21 de setembro de 2023
As santas palavras desta liturgia instam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Ef 4,1-7.11-13), de levar uma vida digna da vocação à qual fomos chamados, com toda humildade e amabilidade, com grandeza de alma, suportando-nos uns aos outros com caridade, sendo solícitos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz, sendo um só corpo e um só espírito, assim como fomos chamados pela nossa vocação a uma só esperança, pois há um só Senhor, uma só fé e um só batismo [...] até atingirmos o estado adulto, a estatura da maturidade de Cristo. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 18) instam-nos à consciência de que os céus narram a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos. O dia de ontem transmitiu a esse essa notícia - e assim sucessivamente, ao longo dos tempos, pois nada existiria se o Senhor Deus não tivesse criado - sendo tudo o que existe testemunha eloquente da realidade da criação divina, espalhando-se, assim, por toda a terra o seu ruído: no canto dos pássaros, no troar do trovão, no zumbido do vento… [...] Se essas maravilhosas manifestações exteriores nos dão a certeza da existência de Deus, não menos maravilhosas são as manifestações que em nosso íntimo asseveram essa existência: a perfeita a lei do Senhor que reconforta a alma; a segura ordem do Senhor que instrui os simples; os retos preceitos do Senhor que deleitam o coração [...] Contudo, cumpre vigiar e orar, pois, conforme alerta o salmista: quem pode ver as próprias faltas? Cumpre-nos, pois, tomar consciência de que somos sujeitos a equívocos, a não enxergar pontos falhos que se mantêm ocultos à nossa compreensão, sendo necessário manter uma postura de humildade e de circunspecção, pedindo ao Senhor a purificação das faltas ocultas, buscar o sacramento da confissão, manter-nos atentos a essa realidade de possível ignorância de algumas faltas, invocando ao Senhor piedade para delas nos purificar, para nos preservar do orgulho, para não sermos dominados por ele e assim nos mantermos íntegros e livres de faltas graves. [...] O Santo Evangelho (Mt 9,9-13) insta-nos a seguir o exemplo de conversão dado por São Mateus, que a partir do chamado que recebeu, prontamente seguiu Jesus e passou a fazer o melhor possível para bem servir o Mestre, convertendo-se, de pecador contumaz, em exemplo de esforço e dedicação [...] Insta-nos ainda a seguir o exemplo de Jesus, que não fazia acepção de pessoas e anunciava o Evangelho a todos, priorizando os pecadores, compreendendo-os como os doentes que mais precisavam de cuidados [...] pautado no preceito divino proclamado pelo profeta Oséias: "Eu quero a misericórdia e não o sacrifício (Os 6,6)".
