“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 15 DE MARÇO DE 2024
15 de março de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 17 DE MARÇO DE 2024
17 de março de 2024SÁBADO DA IV SEMANA DA QUARESMA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada abaixo:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4302-liturgia-de-16-de-marco-de-2024>]
Antífona da entrada
– As ondas da morte me envolveram totalmente, e as torrentes da maldade me aterraram; ao Senhor eu invocarei na minha angústia, e de seu templo ele escutou a minha voz (Sl 17,5).
Coleta
– Senhor, na vossa misericórdia, dirigi os nossos corações, pois, sem o vosso auxílio, não vos podemos agradar. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Jr 11,18-20
Salmo Responsorial: Sl 7,2-3.9-12
– Senhor meu Deus, em vós procuro o meu refúgio.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 7,40-53
Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!
Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!
– Felizes os que observam a palavra do Senhor de reto coração e que se produzem muitos frutos, até o fim perseverantes! (Lc 8,15)
Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Jr 11,18-20): Instruído pelo Senhor, eu o desvendei. Vós me fizestes conhecer seus intentos. 19. E eu, qual manso cordeiro conduzido à matança, ignorava as maquinações tramadas contra mim: destruamos a árvore em seu vigor. Arranquemo-la da terra dos vivos, e que seu nome caia no esquecimento. 20. Vós sois, porém, Senhor dos exércitos, justo juiz que sondais os rins e os corações. Serei testemunha da vingança que tomarei deles e a vós confio minha causa.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 7,2-3.9-12): Senhor, ó meu Deus, é em vós que eu busco meu refúgio; salvai-me de todos os que me perseguem e livrai-me, 3. para que o inimigo não me arrebate como um leão, e me dilacere sem que ninguém me livre. 9. O Senhor é o juiz dos povos. Fazei-me justiça, Senhor, segundo o meu justo direito, conforme minha integridade. 10. Ponde fim à malícia dos ímpios e sustentai o direito, ó Deus de justiça, que sondais os corações e os rins. 11. O meu escudo é Deus, ele salva os que têm o coração reto. 12. Deus é um juiz íntegro, um Deus perpetuamente vingador.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 7,40-53): Ouvindo essas palavras, alguns daquela multidão diziam: Este é realmente o profeta. 41. Outros diziam: Este é o Cristo. Mas outros protestavam: É acaso da Galiléia que há de vir o Cristo? 42. Não diz a Escritura: O Cristo há de vir da família de Davi, e da aldeia de Belém, onde vivia Davi? 43. Houve por isso divisão entre o povo por causa dele. 44. Alguns deles queriam prendê-lo, mas ninguém lhe lançou as mãos. 45. Voltaram os guardas para junto dos príncipes dos sacerdotes e fariseus, que lhes perguntaram: Por que não o trouxestes? 46. Os guardas responderam: Jamais homem algum falou como este homem!… 47. Replicaram os fariseus: Porventura também vós fostes seduzidos? 48. Há, acaso, alguém dentre as autoridades ou fariseus que acreditou nele? 49. Este poviléu que não conhece a lei é amaldiçoado!… 50. Replicou-lhes Nicodemos, um deles, o mesmo que de noite o fora procurar:51. Condena acaso a nossa lei algum homem, antes de o ouvir e conhecer o que ele faz? 52. Responderam-lhe: Porventura és também tu galileu? Informa-te bem e verás que da Galiléia não saiu profeta. 53. E voltaram, cada um para sua casa.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da Liturgia Diária do sábado da IV Semana da Quaresma (dia 16 de março de 2024) compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que concita-nos em especial nesta perícope (Jr 11,18-20) a impregnar-nos da consciência de que aquele que vive instruído pelo Senhor, que busca nortear o viver pela Palavra de Deus, desvenda até os mais secretos intentos, inclusive as maquinações tramadas pelos iníquos.
O ápice da iniquidade foi perpetrado por aqueles que conduziram o Cordeiro de Deus à morte, intentando arrancá-lo da terra dos vivos para que seu nome caísse no esquecimento, porém, muito embora os iníquos, acicatados pelo maligno, perpetrem suas tramas e avancem em suas maquinações, o justo juiz que tudo vê e sabe, em sua magnífica providência, conduz à vitória os que se mantém fiéis aos seus desígnios, como fez com seu Filho amado morto na cruz por nossos pecados. Intentaram arrancá-lo da terra dos vivos e fazer seu nome cair no esquecimento, porém ressuscitou no terceiro dia e se tornou o mais lembrado entre todos os que já passaram pela face da terra.
Cumpre-nos, pois, confiar no Senhor e nele repousar, colocando em suas mãos todas as nossas preocupações e em especial a própria causa da Igreja, tão perseguida, tão infiltrada, tão vilipendiada, tão submetida a toda sorte de ataques externos e também internos…
No devido tempo, aquele que tudo vê e tudo sabe fará com que tudo seja restituído conforme sua santa vontade e o que se nos afigura grande mal será transformado em grande bem, cumprindo-nos fortalecer-nos cada vez mais na fé, empenhando-nos para viver conforme os desígnios divinos, mantendo-nos vigilantes, orantes e inarredavelmente confiantes.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 7,2-3.9-12).
O Santo Evangelho (Jo 7,40-53) compele-nos em especial impregnar-nos da consciência das dúvidas que surgiram a respeito de Jesus ser ou não o Messias esperado. Alguns afirmavam ser realmente ele, outros invocavam o pretenso conhecimento que tinham da lei; ignorando que Jesus era da descendência de Davi e havia nascido em Belém, descartavam a possibilidade de ser o Messias por considerarem que ele havia nascido em Nazaré, na Galileia.
Os guardas enviados para prendê-lo retornaram de mãos vazias aos que haviam ordenado que o fizessem, noticiando-lhes: “Jamais homem algum falou como esse homem!” Haviam, acreditado em Jesus. Do mesmo modo acreditou Nicodemos, integrante do conselho de sacerdotes do templo, que procurara Jesus à noite, que manifestou: “Condena acaso a nossa lei algum homem, antes de o ouvir e conhecer o que ele faz?”
Porém as autoridades do templo e os fariseus de modo geral não estavam dispostos a ouvir Jesus e nem a conhecer em profundidade o que ele fazia. Mantendo-se apegados aos seus pré-juízos, fiados nos pretensos conhecimentos das escrituras, não se abriram à possibilidade, não atinaram – devido à soberba, ao orgulho intelectual – de que havia lacunas em seus entendimentos que os desviavam da verdade, da realidade, do que de fato era…
Cumpre-nos impregnar-nos da consciência de que corremos permanentemente o risco de nos arraigarmos a falsas premissas, cabendo-nos manter a circunspecção e principalmente a humildade para não incorrer em erros grosseiros, grotescos, por vezes fatais… E atuemos cientes de que ninguém está livre disso. Ao contrário, todos estão altamente propensos a enveredar-se por caminhos equivocados de compreensão e por consequência agir erroneamente.
Aos que cometeram o maior equívoco de todos os tempos e incorreram na ação impregnada da maior malevolência de que se tem notícia: os que condenaram, torturaram e crucificaram Jesus, o que ele disse e fez? Elevou os olhos aos céus e rogou por eles (conforme Lucas 23,34): “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.”
Invoquemos, pois, o Espírito Santo, para que possamos apreciar retamente todas as coisas, de modo a não cairmos nos enganos das aparências. Oremos, diariamente, impreterivelmente: Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Primeira leitura e Salmos
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras Liturgia Diária do Sábado da IV Semana da Quaresma (dia 16 de março de 2024), que compele-nos em especial na Primeira Leitura (Jr 11,18-20) a impregnar-nos da consciência de que aquele que vive instruído pelo Senhor, que busca nortear o viver pela Palavra de Deus, desvenda até os mais secretos intentos, inclusive as maquinações tramadas pelos iníquos.
O ápice da iniquidade foi perpetrado por aqueles que conduziram o Cordeiro de Deus à morte, intentando arrancá-lo da terra dos vivos para que seu nome caísse no esquecimento, porém, muito embora os iníquos, acicatados pelo maligno, perpetrem suas tramas e avancem em suas maquinações, vós que sois o justo juiz que tudo vê e sabe. Em vossa magnífica providência, conduzis à vitória os que se mantém fiéis aos vossos desígnios, como fizestes com vosso Filho amado morto na cruz por nossos pecados. Intentaram arrancá-lo da terra dos vivos e fazer seu nome cair no esquecimento, porém ressuscitou no terceiro dia e se tornou o mais lembrado entre todos os que já passaram pela face da terra.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para confiarmos em vós e que em vós repousemos, colocando em vossas mãos todas as nossas preocupações e em especial a própria causa da Igreja, tão perseguida, tão infiltrada, tão vilipendiada, tão submetida a toda sorte de ataques externos e também internos…
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos profundamente da convicção de que no devido tempo, vós que tudo vedes e tudo sabeis, fareis com que tudo seja restituído conforme vossa santa vontade, de modo que e aquilo que se nos afigura grande mal será transformado em grande bem.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos fortaleçamos cada vez mais na fé, empenhando-nos denodadamente para vivermos a cada dia mais em conformidade com os desígnios divinos, mantendo-nos vigilantes, orantes e inarredavelmente confiantes!
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 7,2-3.9-12): Senhor, ó meu Deus, é em vós que eu busco meu refúgio; salvai-me de todos os que me perseguem e livrai-me, 3. para que o inimigo não me arrebate como um leão, e me dilacere sem que ninguém me livre. 9. O Senhor é o juiz dos povos. Fazei-me justiça, Senhor, segundo o meu justo direito, conforme minha integridade. 10. Ponde fim à malícia dos ímpios e sustentai o direito, ó Deus de justiça, que sondais os corações e os rins. 11. O meu escudo é Deus, ele salva os que têm o coração reto. 12. Deus é um juiz íntegro, um Deus perpetuamente vingador.
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras Liturgia Diária do Sábado da IV Semana da Quaresma (dia 16 de março de 2024), que compele-nos em especial no Santo Evangelho (Jo 7,40-53) a impregnar-nos da consciência das dúvidas que surgiram a respeito de Jesus ser ou não o Messias esperado.
Alguns afirmavam ser realmente ele, outros invocavam o pretenso conhecimento que tinham da lei; ignorando que Jesus era da descendência de Davi e havia nascido em Belém, descartavam a possibilidade de ser o Messias por considerarem que ele havia nascido em Nazaré, na Galileia.
Os guardas enviados para prendê-lo retornaram de mãos vazias aos que haviam ordenado que o fizessem, noticiando-lhes: “Jamais homem algum falou como esse homem!” Haviam, acreditado em Jesus. Do mesmo modo acreditou Nicodemos, integrante do conselho de sacerdotes do templo, que procurara Jesus à noite, que manifestou: “Condena acaso a nossa lei algum homem, antes de o ouvir e conhecer o que ele faz?”
Porém as autoridades do templo e os fariseus de modo geral não estavam dispostos a ouvir Jesus e nem a conhecer em profundidade o que ele fazia. Mantendo-se apegados aos seus pré-juízos, fiados nos pretensos conhecimentos das escrituras, não se abriram à possibilidade, não atinaram – devido à soberba, ao orgulho intelectual – de que havia lacunas em seus entendimentos que os desviavam da verdade, da realidade, do que de fato era…
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que corremos permanentemente o risco de nos arraigarmos a falsas premissas, cabendo-nos manter a circunspecção e principalmente a humildade para não incorrer em erros grosseiros, grotescos, por vezes fatais… E para que atuemos cientes de que ninguém está livre disso. Ao contrário, todos estão altamente propensos a enveredar-se por caminhos equivocados de compreensão e por consequência agir erroneamente.
Aos que cometeram o maior equívoco de todos os tempos e incorreram na ação impregnada da maior malevolência de que se tem notícia: os que condenaram, torturaram e crucificaram Jesus, o que ele disse e fez? Elevou os olhos aos céus e rogou por eles (conforme Lucas 23,34): “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.”
Invocamos o Espírito Santo para que nos ilumine de modo que possamos apreciar retamente todas as coisas, para não cairmos nos enganos das aparências. Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 16 de Março
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/03/santos-do-dia-da-igreja-catolica-16-de-marco/>]

São Heriberto
Heriberto foi arcebispo de Colônia, na Alemanha, ainda muito moço, pois sua religiosidade brotara ainda na infância. Conta a história que, no dia em que nasceu, em 970, filho de descendentes dos condes de Worms, notou-se uma extraordinária luz pairando sobre a casa de seus pais. O fenômeno teria durado várias horas e marcado para sempre a vida de Heriberto, que caminhou reto para o caminho da santidade.
Como desde pequeno mostrava vocação para a religião e os estudos, seus pais o entregaram ao convento de Gorze. Ali, Heriberto descobriu para si e para o mundo que era extremamente talentoso, mas decidiu-se pela ordenação sacerdotal, que ocorreu em 995. Com o decorrer do tempo cursou diversas escolas, chegando a ser considerado o homem mais sábio de seu tempo. E foi nesta condição que o imperador Oton III o nomeou chanceler, seu assessor de maior confiança. Sua fama e popularidade cresceram, não só devido à sabedoria, mas também pela humildade e a caridade que praticava com todos. Assim, foi eleito bispo de Colônia, em 999.
Quando Oton III morreu, o imperador que o sucedeu, Henrique II, também acabou tornando-se admirador de Heriberto, apesar da oposição que lhe fez no início. Uma vez que o bispo Heriberto o consagrou rei sem nenhuma contestação. E por fim o novo rei Henrique II o chamou para ser seu conselheiro.
Então, a obra caridosa do bispo pôde então continuar. Os registros mostraram que, depois de fundar um hospital para os pobres, Heriberto visitava os doentes todos os dias, cuidando deles pessoalmente. Diz a tradição que, certa vez, houve na cidade uma grande seca, ficando sem chover por meses. O bispo comandou um jejum de três dias e, finalmente, uma procissão de penitência pedindo chuva aos céus. Como nem assim choveu, Heriberto comovido começou a chorar na frente do povo, culpando-se pela seca. Dizia que seus pecados é que impediam Deus de fazer misericórdia. Mas, um fato prodigioso aconteceu nesse momento, imediatamente o céu escureceu e uma forte chuva caiu sobre a cidade, durando alguns dias e pondo fim à estiagem.
Com fama de santidade ainda em vida, o bispo Heriberto morreu no dia 16 de março de 1021, numa viagem de visita pastoral à cidade de Deutz, onde contraiu uma febre maligna que assolava a população. Suas relíquias estão na catedral dessa cidade, na Colônia, Alemanha. Na igreja que ele mesmo fundou junto com o mosteiro ao lado, que foi entregue aos beneditinos.
Amado pelos fiéis a peregrinação à sua sepultura difundiu seu culto que se tornou vigoroso em toda a Europa, especialmente na Itália e na Alemanha, país de sua origem. Foi canonizado em 1227, pelo Papa Gregório IX que autorizou o culto à Santo Heriberto, já tradicionalmente festejado pelos devotos no dia 16 de março.

Santo Abraão Kidunaia
Abraão nasceu na Mesopotâmia, atual Síria, no ano 296, era filho de pais religiosos que lhe deram educação cristã. Quando estava em idade de se casar, seu pai escolheu para ele um bom partido, mas o rapaz recusou. A vontade de Abraão era outra, queria ser eremita e dedicar-se somente à Deus, pela oração, contemplação e penitência.
Porém, a pressão da família foi tão grande que o jovem não teve como escapar. Mas no dia do casamento abandonou tudo. Foi encontrado, dezessete dias depois, pela família, numa cela isolada, que construíra numa caverna do deserto, próximo da cidade de Edessa. Por mais que seus pais pedissem que voltasse, não conseguiram fazê-lo mudar de ideia. Viveu naquele mesmo lugar por uma década, até receber a notícia da morte dos pais.
O outro lado da notícia seria bom para qualquer um, menos para Abraão: herdara uma grande fortuna. Contudo, ele não se abalou com isso, pediu ao bispo de Edessa, seu amigo pessoal, que repartisse toda a sua parte da herança entre os pobres, pois não queria nem ter contato com os bens materiais. Entretanto, aquele episódio serviu ao menos para fazê-lo sair do seu isolamento. O bispo, que precisava de um bom sacerdote para uma missão muito especial, aproveitou para efetuar a ordenação de Abraão. E o enviou como padre missionário para a vila de Beth-Kiduna, onde todos os habitantes eram pagãos e praticavam a idolatria.
O trabalho de evangelização foi duro. Depois de um ano construiu uma igreja com a ajuda dos habitantes, todos já haviam se convertido ao cristianismo e destruído as imagens dos falsos deuses. Certo do dever cumprido, Abraão rezou muito à Deus, para que fosse enviado outro padre, melhor do que ele, para atender esse rebanho. Isso ocorreu logo, e ele voltou para a solidão de sua cela no deserto de Edessa. Foi devido ao sucesso de sua missão em Kiduna, que se tornou conhecido como Abraão Kidunaia.
Deixou sua cela só mais duas vezes. Certa vez, uma sobrinha muito jovem chamada Maria, que ficou órfã de pai, um dos irmãos de Abraão, precisava de acolhida. Ele a recebeu e a educou, ensinando-lhe tudo que sabia sobre a Palavra de Cristo e também sobre as ciências. Mas, a jovem preferiu experimentar as alegrias do mundo, fugindo para uma cidade próxima, onde levava uma vida desregrada. Abraão, então, se disfarçou de soldado e foi até onde ela se instalara, ali conversaram e ele a converteu definitivamente. Maria viveu, os próximos quinze anos, reclusa, fazendo caridade. Passou a ser chamada de Maria de Edessa, sendo canonizada, mais tarde. A tradição diz que ela operou vária graças em vida.
Muitos peregrinos cristãos iam ao deserto para ver, conversar e aprender sobre os mistérios de Cristo, com aquele padre que norteara sua vida para a santidade. Abraão morreu, aos setenta anos de idade, no ano 366, cinco anos após a discípula Maria. E foi essa a última vez que deixou sua cela. O lugar do seu túmulo se tornou local de peregrinação, de prodígios e de graças. Esses dados foram extraídos dos escritos deixados por Santo Efrém, que escreveu a biografia de Santo Abraão Kidunaia, celebrado no dia 16 de março.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 16 de Março de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro dos Números 20, 1-13; 21, 4-9
As águas de Meriba e a serpente de bronze
Naqueles dias, toda a comunidade dos filhos de Israel chegou ao deserto de Sin no primeiro mês. O povo acampou em Cades, onde Maria morreu e foi sepultada.
Como não havia água para a comunidade, amotinaram-se contra Moisés e Aarão. O povo questionava com Moisés, dizendo: «Mais valia termos morrido, quando os nossos irmãos pereceram na presença do Senhor! Porque trouxestes a assembleia do Senhor a este deserto? Para aqui morrermos, nós e os nossos gados? Porque nos fizestes sair do Egito e nos trouxestes a este péssimo lugar, onde não se pode semear, onde não há figueiras, nem vinhas, nem romãzeiras, nem água para beber?».
Moisés e Aarão afastaram-se da assembleia, dirigiram-se para a entrada da Tenda da Reunião e prostraram-se de rosto em terra. Apareceu-lhes então a glória do Senhor, e o Senhor falou a Moisés, dizendo: «Toma a vara e reúne a comunidade, juntamente com teu irmão Aarão. Depois, à vista deles, ordenarás àquele rochedo e ele deixará correr as suas águas. Farás sair para eles água do rochedo e darás de beber à comunidade e aos seus gados».
Moisés tomou a vara da presença do Senhor, como Ele lhe tinha ordenado. Depois Moisés e Aarão reuniram a assembleia em frente do rochedo, e Moisés disse-lhes: «Escutai, rebeldes. Poderemos nós fazer brotar água deste rochedo?». Moisés ergueu a mão e bateu duas vezes com a vara no rochedo. Então as águas brotaram com abundância, e bebeu toda a comunidade, bem como os seus gados.
O Senhor disse a Moisés e a Aarão: «Porque não acreditastes em Mim para manifestardes a minha santidade diante dos filhos de Israel, não introduzireis este povo na terra que Eu lhe vou dar». Estas são as águas de Meriba, onde os filhos de Israel se opuseram ao Senhor, e Ele lhes manifestou a sua santidade.
Partiram do monte Hor para o Mar Vermelho, contornando a terra de Edom. No caminho o povo impacientou-se e falou contra Deus e contra Moisés: «Porque nos fizeste sair do Egito, para morrermos neste deserto? Aqui não há pão nem água, e já nos causa fastio este alimento miserável».
Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas que mordiam nas pessoas, e morreu muita gente de Israel. O povo dirigiu-se a Moisés, dizendo: «Pecámos, ao falar contra o Senhor e contra ti. Intercede junto do Senhor, para que afaste de nós as serpentes». E Moisés intercedeu pelo povo. Então o Senhor disse a Moisés: «Faz uma serpente de bronze e coloca-a sobre um poste. Todo aquele que for mordido e olhar para ela ficará curado». Moisés fez uma serpente de bronze e fixou-a num poste. Quando alguém era mordido por uma serpente, olhava para a serpente de bronze e ficava curado.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Constituição pastoral Gaudium et spes, do Concílio Vaticano II, sobre a Igreja no mundo contemporâneo
(Nn. 37-38) (Sec. XX)
Toda a actividade humana deve ser purificada
no mistério pascal
A Sagrada Escritura, confirmada pela experiência dos séculos, ensina à família humana que o progresso, altamente proveitoso para o homem, encerra também uma grande tentação: uma vez perturbada a hierarquia dos valores e misturado o mal com o bem, os indivíduos e as coletividades só prestam atenção ao interesse próprio e esquecem o dos outros.
Isto faz com que o mundo deixe de ser o lugar da verdadeira fraternidade e que o crescente poder da humanidade ameace destruir o próprio género humano.
A quem pergunta como é possível superar esta situação miserável, os cristãos afirmam que todas as atividades humanas, quotidianamente postas em perigo por causa da soberba e do egoísmo, precisam de ser purificadas e levadas à perfeição por meio da cruz e da ressurreição de Cristo.
Resgatado por Cristo e tornado nova criatura no Espírito Santo, o homem pode e deve amar as coisas criadas por Deus. Recebe-as de Deus, e considera-as e respeita-as como vindas da mão de Deus.
Dando graças por elas ao seu divino Benfeitor, usando e gozando das criaturas em pobreza e liberdade de espírito, é introduzido na verdadeira posse do mundo, como quem nada tem e tudo possui: Tudo é vosso, vós sois de Cristo e Cristo é de Deus.
O Verbo de Deus, por quem todas as coisas foram feitas, fazendo-Se homem e vivendo na terra dos homens, entrou na história do mundo como homem perfeito, assumindo-a e recapitulando- a em Si. Ele nos revela que Deus é amor e ao mesmo tempo nos ensina que a lei fundamental da perfeição humana e, portanto, da transformação do mundo, é o mandamento novo do amor.
E assim, aos que crêem no amor de Deus dá-lhes a certeza de que o caminho do amor está aberto para o homem e que o esforço por estabelecer a fraternidade universal não é uma utopia. Adverte, ao mesmo tempo, que esta caridade não se deve praticar somente nos grandes acontecimentos, mas, antes de mais, nas circunstâncias da vida quotidiana.
Sofrendo a morte por todos nós pecadores, Ele nos ensina com o seu exemplo que também nós devemos levar a cruz que a carne e o mundo impõem aos ombros dos que buscam a paz e a justiça.
Constituído Senhor pela sua ressurreição, Cristo, a quem foi dado todo o poder no Céu e na terra, atua já pela virtude do seu Espírito nos corações dos homens, não só despertando neles o desejo da vida futura, mas também animando, purificando e fortalecendo aquelas generosas aspirações com que a humanidade procura tornar mais humana a sua própria vida e submeter a este fim a terra inteira.
Os dons do Espírito são diversos: enquanto chama alguns a darem claro testemunho do desejo da pátria celeste e a conservarem-no vivo no meio da humanidade, chama outros ao serviço temporal dos homens, preparando com este seu ministério a matéria do reino dos Céus.
Mas de todos faz homens livres para que, renunciando ao amor próprio e reunindo todas as energias terrestres em favor da vida humana, eles se lancem decididamente para os tempos futuros, em que a humanidade se tornará uma oblação agradável a Deus.
LEITURA BREVE
Is 1, 16-18
Lavai-vos, purificai-vos, afastai dos meus olhos a malícia das vossas ações. Deixai de praticar o mal e aprendei a fazer o bem. Respeitai o direito, protegei o oprimido, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva. Vinde então, para discutirmos as nossas razões, diz o Senhor. Ainda que os vossos pecados sejam como o escarlate, tornar-se-ão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como a púrpura, ficarão brancos como a lã.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Ap 3, 19-20
Eu repreendo e corrijo aqueles que amo. Sê zeloso e arrepende-te. Eu estou à porta e chamo. Se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 44, 21-22
Lembra-te de que és meu servo. Eu te formei, Israel, meu servo, e não te esquecerei. Dissipei como nuvem as tuas iniquidades e como névoa os teus pecados. Volta para mim, porque eu te resgatei.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Gal 6, 7b-8
De Deus não se zomba. Cada um recolherá o que tiver semeado. Quem semeia na carne, recolherá da carne a corrupção; quem semeia no Espírito, recolherá do Espírito a vida eterna.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 1, 18-21
Lembrai-vos que não foi por coisas corruptíveis, como prata e ouro, que fostes resgatados dessa vã maneira de viver, herdada dos vossos pais, mas pelo Sangue precioso de Cristo, Cordeiro sem defeito e sem mancha, predestinado antes da criação do mundo e manifestado nos últimos tempos por vossa causa. Por ele acreditais em Deus que o ressuscitou dos mortos e lhe deu a glória, para que a vossa fé e a vossa esperança estejam em Deus.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
