“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 14 DE MARÇO DE 2024
14 de março de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 16 DE MARÇO DE 2024
16 de março de 2024SEXTA-FEIRA DA IV SEMANA DA QUARESMA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4301-liturgia-de-15-de-marco-de-2024>]
Antífona da entrada
– Por vosso nome, salvai-me, Senhor; dai-me a vossa justiça! Ó meu Deus, atendei a minha prece e escutai as palavras que vos digo! (Sl 53,3).
Coleta
– Ó Deus, que preparastes para a nossa fraqueza os auxílios necessários à nossa renovação, dai-nos recebê-los com alegria e vê-los frutificar em nossa vida. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Sb 2,1a.12-22
Salmo Responsorial: Sl 33,17-23
– Do coração atribulado está perto o Senhor.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 7,1-2.10.25-30
Glória a Cristo imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!
Glória a Cristo imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!
– O homem não vive somente do pão, mas de toda palavra da boca de Deus.
Glória a Cristo imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Sb 2,1a.12-22): Dizem, com efeito, nos seus falsos raciocínios: […] 12. Cerquemos o justo, porque ele nos incomoda; é contrário às nossas ações; ele nos censura por violar a lei e nos acusa de contrariar a nossa educação. 13. Ele se gaba de conhecer a Deus, e se chama a si mesmo filho do Senhor! 14. Sua existência é uma censura às nossas ideias; basta sua vista para nos importunar. 15. Sua vida, com efeito, não se parece com as outras, e os seus caminhos são muito diferentes. 16. Ele nos tem por uma moeda de mau quilate, e afasta-se de nosso caminhos como de manchas. Julga feliz a morte do justo, e gloria-se de ter Deus por pai. 17. Vejamos, pois, se suas palavras são verdadeiras, e experimentemos o que acontecerá quando da sua morte, 18. porque, se o justo é filho de Deus, Deus o defenderá, e o tirará das mãos dos seus adversários. 19. Provemo-lo por ultrajes e torturas, a fim de conhecer a sua doçura e estarmos cientes de sua paciência. 20. Condenemo-lo a uma morte infame. Porque, conforme ele, Deus deve intervir. 21. Eis o o que pensam, mas enganam-se, sua malícia os cega: 22. eles desconhecem os segredos de Deus, não esperam que a santidade seja recompensada, e não acreditam na glorificação das almas puras.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 33,17-23): O Senhor volta a sua face irritada contra os que fazem o mal, para apagar da terra a lembrança deles. 18. Apenas clamaram os justos, o Senhor os atendeu e os livrou de todas as suas angústias. 19. O Senhor está perto dos contritos de coração, e salva os que têm o espírito abatido. 20. São numerosas as tribulações do justo, mas de todas o livra o Senhor. 21. Ele protege cada um de seus ossos, nem um só deles será quebrado. 22. A malícia do ímpio o leva à morte, e os que odeiam o justo serão castigados. 23. O Senhor livra a alma de seus servos; não será punido quem a ele se acolhe.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 7,1-2.10.25-30): Depois disso, Jesus percorria a Galiléia. Ele não queria deter-se na Judéia, porque os judeus procuravam tirar-lhe a vida. 2. Aproximava-se a festa dos judeus chamada dos Tabernáculos. […] 10. Mas quando os seus irmãos tinham subido, então subiu também ele à festa, não em público, mas despercebidamente. […] 25. Algumas das pessoas de Jerusalém diziam: Não é este aquele a quem procuram tirar a vida? 26. Todavia, ei-lo que fala em público e não lhe dizem coisa alguma. Porventura reconheceram de fato as autoridades que ele é o Cristo? 27. Mas este nós sabemos de onde vem. Do Cristo, porém, quando vier, ninguém saberá de onde seja. 28. Enquanto ensinava no templo, Jesus exclamou: Ah! Vós me conheceis e sabeis de onde eu sou!… Entretanto, não vim de mim mesmo, mas é verdadeiro aquele que me enviou, e vós não o conheceis. 29. Eu o conheço, porque venho dele e ele me enviou. 30. Procuraram prendê-lo, mas ninguém lhe deitou as mãos, porque ainda não era chegada a sua hora.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
Cumpre-nos, pois, manter-nos vigilantes e orantes para evitar as ciladas do maligno, o qual se vale dos ímpios, dos incautos, dos que não vigiam e não oram como deviam e assim se tornam como que marionetes, fantoches usados pelo inimigo de Deus para semear e fazer o que é contrário à vontade divina.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 33,17-23).
O Santo Evangelho (Jo 7,1-2.10.25-30) concita-nos em especial a seguir o exemplo de equilíbrio entre prudência e ousadia de Jesus, que em algumas ocasiões evitava expor-se aos que queriam tirar-lhe a vida e em outras oportunidades se apresentava publicamente no meio de todos, ensinando e revelando as obras do Pai.
Tal atitude gerou comentários de algumas pessoas em Jerusalém, admirando-se do fato de quererem tirar-lhe a vida e ele falar em público sem que ninguém o impedisse. Questionaram se as autoridades haviam reconhecido ser ele o Cristo, porém, “sabichões”, afirmavam saber de onde vinha Jesus e que Cristo, quando viesse, ninguém saberia de onde era.
Diante disso, afirmou Jesus, enquanto ensinava no templo: “Ah! Vós me conheceis e sabeis de onde eu sou!… Entretanto, não vim de mim mesmo, mas é verdadeiro aquele que me enviou, e vós não o conheceis. Eu o conheço, porque venho dele e ele me enviou.” Intentaram prendê-lo, porém ninguém lançou mão sobre ele, porque ainda não havia chegado a hora.
Cumpre-nos, pois, a exemplo de Jesus, buscar as orientações divinas (Jesus tinha por hábito levantar-se muito cedo para se colocar na presença do Pai dirigindo-se a locais ermos onde permanecia sozinho em oração – e em algumas oportunidades o fazia a noite toda) e assim agir conforme o Espírito Santo instruir.
Mantenhamo-nos, pois, vigilantes e também orantes, cientes de que receberemos as orientações para atuar da maneira mais adequada, cumprindo assim o plano de Deus para as nossas vidas. Agindo desse modo, tudo transcorrerá da forma que deve sê-lo, ao seu tempo, em conformidade com os desígnios divinos.
Evitemos tirar conclusões precipitadas, estribados em entendimentos humanos, ou mesmo em interpretações tendenciosas das Sagradas Escrituras, para não incorrer nos erros dos “sabichões” da época de Jesus, que por se arrogarem sábios e entendidos, não se abriam – mesmo presenciando milagres e prodígios – para a revelação da realidade mais maravilhosa de todos os tempos.
Ela então foi prolificamente reveladas aos pequeninos (conforme Mateus 11,25), aos pobres de espírito (que reconhecendo-se pouco providos espiritualmente se abriram para serem enriquecidos pela Palavra de Jesus), os humildes de coração…
Assim foi no tempo de Jesus e assim permanece sendo… As recompensas para os humildes de coração – os que se abrem para ouvir e se empenham para praticar a Palavra de Deus, superando pré-juízos, aceitando os convites que a Providência Divina estende através de pessoas dedicadas ao serviço de Deus – são prodigiosas!

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamos vigilantes e orantes para evitar as ciladas do maligno, o qual se vale dos ímpios, dos incautos, dos que não vigiam e não oram como deviam, com o que se tornam como que marionetes, fantoches usados pelo inimigo de Deus para semear e fazer o que é contrário à vossa divina vontade.
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 33,17-23): O Senhor volta a sua face irritada contra os que fazem o mal, para apagar da terra a lembrança deles. 18. Apenas clamaram os justos, o Senhor os atendeu e os livrou de todas as suas angústias. 19. O Senhor está perto dos contritos de coração, e salva os que têm o espírito abatido. 20. São numerosas as tribulações do justo, mas de todas o livra o Senhor. 21. Ele protege cada um de seus ossos, nem um só deles será quebrado. 22. A malícia do ímpio o leva à morte, e os que odeiam o justo serão castigados. 23. O Senhor livra a alma de seus servos; não será punido quem a ele se acolhe.
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras Liturgia Diária da Sexta-Feira da IV Semana da Quaresma (dia 15 de março de 2024), que concitam-nos em especial no Santo Evangelho (Jo 7,1-2.10.25-30) a seguir o exemplo de equilíbrio entre prudência e ousadia de Jesus, que em algumas ocasiões evitava expor-se aos que queriam tirar-lhe a vida e em outras oportunidades se apresentava publicamente no meio de todos, ensinando e revelando as obras do Pai.
Tal atitude gerou comentários de algumas pessoas em Jerusalém, admirando-se do fato de quererem tirar-lhe a vida e ele falar em público sem que ninguém o impedisse. Questionaram se as autoridades haviam reconhecido ser ele o Cristo, porém, “sabichões”, afirmavam saber de onde vinha Jesus e que Cristo, quando viesse, ninguém saberia de onde era.
Diante disso, afirmou Jesus, enquanto ensinava no templo: “Ah! Vós me conheceis e sabeis de onde eu sou!… Entretanto, não vim de mim mesmo, mas é verdadeiro aquele que me enviou, e vós não o conheceis. Eu o conheço, porque venho dele e ele me enviou.” Intentaram prendê-lo, porém ninguém lançou mão sobre ele, porque ainda não havia chegado a hora.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, a exemplo de Jesus, busquemos as orientações divinas junto a vós (Jesus tinha por hábito levantar-se muito cedo para se colocar na presença do Pai dirigindo-se a locais ermos onde permanecia sozinho em oração – e em algumas oportunidades o fazia a noite toda) e assim agir conforme o Espírito Santo instruir.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamos vigilantes e também orantes, cientes de que receberemos as orientações para atuar da maneira mais adequada, cumprindo assim o plano de Deus para as nossas vidas. Agindo desse modo, tudo transcorrerá da forma que deve sê-lo, ao seu tempo, em conformidade com os desígnios divinos.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que evitemos tirar conclusões precipitadas, estribados em entendimentos humanos, ou mesmo em interpretações tendenciosas das Sagradas Escrituras, para não incorrer nos erros dos “sabichões” da época de Jesus, que por se arrogarem sábios e entendidos, não se abriam – mesmo presenciando milagres e prodígios – para a revelação da realidade mais maravilhosa de todos os tempos.
Ela foi então prolificamente reveladas as pequeninos (conforme Mateus 11,25), aos pobres de espírito (que reconhecendo-se pouco providos espiritualmente se abriram para serem enriquecidos pela Palavra de Jesus), os humildes de coração…
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que assim foi no tempo de Jesus e assim permanece sendo… As recompensas para os humildes de coração – os que se abrem para ouvir e se empenham para praticar a Palavra de Deus, superando pré-juízos, aceitando os convites que a Providência Divina estende através de pessoas dedicadas ao serviço de Deus – são prodigiosas!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 15 de Março
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/03/santos-do-dia-da-igreja-catolica-15-de-marco-2/>]

Santa Luísa de Marillac
Luísa nasceu em 12 de agosto de 1591, filha natural de Luís de Marillac, senhor de Ferrières, aparentado com a nobreza francesa, cujas posses permitiram dar à filha uma infância tranquila. A menina aos três anos foi para o Convento Real de Poissy, em Paris onde recebeu uma educação refinada, quer no plano espiritual, quer no humanístico.
Porém, seu pai morreu quando ela tinha treze anos, sem deixar herança e, felizmente, nem dívidas. Nessas circunstâncias Luísa foi tirada do Convento, pela tia Valença, pois os Marillac não se dispuseram custear mais sua formação. Ela desejava dedicar sua vida à Deus, para cuidar dos pobres e doentes, mas agora com a escassez financeira teria de esperar para atingir esse objetivo.
Durante dois anos viveu numa casa simples de moças custeando-se com trabalhos feitos em domicílio, especialmente bordados Ela tentou ingressar no mosteiro das capuchinhas das Filhas da Paixão que acabavam de chegar em Paris, mas foi rejeitada pela aparência de saúde débil, imprópria para a vida de mosteiro. Depois disso viu-se constrangida a aceitar um casamento que os tios lhe arranjara. Foi com Antônio de Gràs, que trabalhava como secretário da rainha. Com ele teve um filho, Miguel Antônio. Viveu feliz, pois o marido a respeitava e amava a família. E se orgulhava da esposa que nas horas vagas cuidava dos deveres de piedade, mortificando-se com jejuns frequentes, visitando os pobres, os hospitais e os asilos confortando a todos com seu socorro. Até que ele próprio foi acometido por grave e longa enfermidade e ela passou a se dedicar primeiro à ele sem abandonar os demais. Mas com isso novamente os problemas financeiros voltaram.
Nesse período teve dois grandes conselheiros espirituais: Francisco de Sales e Vicente de Paulo, ambos depois declarados Santos pela Igreja. Foi graças à direção deles, que pôde superar e enfrentar os problemas que agitavam o seu cotidiano e a sua alma. Somente sua fé a manteve firme e graças à sua força, suplantou as adversidades, até o marido falecer, em 1625 e Miguel Antônio foi para o seminário.
Só então Luísa pôde dedicar-se totalmente aos pobres, doentes e velhos. Isso ocorreu porque Vicente de Paulo teve a iluminação de colocá-la à frente das Confrarias da Caridade, as quais fundara para socorrer as paróquias da França, e que vinham definhando. Vicente encarregou-a de visita-las, reorganiza-las, enfim dinamiza-las, e ela o fez durante anos.
Em 1634 Luísa, com ajuda e orientação de Vicente de Paulo, fundou a Congregação das Damas da Caridade, inicialmente com três senhoras da sociedade, mas esse núcleo se tornaria depois uma Congregação de Irmãs. Isso o porque serviço que estas Damas prestavam aos pobres era limitado pelos seus deveres familiares e sociais e pela falta de hábito aos trabalhos humildes e fatigantes. Era necessário colocar junto delas, pessoas generosas, livres e totalmente consagradas a Deus e aos pobres. Mas na Igreja não existiam porque a vida de consagração para as mulheres estava concebida apenas como vida de clausura. Então, Vicente e Luísa, em 1642 ousaram e, criam as Irmãs dos Pobres, as Filhas da Caridade, a quem foram confiados os doentes, os enjeitados, os velhos, os mendigos, os soldados feridos e os condenados às prisões.
Nascia um novo tipo de Irmã, com uma missão inédita para aqueles tempos: uma vida consagrada em dispersão pelos caminhos do sofrimento humano, assim estava criada a Congregação das Irmãs Filhas da Caridade, em 1642. Na qual Luísa fez os votos perpétuos, sendo consagrada pelo próprio Vicente de Paulo. A obra, sob a direção dela foi notável. Quando Paris foi assolada pela guerra e peste, em 1652, as Irmãs chegaram a atender quatorze mil pessoas, de todas as categorias sociais, sendo inclusive as primeiras Irmãs a serem requisitadas para o atendimento dos soldados feridos, nos campos de batalhas.
Luísa morreu em 15 de março de 1660. Foi beatificada em 1920, e canonizada pelo Papa Pio XI, em 1934. Suas relíquias repousam na Capela da Visitação da Casa Matriz das Irmãs da Caridade, em Paris, França. Santa Luísa de Marillac foi proclamada Padroeira das Obras Sociais e de todos os assistentes sociais, pelo Papa João XXIII, em 1960.

São Clemente Maria Hofbauer
Batizado com o nome de João, ele nasceu num pequeno povoado da Morávia, República Tcheca, em 26 de dezembro de 1751. De família muito cristã e pobre, não pode se dedicar aos estudos até a adolescência. Seus pais Paulo Hofbauer e Maria Steer tiveram doze filhos e ele tinha apenas sete anos, quando ficou órfão de pai. Consta de suas anotações que, nesse dia, sua mãe lhe mostrou um crucifixo e lhe disse: “A partir de hoje, este é o teu Pai”. João entendeu bem a orientação, decidindo, a partir de então, que se tornaria padre e missionário.
Mas as condições em que vivia a família dificultaram a realização de seu sonho. Aos quinze anos de idade, foi morar na cidade de Znaim, onde aprendeu o ofício de padeiro. Três anos depois conseguiu o emprego que mudou sua vida: padeiro do convento em Bruk, dos premonstratenses. A vocação do jovem foi notada pelo abade, que o deixou estudar, inclusive latim. Quando seu benfeitor morreu, João foi viver como eremita, primeiro na Áustria e depois, com a permissão do bispo de Tívoli, próximo à capela de Quintilio. Aí foi onde mudou o nome para o de Clemente Maria, recebendo o hábito do bispo, que mais tarde se tornaria o Papa Pio VII. Certa vez, em outra viagem a Roma, entrou por acaso numa igreja de redentoristas. Foi o primeiro contato que teve com essa Ordem. Depois de assistir à missa, pediu uma entrevista com o superior e, impressionado com as Regras e a atuação da Congregação, pediu para ingressar nela e foi admitido.
Um ano depois, tornou-se sacerdote redentorista. Seu sonho estava realizado, mas seu trabalho, apenas começando. Fixou residência em Varsóvia, onde fundou casas e recebeu dezenas de noviços. Reformou a igreja de São Benon, que estava caindo aos pedaços e a pequena casa da igreja tornou-se um grande e espaçoso convento. Durante vinte anos, padre Clemente atuou nessa paróquia, convertendo pagãos e atraindo multidões. Tanto que eram necessários vinte e cinco padres para atender aos fiéis, celebrando diariamente duas missas em alemão e duas em polonês. Com a expansão do trabalho, pôde fundar mais três conventos e ativar as paróquias em volta da sua. Como capelão do convento e da igreja das Ursulinas, teve uma influência extraordinária na cidade inteira e até além da mesma. Fundou também um asilo para abrigar as crianças vítimas das sucessivas guerras da região, uma escola para crianças pobres e outra, de ensino superior, para meninos. Esta atividade ele a continuou até 1808, quando Napoleão Bonaparte fechou a igreja e dispersou a comunidade. Enfrentou com serenidade, com outros redentoristas, a perseguição na Polônia, o fechamento da casa da Ordem e até a prisão.
Clemente não desistiu. Foi realizar missões na Alemanha, Suíça e na Áustria, onde fez o clero retomar os conceitos cristãos esquecidos. Principalmente, aconselhou e encorajou alguns líderes do novo movimento romântico e outros que trabalhavam para a renovação católica nos países de idioma alemão. A intensa atividade dele chamou a atenção da polícia.
Mas, só a morte poderia impedir Clemente Maria de atuar, que se deu em Viena, no dia 15 de março de 1820, cuja população consternada assumiu o luto como o de um parente.
Foi beatificado em1888, e canonizado pelo Papa Pio X, em 1909. Cinco anos depois o mesmo pontífice proclamou São Clemente Maria Hofbauer, o padroeiro de Viena e, também, dos padeiros, numa singela lembrança da profissão exercida na sua adolescência. É venerado como o principal propagador da Congregação Redentorista, fora da Itália.

São Longuinho
Longuinho viveu no primeiro século, e dele muito se falou e escreveu, sendo encontrado em todos os registros contemporâneos da Paixão de Cristo. Existem citações sobre ele nos evangelhos, epistolas dos Santos Padres, e martirológios tanto orientais como nos ocidentais. Estes relatos levaram a uma combinação de diferentes situações, mas, em todas foi identificado como um soldado centurião presente na cena da Crucificação.
Os apóstolos escreveram que ele foi o primeiro a reconhecer Cristo como “o filho de Deus” (27:54 Mateus; 15:39 Marcos; 23:47 Lucas). Em meio ao coro dos insultos e escárnios, teria sido a única voz favorável a afirmar Sua Divindade. Identificado pelo apóstolo João (19:34), como o soldado que “perfurou Jesus com uma lança”. Fato este que o definiu como um soldado centurião e que lhe deu o nome Longuinho, derivado do grego que significa “uma lança”. Outros textos dizem que era o centurião, comandante dos poucos soldados que guardava o sepulcro do crucifixo, e que presenciava as crucificações, portanto presenciou a de Jesus. Depois, da qual, se converteu.
Segundo a tradição, os crucificados tinham seus pés quebrados para facilitar a retirada da cruz, mas, como Jesus já estava com os pés soltos, um dos soldados perfurou o lado do seu corpo com uma lança. O sangue que saiu deste ferimento de Jesus respingou em seus olhos. Caindo em si, comovido e tocado pela graça, o soldado se converteu. Abandonou para sempre o exército e sua moradia, se tornou um monge que percorreu a Cesarea e a Capadócia, atual Turquia, levando a palavra de Cristo e mais tarde, promovia prodígios pela graça do Espírito Santo.
Entretanto, o governador de Cesarea, que estava irritado com a conversão de seu secretário, descobriu sua identidade de centurião e o denunciou a Pôncio Pilatos em Jerusalém. Este, acusou Longuinho de desertor ao imperador e o condenou a morte, caso não oferecesse incenso no altar do imperador, renegando a fé. Longuinho se manteve fiel a Cristo, por isto foi torturado, tendo seus dentes arrancados, a língua cortada e, depois, decapitado.
No Oriente são inúmeros os dias do calendário para as suas homenagens, o mais frequente ainda é em 16 de Outubro. Na Europa e nas Américas, a comemoração ocorre no dia 15 de Março, como indica o Livro dos Santos do Vaticano.
São Longuinho, à luz de muitas tradições, comumente é invocado pelos devotos para encontrar objetos perdidos. Os artistas ao longo do tempo foram atraídos pela singularidade de sua figura e o representaram em suas obras na cena da crucificação, com lança ou sem lança, mas sempre presente. Em Roma, na basílica de São Pedro, na base de um dos quatro pilares que sustentam a imensa cúpula que cobre o espaço do altar do trono do Sumo Pontífice, está a estátua do centurião São Longuinho, que foi o primeiro a acreditar na divindade de Cristo.

Artemide Zati (Bem-Aventurado)
Artemide era italiano, nasceu em Boreto, no dia 12 de dezembro de 1880, sendo batizado nesse mesmo dia. Os seus pais, Albina Vechi e Luís Zati, eram muito pobres e o levavam para trabalhar com eles nas plantações rurais. Devido a imensa dificuldade financeira, em 1897 a família emigrou para a Argentina, com destino a Baía Blanca, onde se fixaram.
Durante dois anos, o jovem Artemide trabalhou numa olaria, fabricando tijolos, enquanto freqüentava a paróquia dos salesianos, cujo pároco, se tornou um grande amigo e seu diretor espiritual. Ao completar vinte anos, demonstrando grande espiritualidade, seguiu o conselho do pároco, ingressando no seminário salesiano de Bernal, como aspirante.
Nesta ocasião foi encarregado de dar assistência a um jovem sacerdote tuberculoso, desta maneira contraiu também o vírus desta doença, que até então era incurável. Foi enviado para a Patagônia, cujo ar muito puro da cidade de Viedma, associado ao tratamento no hospital de São José, eram os mais indicados para a cura.
Passando um longo período de convalescença, se tornou sensível ao problema das pessoas pobres que sofriam nos hospitais e nas casas, quase sempre sem ter condições para comprar os remédios do tratamento. Assim, aconselhado pelo padre Garrone, diretor do hospital, prometeu à Virgem Auxiliadora, que se consagraria ao cuidado dos enfermos, caso fosse curado, fato que ocorreu gradualmente durante dois anos, quando recebeu alta hospitalar.
Em1906, entrou no noviciado e passados cinco anos fez a profissão perpétua. Nesse mesmo ano, o padre Garrone faleceu e Artemide convocado para gerir o hospital e administrar a farmácia. Seis anos depois, em 1917, ele se diplomou como enfermeiro e farmacêutico, aprimorando seu ministério e dedicação aos enfermos, com o conhecimento e o saber nestas áreas da medicina.
Quando, em 1935, foi consagrado o novo bispo de Viedma, por falta de uma sede episcopal adequada na Patagônia, ficou decidido que o hospital de São José seria demolido, para alí se construir o edifício da Cúria. Entretanto a atividade hospitalar de Artemide continuou em pleno ritmo ainda por muitos anos, até que, em meados de 1950, caiu de uma escada. Durante os exames, os médicos descobriram que ele tinha um câncer incurável.
No dia 15 de março de 1951, ele faleceu serenamente, já com fama de santidade, após uma vida de oração, trabalho e austeridade. O Papa João Paulo II, beatificou Artemide Zati, em 2002, indicando o dia de sua morte para a celebração de seu culto. Seus restos mortais repousam na capela dos salesianos de Viedma, Argentina.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 15 de Março de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro dos Números 14, 1-25
Murmuração do povo e intercessão de Moisés
Naqueles dias, toda a comunidade de Israel levantou a voz em altos brados, e o povo passou aquela noite a chorar. Os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e Aarão, e toda a comunidade lhes dizia: «Antes tivéssemos morrido no Egito ou perecido neste deserto! Porque nos leva o Senhor a essa terra, onde seremos mortos ao fio da espada, e onde as nossas mulheres e os nossos filhos ficarão cativos? Não seria melhor voltarmos para o Egito?». E diziam uns aos outros: «Escolhamos um chefe e voltemos para o Egito».
Moisés e Aarão prostraram-se por terra diante de toda a comunidade dos filhos de Israel. Josué, filho de Nun, e Caleb, filho de Jefuné, que eram dos que tinham explorado a terra, rasgaram as vestes e disseram a toda a comunidade dos filhos de Israel: «A terra que atravessámos em exploração é um excelente país. Se o Senhor nos for propício, fará que entremos nele e no-lo dará. É uma terra onde corre leite e mel. Mas não vos revolteis contra o Senhor, nem temais o povo dessa terra, que será para nós como pão. A sua sombra protetora já os abandonou, ao passo que o Senhor está conosco. Não os temais».
Já toda a comunidade falava em os apedrejar, quando a glória do Senhor apareceu na Tenda da Reunião a todos os filhos de Israel. O Senhor disse a Moisés: «Até quando continuará este povo a ultrajar-Me? Até quando se recusará ele a acreditar em Mim, apesar de todos os sinais que realizei no meio deles? Vou feri-lo de peste e destruí-lo, e farei nascer de ti uma nação maior e mais poderosa do que ele».
Moisés respondeu ao Senhor: «Os egípcios souberam que pelo vosso poder fizestes sair do meio deles este povo e já o disseram aos habitantes desta terra. Estes ficaram a saber que Vós, Senhor, estais no meio deste povo, que Vos deixais contemplar face a face e que a vossa nuvem está sobre eles, que avançais à sua frente de dia numa coluna de nuvem e de noite numa coluna de fogo. Se fizésseis perecer este povo como se fosse um só homem, então as nações que ouviram falar de Vós diriam: ‘O Senhor não foi capaz de levar este povo à terra que lhe prometera com juramento, e por isso matou-o no deserto’. Mostre-se agora como é grande o poder do meu Senhor, segundo a vossa palavra: ‘O Senhor é paciente e cheio de misericórdia, perdoa a culpa e a ofensa, mas não deixa nada impune, antes castiga a falta dos pais em seus filhos, até à terceira e quarta geração. Perdoai o pecado deste povo, segundo a vossa grande misericórdia, como lhe perdoastes desde o Egito até aqui».
O Senhor respondeu: «Eu perdoo, conforme o teu pedido. Mas pela minha vida e pela glória do Senhor que enche a terra, todos os homens que viram a minha glória e os sinais que realizei no Egito e no deserto, que já Me puseram dez vezes à prova e não escutaram a minha voz, jamais verão a terra que Eu prometi com juramento a seus pais, como não a verá nenhum daqueles que Me desprezaram. Quanto ao meu servo Caleb, que tem outro espírito e Me seguiu fielmente, fá-lo-ei entrar na terra que visitou, e os seus descendentes possuí-la-ão. Uma vez, porém, que o amalecita e o cananeu habitam no vale, voltai para trás amanhã e parti para o deserto, em direção ao Mar Vermelho».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Das Cartas pascais de Santo Atanásio, bispo
(Ep. 5, 1-2: PG 26, 1379-1380) (Sec. IV)
O mistério pascal une na mesma fé
os que estão corporalmente distantes
Vede, meus irmãos, como é admirável passar de uma festa para outra festa, de uma oração para outra oração, de uma solenidade para outra solenidade. Aproxima-se agora o tempo que nos traz e dá a conhecer um novo início, o dia da santa Páscoa, em que o Senhor foi imolado. Do seu alimento nos
sustentamos como de um manjar de vida, e a nossa alma se delicia com o sangue precioso de Cristo como numa fonte; e, todavia, sempre temos sede desse sangue, sempre o desejamos ardentemente. Mas o nosso Salvador está perto dos que têm sede e, na sua grande benevolência, convida todos os corações sedentos para o grande dia da festa: Se alguém tem sede, venha a Mim e beba.
Sempre que d’Ele nos aproximamos para beber, Ele nos mata a sede; e sempre que pedimos, podemos aproximar-nos d’Ele. O fruto espiritual desta celebração festiva não se limita apenas a um tempo determinado, nem a sua luz esplendorosa conhece ocaso, mas está sempre pronta para iluminar as almas daqueles que O procuram. Continuamente exerce a sua influência sobre todos aqueles que têm a alma já iluminada e dia e noite meditam a Sagrada Escritura. Estes são como aquele homem que o salmo proclama bem-aventurado, quando diz: Bem-aventurado o homem que não segue o conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se junta com os maldizentes; antes se compraz na lei do Senhor e nela medita dia e noite.
Portanto, irmãos caríssimos, aquele mesmo Deus que desde o princípio instituiu para nós esta festa, nos concede a graça de a podermos celebrar cada ano; Ele que para nossa salvação entregou à morte o seu próprio Filho, pelo mesmo motivo nos proporciona o dom desta santa solenidade que não tem igual em todo o curso do ano. Esta festa nos sustenta no meio das aflições do mundo; por ela nos concede Deus a alegria da salvação e da fraternidade, reunindo-nos a todos espiritualmente na mesma assembleia festiva e na mesma comunidade de oração e ação de graças. Pela admirável bondade de Deus, reúnem-se para celebrar esta solenidade os que estão longe, e sentem-se unidos na mesma fé os que estão corporalmente distantes.
LEITURA BREVE
Is 53, 11b-12
Pela sua sabedoria, o Justo, meu Servo, justificará a muitos e tomará sobre Si as suas iniquidades. Por isso eu Lhe darei as multidões como prémio e terá parte nos despojos no meio dos poderosos. Porque ele próprio entregou a sua vida à morte e foi contado entre os malfeitores. Tomou sobre si as culpas das multidões e intercedeu pelos pecadores.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 55, 3
Prestai-me atenção e vinde a Mim; escutai e vivereis. Firmarei convosco uma aliança eterna, com as graças prometidas a Davi.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Jer 3, 12b. 14a
Voltai, diz o Senhor, e não vos mostrarei um rosto severo; porque eu sou benigno e não me irrito para sempre. Voltai, filhos rebeldes, diz o Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Tg 1, 27
A religião pura e sem mancha, aos olhos de Deus, nosso Pai, consiste em visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e conservar-se limpo do contágio do mundo.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Tg 5, 16.19-20
Confessai uns aos outros os vossos pecados e orai uns pelos outros, para que sejais curados. A oração persistente do justo tem muito poder. Meus irmãos, se algum de vós se afastar da verdade e outro o converter, saiba que aquele que reconduz um pecador do erro à verdade, salvará a sua alma da morte e obterá o perdão de muitos pecados.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Jer 14, 9
Estais no meio de nós, Senhor, e sobre nós foi invocado o vosso nome. Não nos abandoneis, Senhor nosso Deus.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
