Eu sou a luz do mundo; quem Me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida. Estas breves palavras contêm um mandato e uma promessa. Façamos o que o Senhor nos manda, para esperarmos sem temeridade receber o que nos promete, não seja caso que Ele nos diga no dia do Juízo: «Porventura fizeste o que te mandei, para esperares agora alcançar o que prometi?». «E que foi o que mandastes, Senhor nosso Deus?». Responder-te-á: «Que Me seguisses». Pediste um conselho de vida. E de que vida, senão daquela acerca da qual está escrito: Em Vós está a fonte da vida? Por conseguinte, façamos agora o que nos manda, sigamos o Senhor e libertemo-nos das cadeias que nos impedem de O seguir. Mas ninguém poderá soltar estas amarras sem a ajuda d’Aquele de quem se disse: Quebrastes as minhas cadeias; e também noutro salmo: O Senhor dá liberdade aos cativos, o Senhor levanta os abatidos.
Somente os que assim são libertos e levantados poderão seguir aquela luz que proclama: Eu sou a luz do mundo; quem Me segue não anda nas trevas; porque, diz ainda o salmo, o Senhor dá vista aos cegos. Os nossos olhos, irmãos, são agora iluminados pelo colírio da fé. Para iluminar o cego de nascença, o Senhor começou por ungir-lhe os olhos com a sua saliva misturada com terra. Cegos também nós nascemos de Adão e temos necessidade de que o Senhor nos ilumine. Ele misturou a saliva com a terra: O Verbo Se fez carne e habitou entre nós. Misturou a saliva com a terra, como se tinha anunciado: A verdade germina da terra. E Ele próprio disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida.
A verdade nos saciará, quando o virmos face a face, pois também isto nos é prometido. Quem o ousaria esperar, se Deus não o tivesse prometido?
Veremos face a face, como diz o Apóstolo: Agora conhecemos de maneira imperfeita; agora vemos como num espelho, obscuramente; mas depois veremos face a face. E o Apóstolo João diz numa das suas cartas: Caríssimos, agora somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, na altura em que se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porque O veremos tal como Ele é. Esta é a grande promessa!
Se O amas, segue-O. Responder-me-ás: «Eu amo-O; mas por onde O seguirei?». Se o Senhor teu Deus te dissesse: «Eu sou a verdade e a vida», o teu desejo de verdade e vida levar-te-ia certamente a procurar o caminho para lá chegar, e pensarias: «Grande coisa é a verdade, grande coisa é a vida! Oh se fosse possível à minha alma encontrar o caminho para lá chegar!».
Queres conhecer o caminho? Ouve o que o Senhor diz em primeiro lugar: Eu sou o caminho. Caminho para onde? A verdade e a vida. Disse primeiro por onde hás de ir, e logo a seguir indicou para onde hás de ir. «Eu sou o caminho, Eu sou a verdade, Eu sou a vida». Permanecendo junto do Pai é verdade e vida. Revestindo-Se da nossa carne, fez-Se caminho.
Não te é dito: «Esforça-te por encontrar o caminho, para que possas chegar à verdade e à vida». Não é isso, certamente. Levanta-te, preguiçoso. O próprio caminho veio ao teu encontro e te despertou do sono em que dormias (se é que chegou a despertar-te); levanta-te e anda.
Talvez tentes andar e não consigas, por te doerem os pés. E por que motivo te doem? Não será pela dureza dos caminhos que a avareza te levou a percorrer? Mas o Verbo de Deus curou também os coxos. «Eu tenho os pés sãos, dizes tu, mas não vejo o caminho». Lembra-te que Ele também deu vista aos cegos.
https://www.youtube.com/watch?v=QU-go_R1hVg
LEITURA BREVE
Ne 8, 9b. 10b
Hoje é um dia consagrado ao Senhor, nosso Deus! Não vos entristeçais nem choreis, porque é um dia santo do Senhor. Não estejais tristes, porque a alegria do Senhor é a vossa fortaleza.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Tes 4, 1.7
Irmãos, nós vos pedimos e recomendamos no Senhor Jesus: Recebestes de nós instruções sobre o modo como deveis proceder para agradar a Deus, e assim estais procedendo. Mas tratai de progredir ainda mais. Deus não nos chamou a viver na impureza mas na santidade.
https://www.youtube.com/watch?v=eZZW3F59qGY
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 30, 15.18
Assim fala o Senhor Deus, o Santo de Israel: «É na conversão e na calma que está a vossa salvação; a tranquilidade e a confiança são a vossa fortaleza». O Senhor espera a hora de se compadecer de vós e levanta-se para vos perdoar, porque o Senhor é um Deus justo: ditosos os que nele esperam.
https://www.youtube.com/watch?v=CkdMFElk5do
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 4, 29-31
Buscarás o Senhor teu Deus, e voltarás a encontrá-lo, se O procurares com todo o teu coração e com toda a tua alma. No meio da tua angústia, quando tiveres sofrido todos estes infortúnios, depois de muitos dias, voltarás ao Senhor teu Deus e escutarás a sua voz. Porque o Senhor teu Deus é um Deus clemente, e não te abandonará nem te destruirá, nem Se há de esquecer da aliança que jurou aos teus pais.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Cf. 1 Cor 9, 24-25
No estádio correm todos, mas só um recebe o prêmio. Correi de modo que o alcanceis. Todo o atleta impõe a si mesmo rigorosas privações para obter uma coroa corruptível; nós, porém, para recebermos uma coroa incorruptível.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
