“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 10 DE MARÇO DE 2024
10 de março de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 12 DE MARÇO DE 2024
12 de março de 2024SEGUNDA FEIRA DA IV SEMANA DA QUARESMA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:
https://youtu.be/97d-jR7MieA?si=xp_kn9giVovyvVx1

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4297-liturgia-de-11-de-marco-de-2024>]
Antífona da entrada
– Confio em vós, Senhor! Exultarei e me alegrarei em vossa misericórdia, pois olhastes minha pequenez (Sl 30,7).
Coleta
– Ó Deus, que renovais o mundo com admiráveis sacramentos, concedei à vossa Igreja caminhar segundo a vossa vontade, sem que jamais lhe faltem, neste mundo, os auxílios de que necessita. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Is 65,17-21
Salmo Responsorial: Sl 29,2.4-6.11-13
– Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes!
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 4,43-54
Honra glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor!
Honra glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor!
Buscai o bem, não o mal, pois assim vivereis; então o Senhor, nosso Deus, convosco estará! (AM 5,14)
Honra glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor!
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Is 65,17-21): Pois eu vou criar novos céus, e uma nova terra; o passado já não será lembrado, já não volverá ao espírito, 18. mas será experimentada a alegria e a felicidade eterna daquilo que vou criar. Pois vou criar uma Jerusalém destinada à alegria, e seu povo ao júbilo; 19. Jerusalém me alegrará, e meu povo me rejubilará; doravante já não se ouvirá aí o ruído de soluços nem de gritos. 20. Já não morrerá aí nenhum menino, nem ancião que não haja completado seus dias; será ainda jovem o que morrer aos cem anos: não atingir cem anos será uma maldição. 21. Serão construídas casas onde habitarão, serão plantadas vinhas cujos frutos comerão.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 29,2.4-6.11-13): Eu vos exaltarei, Senhor, porque me livrastes, não permitistes que exultassem sobre mim meus inimigos. 4. Senhor, minha alma foi tirada por vós da habitação dos mortos; dentre os que descem para o túmulo, vós me salvastes. 5. Ó vós, fiéis do Senhor, cantai sua glória, dai graças ao seu santo nome. 6. Porque a sua indignação dura apenas um momento, enquanto sua benevolência é para toda a vida. Pela tarde, vem o pranto, mas, de manhã, volta a alegria. 11. Ouvi-me, Senhor, e tende piedade de mim; Senhor, vinde em minha ajuda. 12. Vós convertestes o meu pranto em prazer, tirastes minhas vestes de penitência e me cingistes de alegria.13. Assim, minha alma vos louvará sem calar jamais. Senhor, meu Deus, eu vos bendirei eternamente.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 4,43-54): Passados os dois dias, Jesus partiu para a Galileia. 44. (Ele mesmo havia declarado que um profeta não é honrado na sua pátria.) 45. Chegando à Galileia, acolheram-no os galileus, porque tinham visto tudo o que fizera durante a festa em Jerusalém; pois também eles tinham ido à festa. 46. Ele voltou, pois, a Caná da Galileia, onde transformara água em vinho. Havia então em Cafarnaum um oficial do rei, cujo filho estava doente. 47. Ao ouvir que Jesus vinha da Judéia para a Galileia, foi a ele e rogou-lhe que descesse e curasse seu filho, que estava prestes a morrer. 48. Disse-lhe Jesus: Se não virdes milagres e prodígios, não credes… 49. Pediu-lhe o oficial: Senhor, desce antes que meu filho morra! 50. Vai, disse-lhe Jesus, o teu filho está passando bem! O homem acreditou na palavra de Jesus e partiu. 51. Enquanto ia descendo, os criados vieram-lhe ao encontro e lhe disseram: Teu filho está passando bem. 52. Indagou então deles a hora em que se sentira melhor. Responderam-lhe: Ontem à sétima hora a febre o deixou. 53. Reconheceu o pai ser a mesma hora em que Jesus dissera: Teu filho está passando bem. E creu tanto ele como toda a sua casa. 54. Esse foi o segundo milagre que Jesus fez, depois de voltar da Judéia para a Galileia.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da Liturgia Diária da Segunda Feira da IV Semana da Quaresma (dia 11 de março de 2024) compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Is 65,17-21) que o Senhor Deus prenunciou pelo profeta que criaria novos céus e nova terra, ensejadores de alegria, felicidade e júbilo eternos.
Tal profecia se consumou com a vinda de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que nos resgatou do pecado, fazendo de nós um povo destinado a alegrar o Senhor Deus e a viver a paz crística, que não se desvanece, ainda que sobrevenham duras adversidades.
Cumpre-nos impregnar-nos profundamente da Palavra de Deus, ouvindo-a e colocando-a em prática de modo gradual e progressivamente mais efetivo, buscando compreendê-la de forma sistemática, integral… considerando o todo da mensagem das Sagradas Escrituras, tendo como chave de interpretação os máximes mandamentos do amor a Deus e ao próximo.
À medida que mais e mais cristãos ouçam e efetivamente coloquem em prática a Palavra de Deus, suas vidas vão sendo transformadas; com seu labor missionário contribuem para que também outros sejam contemplados com tais bênçãos, gerando o que pode ser denominado de um prodigioso círculo virtuoso, em que uns e outros vão se tornando instrumentos de irradiação da graça divina.
Esse é o verdadeiro, o profundo e original projeto de Jesus (e não um projeto político), conforme Marcos 16,15: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.” À medida que mais e mais pessoas ouvem e efetivamente colocam em prática a Palavra de Deus, vão se tornando renovadas vidas, famílias, comunidades e sociedades – o que supera qualitativamente os mais elevados desígnios dos mais audaciosos projetos políticos de solidariedade, paz, fraternidade…
E sem os valores cristãos – sem o norteamento no que foi estabelecido pelo Supremo Criador – os mais elevados ideais humanos insculpidos em sistemas políticos, sociológicos etc… se tornam vãs ilusões que produzem, na prática, resultados diametralmente opostos aos que se propõem, degenerando-se em barbárie.
Cabe-nos, pois, intensificar os empenhos para conhecer e praticar a Palavra de Deus conforme orienta Jesus, dedicando-nos com todas as nossas forças à renovação, sob os auspícios evangélicos, de nossas vidas, buscando contribuir para que também o façam nossos próximos, nossas comunidades… inclusive assumindo chamados à ação no labor missionário, integrando-nos assim no maravilhoso projeto de Jesus de construir aqui, da melhor forma possível, uma nova terra – e pari passu caminhando para a nova Jerusalém, a Jerusalém celeste, a cidade santa na qual somos destinados, como co-herdeiros de Jesus, a residir por toda a eternidade.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 29,2.4-6.11-13).
O Santo Evangelho (Jo 4,43-54) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que, a exemplo do oficial do rei que residia na época em Cafarnaum, cumpre-nos crer em Jesus e rogar-lhe que cure a nós e aos nossos, dos males do corpo e da alma.
Limitados aos nossos próprios recursos e às condições humanas, há muitas coisas que se nos afiguram impossíveis, porém para Deus nada é impossível (conforme Lucas 1,37) e, desse modo, tudo é possível ao que crê (conforme Marcos 9,23).

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Primeira Leitura
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras Liturgia Diária da Segunda-Feira da IV Semana da Quaresma (dia 11 de março de 2024), que esclarece em especial na Primeira Leitura (Is 65,17-21) que vós prenunciastes pelo profeta que criaríeis novos céus e nova terra, ensejadores de alegria, felicidade e júbilo eternos.
Tal profecia se consumou com a vinda de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que nos resgatou do pecado, fazendo de nós um povo destinado a vos alegrar e a viver a paz crística, que não se desvanece, ainda que sobrevenham duras adversidades.
luminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos profundamente da Palavra de Deus, ouvindo-a e colocando em prática de modo gradual e progressivamente mais efetivo, buscando compreendê-la de forma sistemática, integral… considerando o todo da mensagem das Sagradas Escrituras, tendo como chave de interpretação os máximes mandamentos do amor a Deus e ao próximo.
À medida que mais e mais cristãos ouçam e efetivamente coloquem em prática a Palavra de Deus, suas vidas vão sendo transformadas; com seu labor missionário contribuem para que também outros sejam contemplados com tais bênçãos, gerando o que pode ser denominado de um prodigioso círculo virtuoso, em que uns e outros vão se tornando instrumentos de irradiação da graça divina.
Esse é o verdadeiro, o profundo e original projeto de Jesus (e não um projeto político), conforme Marcos 16,15: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.” À medida que mais e mais pessoas ouvem e efetivamente colocam em prática a Palavra de Deus, vão se tornando renovadas vidas, famílias, comunidades e sociedades – o que supera qualitativamente os mais elevados desígnios dos mais audaciosos projetos políticos de solidariedade, paz, fraternidade…
E sem os valores cristãos – sem o norteamento no que foi por vós estabelecido – os mais elevados ideais humanos insculpidos em sistemas políticos, sociológicos etc… se tornam vãs ilusões que produzem, na prática, resultados diametralmente opostos aos que se propõem, degenerando-se em barbárie.
luminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que intensifiquemos os empenhos para conhecer e praticar a Palavra de Deus conforme orienta Jesus, dedicando-nos com todas as nossas forças à renovação, sob os auspícios evangélicos, de nossas vidas, buscando contribuir para que também o façam nossos próximos, nossas comunidades… inclusive assumindo chamados à ação no labor missionário, integrando-nos assim no maravilhoso projeto de Jesus de construir aqui, da melhor forma possível, uma nova terra – e pari passu caminhando para a nova Jerusalém, a Jerusalém celeste, a cidade santa na qual somos destinados, como co-herdeiros de Jesus, a residir por toda a eternidade.
Fazemos coro o louvor orante do salmista (Sl 29,2.4-6.11-13): Eu vos exaltarei, Senhor, porque me livrastes, não permitistes que exultassem sobre mim meus inimigos. 4. Senhor, minha alma foi tirada por vós da habitação dos mortos; dentre os que descem para o túmulo, vós me salvastes. 5. Ó vós, fiéis do Senhor, cantai sua glória, dai graças ao seu santo nome. 6. Porque a sua indignação dura apenas um momento, enquanto sua benevolência é para toda a vida. Pela tarde, vem o pranto, mas, de manhã, volta a alegria. 11. Ouvi-me, Senhor, e tende piedade de mim; Senhor, vinde em minha ajuda. 12. Vós convertestes o meu pranto em prazer, tirastes minhas vestes de penitência e me cingistes de alegria.13. Assim, minha alma vos louvará sem calar jamais. Senhor, meu Deus, eu vos bendirei eternamente.
Evangelho
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras Liturgia Diária da Segunda-Feira da IV Semana da Quaresma (dia 11 de março de 2024), que compele-nos em especial no Santo Evangelho (Jo 4,43-54) que, a exemplo do oficial do rei que residia na época em Cafarnaum, cumpre-nos crer em Jesus e rogar-lhe que cure a nós e aos nossos, dos males do corpo e da alma.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que, limitados aos nossos próprios recursos e às condições humanas, há muitas coisas que se nos afiguram impossíveis, porém para Deus nada é impossível (conforme Lucas 1,37) e, desse modo, tudo é possível ao que crê (conforme Marcos 9,23).
Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 11 de Março
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/03/santos-do-dia-da-igreja-catolica-11-de-marco-2/>]

São Constantino
Constantino faz parte da heróica história do cristianismo na Escócia. Ele era rei da Cornualha, pequena região da Inglaterra e se casou com a filha do rei da Bretanha. Depois se tornou o maior evangelizador de sua pátria e o responsável pela conversão do país.
O rei Constantino não foi um governante justo, até sua conversão. No início da vida cometeu sacrilégios e até assassinatos, em sua terra natal. Para ficar livre de cobranças na vida particular, divorciou-se da esposa. Foram muitos anos de vida mundana, envolvido em crimes e pecados. Mas quando soube da morte de sua ex-esposa, foi tocado pela graça tão profundamente que decidiu transformar sua vida. Primeiro abriu mão do trono em favor de seu filho, depois se converteu, recebendo o batismo. Em seguida se isolou no mosteiro de São Mócuda, na Irlanda, onde trabalhou por sete anos, executando as tarefas mais difíceis, no mais absoluto silêncio.
Os ensinamentos de Columbano, que também é celebrado pela Igreja, e que nesse período estava na região em missão apostólica, o levaram a se ordenar sacerdote. Assim, partiu para evangelizar junto com Columbano, e empregou a coragem que possuía, desde a época em que era rei, para a conversão do seu povo. As atitudes de Constantino passaram a significar um pouco de luz no período obscuro da Idade Média.
A Inglaterra e a Irlanda, naquela época, viviam já seus dias de conversão, graças ao trabalho missionário de Patrício, que se tornou mártir e santo pela Igreja, e outros religiosos. Constantino que recebera orientação espiritual de Columbano não usava os mantos ricos dos reis e sim o hábito simples e humilde dos padres. Lutou bravamente pelo cristianismo, pregou, converteu, fundou vários conventos, construiu igrejas e, assim, seu trabalho deu muitos frutos. Sua terra, antes conhecida como “o país dos Pitti”, assumiu o nome de Escócia, que até então pertencia a Irlanda.
Porém, antes de se tornar um estado católico, a Escócia viu Constantino ser martirizado. Foi justamente lá que, quando pregava em uma praça pública, um pagão o atacou brutalmente, amputando-lhe o braço direito, o que causou uma hemorragia tão profunda que o sacerdote esvaiu-se em sangue até morrer, não sem antes abraçar e abençoar a cada um de seus seguidores. Morreu no dia 11 de março de 598, e se tornou o primeiro mártir escocês.
O seu culto correu rápido entre os cristãos de língua anglo-saxônica, atingiu a Europa e se propagou por todo o mundo cristão, ocidental e oriental. Sua veneração litúrgica foi marcada para o dia de seu martírio.

Santo Eulógio
Eulógio talvez seja a vítima mais célebre da invasão da Espanha pelos árabes vindos da África ao longo dos séculos VIII ao XIII. Entretanto, inicialmente todos os cristãos espanhóis não eram candidatos ao martírio ou à escravidão e os Califas não eram tidos como intolerantes e sanguinários. Ao contrário, a Espanha gozava, sob a dominação dos árabes, longos períodos de paz e de benesses, determinantes para o desenvolvimento de um alto padrão de civilização, diferente do concedido pela dominação dos romanos.
Também na religião, eles pareciam tolerantes. Não combatiam o Cristianismo, mas o mantinham na sombra e abafado, sem força para se difundir, para fazer progressos, para que não entrasse em polêmica com a religião do Estado, ou seja, a muçulmana. Desejavam um Cristianismo adormecido.
Mas os católicos da Espanha não se submeteram aos desejos dos árabes. E não por provocação aos muçulmanos, mas porque a sua fé, vivida com coerência , não podia se apagar pela renúncia e pelo silêncio. Também Eulógio, nascido em Córdoba de uma família da nobreza da cidade, foi um desses cristãos íntegros. Ele era sacerdote de Córdoba quando a perseguição aos cristãos começou e já era famoso pela cultura e atuação social audaciosa, ao mesmo tempo em que trabalhava com humildade junto aos pobres e necessitados. Formado na Universidade de Córdoba, muito requisitada na época , ele lecionava numa escola pública e se reciclava visitando dezenas de museus, mosteiros e centros de estudos.
Escrevia muito, como por exemplo os livros: “Memorial” e “Apologia”, nos quais fez uma contundente análise da religião muçulmana confrontada com a cristã, pregando a verdade que é a liberdade pela fé em Cristo. Essa defesa da fé e dos fiéis ele apregoava na escola pública onde lecionava bem como nos conventos e igrejas que visitava, aprimorando os preceitos do cristianismo aos fiéis e às pessoas que o escutavam, conseguido milhares de conversões.
Por isso, e por assistir aos cristãos presos, os quais amparava na fé, o valoroso padre espanhol irritou as autoridades árabes que, apesar do respeito que tinham por ele, mandaram prende-lo. Baseado no que ocorria nos calabouços, onde eram jogados os cristãos antes da execução da pena de morte, escreveu a “História dos Mártires da Espanha”. Uma obra que registrou para a posteridade o martírio de pessoas cujo único crime era manter sua convicção na fé em Cristo.
Depois, libertado graças à influência de familiares e autoridades locais, voltou a atuar com a mesma força. Falecido o bispo de Córdoba, Eulógio foi nomeado para o cargo. Passou então a ser considerado líder da resistência aos muçulmanos e, quando conseguiu converter a filha de um influente chefe árabe, a paciência dos islâmicos chegou ao fim. Eulógio, foi novamente processado, preso e, desta vez, condenado à morte.
Sua execução se deu no dia 11 de março de 859. Data que a Igreja manteve para sua festa, já muito antiga para os cristãos espanhóis e os da África do Norte, depois estendida para todos os cristãos, pela tradição de sua veneração.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 11 de Março de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
https://www.youtube.com/watch?v=MBYZ5l4imD8
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro do Levítico 16, 2-28
O dia da Expiação
Naqueles dias, o Senhor deu a Moisés a seguinte ordem: «Diz a teu irmão Aarão que não entre em qualquer tempo no Santuário, para além do véu, diante do propiciatório que está sobre a Arca, não aconteça que morra quando Eu aparecer na nuvem sobre o propiciatório.
Eis como Aarão há-de entrar no Santuário: tomará um novilho de pouca idade destinado ao sacrifício pelo pecado e um carneiro para o holocausto. Vestirá uma túnica sagrada feita de linho e calções também de linho, cingir-se-á com uma faixa de linho e envolverá a cabeça com uma tiara de linho. São vestes sagradas, que só usará depois de se ter lavado na água.
Da comunidade dos filhos de Israel receberá dois cabritos destinados ao sacrifício pelo pecado e um carneiro para o holocausto. Aarão oferecerá o novilho do sacrifício pelo seu próprio pecado e fará o rito da expiação por si mesmo e pela sua família. Depois tomará os dois cabritos e colocá-los-á diante do Senhor, à entrada da Tenda da Reunião. Aarão deitará sortes sobre os dois cabritos: uma sorte ‘Para o Senhor’, outra sorte ‘Para Azazel’. Aarão apresentará o cabrito sobre o qual tiver caído a sorte ‘Para o Senhor’ e oferecerá um sacrifício pelo pecado. O cabrito sobre o qual tiver caído a sorte ‘Para Azazel’, apresentá-lo-á vivo diante do Senhor, para se fazer sobre ele o rito da expiação e ser depois enviado ao deserto, a Azazel.
A seguir, Aarão oferecerá o novilho do sacrifício pelo seu próprio pecado e fará o rito da expiação por si mesmo e pela sua família. Depois de ter imolado este novilho, tomará um turíbulo cheio de brasas, tiradas de cima do altar que está diante do Senhor, e duas mãos-cheias de incenso aromático em pó, e levará tudo para além do véu. Porá o incenso no fogo diante do Senhor, para que uma nuvem de incenso envolva o propiciatório e a Arca, e para que ele não morra. Tomando então o sangue do novilho, aspergirá com o dedo o lado oriental do propiciatório, e fará com o dedo sete aspersões desse sangue, diante do propiciatório.
Imolará, em seguida, o cabrito destinado ao sacrifício pelo pecado do povo, levará o sangue para além do véu e fará com esse sangue o mesmo que fez com o sangue do novilho: aspergirá o propiciatório e fará aspersões diante dele. Assim fará o rito da expiação sobre o Santuário, pelas impurezas dos filhos de Israel, pelas suas transgressões, por todos os seus pecados.
Procederá da mesma forma com a Tenda da Reunião, que se encontra entre eles, no meio das suas impurezas. Não deverá estar ninguém na Tenda da Reunião, quando ele entrar para fazer o rito da expiação no Santuário, até que saia. Fará o rito da expiação por si, pela sua família e por toda a assembleia de Israel. Quando sair, dirigir-se-á ao altar que está diante do Senhor e fará o rito da expiação no altar: tomará sangue do novilho e sangue do cabrito e derramá-lo-á sobre os ângulos do altar. Com o dedo molhado em sangue fará sete aspersões sobre o altar, e assim o purificará das impurezas dos filhos de Israel e o santificará.
Terminado o rito da expiação do Santuário, da Tenda da Reunião e do altar, mandará aproximar o cabrito vivo. Aarão pousará as duas mãos sobre a cabeça do cabrito vivo e fará a confissão de todas as faltas dos filhos de Israel, de todas as suas transgressões, de todos os seus pecados; e, tendo-os feito passar para a cabeça do cabrito, enviá-lo-á para o deserto, por meio de um homem para isso designado.
O cabrito levará sobre si as faltas de todos eles para uma terra árida e será abandonado no deserto. Aarão voltará à Tenda da Reunião, deporá as vestes de linho de que se tinha revestido para entrar no Santuário e aí as deixará. Depois lavará o corpo com água num lugar sagrado e retomará as suas vestes. Ao sair, oferecerá o seu próprio holocausto e o holocausto do povo, realizará o rito da expiação por si e pelo povo, e queimará sobre o altar a gordura do sacrifício pelo pecado. Aquele que tiver conduzido o cabrito ‘Para Azazel’ lavará as suas vestes e banhará o corpo em água, e só depois poderá entrar no acampamento.
Quanto ao novilho e ao cabrito do sacrifício pelo pecado, cujo sangue tiver sido levado para o Santuário, para se fazer o rito da expiação, serão trazidos para fora do acampamento, a fim de lhes queimarem a pele, a carne e os intestinos. Aquele que os tiver queimado lavará as suas vestes e banhará o corpo em água, e só depois poderá entrar no acampamento».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Das Homilias de Orígenes, presbítero, sobre o Levítico
(Hom. 9, 5-10: PG 12, 515. 523) (Sec. III)
Cristo, sumo sacerdote, é a nossa propiciação
Uma vez ao ano o sumo sacerdote separa-se do povo e entra no lugar onde está o propiciatório, os querubins, a arca da aliança e o altar do incenso: ninguém aí pode entrar, a não ser o sumo sacerdote.
Mas consideremos o nosso verdadeiro sumo sacerdote, o Senhor Jesus Cristo. Tendo tomado a natureza humana, Ele estava com o povo durante todo o ano – aquele ano do qual Ele próprio disse: O Senhor Me enviou a anunciar a boa nova aos pobres, a proclamar o ano da graça do Senhor e o dia do perdão – e uma só vez durante esse ano, no dia da Expiação, entrou no Santuário, quer dizer, penetrou nos Céus, depois de cumprir a sua missão redentora, e subiu à presença do Pai, para O tornar propício ao género humano e interceder por todos os crentes.
Conhecendo esta propiciação que reconcilia os homens com o Pai, diz o apóstolo João: Se alguém pecar, nós temos junto do Pai um Defensor: Jesus Cristo, o Justo. Ele é a vítima de propiciação pelos nossos pecados.
Também Paulo se refere de modo semelhante a esta propiciação, ao falar de Cristo, que Deus apresentou como vítima de propiciação pelo seu Sangue, mediante a fé. Por isso, o dia da propiciação continua para nós até ao fim do mundo.
Diz a palavra divina: Deitará incenso no fogo diante do Senhor, para que uma nuvem de incenso envolva o propiciatório e a arca, e para que ele não morra. Tomando então o sangue do novilho, aspergirá com o dedo sete vezes o lado oriental do propiciatório.
Assim se ensinou aos antigos como havia de ser celebrado o rito da propiciação, dirigido a Deus em favor dos homens. Mas tu que te aproximaste de Cristo, o verdadeiro sumo sacerdote que pelo seu Sangue tornou Deus propício para contigo e te reconciliou com o Pai, não fixes a tua atenção no sangue das vítimas antigas, mas aprende a conhecer o Sangue do Verbo e ouve o que Ele mesmo te diz: Este é o meu Sangue, derramado por vós para remissão dos pecados.
Também a aspersão para o lado do Oriente tem o seu significado. Do Oriente nos vem a propiciação; é de lá que vem Aquele cujo nome é Oriente e que foi constituído mediador entre Deus e os homens.
Isto te convida a olhar sempre para o Oriente, de onde nasce para ti o Sol de justiça, de onde a luz se levanta sempre sobre ti, para que nunca andes nas trevas nem te surpreenda nas trevas o último dia, para que não caia sobre ti a noite e a escuridão da ignorância, mas vivas sempre na luz da sabedoria, no pleno dia da fé e no fulgor da caridade e da paz.
LEITURA BREVE
Ex 19, 4-6a
Vistes como vos tomei sobre asas de águia para vos trazer a mim. Agora, se ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis minha propriedade entre todos os povos. Toda a terra me pertence. Mas vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Sab 11, 23-24a
De todos vos compadeceis, Senhor, porque sois onipotente, e não olhais aos pecados dos homens, para que se arrependam. Vós amais tudo o que existe e não odiais nada do que fizestes.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ez 18, 23
Será porventura a morte do pecador o que me agrada? – diz o Senhor Deus. Não é antes que se converta do seu mau proceder e viva?
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 58, 7
Reparte o pão com o faminto, dá pousada aos pobres sem abrigo, leva roupa ao que não tem que vestir e não voltes as costas ao teu semelhante.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Rom 12, 1-2
Peço-vos, irmãos, pela misericórdia de Deus, que vos ofereçais a vós mesmos como sacrifício santo, vivo, agradável a Deus, como culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para saberdes discernir, segundo a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe é agradável, o que é perfeito.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tes 5, 9-10
Deus destinou-nos para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamos unidos a ele.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
