“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 13 DE MARÇO DE 2024
13 de março de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 15 DE MARÇO DE 2024
15 de março de 2024QUINTA-FEIRA DA IV SEMANA DA QUARESMA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4300-liturgia-de-14-de-marco-de-2025>]
Antífona da entrada
– Exulte o coração que busca a Deus! Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face. (Sl 104,3)
Coleta
– Nós vos pedimos, ó Deus de bondade, que, purificados pela penitência e renovados pelas boas obras, possamos perseverar nos vossos mandamentos e chegar revigorados às festas pascais. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Êx 32,7-14
Salmo Responsorial: Sl 105, 4-5.19-22.33
– Lembrai-vos de nós, ó Senhor, segundo o amor para com vosso povo!
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 5,31-47
Jesus Cristo, sois bendito, sois ungido de Deus Pai!
Jesus Cristo, sois bendito, sois ungido de Deus Pai!
– Deus o mundo tanto amou, que lhe deu seu próprio Filho, para que todo o que nele crer encontre vida eterna (Jo 3,16)
Jesus Cristo, sois bendito, sois ungido de Deus Pai!
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Êx 32,7-14): O Senhor disse a Moisés: “Vai, desce, porque se corrompeu o povo que tiraste do Egito. 8. Desviaram-se depressa do caminho que lhes prescrevi; fizeram para si um bezerro de metal fundido, prostraram-se diante dele e ofereceram-lhe sacrifícios, dizendo: eis, ó Israel, o teu Deus que te tirou do Egito. 9. Vejo, continuou o Senhor, que esse povo tem a cabeça dura. 10. Deixa, pois, que se acenda minha cólera contra eles e os reduzirei a nada; mas de ti farei uma grande nação.” 11. Moisés tentou aplacar o Senhor seu Deus, dizendo-lhe: “Por que, Senhor, se inflama a vossa ira contra o vosso povo que tirastes do Egito com o vosso poder e à força de vossa mão? 12. Não é bom que digam os egípcios: com um mau desígnio os levou, para matá-los nas montanhas e suprimi-los da face da terra! Aplaque-se vosso furor, e abandonai vossa decisão de fazer mal ao vosso povo .13. Lembrai-vos de Abraão, de Isaac e de Israel, vossos servos, aos quais jurastes por vós mesmo de tornar sua posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e de dar aos seus descendentes essa terra de que falastes, como uma herança eterna.” 14. E o Senhor se arrependeu das ameaças que tinha proferido contra o seu povo.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 105, 4-5.19-22.33): Lembrai-vos de mim, Senhor, pela benevolência que tendes com o vosso povo. Assisti-me com o vosso socorro, 5. para que eu prove a felicidade de vossos eleitos, compartilhe do júbilo de vosso povo e me glorie com os que constituem vossa herança. 19. Fabricaram um bezerro de ouro no sopé do Horeb, e adoraram um ídolo de ouro fundido. 20. Eles trocaram a sua glória pela estátua de um touro que come feno. 21. Esqueceram a Deus que os salvara, que obrara prodígios no Egito, 22. maravilhas na terra de Cam, estupendos feitos no mar Vermelho. 33. Porque o provocaram tanto, palavras temerárias saíram-lhe dos lábios.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista que disse Jesus (Jo 5,31-47): Se eu der testemunho de mim mesmo, não é digno de fé o meu testemunho. 32. Há outro que dá testemunho de mim, e sei que é digno de fé o testemunho que dá de mim. 33. Vós enviastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade. 34. Não invoco, porém, o testemunho de homem algum. Digo-vos essas coisas, a fim de que sejais salvos. 35. João era uma lâmpada que arde e ilumina; vós, porém, só por uma hora quisestes alegrar-vos com a sua luz. 36. Mas tenho maior testemunho do que o de João, porque as obras que meu Pai me deu para executar – essas mesmas obras que faço – testemunham a meu respeito que o Pai me enviou. 37. E o Pai que me enviou, ele mesmo deu testemunho de mim. Vós nunca ouvistes a sua voz nem vistes a sua face… 38. e não tendes a sua palavra permanente em vós, pois não credes naquele que ele enviou. 39. Vós perscrutais as Escrituras, julgando encontrar nelas a vida eterna. Pois bem! São elas mesmas que dão testemunho de mim. 40. E vós não quereis vir a mim para que tenhais a vida… 41. Não espero a minha glória dos homens, 42. mas sei que não tendes em vós o amor de Deus. 43. Vim em nome de meu Pai, mas não me recebeis. Se vier outro em seu próprio nome, haveis de recebê-lo… 44. Como podeis crer, vós que recebeis a glória uns dos outros, e não buscais a glória que é só de Deus? 45. Não julgueis que vos hei de acusar diante do Pai; há quem vos acusa: Moisés, no qual colocais a vossa esperança. 46. Pois se crêsseis em Moisés, certamente creríeis em mim, porque ele escreveu a meu respeito. 47. Mas, se não acreditais nos seus escritos, como acreditareis nas minhas palavras?

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da Liturgia Diária da Quinta-Feira da IV Semana da Quaresma (dia 14 de março de 2024) compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Êx 32,7-14) que Moisés intercedeu, pediu piedade ao Senhor pelas atitudes insensatas do povo, que caiu na idolatria, tendo o Senhor acedido ao pedido de Moisés, aplacando sua justa ira.
Cumpre-nos pois, apesar de todas as absurdas e disparatadas atitudes que são tomadas por tantos, nestas primeiras décadas do século XXI – em que o paganismo, o culto aos vícios, aos prazeres pecaminosos, à ganância… campeiam de forma tão desenfreada – mesmo assim, a exemplo de Moisés, pedir piedade ao Senhor, por nós, pelos nossos e por toda a humanidade.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 105, 4-5.19-22.33).
O Santo Evangelho (Jo 5,31-47) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que aquilo que foi testemunhado a respeito de que Jesus é o Filho de Deus é digno de fé. Assim o testemunhou João Batista, que foi como lâmpada que arde e ilumina; porém maior que o testemunho de homens é o das obras que o Pai deu a Jesus para executar, que revelam inequivocamente ter sido Jesus enviado do Pai – consolidando o testemunho dado sobre ele por parte do próprio Pai que o enviou.
Não ouvimos a voz e não vimos a face do Pai, porém por Jesus o Pai tornou sua palavra permanentemente disponível para nós nos escritos evangélicos, cumprindo-nos crer naquele que o Pai enviou. As escrituras, em seu conjunto, desde o primeiro livro do Antigo Testamento ao Apocalipse, também dão testemunho de Jesus.
Portanto, a ele devemos ir e com ele devemos caminhar para obtermos a vida eterna. Jesus veio em nome do Pai e cabe-nos recebê-lo com o amor de Deus em nossos corações, para assim dar a glória que é só de Deus através daquele que veio em nome do Pai.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Primeira Leitura e Salmos
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária da Quinta-Feira da IV Semana da Quaresma (dia 14 de março de 2024), que esclarece em especial na Primeira Leitura (Êx 32,7-14) que Moisés intercedeu, pediu-vos piedade pelas atitudes insensatas do povo, que caiu na idolatria, tendo vós acedido ao pedido de Moisés, aplacando vossa justa ira.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, apesar de todas as absurdas e disparatadas atitudes que são tomadas por tantos nestas primeiras décadas do século XXI, em que o paganismo; o culto aos vícios, aos prazeres pecaminosos, à ganância… campeiam de forma tão desenfreada; mesmo assim, a exemplo de Moisés, perseveremos confiantes pedindo-vos piedade – por nós, pelos nossos e por toda a humanidade.
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 105, 4-5.19-22.33): Lembrai-vos de mim, Senhor, pela benevolência que tendes com o vosso povo. Assisti-me com o vosso socorro, 5. para que eu prove a felicidade de vossos eleitos, compartilhe do júbilo de vosso povo e me glorie com os que constituem vossa herança. 19. Fabricaram um bezerro de ouro no sopé do Horeb, e adoraram um ídolo de ouro fundido. 20. Eles trocaram a sua glória pela estátua de um touro que come feno. 21. Esqueceram a Deus que os salvara, que obrara prodígios no Egito, 22. maravilhas na terra de Cam, estupendos feitos no mar Vermelho. 33. Porque o provocaram tanto, palavras temerárias saíram-lhe dos lábios.
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária da Quinta-Feira da IV Semana da Quaresma (dia 14 de março de 2024), que compelem-nos em especial no Santo Evangelho (Jo 5,31-47) a impregnar-nos da consciência de que aquilo que foi testemunhado a respeito de que Jesus é o Filho de Deus é digno de fé.
Assim o testemunhou João Batista, que foi como lâmpada que arde e ilumina; porém maior que o testemunho de homens é o das obras que o Pai deu a Jesus para executar, que revelam inequivocamente ter sido Jesus enviado do Pai – consolidando o testemunho dado sobre ele por parte do próprio Pai que o enviou.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que não ouvimos a voz e não vimos a face do Pai, porém por Jesus o Pai tornou sua palavra permanentemente disponível para nós nos escritos evangélicos, cumprindo-nos crer naquele que o Pai enviou. As escrituras, em seu conjunto, desde o primeiro livro do Antigo Testamento ao Apocalipse, também dão testemunho de Jesus.
Portanto, a ele devemos ir e com ele devemos caminhar para obtermos a vida eterna. Jesus veio em nome do Pai e cabe-nos recebê-lo com o amor de Deus em nossos corações, para assim dar a glória que é só de Deus através daquele que veio em nome do Pai.
O Santo Evangelho (Jo 5,31-47) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que aquilo que foi testemunhado a respeito de que Jesus é o Filho de Deus é digno de fé. Assim o testemunhou João Batista, que foi como lâmpada que arde e ilumina; porém maior que o testemunho de homens é o das obras que o Pai deu a Jesus para executar, que revelam inequivocamente ter sido Jesus enviado do Pai – consolidando o testemunho dado sobre ele por parte do próprio Pai que o enviou.
Não ouvimos a voz e não vimos a face do Pai, porém por Jesus o Pai tornou sua palavra permanentemente disponível nos escritos evangélicos, cumprindo-nos crer naquele que o Pai enviou. As escrituras, em seu conjunto, desde o primeiro livro do Antigo Testamento ao Apocalipse, também dão testemunho de Jesus.
Portanto, a ele devemos ir e com ele devemos caminhar para obtermos a vida eterna. Jesus veio em nome do Pai e cabe-nos recebê-lo com o amor de Deus em nossos corações, para assim dar a glória que é só de Deus através daquele que veio em nome do Pai.

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 15 de Março
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/03/santos-do-dia-da-igreja-catolica-14-de-marco-2/>]

Santa Matilde
Matilde era filha de nobres saxões. Nasceu em Westfalia, por volta do ano 895 e foi educada pela avó, também Matilde, abadessa de um convento de beneditinas em Herford. Por isso, aprendeu a ler, a escrever e estudou teologia e filosofia, fato pouco comum para as nobres da época, inclusive gostava de assuntos políticos. Constatamos nos registros da época que associada à brilhante inteligência estava uma impressionante beleza física e de alma. Casou-se aos catorze anos com Henrique, duque da Saxônia, que em pouco tempo se tornou Henrique I, rei da Alemanha, com o qual viveu um matrimônio feliz por vinte anos.
Foi um reinado justo e feliz também para o povo. Segundo os relatos, muito dessa justiça recheada de bondade se deveu à rainha que, desde o início, mostrou-se extremamente generosa com os súditos pobres e doentes. Enquanto a ela assistia à população e erguia conventos, escolas e hospitais, o rei tornava a Alemanha líder da Europa, salvando-a da invasão dos húngaros, regularizando a situação de seu país com a Itália e a França e exercendo ainda domínio sobre os eslavos e dinamarqueses. Havia paz em sua nação, graças à rainha, e por isso, ele podia se dedicar aos problemas externos, fortalecendo cada vez mais o seu reinado.
Mas essa bonança chegou ao fim. Henrique I faleceu e começou o sofrimento de Matilde. Antes de morrer, o rei indicou para o trono seu primogênito Oton, mas seu irmão Henrique queria o trono para si. As forças aliadas de cada um dos príncipes entraram em guerra, para desgosto de sua mãe. O exército do príncipe Henrique foi derrotado e Oton foi coroado rei assumindo o trono. Em seguida, os filhos se voltaram contra a mãe, alegando que ela esbanjava os bens da coroa, com a Igreja e os pobres. Tiraram toda sua fortuna e ordenaram que deixasse a corte, exilando-a.
Matilde, triste, infeliz e sofrendo muito, retirou-se para o convento de Engerm. Contudo, muitos anos mais tarde, Oton e Henrique se arrependeram do gesto terrível de ingratidão e devolveram à mãe tudo o que lhe pertencia. De posse dos seus bens, Matilde distribuiu tudo o que tinha para os pobres.
Preferindo continuar sua vida como religiosa permaneceu no convento onde, depois de muitas penitências e orações, desenvolveu o dom das profecias. Matilde faleceu em 968, sendo sepultada ao lado do marido, no convento de Quedlinburgo. Logo foi venerada como Santa pelo povo que propagou rapidamente a fama de sua santidade por todo mundo católico do Ocidente ao Oriente. Especialmente na Alemanha, Itália e Mônaco ainda hoje sua festa, autorizada pela Igreja, é largamente celebrada no dia 14 de março.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 14 de Março de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro dos Números 12, 16 – 13, 1-3a. 17-33
São enviados exploradores a Canaã
Naqueles dias, o povo israelita partiu de Hacerot e foi acampar no deserto de Farã. O Senhor falou a Moisés, dizendo: «Manda alguns homens observar a terra de Canaã, que Eu vou dar aos filhos de Israel. Envia um homem por cada uma das vossas tribos paternas, e todos eles sejam dos principais de entre eles».
Moisés fez o que o Senhor lhe ordenara e enviou-os do deserto de Farã, segundo a ordem do Senhor. Todos esses homens eram príncipes dos filhos de Israel. Moisés enviou-os a explorar a terra de Canaã e disse-lhes: «Ide através do Negueb e subi a montanha. Observareis o aspecto do país e o povo que o habita: se é forte ou fraco, escasso ou numeroso; como é a terra em que ele habita: se é boa ou má; como são as cidades em que reside: se estão em campo aberto ou fortificadas; como é o terreno: se é fértil ou pobre, arborizado ou não. Sede corajosos e trazei frutos da terra».
Era o tempo das primeiras uvas. Eles subiram e exploraram a terra, desde o deserto de Cin até Reob, à entrada de Hamat. Subiram pelo Negueb e chegaram a Hebron, onde se encontravam Aimã, Chechai e Talmai, descendentes de Anac.
Hebron fora construída sete anos antes de Tânis, no Egito. Foram até ao Vale de Escol, onde cortaram um ramo de videira com um cacho de uvas, que dois homens transportaram numa vara, bem como romãs e figos. Deram àquele lugar o nome de Vale de Escol, por causa do cacho que os filhos de Israel aí cortaram.
Passados quarenta dias, regressaram, depois de observarem a terra. Vieram ter com Moisés, Aarão e toda a comunidade dos filhos de Israel, ao deserto de Farã, em Cades. Fizeram-lhes então o seu relato, a eles e a toda a comunidade, e mostraram-lhes os frutos da terra. Eis o que eles contaram: «Entramos no país ao qual nos enviaste; é de fato uma terra onde corre leite e mel, e aqui estão os seus frutos. Mas o povo que a habita é poderoso, as cidades são muito grandes e fortificadas, e até lá vimos descendentes de Anac. Amalec habita a região do Negueb; o hitita, o jebuseu e o amorreu vivem na serra; o cananeu junto do mar e à beira do Jordão».
Caleb procurou acalmar o povo, que começava a sublevar-se contra Moisés, e disse: «Subamos e conquistemos aquele país, porque certamente seremos vencedores». Mas os homens que tinham ido com ele disseram: «Não podemos avançar contra aquele povo, porque é mais forte do que nós». E diante dos filhos de Israel começaram a dizer mal da terra que tinham ido explorar: «A terra por onde passámos em exploração é um país que devora os seus habitantes, e toda a gente que ali vimos são homens de grande estatura. Vimos lá os gigantes, filhos de Anac, dessa raça gigantesca. Ao seu lado nós parecíamos gafanhotos, e era assim que eles também nos olhavam».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Dos Sermões de São Leão Magno, papa
(Sermo 15 De passione Domini, 3-4: PL 54, 366-367) (Sec. V)
Contemplação da paixão do Senhor
Aquele que deseja honrar verdadeiramente a paixão do Senhor, de tal modo deve olhar com os olhos do coração para Jesus crucificado, que reconheça na carne do Senhor a sua própria carne.
Estremeça a criatura perante o suplício do seu Redentor, quebrem-se as pedras dos corações infiéis, e saiam para fora, vencendo todos os obstáculos, aqueles que jaziam sob o peso mortal dos seus túmulos. Apareçam também agora na cidade santa, isto é, na Igreja de Deus, como sinais da ressurreição futura, e o que um dia se há de realizar nos corpos, cumpra-se agora nos corações.
A nenhum pecador é negada a vitória da cruz, a nenhum homem é recusado o auxílio da oração de Cristo. Se foi frutuosa para muitos dos que O perseguiam, quanto mais o não será para os que a Ele se convertem?
Foi eliminada a ignorância da incredulidade, foi suavizada a aspereza do caminho, e o sangue de Cristo extinguiu o fogo daquela espada que guardava as fronteiras da vida. A obscuridade da antiga noite deu lugar à verdadeira luz.
O povo cristão é convidado a gozar as riquezas do Paraíso, e para todos os batizados está aberta a passagem de regresso à pátria perdida, desde que não queiram fechar para si próprios aquele caminho que se abriu também à fé do ladrão arrependido.
Não deixemos que as preocupações e a soberba desta vida presente se apoderem de nós e anulem o empenho de nos conformarmos de todo o coração com o nosso Redentor, na perfeita imitação dos seus exemplos. Tudo o que Ele fez ou padeceu foi para nossa salvação, de modo que todo o Corpo pudesse participar da virtude da sua Cabeça.
Aquela sublime união da nossa natureza à sua divindade, pela qual o Verbo Se fez carne e habitou entre nós, a ninguém excluiu da sua misericórdia, a não ser aquele que se recusa a acreditar. Como poderá ficar fora da comunhão com Cristo quem recebe Aquele que assumiu a sua própria natureza e é regenerado pelo mesmo Espírito por obra do qual nasceu Jesus Cristo? Quem não há de reconhecer nele a nossa débil condição humana, sabendo-O sujeito ao uso dos alimentos, ao repouso, ao sono, à ansiedade, à tristeza, à compaixão e às lágrimas?
Foi precisamente para curar a nossa natureza das suas antigas feridas e purifi cá-la da corrupção do pecado, que o Filho Unigénito de Deus Se fez também Filho do homem, de modo que não Lhe faltasse nem a humanidade em toda a sua realidade, nem a divindade em toda a sua plenitude.
É verdadeiramente nosso o que esteve morto no sepulcro, o que ressuscitou ao terceiro dia, o que subiu à glória do Pai, no mais alto dos Céus. Por conseguinte, se percorrermos o caminho dos seus mandamentos e não nos envergonharmos de confessar tudo o que fez pela nossa salvação na humildade do seu Corpo, também nós teremos parte na sua glória. Então se cumprirá manifestamente o que prometeu: A todo aquele que der testemunho de Mim diante dos homens, também Eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos Céus.
LEITURA BREVE
1 Reis 8, 51-53a
Nós somos, Senhor, o vosso povo e a vossa herança. Estejam os vossos olhos abertos às súplicas do vosso servo e do vosso povo de Israel, e ouvi-nos quando Vos invocamos. Porque Vós nos escolhestes entre todos os povos da terra para sermos a vossa herança.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 55, 6-7
Procurai o Senhor enquanto se pode encontrar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem perverso os seus pensamentos. Converta-se ao Senhor que terá compaixão dele, ao nosso Deus que é generoso em perdoar.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 30, 2-3a
Quando voltares para o Senhor teu Deus e obedeceres aos seus mandamentos, tu e teus filhos, com todo o teu coração e toda a tua alma, como hoje te ordeno, o Senhor teu Deus te fará voltar do cativeiro e terá compaixão de ti.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Hebr 10, 35-36
Não queirais perder a vossa confiança, que terá uma grande recompensa. Vós tendes necessidade de perseverança, para cumprir a vontade de Deus e alcançar os bens prometidos.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Tg 4, 7-8. 10
Submetei-vos a Deus. Resisti ao diabo e ele fugirá de vós. Aproximai-vos de Deus e Ele aproximar-se-á de vós. Lavai as vossas mãos, pecadores; purificai os vossos corações, homens indecisos. Humilhai-vos diante do Senhor e Ele vos exaltará.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tes 5, 23
O Deus da paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
