Liturgia & Cia em revista

21 de outubro de 2023

LITURGIA DE 21 DE OUTUBRO DE 2023 – SÁBADO – XXVIII SEMANA COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Rm 4,13.16-18), de impregnar-nos da consciência de que a fé nos torna herdeiros do Reino de Deus. Foi pela fé que Abraão foi justificado e a promessa a ele feita - de herdar o mundo - é assegurada para toda a sua posteridade. Abraão, pela sua fé, foi constituído pai de muitas nações pelo Deus que vivifica os mortos e chama à existência aquilo que está no nada. Mantendo a esperança em situações nas quais todas probabilidades apontavam para o desespero, Abraão manteve a fé e se tornou pai de muitas nações, tendo se cumprido a aliança, a promessa que o Senhor Deus lhe fez. Cumpre-nos, pois, assumirmos o compromisso de manter a fé, não nos desesperarmos, mas permanecer, perseverar na Palavra de Deus, por mais desoladores que os cenários possam se apresentar aos olhos humanos. Deus é maior e não faltará! Que nada nos demova dessa certeza de fé! As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 104) compelem-nos a louvar, bendizer, glorificar e agradecer ao Senhor pelos prodígios e maravilhas que operou pelo seu povo, fazendo coro com o louvor orante do salmista. O Santo Evangelho (12,8-12) compele-nos a reconhecer Jesus perante os homens, defendendo, honrando e lutando com todas as forças pela causa evangélica, mantendo prudentemente o estado de vigilância e oração, invocando o Espírito Santo e confiando que ele nos assistirá e inspirará em toda e qualquer situação para que tudo se encaminhe da melhor forma possível.
20 de outubro de 2023

LITURGIA DE 20 DE OUTUBRO DE 2023 – SEXTA FEIRA – XXVIII SEMANA COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Rm 4,1-8), de impregnar-nos da consciência de que Abraão, nosso pai na fé, creu em Deus e isso lhe foi imputado em conta de justiça. O autor sagrado proporciona-nos a plena clareza de que tal justificação não se deu a modo de salário - não foi um pagamento recebido em virtude de uma obra realizada. Com toda a clareza: não foi contrapartida a um mérito, não se trata de uma relação de reciprocidade em que o merecimento enseja a recompensa. Tal justificação pela fé consistiu em uma liberalidade, uma benesse, uma dádiva divina que o Senhor Deus concedeu a Abraão e a estende a todo aquele que crê. É tão somente crer o que o Senhor Deus requer de nós para nos justificar, sendo a fé imputada em conta de justiça, independentemente das obras. Tal extrema generosidade divina nos faz bem-aventurados, pois nossas iniquidades são perdoadas e nossos pecados cobertos; o senhor não mais no-los imputa, requerendo para isso tão somente que tenhamos fé, que acreditemos, que creiamos em Jesus, naquilo que ele ensina - e também nos desdobramentos de seus ensinamentos na atuação dos Apóstolos, na Igreja... As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 31) compelem-nos a exultar com o salmista: Feliz aquele cuja iniquidade foi perdoada, cujo pecado foi absolvido. Feliz o homem a quem o Senhor não argúi de falta, e em cujo coração não há dolo. Enquanto me conservei calado [antes de confessar os pecados e pedir o perdão, a absolvição], mirraram-se-me os ossos, entre contínuos gemidos. Pois, dia e noite, vossa mão pesava sobre mim; esgotavam-se-me as forças como nos ardores do verão. Então eu vos confessei o meu pecado, e não mais dissimulei a minha culpa. Disse: Sim, vou confessar ao Senhor a minha iniquidade. E vós perdoastes a pena do meu pecado. Assim também todo fiel recorrerá a vós, no momento da necessidade. Quando transbordarem muitas águas, elas não chegarão até ele. Vós sois meu asilo, das angústias me preservareis e me envolvereis na alegria de minha salvação. Vou te ensinar, dizeis, vou te mostrar o caminho que deves seguir; vou te instruir, fitando em ti os meus olhos: não queiras ser sem inteligência como o cavalo, como o muar, que só ao freio e à rédea submetem seus ímpetos; de outro modo não se chegam a ti. São muitos os sofrimentos do ímpio. Mas quem espera no Senhor, sua misericórdia o envolve. Ó justos, alegrai-vos e regozijai-vos no Senhor. Exultai todos vós, retos de coração. O Santo Evangelho (Lc 12,1-7) compele-nos a guardar-nos do fermento da hipocrisia, porque não há nada oculto que não venha a descobrir-se e nada há escondido que não venha a ser conhecido: o dito às escuras será dito na claridade, o falado ao ouvido, nos quartos, será publicado por sobre os telhados. Não havemos de temer os que matam o corpo, pois depois disso nada mais podem fazer, mas cumpre-nos vigiar e orar para que ninguém venha colocar a perder nossas almas no inferno. Instam-nos ainda à grande consolação de que nada passa despercebido diante do Senhor Deus, sendo até mesmo os cabelos de nossas cabeças todos contados, pois somos tidos em grande conta perante ele; considerados valorosos, cumprindo-nos nele confiar e nada temer!
19 de outubro de 2023

LITURGIA DE 19 DE OUTUBRO DE 2023 – QUINTA FEIRA – XXVIII SEMANA COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Rm 3,21-30), de impregar-nos da consciência de que a justiça de Deus se manifestou, conforme atestado pela lei e pelos profetas, pela fé em Jesus Cristo, para todos os que lhe são fiéis - sem distinção entre judeus e não judeus, pois todos pecaram e desse modo se tornaram privados da glória de Deus - sendo justificados gratuitamente pela graça de Nosso Senhor Jesus Cristo. Essa é obra da redenção por ele realizada. Tornou-se, pela vontade de Deus, vítima de propiciação mediante a fé, sendo dessa forma manifestada a justiça divina. No tempo de sua paciência, Deus havia deixado sem castigo os pecados anteriores. Porém manifestou sua justiça na plenitude dos tempos, exercendo-a com a justificação por meio da fé em Jesus. Assim, não há motivo para ninguém se gloriar, pois se estabeleceu a lei da fé, sendo o homem justificado pela fé e não pela observância da lei, visto que Deus é Deus dos judeus e dos pagãos e não há outro - e justificará a todos pela fé. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 129) compelem-nos a fazer coro com o salmista: do fundo do abismo, clamamos a vós, Senhor; ouvi nossas orações! Que vossos ouvidos estejam bem atentos à voz de nossas súplicas! Se tiverdes em conta nossos pecados, quem poderá subsistir diante de vós? Mas em vós se encontra o perdão dos pecados, para que, reverentes, vos sirvamos. Colocamos em vós nossa esperança, nossas almas têm confiança em vossa palavra e esperam por vós, mais ansiosas do que os vigias pela aurora. Mais do que os vigias que aguardam a manhã, esperamos por vós, porque junto de vós se encontra a misericórdia e copiosa redenção. Confiamos que vós eis de remir-nos de todas as nossas iniquidades! O Santo Evangelho (Lc 11,47-54) compele-nos ao arrependimento por não termos dado ouvidos aos enviados do Senhor, que anunciam, testemunham, denunciam, ensinam e exortam à conversão. Cientes de que nos serão pedidas contas de todas as nossas iniquidades, inclusive das cometidas contra os enviados do Senhor, cumpre-nos converter-nos e penitenciar-nos, redobrando os empenhos para fazer o bem e desse modo a contrabalançar pela prática da caridade - ainda que minimamente - o mal que perpetramos. Invocamos a misericórdia e o auxílio divinos para nos mantermos no caminho reto e contamos com os infinitos méritos de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, a quem aderimos profunda e sinceramente pela fé, para a redenção de nossos pecados.
18 de outubro de 2023

LITURGIA DE 18 DE OUTUBRO DE 2023 – QUARTA-FEIRA – SÃO LUCAS – EVANGELISTA

Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (2Tm 4,10-17b), de impregnar-nos da consciência de que o labor missionário está sujeito a intercorrências desagradáveis, pois o maligno está constantemente tentando a nós próprios e nossos companheiros de missão com o objetivo de nos colocar a perder; seja insuflando-nos o amor pelas coisas desse século ou as mais diversas tentações com que tende assediar a todos para se desviarem do caminho reto. Inclusive, em alguns casos, pode ocorrer de que os próprios irmãos na caminhada se tornem ferrenhos opositores, estando a Igreja e seus fiéis servos sujeitos a toda sorte de ataques; porém o Senhor assiste e dá forças aos que se mantêm fiéis para anunciar plenamente a mensagem evangélica. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 144) compelem-nos a louvar, glorificar e bendizer eternamente o Senhor Deus, contribuindo para que uma geração apregoe à outra as suas obras e proclame o seu poder esplendoroso em majestade, cujo brilho se reflete na criação, que estampa sua grandeza. Pois são imensas a bondade e a justiça do Senhor, bem como sua clemência, compassividade, longanimidade e bondade, sendo bom para com todos – sua misericórdia se irradia por sobre todas as suas obras. [...] Os olhos esperançosos se direcionam ao Senhor, que a seu tempo atende com benevolência os que o buscam, se aproxima dos que o invocam com sinceridade e satisfaz os desejos dos que o temem, salvando os que a ele dirigem seus clamores, pois o Senhor vela pelos que o amam, porém exterminará todos os maus. O Santo Evangelho (Lc 10,1-9) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que grande é a messe, mas poucos são os operários, cumprindo rogar ao Senhor da messe para que mande operários para nela laborar. Concita-nos à consciência do que espera e o que cumpre aos operários da messe do Senhor realizar: são enviados como cordeiros entre lobos pelos mais diversos lugares, de acordo com os desígnios divinos, cumprindo-lhes irradiar a paz, curar os enfermos - em especial concitando à conversão, com o que são sanados os males espirituais causados pelo pecado - e anunciar que o Reino de Deus está próximo.
17 de outubro de 2023

LITURGIA DE 17 DE OUTUBRO DE 2023 – TERÇA-FEIRA – SANTO INÁCIO DE ANTIOQUIA BISPO E MÁRTIR

Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Rm 1,16-25), de honrar-nos do Evangelho como força vinda de Deus para a salvação de todo o que crê, cientes de que nele se revela a justiça de Deus, a qual é obtida pela fé e conduz à fé, pois o justo viverá pela fé (Hab 2,4). Concita-nos a impregnar-nos da consciência de que a ira de Deus se manifesta contra toda a impiedade e perversidade praticada pelos que se locupletam na injustiça e aprisionam a verdade. A verdade divina é evidente, pode ser lida no próprio ser, pois desde a criação do mundo as perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade são visíveis à inteligência. As obra do Senhor o revelam indelevelmente, não há como escusar-se alegando não ter acesso a esse conhecimento auto-evidente. Aqueles que, conhecendo a Deus não o glorificam e nem lhe rendem graças, mas vivem extraviados em vãos pensamentos, portam-se como pessoas insensatas e de espírito obscuro; pretendendo-se sábias, tornaram-se estultas. Em seus devaneios orquestrados pelo maligno, porém não sem a complacência culposa, mudaram a majestade de Deus incorruptível em representações de figuras de homem corruptível, ou em ídolos de diversas formas, cometendo a insensatez de trocar a verdade pela mentira, adorando e servindo à criatura ao invés do Criador que é bendito pelos séculos. Como consequência de tais disparates, distanciaram-se de Deus e com isso se perderam em desejos espúrios, desonrando os próprios corpos, restando entregues à imundície... As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 18) compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista em homenagem ao Deus criador: Narram os céus a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos. O dia ao outro transmite essa mensagem, e uma noite à outra a repete. Não é uma língua nem são palavras, cujo sentido não se perceba, porque por toda a terra se espalha o seu ruído, e até os confins do mundo a sua voz; aí armou Deus para o sol uma tenda. E este, qual esposo que sai do seu tálamo, exulta, como um gigante, a percorrer seu caminho. Sai de um extremo do céu, e no outro termina o seu curso; nada se furta ao seu calor. Em relação às excelências das orientações divinas, concitam-nos à consciência de que: A lei do Senhor é perfeita, reconforta a alma; a ordem do Senhor é segura, instrui o simples. Os preceitos do Senhor são retos, deleitam o coração; o mandamento do Senhor é luminoso, esclarece os olhos. O temor do Senhor é puro, subsiste eternamente; os juízos do Senhor são verdadeiros, todos igualmente justos. Mais desejáveis que o ouro, que uma barra de ouro fino; mais doces que o mel, que o puro mel dos favos. Na conclusão, as palavras do salmista compelem-nos à humildade: Ainda que vosso servo neles atente, guardando-os com todo o cuidado; quem pode, entretanto, ver as próprias faltas? Purificai-me das que me são ocultas. Preservai, também, vosso servo do orgulho; não domine ele sobre mim, então serei íntegro e limpo de falta grave. Aceitai as palavras de meus lábios e os pensamentos de meu coração, na vossa presença, Senhor, minha rocha e meu redentor. O Santo Evangelho (Lc 11,37-41) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que a pureza interior é mais importante que a exterior; que o conteúdo é mais relevante que a forma. De modo especial na perspectiva da integridade moral, no compromisso com o que é reto e justo, pois tudo o que se adquire com roubo e maldade, muito embora possa adornar o exterior, degrada o interior e torna quem assim age uma pessoa imunda, ainda que exteriormente se passe por superior aos demais.
16 de outubro de 2023

LITURGIA DE 16 DE OUTUBRO DE 2023 – SEGUNDA-FEIRA DA XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Rm 1,1-7), de impregnar-nos da consciência de que, se estamos apreciando essas palavras, fomos de algum modo chamados pelo Senhor a sermos servos de Cristo, escolhidos para anunciar o Evangelho, imbuídos da missão de auxiliar as pessoas a entenderem que Jesus Cristo é o Filho de Deus que ressuscitou dos mortos e que a salvação do mundo se dará quando todas as nações prestarem obediência a ele, na fé. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 97) compelem-nos a cantar ao Senhor um cântico novo, porque ele operou maravilhas. Sua mão e seu santo braço nos dão a vitória. O Senhor faz conhecer a sua salvação. Manifesta sua justiça à face dos povos. Ele se lembra de sua bondade e de sua fidelidade em favor dos que o buscam. Em todos os confins da terra se pode ver a salvação de nosso Deus. Aclamemos o Senhor, todos os povos da terra; regozijemo-nos, alegremo-vos e cantemos. Salmodiemos ao Senhor com a cítara, ao som do saltério e com a lira. Com a tuba e a trombeta elevemos aclamações na presença do Senhor que é nosso rei! Cumpre-nos reconhecer que as ondas do mar e tudo o que contém, dos simples córregos aos rios mais caudalosos até os ventos que sopram contra as montanhas; o globo inteiro e os que nele habitam aplaudem e exultam em brados de alegria diante do Senhor que nos criou e a todos nos sustenta; o Senhor que governa a terra com justiça e equidade. Que nos voltemos cada vez mais para o Senhor, que sigamos com cada vez maior acuracidade suas divinas orientações, vivendo fiéis à sua santa vontade, para que o maligno deixe de ter poder para atrapalhar a suprema felicidade a que estamos destinados como filhos do Senhor Deus! O Santo Evangelho (Lc 11,29-32) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que a perversidade predomina na humanidade, desde antanho até os tempos atuais; a profunda dureza de coração, a insensibilidade em grau extremo assola grande parte da população, que não consegue perceber o óbvio ululante de que o Senhor é o criador de tudo e que cumpre-nos, para viver em paz e felicidade, obedecer os seus divinos desígnios. Nos tempos de Jesus, ele havia realizado grande número de sinais, mas os pseudo-sábios da época solicitavam ainda mais... Miríades de sinais borbulham à nossa frente, milagres esplendorosos são operados na criação e, apesar disso, são ainda tantos os que permanecem indiferentes, insensíveis, parvos, estupidamente sugestionados pelo maligno, o qual tudo faz para tornar-nos padecentes da pior das cegueiras: a daqueles que não querem ver (Jr 5,21)!
15 de outubro de 2023

LITURGIA DE 15 DE OUTUBRO DE 2023 – DOMINGO – XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Is 25,6-10a), de impregnar-nos da consciência de que o Senhor desvelará todos os segredos e fará desaparecer a morte para sempre. Enxugará as lágrimas de todas as faces e tirará da terra o opróbrio que pesa sobre o seu povo. É no Senhor que esperamos a libertação e cumpre congratular-nos e rejubilar-nos por seu socorro, pois a mão do Senhor repousa sobre os que o buscam, ao passo que aqueles que o ignoram abandonam-se, pela própria insensatez, aos mais lamentáveis estados de degradação. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 22) compelem-nos a viver confiantes de que o Senhor é nosso pastor e nada nos faltará. Ele nos faz repousar em verdes prados, conduz-nos junto às águas refrescantes, restaura as forças de nossas almas e nos leva pelos caminhos retos. Por amor de seu nome, ainda que viermos a atravessar o vale escuro, nada haveremos de temer, pois o Senhor está conosco. Seu bordão e seu báculo são o nosso amparo. O Senhor prepara a mesa e nos serve com abundância do que nos é mais necessário, proporcionando-nos o conforto e o bem-estar espiritual, que é, entre todos, o mais importante, pois nos fortalece e nos mantém em paz, em que pese as miríades de vicissitudes que possam nos assolar. Sua bondade misericórdia hão de seguir-nos por todos os dias de nossas vidas e habitaremos na casa do Senhor por toda a eternidade! As santas palavras da 2ª Leitura: (Fl 4,12-14.19-20) compelem-nos a seguir o exemplo de São Paulo Apóstolo: a saber viver na penúria e também na abundância; a acostumar-nos a todas as vicissitudes: a ter fartura e a passar fome, a ter abundância e a padecer necessidade. Tudo podemos naquele que nos conforta. Assim é com os cristãos sinceros, que se empenham sinceramente em conhecer e colocar em prática a Palavra de Deus; contudo, cumpre-nos tomar parte nas tribulações do próximo, atuando com solidariedade e amor fraterno para com eles, pois é isso o que o Senhor Deus espera de nós e em recompensa nos há de prover magnificamente a todas as nossas necessidades, segundo a sua glória, em Jesus Cristo. Nada fazemos por cálculo ou esperando retribuição, porém Deus, nosso Pai, não deixa de mãos vazias os que buscam a justiça; a ele seja a glória, por toda a eternidade! Amém. O Santo Evangelho (Mt 22,1-14) compele-nos a nos imbuirmos da consciência da realidade de ingratidão e negação do chamado de Deus por parte do povo de Israel - e tal triste realidade se estende até os nosso dias: uns vão para os seus campos, outros para os seus negócios; outros para suas atividades de lazer... Se distraem, dissipam tempo e energias preciosos com trivialidades, abandonando o essencial. E além da negligência e da indiferença, não raro muitos ainda incorrem na insensatez de desprezar e até mesmo agredir os enviados do Senhor, os seus profetas, as pessoas piedosas que anunciam a mensagem divina. O Senhor franqueou a todos ingressar no Reino dos Céus e ali desfrutar de suas delícias, cumprindo tão somente aderir à mensagem do Evangelho, seguir Jesus. Esse seguimento implica na conversão, no abandono daquilo que não está em sintonia com a santa vontade de Deus, esta é a vestimenta exigida para frequentar as solenidades do reino celestial. Quem atua com negligência e indiferença, fazendo pouco caso desse generosíssimo convite torna-se incompatível com o ambiente do Reino e se auto condena a distanciar-se, arcando com consequências terríveis. Infelizmente, a tendência é que muitos sejam chamados, mas poucos são os que se mantêm cumpridores dos critérios estabelecidos para permanecer no Reino. E isso se dá não porque os critérios sejam excessivamente rigorosos - ao contrário, todas as oportunidades e meios são concedidos para o que mantêm o firme propósito de serem fiéis. A grande causa da perdição é a frouxidão e a insensatez que caracteriza aqueles que se deixam seduzir pelas tentações do maligno.
14 de outubro de 2023

LITURGIA DE 14 DE OUTUBRO DE 2023 – SABADO – XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Jl 4,12-21), de impregnar-nos da consciência de que não haverá como furtar-se ao julgamento divino face a imensa maldade dos povos. Porém o Senhor será um refúgio para o seu povo, uma fortaleza para os que lhe são fiéis. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 96) compelem-nos a reconhecer que o Senhor reina e cumpre-nos exultar de alegria com todos os povos da terra; rejubilar-nos com as multidões dos continentes e das ilhas, pois o trono do Senhor tem por fundamento a justiça e o direito. Seu poder é inalcançável ao entendimento humano; foi ele quem fez todas as coisas: dos organismos unicelulares aos peixes nos mares, pássaros no céu, animais e plantas na terra até os seres inteligentes; do menor dos planetas às miríades de galáxias... Os céus anunciam a sua justiça e todos os povos contemplam a sua glória. São ingênuos os que adoram estátuas e praticam quaisquer espécies de idolatria, pois o Senhor é o soberano de toda a terra, o Altíssimo, o Deus criador e além dele não há outro. Ele ama os que detestam o mal; vela pelas almas de seus servos e os livra das mãos dos ímpios. A luz resplandece para o justo e a alegria é concedida ao homem de coração reto. Alegremo-nos com os justos no Senhor, emulemos o reto proceder que os caracterizam e demos glória ao santo nome do Altíssimo! O Santo Evangelho (Lc 11,27-28) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que bem-aventurada é Maria Santíssima, a que trouxe Jesus em seu ventre e o amamentou com seu peito, sendo tal bem-aventurança o meio que tornou possível a maior das bem-aventuranças: a partir do sim de Maria Santíssima, tendo Jesus dela nascido, tornou-se possível ouvir a palavra de Deus através dos lábios do próprio Filho de Deus. E podendo ouvi-la, é possível também colocá-las em prática, com o que o viver se eleva aos píncaros da felicidade possível nesta vida e à suprema felicidade na vida eterna!
12 de outubro de 2023

LITURGIA DE 13 DE OUTUBRO DE 2023 – SEXTA FEIRA DA XXVII SEMANA COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Jl 1,13-15; 2,1-2), de adotar atitude de contrição, penitência, jejum e oração, tanto pessoal quanto comunitária, clamando ao Senhor e mantendo estado de alerta. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 9) concitam-nos a louvar o Senhor de todo o coração e narrar as suas maravilhas. Lembrar o Senhor é razão para estremecer de alegria e cantar seu nome Altíssimo! Aquele que está com o Senhor, ao abrigo de sua face, vê os inimigos recuarem, fraquejarem e perecerem sob o seu poder. Os verdadeiros inimigos, os mais pérfidos e cruéis são os espíritos malignos que nos espreitam para nos perderem com suas tentações, induzir-nos ao pecado... Mas quem é fiel ao Senhor se imuniza de enredar-se nas insídias demoníacos, de cair em suas armadilhas. O Senhor toma sobre si o direito e a causa dos que o buscam, assentando-se como justo Juiz em seu tribunal. Ele destrói o ímpio, que por sua conduta insensata consuma a própria ruína. O Senhor julgará o universo com justiça, com equidade pronunciará sua sentença sobre os povos. [...] Invocamos vossa justiça, Senhor, agi sobre os pecadores e perversos; neutralizai a malícia que perpetram, que não subsista! Vós sois rei eterno, que as nações pagãs se convertam, que desapareça de toda a terra o domínio do maligno! Ouvi, Senhor, os desejos dos humildes, confortai-lhes o coração e os atendeis. Que a justiça seja feita aos órfãos e aos oprimidos, que não se lhes incuta terror e o gênero humano seja tirado do pó! O Santo Evangelho (Lc 11,15-26) compele-nos a tomar consciência da realidade das terríveis incitações do maligno a que estamos sujeitos. Ele se vale de pessoas insensatas para proferir blasfêmias e disparates da mais eloquente absurdidade, como no caso dos que afirmaram que Jesus expulsava demônios em nome do chefe dos demônios. Insta-nos a assimilar a sabedoria de Jesus, que ensinou: um reino dividido contra si mesmo não subsiste. Cumpre, pois, empenharmo-nos profunda e sinceramente para manter a unidade na rocha crística, na pedra angular, para não permanecermos perecendo, tornando-nos, entre irmãos na fé, como edifícios caindo uns sobre os outros, debatendo-nos em contendas e formando facções… Concita-nos a reconhecer que tudo o que Jesus fez e faz é pelo dedo de Deus, em plena sintonia com o Pai; ele é o Rei do Universo, cumpre-nos servi-lo denodadamente para que o Reino de Deus se expanda, para que todo óbice seja retirado e o Reino se torne acessível a todos, sendo o pré-requisito para acessá-lo tão somente aderir a Jesus. Cabe-nos, pois, anunciá-lo, invocando o Espírito Santo para que nos inspire a nos empenharmos da melhor forma possível nesse maravilhoso mister. Estejamos, pois, firmes no propósito da unidade em Jesus para não corrermos no risco de, confiados em nossas próprias forças e estribados em nossos próprios entendimentos, sermos espoliados pelo maligno. Empenhemo-nos, em uníssono, na construção e manutenção da unidade cristã, cientes de que, não o fazendo, estaremos contra Jesus; se não o fizermos, ao invés de recolher com ele, espalharemos. Mantenhamo-nos, pois, vigilantes e orantes, para que não sejamos surpreendidos com o recrudescimento do maligno em nós, pois, conforme alertou Jesus, se não nos mantivermos vigilantes e orantes, os espíritos malignos que nos assolavam recrutarão muitos outros para vir fazer morada em nós, fazendo de nosso ser e de nosso viver degradante filial do próprio inferno.
12 de outubro de 2023

LITURGIA DE 12 DE OUTUBRO DE 2023 – QUINTA FEIRA – NOSSA SENHORA APARECIDA – PADROEIRA DO BRASIL

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Ester 5,1b-2; 7,2b-3), de, cientes de que cumpre-nos buscar na Palavra de Deus a melhor inspiração possível para aprimorar nosso modo de agir, buscando elevá-lo gradual e progressivamente para que se torne cada vez mais acorde com os desígnios divinos, nos empenharmos para nos revestirmos com os nossos melhores trajes para nos apresentarmos a cada dia ao Senhor da forma mais formosa possível , cientes de que o mais desejável para ele é o traje da caridade, do coração contrito e sinceramente desejoso de amá-lo sobre todas as coisas e ao próximo como a nós próprios. [...] As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 44) concitam-nos a elevar a Jesus Cristo Rei do Universo, o nosso canto! Que nossas línguas digam e nossas mãos escrevam as mais belas homenagens para vós! Vós que expandistes a graça através dos vossos lábios, vós que fostes o instrumento pelo qual o Pai celestial nos cumulou de bênçãos eternas, expandi a graça em nossos lábios para que também nós sejamos cumulados com tais bênçãos eternas e possamos transmiti-las a muitos; cingi-nos com vossa espada e vosso esplendor, erguei-nos vitoriosos em defesa da verdade e da justiça; que possamos ser instrumentos de escol a vosso serviço; que vossas mãos nos sustentem para realizar feitos gloriosos; que possamos contribuir da forma mais elevada possível para submeter os povos, de modo que os vossos inimigos percam o ânimo e vosso trono de equidade se estenda por toda a terra! [...] Regozijamo-nos por nos admitirdes como servos do vosso trono eterno, regido com o cetro real da equidade. Firmes no vosso seguimento, somos ungidos com um óleo de alegria, sendo nossas vestes perfumadas deliciosamente e no palácio de nossos corações sintonizados ao vosso nos deleitamos com tudo o que há de mais agradável e elevado. Ó Rei dos reis, somo-vos imensamente gratos por tudo isso, porém vos louvamos especialmente pela dádiva mais elevada: dar-nos como mãe aquela que é digna de que filhas de reis lhe formem cortejo; aquela que se posta à vossa direita, a que é ornada, mais do que de ouro de Ofir, com as mais sublimes virtudes! É aquela que disse: "Faça-se em mim segundo a tua palavra", sua beleza interior ímpar, sua disponibilidade a servi-lo com todas as forças o encantou e assim atraiu sobre si as vossas graças inefáveis. Não por acaso é homenageada com incontáveis títulos honoríficos e desde gente humilde até os próceres do povo lhe imploram o favor da intercessão junto ao Rei do universo. Sua beleza e formosura sem par supera a da filha de qualquer rei, ainda que ostente vestes bordadas de ouro e roupagens multicores. És levada entre alegrias e júbilos em procissões que convidam os que nelas se integram a marchar em direção ao vosso amado filho. Ao longo dos séculos estabelecestes príncipes sobre toda a terra e do mesmo modo assim será por toda a eternidade; vosso nome será celebrado através das gerações e os povos vos louvarão eternamente! As santas palavras da 2ª Leitura confirmam-nos, pela revelação de São João em seus escritos (Ap 12,1.5.13a.15-16a) e concitam-nos a reverenciar aquela que lhe apareceu como um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Mas seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono. O Dragão, vendo que fora precipitado na terra, perseguiu a Mulher que dera à luz o Menino. A Serpente vomitou contra a Mulher um rio de água, para fazê-la submergir. A terra, porém, acudiu à Mulher. O Santo Evangelho (Jo 2,1-11) compele-nos a acorrer àquela que se compadece de nós em nossas dificuldades, como fez com os noivos em cujas núpcias faltou vinho. Por sua intercessão, Jesus realizou o seu primeiro milagre, o da transformação da água em vinho. Intercedei por nós, ó Santa Mãe de Deus, para que Jesus transforme tudo o que é insosso e insípido em nossas vidas em vinho de escol, para louvarmos e glorificarmos o Senhor, dando testemunho de modo que todos nele creiam, como os apóstolos diante da manifestação da sua glória naquele episódio protagonizado por Maria Santíssima, a mãe piedosa que tudo observa e cuida, levando a Jesus o que percebe ser necessário corrigir em nossas vidas, para que ele, com seu poder e misericórdia, nos acuda.
11 de outubro de 2023

LITURGIA DE 11 DE OUTUBRO DE 2023 – QUARTA FEIRA – XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Jn 4,1-11), de imbuir-nos profundamente da consciência de que o Senhor é um Deus clemente e misericordioso, de coração grande, de muita benignidade e compaixão para conosco; ele se compadece pelos males que padecemos. Insta-nos também à consciência de que se constitui insensatez rebelar-se contra o Senhor, que se vale de sinais para demonstrar o quanto está acima de nossas pretensões humanas de saber, as quais sempre caem por terra frente à sabedoria divina. Compele-nos ainda a imbuir-nos da consciência de que o Senhor, em sua onisciência, atua com compaixão - desde que a atitude de humildade e arrependimento seja demonstrada - pois sabe de nossa ignorância e fragilidade. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 85) concitam a reconhecer nossa pobreza e miséria diante de Deus; cumpre empenharmo-nos para ser fiéis e confiar no Senhor, clamando por sua compaixão e consolo, a ele elevando a alma, pois é bom, clemente e misericordioso para com os que o invocam. Faz-se mister nos empenharmos intensamente para que chegue o dia em que todas as nações criadas pelo Senhor o adorem e glorifiquem, para que ensine os seus caminhos maravilhosos e todos possam andar na sua verdade, com sagrado temor, louvando-o de todo o coração, glorificando seu santo nome eternamente, reconhecendo que sua misericórdia arranca a alma da região da cegueira e da morte espiritual em que consiste a vida sem sentido afastada de Deus, impregnada da soberba e da prepotência dos que não têm o Senhor ante os olhos. Cumpre-nos louvar e bendizer o Senhor por ser um Deus bondoso e compassivo, cheio de clemência, que nos olha com piedade, fortalecendo, sustentando, consolando e salvando de todo mal. O Santo Evangelho (Lc 11,1-4) insta-nos à consciência de que Jesus nos deu, entre tantos outros, o exemplo de rezar com frequência e assiduidade; de dialogar ternamente com o Pai Celestial, orientando-nos para a ele nos dirigirmos com as palavras: Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso Reino; dai-nos hoje o pão necessário ao nosso sustento; perdoai-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos àqueles que nos ofenderam; e não nos deixeis cair em tentação. Essas Santas Palavras consistem na base da oração do Pai Nosso, ao qual a Igreja agregou algumas palavras para tornar essa oração ainda mais abrangente, consistindo em um diálogo orante que invoca o Céu para se fazer presente na terra e consiste também em um voto, um compromisso com a vontade do Pai. Por isso digamos diariamente, invariavelmente, com profundo amor e fervor: Pai Nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso Nome, venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
10 de outubro de 2023

LITURGIA DE 10 DE OUTUBRO DE 2023 TERÇA FEIRA – XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Jn 3,1-10), de seguir o exemplo de obediência do profeta Jonas (apesar da resistência inicial), o qual foi anunciar o que Deus disse que ele devia dizer ao povo para o qual foi enviado. Compelem-nos a emular a fé do povo a quem o profeta Jonas anunciou a iminência da destruição de sua cidade, que ouviu, acreditou, se converteu e fez penitência. Instam-nos em especial à consciência da importância da adesão das autoridades aos desígnios divinos, tendo os maiorais de Nínive ordenado à toda população que fizesse jejum e penitência ; que todos clamassem em alta voz a clemência divina e professassem o propósito de se converterem dos maus caminhos e da violência, na esperança de aplacar a justa ira divina que atraíram sobre si com suas condutas insensatas. Concitam-nos à consciência de que, face a tal atitude, vendo que renunciavam os maus caminhos, o Senhor Deus suspendeu a consequência que lhes havia imputado, cumprindo-nos também nos arrepender, nos converter, nos penitenciar e clamar clemência ao Senhor por nossos pecados. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 129) instam-nos a fazer coro com o salmista: Do fundo do abismo, clamamos a vós, Senhor! Senhor, ouvi nossas orações! Que vossos ouvidos estejam bem atentos à voz de nossas súplicas! Se tiverdes em conta nossos pecados, Senhor, Senhor, quem poderá subsistir diante de vós? Mas em vós se encontra o perdão dos pecados, para que, reverentes, vos sirvamos. Colocamos nossa esperança em vós. Nossas almas têm confiança em vossa palavra. Nossas almas esperam por vós, mais ansiosas do que os vigias pela aurora. Mais do que os vigias que aguardam a manhã, esperemos todos pelo Senhor, porque junto dele se encontra a misericórdia; encontra-se nele copiosa redenção. E ele mesmo há de remir todo o nosso povo de todas as suas iniquidades. O Santo Evangelho (Lc 10,38-42) compele-nos a aprender com Jesus sobre que não devemos nos inquietar e nos preocupar com muitas coisas, mas reduzir ao máximo tudo o que possa nos dispersar, para então podermos nos dedicar à única coisa que é realmente necessária: colocar-nos diante do Senhor, ouvi-lo com atenção e colocar em prática os seus ensinamentos. Essa é a melhor parte da vida e não será tirada daqueles que a escolherem.
9 de outubro de 2023

LITURGIA DE 09 DE OUTUBRO DE 2023 – SEGUNDA FEIRA – XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Jn 1,1-2,16), de reconhecer com clareza inequívoca que o Senhor se vale de profetas para alertar sobre condutas desviantes, iníquas, conflitantes com a sua santa vontade. [...]Tal encargo comporta desafios que nem sempre os que são deles incumbidos estão dispostos a enfrentar e o texto bíblico em apreço revela a tentativa de Jonas de eximir-se de seu dever, "escapar da ordem do Senhor"; com o que atraiu sobre si e seus circunstantes consequências expressivamente turbulentas. [...] Cabe-nos seguir o exemplo de Jonas, que reconheceu ser a causa das adversidades que atingiam a ele e seus circunstantes e se dispôs a fazer o que em sua consciência reputou ser necessário para deixar de ser causador de tal desgraça. Que também nós reconheçamos nossas falhas e nos esforcemos com sinceridade para emendar nossas condutas, converter-nos, redirecionando nosso modo de agir para que se torne novamente sintonizado com a vontade de Deus. As santas palavras do Salmo Responsorial (Jn 2) suscitam inicialmente a necessidade de refletir sobre a postura intelectual apropriada para ser adotada diante das Sagradas Escrituras. Quem tem fé acredita que são ensinamentos de origem divina destinados a orientar as condutas dos que confiam em Deus e norteiam suas vidas pelos desígnios divinos. Como pessoas de fé, cumpre-nos extrair das Sagradas Escrituras inspiração para pautar nossas condutas pelos parâmetros divinos e nos cabe focar a perspectiva crítica sobre nossa conduta, nossa correspondência aos desígnios divinos - e não sobre o texto. Do texto sagrado buscamos a inspiração divina para elevar, sublimar, divinizar - na medida do que nos seja possível, com a graça divina - nosso modo de ser e agir, sendo nosso objetivo maior nos configurarmos a Cristo, tornando-nos gradual e progressivamente mais semelhantes a ele. O Santo Evangelho (Lc 10,25-37) insta-nos, primeiramente, à consciência de que a todo momento podemos ser postos à prova, cumprindo-nos, portanto, nos manter vigilantes e orantes, para que as provas se configurem oportunidades de eclosão de grandes coisas, que possam até mesmo ecoar pela história, como ocorreu com Jesus nesse episódio, a partir do qual eclodiu a célebre parábola do bom samaritano. [...] tal parábola nos insta a refletir a respeito das omissões a que os que não se libertaram do maligno - que neste caso instiga à preguiça e ao descaso - tendem a incorrer. O sacerdote, "homem de Deus", viu o homem ferido e passou adiante… Da mesma forma o levita, "auxiliar dos homens de Deus", nada fez… Cumpre-nos seguir o exemplo do samaritano, que mesmo sendo estrangeiro, tocado de compaixão, sem fazer acepção de pessoas, se aproximou do vitimado pelos salteadores, prestou-lhe os primeiros socorros, levou-o para lugar seguro, despendendo de seu tempo e de seus recursos para dele tratar…
8 de outubro de 2023

LITURGIA DE 08 DE OUTUBRO DE 2023 – DOMINGO – XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Is 5,1-7), de reconhecer que o Senhor Deus nos criou e nos muniu com prolíficos recursos, nos orientou com suas leis e ensinamentos para produzirmos frutos saborosos de amor a Deus e ao próximo, porém a qualidade dos frutos que temos produzido deixa muito a desejar, pela displicência, pelo pouco empenho, pela insensatez, por não vigiarmos e não orarmos como deveríamos… Isso vale para nós - e cumpre-nos emendar nossas condutas, converter-nos, voltarmo-nos para o Senhor com intensa devoção, como ensina o profeta Baruc (Ba 4,28-29): Quisestes apartar-vos de Deus; ponde agora dez vezes mais zelo em procurá-lo. Porquanto, aquele que sobre vós precipitou a catástrofe vos concederá, com a libertação, eterno regozijo. Isso valeu para o povo de Israel e vale para a própria civilização cristã, que se encontra acossada por tantos males... Cumpre-nos, pois, redobrar e potencializar nossos empenhos na oração e na evangelização, cientes de que para Deus tudo é possível; de que no Senhor está a solução para tudo o que nos aflige, tanto como indivíduos quanto como sociedade. [...] Convertamo-nos, portanto; façamos a vontade do Senhor, dia após dia, com cada vez mais empenho e dedicação, invoquemos a sua graça e suas bênçãos, até que nossos olhos vejam o que agora pode parecer impossível, pois para Deus nada é impossível! As santas palavras da 2ª Leitura (Fl 4,6-9) concitam-nos a não nos inquietarmos com nada e, em todas as circunstâncias, apresentar a Deus nossas preocupações, mediante orações, súplicas e ações de graças, confiantes de que a paz de Deus, que excede toda inteligência, haverá de guardar nossos corações e nossos pensamentos em Cristo Jesus. Compelem-nos a firmar o propósito de ocupar nosso tempo, focar nossa atenção e direcionar nossos pensamentos em tudo o que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, de boa fama, virtuoso e louvável - e portanto renunciando, nos afastando de tudo o que não esteja em consonância com tais qualificações; fazendo assim o que aprendemos, recebemos, ouvimos e observamos na Santa Palavra de Deus, com o que o Senhor da paz estará conosco! O Santo Evangelho (Mt 21,33-43) concita-nos a refletir sobre que a parábola dos vinhateiros perversos, direcionada por Jesus aos líderes religiosos da época, configura-se plenamente aplicável aos líderes religiosos atuais que atuam em cargos eminente na hierarquia da própria Igreja, mas que, ao invés de produzir os frutos que Jesus espera, usurpando desses cargos, atuam como cabeças de ponte, agentes infiltrados a serviço do próprio maligno, incorporando o espírito de Judas Iscariotes, traindo Jesus e sua Igreja. Iludem-se de que conseguirão se apropriar da vinha do Senhor… Pensam que poderão substituir a sã doutrina do Mestre dos mestres por devaneios humanos; seduzidos pelo maligno, rejeitam a pedra angular, que é o próprio Jesus com seus divinos ensinamentos, intentando colocar em seu lugar teorias que são fruto de elucubrações inspiradas por Satanás… Tais servos infiéis, como profetiza a parábola, serão substituídos no devido tempo e arcarão com as consequências de suas atuações que produzem os mais terríveis frutos, os quais são procedentes de semeaduras do próprio inimigo de Deus. Porém, como afirmou Jesus, o Reino de Deus lhes será tirado e dado a quem produzirá os frutos do Reino e não os do maligno!
7 de outubro de 2023

LITURGIA DE 07 DE OUTUBRO DE 2023 – SÁBADO – NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura, de nos imbuirmos da consciência de que os apóstolos, juntamente com Maria Santíssima e as demais mulheres que faziam parte do círculo próximo de Jesus, acompanhando-o em suas jornadas, após sua crucifixão, perseveravam unanimemente na oração - e que cumpre-nos seguir seus sublimes exemplos. Instigam-nos ainda à compreensão de que, pari passu à atuação dos apóstolos descrita em especial no livro dos Atos dos Apóstolos, permaneciam Maria santíssima e essas mulheres em intenso labor de intercessão. Cumpre-nos, pois, seguir também esse exemplo, não descurando jamais da oração, mas nos mantendo vigilantes e orantes; bem como estabelecendo equipes de ação para atuar na vanguarda dos trabalhos missionários ou pastorais, e na retaguarda, equipes de intercessão para orar, interceder para que o Espírito Santo ilumine e as hostes celestiais acompanhem e assessorem as primeiras. As santas palavras do Salmo Responsorial (Lc 1,46-55) nos instam a seguir o exemplo de Maria Santíssima, exultando e glorificando o Senhor, alegrando-nos em Deus, nosso Salvador. [...] Bendito seja o Senhor que é santo e todo-poderoso, cuja misericórdia se estende de geração em geração sobre os que o buscam com profundo amor, temendo dele se afastar e cair na desgraça que esse afastamento gera inevitavelmente. Manifestai, Senhor, o poder de vosso braço - como já o fizestes em tantas ocasiões na história da salvação do povo hebreu e também no decorrer da história da Igreja - na atual realidade histórica, em que o maligno urde tantas maldades. Desconcertai, Senhor, os corações soberbos, derrubai os poderosos dos seus tronos de orgulho e soberba e exaltai os humildes. [...]. O Santo Evangelho (Lc 1,26-38) compele-nos a exultar de alegria pela maior graça que a humanidade poderia receber, a qual nos foi concedida por intermédio de Maria Santíssima, a cheia de graça! Essa maravilhosa graça foi a concepção e o dar à luz a Jesus, o Filho do Altíssimo, o Rei do Universo que reinará eternamente. [...] Que, como Maria, nos coloquemos à disposição do Senhor, praticando a cada dia, em todos os momentos de nossas vidas, o que ela disse ao Anjo: "Faça-se em mim segundo a tua palavra." Foi o que fez Jesus, que até no momento em que padecia de suprema angústia, no Horto das Oliveiras, afirmou (Lucas 22,42): "Faça-se não a minha, mas sim a tua vontade, ó Pai!"
6 de outubro de 2023

LITURGIA DE 06 DE OUTUBRO DE 2023 – SEXTA FEIRA – XXVI SEMANA DO TEMPO COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura, de reconhecer que o Senhor nosso Deus é justo, porém as terríveis consequências que colhemos em nossas vidas e coletivamente, em sociedade, são decorrentes dos pecados cometidos contra o Senhor, pela nossa desobediência, pela nossa recusa em ouvir sua voz e seguir os seus mandamentos. [...] Cumpre-nos refletir e reconhecer que não somos dignos das bênçãos do Senhor, pois tendemos a praticar até a própria religião seguindo nossas inclinações, fazendo do nosso jeito, ao invés de fazer do jeito que Deus deixou para ser; caímos, ainda que inconscientemente, em armadilhas que nos levam a nos comportar como idólatras… Consultemos com sinceridade nossas consciências: se não é o caso nesse momento, mas em alguns momentos de nossas vidas não priorizamos jogos de futebol e programas televisivos, colocando isso na frente da récita do santo rosário e da frequência à santa missa? [...] Cabe-nos refletir com profundidade e reconhecer que, mesmo os que se pensam e se dizem cristãos, em sua maioria, estão distantes de Deus, caídos nessas e em outras armadilhas similares… Oremos e nos empenhemos no anúncio do Reino de Deus para que nossa semeadura seja diferente, ensejando uma colheita diversa da que temos merecido por nossa insensatez! As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 78) nos instam à tomar consciência das terríveis realidades que se abateram sobre o povo de Deus por ocasião da tomada de Jerusalém e a deportação dos israelitas para a Babilônia [...]. Concitam-nos ainda a refletir sobre as desgraças que nos assolam em nossos tempos e a seguir o exemplo do salmista, clamando: Até quando, Senhor?… Será eterna vossa cólera? Será como um braseiro ardente o vosso zelo? [...] vossa misericórdia venha logo ao nosso encontro, porque estamos reduzidos a extrema miséria [se não física, mas espiritual]. Ajudai-nos, ó Deus salvador, pela glória de vosso nome; livrai-nos e perdoai-nos os nossos pecados pelo amor de vosso nome. Quanto a nós, vosso povo e ovelhas de vosso rebanho, glorificaremos a vós perpetuamente; de geração em geração cantaremos os vossos louvores. Cumpre-nos, pois, voltarmo-nos para Deus, clamar-lhe misericórdia e nos empenharmos denodadamente em emendar nossas condutas, convertendo-nos e tornando-nos a cada dia mais vigilantes e orantes. O Santo Evangelho (Lc 10,13-16) concita-nos a refletir sobre o quão aplicáveis seriam essas palavras - ditas por Jesus em relação àquelas cidades - às nossas povoações, à nossa nação... Cumpre, pois contextualizá-las à nossa realidade, sendo razoável afirmar: ai de ti, Brasil, porque sendo terra tão prodigamente abençoada pela natureza; tendo nós, povo brasileiro, tido a maravilhosa graça de recebermos a herança cristã; tendo tido a oportunidade de recebermos os ensinamentos da fé católica… porque não colocamos em prática com efetivo amor e devoção os ensinamentos do Senhor, por que não fazemos penitência e não nos convertemo? Porque levianamente nos deixamos seduzir por tantas trivialidades, caindo tão facilmente em comportamentos levianos e promíscuos, priorizando banalidades como carnaval, futebol, novelas... ao invés de nos dedicarmos denodadamente às práticas da fé e assim realizar a nossa vocação de Terra da Santa Cruz? [...] A parte final dessa perícope compele-nos ainda a refletir: temos atuado com plena consciência de que quem ouve os enviados de Jesus a ele ouvem; e quem os rejeita a ele rejeita - e que quem rejeita Jesus rejeita o Pai Celeste, que o enviou? Tais reflexões não se prestam a "apontar o dedo", no sentido de julgamento, mas servem como amorosa exortação para emendarmos nossas condutas, nos convertermos, de modo a semear melhores sementes para merecer colher melhores frutos.
5 de outubro de 2023

LITURGIA DE 05 DE OUTUBRO DE 2023 – QUINTA FEIRA – XXVI SEMANA DO TEMPO COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Ne 8,1-4a.5-6.7b-12), de valorizar imensamente as oportunidades maravilhosas de que dispomos atualmente para receber o rico aprendizado da Palavra de Deus, através de tantos recursos: nas Igrejas, nos livros, nos meios de comunicação, na rede mundial de computadores por meios eletrônicos... Essa passagem bíblica descreve a primeira vez que a Palavra de Deus foi ensinada ao povo após o retorno do exílio na Babilônia. Como Esdras naquela ocasião, bendigamos ao Senhor! Inclinemo-nos e prostremo-nos diante do Senhor que proporcionou que essas santas palavras se mantivessem ao longo da história até chegarem a nós, para que possamos desfrutar da maravilhosa sabedoria divina que revelam! [...] Regozijemos de alegria a cada dia ao nos compenetrarmos do sentido das santas palavras que nos são brindadas pela Santa Madre Igreja para meditarmos e, gradual e progressivamente, nos conformarmos a nosso Senhor Jesus Cristo! As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 18) instam a fazer coro com o louvor orante do salmista em homenagem ao Deus criador; em relação às excelências das orientações divinas e, na conclusão, as palavras do salmista compelem-nos à humildade: Ainda que vosso servo neles atente [nos preceitos divinos], guardando-os com todo o cuidado; quem pode, entretanto, ver as próprias faltas? Purificai-me das que me são ocultas. Preservai, também, vosso servo do orgulho; não domine ele sobre mim, então serei íntegro e limpo de falta grave. Aceitai as palavras de meus lábios e os pensamentos de meu coração, na vossa presença, Senhor, minha rocha e meu redentor. O Santo Evangelho (Lc 10,1-12) concita-nos à clareza de que Jesus enviou em missão evangelizadora, num primeiro momento, os apóstolos. Num segundo momento, enviou setenta e dois outros discípulos, também dois a dois, pelas mais diversas cidades e lugares. Instam-nos tais palavras à consciência de que a messe é grande e os operários são poucos e que cumpre-nos rogar ao Senhor da messe que mande mais operários para nela laborar, bem como dispor-nos a servir o Senhor. Cumpre-nos, conforme alertou Jesus, atuar cientes de que os missionários são enviados como cordeiros entre lobos. Devemos desejar a paz e nos hospedar onde formos bem-vindos, comendo o que nos for servido. Nossa tarefa é curar os doentes - em especial das enfermidades espirituais, as quais são sanadas com a Palavra de Deus e os sacramentos da Igreja - e anunciar o Reino de Deus onde formos bem-vindos, afastando-nos de onde não o formos.
4 de outubro de 2023

LITURGIA DE 04 DE OUTUBRO DE 2023 – QUARTA FEIRA – SÃO FRANCISCO DE ASSIS – RELIGIOSO E FUNDADOR

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Ne 2,1-8), de seguir o exemplo de Neemias. Sendo fiel ao Senhor, sentindo-se pesaroso com a situação de exílio de seu povo e com a desolação que se abateu sobre Jerusalém - que havia sido saqueada e teve o templo destruído - rogou ao Senhor Deus, dirigindo-lhe súplicas para que agisse sobre aquela triste realidade. Então, na posição do copeiro do rei da Assíria, Artaxerxes, ao se suscitar oportunidade para tal, pediu ao rei a quem servia autorização e auxílio para ir reconstruir Jerusalém e depois retornar à casa real que servia. Face à aquiescência do soberano, pediu cartas para ser autorizado a passar pelas terras que precisaria atravessar, bem como que lhe fosse fornecida a madeira para os trabalhos de reconstrução, tendo sido atendido nesses pedidos - e em decorrência deles, muito mais foi feito pelo povo de Israel, tendo Neemias atuado como um providencial instrumento da intervenção divina na história. Cumpre-nos atuar cientes de que o sucesso de Neemias, conforme ele mesmo asseverou, se deu em função de que a mão favorável de Deus estava com ele. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 136) instam-nos à consciência de que os deportados de Israel se assentavam chorando às margens dos rios da Babilônia, pesarosos de saudades de Sião, sendo legítimo sentir pesar pelas situações desoladoras que se apresentam no viver; bem como sentir saudades daquilo que preenche nossas almas mas que perdemos em decorrência de orquestrações do maligno ocorridas com a permissão divina, como consequência de nossos pecados e omissões. Concitam-nos ainda à consciência dos sentimentos negativos que tendem se criar nos vitimados por tais orquestrações malignas em relação aos que atuaram como instrumentos a serviço do maligno para perpetrar tais males. Porém cumpre-nos superar tais sentimentos negativos, praticando o que ensinou Jesus e foi ratificado veementemente pelo Apóstolo (Rm 12,17-21): Não pagueis a ninguém o mal com o mal. Aplicai-vos a fazer o bem diante de todos os homens. Se for possível, quanto depender de vós, vivei em paz com todos os homens. Não vos vingueis uns dos outros, caríssimos, mas deixai agir a ira de Deus, porque está escrito: A mim a vingança; a mim exercer a justiça, diz o Senhor (Dt 32,35). Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber. Procedendo assim, amontoarás carvões em brasa sobre a sua cabeça (Pr 25,21s). Não te deixes vencer pelo mal, mas triunfa do mal com o bem. O Santo Evangelho (Lc 9,57-62) insta-nos à consciência das exigências que são inerentes ao seguimento de Jesus: desapego de bens materiais, pois Jesus viveu com total despojamento; renúncia a muitas atividades que podem até ser importantes, mas implicam em óbice para ir e anunciar o Reino de Deus. Tais palavras de Jesus, que se apresentam de forma dura, sendo difíceis de assimilar num primeiro momento, revelam a urgência, a suma importância dessa ida para anunciar o Reino de Deus, o que implica na necessidade de hierarquizar a aplicação do tempo e das energias, priorizando-os de forma concentrada e intensa para realizar o único realmente necessário, com a consciência de que, buscando o Reino de Deus e sua justiça, tudo o mais nos será acrescentado (Mateus 6,33).
3 de outubro de 2023

LITURGIA DE 03 DE OUTUBRO DE 2023 – TERÇA FEIRA – BEATOS ANDRÉ E AMBRÓSIO PRESBÍTEROS E MÁRTIRES

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Zc 8,20-23), de manter a firme convicção de que os ensinamentos do Senhor exercem um fascínio todo especial, de modo que aqueles a quem forem anunciados se entusiasmarão e convidarão outros para ir ao encontro do Senhor, a buscá-lo ardentemente e rogar-lhe que ilumine suas vidas. Dia virá em que os cristãos serão procurados insistentemente por muitos para orientá-los no caminho da fé, pelo fato de as pessoas vivendo distantes de Deus perceberem que ele está nesses cristãos, por demonstrarem essa presença em suas vidas, através de seus modos de agir. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 86) nos compelem a atuarmos cientes de que o Senhor ama as cidades que abrigam sacrários onde é honrada a presença de Jesus sacramentado na Sagrada Eucaristia e a elas está reservado um glorioso destino, pois adoram o Senhor. Cumpre-nos, pois, fazê-lo de forma gradual e progressivamente mais intensa e efetiva: honrar o Senhor na Sagrada Eucaristia tendo nela a grande fonte que irradia as graças divinas de forma cada vez mais ampla e copiosa em todos os aspectos do viver individual e social. O Santo Evangelho (Lc 9,51-56) nos compele a condoer-nos pelas cidades que rejeitam o Senhor Jesus, fonte de graças imensuráveis. Cumpre-nos, pois, orar pelos que, imersos em lamentável insensatez, não acolhem o Senhor, o qual, apesar de tudo, tem misericórdia deles e envida todos os esforços possíveis para salvá-los. Cumpre-nos ainda debruçar-nos para aprofundar o entendimento sobre a sentença de Jesus, diante da afirmação dos dois apóstolos que desejavam mandar fogo do céu sobre os que o rejeitaram: "Não sabeis de que espírito sois animados. O Filho do Homem não veio para perder as vidas dos homens, mas para salvá-las." Tal sentença insta-nos a rever atitudes marcadas pela ira e retaliação, cumprindo-nos atuar como cristãos de fato, seguindo o exemplo e o ensinamento de Jesus (Mateus 5,44): "[...] amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos [maltratam e] perseguem."
2 de outubro de 2023

LITURGIA DE 02 DE OUTUBRO DE 2023 – SEGUNDA FEIRA – SANTOS ANJOS DA GUARDA

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Êx 23, 20-23), de confiar no Senhor e tomar posse de sua promessa de envio de um anjo para ir diante de cada um de nós, nos proteger no caminho e conduzir para onde o Senhor deseja. Cumpre-nos estar de sobreaviso em sua presença e ouvir o que ele diz, ainda que fugazmente inspirando pensamentos, por cuja qualidade é possível identificar se provém do anjo da guarda ou do maligno. Cabe-nos obedecê-lo e fazer tudo o que inspirar, com o que obteremos a proteção e a vitória com a assistência de Deus. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 90) compelem-nos a confiar no Senhor. Nós que habitamos sob a proteção do Altíssimo, que moramos à sombra do Onipotente, dizemos ao Senhor: Sois nosso refúgio e nossa cidadela, nosso Deus, em quem confiamos. Sois vós quem nos livrareis do laço do caçador, e da peste perniciosa. [...] Escolhemos, por asilo, o Altíssimo. Nenhum mal nos atingirá, nenhum flagelo chegará à nossa casa, porque aos seus anjos ele mandou que nos guardem em todos os nossos caminhos. Eles nos sustentarão em suas mãos, para que não tropecemos em alguma pedra. [...] Pois que nos unimos ao Senhor, ele nos livrará; e nos protegerá, pois conhece os nossos nomes. Quando o invocarmos, o Senhor nos atenderá; na tribulação estará conosco. Há de livrar-nos e cobrir de glória. Seremos favorecidos de longos dias, e o Senhor mostrar-nos-a a sua salvação. O Santo Evangelho (Mt 18,1-5.10) compele-nos à compreensão de que a verdadeira grandeza está na simplicidade e que precisamos nos tornar como criancinhas para adentrarmos efetivamente no Reino dos céus. Tal simplicidade, singeleza e humildade infantis nos habilitam para viver em estreita intimidade com nossos anjos da guarda, os mensageiros divinos que contemplam permanentemente a face de Deus e nos guardam, pois fomos a eles confiados pela piedade divina para nos regerem, governarem e iluminarem. Amém!
1 de outubro de 2023

LITURGIA DE 01 DE OUTUBRO DE 2023 – DOMINGO – XXVI SEMANA DO TEMPO COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Ez 18,25-28), de postar-nos com humildade perante a sabedoria e a justiça divinas, que compelem os que são conhecedores da Palavra de Deus à responsabilidade no sentido de se manterem perseverantes na sua prática, sendo o abandono da busca sincera de praticar a justiça divina estabelecida nos mandamentos do Senhor motivo claro e justo de condenação. De outra parte, aqueles que vivem de modo errante, distantes dos desígnios divinos, caso se convertam e abandonem suas vidas de pecados, passando a praticar a justiça e a equidade, corrigindo-se e renunciando as práticas incompatíveis com os desígnios divinos, não serão alvo de condenação, visto que se converteram e emendaram suas condutas. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 24) compelem-nos a elevar a alma ao Senhor - confiantes de que nenhum dos que nele esperam serão confundidos - clamando-lhe para que nos dirija em sua verdade e nos ensine o caminho da salvação, colocando nele a esperança, pois sua bondade e misericórdia são eternas. [...] Cumpre-nos, pois, pedir perdão dos pecados, por maior que sejam, colocando-nos humildemente diante do Senhor, rogando-lhe que ensine os caminhos que devemos seguir, com o que viveremos na felicidade e nossa posteridade possuirá a terra. Tais santas palavras concitam-nos ainda à consciência de que o Senhor se torna íntimo dos que o temem e lhes manifesta sua aliança, cumprindo estarmos com os olhos sempre fixos no Senhor, buscando realizar seus desígnios; essa é a melhor forma de livrar-nos das armadilhas que nos rondam na jornada da vida. [...] roguemos pois ao Senhor para que nos alivie de nossas angústias e livre das aflições, peçamos-lhe perdão por nossas faltas e a proteção de nossa inocência, de modo que nos mantenhamos no bom caminho, fazendo o que é certo, vivendo com integridade, com plena confiança no Senhor! As santas palavras da 2ª Leitura (Fl 2,1-11) compelem-nos à gratidão pela clareza da alegria que proporciona a unidade cristã. São Paulo concita-nos a cultivar o mesmo amor, como que com uma só alma e cultivando os mesmos pensamentos. Insta-nos a nada fazer por espírito de partido - atitude em que se consolida a partição, a fragmentação, com o que se quebra a unidade. Do mesmo modo cumpre-nos evitar a vanglória, que realmente se constitui em uma vã glória, pois é a humildade que nos mantém em estado de paz, visto que, se por alguns momentos brilhamos, logo em seguida falhamos e não é de modo algum sensato termos a nós mesmos em alta consideração, pois tal atitude se constitui traiçoeira ilusão. Cumpre-nos, pois, tratar os outros como superiores a nós mesmos, visto que ensinou Jesus (Mateus 25,40): "[…] todas as vezes que fizestes isso a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes." Se o que fazemos para com os nossos circunstantes, desde o menor, conforme ensinou o Mestre, o fazemos para o próprio Jesus, resta alguma dúvida de que o mais sensato a fazer seja considerar os outros como superiores a nós mesmos? Em tal espírito de serviço ao próximo e cientes dessa dimensão sublime da convivência, em que estando em relação com os que nos rodeiam estamos servindo o próprio Cristo, cabe-nos indubitavelmente ter em vista antes os interesses deles do que os nossos próprios, cumprindo-nos, assim, dedicar-nos mutuamente alta estima uns aos outros - do mesmo modo que estimamos o próprio Jesus. Se Jesus, sendo Deus, aniquilou-se em todos os aspectos, por amor de nós, obedeceu humildemente, chegando ao extremo da morte na cruz, o que se há de esperar de um cristão, de um seguidor de Cristo, que não o empenho sincero para conformar-se às orientações que São Paulo Apóstolo nos proporciona nessa epístola? O Santo Evangelho (Mt 21,28-32) compele-nos a atuar com clareza de que os que se convertem de suas vidas marcadas pela negação em cumprir a vontade de Deus, passando a fazer o que Deus deseja, são tidos em melhor conta pelo Senhor do que aqueles em relação aos quais afirmou (Izaías 29,13): “Esse povo vem a mim apenas com palavras e me honra só com os lábios, enquanto seu coração está longe de mim e o temor que ele me testemunha é convencional e rotineiro[…]." Cumpre-nos, pois, juntar-nos aos que se convertem - dentre os quais se encontram pessoas que foram dadas aos mais degradantes hábitos e as mais aviltantes atitudes. Que atuemos tocados de arrependimento e emendemos nossas condutas, empenhando-nos de forma cada vez mais intensa e efetiva no adentramento na senda do Senhor, laborando denodadamente em sua divina messe.
30 de setembro de 2023

LITURGIA DE 30 DE SETEMBRO DE 2023 – SÁBADO – SÃO JERÔNIMO PRESBÍTERO E DOUTOR

As santas palavras desta liturgia instam em especial a assumir o compromisso - e pedimos o auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Zc 2,5-9.14-15a), de tomar consciência de que se buscarmos estar nos locais que o Senhor aprova, seremos protegidos como que com um muro de fogo e usufruiremos da presença divina; a glória do Senhor será em nós infundida a ponto de soltarmos gritos de alegria, cumprindo regozijar-nos pela oportunidade que o Senhor nos proporciona de nos colocarmos em sua presença, pois ele vem residir no meio de nós, sendo a sua palavra mensageira de seus desígnios, de sua vontade, de seus propósitos para nós e para o mundo. As santas palavras do Salmo Responsorial (Jr 31) instam-nos à consciência de que o Senhor Deus adotou o povo de Israel para ser seu, concedendo a graça de gozar de repouso aos que foram poupados da morte no deserto. Concita-nos à consciência de que o Senhor nos ama com eterno amor e nos estende seu favor, nos reconstrói, nos restaura e nos dá os mais altos motivos para nos alegrarmos e regozijarmos, aclamando com gritos de júbilo aquele que salva o seu povo. [...] Cabe-nos converter-nos, arrepender-nos de nossos erros, em atitude de humildade e contrição pelos pecados cometidos que se constituem o opróbrio de um passado contaminado pela insensatez do distanciamento dos caminhos do Senhor. Ele nos ama terna e profundamente, agindo com compaixão para conosco, sinalizando nossos caminhos, colocando precisas indicações para que não nos desviemos de sua senda, concitando-nos a retomar a frequência à sua casa, ao invés de ficar vagando por veredas desconhecidas, sujeitos às miríades de armadilhas a que se expõem os que se afastam dos seus caminhos. [...] Cumpre-nos, pois, consagrarmo-nos ao Senhor para que ele nos abençoe prodigamente, de modo a nos mantermos em estado de integridade divina, com o que jamais sermos destruídos, pois usufruiremos da vida eterna na companhia daquele que mais nos ama! O Santo Evangelho (Lc 9,43b-45) insta-nos à consciência da fugacidade do viver neste mundo e da ilusoriedade das glórias humanas - a exemplo de Jesus que, diante das manifestações de admiração que lhe eram dirigidas, disse aos discípulos que seria entregue nas mãos dos homens. Concitam-nos à consciência de que nosso destino natural é a decadência e a morte, mais cedo ou mais tarde; porém quem se mantiver fiel à vontade de Deus pai - a exemplo de Jesus - terá a maior das recompensas a que se pode aspirar!
29 de setembro de 2023

LITURGIA DE 29 DE SETEMBRO DE 2023 – SEXTA FEIRA – SÃO MIGUEL, SÃO GABRIEL E SÃO RAFAEL, ARCANJOS

As santas palavras desta liturgia instam em especial a assumir o compromisso - e pedimos o auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Dn 7,9-10.13-14), de tomar consciência de que a majestade divina é servida e assistida por miríades de anjos, que estão à disposição de Jesus Cristo, a quem foram dados império, glória e realeza, cumprindo a todos os povos de todas as línguas servi-lo em seu eterno domínio, aderindo ao reino que nunca será destruído. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 137) instam-nos a louvar o Senhor de todo o coração, porque ouve as nossas palavras. Cumpre-nos cantar louvando o Senhor na presença dos seus anjos; prostrar-nos ante o templo louvando o seu nome, pela sua bondade e fidelidade. [...] O Senhor nos conserva a vida em meio às adversidades, nos protege, nos salva. Cumpre-nos, pois, confiar no Senhor, ele não nos abandonará; não nos negará o seu divino auxílio. As santas palavras da 2ª Leitura (Ap 12,7-12a) instam-nos à consciência de que São Miguel Arcanjo e sua milícia celeste combatem e derrotam o maligno e seus asseclas que intentam seduzir e botar a perder a todos. A terra foi assolada pelo maligno, porém a salvação chegou, o poder e a realeza de nosso Deus e a autoridade de seu Cristo derrubam aquele que intenta nos seduzir, nos colocar a perder para então nos acusar diante de Deus. Pelo sangue de Jesus, o Cordeiro de Deus, nos tornamos aptos a vencer o maligno, a ponto de desprezar a vida e aceitar a morte, cientes da alegria infinitamente superior que usufruem os que se mantém fiéis à vontade de Deus, dos que se tornam habitantes do reino dos céus! O Santo Evangelho (Jo 1,47-51) insta-nos à profunda compreensão de que de fato Jesus é o Filho de Deus, que veio a este mundo e realiza milagres e prodígios com a assistência dos anjos, abrindo o céu e tornando-se ponte - Jesus é o Sumo Pontífice - para que os anjos desçam e subam entre o céu e a terra. Os que aderem a Jesus, aqueles que o seguem com profundo amor, com pureza de coração, tornam-se súditos do Reino de Deus e vivem - ainda que em meio a adversidades e provações - as alegria do céu ainda na terra; tornam-se gradual e progressivamente mais aptos a desfrutar da íntima companhia dos anjos que servem a Jesus. Sendo amigos de Jesus - e Jesus é o melhor amigo que podemos ter, sendo sua vontade sê-lo, conforme afirma em João 15,15 - nos tornamos amigos dos anjos que o servem. Porém se nos mantivermos impassíveis, com o coração duro, distantes de Jesus, caímos vítimas dos anjos caídos que servem o maligno, arrastando-nos pela vida escravos de suas seduções que levam, de abismo em abismo, para os mais degradantes estados de decadência e os mais atrozes sofrimentos.
28 de setembro de 2023

LITURGIA DE 28 DE SETEMBRO DE 2023 – QUINTA FEIRA – XXV SEMANA DO TEMPO COMUM

As santas palavras desta liturgia instam em especial a assumir o compromisso - e pedimos o auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Ag 1,1-8), de tomar consciência de que não é sensato protelar o atendimento das coisas de Deus; ao contrário, cumpre priorizá-las, sob pena de, por negligência e aguda insensatez, obstar o fluxo da graça divina. Longe da graça, caímos em desgraça... O profeta Ageu exemplifica a situação de quem se distancia da graça do Senhor: semeia muito e colhe pouco; come e bebe, porém não se sacia; veste-se, mas não se aquece; o que busca acumular, o faz como que em saco roto… Que essas santas palavras se impregnem profundamente em nossas consciências e nos comportemos com diligência e sensatez priorizando o Reino de Deus e sua justiça, com plena convicção de que assim procedendo, tudo mais nos será acrescentado! As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 149) instam-nos a cantar ao Senhor cânticos novos, ressoando o seu louvor nas assembleias dos fiéis, porque ele nos ama e, se nos mantermos humildes, nos dará honra e vitória! Cumpre-nos, pois, exultar e alegrar-nos no Senhor e nos empenhar no combate espiritual, intensificando nossas orações e ações de amor a Deus e ao próximo para que o Reino de Deus se estenda para cada vez mais pessoas mundo afora - em especial dando bom testemunho da fé aos nossos próximos. O Santo Evangelho (Lc 9,7-9) insta-nos à consciência das especulações humanas de quem não conhece Jesus, que levam a um estado de confusão, de inquietude… e à clareza do quão bom e agradável é aderir a Jesus, segui-lo de perto, contar com a segurança daquele que é o caminho, a verdade e a vida!
27 de setembro de 2023

LITURGIA DE 27 DE SETEMBRO DE 2023 – QUARTA FEIRA – SÃO VICENTE DE PAULO – PRESBÍTERO

As santas palavras desta liturgia instam em especial a assumir o compromisso - e pedimos o auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Esd 9,5-9), de cair de joelhos, estender as mãos para o Senhor e reconhecer as iniquidades acumuladas sobre nossas cabeças - o acúmulo de nossos pecados - com a consciência das terríveis consequências que tais atitudes tendem a gerar (no caso do povo de Israel, foi massacrada grande parte de seus membros, tendo sido entregues à pilhagem, vergonha, cativeiro, escravidão, deportação, servidão…). Instam à consciência de que dos integrantes de um resto desse povo que sobrou do massacre - e que clamou ao Senhor em copioso pranto - o Senhor teve misericórdia, permitindo que subsistissem e proporcionando-lhes abrigo em um lugar santo, fazendo brilhar uma luz na escuridão em que viviam. Deus não os abandonou no cativeiro, mas concedeu-lhes a benevolência dos reis da Pérsia, dando-lhes vida o bastante para reconstruir o Templo do Senhor, reerguer as ruínas e permanecer em abrigo seguro na terra natal. As santas palavras do Salmo Responsorial (Tb 13) instam a regozijar-nos com Tobit e a fazer coro com sua prece. Tomamos posse e a transpomos para nossa realidade atual. Sois grande, Senhor, na eternidade, vosso reino estende-se a todos os séculos. Porque vós provais e, em seguida, salvais. Conduzis a profundos abismos e deles tirais; e não há quem possa escapar à vossa mão. Celebremos o Senhor, todos os filhos de nossa nação. Louvemo-lo em presença de todas nações. Porque, se ele permitiu as realidades horríveis que nos circundam, foi para que reconheçamos que - nós e nossos antepassados - fomos omissos, débeis na prática da fé, cumprindo-nos retomar a higidez espiritual dos que sabem que não há outro Deus onipotente senão ele. Castigou-nos por causa das nossas iniquidades, mas nos salvará por sua misericórdia. [...] Feliz serei, se ficar um homem de minha raça para ver o esplendor de nossa nação: suas instituições serão reconstruídas à luz da justiça divina, seus integrantes se tornarão almas preciosas, seus meios de comunicação irradiarão as vossas maravilhas, e em suas ruas cantarão: Aleluia! Bendito seja Deus que te restituiu tal esplendor! Que ele reine sobre ti eternamente! O Santo Evangelho (Lc 9,1-6) insta-nos à consciência de que Jesus deu aos seus apóstolos poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar enfermidades, enviando-os para pregar o Reino de Deus e curar os enfermos. Cumpre impregnar-nos profundamente da consciência de que onde se estabelece o Reino de Deus - onde reina Deus - os demônios restam expulsos. A ação missionária iniciada pelos apóstolos e continuada pelos seus sucessores na Igreja tem por finalidade maior esse estabelecimento do Reino que se dá com a assepsia espiritual que se opera onde se ouve e se coloca em prática a Palava de Deus. Desse modo se estabelece o Reino daqueles que têm autoridade - dada por Jesus - sobre todos os demônios, retirando destes todo o poder para atuar sobre aqueles que aderem a Jesus e se mantém fiéis à sua palavra, à boa-nova do Evangelho.
26 de setembro de 2023

LITURGIA DE 26 DE SETEMBRO DE 2023 – TERÇA FEIRA – XXV SEMANA DO TEMPO COMUM

As santas palavras desta liturgia instam em especial a assumir o compromisso - e pedimos o auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Es 6,7-8.12.14-20), de louvar a Deus por ter inspirado as autoridades persas a determinar a reconstrução do templo, com o que se cumpriram as profecias dos profetas Ageu e Zacarias. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 121) instam a ir alegremente à casa do Senhor para celebrar o seu nome; usufruir da justiça, da paz, da segurança dos que são por ele amados. Por amor de nossos irmãos e nossos amigos, roguemos por eles a Deus para que tenham paz e felicidade! O Santo Evangelho (Lc 8,19-21) insta-nos à clareza de que aqueles que ouvem e colocam em prática a palavra de Deus integram a família de Jesus.
25 de setembro de 2023

LITURGIA DE 25 DE SETEMBRO DE 2023 – SEGUNDA FEIRA – XXV SEMANA DO TEMPO COMUM

As santas palavras desta liturgia instam em especial a assumir o compromisso - e pedimos o auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Es 1,1-6), de tomar consciência do quão elevada pode ser a intervenção divina na história. Conforme relata o profeta Esdras, o Senhor suscitou a Ciro, rei da Pérsia, que construísse um templo em Jerusalém, dando-lhe poder para exercer domínio militar sobre os reinos circunvizinhos e orientando-o em espírito a resgatar os filhos de Israel exilados pelo rei da Babilônia. Ciro determinou que os judeus dispersos fossem providos com prata, ouro, cereais e gado, bem como de oferendas voluntárias para o templo. O espírito de Deus tocou muitos Judeus a ir reedificar o templo em Jerusalém e os habitantes da redondeza a doar-lhes o que foi determinado por Ciro… para Deus nada é impossível! As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 125) instam em especial à consciência da alegria e regozijo do povo de Israel ao ser reconduzido do exílio na Babilônia a Jerusalém; a sensação de triunfo; o sentimento de gratidão ao Senhor e a conclusão de que os que semeiam entre lágrimas suas preces e clamores no coração do Senhor ceifarão com alegria; como que na ida caminhando chorando espalhando as sementes, mas na volta carregando alegremente os feixes. O Santo Evangelho (Lc 8,16-18) insta-nos à consciência de que o Senhor ascendeu nossas lâmpadas com a iluminação do Espírito Santo para brilharmos e contribuirmos, com o reflexo dessa luz que em nós o Senhor estabelece, para que o oculto se manifesta e o secreto seja descoberto. Concitam-nos ainda à consciência de que quem tem iluminação divina tende a atraí-la cada vez mais intensamente ao esmerar-se para colocar em prática o que recebeu, ao passo que aqueles que pouco se interessam pelas coisas de Deus - e por isso pouco têm dessa luz - tendem a tê-la de forma ainda mais minguada, por causa da negligência e do descaso; tornam-se, assim gradual e progressivamente mais mais ofuscados, aprofundando-se cada mais nas trevas, a não ser que se convertam.
24 de setembro de 2023

LITURGIA DE 24 DE SETEMBRO DE 2023 – DOMINGO – XXV SEMANA DO TEMPO COMUM

As santas palavras desta liturgia instam em especial a assumir o compromisso - e pedimos o auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Is 55,6-9), de buscar o Senhor, pois ele deseja ser encontrado; invocar o Senhor, pois está próximo. Cumpre-nos renunciar os comportamentos malvados e os projetos pecaminosos, voltando-nos ao Senhor, e ele se apiedará de nós; pois é generoso em perdoar, é imensa a superioridade do Senhor Deus nos seus pensamentos e ações em comparação com os nossos. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 144) instam em especial a louvar, glorificar e bendizer eternamente o Senhor Deus, contribuindo para que uma geração apregoe à outra as suas obras e proclame o seu poder esplendoroso em majestade, cujo brilho se reflete na criação, que estampa sua grandeza. Pois são imensas a bondade e a justiça do Senhor, bem como sua clemência, compassividade, longanimidade e bondade, sendo bom para com todos – sua misericórdia se irradia por sobre todas as suas obras. [...] Os olhos esperançosos se direcionam ao Senhor, que a seu tempo atende com benevolência os que o buscam, se aproxima dos que o invocam com sinceridade e satisfaz os desejos dos que o temem, salvando os que a ele dirigem seus clamores, pois o Senhor vela pelos que o amam, porém exterminará todos os maus. As santas palavras da 2ª Leitura (Fl 1,20c-24.27a) instam-nos a glorificar Cristo em nosso corpo, seja pela vida ou pela morte, com a consciência de que o viver é Cristo e o morrer é lucro. O viver no corpo é útil para o trabalho nesta vida e o desprender-se do corpo nos libera para estar com Cristo - o que seria imensamente melhor - mas enquanto vivermos, cumpre-nos fazer o melhor possível em favor de nossos semelhantes, empenhando-nos denodadamente para proceder a cada dia mais em conformidade com o Evangelho, com os desígnios divinos que Cristo nos ensina. O Santo Evangelho (Mt 20,1-16a) insta-nos à consciência de que a misericórdia de Deus vai muito além da lógica convencional e dos cálculos humanos. Indicam que ao Senhor não agrada a ociosidade e que todos são chamados a dedicar-se a servir na vinha divina, sendo todos remunerados com irretorquível justiça e aos que o Senhor desejar, com incomparável generosidade! Os desígnios divinos são insondáveis às especulações humanas. Diante deles, os primeiros podem ser os últimos e os últimos os primeiros.
23 de setembro de 2023

LITURGIA DE 23 DE SETEMBRO DE 2023 – SÁBADO – SÃO PIO DE PIETRELCINA

As santas palavras desta liturgia instam em especial a assumir o compromisso - e pedimos o auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (1Tm 6,13-16), de nos colocarmos na presença do Senhor Deus que nos criou e dá vida a todas as coisas, e de Jesus Cristo, o bem aventurado e único soberano, Rei do Universo na Trindade Santíssima, dando honra ao que é todo poderoso e eterno, guardando de forma irrepreensível e sem mácula os mandamentos, bem como cumprindo fielmente os mandatos respectivos aos ministérios com os quais somos agraciados em nossa caminhada de fé! As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 99) instam em especial a aclamar o Senhor Deus em todo o orbe, servindo-o com alegria para que muitos e muitos se coloquem exultantes em sua presença, cientes de que o Senhor é Deus, ele nos fez e somos seus, o seu povo, as ovelhas do seu rebanho. Entremos cantando nos pórticos da Casa do Senhor, glorificando e bendizendo seu santo nome, porque o Senhor é bom, sua misericórdia é eterna e se estende de geração em geração a sua fidelidade! O Santo Evangelho (Lc 8,4-15) insta-nos à consciência de que aproximar-se de Jesus proporciona que se recebam graças de cura e libertação, além de rico aprendizado, como o da parábola do semeador. [...] os que recebem a Palavra de Deus e a praticam configuram-se como terra boa, mantendo o coração reto bom, frutificando prolificamente pela perseverança. Cientes de tal realidade [...]cumpre-nos vigiar e orar para cultivá-la com esmero, tornando-nos o melhor terreno possível!
22 de setembro de 2023

LITURGIA DE 22 DE SETEMBRO DE 2023 – SEXTA FEIRA – XXIV SEMANA DO TEMPO COMUM

As santas palavras desta liturgia instam em especial a assumir o compromisso - e pedimos o auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (1Tm 6,2c-12), de tomar consciência de que quem ensina de forma discordante das palavras salutares de nosso Senhor Jesus Cristo, bem como da doutrina conforme a piedade, é uma pessoa obcecada pelo orgulho, ignorante, doentio por questões ociosas e contendas de palavras. [...] Instam-nos à consciência de que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, pois as pessoas acossadas pela cobiça tendem a se desviar da fé e se enredar em um sem número de aflições, cumprindo aos que buscam a Deus fugir de tais vícios e procurar com todo empenho a piedade, a fé, a caridade, a paciência e a mansidão, com firmeza no bom combate da fé para conquistar a vida eterna, à qual fomos chamados. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 48) concitam-nos a escutar e a retransmitir a todos - humildes e poderosos, ricos e pobres - as palavras de sabedoria e os pensamentos profundos, que se constituem em sentenças inspirados por Deus: são insensatos os que confiam em seus bens e se vangloriam das riquezas, pois nenhum homem pode salvar-se a si mesmo e nem prolongar indefinidamente a vida a ponto de escapar da morte [...]. Tais santas palavras instam-nos à consciência de que o túmulo será a eterna morada do ímpio, ainda que tenha dado a muitas terras o seu nome, pois quem vive na opulência é semelhante ao gado gordo que se abate; depressa desaparecerão suas figuras e a região dos mortos será sua morada, a fortuna dos ricaços não descerá com eles aos infernos. Por seu turno, o que é fiel ao Senhor terá a alma libertada da habitação dos mortos, irá habitar com o Senhor. O Santo Evangelho (Lc 8,1-3) ensina-nos que Jesus andava pelas cidades e aldeias anunciando a boa nova do Reino de Deus juntamente com os doze apóstolos e também algumas mulheres que tinham sido libertas de espíritos malignos e curadas de enfermidades e proporcionavam assistência à missão salvífica de Jesus com seus recursos. Tais ensinamentos instam-nos à consciência de que é fundamental a intercomplementariedade de esforços por parte de todos os que aderem à causa de Jesus, cada um de acordo com aquilo que tem e pode.